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Archive for 15/03/2013

Almirante Graf Spee: O Nome De Uma Curiosidade Histórica!

Muitas vezes a história é repleta de curiosidades que até assustam. Interessante observar como fatos da história se relacionam de tal maneira que nos deixam perplexos diante das circunstâncias.

Em 1914, morreu o Almirante da Marinha imperial alemã Maximilian Johannes Maria Hubert Reichsgraf von Spee. Ele destruiu uma esquadra da Marinha Britânica no costa do Chile em 01 de novembro de 1914. Essa vitória alemã causou impacto no moral da Marinha de Sua Majestade. Para esquecer essa vexatória derrota, foi organizada uma força para atacar e destruir a frota do Almirante Spee. O confronto aconteceu no dia 08 de dezembro próximo das Ilhas Folksland ou Malvinas. A Batalha das Malvinas (marítima), terminou com a derrota da Alemanha e a morte do Almirante, juntamente com seus dois filhos, oficias sob seu comando.

Quase 30 anos depois, em 30 de junho de 1934, foi lançado no mar o encouraçado Almirante Graf Spee, em homenagem ao herói da Grande Guerra.

Em 13 de dezembro de 1939, iniciava uma nova aventura do nome Spee pelo mesmo Atlântico Sul que perpetuou seu dignitário. O encouraçado Gref Spee , comandado pelo jovem capitão Hans Langsdorff, lutou bravamente contra três navios ingleses, HMS Ajax, HMNZS Achilles e HMS Exeter. Depois de horas de combates duros e confusos, o encouraçado alemão danificado, buscou refúgio no Porto Montevidéu.

O comandante Langsdorff foi intimado pelo governo uruguaio a deixar o porto, porém os três navios ingleses aguardavam o Graf Spee para um combate final. Em inferioridade numérica, com o navio danificado e com ordens de Adolf Hitler de não o deixar ser capturado pelos ingleses, Langsdorff desembarcou sua tripulação e fez com que o couraçado fosse pelos ares e afundasse completamente, isso sob olhares da imprensa local e estrangeira que registrou o fato. Após isso, o comandante Langsdorff suicidou-se alguns dias depois envolto na bandeira de combate alemã.

Terminava assim mais uma estranha e curiosa História do nome “Spee” no Atlântico Sul.

A Cavalaria do Brasil na 2ª guerra Mundial

 Segue publicação enviada pelo pesquisador Rigoberto Souza – Vice-presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco.

Um modesto Esquadrão de Reconhecimento teve a honra de representar a Cavalaria de Osório nos combates enfrentados pela Força Expedicionária Brasileira no teatro de Operações da Itália. Seu pequeno efetivo, e seus reduzidos meios de combate não conseguiram ofuscar a bravura que os nossos cavalarianos tem demonstrado, desde as primeiras guerras, onde começou a florescer o espírito de nacionalidade do povo brasileiro.

            A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve no 1º Esquadrão de Reconhecimento, uma unidade à  altura de suas responsabilidades, sendo equipado com carros blindados M-8, de fabricação americana e, que pesavam cerca de 8 toneladas, armados com um canhão de 37 mm e duas metralhadoras, sendo uma anti aérea e, tripulados por 4 homens.

            A nossa Cavalaria atuou nas operações desenvolvidas ao longo do Rio Reno, do Rio Panaro e, ao longo do Vale do Pó, cujo curso transpôs até atingir o sopé dos Alpes, onde ligou-se às Forças Francesas do General Dellatre de Tassigny, que operavam a noroeste da cidade de Turim.

            Entre os mais importantes feitos, destaca-se a tomada da cidade de Montese, que localizava-se nas margens do Rio Panaro, que culminou com a libertação das cidades de Rannocchio, Salto e Berttocchio, além dos combates em Murano-Sul-Panaro, que transcorreram em campos minados e, repletos de armadilhas deixados pelo Exército Alemão. Continuou a sua saga, no ataque à vanguarda inimiga na região de Fornovo-Di-Taro, atingindo seu ápice com a rendição da 148ª Divisão Panzer Alemã e, aos remanescentes da 90ª Divisão Bersaglieri Italiana em Colecchio-Fornovo.

            Seria injusto deixar de vincular a atuação desta Unidade ao seu comando, que foi organizada e levada à guerra pelo Capitão Flávio Franco, ferido logo ao início da Operações, sendo substituído pelo subcomandante 1º tenente Bellarmino Jayme Ribeiro de Mendonça, que foi substituído pelo recém-promovido Capitão Plínio Pitaluga, detentor de uma excepcional inteligência, que soube unir a valentia e liderança.

            Conduziu seus carros de combate pelo difícil e montanhoso terreno italiano e, levou aos seus comandados o seu espírito blindado, que não dava conselhos ao receio e, fez de cada soldado um eterno amigo. Devemos realçar o comportamento e sacrifício do Tenente Amaro Felicíssimo da Silva, subalterno do Esquadrão de Reconhecimento e, primeiro Herói da Arma Blindada do Brasil. Foi enviado em missão delicada e difícil onde, nela encontrou a morte. Em homenagem a este ato de heroísmo, o Exército Brasileiro decidiu colocar o seu nome entre os de Tiradentes e Sampaio, passando esta Unidade a chamar-se Esquadrão Tenente Amaro.

            O General Mascarenhas de Morais, Comandante da FEB, ao citar o Esquadrão de reconhecimento, expressou a suas considerações ao escrever:

“ O 1º Esquadrão de Reconhecimento, confirmou nos campos de batalha da Itália, o acerto e sua escolha como participante da Força Expedicionária Brasileira e, as esplêndidas qualidades do Cavalariano Brasileiro, dirigido por quadros capazes e um Comando eficiente, enérgico e ousado.

Concorreu assim, brilhantemente, para que à nossa Pátria, fosse reservado um lugar de destaque entre as nações que velarão pela paz vindoura e a futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

            Este post é dedicado ao Cel Pedro Anórbio de Medeiros( PAM ) e ao seu filho Cel Pedro Arnóbio de Medeiros Júnior, exemplo para a nossa Cavalaria.

Ação: Teatro do Pacífico

 Resolvemos selecionar algumas fotos para mostrar a dureza das ações no Pacífico. Estamos realizando algumas seleções especiais para compor os vários Teatros de Operações, incluindo alguns menos conhecidos e operações e guerras isoladas, como a Guerra Civil Espanhola, Guerra de Inverno e a Guerra das Coreias. Aguardem.

 

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