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Série Desvendando Adolf Hitler – Apresentação


              Quem não conhece Hitler? Qualquer jovem que passa pelo Ensino Médio deve, indiscutivelmente, conhecer o principal personagem da Segunda Guerra Mundial. Adolf Hitler é a figura mais presente nos estudos históricos do século XX e continuará a ser, sem sombra de dúvida, por centenas de anos. Mas quem é de fato Adolf Hitler? Quem era Hitler, antes de Hitler? Ele tinha o sangue judeu? Como ele chegou a ser o Fürher da Alemanha? Como ele chegou ao apogeu do sucesso político e militar e, pouco tempo depois, cravou um tiro na cabeça encerrando sua existência? Teria ele morrido realmente naquele bunker em abril de 1945? Hitler fez alguma coisa boa para a humanidade? O messias alemão de sua época ou a besta encarnada? São perguntas que balizam a pesquisa e não as respostas.

                Toda a composição histórica desse personagem possui centenas e centenas de variáveis e interpretações, que foram exaustivamente estudadas por dezenas e dezenas de pesquisadores, mas muita ideologia do pós-guerra tornou a imagem histórica do austríaco de bigode engraçado turva e sem a transparência exigida pela ciência. Contudo, passado 70 anos do fim do conflito, uma nova geração de pesquisadores tem provido substanciais pesquisas sobre a figura de Hitler, desprovida do ideologismo faceiro dos vencedores da Segunda Guerra Mundial. O mito da besta bíblica encarnado passa a dar lugar à figura histórica que foi produto do seu tempo.

                Levando em consideração todos os elementos que compõem a recente visão histórica de Hitler, vamos criar um Especial Semanal sobre Adolf Hitler, desde sua infância como filho de um funcionário alfandegário, passando pela sua tentativa de ganhar a vida em Viena; seu alistamento no Exército até o início de sua carreira política, ascensão e queda. Nosso objetivo, bastante audacioso, diga-se de passagem, é considerar Hitler enquanto figura histórica, desprovida de qualquer tipo de motivação ideológica ou política para defender ou condená-lo. Deixaremos para você julgá-lo de forma definitiva.

                Todo sábado, uma publicação sobre Desvendando Adolf Hitler:

  1. Desvendando Adolf Hitler: O garoto da mamãe!
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  1. Francisco Bendl
    16/10/2015 às 8:47 AM

    Aplaudo a tua iniciativa, meu xará Francisco e colega de farda, apesar do tempo que se passou desde o término da Segunda Guerra até os dias de hoje, 70 anos, em face de que não estamos livres de falsos líderes, que surgem nas frestas de crises políticas e sociais, e são confirmados posteriormente por uma imprensa tendenciosa, promíscua, que envolve incultos e incautos a engrandecer este personagem real como pessoa, porém fictício como líder a ser obedecido e seguido como exemplo.
    Hitler apareceu no cenário alemão justamente quando aquele país estava conturbado política, econômica e socialmente, convocando pessoas que fossem tão radicais quanto a ele no sentido de que os alemães sofriam principalmente do orgulho ferido com referência ao Tratado de Versailhes, após a Primeira Guerra, que os humilhava, tirava-lhes a Marinha Mercante, de Guerra, Aeronáutica, Exército, impedindo que a Alemanha fosse a liderança europeia como era o seu destino.
    Corroborou para este movimento de direita, o Nazismo, a crise da bolsa nos Estados Unidos, em 1.929, quando os germânicos padeceram mais ainda com a retirada de seus bancos de milhões de dólares e marcos, deixando os alemães à mercê de uma crise econômica sem precedentes na história, que os conduziu inevitavelmente para uma reação violenta e esperada por todos.
    Pois foi neste cenário de incertezas que Hitler sabia qual deveria ser o discurso que o povo alemão tanto aguardava, e quais seriam as medidas para trazer a Alemanha de volta para o crescimento e restabelecer o orgulho perdido com a derrota na Primeira Guerra.
    A sua prisão, em razão do golpe que tentou denominado, O Putsch da Cervejaria ou Putsch de Munique foi uma tentativa falha de golpe de Adolf Hitler e do Partido Nazista contra o governo da região alemã da Baviera, ocorrido em 9 de novembro de 1923. O objetivo de Hitler era tomar o poder do governo bávaro. A ação foi controlada pela polícia bávara, sendo que Hitler e vários correligionários – dentre eles Rudolf Hess – foram presos.
    O futuro ditador da Alemanha Nazista permaneceu apenas nove meses na prisão de Landsberg, escrevendo nesse período seu manifesto político, Mein Kampf. Ao deixar o cárcere, Hitler teria tomado a decisão que nortearia seu futuro na política: ele não mais desafiaria a autoridade de maneira direta, mas trilharia seu caminho ao poder pela via legal. Tendo proferido famosa frase (“A democracia deve ser destruída por suas próprias forças”), Hitler alcançaria seu objetivo em pouco menos de 10 anos, com a complacência de militares e políticos mais conservadores, os quais desejavam pôr um fim à desordem provocada pela luta de poder entre nazistas e comunistas.
    Bela iniciativa, Francisco.
    Vou acompanhá-la de perto.
    Um abraço.

  2. José Mário Mourão Sclavo
    16/10/2015 às 9:41 AM

    Vou acompanhar, sempre tive curiosidade, de como ele chegou ao poder e porque das carnificinas provocadas por ele. Estamos atentos , PE.

  3. Marco Antonio Massière
    16/10/2015 às 12:02 PM

    Parabéns pela matéria a qual é de suma complexidade em trazer os dados numa visão histórica, sem as tendencias em que são geralmente inclusas neste assunto. Tive oportunidade de conversar com uma pessoa que residia nesta época na Alemanha e que também era esposa de um Oficial do Exercito Alemão, e realmente os fatos que ela relatava, eram bastantes diferentes do que são normalmente divulgados. Vou acompanhar com muito interesse esta matéria. Um grande abraço. Marco Massière.

  4. Cavalcante
    16/10/2015 às 3:32 PM

    Estou muito curioso, vou aguardar atento, é um assunto que tenho interesse, na minha cabeça,após a Alemanha perder a 1ª Guerra Mundial, foi condenada a indenizar os Países envolvidos , então Hitler surgiu e começou a dizer, não vamos pagar nada, e o culpado são os Judeus, pois são ricos, e tomam conta do mundo.Apenas um flash de onde se desenrola toda a História, pois os Americanos só entraram na Guerra no finalzinho, pois os estavam vendendo armas para os dois lados.

  5. M. Moriarty
    19/10/2015 às 7:41 PM

    Se vamos levantar um questionamento histórico, que seja histórico e não ideológico, sobre a história conhecemos pouco se é conhecemos de fato algo que seja isento de interpretações tendenciosas. É sempre bem-vinda quando surge uma oportunidade como esta de apresentar aquilo que se sabe com base numa interpretação crítica mais realista e um pouco mais isenta do se poderia chamar de história oficial. Para que tenhamos uma ideia do que isso significa, temos o exemplo de um Winston Churchill, que quando interpelado sobre se a história lhe daria razão “ele respondeu é claro que sim, porque eu escreverei a História”. É disso que falo, do fato da história sempre ser escrita pelos vencedores. E da afirmação Orwelliana que quem controla o passado controla o futuro, quem controla o presente controla o passado, e é um exercício desnecessário verificarmos quem controla tudo, senão a cultura Anglo-saxônica cujas guerras rederam grandes dividendos, além do domínio mundial sob o qual vivemos hoje.

    Portanto sugiro cuidado a todos aqueles que se deliciam em se atirar ao exercício do maniqueísmo histórico preguiçoso e conveniente de rotular tudo em bem e mal, um exercício sempre eivado de clichês, lugares comuns e preconceitos, desprovidos de substância na análise de uma mente mais atenta que deseja tanto entender quanto se fazer entender e não apenas marcar presença numa discursão, cuidado para não compactuarem no exercício de simplesmente defenderem o Status quo dos interesses dos dominantes que para olhos bem atentos, nunca foi segredo, prejudicam inclusive os nossos próprios interesses enquanto povo livre, com capacidade de autodeterminação.

    • 19/10/2015 às 8:06 PM

      Sabias palavras Mauro. Exatamente isso que constitui a essência desse BLOG; a motivação pela qual nos voltamos!

  6. Francisco Bendl
    19/10/2015 às 9:13 PM

    Não sei se o comentarista acima, que se chama Moriarty, é aquele que eu mantinha contato, um estudioso da Segunda Guerra, uma pessoa imprescindível para este blog e a respeito do tema em questão.
    Se for o meu amigo, minha saudação e respeito.
    Quanto à isenção recomendada sobre Hitler, não creio que será possível.
    Milhões de mortos, prejuízos materiais incalculáveis, sofrimentos, perdas, padecimentos, injustiças, mortes desnecessárias e violentas … esses acontecimentos funestos e terríveis de forma curiosa incidem apenas uma pergunta:
    Por quê?
    E sigo questionando:
    Como que um povo tão bem instruído, culto, inteligente, adiante do seu tempo, pôde seguir um louco, um obstinado, uma pessoa radical quanto à política e poderio alemão sobre as demais nações?
    Como que a sociedade alemã permitiu que Hitler ascendesse ao poder e levasse consigo a história alemã, para desfazer-se dela seis anos após o início do maior conflito da História da Humanidade?
    É inquestionável que Hitler deu o pontapé inicial para que a guerra começasse.
    Seu expansionismo, a Alemanha completamente rearmada, Marinha, Aeronáutica, Exército, um contingente de seis milhões de soldados equipados e preparados, ao invadir a Polônia o austríaco sabia de antemão que seria uma carnificina, pois contava com a ajuda dos russos na divisão que ambos fariam dos poloneses.
    Conforme o Tratado da Tríplice Aliança, França e Inglaterra, que eram aliadas da Polônia, declararam guerra contra a Alemanha, dois dias depois do fatídico 1º de setembro de 1.939.
    As consequências já foram estudadas à exaustão sobre este episódio, o pior da História, mas o que me traz curiosidade e surpreende é que um simples Cabo do Exército, que lutara na Primeira Guerra e foi condecorado duas vezes com a Cruz de Ferro de Segunda Classe em 1.914, e a Cruz de Ferro de Primeira Classe, em 1.918, por conta de um ataque químico que o deixou cego por um tempo, chegou à liderança de uma nação fantástica, extraordinária, culta e bela!
    Pretendo me fixar nesta particularidade política, mediante o surgimento do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, o Nazi, e a ascensão de um indivíduo medíocre, que não conseguiu cursar a Faculdade de Belas Artes por falta de talento, reprovado que fora por duas vezes no exame de admissão, mas foi líder de um povo extasiado quando o ouvia, e que humilhou a famosa aristocracia dos oficiais alemães, todos pertencentes a famílias de renome.

    • 19/10/2015 às 9:18 PM

      Trata-se do Mauro Moriarty, exatamente ele Bendl! Uma professor de sapiência ímpar.

  7. 20/10/2015 às 7:49 AM

    Sugiro ver também o fantástico documentário “Architecture of Doom” (https://www.youtube.com/watch?v=IBqGThx2Mas) sobre a ideologia racista e assassina nazista.

  8. Francisco Bendl
    20/10/2015 às 8:49 AM

    Caro Moriarty,
    Tudo bem contigo?
    E a saúde?
    Eu andei meio aperreado, e tive de fazer uma cirurgia em razão de pedras nos rins.
    Permaneci com um cateter por trinta dias, e o retirei dia 13 de outubro.
    Havia pedras, olarias, rochas … olha, jamais senti tanta dor quanto uma cólica renal, papagaio(os meus sessenta e seis anos já se fazem sentir)!
    Manda notícias, meu amigo, por favor!
    O meu e-mai continua o mesmo:
    chicobendl@gmail.com
    Um abraço.

  9. M. Moriarty
    21/10/2015 às 10:24 PM

    Saudações amigos Francisco Miranda e Francisco Bendl, eu deploro em saber dos seus problemas de saúde Bendl, meu irmão sofreu com o mesmo problema e também teve que fazer a mesma cirurgia o que preocupou a todos nós.

    Quanto a mim estou com o mesmo problema dos olhos minha Ceratocorne e de 17,5 de miopia e eu tenho que lhe dá com o desconforto, o problema me torna mais lento quando o assunto é escrever ou ler, mas não me impossibilita.

    Vou lhe escrever Bendl, quanto a nosso amigo Francisco tenho certeza deve gozar de saúde de ferro, assim espero, no mais desejo tudo de bom a todos vocês e pretendo continuar participar dos comentários, com a mesma paixão de sempre.
    Do sempre amigo: Mauro Moriarty.

    • 22/10/2015 às 9:26 AM

      Mauro,

      Sempre é bom saber que, a despeito de qualquer dificuldade, você continua sempre atuante e nos felicita com seus comentários sempre ponderados e brilhantes. Forte Abraço!

  10. Francisco Bendl
    22/10/2015 às 11:46 AM

    Reitero que, Moriarty, é um guerreiro, uma pessoa determinada, valente, que não se deixa abater.
    Admiro-o pela perseverança, razão pela qual dividir com tão extraordinário comentarista este espaço incomparável como blog especializado, trata-se de uma honra e satisfação inomináveis.
    Saúde e paz, Moriarty, meu caro.

  11. Francisco Bendl
    22/10/2015 às 2:03 PM

    Existem incontáveis publicações e vídeos relatando a origem do Nazismo e de seu criador, Hitler.
    Alguns relatos tergiversam, outros querem romancear a respeito, a maioria entende que a verdade foi por eles descoberta, enfim, assistimos um espetáculo de vaidades com raras informações legítimas, diante do mar de especulações feitas a respeito deste austríaco, responsável por dezenas de milhões de mortos, na Segunda Guerra Mundial.
    Dito isso, e que eu ainda não li, versaria sobre o povo alemão, não os personagens conhecidos que foram cooptados por Hitler, mas a população alemã, o trabalhador, o cidadão comum.
    A meu ver, eis a incógnita ainda a ser decifrada pelos historiadores:
    A permissão do povo alemão, a sua aceitação em ser comandado por uma personalidade instável, teatral, modesta, porém levava multidões ao delírio em seus discursos nacionalistas e expansionistas.
    Se Hitler mandou o povo à guerra, e dizimou com a Alemanha, em consequência, mal comparando, evidentemente, tivemos Lula como líder popular que, depois, viu-se tratar de um desequilibrado, corrupto e desonesto, cuja única intenção e objetivo eram a permanência no poder e liberalidade total para roubos e assaltos às estatais e instituições brasileiras.
    Se não fomos convocados para uma guerra, na verdade o governo petista é o responsável por milhares de mortos assassinados a cada ano, diante do total menosprezo que o PT demonstra ter pela segurança do cidadão brasileiro, razão pela qual vivemos cotidianamente abraçados com a violência desmedida, e não sabemos se voltamos para casa vivos após o trabalho ou nos matam quando vamos trabalhar!
    Da mesma forma, Lula foi eleito pela maioria do povo brasileiro e, o PT, teve a sua origem entre intelectuais que se diziam de esquerda, que posteriormente deixaram o partido em face da corrupção e desonestidade de Lula e dirigentes petistas, e que também teve a sua trajetória política calcada no carisma pessoal, de ser um retirante, uma pessoa humilde, que teria chegado ao poder pelo seu esforço individual e determinação.
    O resultado, a divisão do Brasil, povo separado por uma ideologia retrógrada, e extremas dificuldades para que tenhamos o retorno de uma coesão nacional e elaboremos projetos de desenvolvimento e progresso à nação e cidadão brasileiro.
    Hitler detestava o comunismo, abominava-o.
    Suas palavras em defesa de um nacionalismo perdido com o Tratado de Versalhes e o orgulho germânico pisoteado, reuniu a população em torno daquele homem que falava com tanta ênfase e razão sobre a essência da grandeza alemã, perdida, porém viva dentro de cada cidadão.
    Teria sido este ânimo o causador de o povo germânico não prestar atenção na maneira como Hitler conduzia o partido e a sua violência após sair da prisão e criar os camisas pardas?
    Por que não houve reação popular quando a milícia nazista começou a perseguir os judeus e expulsá-los de suas casas, de suas cidades, e com extrema violência, acusados pelos nazistas de serem os causadores dos problemas econômicos da Alemanha?
    Por que repentinamente explodiu o ódio aos judeus pelos líderes nazistas, e sem que a população se organizasse para impedir que este povo fosse dizimado?
    E por que a votação que deu ao partido nazista a maioria das cadeiras no Reichstag, conduzindo Hitler a Chanceler, mesmo com a violência instalada na Alemanha pelos nazistas?
    Perguntas que não encontram respostas, e que não serei eu, lamentavelmente, a descobri-las, apesar de querer e muito ter tempo e dinheiro para pesquisar a respeito na Alemanha, França, Inglaterra, Polônia e Rússia.
    Enfim, a Segunda Guerra e Hitler, me despertam a curiosidade e interesse na apatia do povo alemão sobre este líder sem qualquer condições mentais e psicológicas de ser o Führer(deriva do verbo führen “para conduzir”) o líder, o condutor de um povo culto, inteligente, e que o conduziu à morte, à miséria, ao ódio mundial pelos crimes cometidos contra a Humanidade!

  12. M. Moriarty
    23/10/2015 às 12:43 PM

    Franscico depois que escrevi não recebi as notificações das resposta por email, e não estou conseguindo assinar os comentários como antes? tive que entrar no Blog para ver as respostas.

    • 23/10/2015 às 1:12 PM

      Estranho Mauro,

      Vou verificar com o pessoal do WP, pois não houve mudança as configurações.

  13. M. Moriarty
    24/10/2015 às 12:43 AM

    Caro Chico o estudo da história nas escolas conforme o convencional é sempre conveniente, na realidade nunca foi estudo, mas um enfadonho exercício de decorar acontecimentos e datas com intenção de passar nos exames escolares, a meu ver alguém que deseje ir, além disso, deve está disposto a sempre cultivar a dúvida condição básica para o desenvolvimento do verdadeiro espirito crítico, (Atenção não confundir com o Espirito contestador, que apenas se preocupa em se apresentar contra qualquer proposta que não parta dele em primeiro lugar esses espíritos abundam em torno de nós e se acham gozar da reputação de esclarecidos diante de alienados, tentam confundir os menos avisados que só eles conseguem ver a luz da clarividência que nos menos dotados não conseguimos, esses indivíduos não servem a meu ver para as pesquisas históricas tem mais inclinações para líderes messiânicos e políticos igualmente aproveitadores). Esse felizmente não é o caso dos frequentadores desse espaço, a meu ver o estudo histórico tem algo muito parecido com a prática da arqueologia, nesse caso o de escavar entre tantas falácias bem construídas que se passam por verdades até encontrar os fragmentos de algo que parece de fato uma informação relevante e com o passar do tempo submete-la a avaliação constante até que se torne convincente.

    Em primeiro lugar não sou a favor de Hitler e nem de que confundam Hitler com Alemanha são coisas distintas, (O cabo era até Austríaco), Do que sou contra é da maneira como Hitler foi usado pelos Anglo-saxões para satisfazer seus interesses de expansão e hegemonia mundial (Se alguém quisesse poderia dizer com muita propriedade que se Hitler não existisse seria preciso cria-lo). Pois após a primeira guerra mundial os Franceses e Ingleses observaram consternados que a Alemanha continuava muito forte, estava em recuperação, e a qualquer momento poderia ressurgir como rival dos seus interesses econômicos e estratégicos Imperialistas.

    Nesse contexto haviam dois partidos que retratavam bem a conjuntura Britânica na época, o da situação representado por Chamberlain, que mantinha a ideia que poderia controlar a Alemanha através dos distúrbios políticos provocados pela mudança de regime do Monárquico para o Parlamentarista (Weimar), e da perda de territórios imposto por Versalhes, assim como as imposições irreais de pagamento de indenizações de guerra e um bloqueio econômico não declarado ao comercio com a Alemanha. O segundo da oposição comandado pelo Sr. Churchill que não acreditava que as meias medidas forçariam a Alemanha a aceitar passivamente o papel de coadjuvante na corrida pela prosperidade mundial, no seu entender só conseguindo uma guerra e dessa vez destruindo definitivamente o poder Alemão na Europa ele salvaguardaria os interesses Imperialistas e coloniais de sua pátria, (Fazia as vezes do romano Catão o político hipócrita que passava por virtuoso e numa visita a Cartago assombrou-se e invejou a prosperidade Cartaginesa mesmo após grande derrota para Roma e perda de seus recursos, sempre terminava seus discursos com “Destruam Cartago” até que os romanos lhe deram ouvidos e criminosamente moveram guerra e destruíram Cartago). Havia a coadjuvante França que enganada pelos Anglo-americanos, pensava ser a protagonista na Europa e que oprimia a Alemanha e tentava explora-la, sugerindo até que quase metade do território Alemão fosse anexado a seu país afim de que fosse compensada pela guerra que ela mesma havia procurado com a intenção de vingar a derrota imposta por Bismarck.

    Agora vamos verificar a que expansionismo nosso amigo Bendl se refere quando afirma ser ele a causa da guerra provocada por Hitler, primeiro movimento de Hitler ocupar a zona desmilitarizada do Sarre, o Sarre é território Alemão desmilitarizado pelo injusto tratado de Versalhes, portanto foi um ato de restituição territorial e não expansionismo, segundo movimento, reocupação do sudeto Alemão o mesmo caso de restituição territorial, quanto a possível acusação de que Hitler invadiu a Tchecoslováquia, pergunto a quem quiser responder o que era a Tchecoslováquia antes da primeira guerra mundial? Eu respondo nada, não existia, a sua criação foi mais uma conspiração Aliada para destruir o Império Austro-húngaro e enfraquecer a Alemanha na Europa, por ultimo o acontecimento que deu origem a guerra, a solicitação Alemã era para a devolução da cidade Prussiana de Danzig, que permanecia Alemã, mas separada da Alemanha por um corredor, a Polônia era outro estado Fantoche dos Aliados que nem existia como estado antes da primeira guerra mundial, sendo a maior parte dela o Estado Alemão da Prússia, que já existia a muito e foi destruído em Versalhes, ao termino da guerra com a Polônia à Alemanha ficou apenas com uma parte um pouco maior que a Prússia, entregando a Polônia eslava aos invasores Russos.

    Você levantou bem a questão dos Ingleses e Franceses terem declarado guerra à Alemanha após o ataque Alemão isso é claro a qualquer um, o que não é claro é porque que os Anglo-Franceses, que haviam celebrado um tratado que garantia a integridade territorial da Polônia (Estado fantoche que eles criaram) contra “qualquer” agressão que lhe representa-se uma ameaça, declarou guerra apenas à Alemanha e não a URSS igualmente agressora, talvez porque não fizesse parte da conspiração o engajamento contra o estado comunista, muito forte segundo pensavam.

    Outro exemplo de como agia a diplomacia do Sr. Churchill é que hoje é sabido que o bombardeio Alemão a Londres foi feito por um “único bombardeiro Heinkel” que se perdeu durante a sua rota e foi despejar inadvertidamente sua carga sobre Londres, sem dano considerável algum a cidade. Mas o Sr. Churchill mesmo informado que fora um erro de rota, ordenou que fosse organizado um ataque a Berlim, realizado por uma esquadrilha de Bombardeiros pesados Ingleses, desta forma dando origem a guerra aérea que tanto sofrimento trouxe a população civil de ambos os lados.

    • 24/10/2015 às 9:24 AM

      Caro Amigo Mauro,

      Realmente, o estudo da História nas escolas é quase um elemento que impõe ao aluno unicamente a “decoreba” vazia com vistas em provas, nada mais. Acrescento que não há expectativa de mudança desse cenário no Brasil, infelizmente.

      Quando sua percepção, muito bem colocada, sobre as condições iniciais do início do conflito, permita-me, discordar de algumas percepções. Evidentemente, respeito a opinião do amigo, mas em alguns aspectos, prefiro uma outra interpretação, do qual passo a discorrer nesse momento.

      Chamberlain e Churchill, integrante do mesmo governo (Partido Conservado), muito embora, um governo dividido, assim como todo a Inglaterra no final da década de 30 com relação a forma como a Alemanha deveria ser tratada, desde as primeiras demonstrações expansionistas de Hitler, isso mesmo, vou usar o termo “expansionista” nesse momento, muito embora não concorde em 100%, mas sigamos. O então Premier Inglês era acusado de benevolência pelos seus contemporâneos, principalmente depois de assinar o Acordo de Munique em 1938, que sentenciou a Tchecoslováquia. Como você citou, um pais que não era “nada”. Os críticos acreditavam que a Inglaterra estava muito pacifista em relação a ofensividade do governo alemão. O certo é que em 1940, quando a guerra iniciou e as forças de sua majestade foram expulsas da Noruega, Neville Chamberlain deu lugar, ao senhor Churchill.

      Sob sua percepção do papel que cada país teve quanto a derrota da Alemanha na Grande Guerra, confesso que prefiro a visão esclarecedora do John Maynard Keynes, em sua extraordinária obra, As Consequências da Paz, de 1919, e que soa como elemento profético no que viria a ser a Alemanha Nazi. Keynes, um dos mais notáveis cientistas econômicos do século, foi integrante da Comissão de Finanças da Inglaterra, que participou das conferências que assinaram o Tratado de Versalhes, mas que ele abandonou por não concordar com a condição imposta aos alemães. Em suas primeiras páginas ele já trata a percepção dos signatários do Tratado, classificando a Inglaterra como um país que não se sentia parte da Europa Continental, o sentimento é que os ingleses, acreditam que existia outra Europa, um continente específico que só cabia o Império de sua Majestade, e que os problemas do Continente não chegavam as suas ilhas. Sobre a França, Kaynes cita, de forma muito dura, o desejo de vingança em relação a Alemanha. A França não negociou, ela queria impor a todo custo o ressarcimento integral da Guerra e o reconhecimento da culpabilidade alemã pela guerra, inclusive com o pagamento de pensões ao ex-combatentes franceses. No final Keynes explica, de forma muito didática, que os pagamentos exigidos pela França e ratificado pela insípida Inglaterra eram, simplesmente, impagáveis. Como diria o Marechal da Alemanha Von Seeckt, assinamos uma paz de 20 anos. Quanto aos Estados Unidos, o que dizer? Praticamente nada! O presidente Wilson ficou doente e teve que se retirar. Chegou a fazer uma proposta que mudaria as condições de Versalhes, mas sua ausência abriu caminho para a França. Enfim, essa é percepção da famigerado Tratado de Versalhes.

      Sobre Hitler, observo que ele sempre foi um belicista e um expansionista, fato que é notório nas entrelinhas de Main Kampfe. Hitler vai declarar durante seu discurso ao Reichstag, no início da invasão a Polônia: “As fronteira de 1914, nada representam para a Nova Alemanha”. Evidentemente concordo plenamente que a região desmilitarizada dos Sarre, norte da França, em conjunto com a produtiva região dos Sudetos, foram uma afronta a soberania Alemã e que é justificável a expansão. Mas os próprios franceses sabiam disso. A prova mais importante foi a construção da Linha Marginot. Era a certeza que e Alemanha se voltaria para a França, cedo ou tarde.
      Apesar da Tchecoslováquia e Polônia serem “nada”, outros países foram alvo da Alemã Nazista, o que dizer da Noruega, Bélgica e França e outros países que foram alvo dos alemães? Mas, na minha opinião o objetivo primário de Hitler sempre foi o fim da União Soviética. Tudo girava em torno desse objetivo final.
      Sobre o bombardeio alemão a Londres ser acidental, a soberania aérea inglesa já estava comprometida, cedo a tarde haveria bombardeios ao coração britânico, havia uma guerra declarada. Assim como o ataque aérea ao coração do Reich seria uma questão de tempo.
      Apesar das diferenças de opiniões, sobre amigo Mauro, esse bate papo de alto nível acrescenta a abre caminho para reflexões mais ponderada sobre a natureza do conflito e seus personagens, bem como o entendimento histórico de suas consequências. Como bem coloca nosso amigo Bendl, fatos da Segunda Guerra explicam muita coisa sobre o mundo hoje.

      Uma forte Abraços a todos!

      • M. Moriarty
        25/10/2015 às 9:29 PM

        Mas FM li seu comentário e não vejo nenhum motivo para discordar dele, pois me parece mais um comentário em paralelo daquilo que eu disse e uma extensão daquilo que eu poderia dizer se continua-se comentando.
        Não esqueça que disse que encaro Hitler como uma questão e as injustiças contra a nação Alemã como outra às vezes isso não fica bem claro nos meus comentários, mas é assim que penso como também não posso aceitar a conveniente ideia que só Hitler cometeu erros e os outros envolvidos não.

        Mas veja bem sobre Chamberlain eu espero que você não pertença ao grupo de pessoas que acha como a maioria que Chamberlain era um velho fraco, decrepito e covarde para agir da maneira como agiu, eu não acredito nisto, Chamberlain pertencia a um partido que foi eleito democraticamente, possuía o respaldo desse partido e da população Inglesa em peso que rejeitava a possibilidade do pais se envolver numa nova guerra mundial, portanto Chamberlain apenas trabalhou pelo interesse de todos os envolvidos no sentido de evitar uma nova guerra mundial. Contudo F.M. Chamberlain encontrava-se numa grande desvantagem política, a de defender os interesses da Inglaterra, um país moralmente comprometido na articulação do Tratado de Versalhes, o tratado de Versalhes era interesseiro e oportunista além de incrivelmente injusto e isso era claro a todos, para Chamberlain só restou o papel de paladino de uma causa imoral, lutar para preservar o status quo europeu para que os interesses duvidosos de alguns países prevalecessem, a Alemanha deveria se sacrificar permanecendo um país pobre, mutilado e odiado por todos, além de ser obrigada a colocar sempre a disposição dos vencedores a sua soberania, Chamberlain era homem honrado e escrupuloso, a cada exigência de Hitler ficava embaraçado, nessa época não podemos julgar Hitler pelo que conhecemos pós-guerra, na época tinha razão e era apoiado por todos, até aqueles que o odiavam na época opinavam que era preciso fortalecer a Alemanha, único pais capaz de conter a expansão da URSS na Europa segundo alegavam, portanto Chamberlain cedeu moralmente e não covardemente pressionado pelos erros daqueles que impuseram um injusto tratado que não podia ser justificado e todos sabiam não passava de um prelúdio de uma nova guerra mundial.

        Quanto ao que você escreveu sobre os bombardeios está ai sim uma pequena diferença de opinião, não concordo que os bombardeios eram inevitáveis, havia antes da eclosão da guerra um tratado (Que não me vem o nome agora na memória, talvez convenção de Genebra) Mas um tratado que já regulava a questão da conduta ética na guerra a nível mundial, quase todos os países se tornaram signatários desse tratado, quando a Alemanha de Hitler foi convidada a assina-lo eles recusaram, a URSS ao saber da posição da Alemanha também recusou, havia uma clausula que tratava da questão dos bombardeios ela estipulavam que apenas alvos militares poderiam ser bombardeados em caso de conflito armado, quando da ofensiva aérea sobre a Inglaterra Hitler orientou Göering a que respeitasse essa determinação, pois para ele o ataque era apenas uma maneira de pressionar os Ingleses a por fim a guerra, Göering então direcionou seus ataques apenas contra os portos, estações meteorológicas e de radares, assim como as pistas de pouso dos aviões militares e Churchill sabia disso pela maquina ultra, portanto foi decisão sua retalhar um único ataque de um único bombardeiro feito acidentalmente contra Londres, com um bombardeio em largas proporções contra Berlim o que inevitavelmente ocasionaria retaliações contra as cidades inglesas.

      • M. Moriarty
        26/10/2015 às 4:29 PM

        Desculpe meu comentário foi mutilado, aqui a continuação.

        Bem FM se podemos acreditar que essa intenção contida no tratado poderia ser respeitada no ardor de uma guerra tão feroz, é claro que sim lhe dou exemplo disso, lembra-se do gás mostarda usado amplamente na segunda guerra mundial? Pois é os Aliados e a Alemanha desenvolveram um enorme arsenal de variadas armas químicas mortíferas e resolveram não usar, Hitler inclusive rejeitou quando aconselhado a usar Tabum contra os Soviéticos durante a batalha de Berlim. Portanto mesmo na loucura da guerra em certos casos o livre arbítrio podia sim imperar com bom senso.

  14. Francisco Bendl
    24/10/2015 às 10:57 AM

    Uma vez citado pelo meu amigo Moriarty e, de certa forma, defendido que fui pelo meu outro amigo e Mediador, Francisco, meu xará, irmão de braçal, como define termos servido na Polícia do Exército, eu um veterano, ele um jovem, ratifico o sentido expansionista de Hitler, afirmando que ele poderia questionar os territórios antes pertencentes à Alemanha, via diplomática, e não através de anexações, como fizera com a Áustria e Checoslováquia, posteriormente invadindo a Polônia alegando resgatar a cidade de Danzig, atual Gdansk, na Pomerânia, foz do Vístula.
    Evidente que a causa da Segunda Guerra foi a invasão germânica à Polônia, apesar dos erros crassos dos ingleses e franceses que se mantiveram omissos quando Hitler aumentou o território alemão, contrariando o Tratado de Versalhes, e deixando claro quais seriam as suas intenções!
    Se essas duas nações tivessem coibidos os nazistas de efetivarem as anexações, a guerra talvez não tivesse acontecido ou, possivelmente, postergada, mas a Europa estaria devidamente alertada quanto ao crescimento dos alemães em armamentos e efetivos, e não seria pega de surpresa quando Hitler enveredou para um conflito mais abrangente, e que se tornou mundial quando os nazistas se juntaram ao Japão e Itália, formando o Eixo.
    Lembro que o Japão tinha como motivação invadir a China, exatamente o sentimento expansionista que levou o desastrado Mussolini a fazer o mesmo com a Abissínia, onde levou uma surra e pediu ajuda ao aliado alemão, que não gostou nada do seu fracasso.
    Na razão direta que França e Inglaterra possuíam suas colônias na Ásia, África e Oriente Médio, por que os nazistas seriam privados de aumentar o território germânico e com nações que falavam o mesmo idioma e tinham a mesma cultura, com exceção dos poloneses?
    Não, Moriarty, Hitler tinha como intenção o expansionismo, e construir o III Reich, que duraria mil anos, e não somente resgatar terras que haviam sido tomadas com a derrota na Primeira Guerra Mundial e chanceladas pelo Tratado de Versalhes, igualmente outro motivo que levou os nazistas a se rearmarem, diante das humilhações impostas.
    Ora, somemos a crise econômica e política, a humilhação de Versalhes, as vistas grossas da França e Inglaterra com a anexação político-militar da Áustria, o Anschluss, a crise dos Sudetos (Sudetenkrise), com a ocupação alemã de 1 a 10 de outubro, subtraindo assim cerca de 30.000 km² da Checoslováquia, sem que as outras potências europeias reagissem, e temos a receita para um grande conflito bélico. Depois disso, a maioria da população checa foi expulsa da região. No final de 1938, o Partido Alemão dos Sudetos desaparece e se funde com o Partido Nazista alemão. Em março de 1939, a Alemanha ocupa o resto da Checoslováquia.
    O fortalecimento e aumento das fronteiras alemãs, evidenciaria que Hitler romperia o Tratado de Versalhes, e estava disposto e motivado para ser o grande líder (führer) de um povo que mereceria, na ótica do austríaco, comandar a Europa!
    Agora, mudando de pano para manga, a Alemanha ocasionou grandes e poderosas mudanças com relação às duas maiores nações colonialistas, França e Inglaterra, quando a Segunda Guerra terminou.
    Houve uma explosão de independências de países que eram dominados pelos franceses e ingleses, haja vista que esses dois povos ficaram na penúria após o conflito mundial, e não tinham mais como manter as suas colônias d’além mar, como dizem meus amigos lusitanos.
    E uma independência e outra fundação de um Estado, Índia e Israel, respectivamente, surgiram em face de os alemães terem arrasado com a França e a Inglaterra, e precisavam ter as suas atenções voltadas aos seus povos absolutamente prejudicados e mentalmente perturbados pelas mortes de seus filhos, parentes e amigos, acrescidos das perdas materiais.
    Bom, esses detalhes mencionados reforçam as minhas dúvidas quanto à permissividade do povo alemão com esses desmandos e descalabros de Hitler, e que se agregam à omissão de outas nações, que não tomaram as suas providências antes de a guerra ter sido declarada, ou seja, deixaram que o austríaco pintasse e bordasse com o povo alemão, e o jogasse em uma carnificina e genocídios incomparáveis na História da Humanidade, desgraçadamente corroborados por duas nações que não queriam que, em tão pouco tempo após o término de uma guerra mundial, surgisse outra em iguais dimensões, França e Inglaterra, e pagaram um preço caríssimo pelas suas passividades, incluindo boa parte do mundo, posteriormente.

    • M. Moriarty
      27/10/2015 às 2:17 AM

      Bem amigo Bendl vamos lá, aonde você diz que Hitler poderia ter reivindicado diplomaticamente os territórios perdidos pela Alemanha depois de 1918, mas foi exatamente o que ele fez, mas só pode fazer isso depois que forçosamente conseguiu finalmente instituir um regime política e economicamente estável na Alemanha, em oposição a desequilibrada republica de Weimar que tentava governar de acordo com as exigências absurdas dos Aliados em reparações de guerra, eles declararam que a Alemanha era culpada da guerra eles mesmos reduziram a Alemanha a impotência política e econômica e exigiam que a vacilante republica de Weimar existisse não para tentar resolver os problemas da Alemanha, mas unicamente para trabalhar em atender suas injustas reivindicações expressas no injusto Tratado de Versalhes. A intransigência dos aliados notadamente a França, destruiu a Republica de Weimar e forneceu a Hitler as condições de sua ascensão. Todos esses problemas ocorreram às vistas dos aliados que nada fizeram para apoiar uma solução diplomática para os problemas internos da Alemanha, pelo contrário, a restrição às forças armadas Alemãs de no máximo 100 mil homens levemente armados tornava a Alemanha impotente até para resolver seus problemas internos, pergunto os aliados aceitaram renegociar essa clausula de Versalhes? Não, isto inevitavelmente fez a Alemanha cair nos braços do nazismo, pela necessidade que tiveram do apoio dos camisas marrons de Hitler (As AS) para debelar as desordens e a ameaça comunista na Alemanha, os Aliados criaram esses e muitos outros problemas para a Alemanha, através de via diplomática baseados em Versalhes e não se propuseram a resolver nenhum, apenas em continuar com suas exigências que continuavam a massacrar a Alemanha, Duvido que quisessem dar apoio diplomático a Hidenburg ou a Hitler para que qualquer um dos dois resolve-se os problemas da Alemanha.

      Mas quando Hitler apresentou ao mundo um novo exercito Alemão revigorado, o discurso dos Aliados muda bruscamente das imposições arrogantes para a diplomacia covarde e sem fundamento, pois sua diplomacia continuava baseada no apelo ao Tratado de Versalhes, que não tratava a Alemanha como país, mas como Lenin disse, como uma colônia dos Aliados.

      Todas as suas alegações você faz tendo por base o Tratado de Versalhes ora você diz que o reconhece dizendo que a Alemanha o violou, ora você admite que era injusto de acordo com a conveniência da argumentação. Mas veja bem amigo o que entendo por tratado, é um acordo multilateral consentido, nesse caso assinado por várias nações, após negociações em que as mesmas puderam expor suas intenções e defender seus interesses, não precisamos de nenhuma análise pormenorizada para verificar que Versalhes não atende essas condições. Porque Versalhes não é um Tratado, ele encontra-se dentro do conceito de um Ultimato feito à revelia da parte que geralmente prejudica, como é imposto, o coagido embora o assine jamais o reconhece, pois não é feito pela diplomacia, mas pela ameaça do uso da força para finalmente ser acatado pela parte mais fraca, por isto Versalhes não tem nenhuma legitimidade como base de orientação politica para ser discutido seriamente como base de ações diplomáticas legitimas, ele apenas expõe hipócrita e cinicamente os interesses dos vencedores da I guerra mundial, sem levar em conta a moral desses interesses.

      Se Hitler teve por intenção o expansionismo, talvez o possamos julgar após o inicio da II Guerra mundial não antes, até o ataque a Polônia suas reivindicações podiam ser chamadas de qualquer coisa menos expansionistas porque visavam à devolução de territórios que pertenciam naturalmente à Alemanha, a menos que aceitemos a ideia de que a Alemanha foi sozinha responsável pela primeira guerra mundial, e consequentemente merecedora das barbaras sanções aplicadas a ela, ora admitir isso seria forçosamente admitir a legitimidade do tratado de Versalhes coisa impossível de considerar tendo em vistas as clausulas abusivas e imorais desse tratado.

      Devo lembra-lo também Bendl que a Alemanha não se rendeu tendo em vista as condições do Tratado de Versalhes que lhe seriam inaceitáveis, mas sim aceitando a oferta norte-americana dos 14 pontos de Woodrow Wilson que apresentavam segundo ele uma paz sem vencidos ou vencedores. Mas logo que apareceram para negociar os 14 pontos, tiveram Versalhes atirado na cara e a ameaça de guerra imediata se não o assinassem imediatamente. Esse é o exemplo de via diplomática ao que os aliados preferiam apelar, só considerando seus próprios interesses, o que os tornavam inconfiáveis e dispostos apenas a negociar com um ditador como Hitler, decidido e ameaçador.

      Um abraço aos meus dois amigos Francisco.

      • Francisco Bendl
        27/10/2015 às 2:17 PM

        Moriarty,
        Reconheço, sim, que o Tratado de Versalhes foi humilhante aos alemães, da mesma forma que reitero Hitler tê-lo desobedecido.
        Observa que deixaste de lado a violência dos nazistas para com os próprios alemães, professores, intelectuais, poetas, ciganos, homossexuais, afora a perseguição aos judeus, que já alinhavavam a personalidade de Hitler como violenta, dando cabo daqueles que contrariavam seu plano de raça pura, a ariana.
        Não podes apenas te fixar, Moriarty, nas relações exteriores, que os nazistas não obedeciam regra ou pacto algum, não seguiam os protocolos internacionais, pois o rearmamento alemão teve como ideia absoluta a retomada das terras que foram tiradas pelo Tratado de Versalhes, admito, mas também ampliar o território alemão com outras conquistas, principalmente a divisão da Polônia com a Rússia, conforme o Tratado de Não-Agressão firmado com Stalin, o conhecido Pacto Molotov-Ribbentrop, às vésperas do início da guerra, em 23 de agosto de 1.939!
        Ora, gesto de expansionismo mais explícito que este só com o Japão quando invadiu a China.
        Em linhas gerais estabelecia que ambas as nações se comprometiam a manter-se afastadas uma da outra em termos bélicos. Nenhuma nação favoreceria os inimigos da outra, nem tampouco invadiriam os seus respectivos territórios, além do que, a União Soviética não reagiria a uma agressão alemã à Polônia, e que, em contrapartida, a Alemanha apoiaria uma invasão soviética à Finlândia, entre outras concessões. De fato à invasão nazista seguiu-se a Invasão Soviética da Polônia e também da Finlândia ainda em 1939.
        Em dois protocolos secretos, Mauro, os dois governos organizaram a partilha dos territórios da Europa de Leste em zonas de influência, decidindo que a Polônia deveria deixar de existir (passando o seu território para a Alemanha e para a URSS), que a Lituânia ficaria sob alçada alemã (meses mais tarde a Alemanha trocou a Lituânia por outra zonas de influência, ficando a Lituânia sob alçada soviética), que a Estônia e a Letônia passariam para a URSS bem como grande parte da Finlândia e vastas zonas da Romênia e da Bulgária.
        O pacto estabelecia também fortes relações comerciais, vitais para os dois países, nomeadamente petróleo soviético da zona do Cáucaso e trigo da Ucrânia, recebendo em contrapartida ajuda em equipamento militar alemão e ouro.
        Este novo fato nas relações internacionais alarmou a comunidade das nações, não só porque os nazistas eram supostos inimigos dos comunistas, mas também porque, secretamente, objetivava a divisão dos estados da Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia segundo as esferas de interesses de ambas as partes. O pacto era absolutamente vital para ambos os países: para os alemães assegurava que se poderiam concentrar apenas na sua frente ocidental para além de terem assegurado combustíveis que de outro modo impossibilitariam tais operações. Do lado soviético, a paz e a ajuda militar eram fundamentais, tanto mais que as forças militares não estavam preparadas para qualquer grande combate, como se comprovou na mal sucedida aventura finlandesa de Novembro de 1939 (guerra de inverno).
        O pacto durou até 22 de junho de 1941, quando a Alemanha, sem prévio aviso, iniciou a invasão do território soviético pela Operação Barbarossa.
        Ora, se o austríaco (Hitler) não tinha ambições expansionistas e ANTES DO INÍCIO DA GUERRA, Moriarty, então a história está completamente errada!
        Um abraço, meu amigo.

  15. M. Moriarty
    25/10/2015 às 5:48 PM

    Eu só consigo ver os comentários entrando no Blog, não recebo notificações, com exceção dos artigos que o C.M. publica!

  16. M. Moriarty
    26/10/2015 às 1:35 AM

    Franscico me reescrevir no WordPress.com vamos ver se consigo agora!

  17. M. Moriarty
    01/11/2015 às 8:21 PM

    Mas caro Francisco é preciso que eu reitere novamente o que já disse antes, eu procuro fazer a distinção entre a atuação de Hitler na guerra e as necessidades da Alemanha.
    O que acontece a meu ver é certa confusão que ocorre quando em certos casos a atuação de Hitler está em conformidade com as justas necessidades da Alemanha. Tento na medida do possível fazer a distinção entre o Hitler político, o Hitler estrategista, o Hitler genocida, pois nem sempre coincide de serem as mesmas pessoas, eu procuro caro Francisco não cair na armadilha da história oficial, melhor dizendo propaganda oficial que demoniza o personagem Hitler ao invés de tentar explica-lo, penso que se alguém inadvertidamente cair nessa armadilha terá sua capacidade de julgamento minada, substituirá entendimento por crença, crença que Hitler era um demônio maligno, personificação de todo o mal, consequentemente todas as forças que se opunham a ele eram a personificação da vontade de Deus, e o apoio a quem questionar isso também será associado ao maligno, mas não posso aceitar isso, não e atitude de quem respeita uma atitude crítica, mas sim de quem acredita em verdades absolutas, quando elas não existem, prefiro uma postura científica e não religiosa, que afirma tenha fé e acredite que será verdadeiro, não aceito.

    Observe que se Hitler cometeu as violências que você enumerou ele até pode ser culpado diretamente dessas violências como você afirmou, mas quem ofereceu indiretamente a oportunidade a ele de cometer essas violências, a oportunidade surgiu gratuitamente? Nunca,não, foram os Alemães, desesperados e incapazes de deliberar, presa fácil para o engodo de Hitler, mas sim os Aliados que inclusive contribuíram financeiramente para sua campanha, que insistiam em manter a proibição de expansão do exercito Alemão de 100 mil soldados, mas que permitiam que as SA de Hitler recrutassem 400 mil camisas marrons, afim de que, segundo seus interesses combatessem por eles a ameaça Bolchevista na Alemanha, o que Hitler disseminou de sua herança de ódio e preconceito não teve origem nele ou na Alemanha mas na Inglaterra e EUA, através da disseminação da Eugenia e do pseudo-evolucionismo social, com pretensões científicas, mas sem base científica alguma (Nem foi sistematizado por Darwin, mas por alguém de vontade própria), não passavam de uma coletânea de pre-conceitos racistas (Churchill era um devotado eugenista), que tomou corpo principalmente nos EUA, seria natural que o povo de uma nação massacrada no seu orgulho aceitasse de bom grado que um líder qualquer massageasse seu ego e apelasse a seu amor-próprio (Receita política praticada até hoje em qualquer parte). Hitler foi esse líder quando poderia ser qualquer outro o momento histórico favorecia os argumentos emotivos, não os racionais, Hitler no inicio tinha razão, razão oferecida moralmente pela crueldade dos Aliados na defesa egoísta dos seus interesses, mas é quando Hitler começa a usar a mesma política Aliada é que estes apelam para o direto e a legalidade, pressionados não pelas atitudes de Hitler mas pela força de uma Alemanha armada, os Aliados são as causas primeiras de tudo e devem encarar a responsabilidade de tudo.

    Quanto ao apelo que você faz a Finlândia e a Polônia, penso já ter esclarecido em relação à Polônia meu pensamento, as atitudes da Alemanha se justificam, pois dos Aliados não pedia nem o restabelecimento do Estado da Prússia do qual tinham direito sim, mas apenas a restituição de Danzig uma única cidade Alemã separada por território Polonês, a recusa de um corredor levou a declaração de guerra Aliada a Alemanha.
    Quanto ao tratado Germano-Soviético é natural que ele fosse firmado da única maneira que evitaria uma guerra entre Alemanha e URSS é uma questão politica que dependia da vontade e concessão de ambos os estados para prevalecer, a Alemanha só se posicionou visando o melhor para seus interesses, pois se você nunca se refere ao golpe de Churchill não declarando guerra contra a Alemanha e URSS em conjunto, quando ambas invadiram a Polônia, e o tratado Polonês com os Aliados não discriminalizava os agressores em potencial, mas deixando claro contra qualquer agressor da soberania Polonesa, Churchill fez isso por puro pragmatismo, primeiro por medo de não ser forte o suficiente contra os dois em conjunto, segundo a oportunidade de se aliar futuramente a URSS, através de uma mudança de disposição oriunda de um forte antagonismo ideológico entre os parceiros Alemães e Soviéticos, isso é pragmatismo politico puro e simples, mas aparentemente só no caso dos Aliados, quando parte de Hitler é maquiavélico e antiético, é atitude demoníaca, não dá para concordar.

    O que você chama de expansionismo qualquer um pode chamar de reordenamento do mapa europeu, pois foi exatamente o que os Aliados fizeram após a I guerra mundial, você fala de expansionismo sobre países que não existiam antes do Tratado de Versalhes, que foram criados mas não legitimados na sua existência política, pois Versalhes só legitimava os interesses Franceses, Britânicos e Americanos no continente europeu, esses países só existiam para enfraquecer as posições soviéticas e Alemãs na Europa, como convinha aos interesses Aliados, era natural que os prejudicados quisessem mudar a ordem dos interesses a seu favor, mas quando eram pragmáticos e assim o faziam os Aliados os chamavam de antiéticos, só por estarem fracos demais naquele momento para reagir por seus interesses.

    Por fim amigo a apreciação da História deve ser isenta, não devemos nos limitar a aprecia-la confortavelmente do ponto de vista do vencedor, pois é ele quem a escreve, e se ao fazê-lo se beatifica, em contrapartida demoniza o lado perdedor que é proibido até de defender-se dos fatos consumados que lhes são impostos.

  18. Francisco Bendl
    02/11/2015 às 12:52 PM

    Meu caro Moriarty,
    Comentas e chamas a atenção sobre Hitler e, nesta análise, separá-lo política, econômica e beligerante.
    E terminas, mais uma vez, dando ênfase à apreciação histórica “isenta”, que “não devemos nos limitar a aprecia-la confortavelmente do ponto de vista do vencedor, pois é ele quem a escreve …”
    Em princípio, não posso destrinchar a personalidade de Hitler, Moriarty, como se ele fosse um frango, e ficar comigo as partes que mais me agradam, não é possível.
    E por um simples motivo:
    Independente de qualquer HIPÓTESE a respeito do que o genocida fez de bom para a Alemanha foi desfeito com o resultado da guerra para os alemães e Humanidade.
    Ou seja, tornou-se sem efeito qualquer ato positivo ou medida que resgatasse a humilhação sofrida pela Alemanha com o Tratado de Versalhes que, admito, foi uma das causas do surgimento dos nazistas, assim como a oposição frontal ao comunismo como essência do partido.
    Assim, quero deixar claro que a causa maior da Segunda Guerra foi ECONÔMICA, que se não fosse a crise de 29, nos Estados Unidos, com a quebra da Bolsa, não teria havido o maior conflito mundial.
    Quanto à isenção sobre analisarmos a História, precisas entender o seguinte:
    Se o que temos foi escrito pelos vencedores, e a realidade é esta, resta-nos para estudar exatamente o que existe, salvo se nos transformamos em pesquisadores e vamos viajar pelo mundo em busca de documentos e depoimentos que contrastem com aqueles que estão à nossa disposição, simples.
    Quando comecei a me interessar pela Segunda Guerra, o estalo que me deu foi anterior à data que me apresentei para o serviço militar e designado para a Polícia do Exército.
    Eu tinha dezesseis anos, cursava o Científico (Ensino Médio, atualmente), e passei a ver este conflito com dedicação e gosto que me surpreendeu, inclusive.
    E dei início a colecionar livros encontrados nos sebos de Porto Alegre sobre a guerra, e uma coleção intitulada A Segunda Guerra Mundial, da extinta Codex, que era adquirida em fascículos semanais, e se tornou a obra mais extraordinária existente pela riqueza das fotos, composta em doze tomos, cada um com 10 revistas compiladas, e que a completava sobremaneira outra obra extraordinária a respeito, conhecida como Ascensão e Queda do III Reich, de William Shirer, em 4 volumes, pois havia o relato desde o surgimento do nazismo até o fim do conflito.
    No final da década de sessenta, início da setenta, surgiu então a obra final sobre Adolf Hitler.
    A sua biografia escrita em um calhamaço de mais de mil páginas, ricamente detalhistas e com notas de rodapé, e cujo autor foi Joachim Fest, conhecida como incomparável, mesmo que depois tenha surgido uma outra muito bem feita, mas sem a envergadura do Fest, que foi a de John Toland.
    Portanto, Moriarty, o que existe de história foi escrita pelos americanos, vencedores, porém percebe-se pelo conteúdo e narrativa, somadas aos jornais da época, ingleses, franceses, americanos (lembro que a Rússia era totalmente censurada pelo outro genocida Stalin), merece crédito, e que podemos ter também neste acervo pequeno, mas extraordinariamente rico em informações, As memórias de Winston Churchill sobre a Segunda Guerra Mundial, outra obra importante e que acrescenta dados preciosos em termos políticos dos ingleses quanto aos movimentos nazistas e as manobras de Hitler desafiando Versalhes.
    Não creio, meu amigo, que tenhamos como nos afastar do que está publicado, salvo alguns detalhes que ainda se encontram em segredo, mas relativos a operações de guerra, e não quanto ao envolvimento de centenas de nações no conflito, tanto antes do início oficial da Segunda Guerra, 1º de setembro de 1.939, até a rendição nazista, na Europa, em maio de 1.945, e depois o final definitivo, em agosto do mesmo ano, quando os japoneses se entregaram aos americanos, na verdade ao general MacArthur.
    A respeito de comentares sobre o pragmatismo de Churchill, explicando, “isso é pragmatismo politico puro e simples, mas aparentemente só no caso dos Aliados, quando parte de Hitler é maquiavélico e antiético, é atitude demoníaca, não dá para concordar.”, quero dizer que não há como comparar as atitudes do nazista com o pragmatismo inglês e por uma única razão:
    No início 1939, a União Soviética tentou formar uma aliança contra a Alemanha nazista com o Reino Unido, França, Polônia e Romênia, mas diversas dificuldades, incluindo a recusa da Polônia e da Romênia de permitir direitos de trânsito pelos seus territórios das tropas soviéticas como parte de segurança coletiva, levaram ao fracasso das negociações. Os soviéticos, em consequência, mudaram a sua posição anti-alemã e, a 23 de agosto de 1939, assinaram o Pacto Molotov-Ribbentrop com a Alemanha Nazista. Como resultado do acordo, a 1 de Setembro, os alemães iniciaram a invasão da Polônia a partir do oeste e, em 17 de setembro, o Exército Vermelho invadiu o mesmo país a partir do leste. O governo soviético anunciou que estava protegendo os ucranianos e os bielorrussos, que viviam na parte oriental da Polônia, uma vez que o estado polonês tinha sido derrotado com o ataque alemão e já não podia garantir a segurança dos seus próprios cidadãos.
    O inglês Churchill era esperto, notável político, e sabia que o tratado de Não-Agressão entre Alemanha e Rússia não duraria por muito tempo. Uma vez que declara guerra aos nazistas pela invasão à Polônia, ali adiante os russos seriam inimigos dos alemães. Declarar guerra à Rússia para quê?!
    O tempo, e curto, acabou dando razão ao inglês.

  19. M. Moriarty
    11/11/2015 às 3:24 AM

    Caro amigo Bendl, nesses casos prefiro aceitar a observação bem fundamentada do nosso amigo em comum Miranda, feita em outra ocasião de que o espaço destina-se antes a opinião própria do que ao exercício de refutar as opiniões daqueles que as postam aqui, não creio que se estivermos animados deste espirito, isto será útil ao Blog, pelo contrário isso apenas irá desanimar aqueles que não muito convictos de suas opiniões temeram em escreve-las no Blog de nosso amigo em comum, o que será lastimável, convém trata-las como opiniões e não como verdades históricas.
    Assim sendo convém explicar-me na última exposição que fiz e dá alguma satisfação sobre meu posicionamento: Sobre “destrincha-lo como um frango e ficar com as partes que mais me agradam”, asseguro-lhe que essa não foi minha intenção apenas seguir um dos dois métodos de análise mais usados à análise e a síntese, nesse caso preferi a análise que também pode ser conceituada como o exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer sua natureza, suas proporções, suas funções, suas relações, etc. é um modo de apreciar uma questão perfeitamente legitimo a quem se predisponha a fazer uso dele.

    Sobre se a crise de 1929 foi à causa da II Guerra mundial respeito sua opinião, mas contraponho a minha, a crise de 1929 não foi à causa, mas apenas mais um dos muitos efeitos da trágica I Guerra mundial, foi uma guerra travada por ambos os lados com interesses imperialistas, à posição assumida pelo lado vencedor, obrigou o vencido a tentar restabelecer o seu equilíbrio na Europa, com as portas políticas fechadas por Versalhes, só restava à guerra que não era segredo para ninguém logo viria, devo lembrar a você que os dois Aliados da Alemanha Japão e Itália lutaram do lado Aliado na I Guerra mundial e o seu desligamento dos Aliados se deu pela injustiça com que foram tratados, não sendo atendidos nas suas reivindicações do pagamento de suas participações na grande guerra mundial, a crise de 1929 foi fruto da política econômica de pós-guerra mundial, com o excesso da produção norte-americana não poder ser exportada para os países quebrados pela guerra que não podiam pagar por eles, limitados a consumirem o mínimo possível, tentado organizar suas economias.

    Quanto a sua opinião sobre a impossibilidade de imparcialidade na história isso sim é grave e merece apreciação, pois admiti-lo seria dizer que ninguém tem nada de novo a dizer a respeito da Historia que ela como apresentada é um produto acabado e confiável, não necessitando quaisquer considerações, qualquer estudante de história de nível superior se indignaria com tal afirmação, devemos considerar que o que consideramos história hoje só se mantém porque aqueles que a escreveram a favor de seus interesses ainda estão firmes no controle dessa mesma história, que se tornou a “Oficial” (Lembro quando estava numa palestra na Universidade, a palestra era sobre Jornalismo, mas infelizmente para a palestrante ele não era Jornalista e cometeu o erro de afirmar que em publicar a verdade os alunos deveriam ser honestos, todos os Alunos levantaram a mão e a voz perguntando o que para ela era a verdade, o que a embaraçou, logo em seguida perguntaram “A favor de quem deveremos ser isentos”?) Portanto existe sim a noção de que há uma história mistificada e que deve ser contestada e reescrita quando falseia a verdade a favor de interesses escusos. Em minhas leituras encontro infinitas contradições nos livros de autores amigos da história oficial, estão unanimes a favor dela, mas não da maneira de defendê-la e cometem muitas contradições que podem ser apreciadas por um observador mais atento, Por exemplo, aqueles que repetem a velha ladainha da perseguição dos primeiros Cristãos pelo império Romano (E que passaram a serem chamados e considerados mártires) se esquecem de um pequeno detalhe, essa história foi escrita por Cristãos e que, portanto por si só já pode ser considerada tendenciosa, parcial, mas quando contrapomos a ela o fato do império Romano ser oficialmente Politeísta, reconhecidamente tolerante com todas as religiões, o que representa uma das bases de sua longevidade e sucesso comparado com outros impérios, antes ou depois dele, uma mente crítica naturalmente se questiona com quem de fato estaria a verdade, também levando em consideração que o cristianismo tem um histórico de intolerância que chegou até os dias atuais. O mesmo se da em relação às possíveis calunias das biografias dos imperadores Romanos, elas foram escritas pelos patrícios letrados, inimigos dos Césares, quando esses instituíram o Império e submeteram um senado tirânico que vilipendiavam os direitos da plebe e os manobravam nas suas inúmeras guerras civis com o intuito de acumularem cada vez mais poder, mas os Imperadores os submeteram e atenderam os desejos da Plebe (A maioria) Instituindo a Pax Romana. Esse é apenas dois dos inúmeros exemplos que a história precisa está sempre em cheque, sempre contestada e a sua verdade sempre em suspeita.

    Acho particularmente triste a parte em que você enumera as publicações dos vencedores, e afirma não temos como nos afastar daquilo que foi publicado, não há muito que dizer sobre isso apenas tratar-se de uma falácia muito empregada que pode ser denominada de duas formas: Falácia de Antiguidade ou Tradição, que se conceitua como a falsa necessidade de aceitarmos algo como verdadeiro só porque já é tradicionalmente aceito como verdadeiro há muito tempo, devo lembra-lo que o mundo foi chato por milhares de anos até descobrirem ser ele redondo.

    Reitero amigo tratar-se unicamente de minhas opiniões expressas aqui e o desejo de fazê-las conhecer, não escrevo com a intenção de refutar a ninguém e fazer “minha verdade prevalecer” não, apenas escrevo com o intuito de fazer conhecer minhas opiniões aos leitores deste conceituado Blog e tentar fazer com que entendam o que quero dizer, no mais respeito à opinião de todos, afinal buscamos sempre acrescentar algo mais e tornar os assuntos discutidos interessantes a todos.

  20. Francisco Bendl
    11/11/2015 às 9:59 AM

    Meu caro Moriarty,
    A intenção não é discutir ou impor a sua opinião sobre as demais, mas trata-se de um debate, onde cada comentarista colocará a sua interpretação dos fatos com base nos conhecimentos adquiridos … de onde, Muriarty, se não foram de obras publicadas e jornais e revistas à época do conflito?
    De onde vamos extrair informações da Segunda Guerra e que não sejam de domínio público?
    De algum sobrevivente, que terá mais de cem anos?!
    Aonde estariam localizadas novas literaturas que anulariam as existentes?
    Neste caso específico, da Segunda Guerra, se a história foi escrita pelos vencedores, na verdade sofreu inúmeras revisões, que se somaram aos filmes obtidos durante os combates, a situação dos governos antes e durante a guerra, o povo como se sentia antes e durante o conflito, portanto, não entendo onde tu queres chegar com essa afirmação constante e irredutível que o publicado não deve ser considerado!
    E vou levar em conta apenas a ideia de cada pessoa?
    Sem prova, sem documento, considerando que pensa diferente dos autores conhecidos e basta como contestação?
    Não, temos de ter um certo discernimento, um senso crítico, de modo que nossos pensamentos a respeito não fujam da verdade, caso contrário estaremos sendo muito pretensiosos após 70 anos do término da guerra e, sem sairmos de nossas casas, querermos alterar a história!
    Ora, mas seria muita pretensão, Moriarty!
    Ou, por acaso, Hitler não foi um genocida?
    Da mesma forma Harry Truman, quando ordenou o lançamento das duas bombas nucleares sobre civis japoneses?
    Como podemos dizer o mesmo quanto aos bombardeios em Dresden e Hamburgo pelos aliados semanas antes do término da guerra e que ceifou a vida de milhares de civis alemães?
    Crimes de guerra aconteceram de ambos os lados, Aliados e Eixo, em razão de que os objetivos eram EXPANSIONISTAS, econômicos, havia componentes vingativos e de resgate a orgulhos feridos anteriormente por conta de tratados extremamente crueis.
    Agora, a essência do conflito não pode ser alterado, que aponta insofismavelmente Hitler como o maior responsável pela carnificina que durou pouco menos de seis anos na Europa, e se estendeu por mais três meses no Pacífico.
    E, se tu leres com mais precisão a variedade de publicações e filmes que atestam ter sido a crise da bolsa nos Estados Unidos como a principal causa da Segunda Guerra, então verás que tenho razão, e não que eu a deseje, de modo a se ter um “vencedor” neste debate, que esta não é a minha intenção, afirmo, mas trazer à baila os acontecimentos que precipitaram e foram responsáveis pelo conflito mundial, milhões de mortos e prejuízos materiais incalculáveis, ressentidos até hoje, surpreendentemente!
    Mais a mais, precisamos mencionar as injustiças produzidas pelos líderes à época, que não tiveram a menor preocupação com os crimes de guerra cometidos pelos aliados, os praticados pelos japoneses na China, italianos na Abissínia, nazistas contra os judeus e seus campos de concentração, homenagem à bestialidade humana, desgraçadamente.
    O problema, Moriarty, é que “guerra é guerra”, então o homem esquece que é um ser humano, e se deixa levar pela emoção do combate, da sobrevivência, de não ser ferido, e matar, em consequência, aqueles que o levaram para a frente de batalha, que o tiraram do seu lar, do convívio com a sua mulher e filhos, amigos e parentes.
    O soldado em combate se torna uma máquina de matar, de trucidar, de violentar, de humilhar, e aflora o que ainda traz consigo de primitivo, de selvagem, partes da sua psiquê ainda carentes de civilidade e controle!
    Desta forma, as guerras são espetáculos de um ser humano que precisa ser educado, que deve agregar sobre a sua personalidade o bem comum, o respeito às pessoas, a solidariedade, a caridade e a compaixão, exatamente sentimentos que são anulados quando convocado para a guerra, quando intimado pelos governos que deve matar.
    Pois de acordo com este meu raciocínio, que desde o primeiro comentário questiono as razões pelas quais o povo germânico, culto, inteligente, tradicional, se deixou comandar por um estrangeiro, em princípio, haja vista Hitler não ser alemão, e que jogou este povo admirado pelas demais nações em uma guerra suicida e fratricida, gerando sofrimentos indescritíveis e perdas pessoais intraduzíveis.
    Assim, não posso querer dar a conotação aos meus comentários que serão isentos, imparciais, pelo simples fato que pela condição que possuo, de ser humanista, a morte de milhões de pessoas anula por completo quem tinha ou não razão na guerra, quem era ou não responsável, quem matou mais ou menos, embora aponte de forma absoluta que Hitler deu o pontapé inicial para que este genocídio acontecesse, e o desenvolvimento industrial alemão quando se tornou chanceler, especificamente quanto ao rearmamento, navios de guerra e blindados em larga escala, aviões para usos militares em produção constante, preparação de exércitos em ritmos frenéticos, e fabricação de veículos leves e pesados (automóveis, caminhões, motocicletas …).
    Decididamente o nazista não tinha aspirações pacíficas, ao contrário, o seu objetivo era o conflito mundial e a instalação do III Reich, que duraria mil anos.
    Enfim, esta é a minha modesta opinião, Moriarty, que, evidentemente, encontraremos passagens que iremos discordar um do outro, nada grave, claro, apenas no que diz respeito às interpretações sobre a política nazista e aliada, japonesa e americana, especificamente, pois esta guerra dentro da Segunda Guerra foi à parte, entre Japão e Estados Unidos, a ponto que foi localizada no Pacífico e de lá não se estendeu à Europa.
    Um forte abraço, meu amigo.

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