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Archive for the ‘Curiosidades’ Category

MG-45 – A mais Fomosa da Segunda Guerra Mundial

Muitos soldados deixaram de lado a grandeza e a honra de servir ao seu país só quando ouviam o som produzido por esta arma que foi, de longe, a mais famosa e letal arma individual que esteve em ação durante a Segunda Guerra Mundial. Ela serviu de parâmetro para toda a geração de armamento individual no pós-guerra.

Neste vídeo, uma pequena e interessante demonstração como carregar e efetuar os primeiros disparos.

ATENÇÃO: Esse vídeo não é uma apologia a armas, mas uma mera consideração histórica sobre sua utilização.

 

 

Fotos Coloridas da Segunda Guerra – Impressionante!

A Segunda Guerra Mundial deixou um acervo fotográfico vasto e ainda não totalmente esgotado. A grande maioria dos registros fotográficos, claro, em preto e branco, apesar da qualidade e do charme característicos, deixam a desejar quando é representar a realidade dos cenários. Principalmente para uma geração acostumada com os megapixels nas alturas.

Para minimizar essas faltas tecnológicas, alguns técnicos tem se desdobrado para aplicar cores digitalmente às imagens ao acervo da Segunda Guerra. Alguns, é verdade, não tem obtido êxito, pois muitas fotos perdem a naturalidade, contudo outros têm impressionado pela qualidade e pela realidade dos cenários. Vale a pena conferir.

Irmãos Separados pela Guerra

Alguns casos de guerra impressionam pela particularidade e circunstâncias. Evidentemente a guerra por si só já separa e destrói famílias, mas em alguns casos isso acontece com soldados em combate, irmãos que se perdem em se dividem para lutarem em exércitos e países diferentes. E uma dessas incríveis histórias ocorreu na Força Expedicionária Brasileira, conforme a reportagem abaixo:

Contingência de Guerra? Ou Desumanização Pura e Simples?

 Uma guerra, sempre será uma guerra! As vezes ela existe, mas não é declarada. Seja de qualquer forma produz frutos terríveis. Atualmente a guerra moderna muitas vezes não são exércitos contra exércitos, mas na Segunda Guerra Mundial ficava claro, praticamente em todos os casos, quem era o inimigo e quem era apenas um inocente; quem era beligerante e quem neutro. No âmbito humano, a primeira característica de uma guerra é exatamente a desumanização dos combatentes, é o que muitos chamam de “perder a alma”, é quando a morte é algo corriqueiro e sem valor, que faz parte da guerra! É o que dizem!

Infelizmente mais de 70 anos depois da Segunda Guerra Mundial ainda é uma máxima no contexto militar, contudo a observância da proteção civis inocente também consta no código de conduta de qualquer exército. Mas, infelizmente nem todos respeitam ou respeitaram. Ainda precisamos evoluir, e muito!

Warsaw, 14 de setembro de 1939

Uma sequencia de fotos tirada por Julien Bryen, fotográfo, cinegrafista e documentarista americano.

Ele relata o seguinte:

“Sete mulheres estavam plantando batatas em um campo. Não havia comida em sua região, e elas estavam desesperadas por comida. De repente dois aviões alemães apareceram do nada e lançaram duas bombas aos duzentos metros de distância, em uma pequena casa. Duas mulheres na casa foram mortas. As agricultoras de batatas se jogaram no chã, não esperança de passarem despercebidas. Depois do bombardeio as mulheres retornaram ao trabalho. Elas precisavam de comida. Mas os pilotos nazistas não estavam satisfeitos com o trabalho. Em alguns minutos eles estavam voltando e mergulhando novamente para um novo ataque, desta vez limpando o campo com rajadas de metralhadora. Duas das sete mulheres que estavam no campo foram mortas. As outras cinco escaparam por pouco.

Enquanto eu fotografava os corpos, um pequena garota, aproximadamente dez anos, corria transtornada em direção ao corpo de sua irmã mais velha. A criança nunca tinha visto a morte e não entendia porque sua irmã não respondia a ela…

A criança nos olhava desnorteada. E joguei meus braços sobre ela e segurei-a firme, tentando confortá-la. Ela chorava. Eu confortava-a com dois oficiais poloneses que me acompanhavam.”

A Incrível Invasão de Los Angeles Durante a Segunda Guerra Mundial

Esta matéria referir-se a uma histórica batalha travada em Los Angeles durante a 2ª Guerra Mundial e que teve seis mortos — três por estilhaços e três por ataque cardíaco. A razão para tal classificação é sua estranheza; afinal, nenhum dos inimigos foi visto pessoal ou fisicamente e nem foi atingido. Hoje, passados exatos 70 anos, emerge a face cômica ou paranóica do episódio. O episódio: a Batalha de Los Angeles foi um incidente ocorrido na noite de 24 para 25 de fevereiro de 1942 quando forças militares dos Estados Unidos abriram fogo contra objetos voadores. Não se sabia o que eram. Os EUA estavam em guerra, temerosos de um ataque japonês à costa oeste e a paranoia grassava.

E era compreensível. O ataque de surpresa à base naval de Pearl Harbor, no Havaí, ocorrera há menos de três meses, em 7 de dezembro de 1941, e os norte-americanos estavam em alerta, aguardando um novo ataque.

Mas não havia somente o receio de um ataque japonês pela costa do Pacífico. A população tinha também extremo temor de extraterrestres. Fazia menos de quatro anos que o cineasta e ator Orson Welles transmitira na rádio da CBS — em outubro de 1938 — uma adaptação de A Guerra dos Mundos, obra de ficção científica de H.G. Wells, escrita em 1898. Welles colocou ruídos estranhos seguidos de sua voz, empostada e calculadamente amedrontadas, narrando uma invasão de Marte a nosso planeta. Eles, os marcianos, estariam em batalha com a polícia em Grovers Hill, local próximo a Nova Iorque. Welles anunciou um número incerto de mortes. Em Nova York, quartéis dos bombeiros, postos policiais, hospitais e redações de jornais foram invadidos por multidões. As pessoas estavam apavoradas. O rádio exercia grande influência na população e todos acreditaram na invasão por visitantes hostis, talvez verdes. Várias pessoas se jogaram de janelas, mas também foram explorados outros gêneros de suicídios. Outras, simplesmente saíram histéricas pelas ruas. Para piorar, Welles pôs no ar uma declaração fictícia do secretário do Interior sugerindo que as pessoas deveriam sacrificar suas próprias existências a fim de fazer prevalecer a vida humana na Terra. Passados alguns minutos, Welles retornou anunciando que os monstros estavam próximos de Nova York.

Menos de quatro anos depois, em Los Angeles, o rádio nem precisou divulgar o fato. Bastaram algumas luzes no céu e 100.000 pessoas foram às ruas e 1400 mísseis antiaéreos do exército americano foram disparados. Nada foi atingido.

A Batalha

Quem não estava na rua foi acordado pelas sirenes e disparos. Toda a força bélica e os milhares de soldados envolvidos foram inúteis, tudo o que caiu do céu foi aquilo que foi lançado aos ares pela defesa norte-americana. Além dos três mortos, vários automóveis e residências foram danificadas por estilhaços. As autoridades militares não sabiam o que informar à população. As declarações eram bem mais conflitantes do que as da dupla Welles-Wells. Dias depois, não havia mais estimativas confiáveis sobre o número de objetos vistos no céu. Algumas pessoas diziam que era um único objeto que voava a 300 Km por hora. Outros afirmaram que eram vários objetos luminosos. Houve quem afirmasse ter visto esquadrilhas com objetos de tamanhos variados. Tornou-se impossível separar os relatos verídicos das afirmações embaladas pela histeria daqueles dias. Então os militares passaram a negar o ocorrido. Impossível. Sob a a expectativa geral, o então secretário da Marinha, Frank Knox, convocou uma coletiva de imprensa onde afirmou que tudo fora causado por um alarme falso, certamente fruto da tensão da guerra, contudo no editorial do Long Beach Independent, estampava-se a desconfiança: “Existe uma misteriosa reticência envolvendo o assunto e parece haver alguma censura que está tentando impedir as discussões sobre o fato”. Então, após inúmeras contradições, os militares afirmaram que se tratava de uma exótica operação japonesa, realizada através de aviões que tinham como base um submarino capaz de transportar um (1) caça (imagem abaixo), e que tinham o objetivo de causar medo e atingir o moral dos EUA durante a guerra. Impossível encerrar a questão deste modo. Foi criada uma ficção de apoio: houvera também um ataque de um submarino em 23 de fevereiro a instalações de armazenamento de óleo nas proximidades de Santa Bárbara (litoral da Califórnia), o que comprovaria a presença japonesa. Mas também isto logo foi negado. Nada justificaria uma ação desta natureza, em território inimigo, sem qualquer tipo de auxílio próximo — o mar de Los Angeles estava lotado de navios americanos — e sem que existisse qualquer “benefício” imediato. Pensou-se também em balões japoneses que trariam cargas explosivas. Só que um balão seria facilmente atingido e nada caiu, nem foi destruído. Onde estavam os destroços?

A “explicação”

Hoje, os ufólogos tomaram o caso para si. Se não foram aviões nem balões, certamente foi um foo fighter. Tal termo era utilizado por aviadores durante a Segunda Guerra Mundial para descrever fenômenos aéreos misteriosos, considerados OVNIs por eles. O(s) galhofeiro(s) objeto(s) que se desv(iou)(aram) da artilharia norte-americana, negando-se a cair, teria(m) criado “as políticas de acobertamento” de OVNIs, das quais os ufólogos tanto se ressentem.

O psiquiatra e psicanalista Cláudio Costa interpreta o fato do ponto de vista comportamental: “A Batalha de Los Angeles é interessantíssima por envolver três mecanismos distintos. Em primeiro lugar, houve o efeito do medo sobre o comportamento da massa — Pearl Harbor tinha acontecido há menos de três meses. A massa obedece as leis do inconsciente, age por impulso, sem lógica ou cronologia, por impulso, sem racionalidade, sem pensar nas consequências e inteiramente contaminada por emoções. A surpresa é que o próprio Exército agiu da mesma forma. Sabe-se que o medo se expressa pela fuga ou pela luta. O povo poderia optar pela fuga descontrolada, mas um exército tinha que lutar, ainda mais que estava fortemente armado. O segundo mecanismo foi a denegação do fato, ou seja, eles não apenas queriam negar que bombardearam um inimigo provavelmente inexistente, mas apagar o acontecido e, principalmente, o que tinham visto. Tentavam fazer valer a lei do ‘não há documento, não houve o fato’, apesar do que todos tinham vivenciado e fotografado. E o terceiro é a criação do mito dos discos voadores, que é a tentativa de explicar algo inexplicável”.

Publicado no site: miltonribeiro.sul21.com.br

Além da Galeria com os registros da época, vamos publicar as aeronaves que foram lutar no Teatro de Operações do Pacífico.

Panzerabwehr – Arma Anti-Tanque, Simples e Eficiente.

Com o avanço dos Vermelhos sobre as tropas alemães e Wermarcht passou a adotar uma eficiente arma contra os terríveis blindados dos soviéticos. O Panzerabwehr, um tipo de bazuca alemã, passou a ser armamento obrigatório para sua infantaria e permaneceu assim até a queda final de Berlim em maio de 1945. Seu funcionamento ridiculamente simples permitia a utilização de qualquer um, inclusive sendo utilizado por crianças durante a Batalha pela capital alemã.

Por Falar em Copa do Mundo…

O Brasil vive o clima da Copa do Mundo com o início dos jogos da Copa das Confederações. Mas não podemos deixar de perceber as manifestações contrárias aos gastos para sediar o mundial. Portanto, lembremos que competições dessa magnitude foram utilizadas como propaganda para os regimes de seus respectivos países. Basta lembrar a Copa do Mundo de 1934, realizada da Itália e as Olimpíadas da Alemanha em 1936. Duas competições que foram utilizadas como vitrine para seus regimes políticos.

Especificamente sobre a Copa do Mundo de 1934, Benedito Mussoline aproveitou a oportunidade e fez de tudo para consagrar a Itália campeã do torneio mundial. Juízes tiveram audiência com o ditador antes dos jogos e os adversários da Itália tiveram penaltys não marcados, gols anulados e expulsões. Inclusive alguns árbitros foram expulsos dos seus países, como é o caso do belga Louis Baert e do suíço René Mercet.

O Brasil apanhou da Espanha por 3×1 e voltou para casa. Enquanto que a final ficou por conta da e Tchecoslováquia, disputada no Estádio Nacional do PNF (Partido Nacional Fascista), assistida por 50 mil italianos e o velho ditador Mussoline.

 E para quem gosta de Futebol e História, segue o link do excelente BLOG do meu amigo Roberto:

http://robertoblogdo.blogspot.com.br/

Os Tanques Mais Bizarros da História

Segue a relação dos tanques militares mais bizarros da história das guerras. Chega a ser hilário ver a imaginação humana para fins bélicos.

Clique em cada imagem para ver os detalhes de cada projeto:

Fonte: http://www.oobject.com/category/12-strange-tanks-and-armored-vehicles/

Bunker – As Fortificações do Dia D e Outras

 A propaganda alemã divulgou a ideia de que havia construído uma barreira intransponível no litoral de toda a França iniciando na fronteira com a Espanha até a Noruega, dando-lhe o nome de Muralha do Atlântico. Durante os anos de 1942/1943 o sentimento de inexorável aumentou quando no segundo semestre de 1942 uma tentativa de desembarque em Dieppe na França foi violentamente repelida pelas unidades alemãs ali dispostas. A propaganda exultava em relação as grandes unidades de artilharia de costa disponíveis em toda a extensão da Muralha, bem como o contingente de um milhão de soldados prontos para serem colocado em ação em caso de um desembarque.

 Entre as concepções de guerra estática estavam bunkers interligados e fortes o suficiente para resistirem a grandes ataques aéreos e dos fogos de artilharia vindo do mar. Essas fortificações interligadas entre si por túneis e vielas, se estendiam por toda a costa até os grandes centros urbanos e locais mais afastados, onde a artilharia alemã poderia atacar com certa segurança os possíveis desembarques.

 No início de 1944, o Marechal de Campo Erwin Rommel, nomeado para a repelir uma possível investida aliada, realizou uma visita por toda a extensão da Muralha do Atlântico, constatando “inexorável” era mais um pomposo adjetivo de propaganda do que algo realmente real. E a partir de sua visita melhorias nas fortificações e nos dispositivos de defesa foram realizados para concretizar sua frase que caracterizaria o dia da invasão como “O MAIS LONGO DOS DIAS”.

 Segue abaixo uma demonstração dos Bunkers erguidos pelos alemães. Na verdade arguidos pelos nativos por ordem dos alemães

O Calvário das Viúvas da Ocupação – A Estupidez Humana

Sempre gosto de afirmar que durante a Segunda Guerra Mundial, ou qualquer outro conflito, não há bandidos ou mocinhos, isso é uma caricatura simplista e equivocada que não faz parte da análise dos conflitos humanos.

A prova disso é que a estupidez humana sempre está presente. Pode ficar adormecida enquanto houver  imposição para isso, mas quando libertada o homem e a sociedade como um todo, gosta de se vingar, destruir e causar dor sem qualquer tipo de remoço.

Segue abaixo o texto do excelente blog http://www.mdig.com.br/. Também há um grande acervo fotográfico que exibe os motivos de ainda estarmos longe de uma mundo melhor para as futuras gerações.

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Após a liberação dos territórios ocupados pelos alemães dos países europeus, milhares de mulheres que tinham relacionamentos com soldados alemães foram expostas a execuções humilhantes e brutais nas mãos de seus próprios concidadãos. Era a “Épuration Légale” (“purga legal“), a onda de julgamentos oficiais que se seguiu à liberação da França e da queda do Regime de Vichy. Estes julgamentos foram realizados em grande parte entre 1944 e 1949, com ações legais que perduraram por décadas depois.

Ao contrário dos Julgamentos de Nuremberg, a “Épuration Légale” foi conduzida como um assunto interno francês. Aproximadamente 300.000 casos foram investigados, alcançando os mais altos níveis do governo colaboracionista de Vichy. Mais da metade foram encerrados sem acusação. De 1944 a 1951, os tribunais oficiais na França condenaram 6.763 pessoas à morte por traição e outros crimes. Apenas 791 execuções foram efetivamente realizadas. No entanto, 49.723 pessoas foram condenadas a “degradação nacional”, que consistia na perda total de direitos civis.

A campanha para identificar e massacrar os colaboracionistas do regime alemão puniu cerca de 30.000 mulheres com humilhação pública, por suspeita de que tiveram ligações ou porque eram prostitutas e se relacionaram com os alemães. Muitas vezes, a coisa toda não passava de briga de vizinhas -uma denunciando a outra como acerto de contas pessoais- ou então uma denúncia vazia de participantes mais ativos que dessa forma tentavam salvar sua pele desviando a atenção de sua cooperação com as autoridades da ocupação.

O caso é que mesmo as pobres que tiveram algum tipo de relacionamento com os soldados e oficiais alemães não tinham culpa, o que elas iriam fazer? Elas eram reféns de um estado ocupado. Mas a ira e a necessidade de encontrar bruxas para caçar não permitia o razoamento, se houvesse um indício qualquer, a coitada tinha sua cabeça raspada e era exposta em público como desgraça da nação. Muitas vezes só raspar a cabeça não bastava, eram despidas, abusadas, desenhavam a suástica nos sues rostos, ou queimavam a marca com ferro em brasa na testa.

Estas mulheres foram reconhecidas como “nacionalmente indignas” e sofreram, além da degradante humilhação em público, penas de seis meses a um ano de prisão, seguida da perda total de direitos civis por mais um ano, quando ainda eram violentadas e insultadas nas ruas. Muitas não suportaram a vergonha daquela situação e sucumbiram cometendo suicídio.

Nisso tudo há ainda um aspecto que permaneceu vergonhosamente nas sombras por décadas: as crianças nascidas de soldados alemães. De acordo com várias estimativas, nasceram ao menos 200 mil dos chamados “filhos da ocupação“, mas estes sofreram menos que as mães, quando o governo limitou-se a proibir nomes alemães e o estudo da língua alemã. Entretanto não foram poucos os casos de “filhos da ocupação” que sofreram algum tipo de ataque e segregação.

A perseguição não se limitou a França, quase todos os países do bloco europeu de aliados fizeram o mesmo. Na Noruega, cinco mil moças que deram à luz filhos de alemães, foram condenadas a um ano e meio de trabalho forçado. Quase todas as crianças foram declararas pelo governo como deficientes mentais e enviadas para uma casa para retardados, onde foram mantidas até os anos 60.

Infelizmente não é tudo, a União Norueguesa para as Crianças da Guerra depois declarou que a “desova nazista“, como chamavam estas crianças, foi usada indiscriminadamente para testar medicamentos não aprovados. Somente em 2005, o parlamento norueguês publicou um pedido formal de desculpas a essas vítimas inocentes e aprovou a compensação para as experiências no valor de 3 milhões de euros. Este valor pode aumentar se a vítima fornecer provas documentais de que tenha sofrido algum tipo de discriminação racial diante do ódio, medo e desconfiança por causa de sua origem.

Os Libertadores Alemães Chegaram!!

Imaginem a cena. Uma tropa durante a Segunda Guerra Mundial chega em uma cidade e é recebida como libertadora! Crianças correm para ver a tropa passar. Mulheres jogam flores para os soldados, algumas, mais exaltadas, tentam agarrá-los para beijar. A tropa, orgulhosa do feito, desfila garbosamente pelas ruas da cidade. O comandante recebe as autoridades locais e estes colocam à disposição mantimentos e alojamento. Tudo para os libertadores!

Essa cena se repetiu a cada cidade libertada no território francês e nos Países Baixos durante o avanço anglo-americano, contudo o relato acima se deu em inúmeras vezes com as tropas alemães invadiam a União Soviética. Muito ucranianos, lituanos e outros de etnias menores que eram oprimidos pelo governo de Stálin, viram a oportunidade de exercer a liberdade que nunca connhecerá.

O sonho se tornou pesadelo quando se percebeu que as forças de ocupação exerceriam opressão na mesma proporção dos “vermelhos”. Não demorou muito para que os mesmos soldados que eram recebidos com flores, foram os mesmos algozes e agentes da destruição de muitas cidades da União Soviética.

A conclusão é de que o povo dessas regiões tiveram um século XX de cão, sendo seguidamente oprimidos durante décadas e décadas, antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial.

Segue abaixo a galeria dos “libertadores” alemães:

Cavalaria Montada e Mecanizada durante a Segunda Guerra

Se alguém perguntar qual o instrumento bélico mais usado na história dos conflitos humanos? O que lhe vem a cabeça? Sem hesitar, a resposta correta para essa pergunta recai sobre um animal que o homem aprendeu a amar e a usá-lo em suas disputas, o cavalo. Esses animais são co-participantes em todos os conflitos humanos. Chamado de cavalaria, a quantidade de cavalos de uma nação determinava a seu poder e influência sobre seus vizinhos. O cavalo foi o instrumento de guerra da civilização por milênios, perdendo espaço apenas durante a Segunda Guerra Mundial.

Quando a guerra se desenhava, a França solicitou aos países amigos que lhe cedessem cavalos para compor seu Exército. Em 1939, chegaram a França mais de 200 mil cavalos oriundos de todas as partes do mundo. Os franceses esperavam um conflito aos moldes de 1914. Mesmo ciente da mística história da cavalaria montada polonesa atacando os panzers alemães.

Os cavalos perderam o poder bélico para os mecanizados criados pelo homem, mas ainda foram muitos utilizados na Segunda Guerra Mundial, principalmente quando os recursos eram escassos na segunda fase da guerra. Divisões alemães inteiras passaram a ser dotadas de cavalos para percorrer os difíceis trechos de vastos territórios.

Eles ainda permanecem com uma estreita ligação afetiva com o homem, mesmo sendo co-participante de seus conflitos nunca tiveram o devido valor pelos seus bravos serviços prestados à humanidade.

Abaixo nossa galeria mista da cavalaria da Segunda Guerra:

Sem Noção – As Fotografias Mais Esquisitas da Guerra

 Como é de praxe sempre estamos procurando as fotografias mais sem noção da guerra. É a natureza humana sempre rindo de suas próprias mazelas. Divirtam-se:

 

O Soldado Alemão – O Melhor do Mundo?

O povo alemão foi considerado por muito tempo um povo cruel e militarizado, graças a campanha disseminada no pós-guerra. A principal característica oriunda dessa mística é disciplina notória dos alemães. Por isso o soldado alemão foi muito tempo considerado o melhor soldado do mundo, disciplinado e combativo. E as batalhas iniciais da Segunda Guerra elevariam essa observação para o seu mais alto nível.

Com o passar da guerra e com a rendição das forças do General Paulus em Stalingrado, o que o mundo viu e os soviéticos não cansavam de repetir, era de que o soldado alemão era tão humano como qualquer outro soldado de qualquer outro exército. Sujeito aos traumas e medos da guerra. Embora ainda senhora de milhões de quilometros quadrados de território, a máscara do soldado invencível caíra com o  6º Exército.

Quando as forças anglo-americanas abriram uma nova frente na França, o que se via era um Exército já bastante debilitado. Soldados com idade avançada ou muito jovens e unidades inteiras de estrangeiros. Claro, ainda contavam com forças extremamente combativas, mas muito longe da mística de invencibilidade do soldado alemão.

No final da guerra pouca coisa sobrou daquele soldado que era considerado quase uma força de outro planeta invadindo a França. O que sobrou eram os maltrapilhos e os doentes integrantes de uma exército derrotado.

Por fim não existem exércitos invencíveis, nem soldados invencíveis, o que realmente existe são homens muito bem treinados e equipados, mas que no final das conta são apenas homens, nada mais. Outros conflitos no pós-guerra iriam provar que exércitos poderosos poderiam ser vencidos, o Vietnã seria o maior exemplo.

Com vocês a galeria com a face do soldado que já fora considerado invencível.

Operações Militares na Normandia!

Quando se fala em operações militares no Normandia pensa-se logo no Dia D. É certo que depois do Dia D, outros duros combates ainda estavam por vir. O dia 12 de junho e a partir do dia 20 com violentos combates que aconteceram para consolidar posições, principalmente em Caretan, Caen e as regiões circunvizinhas, formada por planícies com boa vegetação e bastantes obstáculos colocados ainda na preparação das defesas.

Muitos que tiveram a sorte de sobreviver a difícil tomada de Omaha encontraram a morte nas operações subsequentes. Enquanto as unidades paraquedistas americanas e inglesas ficaram largadas por dias em pequenas unidades de combate espalhadas por toda a Normandia.

Do lado alemão os reforços não chegaram antes do dia 12 de junho, quase uma semana depois do Dia D. Se concentraram em uma determinada região evitando o avanço aliado por algumas semanas.

Fotografias de Uma Visão Pessoal da Guerra

Recebemos uma quantidade de fotografias que faziam parte do acervo pessoal com uma visão muito particular da guerra. Essas fotografias não exibem poses ou cenários pré-fabricados para divulgação, mas fotos naturais e trazem à luz o cotidiano de quem participou efetivamente do conflito.

Fantasmas da Segunda Guerra: Fortificações no Tâmisa

Em 1943 a posição da Inglaterra na Segunda Guerra Mundial, alvo de bombardeamentos e ataques constantes por parte das tropas alemãs, era mais frágil do que nunca e chegou-se mesmo a recear uma invasão. Por esse motivo as defesas foram ampliadas e reforçadas. Uma das obras realizada foi a edificação de torres fortificadas ao longo do rio Tamisa, precisamente uma das vias de penetração do inimigo em território britânico. Essas torres teriam a capacidade de detectar e responder a possíveis ataques. O projecto foi encomendado a um engenheiro civil, Guy Maunsell, que o concluiu e construiu nesse mesmo ano.

Maunsell foi escolhido pela sua experiência com betão pré-esforçado, sistema que já tinha utilizado em diversas pontes e a que recorreu para este projecto. Para o Tamisa planeou diversos conjuntos e tipos de fortificações imaginativas, entre os quais se conta este insólito grupo de torres, o Shivering Sands Army Fort, também conhecido como U7 devido ao número de elementos que o compõem.

Cada uma das torres, construída em ferro, foi montada isoladamente em terra e depois fundeada no local, assente numa estrutura de quatro pilares de betão armado. O conjunto possuia vários sistemas defensivos (canhões, metralhadoras, radar, etc.) e interligava-se por passadiços metálicos. Durante a guerra desempenhou um importante papel, detectando ataques aéreos, lançamento de minas e abatendo também diversos aviões e bombas voadoras.

Após o fim do conflito armado o Shivering Sands Army Fort permaneceu em actividade até 1958, ano em que foi abandonado pelas tropas inglesas. A partir daí, sem manutenção e sob a acção corrosiva das águas, foi-se degradando progressivamente. Já foi abalroado por barcos, transformado em estação meteorológica e serviu até de local de emissão de rádios piratas. Houve quem propusesse a sua demolição pura e simples mas até hoje permanece de pé, ameaçando a navegação. É uma ruína magnífica, grave, fantasmagórica e indubitavelmente romântica…

Fonte: http://obviousmag.org/archives/2008/05/torres_fortificadas.html

Trens – A Máquina da Guerra

Novamente queria abordar o tema TRENS. Impressiona a importância desse meio de transporte para o deslocamento de grandes contingentes militares e material bélico durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial. Não por acaso, a Alemanha, quando seus territórios ocupados eram continentais e suas fontes de combustíveis começavam a dar sinais de enfraquecimento, passou a transportar unidades blindadas inteiras para a linha de frente. Sabendo da importância desse sistema de transporte, as estações ferroviárias e as próprias locomotivas eram alvo de bombardeios e de pequenas unidades militares que destruíam trilhos ou vagões.

Os trens foram utilizados de transporte de prisioneiros para os campos de concentração até para trazer de volta para casa mortos e feridos nas longínquas linhas de frente do leste. Apesar de muito utilizado, ainda é pouco lembrando nos estudos da Segunda Guerra Mundial.

Segue abaixo exemplos da utilização dessas verdadeiras máquinas