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Geli Raubal: Sobrinha e Amante de Hitler!

Sempre esteve presente nos estudos históricos a relação entre  Hitler e Eva Braun, principalmente pelo fato deles se casarem pouco antes de cometeram suicídio em 30 abril de 1945. Contudo Eva Braun não foi a grande obsessão amorosa de Hitler. Muitos pesquisadores, entre eles Marc Vermeeren e a britânica Angela Lambert, sustentam que a sobrinha Angela Geli Raubal tenha sido a mulher que conseguiu canalizar a atenção do líder alemão e foi preponderante para sua conduta política.

Geli era filha da meia-irmã de Hitler, Angela Franziska. Hitler trouxe sua irmã para Berchtesgaden como sua governanta no final da década de 20.  Geli, então com 17 anos, passou a conviver com seu tio. Essa aproximação se tornou um relacionamento em pouco tempo, muito embora o próprio Hitler negasse insistentemente os rumores que já eram públicos.

Historiadores sustentam que Hitler possuía uma obsessão doentia pela sobrinha, inclusive mantendo relações sexuais sadomasoquistas, fato que foi confidenciado pela própria Geli a Otto Strasser. O que é certo é que Hitler mantinha a sobrinha sob rígido controle. Ela morava em uma luxuoso apartamento de Munique, onde fazia aulas de canto e teatro.

Apesar da opressão, Geli se envolveu com Emil Maurice, o motorista particular de Hitler. Geli declarou que seu desejo era casar-se com Emil. Deixando seu tio furioso.

Na manhã do dia 19 de setembro de 1931, a jovem de 23 anos foi encontrada morta no chão de seu quarto. Em cima do divã, a pistola do tio. Nunca se soube exatamente o que aconteceu. Rumores davam conta de que a jovem havia sido assassinada por um namorado ciumento, pela SS (a organização paramilitar do Partido Nazista) ou por Hitler em pessoa, enraivecido por uma possível gravidez ou relacionamentos com outros homens, incluindo seu motorista Emil Maurice, com quem Geli almejava se casar. A polícia, sob pressão do Partido Nazista, encerrou o caso com uma declaração de suicídio feita por um legista.

O tempo passado ao lado de Geli marcou a vida de Hitler. Inclusivamente, depois, ele comparava cada nova mulher que conhecia com a perdida Geli. Sua dor foi tão profunda que encerrou a sua habitação em Prinzregentenstrasse. Durante vários dias, Hitler falou de suas próprias intenções de suicidar-se, e descobriu que já não podia comer carne: “É como comer um cadáver”, afirmava, segundo testemunhas. Algumas fontes afirmam que Hitler se fez vegetariano a partir deste facto, mas a verdade é que, já desde 1924 poucas vezes Hitler comia carne. Este episódio destroçou emocionalmente Hitler, que optou por seguir o mesmo caminho. Hitler tentou suicidar-se por sua morte, mas seu fiel amigo e secretário Rudolf Hess conseguiu tirar-lhe a pistola das mãos no último minuto. Mais tarde, Hitler diria: “É a única mulher que tenho querido”. Segundo os mais experientes historiadores de Hitler, Geli e sua mãe Klara Hitler foram as duas únicas pessoas que tiveram um factor emocional determinante na vida de Hitler.

Hitler fez uma estátua a Geli e, todos os anos, no aniversário de sua morte, fechava-se durante horas no quarto da falecida Geli, onde passava horas, olhando suas roupas, fotos e demais lembranças. Até o princípio da guerra, Hitler também passou as vésperas de Natal sozinho nesse quarto. Sempre na cama de Geli, Hitler depositava flores de forma afectiva . Só Anny Kramer-Winter, a dona-de-casa de Hitler a partir de 1929 até 1945, e ele, entravam naquele quarto. Qualquer outra pessoa tinha o acesso proibido. A cada aniversário de seu nascimento e de sua morte, Hitler depositava um ramo de flores aos pés de um quadro de sua sobrinha. Durante toda a guerra, retratos de Geli se conservaram no Berghof e na Chancelaria do Reich, até o final da guerra. Aquele golpe foi terrível para o futuro líder da Alemanha nazista e, após este facto, virou-se determinadamente para a política, sustentando unicamente relações com Eva Braun, a assistente do estudo fotográfico de Heinrich Hoffmann.

Fontes:

 Marc Vermeeren. “De jeugd van Adolf Hitler 1889-1907 en zijn familie en voorouders”. Soesterberg, 2007, 420 blz. Uitgeverij Aspekt

“A História Perdida de Eva Braun”, Angela Lambert. Ed. Globo. 2007

http//pt.wikipedia.org/wiki/Geli_Raubal

“Hitler’s Women, Guido Knopp. Routledge. 2003

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