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Dresden – Crime de Guerra


Nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, a Real Força Aérea Britânica e a Força Aérea Americana realizaram o maior ataque aéreo sobre a cidade alemã de Dresden. O ataque iniciou na noite do dia 13 de fevereiro de 1945, quando aviões lançaram 1.200 bombas sobre a cidade, correspondendo mais de 4 mil toneladas de explosivos e bombas incendiárias, durante os quatros sucessivos ataques. Estima-se que 25 mil pessoas foram mortas nos bombardeios e nos incêndios que se seguiram. Mais de 75 mil residências foram destruídas, além de monumentos únicos da Arquitetura Barroca no Centro da Cidade. A escala de mortes e destruição vieram à tona depois do fim da guerra, quando houve vários questionamentos sobre a legitimidade dos alvos destruídos. O debate se arrastou por décadas, sendo que este vergonhoso evento é considerado por muitos historiadores como sendo um dos crimes de guerra dos Aliados.

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  1. 18/10/2016 às 11:07 PM

    Sr Francisco Miranda, é bom ver novidades por aqui. Acho que em toda guerra existem crimes, pois nela há muitos criminosos, assim como em todo lugar existem os bons e os maus. Bons Soldados e os maus Soldados. Mas na guerra não vemos muitas bondades,não acham?

  2. Job de Azevedo
    19/10/2016 às 6:03 PM

    Absurdo total. Mas saíram na história como os bonzinhos. Sem contar que Churchill comandava esse ataque totalmente embriagado.

  3. Francisco Bendl
    20/10/2016 às 12:40 PM

    A minha grande indagação diz respeito às razões pelas quais um povo se lança em guerra contra outros porque assim determinou o seu presidente ou líder político!

    Milhões morrem por capricho de déspotas ou títeres, que não têm qualquer consideração pela espécie humana, a aniquilam através de crueldades indescritíveis.

    Não consigo entender por mais que eu leia sobre a Segunda Guerra Mundial, que o povo alemão, culto, inteligente, de tradições e costumes refinados, tenha obedecido cegamente a Hitler, e ocasionou o maior conflito da história da Humanidade!

    Da mesma forma repudio os ataques atômicos a Hiroshima e Nagasáki, igualmente a carnificina absolutamente desnecessária com o bombardeio aéreo em Dresden, matando milhares de civis criminosamente.

    Lamento profundamente ter havido apenas o Julgamento de Nuremberg, condenando os nazistas, pois paralelamente a este tribunal deveria haver aqueles que julgassem os crimes de guerra cometidos pelos aliados, que não foram poucos, incluindo os japoneses pelo que fizeram na China e com os americanos nas batalhas pelo Oceano Pacífico.

    E se quisessem de fato punir o genocídio da última guerra mundial, então que os italianos se sentassem também na cadeira dos réus quando invadiram a Abissínia, em gesto tresloucado pelo fascista Mussolini.

    Desgraçadamente, a história é escrita pelos vencedores, que os isentam de culpa pelas atrocidades praticadas, e deixando desta maneira um espaço enorme à punição daqueles que liberaram seus monstros dentro de si, que soltaram as bestas escondidas em suas mentes, e macularam o ser humano a tal ponto que animal algum na face deste planeta é tão brutal e cruel quanto ao bicho homem, na verdade o lobo da própria espécie, conforme sentenciado por Plauto (254-184) em sua obra Asinaria.
    No texto se diz exatamente: “Lupus est homo homini non homo”. Foi bem mais tarde popularizada por Thomas Hobbes, filósofo inglês do século XVII.

    O mais angustiante é que os exemplos da Segunda Guerra não foram suficientes para aplacar a ira incontida no ser humano, pois de 1.945 até 2016, 71 anos se passaram, e jamais tivemos na história tantas guerras, revoltas, revoluções, como as registradas nessas sete décadas, gerando fome, miséria, injustiças, calamidades, torturas, sofrimentos à humanidade, e sem que se discuta um fim para tanta morte ou qualquer atitude para minimizar as vidas ceifadas.

    Dresdem foi um dos tantos exemplos de bestialidade, que de nada serviu para a consciência do animalesco homem!

  4. M. Moriarty
    23/10/2016 às 2:01 AM

    Após o fim da Grande Guerra mundial os estados estavam exaustos e ainda diante da enorme tarefa de reconstrução dos estragos, essa tarefa de reconstrução se estenderia a própria Filosofia da época e entre os diferentes modos de pensar a maneira de como se faria guerra no futuro, o crescimento do potencial das novas armas sugeria o repensar das antigas táticas e as possibilidades do alcance das inovações possíveis, a força aérea teria papel de destaque nessas preocupações, era preciso decidir sobre seu emprego, e as teorias começaram a surgir. Hugo Trenchard, chefe do Estado Maior do Ar, prognosticou que o poder militar decisivo das futuras guerras seria o da aviação.

    “Foi, no entanto o general italiano Giulio Douhet, em sua obra o domínio do ar, lançada em 1921, o primeiro a anunciar, em toda a sua dimensão, o enorme poder destrutivo existente na aviação do futuro”. Ele dizia que o desenvolvimento dos aviões tornaria tudo dentro do país inimigo um alvo e a atuação provocaria a desistência da vontade de continuar na guerra, seria a aplicação dos futuros bombardeiros estratégicos.

    Logo seguidores surgiram no Reino Unido, Estados Unidos, Rússia e Alemanha e o desenvolvimento tecnológico dos novos aviões puderam ser postos a prova e testados na guerra civil Espanhola pelos Alemães. Mas para os Alemães um desastre alteraria o curso do desenvolvimento de sua aviação estratégica a morte do General Walther Wever, em acidente aéreo em 1936, mudou a orientação do emprego dos futuros bombardeiros Alemães de estratégicos para apoio tático, a futura Blitzkrieg.

    As orientações da filosofia militar aérea já nos dizem muito das intenções dos futuros contendores, enquanto a Alemanha desenvolve uma aviação inclinada ao apoio tático do exercito (proteção às formações de infantaria e blindadas, ataque a blindados e infantaria inimiga, casamatas de concreto, peças de artilharia de campanha e campos de pouso inimigos). A Inglaterra e os EUA desenvolvem ambos o conceito de bombardeio estratégico, visando segundo eles atingirem aspectos do esforço de guerra inimigo, como a indústria bélica por exemplo.

    Contudo no decorrer da guerra eles (RAF e USAAF) constataram o erro grave de suas opções, por mais que a tecnologia tivesse avançado, a do inicio dos anos quarenta tornava o conceito de “bombardeiro estratégico” ainda uma utopia, junto com a ideia de “bombardeio de precisão” esses conceitos nunca foram possíveis e falharam gravemente para grande prejuízo de suas forças terrestres que viram o seu desenvolvimento retardado (Só começaram a lutar de fato em 1944 nas praias da Normandia) em proveito do desvio de recursos para suas forças aéreas, os intensos bombardeios estratégicos feitos de dia pela USAAF e a noite pela RAF provocavam danos mínimos a indústria em face das contra-medidas alemãs, em contrapartida as defesas alemãs cobraram pesado tributo aos seus inimigos. Aos líderes das forças aéreas desses países que acreditavam cegamente na ideia de que “um caça jamais poderia derrubar um bombardeiro pesado” e “Uma considerável formação de bombardeiros pesados poderia devastar qualquer área considerada alvo com grande precisão”. A decepção e o embaraço foram grandes, quando tentavam explicar a Churchill e Roosevelt o porquê eles não notavam uma Alemanha mais enfraquecida apesar da crescente intensidade dos bombardeios e porque as perdas permaneciam tão altas nas suas respectivas forças aéreas eles precisavam oferecer uma resposta, e ela foi a proposta de substituir o bombardeio estratégico pelo terrorismo do peso total do ataque contra a população civil inimiga (exatamente o tipo de atitude que mais condenavam no inimigo, mesmo quando a intenção foi comprovadamente falsa).

    O grande entusiasta e responsável pelo massacre terrorista em Dresden na segunda guerra foi “Sir” Arthur Harris, coloquei as aspas no Sir porque ele representa um titulo honorifico, titulo outorgado pelo governo Inglês a um assassino de massas, mas cumulo do absurdo, esse mesmo comandante-em- chefe da RAF já tinha recebido outro título menos honorífico da parte dos seus e de outros que conheciam suas ações na guerra o de “Açougueiro Harris”. Aliás, sobre o Açougueiro Harris vejamos o que tem a dizer seu imediato na RAF o Marechal-do-Ar “Sir” Robert Saundby quando convidado a escrever o prefácio do livro “A Destruição de Dresden” “Quando o autor deste livro me convidou para escrever um prefácio para o mesmo, a minha primeira reação foi a de que eu tinha estado muito estreitamente veiculado aos fatos. Mas embora intimamente ligado, não fui de nenhum modo responsável pela decisão de realizar um ataque maciço a Dresden. Nem o foi meu Comandante-em-chefe, Sir Arthur Harris. Á nossa parte consistia em executar, empregando toda nossa habilidade, as instruções que recebíamos do ministro-do-ar. E nesse caso, o Ministro-do-ar estava apenas transmitindo as instruções recebidas dos responsáveis pelas altas decisões da guerra” (IRVING, DAVID: Destruição de Dresden: A Anatomia de uma Tragédia – Rio de Janeiro, Nova Fronteira. 1963).

    E com essa perola de argumento covarde somos obrigados a absorver todos os criminosos de guerra, os Himmler, Eichman os Mengeles e muitos outros que no banco dos réus em Nuremberg justificaram seus atos afirmando que “Apenas obedeciam ordens”, mas esperem! Os Juízes aliados (Entre eles Ingleses) não aceitaram essa alegação, mas parece que quando “eles” alegam, tudo fica aceitável, tal é a fé na força da disseminação da alienação de sua “Propaganda oficial” em um público que troca uma leitura crítica dos fatos históricos pelos filmes de Hollywood, ao invés de um livro, a pipoca, do esforço crítico no discernimento das interpretações tendenciosas, o prazer de absorver o vídeo maniqueísta que ao mesmo tempo que convenientemente demoniza um lado, constroem pseudo-heróis sobrenaturais defensores da causa “politicamente correta”, é um envolvente trabalho Orwelliano da informação que visa sempre a parcialidade de interesses. Li certa feita que após a guerra os representantes das forças de ocupação americanas realizaram um relatório que informava a morte de mais de quinhentos mil judeus mortos pela Alemanha, passado setenta e sete anos após a segunda guerra mundial o total é de seis milhões, mortos pela Alemanha, após a guerra a estimativa das vítimas de Dresden eram de 250.000 mil pessoas, no citado “A Destruição de Dresden” as vítimas caíram para 135.000, na postagem do Francisco ele transcreve, serem 25.000, o que confere com os números da Wikipédia e de outras fontes atuais que consultei, ora enquanto a história aumenta um número, convenientemente reduz o outro, penso que nas comemorações de 100 anos da II Guerra mundial, historiadores Anglo-saxões, coincidentemente os únicos que tem suas obras volumosamente distribuídas no mundo, descobriram que nunca houve bombardeio em Dresden, as suas “pesquisas” revelaram que tudo não passou de um grosseiro mal entendido.

    Bibliografias:

    BOMBARDEAMENTO, de Dresden. Wikipédia, a enciclopédia livre. Internet.

    COLEÇÃO 70º aniversário da 2ª Guerra mundial, v.20. – São Paulo: Abril coleções, 2009. 144p. : iL (algumas col.).

    EDWARD, Bishop. A Batalha da Inglaterra: Tanto a tão poucos… Rio de Janeiro: Renes, 1975. 160p.

    IRVING, David. A Destruição de Dresden: a anatomia de uma tragédia. Rio de janeiro: Nova fronteira, 1963. 301p.

    WHITING, Charles. Invasão da Alemanha: destruição no Ruhr. Rio de Janeiro: Renes, 1975. 160p.

    • Francisco Bendl
      23/10/2016 às 9:14 AM

      O meu amigo Moriarty escreve com a precisão de sempre sobre os fatos que envolveram Dresden, e concordando comigo que houve faltas de mais criminosos de guerra no banco dos réus em Nuremberg, desta vez do lado dos aliados.

      No entanto, faz-se mister realçar que a política do insano Hitler NÃO foi a causa específica da Segunda Guerra ou, se quiserem, admito como estopim, pois não existe uma origem específica para o início do conflito, salvo os motivo pelo qual a França e a Inglaterra declaram guerra aos nazistas por conta do episódio entre Alemanha e Polônia, em 1º de setembro de 39, que desencadeou a entrada de vários países que lutariam contra o ditador austríaco, mas as causas podem ser citadas desde a invasão japonesa na China quanto à Guerra Civil na Espanha, as anexações de Hitler da Áustria e Tchecoslováquia à resistência russa do avanço nipônico na batalha de Khalkhin Gol, em 11 de maio de 39, data anterior ao confronto alemão-polonês, portanto.

      O pontapé que derrubou a frágil paz que havia na Europa depois da Primeira Guerra foi dado pelos nazistas, indiscutivelmente, então pode se afirmar que foi justo a maioria dos criminosos de guerra ter sido do lado alemão, apesar da ausência de outros genocidas em Nuremberg, repito.

      Dito isso, não creio que a história possa ser retificada no futuro quanto às barbáries cometidas pelos envolvidos na Segunda Guerra ou pelos vencedores, os aliados, diante da farta documentação e fotos registrando os delitos cometidos e citados por mim no comentário acima, destacando-se Dresden, Hiroshima, Nagasáki, a Batalha de Stalingrado, a conquista de Berlim pelos russos e suas atrocidades, os campos de extermínio nazistas e japoneses, o holocausto judeu, enfim, um série infindável de torturas e comportamentos hediondos por parte de generais e presidentes de várias nações à época.

      Por outro lado, diz a máxima que, “guerra é guerra”, e não se tem como obedecer a qualquer código ou normas de conduta, valendo apenas e tão somente a sobrevivência e vencer a disputa, obtendo-a de modos ou ortodoxos ou heterodoxos, porém conquistando a vitória de qualquer forma!

      Os aliados contavam com a produção extraordinária de armas e utensílios para a guerra dos americanos, cujo território estava distante do teatro de operações na Europa e das ilhas no Pacífico, invadidas pelos japoneses, abastecendo França e Inglaterra com materiais decisivos para poderem enfrentar a máquina de guerra alemã, e somente participando na Europa com soldados dos Estados Unidos em 43, quando conseguiram estabilizar os conflitos com os nipônicos, e puderam ajudar decisivamente os aliados contra os nazistas com armas e exércitos.

      Inegavelmente, as vítimas permanentes das guerras têm sido a verdade e as mães dos filhos convocados às lutas, e assim continuará sempre que a humanidade desprezar a si mesma por conta de regimes ou sistemas sociopolíticos, obedecendo cegamente a falsos líderes e promessas de conquistas absurdas!

      • M. Moriarty
        23/10/2016 às 8:26 PM

        Concordo que Hitler foi um criminoso e que outros a seu lado também foram, mas nem todos que foram apontados pelos vencedores o foram, cito, por exemplo, o General Jodl que foi execrado em Nuremberg condenado e enforcado de maneira atroz, só para poucos anos depois os aliados o considerarem inocente das acusações e o “reabilitarem” o tribunal de Nuremberg foi mal organizado, realizado em 1945, nunca poderia ser isento, teve muito mais um clima de caça as bruxas com suas respectivas fogueiras no final do que a de um tribunal isento, quando Goering aludiu ao massacre de Katyn, os Russos protestaram e exigiram que o tribunal “Tratasse apenas dos crimes cometidos pelos alemães” (Julgamento em Nuremberg, renes) Ora façam-me o favor, o que mais precisa ser dito?

        As Causas da II Guerra foi à luta das potencias ocidentais para manterem os seus privilégios após uma revolução industrial a que eles saíram na frente junto com a corrida colonial, o problema todo foi à maneira de como eles mantiveram essa dianteira limitando a possibilidade do desenvolvimento das conexões internacionais entre outros países principalmente para a Alemanha assim como com outros países, a Inglaterra e a França passaram a ver o mundo após suas respectivas expansões industriais e coloniais como um clube fechado com a única finalidade de atender seus interesses excluindo a participação de todos os outros países, foi o presidente americano F. Roosevelt o primeiro a ver a injustiça e a perpetua ameaça a paz desse sistema político e econômico que privilegiava poucos e prejudicava a maioria, não que se importasse de fato, mas porque os EUA já possuíam tudo o que precisavam e desejava para seu susseço econômico, o que ele não queria era acontecimentos que viessem a gerar guerras que prejudicasem o continuo progresso econômico americano, como em 1929, quando as nações quebradas pela grande guerra não conseguiam mais consumir como antes e os EUA quebraram pelo excesso de produção, a nova ordem mundial proposta pelo presidente americano pós-guerra prejudicou as intenções de Churchill de manter os privilégios Ingleses e os tornou quase inimigos, quando Roosevelt morreu era mais amigo de Stalin e confiava mais nele que em Churchill que desejava repetir os mesmos erros na ordem mundial que levaram a primeira e segunda guerra mundial, assim acredito que Hitler pode ser culpado de conduta criminosa na guerra, mas não de tê-la provocado ele herdou as condições que levariam a II guerra, não as criou, só Roosevelt entendeu isso e sua influência na ordem mundial nos garantiu a paz mundial ate os dias de hoje.

        Sobre a afirmação de que “Guerra é guerra” tenho lidado com esta afirmação nas páginas em que participo sobre guerra no facebook e ela é muito perigosa, o problema das pessoas e não entenderem que os termos tem sempre múltiplas, e não apenas uma interpretação, significa “condição” e ao mesmo tempo pode significar “permissividade”, condição: de um conflito cruel para todos, e permissividade: a de que os mais fortes (vencedores) podem cometer quaisquer crimes dentro dessa condição que será considerado natural, mas a guerra não é um fenômeno natural e sim artificial dirigido pelos interesses dos homens e cuja responsabilidade deve ser apurada de maneira isenta afim de educar e restringir as futuras manifestações desse mal, portanto a culpa de todos deve ser sim espiada de maneira isenta, para que consigamos esse ideal inteiramente e não apenas parcialmente, quando por exemplo nos manifestamos de maneira maniqueísta sobre os fatos.

        Não nos esqueçamos que praticamente todas as fontes de informação sobre o que aconteceu durante a guerra foram capturados e enviados aos países aliados como espólio de guerra e que a história que conhecemos é o produto de uma articulada construção histórica dos vencedores, a ideologia da guerra é construída em quase sua totalidade pelos historiadores vencedores, os historiadores perdedores são considerados por eles mesmos insignificantes, tentam nos passar a ideia que não pretendem fazer história mas sim justificar a consciência criminosas dos seus povos.

        Enfim acredito que de olhos voltados para a uma apreciação crítica e imparcial dos fatos estamos nos vacinando do engodo de pessoas do tipo Tirano disfarçado de defensor democrata tipo Bush, que submete um país aos horrores de uma invasão dizendo-se ele o agredido, para lhes roubar a única fonte de rendimento econômico com que podem contar no deserto (seu petróleo) e ainda demoniza-lo chamando-o de império do mal, e enquanto isso esse criminoso conseguiu convencer a maior parte do mundo de que estava ao lado de uma causa justa, se a causa justa a que se referia era os interesses da classe econômica dominante norte-americana estava certo.
        A nós só resta torcer para que a paz, condição a que merecem todos os homens de bem possa prevalecer sempre, mas não poderemos nunca alcança-la se não estivermos nós dispostos a entrar em guerra pela justiça contra os interesses gananciosos de uma minoria privilegiada e conspiradora.

      • M. Moriarty
        27/10/2016 às 5:55 AM

        Caro Francisco estive lendo com mais cuidado os comentários e me surgem dúvidas do tipo, você frisou o seguinte “Faz-se mister realçar que a política do insano Hitler NÃO foi a causa específica da segunda guerra ou se quiserem, admito como estopim”. Como você faz referência especificamente a meu comentário, tenho que lhe esclarecer que ao redigi-lo e lê-lo não encontrei nenhuma referência literal ou que possa ser deduzida aonde afirmo conforme você diz em tom de alerta que a política de Hitler foi à causa específica da II guerra mundial eu sequer insinuei tal coisa, mesmo porque não acredito nisso basta ler meu comentário e constatar isso, alias ele se referia ao desenvolvimento e emprego do poder aéreo na guerra.

        O interessante é que após dizer que não existe uma origem específica para o conflito, você se avoluma em apresentar várias causas, eu de minha parte sempre evito redigir em tom de contradição, pelo menos quando estou atento.

        Para mim as causas da primeira guerra mundial foram o choque de interesses imperialistas das nações europeias, aliado ao espirito nacionalista emergente. No começo do Séc. XX a Alemanha se tornou o país mais poderoso da Europa continental, após sua unificação em 1871, após vencer a França, a Alemanha experimentou uma arrancada industrial. A potencia Alemã passou a ameaçar interesses do Reino Unido, da Rússia e da França, as consequências dessa situação deram inicio a Primeira guerra mundial, a preparação da Segunda ocorre quando os vencedores tentam assegurar a vitória dos seus interesses (Privilégios) impondo um Tratado (Versalhes) que tem por finalidade submeter definitivamente a posição da Alemanha como potencia europeia, as suas conveniências, os historiadores na maioria concordam que a Segunda guerra mundial não passa do “segundo tempo da primeira” e concordo com essa visão.

  5. Francisco Bendl
    24/10/2016 às 5:59 PM

    Caro amigo Moriarty,

    Decididamente as alegações que fazes como causas da Segunda Guerra não posso concordar!

    Não houve esta questão de os privilégios ingleses e franceses fossem mantidos, pois esqueces que esses dois países estavam ainda lambendo as suas feridas após a Primeira Guerra, que demarcou o continente Europeu, desmanchando antigos impérios (Áustria/Hungria) e surgindo, em consequência, novos países (Tchecoslováquia).

    O Tratado de Versalhes havia punido rigorosamente os alemães como os únicos responsáveis pelos danos do conflito de 14 a 18, limitando a Marinha, Exército, Aeronáutica, afora uma quantia em dinheiro impagável.

    A revolta de alguns políticos com esta humilhação, de o orgulho nacional ferido, possibilitou o surgimento do Nazismo, em confronto direto com o comunismo, que ameaçava a Europa após a Revolução Russa de 1.917.

    Porém, depois da quebra da Bolsa, em 1.929, o mundo veio abaixo. A Alemanha, que se defrontava com uma inflação inimaginável (chegou a confeccionar a maior nota sonante do mundo até hoje, Cem Milhões de Marcos), com a retirada de seus bancos de dinheiro estrangeiro quebrou de vez, e abriu margens para partidos radicais de extrema-direita, elegendo o Nazismo como o partido que mais cadeiras no parlamento alemão conseguiu, a ponto de Hitler ter sido nomeado Chanceler em 1.933.

    A ascensão de Hitler ao poder e seu nacionalismo exacerbado fizeram com que os alemães que habitavam países vizinhos entrassem em ebulição, desejando integrar-se à Grande Alemanha. Já em março de 1938, Hitler havia anexado a Áustria (Anschluss), tornando-a província do Reich. Com isso, a integridade territorial da Tchecoslováquia ficou ameaçada. A Sudetolândia , região fronteiriça com a Alemanha, possuía uma população de origem germânica que perfazia 65% dos habitantes, apesar de legalmente pertencer à Tchecoslováquia desde 1919.

    Era justamente nesta região que os tchecos tinham seu sistema defensivo, nos moldes franceses. Hitler, então, começa a exercer pressão junto ao governo tcheco para anexar o país.
    O perigo de guerra torna-se iminente.
    Neste exato momento, Chamberlain, primeiro-ministro conservador da Inglaterra, e Daladier, presidente da França, propõem encontrar-se com Hitler em Munique. O Acordo de Munique terminou com uma estrondosa vitória dos nazistas, pois receberam permissão para poder ocupar a Sudetolândia em troca de uma simples promessa de paz – que não seria cumprida!

    Esse acontecimento convenceu Hitler ainda mais da debilidade dos aliados ocidentais, estimulando-o a reivindicar a plena integração do “corredor polonês ” ao Reich. Em março de 1939, a Tchecoslováquia deixa de ser independente, transformando-se no ” Protetorado da Boemia e Morávia “.

    Para poder invadir a Polônia, havia a necessidade da neutralização de uma das potências vizinhas da Alemanha. A Inglaterra e a França já haviam cedido a Tchecoslováquia e, provavelmente, iriam à guerra se a Polônia fosse invadida.

    Qual a reação da URSS?
    Hitler, veterano da Primeira Guerra Mundial , sabia que a Alemanha não poderia repeli-la se fosse obrigada a lutar, simultaneamente, no Ocidente e no Oriente. Assim, pensou em fazer um acordo com Stalin que, temeroso que uma invasão (os exércitos russos haviam sido desbaratados pelos alemães entre 1914/1916) pusesse abaixo as conquistas industriais da Rússia Soviética, não hesitou.

    A recente demonstração de fraqueza de Inglaterra e França fez com que a União Soviética estendesse sua mão calorosamente ao maior adversário do comunismo. Em agosto de 1939, é assinado o Pacto de não agressão germano-soviético , cujas cláusulas secretas implicam na partilha da Polônia, reconhecendo a hegemonia soviética sobre os Estados Bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia).

    A estrada da guerra estava aberta.

    Em setembro de 1939, as tropas alemãs cruzam a fronteira polonesa e marcham em direção a Varsóvia, que será a primeira capital europeia a conhecer as agruras do bombardeio aéreo. Apesar dos esforços, os poloneses não têm condições de deter a poderosa máquina militar germânica.

    Pela primeira vez, é utilizada em larga escala a estratégia da blitzkrieg – a “guerra relâmpago” -, maciças operações com divisões blindadas que atuam como pinças, encurralando o inimigo, isolando-o em bolsões, para posteriormente levá-los ao esmagamento ou à rendição.

    Inglaterra e França enviam ultimatos, exigindo a retirada das forças alemãs do território polonês em 24 horas, findo os quais automaticamente se declarariam em guerra com a Alemanha.

    Em 3 de setembro, chegam à chancelaria alemã as declarações de guerra. A Polônia resistiu por pouco mais de um mês, terminando por render-se incondicionalmente.

    Qual a razão da Inglaterra e, principalmente, a França não terem aproveitado o momento em que o grosso das forças alemãs atuavam na Polônia para iniciarem uma ofensiva pelas negligenciadas fronteiras ocidentais?

    De certa forma, a Primeira Guerra Mundial condicionou os aliados ocidentais a acreditarem que a Segunda seria semelhante. Isto é, os alemães atacavam, os franceses se defendiam e, finalmente, levariam o inimigo ao esgotamento.

    Nem a França nem a Inglaterra estavam preparadas para a nova dinâmica da guerra que, ao contrário da Primeira, se caracterizava pela extraordinária mobilidade, propiciada pelo desenvolvimento dos blindados e da aviação de bombardeio.

    Durante nove meses as tropas anglo-francesas esperaram o ataque alemão, dando um tempo precioso para que Hitler não só liquidasse com a Polônia como ocupasse mais 500 mil km2 antes de voltar suas forças contra eles.

    Em abril de 1940, as divisões alemãs ocupam a Dinamarca (praticamente sem resistência) e a Noruega, onde conseguiram expulsar um corpo expedicionário anglo-francês em Narvik. A ocupação do Frente Norte deveu-se a necessidade de evitar uma ofensiva inglesa pelo Báltico, como também preservar o abastecimento de matérias-primas estratégicas vindas da Suécia.

    Em maio de 1940, os Países Baixos são atacados. A Holanda é invadida no dia 15 e a Bélgica, treze dias depois.

    Quanto aos americanos, Moriarty, Roosevelt precisou imprimir uma política econômica que recuperasse o pais da recessão após a Quebra da Bolsa, em 29.

    Com mais de 30% de desempregados, os Estados Unidos se viram frente ao maior desafio que teriam de enfrentar, então o presidente americano criou o New Deal, ou Novo Acordo, durante os anos de 1.933 até 1.937, investindo pesadamente na construção de estradas, pontes, viadutos, elevadas, e colocando o desempregado para trabalhar, além do controle de preços e diminuição das jornadas de trabalho para propiciar mais vagas de emprego.

    Nada com relação a reparar as injustiça sociais, mas enfatizar a retomada do crescimento e retirar o povo da extrema miséria que se encontrava, política adotada inclusive pelos alemães, diga-se de passagem!

    • M. Moriarty
      25/10/2016 às 11:39 PM

      Bem Francisco antes de lhe esclarecer o que penso, creio que não tenha me explicado convenientemente sobre as “causa da segunda guerra mundial” porque passei elas de modo muito conciso, e não poderia ser de outra maneira porque elas explicavam outro contexto, o de Dresden como crime de guerra e não as causas da Segunda Guerra mundial, como foi o proposto, mais vou me explicar como me posiciono.

      Sim Francisco você não concorda e nem deve mesmo concordar, sabemos por enunciado científico que não existem verdades absolutas, um enunciado filosófico, o Ceticismo nos aconselha até a desesperarmos da possibilidade de descobrirmos a verdade e não desejo eu me anuncia como aquele que contradiz esses princípios dizendo eu tenho a verdade.

      Minha ideia é apresentar minhas opiniões com as evidências mais consistentes que eu puder discernir em busca nas fontes mais competentes de que tiver acesso, contudo o resultado de minhas pesquisas que desenvolvo em discursos escritos será sempre de disposição interpretativa, nunca terá o interesse de tornar-se a palavra final a quem se disponha a lê-lo, é essencialmente a defesa daquilo a que fui persuadido pelos meus estudos a acreditar, um posicionamento que espero jamais deixem de entender como liberal e cujo direito de discordar está ao alcance de todos, alias, quem prestar atenção nos meus escritos nunca deixará de notar uma insistente exortação ao espirito crítico na formação ideológica pessoal de cada um, apelo ao repúdio aos velhos preconceitos que acorrentam a mente da maioria e que dificulta a aceitação consciente de novos valores sempre que houver razões justas o suficiente para assumirmos tal atitude.

      O meu objetivo não é me afirmar como o disseminador da verdade, nem tão pouco aquele com disposição de refutar a todos que não apresentarem a mesma linha de pensamento que a minha, isso destoariam da visão que gostaria de ter de mim mesmo, que é juntar nossos escritos, meus, seus e do nosso amigo em comum numa grande “investigação” daquelas ideias a que abordamos, prefiro pensar que posso crescer com a avaliação das ideias diferentes do que com a refutação irrefletida delas, o que deve permanece a meu ver, é a condescendência de todos nós com o incentivo de cada um a refletir sobre ideias diferentes, com métodos pessoais de interpretação diferentes, afim de que nos alertemos de que talvez existam caminhos diferentes capazes de alcançarmos as verdades que mais convenientemente nos dissipem as dúvidas a que desejamos afastar, quanto ao julgamento das nossas certezas devem assemelhassem a justiça dos homens entregando-as aos tribunais isentos das opiniões alheias, que desejarem se pronunciar a respeito delas, pois quando defendidas por nós tornam-se sempre suspeitas de virem a ser interpretadas como produto de nossas vaidades e não de caso refletido imparcialmente como deveriam ser.

  6. Francisco Bendl
    27/10/2016 às 10:04 AM

    Meu caro amigo Moriarty,

    Por favor, não leve este assunto para o lado pessoal!

    A meu ver, fatos históricos e da grandeza que foi a Segunda Guerra em termos de devastação material e genocídio, obriga-nos a analisar suas causas justamente deixando de lado as nossas interpretações e opiniões a respeito, haja vista a necessidade de escrever sobre aquele que foi o mais catastrófico episódio da Humanidade com isenção e imparcialidade!

    Nada de filosofia e psicologia ou o exercício da hermenêutica a respeito da realidade que ocasionou o conflito e as suas origens, mas tão somente nos dedicarmos à verdade, aos fatos, independente de historiadores que se deixaram levar pela vaidade e deram a sua conotação pessoal à guerra, ofuscando exatamente a descoberta de fatores que culminaram naquela tragédia de proporções incomparáveis e apocalípticas!

    Portanto, quando discordo de certas afirmações tuas, quero dar a entender que minhas diferenças se atém à história, e não ao Moriarty e seus exercícios de interpretação, que os considero válidos, importantes até, porém não esclarecem a respeito das circunstâncias que conduziram os personagens expoentes à efetivação deste conflito, tanto do lado do Eixo quanto dos aliados.

    Na verdade, a Segunda Guerra teve início quando terminou a Primeira, pois esta foi interrompida sem equacionar os problemas deixados pelos impérios que se desmembraram e fizeram surgir novos países e alianças, além de remarcar o continente Europeu.

    Estas questões que não foram resolvidas, em face de o Tratado de Versalhes apenas se preocupou em punir a Alemanha, foi automaticamente transferida para mais adiante, onde somente outra guerra iria eclodir para colocar pingos nos “is” e “jotas”.

    E foi o que aconteceu, lamentavelmente, e com a ferocidade e crueldade jamais vistas na História, tanto pelos armamentos empregados quanto pelas táticas e estratégias utilizadas e, logicamente, pela quantidade de seres humanos envolvidos!

    No entanto, o que mais me deixa curioso e não encontro justificativas ou explicações devidas para entender, diz respeito à sequência de revoltas, revoluções, guerras, que aconteceram depois do conflito mundial, aliás, em seguida, assim que ele terminou.

    E não pararam mais! Inclusive tivemos algumas que por muito pouco não se transformaram em caráter global de novo, que foram as Guerras da Coréia e Vietnã e as instalações de mísseis soviéticos em Cuba.

    Da mesma forma, as guerras entre árabes e judeus, que jamais levaram a paz à região.

    Eu até que discutiria as suas origens, desde que não fosse colocada a liberdade como fator preponderante, mas a distorcida mente humana e seu frenesi em busca de poder!

    Um abraço, meu caro amigo Moriary, extensivo ao nosso Francisco Miranda que, sem ele, e seu extraordinário blog, nada do que escrevemos e debatemos teria sido possível.

    Saúde e Paz!

    • 27/10/2016 às 10:40 AM

      Caros Amigos,

      Mesmo que não participe ativamente dos posicionamento de vocês em relação a determinados pontos de interpretação histórica, acompanho avidamente o desenrolar das argumentações. Acho muito salutar e necessária todas as linhas de pensamentos e argumentação que vocês expressam aqui no BLOG. Evidentemente, nem sempre os pensamentos irão convergir para uma mesma conclusão, e isso é que enriquece o debate. Sempre damos oportunidade para que acompanha o BLOG observar mais de uma perspectiva sobre os fatos históricos que, muitas vezes, nem desenvolvo e apenas lanço, como é o caso do ataque a cidade de Drésden, que do ponto de vista histórico, não escrevi nada de relevante e nem mesmo citei detalhes. Coube a vocês que acompanha o BLOG abrir as diversas linhas argumentativas sobre o FATO HISTÓRICO. Eu defendo essa metodologia para as escolas públicas. Não estamos formando robôs, mas mentes pensantes! Apenas damos as diversas perspectivas dos fatos históricos e suas considerações históricos-científicas e o aluno, mente pensante, deverá compreender todo o contexto do evento e compreender a interpretar cada interpretação.

      Volto a afirmar que a ideologia fere o princípio da interpretação do fato histórico. Nesse contexto, nenhuma consideração deve privilegiar um ou outro “lado” por simpatia ideológica.

      Obrigado a todos que contribuíram com o artigo e, posso afirmar, que podemos sempre criticar a argumentação, mas nunca quem argumenta, isso é que nos diferencia de outros animais, a racionalidade de compreender que pensamos de forma diferente e estamos sempre dispostos a ouvir e, cabendo uma argumentação condizente, mudaremos de opinião, por a verdade absoluta para História nunca vai existir.

      Abraços a Moriarty e Bendl.

  7. M. Moriarty
    29/10/2016 às 7:00 PM

    Caro Bendl a sua postura me deixa aflito (com a expectativa de tê-lo sem intenção magoado), em momento algum me lembro de tê-lo atacado, eu simplesmente insinuei que você tirasse minhas dúvidas a respeito de duas argumentações que você apresentou, as transcrevi e precisei interpretar os argumentos a fim de explicar como os havia entendido, o que fiz, elas baseavam-se em que você afirmou que eu me referir a coisas que não me referir e a respeito de uma contradição que você apresentou ao tentar explicar-se, minha interpretação baseia-se literalmente e unicamente nas suas argumentações e não na sua pessoa, não há por que sentir-se ofendido por nenhuma atitude minha que na realidade não houve, eu sempre tenho por postura a analise argumentativa, verifico as premissas e a conclusão, identifico as evidências e procuro atesta-las se são verdadeiras e se são relevantes, se atendem a esses requisitos não tenho nada a acrescentar e sigo adiante ao próximo argumento, mas se não, devo levantar as objeções cabíveis ao argumento afim de que possa se aproximar o máximo possível de um argumento válido, eu procuro nunca fugir a essa regra a que impus a mim mesmo, e no seu caso penso que a seguir a risca e de maneira impessoal.

    Bem Bendl sei muito bem que quando alguém confunde atacar uma ideia, com atacar a pessoa que a propôs, surge o “Ad Hominem” (contra o homem). É preciso manter sempre o foco da atenção sobre o argumento e suas premissas e não sobre as características da pessoa que o propôs, tenho por filosofia pessoal sempre que se faça necessário ao entendimento, a crítica às ideias e não as pessoas, e mesmo assim após criteriosa analise dessas ideias permanecendo sempre a disposições para explicar minhas conclusões sempre que solicitado fazendo as correções quando devidamente alertado.

    Quanto às observações do nosso amigo em comum Francisco Miranda as conclusões do que eu disse acima são válida, também nesse caso, quando ele se refere ao termo ideologia, vejamos o seu principal significado, “Conjunto de ideias próprias de um grupo, de uma época, e que traduzem uma situação histórica”, a priori, não é possível fugir da ideologia, ela sempre se apresentará em qualquer discurso, dado o seu alcance universal, e não devemos ceder a tentação de tentar coibir certos posicionamentos ideológicos que identificamos ou pensamos identificar direta ou indiretamente, aqui também devemos seguir a regra, se você não concorda com uma ideia faça uma análise crítica responsável dos argumentos que a sustentam, se conseguir demonstre que as evidências apresentadas são falsas ou irrelevantes e assim destruirá legitimamente uma ideia que se apresentou perniciosa, argumentos com base em acusações de está politicamente incorreto ou sendo antiético, não passam de julgamentos de valor pessoal são adesões emotivas e não podem ser levados a sério.
    Espero ter explicado a minha conduta e corroborado que ela não tem nada de agressiva ou impositiva, e continue na consideração desses dois amigos virtuais que tenho em comum, desejo também expressar meu contentamento com o retorno do Miranda as atividades do Blog, esse espaço tão importante aos amantes do nosso assunto em comum.

    De Moriarty aos amigos Bendl e Miranda.

    • 29/10/2016 às 7:51 PM

      Concordo com amigo, ainda que ache que a linha tênue entre a defesa ideológica a exposição do fato histórico deva ser percorrida com cuidado para não incorrer o risco de impor nossa percepção dos fatos.

      • Francisco Bendl
        30/10/2016 às 10:19 AM

        Caros Moriarty e Miranda,

        Abordar a Segunda a Guerra requer cuidados e conhecimentos, e não apenas básicos, mas de uma certa abrangência.

        Não podemos esquecer em nenhum momento, sob pena de se cometer um erro crasso e imperdoável, o sofrimento dos milhões de seres humanos que participaram direta ou indiretamente daquele conflito mundial!

        Ignorar as perdas em vidas, o prejuízo material, as humilhações, os deslocamentos para se fugir dos ataques e bombas fossem aliados ou nazistas, os horrores testemunhados e sentidos na carne, a devastação países e famílias inteiras dizimadas ou separadas pelas circunstâncias, o recomeçar de novo após tanta crueldade vivida, precisam ser devidamente consideradas, e estipulando como prioridade a população civil, que se viu diante de uma guerra apocalíptica por questões que poderiam ter sido resolvidas com boa vontade, tolerância e renúncia de certos aspectos pelas nações que desencadearam a catastrófica e genocida Segunda Guerra Mundial.

        Desta forma, jamais irei romper a tênue linha que separa a verdade da ideologia ou a imperceptível divisão do aspecto político do humanitário, por eu entender que o ser humano foi absolutamente desprezado e desrespeitado em todos os sentidos neste conflito, caso se queira estudar as razões pelas quais foram colocadas frente a frente milhões de pessoas através de alianças e interesses que suplantaram vidas humanas simplesmente ignoradas, e que até os dias de hoje se discutem as origens daquela hecatombe gerada por HUMANOS CONTRA HUMANOS, e não aliados contra o Eixo, e não o comunismo contra o capitalismo, e não o nazismo contra a democracia, e não o preconceito racial e religioso contra judeus, e não a liberdade contra o fascismo!

        A questão prioritária, a meu ver, deve ser esmiuçada e eviscerada quanto à maneira como as vidas ceifadas não tinham qualquer valor, uma espécie de operação efetuada para que a população mundial diminuísse, assim como a reconstrução de um Continente inteiro, o Europeu.

        E, consequentemente, se tentar descobrir os porquês que populações inteiras obedeceram cegamente a líderes cruéis, satânicos, que as levaram à morte impiedosamente, como Hitler, Mussolini, Stálin (como ditador russo), e Harry Truman, presidente americano que autorizou as bombas atômicas sobre o Japão, inaugurando a era do Terror, do Medo, da Ameaça constante de o planeta se evaporar ao apertar de um botão!

        Sem que estudemos minuciosamente essas questões, afirmo categoricamente que as demais alegações, causas, possibilidades daquela guerra não apontarão a verdade, mas deixarão lacunas a serem preenchidas até quando um historiador ou pesquisador tiver a determinação em descobrir o momento quando a vida humana deixou de ser levada em conta, como se as armas, munições, o movimentos políticos e sociais fossem sobreviver sem a pessoa, sem o indivíduo, sem o homem e a mulher, crianças e idosos.

        Portanto, apesar da observação do Mediador e meu irmão de armas, e do comentário do meu amigo Moriarty, temendo que eu tenha ficado ofendido com o texto escrito, confesso que não fui ou chamado à atenção pelo que escrevi ou perturbado por observações que discordei, pelo simples fato que abordagem da guerra em si é incompleta, em desacordo à sua grandiosidade calamitosa, se o início de qualquer debate não se dedicar irreversivelmente ao genocídio humano, e se parta desta catástrofe indescritível os motivos pelos quais existem bilhões de páginas escritas e fotos sobre a Segunda Guerra Mundial, e não os nomes das milhões de pessoas que foram mortas naquele conflito!

        Enquanto não erigirmos um monumento em homenagem aos desaparecidos naquela guerra, tenho a impressão que ela não terminou pelos acontecimentos que lhe seguiram, em princípio, que continuam menosprezando a vida humana e conduzindo a Humanidade ao sofrimento permanentemente.

        Por quê?!

      • 30/10/2016 às 10:30 AM

        Não se preocupe meu amigo Bendl,

        Não tenho a menor intenção de chamá-lo a atenção, longe disso. A diversidade de pensamentos é nos forja enquanto pesquisadores. Não podemos, de forma nenhuma, exigir alinhamento de ideias, pelo contrário, respeitá-las é que nos torna quem somos.

  8. Francisco Bendl
    30/10/2016 às 11:45 AM

    Não levei a este ponto, Miranda, pois escrevi que não consideraria ser chamado à atenção pelo fato de não ter trilhado pela ideologia a análise que fiz no primeiro comentários e suas réplicas, em consequência.

    Não te preocupes neste sentido, haja vista que a liberdade de expressão é uma das características do teu blog, e mesmo que eu incorresse através de movimentos políticos e sociais tentando conectá-los à Segunda Guerra seria a minha opinião, direito assegurado pela democracia e liberdade de expressão, repito, que devemos manter permanentemente.

    Mas eu não teria sido verdadeiro, pois eu deixaria de lado justamente a morte de milhões de pessoas ao resumi-las em acontecimentos naturais como consequências de uma guerra mundial, e não como a prioridade a ser investigada com relação ao menosprezo do ser humano pelo outro, que redundou esta desconsideração em episódios que marcaram a Humanidade até a sua extinção, no futuro!

    Portanto, a minha preocupação não é pela guerra em si, mas a perda desnecessárias de vidas e das formas como foram aniquiladas, desde as inauditas quanto às violentas, cruéis e indescritíveis.

    O tema é vasto, amplo, de ser difícil encontrarmos um denominador comum, então a minha escolha pela vida e o genocídio como meio de extermínio de milhões de pessoas, e para quê?

    A fome continua, a liberdade é cerceada, se morre de doenças, agora existem milhões de refugiados fugindo das matanças em seus países de origem, o mundo segue instável politicamente, a miséria é uma constante, o dinheiro virou deus, o lucro é cultuado como divindade, os preconceitos aumentaram, as guerras não cessaram, o jogo das bolsas de valores empobrecem nações da noite para o dia … a pergunta que se faz é por que a Segunda Guerra existiu, se o seu exemplo de matança generalizada não serviu como base para a Humanidade se “humanizar”, e não se tornar algoz de si mesma!

    Um forte e fraterno abraço, Chico Miranda.
    Saúde e Paz, extensivo aos teus amados.

  9. Paulo Afonso Paiva
    12/11/2016 às 4:10 PM

    Prezado Miranda
    Inegavelmente, o bombardeio de Desdren foi um crime de guerra. No entanto, que escreve a história são os vencedores. Dai…
    Como você sabe, sou autor do livro “O Porto Distante”, romance sobre jovens marinheiros na guerra, culminando com o naufrágio do Cruzador “Bahia”, atribuído a “incidente de tiro”, mas que reputo ter sido obra do submarino alemão U-530. Este barco dirigia-se para se entregar em Buenos Aires, quando encontrou o “Bahia” fundeado próximo aos Rochedos de S. Pedro e S. Paulo. O comandante do submarino ouvira pelo rádio que Desdren (onde morava sua família), havia sido destruída. Enlouquecido torpedeou o cruzador, matando 346 homens.
    O livro está a disposição através do e-mail paivap50@gmail.com

    Um abraço
    Paulo.

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