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Simplesmente UBoot!


Quando a Segunda Guerra Mundial iniciou, em setembro de 1939, já era notório a potência do submarino como arma imprescindível para a batalha nos mares. Muito embora a referência de domínio marítimo repousava sobre a quantidade de Porta-Aviões de uma nação. A Alemanha implementou o maior projeto de construção de submarinos da história militar. Construiu embarcações melhores e com maiores autonomias e arquitetou um plano de isolamento da Inglaterra pelo estrangulamento econômico.

Um outro diferencial da Kriskmarine era a formação profissional dos integrantes dos submarinos. Cada vez mais especializados, eram formados com a ideia de serem os melhores em suas funções, verdadeiros experts para uma guerra diferente das anteriores, um guerra onde a tecnologia estaria em primeiro plano.

O custo foi alto. Ao final da guerra, 90% dos integrantes dos submarinos alemães estavam mortos, um dos maiores índices entre os envolvidos na guerra. Contudo a quantidade de destruição deixando por essa máquinas de guerra nos mares também faziam jus a temor que levavam aos marinheiros aliados. Um único submarino infiltrado em comboio poderia causar centenas de morte em um só golpe.

Segue a galeria dos submarinos:

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  1. M moriarty
    05/07/2013 às 8:33 AM

    Durante a primeira guerra mundial os submarinos Alemães aterrorizavam as rotas comerciais Aliadas, foram muito eficientes, mas seu numero e limitação tecnológica não conseguiu fazer deles a arma decisiva que o Estado Maior Imperial Alemão precisava, diante do bloqueio econômico imposto pela marinha dos aliados.

    Conforme afirmou o F.M. A Alemanha elaborou um grande projeto de construção de submarinos, que na realidade nunca recebeu a seriedade que lhe cabia por parte de Hitler, isto a revelia do seu idealizador principal o Almirante Karl Doenitz. O descaso de Hitler se devia em grande parte a sua “Mentalidade terrestre”, como alguns afirmavam, nos seus planos no Mein Kampf ele se concentrava na sua politica militar de obter “Espaço Vital a Leste” e era natural a ele que para isso desenvolvesse um exercito forte capaz de realizar rápidas campanhas para logo se concentrar em outras.

    Ele desejava não bater-se contra a França, mas caso isso não fosse possível ele aceitaria o desafio que estava bem ao alcance das suas fortes forças terrestre. O caso da Inglaterra era diferente, Hitler nos primórdios era tomado de admiração pelo Império Britânico, dizia mesmo que era necessário para o equilíbrio do mundo e que deveria ser protegido e não atacado pelas forças armadas Alemãs, se não houvesse a figura intransigente de Churchill sem dúvida outro primeiro ministro teria chegado a um acordo com Hitler.

    Com a recusa da Inglaterra de Churchill em negociar a paz, Hitler se viu no maior problema que já enfrentara até então, como acreditava na sua intuição de que chegaria a um acordo fácil com a Inglaterra ele não se preparou para o futuro confronto, ele pouco fez para superar as restrições Draconianas do Tratado de Versalhes, ha uma poderosa Marinha de guerra Alemã, quando a guerra contra a Inglaterra mostrou-se inevitável ele não tinha praticamente nada para opor a Royal Nave, que caçou e afundou o Graf Speer, e ainda golpeou duramente a Kriegsmarine na campanha da Noruega reduzindo-lhe ainda mais as possibilidades já tão limitadas, o Almirante comandante da frota de superfície Erich Raeder, não tinha outra opção que recolher-se em seus portos e tentar manter a integridade das águas territoriais Alemãs contra incursões inimigas e isso com ajuda da supremacia aérea da Luftwaffen. Sua ultima tentativa considerável de desafiar a Marinha Inglesa terminou com o afundamento do precioso Bismarck, dai em diante a participação da Kriegsmarine na batalha do atlântico praticamente finda.

    É diante de todos esses acontecimentos que a arma submarina Alemã começa a ganhar prestigio crescente, a estrela do Almirante Karl Doenitz comandante da frota de submarinos sobe enquanto a de Raeder só declina, afinal desde o inicio os submarinos de Doenitz se apresentaram como única arma naval capaz de obter algum sucesso contra a superioridade naval Inglesa sofrendo baixas aceitáveis.

    Mas a frota de submarinos tinha os mesmos problemas da frota de superfície, fora negligenciada carecia de quantidade e no seu caso qualidade, para encarar o desafio que a frota Inglesa representava, Doenitz sabia que os sucessos iniciais deviam-se mais ao despreparo da frota Inglesa que ao mérito de seus submarinos e ele sabia que a menos que a frota de submarinos recebesse a atenção que precisava a situação poderia logo se reverter a favor da frota Inglesa no Atlantico.

    E o único que poderia evitar isso era Hitler, ele foi confrontado com a necessidade de uma difícil decisão, por qual das armas optar dentro da Marinha Alemã? A de superfície ou a submarina? A decisão recaiu sobre a arma submarina, afinal foi ela que obteve de inicio os melhores resultados, os marinheiros Alemães tinha tradição e treinamento superior nessa arma, seus submarinos eram os melhores do mundo e o investimento em submarinos era menos oneroso, a produção mais rápida e de resultados mais garantidos que o investimento em couraçados.

    Contudo, fazendo isso, Hitler substituía uma saída rápida e garantida para o problema Inglês, ou seja, uma vitória decisiva num desembarque na operação Sea Lion escoltada pela Kriegsmarine, por uma a longo prazo, um bloqueio Alemão por submarinos que levaria a Inglaterra a submissão pela fome e escassez de recursos, um risco assumido que teria consequências trágicas, pois a tática mais eficaz a nosso ver seria a combinação dos esforços da frota de superfície com a submarina contra os aliados no Atlântico.

    Mas agora com apoio Doenitz poderia priorizar o aperfeiçoamento tecnológico e a produção de mais submarinos UBooats, concentrar-se na estratégia submarina como um todo, e ainda aperfeiçoar sua tática de combate que ele apelidou de alcateia, ou seja não mais o ataque de submarinos isolados como era costume vigente nas marinhas do mundo, mas toda uma formação de seu UBooats que ele chamava de lobos cinzentos, contra um comboio de navios inimigos, essa tática revelou-se um sucesso as baixas do inimigo foram enormes enquanto as suas foram insignificantes. Mas embora Hitler se empolgasse o apoio a Doenitz foi muito mais verbal que pratico e a frota de submarinos sofreu restrição de produção por toda a guerra os recursos eram necessários às outras armas. entretanto ele recebeu bastante apoio tecnológico e pode desenvolver a capacidade ofensiva e de alcance dos UBooats por toda a guerra.

    Era cada vez mais necessário construir submarinos que mergulhassem cada vez mais fundo, que precisassem reabastecer cada vez menos, e vir a superfície afim de revitalizar seu suprimento de ar, assim como desenvolver tecnologias ante-sonar aliada, pois na guerra do Atlântico as medidas de um logo eram superadas pelas contramedidas do outro, obrigando dessa maneira frenéticas buscas por mais aperfeiçoamentos tecnológicos e de táticas mais eficientes.

    No fim Doenitz perderia a guerra no Atlântico por uma mistura de superioridade tecnológica, numérica e de táticas empregadas pela parceria Inglaterra-EUA, além disso, os Estados Unidos conseguiram, a captura de um UBooat avariado e lhe resgataram uma enigma antes que o submarino afundasse, eles conseguiram manter o fato confidencial e a partir de então puderam desvendar os códigos navais Alemães e interceptar os UBooats nas suas rotas de ataque, enquanto a Decodificadora Inglesa decodificava as diretrizes do exercito. Os protótipos revolucionários entregues pelos engenheiros navais Alemães sofriam da restrição de produção pela escassez de recursos e também o bombardeio constante dos seus estaleiros, os diques secos essenciais à manutenção e reparo dos submarinos avariados em combate foram duramente atingidos.

    Os novos protótipos aperfeiçoados foram mais úteis aos aliados no pós-guerra que ao país-inventor, o tempo e a limitação de recursos liquidou as vantagens da arma submarina Alemã na batalha do Atlântico, o que parecia ser uma solução milagrosa para o problema naval Alemão redundou numa catástrofe, pelas perdas de uma arma de guerra que quando atingida em combate proporcionava 100% de baixas no seu afundamento, não era a toa que a elite dos UBooats era celebrada como heróis na Alemanha Nazista, os Alemães tinham a nítida sensação de celebrarem soldados Kamicazes no cumprimento do dever, sua média de sobrevivência desceu até quase zero nas ultimas missões que receberam na guerra.

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