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Apresentando a 92ª Divisão Buffalo – Afroamericanos


A tropa brasileira lutou com outras divisões aliadas, contudo, de forma mais destacada, estavam a 10º Divisão de Montanha e a 92º Divisão de Infantaria, conhecida como Divisão Buffalo.

A 92ª Divisão de Infantaria Americana era uma unidade do Exército dos Estados Unidos que combateu na Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial. Organizada em Outubro de 1917, em Camp Funston, Kansas, a unidade era formada por negros americanos e afro-descententes praticamente de todos os estados americanos.

Antes de partir para França em 1918, a divisão foi presenteada com a insígnia dos “Buffalo Soldiers”. O apelido “soldado búfalo” data do final de 1860, quando os soldados negros se apresentaram como voluntários para o oeste americano. Os índios americanos, que encaravam a nova ameaça como “homens brancos pretos”, inventaram o termo “soldado búfalo” como mostra de respeito para um valoroso inimigo. De acordo com uma história, os índios pensavam que os soldados negros, com sua pele escura e cabelos encarapinhados, pareciam búfalos. Outra história diz que o nome vem do couro de búfalo que muitos soldados negros usavam durante os duros invernos no oeste, como um suplemento à seus inadequados uniformes do governo2

Com esta segregação, foi a única divisão de infantaria americana composta por negros, colocada em combate na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, fazia parte do V Exército e serviu na Campanha da Itália de 1944 até o fim da guerra.

Durante a Segunda Guerra Mundial, as unidades de combate eram racialmente segregadas e muitos deles tinham que provar seu valor para serem aceitos em determinadas companhias. Dos 990.000 negros americanos selecionados para o serviço militar durante a 2ª Guerra Mundial, somente uma divisão negra combateu como infantaria na Europa, a 92ª Divisão de Infantaria. A grande maiorias dos afro-americanos usando uniforme eram designadas para para atividades de construção ou intendência, neste último servindo basicamente na marinha e dentro destes serviços estavam o nada agradável, registro e inventário de sepulturas. O governo alegava que os negros não eram suficientemente motivados ou agressivos para lutar.

Apesar de reconhecida como uma unidade composta de negros, mesmo dentro dela havia segregação começando com os oficiais de primeira linha, onde todos os oficiais superiores eram brancos, ficando os negros com os comandos de segunda linha (oficiais inferiores)

Sob o comando do General de divisão Edward Almond, a 92ª iniciou seu treinamento de combate em outubro de 1942, seguindo para ação na Itália no verão de 1944, subordinada inicialmente à 1 ª Divisão Blindada .

Durante a campanha teriam contato com as tropas francesas e britânicas, nas quais a segregação etnoracial (de negros africanos, marroquinos, argelinos, indianos, gurkhas, árabes e judeus palestinos) também era regra. Também travariam contato com europeus exilados provenientes dos países ocupados pela Alemanha: poloneses, gregos e tchecos; italianos antifascistas; assim como com as tropas da Força Expedicionária Brasileira, que, em vez de segregacionismo, possuíam diversidade étnica.

Depois do desembarque no área continental da Itália em Salerno, em 9 de setembro de 1943, os aliados tinham tentado sem sucesso destruir Kesselring antes de janeiro de 1944. Agora eles mais uma vez esperavam fazer significativos avanços antes das nevascas de inverno que estavam para cair.

Em 1º de setembro, os três batalhões do 370º Regimento, junto com elementos da 1ª Divisão Blindada, cruzaram o Rio Arno e avançaram para o norte por três ou quatro quilômetros. O 370º de Engenharia e o 1º de Engenharia Blindada já haviam limpado os campos minados e preparado o terreno para cruzar o Arno.

Os alemães contra-atacaram com fogo de armas portáteis, metralhadoras e artilharia, enquanto seus elementos avançados começaram a retirar-se em direção à linha Gótica. Os soldados da divisão búfalo avançaram para o norte, além do monte Pisano e atacaram a cidade de Lucca. Eliminaram o restante da resistência inimiga ao longo da estrada conectando Pisa a Luca.

O ataque principal começou em 10 de setembro, e três dias depois os soldados búfalo e os tanquistas da 1ª Blindada estavam na base nos Apeninos setentrionais. No dia 18 de setembro, o II Corpo tinha rompido a Linha Gótica no passo Il Giogo e muitos dos tanques da 1ª Blindada foram enviados para aquela área. O IV Corpo consolidou suas unidades, enquanto mantinha sua seção da linha até tarde no mês, quando patrulhas dos soldados búfalo entraram no Vale do Serchio.

Fonte: Wikipedia

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  1. M moriarty
    17/07/2013 às 11:10 PM

    Uma das maiores contradições da historia permanece sem muitos questionamentos por parte dos estudiosos e de todos aqueles apaixonados pela historia da segunda guerra mundial, a de como um país tão racista como os EUA conseguem apresentar-se como paladinos dos mais fracos e da liberdade e igualdade para “todos”, quando sempre praticou o contrario daquilo que dizia defender, como uma nação com histórico racista tão criminoso consegue apresentar-se como um exemplo de ideal social idolatrado e seguindo por tantos que acreditam fielmente na hipocrisia ideológica que divulgam.

    Por exemplo, as teorias racistas que levaram os nazistas a segregação e a solução final judaica, tiveram inicio na própria nação Norte-americana, foi racismo tipo exportação, princípios compartilhados convenientemente pela Inglaterra imperialista-colonialista a fim de legitimar sua sórdida dominação a povos inferiores que supostamente precisariam de sua tutela para desenvolver-se e adaptar-se ao mundo moderno, esta nefasta teoria racista nasceu com o nome de “Eugenia” e conseguiu mover grandes forças no seu ideal de erradicação de todos que pelos seus princípios considerava racialmente inferiores.
    “No inicio do sec.”. XX pensadores influentes, cientistas reconhecidos e outros grandes nomes ligados as mais poderosas forças financeiras dos Estados Unidos – Entre elas os gigantes do aço e das ferrovias – iniciaram um movimento que pretendiam ser ciência a ao qual chamaram “Eugenia”.

    O objetivo era criar uma raça única de seres humanos: por meio da procriação seletiva, o mundo passaria a contar apenas com exemplares de uma pretensa raça superior. Essas ideias pseudocientíficas surgiram nos Estados Unidos e se estenderam a outros países, incluindo a Alemanha nazista.

    Mais de 60 mil norte-americanos foram castrados pelo movimento, que surgiu em 1904, quando um grupo de cientistas e intelectuais conseguiu o apoio e o patrocínio de grandes corporações, como a Fundação Rockfeller e a Carnegie Institution. Em 1927, a Eugenia foi sancionada pela suprema corte; 27 Estados norte-americanos promulgaram leis que envolviam desde a proibição ou a anulação do casamento dos considerados incapazes até sua esterilização e mesmo a eutanásia.

    Cerca de um terço das vitimas sofreu os crimes da eugenia após Nuremberg tê-los declarado crime contra a humanidade. Negros, brancos pobres, mexicanos, judeus, índios, epiléticos, alcoólatras, doentes mentais e outros seres humanos distantes do ideal eugenistas foram internados e esterilizados ou mortos. (Fonte; Edwin Black, A guerra contra os fracos).

    Por isto e muito mais (sem entrar em muitos detalhes sobre a situação dos afroamericanos nos EUA), podemos de inicio nos referir a fabula de Jesse owens nas Olimpíadas de 1936, aonde foi celebrado por supostamente ter humilhado o ideal de raça superior de Hitler, até parecia que nos EUA Jesse Owens era tratado um ser humanos, vivia numa sociedade completamente segregada, nos ônibus era obrigado a levantar e oferecer seu lugar a qualquer branco que entrasse no coletivo, o que se ouviu foi o estardalhaço da mídia patriótica explorando Jesse owens , mas ao próprio Owens, poucos ouviram-no dizer que na Alemanha nazista foi bem tratado, ou que Hitler não lhe apertou a mão porque foi orientado a não cumprimentar mais os atletas por motivo de segurança.

    Quanto a situação dos Afro-americanos que combateram na Segunda guerra mundial não foi melhor, os oficiais norte-americanos consideravam que os negros não dariam bons soldados, pois seriam incapazes de incorporar valores como disciplina e manejo de coisas sofisticadas como armas modernas, determinaram também que um negro nunca deveria ser promovido, pois eles eram incapazes de exercer qualquer tipo de liderança, eles dessa maneira igualavam a capacidade mental dos negros a de chipanzés, foi preciso muitos atos de heroísmo por parte dos afrosamericanos e uma opinião publica cheia de sentimento de culpa para amenizar mais essa situação absurda, do pais que tinha a seu serviço escravos lutando pelo ideal de liberdade que valia para todos menos para eles próprios.

  2. Paulo Afonso Paiva
    09/10/2013 às 10:44 AM

    Caro Chico
    Faço aqui uma pequena observação. Sou radicalmente contra essa imbecilidade do politicamente correto. Você deu o título ao artigo de “92 Divisão Búfalo – Afrodescendentes”. Eu chamaria de “92 Divisão Búfalo” – Negros”. Sou contra qualquer tipo de discriminação, mas mudar as palavras para agradar determinados nichos da população é coisa dos petralhas. Aliás, o ministério dos direitos humanos (assim mesmo em minúscula), mandou imprimir um folheto proibindo em toda os papéis oficiais de certos termos. Assim, não se poderia mais escrever, entre outras, as seguintes palavras: prostituta, bandido, cego, anão, peão,, e negro. Deveriam ser substituídas por profissional do sexo, cidadão infrator, pessoa com dificuldade ofitálmica, cidadão verticalmente prejudicado, trabalhador da construção civil, e o famigerado afrodescendente.
    Um abraço
    Paulo

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