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Quando a Estupidez Humana Alcança as Crianças


Quando o fim da guerra chegou na Alemanha, as forças soviéticas que atacam implacavelmente Berlim desde 21 de abril de 1945 tinham uma missão: achar Hitler, vivo ou morto! Todos queriam os louros de encontrá-lo. Finalmente encontraram o bunker onde ele se protegeu desde o início da ofensiva contra a capital alemã, mas não foi possível, pelo menos no primeiro momento, encontrar o corpo do ditador. Infelizmente, uma triste imagem chocou aqueles soldados cansados de presenciarem o horror da guerra. Os corpos de seis crianças, intactas em suas camas, como se estivessem dormindo. Era os filhos de Joseph e Marta Goebbels. Em um último ato de extrema estupidez Marta e o marido, envenenaram todas os seus filhos enquanto eles dormiam.. Cometeram suicídio depois. Uma cena horrível, mesmo no meio daquele caótico mundo. As crianças Helga Susanne, Hildegard, Helmut Christian, Hedwig Johanna, Holdine Kathrin e Heidrun Elisabeth, todas entre 04 e 13 anos de idade. Essa bestialidade foi confessada por Magda, não fazia sentido os filhos viverem em um mundo que não fosse o nacional-socialismo, declarou poucas horas antes.

Na semana e que o Brasil comemora o Dia das Crianças, que possamos refletir sobre as crianças levadas pela estupidez, brutalidade, imbecialidade  humana quando, ao invés de protegermos as crianças, somos agentes de suas desgraças.

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  1. roney
    11/10/2013 às 1:36 PM

    Este fato esta bem detalhado no filme as ultimas horas de hitler, como sempre belas postagens aqui. Otimo blog.

  2. 11/10/2013 às 2:15 PM

    Republicou isso em Rika Ferreira.

  3. Francisco Bendl
    11/10/2013 às 2:40 PM

    “Somos agentes de suas desgraças”.
    Prezado Chico,
    Resumiste o caos que nossas crianças se encontram atualmente.
    Abandonadas, sem atenção devida por parte de seus pais, sem que se preocupem em educá-las, ensiná-las, orientá-las, alimentá-las condignamente e servir-lhes de exemplos de caráter e personalidade, elas crescem em meio a ambientes que as transformarão em pessoas frágeis, frustradas, infelizes, por conta da falta de amor que as caracteriza, razão pela qual serão pais amanhã que também não saberão proporcionar aos seus filhos o que lhes faltou!
    Tenho reiterado que, o livre arbítrio, não é o que dizem comumente, ou seja, a escolha entre o bem e o mal.
    Ora, somos imperfeitos, e pender para opções que trazem consequências funestas é natural, ainda mais se considerarmos as circunstâncias de cada vida, portanto, castigar a pessoa que fez o mal precisa-se antes de tudo analisar o contexto da sua existência e as razões pelas quais foi levada a cometer seus delitos contra o patrimônio alheio ou contra a vida de outras pessoas. Cristo já dizia de forma nítida: “Não julgueis para que não sejais julgado…”
    Então, a meu ver, o livre arbítrio é maior que esta situação que muitas vezes nos foge ao controle, maniqueísta, entre o bem e o mal, mas o poder que temos de gerar vidas!
    Não há nada mais importante que ser pai e mãe, nada. E, respeitosamente, afirmo mais incisivo que acreditar em Deus, que professar uma religião, por conta que esta vida que homem e mulher trouxeram ao mundo é de suas inteiras responsabilidades, pois foram causadoras deste nascimento.
    E, ambos, tiveram as suas escolhas, de ser pais ou não. Ao decidirem por exercer a paternidade, pai e mãe trazem para este mundo uma vida que não sabem como se desenrolará, o que será no futuro, se boa ou má, se útil à sociedade ou um tirano, se um benfeitor ou um destruidor do que temos como princípios e valores.
    Justamente em razão desta incógnita, pai e mãe devem exercer as suas funções com extrema dedicação, carinho, afeto, exemplos positivos, amor, de modo a elaborarem dia após dia um ser humano digno, honrado, imune às más influências e do meio ambiente onde vive.
    Este é o livre arbítrio, no meu entendimento, esta capacidade que tem o ser humano de se aproximar de Deus na criação de outro ser humano, que não foi por acaso que somos macho e fêmea, justamente para que esta decisão que transcende nossa compreensão – de gerar um filho – fosse decidida a dois, e não por um apenas, como algumas mulheres erradamente querem ter a decisão de abortar, independente de o pai concordar ou não.
    A criação de filhos hoje está comprometida porque foi substituída pela necessidade de pai e mãe sairem de casa para trabalhar; de buscarem o sustento da família, de se ausentarem e não acompanhar o crescimento da criança.
    Tal função foi outorgada às creches, a estranhos que apenas cuidam delas, mas não as educam, não lhes dão atenção, não lhes dão o calor do abraço da mãe e do pai.
    De modo a agravar esta situação, o pai que deixa a mulher e filhos ou o homem que deixa a companheira quando engravida, comprovando o que escrevi acima sobre o desprezo do ser humano pelo próprio ser humano, a começar dos pais pelos filhos e vice-versa, claro.
    Igualmente aquele casal que, sem a menor condição material, tem seis, sete, nove filhos, e não tem como dar de comer, beber e nem um teto oferecer às suas crianças!
    Irresponsabilidade total em nome de um sexo que, diga-se de passagem, muito mal feito porque não houve o respectivo cuidado da gravidez indesejada, inoportuna, inadequada pela situação do casal, mas que não os leva a pensar um palmo adiante de seus narizes pela consequência deste gesto impensado, instintivo praticamente, que redundou no nascimento de uma pessoa condenada à miséria, à carência, a ter como punição pela falta de juízo de seus pais uma subsistência.
    O rico não foge muito a esta falta de atenção a seus filhos, pois tenta compensar a ausência com presentes, bens materiais, com educação em colégios de renome, mas a presença em casa do pai e da mãe é escassa, quando não são os exemplos de condutas deletérias de um e de outro ou de ambos, pai e mãe que, acompanhados de seus amantes, dão muito mais valor a seus casos extraconjugais que à própria família ou o lucro da empresa ou o aumento do patrimônio, menos a vida dos filhos, de suas felicidades, de suas realizações!
    Urge que tomemos consciência da responsabilidade de se ter um filho, de sustentá-lo, educá-lo e formá-lo, pois serão as vidas que gerarmos o nosso salvo conduto à vida eterna em paz ou, então, ardendo de remorso pela omissão e desprezo pelos que trouxemos a este mundo de Deus!

    • 11/10/2013 às 3:06 PM

      Bendl,

      Sempre é bom encontrá-lo novamente por aqui. Sempre fico feliz com seus comentários, pois acrescentam e muito a percepção dos assuntos abordados. Abraços! Ano que vem estarei em Porto Alegre, participando do II Encontro Nacional dos Veteranos da Polícia do Exército/Rio Grande do Sul.

      • Francisco Bendl
        11/10/2013 às 6:26 PM

        Então haveremos de nos encontrar, Chico, finalmente.
        O pessoal daqui tem trabalhado muito para o sucesso da nossa Associação, com bases na que fizeste em Pernambuco.
        Um forte abraço, meu caro xará e amigo.
        UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

    • 11/10/2013 às 4:03 PM

      Exato, somos vítimas de vítimas, belas palavras.

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