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Archive for fevereiro \27\America/Recife 2013

Teatro do Pacífico – O Mais Terrível da Segunda Guerra Mundial

O velho Teatro de Operações da Europa com certeza foi o mais devastador em termo de destruição e perdas de vidas humanas. Mas para o soldado, o guerreiro incorporado ao Exército americano ou japonês, nada se comparou ao Teatro de Operações do Pacífico. A guerra que se desenvolveu das Ilhas Salomão até o avanço sobre Okinawa transformou a vida dos homens que combateram nestas batalhas um inferno comparável as mais sangrentas batalhas de trincheiras da Primeira Guerra.

Não por acaso, foi nestas batalhas que o número de atrocidades contra o inimigo foram banalizadas, tanto que Alto Comando da Marinha americana emitiu ordens proibindo que se colecionassem partes dos corpos dos inimigos. Médicos do Corpo de Fuzileiros tentavam explicar as tropas as doenças cadavéricas que as pessoas que manipulavam corpos em decomposição estavam sujeitas a contrair.

Do lado japonês, os mortos se acumulavam em cada campanha para defender ilha a ilha. O espírito combativo e o código de conduta do exército nipônico não permitiam que o soldado japonês se rendesse, não permitia que seu ardor combativo diminuísse, por isso a quantidade de mortos em ataques suicidas eram impressionantes. Um grupamento atacava uma metralhadora inimiga até que o último homem caísse, e não eram poucos que caiam.

Para acrescentar a violência dos combates, o clima foi outro inimigo terrível. Meses de chuvas incessantes fizeram um atoleiro insuportável, alguns suicídios foram registrados, e muitos militares foram retirados da linha para hospitais psiquiátricos, um verdadeiros pandemônio.

Se a guerra é uma experiência terrível e devastadora para os jovens, pelo menos no Teatro das Europa, as folgas com os passes livres amenizavam e revigoravam os homens, já no Teatro do Pacífico apenas as ilhas e o mar contemplavam os desejos de retornar para casa de milhares de jovens japoneses e americanos.

Tomada de Monte Castelo: Uma Solenidade de Reconhecimento Histórico

Muito se fala nesse país em memória curta, em povo sem memória. Contudo, podemos afirmar e testificar que nesse país sempre haverá homens  comprometidas e preocupadas com a preservação histórica. Para tanto, podemos pontuar a solenidade alusiva a Tomada de Monte Castelo realizada no último dia 22 na 7ª Região Militar  – Região Matias de Albuquerque.

 Estavam presentes vários Veteranos da Força Expedicionária Brasileira juntamente com personalidades que prestigiaram a solenidade. Nesta formatura, tão significativa para a história do Exército Brasileiro, os pontos mais marcantes, além das presença dos protagonistas da Batalha, a entrega da Medalha Aspirante Mega. Essa medalha, de grande valor moral e de liderança, já que carrega o nome de um exemplo de liderança militar em combate, foi entregue a homens que se destacaram na vida militar ou em atividades relevantes para preservação da memória da Força Expedicionária Brasileira.

 Além do  próprio Grupamento Aspirante Francisco Mega que tem voluntários em seus quadros que reconhecem a necessidade de chamar a atenção da atual geração para os sacrifícios que outras gerações tiveram que fazer para  a manutenção da liberdade no mundo.

Nada mais justo do que reverenciar e agradecer aos líderes e chefes militares que preconizaram e idealizaram esse belíssimo exemplo de preservação histórica; preservação dos valores que honram a memória daqueles que perderam suas vidas nesta horrível, mas necessário batalha.

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XX

Parte 20

Peter Petersen se lembra de um velho colega de escola, um Untersturmführer da SS que estava de licença do front. Ele tinha recebido “uma repreensão severa” por parte dos seus superiores devido à sua resistência em executar prisioneiros. Petersen chamou a atenção para o fato dele ter mudado desde os antigos tempos de escola:

“Foi dito a ele que aquela não era uma guerra para crianças (A tradução correta seria Guerra de Jardim de Infância – Kindergaten Krieg – embora a expressão “guerra para crianças” seja mais adequada – N. do T.). Ele seria enviado para assumir o comando de um pelotão de fuzilamento onde ele teria que executar partisans, desertores alemães e sabe-se lá o que mais. Ele me disse que não tinha coragem em desobedecer tal ordem já que, se o fizesse, seria executado.”

Um sentimento de incerteza reinava atrás das linhas do front. Soldados se sentiam cercados e isolados. O Korück 582 – uma unidade de segurança operando atrás das linhas do front do 9º Exército – era responsável por 1.500 vilas em uma área de mais de 27.000 km quadrados. Ele tinha apenas 1.700 soldados sob o seu comando para executar tal tarefa. Nenhum apoio era oferecido pelo 9º Exército o qual, no início da campanha, tinha uma carência de 15.000 homens. As atividades dos partisans abrangiam 45% da área operacional. Tais unidades de segurança eram, na sua maioria, comandadas por oficiais incompetentes e idosos que tinham entre 40 e 50 anos comparados com os oficiais das linhas de frente que tinham em média 30 anos. Os comandantes dos batalhões do Korück 582 tinham praticamente 60 anos e seus soldados receberam pouco treinamento. Os sentimentos de vulnerabilidade e de um perigo constante eram freqüentes nestas zonas as quais, paradoxalmente, poderiam ser tão ativas e perigosas quanto as linhas de frente.

Walter Neustifter, um infante e operador de metralhadora, contou que “você sempre tem que ter em mente os partisans.” E atrocidade gerava mais atrocidade.

“Eles atacaram toda uma equipe de transporte e logística, despiram os soldados, colocaram as suas roupas e distribuíram todo o material capturado e alguns rifles. Então, para assustá-los, nós enforcamos 5 homens.”

Peter Neumann, um oficial da 5ª Divisão SS ‘Wiking’ explicou após um massacre em represália aos ataques de partisans contra soldados alemães:

“Nós da SS podemos ser cruéis, mas os partisans também travam uma guerra desumana e não mostram nenhuma misericórdia. Talvez nós não possamos culpá-los por estarem defendendo a sua própria terra, mas mesmo assim está bem claro o nosso dever de exterminá-los… e onde está o senso de justiça? Como se tal coisa existisse…”

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XIX

Os soldados alemães também eram assolados pelos franco-atiradores. O motorista Helmut K., escrevendo para os seus pais em 7 de julho, reclamou que a sua unidade, transportando material de Varsóvia para o front, tinha sofrido 80 mortos, “32 deles por franco-atiradores.” As medidas repressivas resultantes só aumentavam o nível de violência. Virtualmente não havia nenhuma atividade de partisans na Ucrânia após o início da invasão, a não ser de grupos que ficaram para trás constituídos por oficiais do Exército Vermelho e de grupos especiais da NKVD. Após as batalhas que resultaram no cerco de Kiev, as operações efetuadas por partisans no Grupo de Exércitos Sul aumentou consideravelmente. Na área do Grupo de Exércitos Centro, os grupos de partisans chegariam a controlar 45% da região ocupada, mas as atividades de início eram em pequena escala. Os franco-atiradores eram a primeira manifestação de resistência. Durante o avanço em direção a Leningrado, o artilheiro Werner Adamczyk foi recebido a tiros por pessoas que “nem estavam de uniforme” e que “não atiravam tão mal”. Ele ficou surpreso e indignado:

“Agora parece que vamos ter de lutar contra os civis! Já não era bastante lutar contra o Exército Vermelho. Agora nem nos civis nós podemos mais confiar.”

Qualquer resistência as áreas da retaguarda era referida como “bandidos ou “civis”. Karl D. escreveu no seu diário no início de julho:

“À nossa direita havia campos de trigo. Precisamente neste momento um civil atirou a partir da plantação. Uma procura foi feita no campo. Aqui e ali se ouvia um tiro. Deveriam ser franco-atiradores. Havia também soldados russos que estavam escondidos na floresta. De vez em quando um tiro era disparado.”

Outro soldado, Erhard Schaumann, descreveu como:

“Nós percebemos depois que a população russa não tinha fugido, mas se escondido em abrigos subterrâneos. Nós recebemos tiros de morteiros extremamente precisos no nosso acampamento o que causou pesadas baixas. Nós pensamos que devia haver russos (observando) por perto para estarem mirando tão bem.”

Ao investigarem, eles desentocaram várias pessoas dos abrigos subterrâneos. Schaumann ficou relutante em explicar o desenrolar da situação:

“Schaumann: Ja , eles foram trazidos e interrogados… foi o que eu ouvi.
Entrevistador: E para onde eles foram levados?
Schaumann: Para o comandante do batalhão ou do regimento ou para o comandante da divisão, e então eu ouvi tiros e sabia que eles tinham sido executados.
Entrevistador: Você viu isso também?
Schaumann: Eu vi.
Entrevistador: Você participou disto?
Schaumann: Eu tenho que responder a isso? Por favor, me poupe de responder isso.”

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Berlim, A Última Fronteira – Parte I

No final do ano de 1944, a Alemanha estava prestes a desencadear a ofensiva das Ardenas, a última tentativa de Hitler conseguir neutralizar o avanço Aliado pelo ocidente ou, como é sustentando por muitos estudiosos, uma desesperada saída negociada com os anglo-americanos. Muito embora Hitler acreditasse em uma reviravolta no cerco que se formava sobre ele, ninguém mais em Berlim contava com uma vitória completa da Alemanha.

Berlim, desde o final de 1944, já se preparava para o pior. O racionamento e os bombardeios sistemáticos sobre a capital alemã tornava a vida dos berlinenses triste e dura. Mas nada assustava mais do que as notícias que viam do leste. Os vermelhos avançavam com uma voraz sede de destruição. E o objetivo final era Berlim, e os alemães que moravam na capital sabiam disso.

 No início de 1945 foram formadas forças combativas para defender a cidade. O objetivo era defender suas casas e suas famílias, pelo menos esse era o argumento. Crianças foram recrutadas, velhos e mutilados de guerra, todos que pudessem empunhar uma arma deveria combater o inimigo que estava cada vez mais próximo. Treinamentos e treinamentos eram dados aos civis para manusear armamentos leves e outros mais adequados aos combates contra os tanques, como os panzerfausts, de fácil manuseio, ele seria a principal arma para destruir o inimigo.

Mas era uma missão perdida, todos sabiam disso, tanto sabiam que muitos se recusaram a lutar, muitos tentaram se refugiar assim que as investidas contra a cidade iniciaram. Estes, considerados covardes, quando eram pegos, eram enforcados.

Nada adiantou, os arredores de Berlim são alcançados pela artilharia russa na segunda semana de abril, bastaria mais duas semanas para que ela caísse juntamente com toda a cúpula nazista. Era o fim da última fronteira a ser conquistada pelos Aliados na Europa.

Tomada de Monte Castelo: 7ª Região Militar Realiza Solenidade Alusiva

No dia de ontem (22/02), a 7ª Região Militar, Região Matias de Albuquerque, realizou solenidade alusiva ao 68º aniversário da Tomada de Monte Castelo, feito da Força Expedicionária Brasileira em 21 de fevereiro de 1945, e o 98º Aniversário deste grande comando.

A 7ª Região é comandada pelo General de Divisão Marcelo Flávio Oliveira Aguiar que não mediu esforços para realizar uma solenidade à altura de nossos Veteranos da FEB e da História da 7ª RM/7ª DE. Vale ressaltar que a Região foi comandada pelo então General Mascarenhas de Morais, entre os anos de 1940 a 1943, sendo um dos grandes comandos que reorganizou a defesa do nordeste brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial.

A solenidade contou com a presença de autoridades civis e militares, dentro eles o antigo comandante do Exército General Francisco Roberto de Albuquerque e o Comandante Militar do Nordeste General Odilson Sampaio Benzi.

Evidentemente, um dos destaques principais da belíssima e emocionante formatura foi à presença de Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco, que desfilaram em viaturas de época , seguidos pelo Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega, grupamento composto de integrantes da Associação SEMPRE Polícia do Exército, utilizando réplicas dos uniformes utilizados pelos nossos pracinhas na Segunda Guerra Mundial.

O emocionante desfile perpetrou a máxima reverência aos brasileiros que tentaram nos meses de novembro e dezembro de 1944 a conquista de uma elevação bem defendida, que ceifou a vida de valentes soldados do Exército Brasileiro.

Hoje estamos lembrando a Vitória de Monte Castelo. Há 67 anos centenas de soldados brasileiros mortos nos ataques anteriores tiveram seu sangue honrado com a Tomada de Monte Castello.

Francisco Miranda - BLOG

5º e último ataque ao Monte Castelo

            No dia 16 de Fevereiro de 1945 o General Critemberger, comandante do IV Corpo do Exército, deu a seguintes ordem à 1ª Divisão de Infantaria Divisionária:

  1. atacar o Monte Castelo após a 10ª Divisão de Montanha ter capturado Mazzancana
  2. guarnecer, mediante ordens, as regiões conquistadas pela 10ª, a fim de liberá-la para outras operações
  3. realizar uma manobra lateral, pelo fogo, na região entre Falfare e Livorno.

            O último ataque ao Monte Castelo foi feito sob comando do General Mascarenhas de Morais, sendo encarregado da ação principal o 1º R.I.,e da ação secundária um batalhão do 11° R.I., no caso este ficaria como reserva do comando. A operação deveria ser desencadeada após a conquista  da Região de Mazzancana.

            Na noite do dia 20 de Fevereiro, o 1º R.I., ocupou cuidadosamente a base de partida( Mazzancana – Bombiana – Le Roncole), onde…

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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XVIII

Parte 18

Os excessos eram cada vez mais comuns. Ao final de agosto, o Gefreiter Georg Bergmann do Regimento de Artilharia 234 perto de Aunus no front finlandês ao norte, testemunhou um espetáculo bizarro proporcionado por veículos de uma unidade sendo dirigidos a uma alta velocidade com prisioneiros se empoleirando no capô do motor e nos pára-lamas. Ele disse que: “A maioria caiu devido à altíssima velocidade e foram ‘fuzilados enquanto tentavam escapar’.” O Gefreiter de infantaria Jakob Zietz contou sobre seis prisioneiros de guerra russos capturados por sua companhia da 253ª Divisão de Infantaria, os quais foram obrigados a trabalhar carregando munição perto de Welikije Luki. “Eles estavam completamente exaustos devido à ação do calor e dos seus esforços e caíram no chão, incapazes de continuar a marchar.” Eles foram executados a tiros. Outros morreram limpando campos minados ou carregando munição para a linha de frente.

Durante a noite de 27 de agosto, milhares de prisioneiros soviéticos foram apinhados dentro de um ponto de coleta de prisioneiros em Geisin, perto de Uman. O complexo foi projetado para comportar entre 500 a 800 pessoas, mas a cada hora que passava, de 2.000 a 3.000 prisioneiros chegavam para serem alimentados e enviados para a retaguarda. Nenhuma comida havia chegado e o calor era sufocante. Ao anoitecer, 8.000 se acotovelavam dentro do local. O Oberfeldwebel Leo Mallert, um dos guardas da 101ª Divisão de Infantaria, ouviu então “gritos e tiros” vindos da escuridão. O som dos tiros indicava que era obviamente de grosso calibre. Duas a três baterias de Flak 88mm que estavam por perto começaram a atirar diretamente contra um silo de grãos que estava dentro do perímetro de arame farpado “porque os prisioneiros tinham alegadamente tentado fugir.” Mais tarde um dos vigias disse a Mallert que entre 1.000 e 1.500 homens tinham sido mortos ou gravemente feridos. Má organização e péssima administração resultaram em um superlotação crônica, mas o Stadtkommandant (Comandante Militar) de Geisin não podia arriscar uma fuga em massa.

Não há local, dentro da disciplinada cultura militar alemã ou dentro de sua doutrina tática para lidar contra civis irregulares. Este tinha sido historicamente o caso durante a guerra Franco-Prussiana de 1871 e que se repetiu durante as primeiras fases de ocupação da Primeira Guerra Mundial. Os soldados alemães consideravam errado, ou de alguma maneira injusto, o fato do inimigo continuar a lutar na retaguarda depois de ter sido isolado ou cercado, lutando em um situação sem esperança. Na Rússia, diferentemente do que tinha até então acontecido no oeste, o inimigo se recusava a em seguir as regras de uma rendição ordenada. Os irregulares eram chamados de “bandidos” de acordo com o linguajar militar alemão e tratados como tais. Milhares de soldados russos acabaram ficando separados de suas formações de origem nas grandes batalhas durante as operações de cerco. No dia 13 de setembro de 1941, o OKH ordenou que soldados soviéticos que se reorganizassem e continuassem a resistir após serem ultrapassados pelas forças alemãs, deveriam ser tratados como partisans ou “bandidos”. Em outras palavras, eles deveriam ser executados. Oficiais da 12ª Divisão de Infantaria receberam a seguinte orientação do seu comandante:

“Prisioneiros feitos atrás da linha de frente (…) a única ordem é atirar! Todo soldado deve atirar contra qualquer russo que for encontrado atrás da linha de frente e que não tenha sido feito prisioneiro durante a batalha.”

Tais ordens não soariam absurdas aos soldados simpatizantes ao acordo tácito de que a guerra deveria ser limpa e justa desde que, é claro, se observasse a superioridade tecnológica, tática e organizacional alemã.

C O N T I N U A

Sequência de um Ataque Antiaéreo Alemão Contra Paraquedistas!

Quando li a primeira vez a obra de Stephen E. Ambrose, O Dia D, fiquei fascinado por sua descrição no capítulo que abordava as Operações Aerotransportadas. Logo no início, ele já avisa que não há registro fotográfico dos saltos no território francês. Contudo, o relato das baterias antiaéreas abrindo fogo contra os Dakotas, que tentavam desviar dos tiros traçantes aumentando ou diminuído a altitude e tornando o salto dos paraquedistas um verdadeiro inferno. Isso aguçava a imaginação.

Já na Operação Market Garden houve sim registro fotográfico, mas são poucos os registros do lado alemão das operações antiaéreas contra as tropas aliadas. Por isso, o registro fotográfico abaixo é extremamente importante para termos noção como as baterias antiaéreas alemãs atuavam contra uma invasão do porte da Market Garden.

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XVII

Parte 17

Pode ter havido dúvidas sobre a “justeza” da causa alemã, embora elas não fossem disseminadas. “Nós sabíamos que essa não era uma guerra de defesa forçada contra nós.” admitiu Klemig. “Era uma guerra de agressão estúpida e uma olhada no mapa mostrava que ela não poderia ser ganha.”. As pressões também se manifestavam de outras maneiras preocupantes. O Schütze Benno Zeiser teve de impedir que seu amigo Franzl espancasse prisioneiros soviéticos. Ele dizia:

“Me deixa! Eu não agüento mais! Parem de olhar para mim dessa maneira! Eu estou louco! Eu sou um lunático! Nada além dessa miséria infernal todo o tempo. Nada além dessas criaturas, esses vermes miseráveis! Olhe para eles se arrastando pelo chão! Não consegue ouvi-los gemendo? Eles tem que ser pisoteados de uma vez por todas, bestas imundas! Remover da face da terra!”

Claro que Franzl estava sofrendo um colapso nervoso. Ele dizia: “Você tem que entender, eu não agüento mais!”.

A propaganda Nacional Socialista havia “desumanizado” o inimigo mesmo antes do início da campanha. Quando da sua captura, os Comissários russos eram separados dos soldados e executados. Os maus-tratos e a execução indiscriminada dos prisioneiros de guerra russos não eram apenas resultado das ordens específicas vindas de cima e nem eram necessariamente conduzidas de uma maneira disciplinar. Os relatórios das Divisões e de outras unidades indicam que as execuções indiscriminadas e violentas dos prisioneiros soviéticos começaram mesmo desde os primeiros dias da campanha. Os oficiais mais graduados tinham objeção ao fato, mais por questões disciplinares do que por questões morais. O medo era de que os excessos pudessem levar a uma situação anárquica dentro das fileiras e, ao mesmo tempo, intensificar a já feroz resistência russa. O General Lemelsen, comandante do XXXXVIIIº Corpo Panzer, após três dias de campanha, repreendeu a sua tropa ao reclamar que:

“Eu observei que tem ocorrido a execução indiscriminada tanto de prisioneiros de guerra quanto de civis. O soldado russo quando feito prisioneiros ainda utilizando o uniforme e após ter lutado bravamente, tem o direito a um tratamento decente.”

Ele, porém, não questionou a “ação impiedosa” que o Führer havia ordenado “contra partisans e comissários bolcheviques”. Os soldados interpretaram esta ordem de forma tão liberal que uma nova diretiva foi instaurada após 5 dias de modo a coibir os excessos.

“Apesar das minhas instruções de 26/04/1941, (…) ainda se observa o fuzilamento de prisioneiros de guerra e de desertores conduzidas de uma maneira criminosa e sem sentido. Isso é assassinato! A Wehrmacht Alemã está conduzindo uma guerra contra o Bolchevismo, não contra o povo russo.”

Lemelsen foi perceptivo o suficiente para compreender que “as cenas de incontáveis corpos de soldados deitados nas estradas, claramente mortos por causa de um tiro na cabeça à queima-roupa, sem suas armas e com as mãos para cima, rapidamente serão propagadas pelo exército inimigo.”.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Bombardeio Sobre Tóquio: Triste e Esquecido – Parte II

PARTE 2

Em 1937, quando o Japão bombardeou “homens, mulheres e crianças indefesas” nas cidades chinesas, Franklin Roosevelt, presidente dos EUA, chamou tal ação como “cruel” e disse que “era repugnante aos corações de cada homem e mulher civilizados.” Em 1939, a Alemanha chocou o mundo ao bombardear Varsóvia. Então, em 1940, a Luftwaffe bombardeou Roterdã, Londres e Coventry. Roosevelt “de novo apelou que todos os lados evitassem o bombardeamento de civis e continuou ‘lembrando com orgulho que os Estados Unidos continuamente tem assumido a liderança no desejo de que tal prática inumana seja proibida’.” O Ministério de Relações Exteriores britânico condenou tais “métodos inumanos usados pela Alemanha em outros países” e declarou que “O Governo de Sua Majestade deixa bem claro que não faz parte de sua política bombardear alvos não-militares, independente de qual seja a política do Governo Alemão.”

Mesmo assim, quando os americanos e os ingleses entraram na guerra aérea de forma integral, eles provaram ter poucos escrúpulos sobre a matança de civis alemães e japoneses.

Em 8 de julho de 1940, o primeiro-ministro Winston Churchill escreveu: “Quando eu olho em volta e vejo como podemos ganhar essa guerra, eu percebo que há apenas um caminho seguro e esse é o ataque completamente devastador e exterminador feito por bombardeiros pesados desse país contra a pátria nazista.” Apesar disso, a habilidade de uma aeronave viajar centenas de milhas por hora e localizar com precisão algo pequeno como uma fábrica ou depósitos de munição se provou impossível. “Um relatório arrepiante de agosto de 1941 mostrou que apenas uma bomba em cinco caiu a uma distância de um raio de cinco milhas (8 km) do alvo em questão.” Então, se a Real Força Aérea (Royal Air Force – RAF) não podia bombardear os alvos que queria, eles iriam bombardear aqueles que podia.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Na Guerra, Um Cigarro Era Tudo!

Na preparação para o Dia D, todos os soldados receberam um  maço de cigarros para consumo durante a Operação Overlord. Quando estava na fila para receber o seu material individual que acompanhava o tal maço, um dos soldados não quis receber seu maço.

 – Desculpe Sargento, mas eu não fumo – disse o soldado

O veterano Sargento da campanha da África, disse:

 – Filho, pegue o cigarro e leve com você, quando chegar do outro lado do Canal você estará fumando!

 O Soldado da 116 Ranges iria desembarcar no setor Dog Red na praia de Omaha.

Ao final daquele dia 06 de junho, o Soldado já tinha praticamente fumado todo o seu maço.

O cigarro e o cachimbo entrou para Rol das necessidades básicas do soldado na Segunda Guerra Mundial. Diferentemente de outros conflitos posteriores, tais como o Vietnã, onde o consumo de maconha era muito alto, na Segunda Guerra Mundial o cigarro era o único instrumento que visava relaxar o controle emocional para o soldado em campanha. Usado não apenas dos Aliados mais de todos os países envolvidos.

Foi a guerra do Lucky Strike

* Os malefícios do cigarro não eram totalmente conhecidos, pelo contrário, o cigarro era considerado agente que tranquilizava e relaxava os fumantes. Felizmente hoje sabemos da ação devastadora do uso do cigarro.

Wehrmacht : Da Glória da Vitória a Humilhação da Derrota

Em 1939, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, o mundo estava prestes a testemunhar uma força militar jamais vista até aquele momento. As Forças Armadas da Alemanha estavam preparadas para confirmar uma teoria de combate que permitira vitórias esmagadoras sobre nações, que ainda tinham o pensamento combativo fincado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

A Wehrmacht foi uma máquina de guerra incomparável até 1943, quando Stalingrado provou que não existe Exército invencível. Depois desta batalha, a Alemanha jamais tomou a ofensiva.

Em 1945 o Exército do III Reich não era nem sobre do que fora anos antes. Milhões de vidas foram perdidas, excelentes soldados tinham perecidos nas campanhas e a Wehrmacht contava com garotos de 12 e 13 anos de idade em suas fileiras.

Quando derrotado, o soldado alemã mantinha a disciplina, marchava em forma sem qualquer tipo de rebeldia. Eles estavam cansados, eles só queriam voltar pra casa.

Bombardeio Sobre Tóquio: Triste e Esquecido

 Publicaremos mais uma série do excelente tradutor A. Raguenet (webkits) que também traduz a série de publicações: Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros. Desta vez ele trabalha o livro Flyboys do autor James Bradley, que trata um assunto de extrema importância histórica, os bombardeios sobre a cidade de Tóquio que utilizavam B29 e arrasaram com a cidade. Vale a pena acompanhar:

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Amigos, traduzo aqui também um dos capítulos do livro Flyboys do autor James Bradley, mesmo autor do livro Flags of our Fathers.

O capítulo trata sobre o bombardeio incendiário da cidade de Tóquio entre a noite do dia 9 e a madrugada do dia 10 de março de 1945. Uma história de arrepiar.

PARTE 1

Na noite de 9 de março de 1945, foi possível ouvir sobre a ilha de Chichi Jima, pertencente ao mesmo arquipélago que Iwo Jima no Pacífico Sul, um som completamente diferente vindo da escuridão. Durante horas, um longo feixe de bombardeiros americanos B-29, 334 no total, voava em direção norte a uma baixa altitude. Geralmente os aviões voavam em pequenos grupos, mas dessa vez era diferente. O som concentrado dos motores cortava a noite avisando que havia algo fora do normal.

O médico japonês Mitsuyoshi Sasaki, lotado na ilha, disse: “Enquanto os aviões passavam por sobre nós para bombardear o Japão, os homens em Chichi Jima começaram a lembrar dos seus irmãos, irmãs e mães e sentiam como se aquele som fosse o de suas mortes.” O oficial Fumio Tamamura contou que “Nós enviamos mensagens por rádio para Tóquio de que os B-29 estavam a caminho. Nós sabíamos o que estava por vir.”

Mas na realidade, ninguém sabia. Ninguém podia imaginar o que aconteceria durante as horas daquela noite de 9 de março e nas primeiras horas da manhã do dia 10 de março. A maior carnificina de seres humanos na história do mundo estava para acontecer. A aeronave, a qual algumas décadas antes era apenas uma frágil junção de pedaços de madeira e que a maioria dos especialistas militares acreditava que nunca seria um fator decisivo na guerra, iria provar a todos como sendo uma das mais eficientes máquinas de matar da história.

C O N T I N U A

Fontes:

http://www.saladeguerra.com.br/2012/03/horror-esquecido-o-grande-bombardeio-de.html

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XVI

Parte 16

Milhares de prisioneiros pereceram durante as marchas forçadas vindos do front, sendo os feridos os primeiros a sucumbirem. Mais para o final da campanha (Barbarossa), perto da cidade de Vyazma, tantos foram fuzilados que o comandante desta área na retaguarda ficou preocupado com o impacto junto à propaganda do inimigo. O 16º Exército (Alemão) instruiu às suas unidades em 31 de julho para que não transportassem os prisioneiros de guerras nos trens que vinham vazios do front devido ao receio de que poderia “contaminar e sujar” os vagões. A 18ª Divisão Panzer avisou às suas unidades em 17 de agosto de 1941 que não permitissem que prisioneiros de guerra contaminassem os veículos com piolhos. O Schütze Zeiser contou:

“Nós dávamos a eles tudo aquilo que sobrava. Havia ordens rigorosas para nunca dar a um prisioneiro qualquer comida, mas que se dane. Nós mal tínhamos para nós mesmos. O que nós dávamos era como uma gota d’água em um forno quente.”

As condições no início de novembro de 1941 poderiam ser descritas como catastróficas. A unidade de segurança de retaguarda, Korück 582, que apoiava o 9º Exército (Alemão), assumiu o Centro de Processamento de Prisioneiros 7 em Rzhev ao final do mês. Cada bloco de alojamento era composto por uma construção medindo 12 por 24 metros e que abrigava 450 prisioneiros. As doenças eram endêmicas porque havia apenas duas latrinas para 11.000 prisioneiros. Estes rapidamente acabaram por consumir toda a vegetação no perímetro marcado pelo arame farpado. Os prisioneiros subsistiam comendo cascas de árvores, folhas, grama e urtiga até que, ao final, foram relatados caso de canibalismo. Os cães de guarda recebiam 50 vezes mais comida do que um prisioneiros russo. A conseqüência inevitável foi o surto de tifo durante o outono de 1941. O Departamento de Saúde do Comissariado Geral da Rússia Branca (Weissruthenien), recomendou que todos os prisioneiros infectados fossem fuzilados. Esta foi rejeitada pelas autoridades responsáveis da Wehrmacht “baseado na quantidade de trabalho que isso acarreta.”.

Tais tratamentos não ocorriam sem implicações morais para os seus captores. Eles acentuavam a “desumanização” do inimigo o que tornava as execuções de tais excessos mais toleráveis. O soldado Roland Klemig explicou após a guerra:

“Nos disseram que os russos eram bolcheviques sub-humanos e que deviam ser eliminados. Mas quando vimos os primeiros prisioneiros de guerra percebemos que eles não eram sub-humanos. Quando os despachamos e, mais tarde, quando os utilizamos como Hiwis (ajudantes) vimos que eles eram como qualquer pessoa normal.”

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XV

PARTE 15

Uma ordem do OKW datada em 8 de julho de 1941 com relação ao tratamento de prisioneiros de guerra preconizava que “as equipes médicas russas, bem como seus doutores e suprimentos médicos devem ser utilizados primeiramente” antes que o material alemão fosse requisitado. Os transportes da Wehrmacht não deveriam estar disponíveis. Duas semanas mais tarde, o OKH sancionou mais limitações de modo a “prevenir que a pátria sofra uma enxurrada de feridos russos.”. Apenas os prisioneiros levemente feridos e que ainda fossem capazes de andar depois de uma espera de quatro semanas é que teriam permissão para serem evacuados. Os remanescentes deveriam ser condicionados em “hospitais improvisados para os prisioneiros” administrados “essencialmente” por equipes russas usando “apenas” suprimentos médicos soviéticos. Tais diretivas eram obedecidas sem nenhum questionamento. A 18ª Divisão que fazia parte do 2º Panzergruppe do Generaloberst Guderian, ordenou que “sob nenhuma circunstância os prisioneiros russos deverão ser tratados, acomodados ou transportados juntamente com prisioneiros alemães. Eles deverão ser acondicionados em carroças ‘Panje’ (movidas a cavalo).”.

Os prisioneiros soviéticos capturados após as batalhas nos bolsões de resistência, estavam não apenas em estado de choque; muitos estavam feridos e machucados. Neste estágio inicial e sendo gratos por ainda estarem vivos, eles na maioria das vezes estavam tão exaustos e intimidados que não cogitavam a possibilidade de fugir. Estando em um nível tão baixo tanto em termos psicológicos quanto físicos, eles dependiam do sustento a partir de quem os tinha capturado. Era este fenômeno que fazia com que as enormes colunas de prisioneiros se mantivessem coesas. O tenente Hubert Becker, um apaixonado cinegrafista amador, filmou tais concentrações de prisioneiros e descreveu as imagens após a guerra:

“Eles foram reunidos em um vale e receberam tratamento para as feridas. As enfermeiras se moviam de um lado para outro. A maioria estava gravemente ferida e em um estado lamentável, moribundos devido à sede e resignados com o seu destino. A falta de água em um calor reluzente, seco e abrasador da estepe era terrível. Prisioneiros lutavam até mesmo por uma gota de água. Alguns deles, mantendo um sentimento forte de disciplina, evitavam que os mais saudáveis (aqueles que tinham as melhores condições para caminhar) não bebessem toda a água. Desse modo, aqueles que mais precisavam poderiam ainda pegar algumas das gotas que sobrassem. Estas pessoas estavam tão inertes e felizes por terem escapado do inferno que eles mal percebiam a minha câmera. Eles nem mesmo tinham me visto!”

Becker, ponderando ironicamente sobre o destino daquela multidão de humanos que enchia as suas lentes, admitiu que “o que afinal aconteceu com tantos e tantos soldados eu realmente não sei e é melhor que ninguém saiba.”. Alguns faziam o que podiam. Um médico trabalhando junto ao Ponto de Coleta do 9º Exército (9AG SSt) falou sobre “ilhas de humanidade dentro de um mar intransponível de miséria dos prisioneiros de guerra.”. Ninguém estava disposto a cooperar. Requisições de suprimentos, comida e remédios eram completamente ignorados. Em um campo perto de Uman em agosto de 1941, entre 15.000 e 20.000 prisioneiros soviéticos encontravam-se a céu aberto. O Schütze Benno Zeiser, vigiando este campo, deu uma ideia sobre o que tal negligência podia acarretar:

“Praticamente todos os dias homens morriam por fadiga. Outros levavam os seus mortos para o campo para enterrá-los lá. Eles carregavam os corpos em turnos e nunca pareciam estar ao mínimo emocionados pela situação. O cemitério do campo era muito grande; o número de homens sob o solo deveria ser bem maior do que o número dos que ainda estavam vivos.”.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Por um Senado Mais Ético e por um País Mais Limpo

 Caros,

 Confesso que são raras as vezes que me pronuncio politicamente aqui no BLOG, mas não seria justo não expressar minha revolta com o Poder que considerado o mais desvirtuado da República. Não é correto que um senador da República, acusado de corrupção, seja eleito por voto secreto para ser o gestor de um orçamento de mais de R$ 3,5 bilhões e mais de 6,4 mil funcionários. Mesmo que ele seja inocente, renunciou o mesmo cargo para preservar o seu mandato, portanto fere o princípio ético que tem apoio da massa popular que apoio a chamada Ficha Limpa, portanto conduz toda a Casa Legislativa para uma direção oposta ao da vontade popular.

 Por isso estou convocando aqueles que acreditam que o senhor Renan Calheiros não reúna as condições éticas para continuar nesse cargo a assinar a petição online contra essa desajustada articulação política que resolveu apoiar esse senhor.

Por um Brasil melhor ASSINE:

Podem utilizar o link abaixo que é confiável e com certeza dará resultados:

www.avaaz.org/Impeachment_do_Presidente_do_Senado_Renan_Calheiros/

Bandeira Inimiga – A simbologia da Derrota

Quando em guerra, os espólios sempre foram o sonho de consumo dos exércitos vencedores. Não por acaso, quando as unidades americanas já como tropa de ocupação, passavam os dias bebendo comemorando a paz em terras conquistadas, eles enviavam através de um serviço do US Army esses espólios para os Estados Unidos, por isso, vários pequenos objetos chegaram nas casas de famílias americanas.

Ao final das hostilidades na Itália, nossos pracinhas também trouxeram toda a sorte de suvenir, dentre uma das mais curiosas, o soldado Giovanne trouxe uma Estátua de uma Santa que ele encontrou em uma igrejinha destruída no interior italiano. Entretanto o espólio mais comum eram as armas, nossos soldados trouxeram para o Brasil vários tipos de armas brancas, pistolas e até metralhadoras alemães.

Mas o espólio de guerra mais simbólico para um Exército era, sem sombra de dúvidas, a bandeira da nação inimiga ou do Exército enfrentado. Essa simbologia milenar não foi diferente na Segunda Guerra Mundial. Podemos encontrar centenas de fotos de soldados ostentando as bandeiras inimigas derrotadas. Inclusive, no desfile da vitória em Moscou as bandeiras nazistas foram devidamente humilhadas e destruídas para representar a vitória total sobre o regime.

Cão Pastor Alemão: O Mais Empregado da Segunda Guerra

Propagandeados como mensageiros, batedores e carregadores, serviram ao exército alemão na Primeira Guerra Mundial, chamando a atenção dos exércitos inimigos, que levaram alguns exemplares consigo ao fim da guerra.

Apesar do nome esse valente cão atuou em todos os exércitos da Segunda Guerra Mundial e em diversas missões, desde arma antitanque até soldado da Polícia do Exército. Essa raça proveniente do noroeste da Alemanha é também conhecida como lobo-da-alsácia.

Fontes:

pt.wikipedia.org/wiki/Pastor-alem%C3%A3o

http://www.dogtimes.com.br

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XIV

PARTE 14

O resultado era a desumanização. “Muitos alemães optaram por não olhar para tais acontecimentos” admitiu o tenente de pioneiros Paul Stresemann. “Se eu soubesse tudo o que estava acontecendo… eu provavelmente teria saído correndo.”. Stresemann argumenta que, apesar de todo o sofrimento, “eu posso dizer que, durante todo o meu tempo de serviço no exército, não vi uma simples atrocidade.”.

As próprias circunstâncias estavam causando condições intoleráveis. “É claro que, quando um número tão grande de prisioneiros é feito na Rússia, obviamente haverá um certo caos na alimentação, etc. já que tudo estava virado em uma terrível bagunça.”. Knappe achava que os “prisioneiros pareciam apáticos e sem expressão. Seus uniformes simples criavam a impressão de uma enorme massa opaca e desinteressante.”. Benno Zeiser recuou diante do horror provocado pela negligência institucionalizada:

“Assim que nós rapidamente demos passagem para aquela nuvem nauseante que os cercava, o que vimos nos deixou paralisado e imóveis e acabamos esquecendo daquele cheiro nojento. Eram eles realmente seres humanos, aquelas figuras marrom-acizentadas, aquelas sombras se arrastando em nossa direção, tropeçando e cambaleando, formas em movimento no seu último suspiro, criaturas que obedeciam às ordens de marchar apenas por causa de uma última centelha de vontade de viver?”.

Soldados tendem a não se prender por demais diante de visões perturbadoras e as tropas alemães não eram exceção já que estavam mais preocupadas com a necessidade de sobrevivência. O tenente Paul Stresemann alegou que “eu não fazia ideia que tantos daqueles pobres diabos acabariam passando fome ou morrendo no ocidente depois de terem ido embora marchando por vários e vários quilômetros e em longas colunas.”. Siegfried Knappe explicou: “era uma situação terrível, mas não era pelo fato de que eles foram ignorados – era simplesmente porque não existia a possibilidade de alimentá-los em tal número e ainda alimentar as nossas próprias tropas.”.

Ele está enganado. Tal política era deliberada. A desculpa inconsistente utilizada era de que a União Soviética não havia ratificado o acordo da Convenção de Genebra em 1929 com relação aos prisioneiros. Porém, a Alemanha estava vinculada à lei internacional que abrangia todos os países e a qual demandava um tratamento humanitário dos prisioneiros de guerra na ausência de um acordo padronizado entre as partes. E tanto o Terceiro Reich quanto a União Soviética haviam ratificado o Acordo de Genebra em 1929 com relação aos feridos obrigando um tratamento específico para os enfermos e feridos.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet