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Cavalaria Montada e Mecanizada durante a Segunda Guerra


Se alguém perguntar qual o instrumento bélico mais usado na história dos conflitos humanos? O que lhe vem a cabeça? Sem hesitar, a resposta correta para essa pergunta recai sobre um animal que o homem aprendeu a amar e a usá-lo em suas disputas, o cavalo. Esses animais são co-participantes em todos os conflitos humanos. Chamado de cavalaria, a quantidade de cavalos de uma nação determinava a seu poder e influência sobre seus vizinhos. O cavalo foi o instrumento de guerra da civilização por milênios, perdendo espaço apenas durante a Segunda Guerra Mundial.

Quando a guerra se desenhava, a França solicitou aos países amigos que lhe cedessem cavalos para compor seu Exército. Em 1939, chegaram a França mais de 200 mil cavalos oriundos de todas as partes do mundo. Os franceses esperavam um conflito aos moldes de 1914. Mesmo ciente da mística história da cavalaria montada polonesa atacando os panzers alemães.

Os cavalos perderam o poder bélico para os mecanizados criados pelo homem, mas ainda foram muitos utilizados na Segunda Guerra Mundial, principalmente quando os recursos eram escassos na segunda fase da guerra. Divisões alemães inteiras passaram a ser dotadas de cavalos para percorrer os difíceis trechos de vastos territórios.

Eles ainda permanecem com uma estreita ligação afetiva com o homem, mesmo sendo co-participante de seus conflitos nunca tiveram o devido valor pelos seus bravos serviços prestados à humanidade.

Abaixo nossa galeria mista da cavalaria da Segunda Guerra:

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  1. 27/05/2013 às 8:24 AM

    Muito bom o teu blog, tenho usado para as minhas aulas de história. Grande abraço!

    • 27/05/2013 às 8:26 AM

      Obrigado Graci, fico muito feliz de estar ajudando de alguma forma outros profissionais do ensino.

  2. Marco Antonio dos Santos
    28/05/2013 às 3:04 AM

    opa tdo bem,parabns suas explanaes so muitos bem vindas normalmente as pessoas tem dificuldades em saber realmente os pormenores da guerra, outra coisa at agora ninguem me informou sobre como obter a camiseta preta dos veteranos da P.E. voce tem como me informar? abraos Marco Antonio dos Santos

  3. M moriarty
    18/06/2013 às 4:34 AM

    Pois é, o cavalo, ao contrario do que muitos ainda acreditam até hoje, o exercito nazista que invadiu a URSS em 1941, não era o exemplo de exercito mecanizado completo, as divisões panzer não eram numericamente superiores, e houve uma deficiência que nunca foi sanada e que contribuiu muito para a derrota, a incapacidade das divisões lentas (Infantaria) de acompanhar o avanço das ligeiras (Mecanizadas).

    Quando Hitler lançou a Alemanha na guerra a Wermarcht, ainda estava em fase inicial de mecanização,para a invasão da Polônia,o exercito lançou mão dos modelos produzidos na recém-conquistada Checoslováquia pelas fabricas Skoda e no ataque a França reuniu todos os cavalos dos territórios ocupados para suprir a deficiência de transporte mecanizado.

    O avanço na França foi muito bem sucedido, muito mais pelas características do pais, a França possuía boas estradas, o que facilitou o abastecimento da Blitzkrieg em andamento, mas o problema do apoio da infantaria aos tanques que avançavam rapidamente persistia houve casos em que as brechas abertas pelos tanques não puderam ser exploradas por uma infantaria muito atrasada, nesses casos o apoio da Luftwaffen foi vital para consolidar a vitória.

    A catástrofe veio na operação Barbarossa, o processo de mecanização continuou limitado em detrimento de outras prioridades do exercito, a solução encontrada pela Wermarcht foi reunir muitos caminhões franceses capturados e todo tipo de veículos dos países ocupados para o apoio da infantaria, mas isso estava longe de ser suficiente, então reuniram uma quantidade enorme de cavalos para complementar as grandes lacunas existentes.

    Logo após a invasão os caminhões e veículos confiscados para apoio que não foram concebidos para uso militar, apresentaram pane no inóspito terreno soviético desprovido de estradas pavimentadas e condições de reabastecimento e manutenção, os únicos modelos de caminhões confiáveis eram os Opel Alemães projetados para uso militar, contudo eles estavam longe de suprir a demanda da infantaria Alemã, na vastidão Russa.

    Logo a maior parte do encargo recaiu sobre os cavalos, que passaram a cumprir além da função de transporte também de reabastecimento de suprimento, combustível para as unidades mecanizadas, e evacuação dos feridos do front para os hospitais, o cavalo desta maneira tornou-se vital para a Wermarcht.

    A catástrofe que Hitler esperava evitar com uma vitória, veio, na forma do rigoroso inverno Soviético, as temperaturas muito baixas, e a incapacidade da Wermarcht de proporcionar abrigo, forragem e acompanhamento veterinário aos cavalos, dizimou muitos deles, isso somado a pratica cada vez mais comum de utilizar os cavalos como alimentação na falta de abastecimento das rações dos soldados.

    Sem o apoio dos cavalos a Blitzkrieg na Russia logo deu lugar a guerra estática que favorecia a vantagem numérica em detrimento da vantagem tecnológica Alemã, os recuos Alemães tornaram-se catastróficos em virtude da ausência da tração dos cavalos para rebocar material militar pesado, canhões de campanha, antiaéreos, etc, e assim esses teriam que ser destruídos, e muitos foram capturados e utilizados pelos Russos contra os próprios Alemães.

    Portanto os cavalos representaram uma peça muito importante tanto no exercito Alemão, quanto nos exércitos no mundo inteiro na época da segunda guerra mundial, sem o seu apoio a Blitzkrieg foi mutilada e perdeu muito da sua eficacia.

    Os mestres no uso militar dos cavalos foi ao que me parece a famosa cavalaria Cossaca, um flagelo para os Alemães que quando perdiam uma batalha e recuavam correndo, a cavalaria cossaca os alcançava e dizimava aos milhares.

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