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Afinal! Onde Hitler Morreu? Berlim ou América do Sul?


Um dos maiores nomes da ciência História, um dos expoentes da Escola de Annales, o inglês Eduard Carr, vai afirmar em uma das principais obras que analisa a História enquanto ciência, que o fato histórico deverá ser embasado em evidências e considerações por parte do historiador, segundo Carr: “Como qualquer historiador ativo sabe, se ele para pra avaliar o que está fazendo enquanto pensa e escreve, o historiador entra num processo contínuo de moldar seus fatos segundo sua interpretação e sua interpretação segundo seus fatos. É impossível determinar a primazia de um sobre o outro”. (Carr, 1973). Portanto, cada historiador deverá se policiar para que sua interpretação não tenha primazia sobre o fato, incorrendo em defender inverdades como fatos.

Uma dos acontecimentos que é mais castigado por interpretações, em termos de Segunda Guerra Mundial, é a morte de Adolf Hitler em 30 de abril de 1945. Ao longo das décadas, muitas teorias e especulações foram sendo elaboradas com o objetivo de negar o suicídio de Hitler em Berlim. Uma fuga negociada e executa com o aval dos Estados Unidos do Führer e de seus assessores para a América do Sul são as que mais ganham cobertura dos adeptos da teoria. Alguns escritores narram detalhes da vida de Hitler no exílio. Entre os adeptos da tese, fazemos menção a duas em especial. A primeira é a obra da Simoni Renée Guerreiro Dias que realizou dissertação de mestrado com o tema, Hitler no Brasil – Sua Vida e Sua Morte.  O interessante na pesquisa é que ela afirma que o ditador teria fugido com a tutela e a ajuda do Vaticano. Hitler teria recebido da Igreja Católica direito a um mapa contendo a localização de um tesouro jesuíta do século XVIII. Não encontrando o tesouro, Hitler se instala em definitivo na cidade de Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso, onde teria constituindo família, com uma brasileira negra, para não levantar suspeitas, claro. Hitler teria morrido com 81 anos de idade; a segunda teoria, publicada por Ediciones Absalón, “El Exilio de Hitler”, sustenta a passagem de Hitler por Barcelona, antes de formar um comboio de submarinos em direção a América do Sul. É importante observar que, em conjunto com os seus assessores, Hitler embarcou com uma carga de ouro.

Um novo capítulo inicia com a liberação de um documento do FBI, datado de 21 de setembro de 1945, que trata exatamente um encontro com uma fonte que testemunhou que altos representantes do governo Argentino receberam o comboio de Hitler com mais de 50 pessoas.

Agora vamos realizar uma pequena exposição que tem que ser explicada antes de qualquer afirmação. Constantes em vasta bibliografia.

Os ataques sobre Berlim iniciaram de forma contundente em 21 de abril de 1945. Hitler foi transferido com seus assessores no dia seguinte para o bunker, vamos aos relatos:

Em 21 de abril, Hitler foi levantado cerca de 09h30m e informado de que Berlim estava na linha de fogo da artilharia russa. Burgdorf bem como outros ajudantes esperaram por ele na antecâmara.

            Na antecâmara, esperavam por Hitler Burgdorf, Schaub, Below e Günsche.

                – Que está acontecendo? De onde vem o tiroteio? – perguntou. Burgdorf informou que o centro de Berlim estava sob pesado fogo de artilharias russas, aparentemente postadas a noroeste de Zossen. Hitler empalideceu. – os russo estão assim tão perto?

                Às primeiras horas da manhã de 22 de abril o fogo da artilharia russa aumentou…

                As bombas russas frequentemente explodiam em Tiergarten e por vezes mesmo nos jardins que circundavam os ministérios da Wilhelmstrasse (Chancelaria). O seu estrondo arrancou Hitler do sono às nove da manhã.

 Tão logo se vestiu chamou Linge e perguntou nervosamente: “Qual o calibre?” Para acalmar Hitler, Linge respondeu que o fogo vinha de baterias antiaéreas no Tiergarten e de canhões russo isolados, de longo alcance. Após o café em seu gabinete, Hitler voltou ao quarto, onde Morell lhe aplicou como de costume uma injeção estimulante.

                A conferência militar foi convocada para o meio-dia. Por volta de meio-dia reuniram-se no bunker de Hitler as seguintes pessoas: Doenitz, Keitel, Jodl, Krebs, Burgdorf, Winter, Christian, Voss Fegelein, Bormann, Hewel, Lorenz, Below, Günsche, Johannmeyer, John von Freyend e Von Freytag-Loringhover.

                Foi a conferência militar mais rápida de toda a guerra. Muitos rostos estavam transfigurados. Em vozes abafadas a mesma pergunta era repetida várias vezes: “Por que não pode o Führer se decidir a abandonar Berlim?”

                Hitler chegou dos seus aposentos particulares e parecia mais curvado do que nunca. Laconicamente saudou os membros da conferência e deixou-se cair na cadeira. Krebs começou a relatar os fatos. Comunicou considerável agravamento da situação das tropas alemães que defendiam Berlim. Os tanques russos tinham conseguido avançar para o sul, via Zossen, e alcançado os arredores de Berlim. Nos subúrbios leste e norte havia violenta luta. As tropas alemãs postadas no Óder ao sul de Stettin estavam inapelavelmente cercadas. Os tanques russos tinham-se infiltrado através de uma brecha e penetrado profundamente nas posições defensivas alemãs.

                Hitler se levantou e curvou-se sobre a mesa. Pôs-se a apontar algo no mapa, suas mãos tremendo. Subitamente empertigou-se e jogou seu lápis de cor sobre a mesa. Inspirou profundamente, sua face ficou rubra, seus olhos esbugalhados. Recuou um passo da mesa e numa voz brusca gritou: “É o fim! Em tais circunstâncias não posso comandar! A guerra está perdida! Mas vocês estão enganados, cavalheiros, se pensam que vou deixar Berlim! Daria antes um tiro na cabeça! ”

                Todos fixaram os olhares horrorizados sobre ele. Mal levantou a mão. “Obrigado senhores”. Então, abandonou a sala. (Bezymenski, 1968)

               Apesar de algumas contradições encontradas no relato, principalmente sobre os participantes da Conferência Militar do dia 22 de abril, não há qualquer dúvida que houve a reunião e que as condições de saúde e o cenário militar descrito, correspondem à realidade de Berlim.  O próprio Almirante Doenitz deixa Berlim naquele mesmo dia, confirmando assim que havia ainda condições de entrada e saída da cidade, e que o cerco dos soviéticos ainda não estava completo. No dia 23, Hitler recebe a visita de Alberto Speer e no dia seguinte chega à família do ministro Goebbels. No dia 26 todas as linhas de entrada e saída de Berlim estavam completamente tomadas, para se sair da cidade, apenas fugindo do cerco imposto pelos soviéticos. No dia 29 de abril, deu-se a reunião final. O General Weidling, governador militar de Berlim, e comandante da LVI Corpo Panzer, ainda aventou a possibilidade de uma escapada pelas linhas soviéticas, mas Hitler o dissuadiu. Não tinham nem tropas, nem equipamento, nem munições, para qualquer tipo de operação. Era ficar e morrer!

O Führer então despediu-se formalmente das pessoas mais próximas que ainda o seguiam até aquele momento.

Baseado no que já temos como relato, podemos identificar algumas questões:

  • O médico particular de Hitler, Theodor Morell, afirma que a saúde de Hitler era delicada. Inclusive, estudos recentes apontam sintomas de Mal de Parkinson.
  • Várias testemunhas confirmam que Hitler estava no bunker em 30 de abril de 1945, portanto a possibilidade de uma fuga sob o forte cerco soviético se não era impossível, era muito pouco provável.
  • Goebbels confessa a Hitler que ficaria com ele até o fim. Joseph e Marta Goebbels estiveram no bunker e assassinaram seus seis filhos, depois se mataram. Soa como ilógico que eles não tenham fugido com o Hitler.
  • Blondi sua cadela é encontrada morta nas proximidades do bunker, mais uma evidência que Hitler não deixou Berlim.

Os soviéticos antes de chegarem a Berlim promoveram uma corrida interna entre as suas unidades para quem trouxesse Hitler, vivo ou morto. Também outros altos membros do partido nazista estavam na lista. No início de maio, foram encontramos 02 corpos em caixas de munição nos arredores de Berlim, estes foram enviados imediatamente para autópsia e investigados pela NKVD. Identificaram que eram os corpos de um homem e uma mulher. Foram em busca dos registros dentários e do próprio dentista de Hitler que, confrontando com os registros, confirmaram que o corpo do homem era do líder nazista.

Os fatos aqui observados são embasados em vasta bibliografia fruto de pesquisa de vários historiadores e pesquisadores do tema. Isso não quer dizer que os acontecimentos que cercam A MORTE DE HITLER, estejam completamente sacramentados, pois a própria História como ciência passa por revisões e podem sofre alterações, contudo não há ainda qualquer evidência séria, apesar das tentativas insípidas, de mude o fato de que Hitler não morreu em 30 de abril de 1945, no bunker em Berlim.

No dia 31, a partir das 21h00, será transmitido ONLINE pelo Hangout um vídeo Chat com João Barone e os convidados Marcelo Madureira, Arthur Dapieve e Chico Miranda. Falaremos sobre a Segunda Guerra Mundial, abordando, inclusive a participação brasileira.

  Para participar é só Clica neste LINK: https://plus.google.com/u/0/events/c3u0jqefnibrf8h2keekcgdqcs4

 Confirme sua presença e mande sua pergunta! PARTICIPEM!

MAIS INFORMAÇÕES: http://seuhistory.com/programas/guerras-mundiais

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  1. Ronei Cs
    22/07/2014 às 8:48 AM

    Ainda prefiro acreditar nas palavras de Rochus Misch, ( O Guarda costas de Hitler ) um dos primeiros a ver os corpos de Hitler e Eva Braun pouco após o casal suicidar-se em seu quarto, viu também os corpos dos seis filhos de Goebbels, envenenados pela mãe, Magda, pouco antes do próprio casal também suicidar-se.

  2. 22/07/2014 às 10:29 AM

    Caro Chico
    Como você sabe, sou autor do livro “O Porto Distante”, que trata da participação da Marinha na guerra, culminando com o naufrágio do Cruzador Bahia, atribuído a incidente de tiro. O fato aconteceu dois meses após a guerra, mas – de posse de documentos argentinos, recentemente liberados – provo que foi obra do submarino alemão U-530 e o porquê dos americanos (aos quais a Marinha brasileira estava subordinada) terem encoberto este crime.
    O livro está a disposição através do e-mail paivap50@gmail.com
    Um abraço
    Paulo

  3. Paulo Roberto
    23/08/2014 às 1:06 PM

    Acho interessante que as pessoas se recusam a acreditar num fato que esta tão claro, talves pelo fator do conflito ter sido tão grande e tão sem sentido…( Porque Inglaterra e França não declararam guerra a URSS, já que esta também invadiu Polonia??)ou seja no final das contas a luta fez a Europa se tornar dividida pela Cortina de Ferro, ou seja saiu das mãos de um governo totalitário pra cair nas mãos de outro por mais de 40 anos, que usou a mesma força e brutalidade na repressão como a que foi usada pelo governo Nazista, sendo essa nova versão maquiada pela bandeira vermelha do machado e da foice que se intitularam libertadores….tal repressão não foi condenada pelos Aliados em um novo julgamentos em Nuremberg, sem mencionar o fato de que esses tais aliados no final não falavam mais a mesma lingua, nunca falaram não é mesmo, e foram obrigados a plagiar o suposto suicidio com um cranio feminino que ficou exposto em Moscou!! Amigos a Tecnologia seria e sempre foi o segredo do sucesso, tanto do Eixo nos, primeiros anos como dos Aliados no final do conflito…ainda mais agora que a Criatura que foi tão fortemente armada pelo criador havia mostrado a que realmente estava empenhada senhores naõ enxerga quem não quer, o Fantasma da Guerra Fria estava presente desde Teerã em 1943, agora quem ainda acredita na Cinderela, que continue sonhando.

  4. Lucas Viana
    23/09/2014 às 4:27 PM

    Se Hitler foi morto pelos russos, porque não tiraram nenhuma foto ou etc? Dizem que foi por que Hitler foi logo queimado, mas por que não tiraram sequer uma foto dele como prova de sua morte?

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