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A Invasão da Polônia em 1939: Aspectos para Refletir


“Abrisse-se as portas do inferno”. Essa é primeira frase que se verificou nos jornais ocidentais quando Hitler, a despeito de todas as advertências inglesas e francesas, lança suas tropas contra a indefesa Polônia. Mais de 75 anos depois daquela fatídica sexta-feira, no distante 1º de setembro de 1939, ainda há muita controvérsia sobre o início do conflito e as causas que levaram o mundo a escuridão da guerra por anos. O próprio Hitler, já derrotado seis anos mais tarde, em seu bunker nos arredores da devastada Berlim, registra em seu testamento político que, ao contrário do que possam falar, ele não desejava a guerra em 1939. Se ele não desejava a guerra, então quais os motivos que levou ele ao conflito? Vejamos uma pequena análise das circunstâncias da eclosão da guerra.

Em 1938, líderes ocidentais se reúnem em Munique para discutir as investidas Nazistas contra a região dos Sudetos, de minoria germânica. Hitler recebeu os lideres da França, Inglaterra e da Itália para estabelecer as condições para evitar à guerra. As nações assinaram o Acordo Munique, mesmo sem a presença da Tchecoslaváquia, a região dos Sudetos foi anexado a Alemanha. Era a política da “paz a qualquer custo”, protagonizado pelo Premier Britânico Neville Chamberlain.

Não demorou muito, em 10 de março de 1939, Hitler ocupa toda a Tchecoslaváquia,  o encontro de Munique era mais estratégia de Hitler para ganhar tempo. Inglaterra e França, perplexos nada fazem, exceto uma promessa do Führer de que a ânsia territorial da Alemanha se encerrara. Não há guerra por isso, mas não por muito tempo.

Quando o “Cabo Austríaco” afirma: “As fronteiras de 1918 nada representam para a Nova Alemanha”, alusão clara que as imposições das condições territoriais de Versailhes não seriam mais toleradas, começa a planejar o próximo passo militar: a Polônia. Não antes sem estruturar uma estratégia que deixou o mundo estupefato, um pacto de não agressão com sua inimiga ideológica desde os tempos do Mein Kampf, os soviéticos. Ele queria uma fronteira comum e a certeza do não envolvimento da União Soviética, por isso considerou a divisão de influência e territorial do Leste Europeu com os Vermelhos. Sem se preocupar em abrir uma frente de combate indesejada em 1939, o caminho para Polônia estava assegurado.

A principal argumentação de Hitler era com relação à cidade Livre de Danzig, considerado uma aberração pelo Líder alemão. A partir de 23 de agosto, depois de assinado o Pacto Molotov-Ribbentrop que chocou o mundo mais do que a ineficiência dos políticos ingleses de entender as ações Hitler, nada mais impediria a Nova Alemanha a teoria nazista do Espaço de Vital (Lebensraum) .

Evidências históricas apontam para um planejamento detalhado das atividades alemãs para se voltar para a Polônia, sem a interferência Russa e com a o aval inicial da Itália. A ineficácia dos franceses e a indisposição inglesa tornou possível uma vitória militar em poucas semanas, mesmo com a bravura polaca, nada poderia ser feito com a primeira demonstração real do poderio militar da Alemanha, colocando em prática uma doutrina de avanço nunca antes vista, era a Blitzkrieg em sua versão mais letal.

Apesar das demonstrações de indignação e a Declaração de Guerra da Inglaterra e França e, posteriormente, pequenas incursões e ataques à fronteira franco-alemã, nada mais foi feito para impedir que em 06 de outubro a Alemanha anexasse à Polônia.

Em 17 de setembro a União Soviética invade a Polônia pelo norte, argumentando proteger os poloneses de origem soviética, evidentemente já alicerçados pela cláusula secreta do Pacto Molotov-Ribbentrop que dividia a Polônia entre as duas potências militares e que só seria conhecida no pós-guerra.

Uma Questão Histórica

Se a Alemanha invade a Polônia e a União Soviética também executa a mesma manobra 16 dias depois, qual o motivo da Declaração de Guerra das potências ocidentais ser apenas contra a Alemanha?

Essa é uma pergunta que muitos ideólogos fazem até hoje. Isso é uma retórica extremamente frágil de argumentação histórica.

França e Inglaterra (todo o domínio inglês) Declaram guerra em 03 de setembro, ou seja, 48 horas depois do início da invasão alemã. Dia 17, data da invasão do Exército Vermelho, a guerra já estava praticamente decidida, o Governo polaco praticamente já estava no exilio e a Polônia lutava uma guerra desesperada. Os diplomatas e políticos não entendiam a invasão dos soviéticos como uma questão territorial em 39, mas uma estratégia de impedir que o avanço alemão chegasse à fronteira soviética e, em última instância, não queriam uma escalada da guerra aos moldes de 1914. Portanto, compreensível que não houvesse uma Declaração formal de guerra aos soviéticos.  Importante essa concepção histórica para entendimento do conflito.

Por fim

                Mesmo à revelia da argumentação do Líder Alemão em seu Testamento Político, todos os indícios que se seguem desde que Hitler assumiu o poder plenamente em 1934, apontam para a conquista territorial através da intervenção militar, fato que concretizou com a Guerra Total em 1939 e a capitulação da Polônia, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo e finalmente a própria França.

                   Em 1941, a Nova Alemanha chegava ao ápice do Reich de Mil Anos, que duraria apenas mais quatro anos, com o Líder supremo alemão se matando com sua amante em seu último reduto nos arredores da devastada Berlim.

Qualquer outra afirmativa distante dessa argumentação é de difícil sustentação.

Fonte:

Kershaw, Ian – Hitler; tradução Pedro Maia Soares – São Paulo: Companhia das Letras, 2010

Jordan, David – A chronology of World War II – the ultimate guide to biggest conflict of the 20th century. Grange Books Ltd,  2007.

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  1. Mauro Moriarty
    20/04/2015 às 12:57 AM

    Invasão da Polônia

    Em setembro de 1939 Hitler lançou sua ofensiva, contra a Polônia um país que disse que se houvesse guerra com a Alemanha em uma semana estaria marchando pelas ruas de Berlim, não se sabe com que base os lideres Poloneses disseram isso, mas deveriam achar poder garantir-se, isso não é o tipo de coisa que lideres de países indefesos diriam. Quais as causas que levaram ele ao conflito são evidentes o Criminoso Tratado de Versalhes, que politicamente pode ser considerado um ultimato imposto na época, porque não foi um acordo bilateral (Entre os Aliados e a Alemanha de comum acordo) mas unilateral uma imposição a Alemanha sem direito a apelação, sob a Ameaça de aniquilação pela continuidade de uma guerra que ela não poderia mais continuar. As promessas de campanha que fez de recuperar os território cedidos pela Alemanha por Versalhes, a Polônia coube a anexação do mais importante território Alemão de antes da guerra, a Prússia, o território que sob Bismarck conduzi-o a unificação Alemã do primeiro Reich sob Guilherme I, uma perda inaceitável embora Hitler estivesse reivindicado apenas um corredor entre a Alemanha e a Polônia que unifica-se a cidade livre de Danzig, portanto justa reivindicação Alemã.

    Quanto a questão dos Sudetos o motivo de crucificarem Chamberlain e pura hipocrisia, era muito difícil para ele defender uma causa injusta, injustamente, até as vias de fato, ou seja, a guerra os Sudetos pertenciam a Alemanha antes da guerra, tinha uma população de maioria Alemã e pedia a reunificação, Versalhes não poderia impedir isso legitimamente e nem ninguém.

    Após a ocupação dos Sudetos a Tchecoslováquia ficou confusa politicamente e exposta militarmente, Stalin sempre atento a possibilidade de uma nova conquista próxima de sua fronteira, começou a cobiça-la Hitler apenas tomou a dianteira e a anexou primeiro.

    Quanto a Áustria o caso era similar ao dos Sudetos a resistência era por parte dos líderes Austríacos, mas a população Austríaca apoiava em peso a anexação da terra natal de Hitler com a Alemanha pois eles como Hitler se consideravam Alemães.

    Quanto a inercia dos Aliados durante a invasão da Polônia deveu-se pela ausência de vontade moral de lutar por uma causa injusta, ou seja, por um país criado artificialmente (Diga-se de passagem que muitos consideravam a Polônia uma anomalia que não existia de fato) pelo ultimato de Versalhes que não visava o bem dos Poloneses, mas o enfraquecimento da Alemanha.

    E verdade que Hitler desejava a guerra mas como reiterou diversas vezes a sua expansão militar seria conduzida a Europa Oriental e não a Ocidental e nisso se conduziu coerentemente, ele sempre frisou que quem lhe declarou guerra foram a Inglaterra e a França e não ele a elas, e quem defende como crime as preparações de Hitler de atacar a URSS se esquece que de que os próprios aliados a atacaram e tentaram destruir o estado comunista que se implantou na Rússia após a queda do Tzar, foi uma guerra de grandes proporções conduzidas pelas potencias ocidentais contra a URSS, Hitler estava apenas seguindo o mesmo caminho se havia ódio e sentimento de impotência na vontade das potencias ocidentais em destruir a URSS ele se colocaria como voluntário para fazer o trabalho sujo de destruir o primeiro estado comunista do mundo, em troca do pagamento de anexa-lo em caso de vitória é claro.

    Uma questão Histórica.

    Na minha modesta opinião

    A afirmativa de que a URSS invadiu a Polônia para defender suas fronteiras não se sustenta, o próprio Churchill quando indagado sobre a não declaração de guerra, ficou embaraçado e não conseguiu responder, deixando claro que a declaração de guerra apenas contra a Alemanha tinha por finalidade defender os interesses Imperialistas da Inglaterra.

    A invasão Soviética na Polônia oriental foi parte das clausulas secretas do Pacto Nazi-Soviético, isto é fato, a URSS não invadiria a Polônia sem um acordo com a Alemanha sob o risco de provocar uma guerra que ela não queria com a Alemanha nazista.

    Se aceitarmos o argumento Soviético de proteção de suas fronteiras teremos de legitimar o ataque a Finlândia, que Stalin Pretendia anexar, depois que ele anexa-se a Finlândia, a Suécia ficaria nas suas fronteiras e com base no mesmo argumento ele tentaria anexar a Suécia, e depois que anexa-se, a próxima seria a Noruega e assim sucessivamente, a própria Inglaterra cogitou enviar uma força expedicionária para auxiliar a Finlândia.

    A invasão Soviética não se deu com o objetivo de ocupar território simplesmente, ela se deu na forma de luta armada contra os últimos remanescentes do exercito Polonês, uma invasão conduzida com consentimento Alemão pelo aliado deles, portanto não foi uma ação preventiva, mas uma ação planejada e agressiva.

    Se considerarmos a invasão Soviética como medida preventiva, nos vamos considerar o massacre de Katy o que? Uma legitima medida preventiva também? O que tem haver o massacre de Poloneses com proteção de fronteiras?

    Se essa fosse a intenção Soviética porque os Aliados não foram avisados com antecedência?

    A estratégia Aliada de envolver a Alemanha numa guerra de duas frentes consistia justamente na capacidade Polonesa de suportar uma considerável resistência, os Soviéticos liquidaram essa possibilidade abreviando a resistência Polonesa com seu ataque, não há nada para ser subentendido na atitude Soviética.

    Por fim a guerra foi uma desgraça, ocasionada pelo tratado criminoso de Versalhes e todos sabiam que ele representaria um eterno revanchismo Alemão, o que não contavam eram com o surgimento de uma força impetuosa e vingativa representada por Adolf Hitler que soube se aproveitar de todos os erros e más intenções aliadas para desencadear uma guerra que ninguém desejava e que provocaria a inequívoca decadência da Europa.

  2. M.Books
    29/04/2015 às 3:02 PM

    Olá Chico, tudo bem?

    Você tem e-mail para contato?

    Abs,
    M.BOOKS

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