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A Marinha Alemã Muda de Rumo


A Alemanha no início de sua reestruturação militar passou a investir em couraçados de grande tonelagem para fazer frente ao conflito que se desenhava. Admiral Graf Spee (1934)e o  Bismarck (1940) são navios com essa finalidade. A Marinha inglesa, sempre referenciada como a mais experiente, também buscava melhorar sua frota que era já estava obsoleta.

Nesse momento a Alemanha começa a investir pesado também em submarinos. Os UBoots chamam a atenção do Fürher e uma linha de produção de altíssima qualidade que começa a ser estruturada a partir de 1935. A capacitação profissional para esse tipo de navio também é referência na Alemanha nazista.

Após a Batalha do Rio Prata e a perda do Couraçado Graf Spee e o afundamento do Bismarck, praticamente na primeira missão, fazem com que Hitler  perca o ímpeto de investimento em uma Marinha convencional. A Alemanha não lança outro couraçado de bolso em todo o curso da guerra.

Em contrapartida os UBoots passam a ser a principal linha ofensiva da Kriskmarine.

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  1. M moriarty
    17/06/2013 às 5:55 AM

    De fato a fraqueza naval Alemã pode ter sido o acontecimento que todos os historiadores e entendidos na segunda guerra mundial buscam como o fator decisivo da derrota Alemã nesta guerra, mais importante ate que a derrota Alemã em Stalingrado.

    O resultado da batalha do atlântico refletiu a negligencia com que Hitler tratou a sua marinha de guerra, ele preparou a Wermarcht para operações em terra, o exercito foi equipado para campanhas rápidas, que passaram a ser conhecidas por Blitzkrieg, essa mentalidade era favorecida pelo teatro continental europeu de terras continuas em que desejava operar.

    Não lhe passava pela cabeça enfrentar a Inglaterra, pais que acreditava chegar a um acordo, sem necessidade de luta prolongada. Mas a intransigência de Churchill em fazer a paz o obrigou a tentar adaptar-se a um tipo de guerra para o qual não estava preparado, uma guerra contra uma ilha defendida por forte marinha de guerra.
    A negligencia veio logo à tona durante a campanha da Escandinávia, a marinha Alemã foi mobilizada para efetuar o transporte das tropas através do mar Báltico até a Noruega, mas o Almirantado Inglês fez planos para resistir e mobilizou sua marinha contra a Alemã e o resultado foi trágico para os Alemães que tiveram perdas consideráveis e redução ainda maior de seu poder naval, a campanha da Noruega só não foi um fiasco total em virtude da intervenção da superioridade aérea Alemã que salvou a situação.

    Mas o estado de guerra declarada com a Inglaterra e o repudio a qualquer tipo de acordo com a Alemanha Nazista, obrigou Hitler a encarar a realidade de uma campanha para a qual estava longe de estar preparado e que não poderia se preparar, pois encouraçados são dispendiosos e levam tempo demais para serem construídos, e tempo e recurso era coisa limitada na Alemanha.

    Assim ele comete seu primeiro erro lançando a Luftwaffen numa guerra aérea para o qual não estava preparada afinal ela fora concebida como arma tática de apoio as campanhas do exercito e não para operar em campanhas independentes, o ME-109 carecia de autonomia e o He- 111 de mais capacidade de bombas e da possibilidade de defender-se sozinho contra o Spitifire, contudo era uma solução mais razoável que o confronto direto entre as duas esquadras navais. Assim podemos considerar que a fraqueza naval foi a responsável pela de rrota na batalha da Inglaterra com todas as suas consequências para a Alemanha.

    Após a derrota Hitler encarou a falta de uma solução razoável que pudesse dispor para a situação criada, ele passou considerar o nefasto plano de invadir a URSS, enquanto combatia a Inglaterra no mar com submarinos, a intenção da guerra submarina era negar a Inglaterra os recursos que recebia pelo mar para manter-se lutando, mas quanto aos submarinos novas dificuldades apresentavam-se, a falta de um programa de construção naval foi empecilho também para os submarinos que numericamente eram inexpressivos para fazer alguma diferença contra a grande frota Inglesa.

    Contudo no problema com os submarinos havia algumas vantagens atraentes, a experiência Alemã com submarinos na primeira guerra mundial, o fato de um programa de construção de submarinos ser menos dispendioso que de encouraçados, e o talento do chefe da frota de submarinos Alemã o Grande Almirante Karl Doenitz.

    No caso da URSS Hitler acreditava que obteria uma vitória fácil, anexaria um território vasto em recursos e liquidaria de vez as esperanças Inglesas de uma aliança militar com a URSS. No folclore da “historia oficial” Hitler errou nos cálculos porque teria sido mal informado do poderio Soviético, o que não é verdade o serviço de inteligência Alemão muito competente o alertou exatamente do que esperar se decidisse por se arriscar, foi ele que decidiu ignorar a informação e arriscar-se a enfrentar o pesadelo Alemão de uma guerra de duas frentes.

    Enquanto isso na Batalha do atlântico os aliados passaram a desenvolver não apenas táticas, mas também tecnologia que iniciaram uma lenta, mas eficaz reviravolta na guerra submarina a seu favor, as consequências da vitória Aliada na Batalha do Atlântico foram de inicio colocarem-se fora da possibilidade de derrota para a Alemanha Nazista, depois se abastecerem de todos os recursos necessários para a vitória final e com suas frotas fortalecidas ao máximo protegerem o desembarque de seus exércitos na fortaleza europeia de Hitler.

    Portanto eu acho que todos aqueles que consideram a invasão nazista na URSS como o pior erro de Hitler deveriam considerar sua negligencia em relação ao poder naval Alemão que o impossibilitou de invadir a Inglaterra, vencer a batalha do Atlântico e impedir que os aliados recebessem por mar os recursos que os faria reverter a situação da guerra contra o III Reich Nazista.

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