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Sinto Muito Soldado Kozel!


Hoje publico algo que considero intrigante e ao mesmo tempo pernicioso. Os eventos ocorridos durante o Regime Militar é a consolidação da expressão do filósofo alemão Nietzsche: “Não existe passado, existe interpretação”. A Segunda Guerra Mundial criou um mundo polarizado e essa polarização atingiu o Brasil, tomando forma desde a década de 50, mas só em 64 de fato eclodiu.

Como a Segunda Guerra, não há mocinho nem bandido neste período da história do Brasil, não há uma resistência ao estilo Segunda Guerra contra uma ocupação. O que há são pessoas tentando tomar o poder pelas armas; e um Exército realizando a manutenção desse poder. A ideologia era, e é, o combustível que levou o nosso país a entrar nesta luta incessante por uma identidade histórica. Uma elite pseudo-esclarecida voltada ao socialismo, tentando implantar um sistema de governo sob as bênçãos soviéticas. Há alguma inverdade nisto?

Portanto, atrocidades foram cometidas dos dois lados, do governo militar, por entender que se tratava de uma guerra, portanto operações de guerra foram organizadas e executadas. Mas também do lado da Luta Armada, nas diversas células, os radicais esquerdistas lutaram sua própria guerra. Cometeram atrocidades, sim! Cometeram ataques terroristas, sim! Mataram em nome de seu projeto de país ideal, sim!  Ora, alguém pode contar outra história? Que conte para a mãe do Soldado Kosel.

A questão mais difícil de entender são os motivos que levam uma Comissão da Verdade ser Caolha! Ora! Se queremos a verdade, ela deve ser limpa como a mais clara das águas! Ela deve ser sem mácula e colocada em pratos limpos para que todos saibam o que aconteceu, pois o brasileiros, como a própria Comissão da Verdade gosta de falar,  precisam conhecer A VERDADE. O mais importante é conhecer A VERDADE e não UMA VERDADE.

Mário Kozel Filho soldado de serviço no QG da 2ª Região Militar morreu em um atentado contra o QG, que estava envolvido? Terroristas! O que eles queriam? O que pretendiam? O Soldado Kosel, conhecido com como Kuka, não queria saber de ideologia, queria cumprir seu serviço e na manhã seguinte ir para casa!

O que é mais revoltante? O país (leia-se o governo atual) autorizou quase  R$ 3 BILHÕES EM INDENIZAÇÕES PARA O BOLSA TERRORISMO e PAGA MENSALMENTE 30 MILHÕES EM PENSÕES.

Sabe quanto a família do Soldado, que só queria terminar seu tempo de serviço militar obrigatório e se formar ganha?

Em 20 de agosto de 2003, através da lei federal nº 10.724, os pais de Mário Kozel Filho foram indenizados com uma pensão mensal de R$ 300,00 e depois aumentada para R$ 1.140,00, pela lei federal nº 11.257 de 27 de dezembro de 2005

Atualmente a pensão mensal está em torno de R$ 2.500,00.

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  1. Marcos Felisberto Bezerra
    04/06/2013 às 12:18 PM

    Bem! o que acabei de ler e ver foi extraordinário e fantastico contado e mostrado por vc Miranda! cada vez mais mim orgulho de telo como amigo. Pois são estas historias que a nossa imprensa, escrita, falada, televisionada e computadorizada devem mostrar como foram as formas que eles entre ( ” ” ) se comportaram durante a reação do nosso glorioso Exército. Porque essa comissão que se diz da verdade não tem nada de verdade! eles deveriam mostrar tudo que eles praticaram, tudo que eles queriam praticar! e até mais quando chegacem ao poder. Isto eles não falam, ficam dando uma de coitadinhos. Parabens para o nosso Exército, parabens para os nossos comandantes da época que souberam agir na hora certa para que um bando de inescrupulosos viecem atentar contra nossa Pátria mãe gentil, eles estão ai! mostrando o quanto são revanchistas. Mais estamos de olho!

  2. Job
    04/06/2013 às 12:54 PM

    Pelo menos esse ficou o rastro, mas do lado dos ideologistas, prefiro chama-los assim, deram sumiço aos corpos para não ficar o rastro. Era desproporcional a força dos repressores em relação aos ideologistas socialistas.

    • 04/06/2013 às 1:16 PM

      Job,

      Respeito sua opinião. Claro que um governo estabelecido iria usar toda a máquina repressiva para coibir ações dos “ideologistas”. A questão não é exatamente essa. É mais assassino quem mata e esconde o corpo do que quem mata e deixa o corpo da vítima? É mais assassino quem mata dois milhões ao invés um milhão e meio? TODOS são assassino e devem sim ser expostos pela História! Atento que os idealistas, como você colocou, estariam dispostos inclusive a sumir com corpos se tivesse a oportunidade.

      Me situo firmemente na base prudente de que não houve SANTOS nesse período. Não considero o Regime Militar a evocação da liberdade e da justiça no país, pelo contrário, creio que o Exército deveria ter entregue o poder ao civis ainda em 1964. Mas não posso dizer que sou contra a ação do nosso Exército nos evento de 30 março de 1964. Pelo contrário, sou totalmente a favor daquela investida, naquele período, contudo, como já disse, o grande erro dos militares foi consolidar um governo ditatorial por mais de vinte anos.

      Bem, como falei, não há SANTOS, portanto o que querem fazer é separar os MOCINHOS dos BANDIDOS segundo a visão ideológica dos representantes do atual governo, isso é que é TOSCO, EQUIVOCADO e extremamente NOCIVO PARA A HISTÓRIA DO BRASIL e para o BRASILEIROS.

      Essa é minha OPINIÃO!

  3. Job
    04/06/2013 às 2:13 PM

    Estamos falando dos mesmos “Pátria nossa mãe gentil” a paisana, que iriam explodir uma bomba no Riocentro para matar milhares de pessoas inocentes e saiu pela culatra? e que o governo militar nunca quis falar sobre isso? e reprimia quem se manifestasse sobre o assunto? Muitas coisas não se esclarecem assim.
    “Não é recente a indagação de que não existe um passado “puro” a ser descoberto e explorado pelos historiadores, ou tampouco a de que só existem interpretações na história, e que essas sejam suficientes para resolver os problemas para se escrever a história dos homens e das sociedades do passado e do presente. Se for correto afirmar que desde, pelo menos, o século XIX esses questionamentos fizeram parte das querelas, quase que constantes, entre historiadores e cientistas sociais, não é menos verdadeiro dizer que, a partir da década de 1970, essas discussões se tornaram ainda mais recorrentes, dadas as metamorfoses que têm sofrido tanto a escrita da história quanto as interpretações sobre o passado.”

    • 04/06/2013 às 2:31 PM

      Não me refiro Job a propaganda situacionista do regime, muito menos a algo que não se pode negar como é o fato do caso do Rio-Centro que já é público e notório. Não estou falando do abrandamento do regime, muito menos a negação dos crimes ocorridos dentro do movimento repressivo do regime. É necessário que se exponham ainda mais todas as máculas vergonhosas e que os culpados sejam efetivamente apontados.

      Como historiador minha indignação recai sobre a parcialidade das análises, que não poderiam ser de forma nenhuma parciais. O que temos que entender é que a visão desse período não pode e não deve ser IDEOLÓGICA. Como podemos colocar pessoas para realizar uma exposição fiel dos acontecimentos quando essas mesmas pessoas são partidárias públicas de uma determinado lado?

      Como eu disse, mais uma vez! NÃO DEFENDO O REGIME!!! Não busco encobrir fatos HISTÓRICOS! Pelo contrário, gostaria que todas as análise recaísse sobre a pespectiva de um ou do outro lado, sem partidarismo, sem visão parcial, que essa exposição não sepasse mocinhos e bandidos, onde os papéis já estariam dispostos antes mesmo de iniciar qualquer tipo de exposição.

      Não sou adepto do “Pátria nossa mãe gentil” ou “Brasil, ame-o ou deixe-o”, nem mesmo “Tomada do Poder pelas Armas…” ou qualquer outro tipo de jargão situacionista e revolucionári. SÓ QUERO QUE MEUS FILHOS POSSAM ENTENDER O SÉCULO XX SEM SER INDICADO QUAL O PENSAMENTO QUE ELE DEVE SEGUIR…

  4. 10/06/2013 às 12:21 PM

    A Guerra e a Violência são lamentáveis e só são utilizadas por aqueles que não tem mais argumentação. Deve ser a última “arma” utilizada quando há conflitos.
    Sabemos que na guerra não há inocentes. Só entra nela quem quer, mesmo sendo “militar” ou “mandado pela Mulher”. Sim, porque todos raciocinamos. Se temos CORAGEM para entrar na Guerra deveríamos ter a mesma CORAGEM para NÃO entrar nela. Na guerra ocorrem excessos dos dois lados. Mas Guerra é Guerra ! Não é lugar para demonstrações de CARINHO. Quem entra nela é para MATAR ou MORRER !!! Portanto, a COMISSÃO DA “VERDADE” , que é injustamente UNILATERAL, é absurda e notadamente uma vingança dos que perderam uma guerra !!! Quem entrou na guerra, durante o REGIME MILITAR ( ou por ideologia ou porque falou o que quis, quando não podia ser tido ) entrou, por sua livre e espontânea vontade e assumiu os riscos de entrar em uma guerra, sabendo que iria MATAR ou MORRER !!! Mauricio Sievers – Blumenau SC

  5. Paulo Afonso Paiva
    25/10/2013 às 6:45 PM

    Como são hipócritas os esquerdistas de botequim. Por acaso a dor das famílias dos mortos pelos terroristas é menor do que a dor dos mortos pela repressão? Tortura é asquerosa e inadmissível e terrorismo também.

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