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Blindados e Outros Veículos


A força dos blindados mudou o curso da guerra. Antes, um desajeitado monte de ferro, mas se tornou a primeira e mais destrutiva arma de guerra já posta em combate até então. Seguindo a mesma linha, outros blindados apareceram para várias funcionalidades específicas, como retirar minas terrestres, patrulhamento, transporte de tropas, defesas antiaéreas e muitas outras funções para veículos blindados dos mais diversos.

Segue galeria dos veículos blindados

Os principais POSTs sobre Tanques da Segunda Guerra Mundial

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  1. Mauro Marques
    04/12/2013 às 4:35 AM

    Em outra ocasião vi um artigo que levantava a velha questão Clausewitzana da superioridade da defesa sobre o ataque, que supostamente permaneceria ainda como lei na segunda guerra mundial, e atualmente discordei, não pude deixar de faze-lo.

    Em primeiro lugar em todas as guerras o que se apresenta como fator decisivo acredito eu é a superioridade tecnológica, é ela quem define quem perderá e quem vencerá, e o lado vencedor sempre será aquele com o qual a superioridade técnica estiver, seja favorecendo a contenção defensiva, seja a iniciativa do ataque.

    Podemos citar a velha Constantinopla como exemplo, por séculos os mulçumanos tentaram em vão tomar a magnifica “Maçã de Prata”, mas enquanto a solida tecnologia defensiva que representava suas muralhas permaneceu superior a todos os meios ofensivos da sua época, Constantinopla resistiu e por mil anos, mas isso só até um engenheiro Búlgaro oferecer ao Sultão um canhão novo maior do que todos os da sua época capaz de colocar abaixo os muros da cidade, quando pronto o canhão levou pouco tempo para cumprir o que se esperava dele os muros foram demolidos e Constantinopla conquistada.

    Durante a primeira guerra mundial o principio da defesa ainda permaneceu válido as tecnologias de defesa e ataque se equivaliam e nesse caso a superioridade numérica e de recursos prevaleceria, após os rivais se esgotarem mutuamente, os vencedores foram aqueles que conseguiram um aliado de peso, no caso os EUA, que ao entrarem na guerra fizeram a balança pender para o lado dos Aliados com sua superioridade de recursos.

    Mas a Primeira guerra mundial foi estudada atentamente por aqueles que resolveram dedicar-se a tarefa de encontrar finalmente um meio de decidir uma batalha atacando um dispositivo com força rapidez e eficiência que levaria a vitória incontestável das forças atacantes a resposta a todos esses estudos foi o nosso conhecido tanque.

    O tanque, ou carro de combate, ou seja, lá como foi conhecido e como é conhecido atualmente, já começou polemizando desde o inicio pelo nome, o que sei é que o nome tanque parece ter sido um ardil para camuflar a verdadeira função do veículo aos olhos da espionagem inimiga, o que na época funcionou, pois o veículo Inglês se constituiu numa surpresa aterradora quando irrompeu nas linhas defensivas Alemãs colocando seus defensores em debandada, logo os Alemães copiaram a ideia e a continuidade do tanque estava garantida.

    No intervalo entre guerras, além dos aperfeiçoamentos do veículo, uma questão mais importante se apresentava a de como usar a nova tecnologia da maneira mais eficiente possível, levantando o problema nomes que se tornariam conhecidos, Fuller e Lidell Hart da Inglaterra e Guderian da Alemanha, todos expuseram suas ideias em livros que foram lidos atentamente por alguns que as levaram muito a sério, como o caso do próprio Hitler e de outros que resolveram ignora-las no caso os Ingleses, Hitler percebeu logo as possibilidades da nova arma como instrumento de ruptura das linhas inimigas ele que possuía lembranças amargas da primeira guerra mundial era o primeiro interessado no problema da guerra estática das trincheiras cuja característica era o impasse sangrento.
    Os Ingleses optaram por desenvolver seus tanques como apoio a infantaria, cujas características eram baixa velocidade, muito blindados e com baixo poder de fogo, seus tanques mais famosos foram os Valentines e Crusaders, que atuaram intensamente na guerra da Africa, bem sucedidos contra os Italianos um fracasso contra Rommel , e por toda a guerra foi assim não temos exemplos de bons tanques Ingleses para citar, o Churchill que veio para resolver o problema das limitações era ele mesmo muito limitado.
    Os Alemães optaram por desenvolver o tanque como arma de ruptura, com o apoio de Hitler Guderian pode se debruçar na ideia com carta branca do Fuhrer e preparar suas forças blindadas para ruptura, a nova Tática recebeu o nome definitivo de Blitzkrieg (Guerra relâmpago) e consistia no emprego simultâneo de uma concentração poderosa de forças em pontos estratégicos importantes, tendo como principal as formações blindadas organizadas em divisões, as Alemãs receberam o nome de panzers (Blindados), o conceito Alemão de divisão era a autossuficiência em combate elas dispunham de tudo o que era preciso para tornar-se independente durante as operações envolvendo e cercando as forças inimigas, com elas enfraquecidas a infantaria cuidava dava o golpe de misericórdia então.

    A blitzkrieg só foi possível com o desenvolvimento simultâneo das possibilidades técnicas dos tanques e também aviões afim de que pudessem cumprir missões especificas dentro da nova estratégia.

    Assim o tanque mudou tudo, só existindo do seu surgimento em diante o lado que perde e o que ganha e o que ganha é o que tem a superioridade técnica ou numérica de tanques, foi assim na Barbarossa aonde massas de Tanques T34, superavam tanques tecnicamente superiores como o Tigre ou Pantera.

    Definitivamente a ideia da superioridade absoluta da defesa em relação ao ataque chega ao fim, os tanques não permitem mais essa realidade, tudo o que conta é ataque contra-ataque, as ordens absurdas de Hitler de criar Festungs e de não ceder terreno em retiradas estratégicas mesmo a pedido de seus generais só tiveram o efeito de facilitar a tarefa as formações de tanques soviéticos cerca-las e destrui-las, apressando o fim da guerra.

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