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Archive for the ‘Guerras’ Category

O Dia da Vitória – Mais Uma Reflexão

No último dia 08 comemoramos o Dia da Vitória. Depois de 68 anos parece algo tão distante para o povo brasileiro quanto qualquer outro evento perdido no tempo e no espaço. Em Pernambuco a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira se fez representar com quatro veteranos da FEB. Participamos do evento com o Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega. Uma simples, mas significante formatura na 7ª Região Militar / 7ª Divisão de Exército. Em comum com a FEB, a 7ª RM/7ª DE foi comandada pelo General Mascarenhas de Morais no período de 1940 a 1943, do rompimento das relações diplomáticas com a Alemanha até a declaração de guerra.

Quando encerrou a formatura percebi um olhar triste da esposa de um Veterano, não me contive e perguntei se havia algum problema. Ela respondeu que não havia problema, mas que há alguns anos o desfile contava com dezenas de febianos, todos orgulhosos comemorando o Dia da Vitória, e, hoje, apenas quatro desfilavam. Não respondi, apenas concordei com a cabeça. Mas pensei, assim como o Dia da Vitória vai ficando no passado pela consecução dos dias, a vida segue o mesmo rumo, vai seguindo, como um rio segue seu curso, e muitos vão “desembarcando” para ficarem no passado. Muito embora suas vidas sejam motivo de orgulho para aqueles que entendem o sacrifício da geração que presenciou o Dia da Vitória naquele 08 de maio de 1945.

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Sequência de um Ataque Antiaéreo Alemão Contra Paraquedistas!

Quando li a primeira vez a obra de Stephen E. Ambrose, O Dia D, fiquei fascinado por sua descrição no capítulo que abordava as Operações Aerotransportadas. Logo no início, ele já avisa que não há registro fotográfico dos saltos no território francês. Contudo, o relato das baterias antiaéreas abrindo fogo contra os Dakotas, que tentavam desviar dos tiros traçantes aumentando ou diminuído a altitude e tornando o salto dos paraquedistas um verdadeiro inferno. Isso aguçava a imaginação.

Já na Operação Market Garden houve sim registro fotográfico, mas são poucos os registros do lado alemão das operações antiaéreas contra as tropas aliadas. Por isso, o registro fotográfico abaixo é extremamente importante para termos noção como as baterias antiaéreas alemãs atuavam contra uma invasão do porte da Market Garden.

Bombardeio Sobre Tóquio: Triste e Esquecido – Parte II

PARTE 2

Em 1937, quando o Japão bombardeou “homens, mulheres e crianças indefesas” nas cidades chinesas, Franklin Roosevelt, presidente dos EUA, chamou tal ação como “cruel” e disse que “era repugnante aos corações de cada homem e mulher civilizados.” Em 1939, a Alemanha chocou o mundo ao bombardear Varsóvia. Então, em 1940, a Luftwaffe bombardeou Roterdã, Londres e Coventry. Roosevelt “de novo apelou que todos os lados evitassem o bombardeamento de civis e continuou ‘lembrando com orgulho que os Estados Unidos continuamente tem assumido a liderança no desejo de que tal prática inumana seja proibida’.” O Ministério de Relações Exteriores britânico condenou tais “métodos inumanos usados pela Alemanha em outros países” e declarou que “O Governo de Sua Majestade deixa bem claro que não faz parte de sua política bombardear alvos não-militares, independente de qual seja a política do Governo Alemão.”

Mesmo assim, quando os americanos e os ingleses entraram na guerra aérea de forma integral, eles provaram ter poucos escrúpulos sobre a matança de civis alemães e japoneses.

Em 8 de julho de 1940, o primeiro-ministro Winston Churchill escreveu: “Quando eu olho em volta e vejo como podemos ganhar essa guerra, eu percebo que há apenas um caminho seguro e esse é o ataque completamente devastador e exterminador feito por bombardeiros pesados desse país contra a pátria nazista.” Apesar disso, a habilidade de uma aeronave viajar centenas de milhas por hora e localizar com precisão algo pequeno como uma fábrica ou depósitos de munição se provou impossível. “Um relatório arrepiante de agosto de 1941 mostrou que apenas uma bomba em cinco caiu a uma distância de um raio de cinco milhas (8 km) do alvo em questão.” Então, se a Real Força Aérea (Royal Air Force – RAF) não podia bombardear os alvos que queria, eles iriam bombardear aqueles que podia.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Na Guerra, Um Cigarro Era Tudo!

Na preparação para o Dia D, todos os soldados receberam um  maço de cigarros para consumo durante a Operação Overlord. Quando estava na fila para receber o seu material individual que acompanhava o tal maço, um dos soldados não quis receber seu maço.

 – Desculpe Sargento, mas eu não fumo – disse o soldado

O veterano Sargento da campanha da África, disse:

 – Filho, pegue o cigarro e leve com você, quando chegar do outro lado do Canal você estará fumando!

 O Soldado da 116 Ranges iria desembarcar no setor Dog Red na praia de Omaha.

Ao final daquele dia 06 de junho, o Soldado já tinha praticamente fumado todo o seu maço.

O cigarro e o cachimbo entrou para Rol das necessidades básicas do soldado na Segunda Guerra Mundial. Diferentemente de outros conflitos posteriores, tais como o Vietnã, onde o consumo de maconha era muito alto, na Segunda Guerra Mundial o cigarro era o único instrumento que visava relaxar o controle emocional para o soldado em campanha. Usado não apenas dos Aliados mais de todos os países envolvidos.

Foi a guerra do Lucky Strike

* Os malefícios do cigarro não eram totalmente conhecidos, pelo contrário, o cigarro era considerado agente que tranquilizava e relaxava os fumantes. Felizmente hoje sabemos da ação devastadora do uso do cigarro.

Wehrmacht : Da Glória da Vitória a Humilhação da Derrota

Em 1939, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, o mundo estava prestes a testemunhar uma força militar jamais vista até aquele momento. As Forças Armadas da Alemanha estavam preparadas para confirmar uma teoria de combate que permitira vitórias esmagadoras sobre nações, que ainda tinham o pensamento combativo fincado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

A Wehrmacht foi uma máquina de guerra incomparável até 1943, quando Stalingrado provou que não existe Exército invencível. Depois desta batalha, a Alemanha jamais tomou a ofensiva.

Em 1945 o Exército do III Reich não era nem sobre do que fora anos antes. Milhões de vidas foram perdidas, excelentes soldados tinham perecidos nas campanhas e a Wehrmacht contava com garotos de 12 e 13 anos de idade em suas fileiras.

Quando derrotado, o soldado alemã mantinha a disciplina, marchava em forma sem qualquer tipo de rebeldia. Eles estavam cansados, eles só queriam voltar pra casa.

Bombardeio Sobre Tóquio: Triste e Esquecido

 Publicaremos mais uma série do excelente tradutor A. Raguenet (webkits) que também traduz a série de publicações: Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros. Desta vez ele trabalha o livro Flyboys do autor James Bradley, que trata um assunto de extrema importância histórica, os bombardeios sobre a cidade de Tóquio que utilizavam B29 e arrasaram com a cidade. Vale a pena acompanhar:

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Amigos, traduzo aqui também um dos capítulos do livro Flyboys do autor James Bradley, mesmo autor do livro Flags of our Fathers.

O capítulo trata sobre o bombardeio incendiário da cidade de Tóquio entre a noite do dia 9 e a madrugada do dia 10 de março de 1945. Uma história de arrepiar.

PARTE 1

Na noite de 9 de março de 1945, foi possível ouvir sobre a ilha de Chichi Jima, pertencente ao mesmo arquipélago que Iwo Jima no Pacífico Sul, um som completamente diferente vindo da escuridão. Durante horas, um longo feixe de bombardeiros americanos B-29, 334 no total, voava em direção norte a uma baixa altitude. Geralmente os aviões voavam em pequenos grupos, mas dessa vez era diferente. O som concentrado dos motores cortava a noite avisando que havia algo fora do normal.

O médico japonês Mitsuyoshi Sasaki, lotado na ilha, disse: “Enquanto os aviões passavam por sobre nós para bombardear o Japão, os homens em Chichi Jima começaram a lembrar dos seus irmãos, irmãs e mães e sentiam como se aquele som fosse o de suas mortes.” O oficial Fumio Tamamura contou que “Nós enviamos mensagens por rádio para Tóquio de que os B-29 estavam a caminho. Nós sabíamos o que estava por vir.”

Mas na realidade, ninguém sabia. Ninguém podia imaginar o que aconteceria durante as horas daquela noite de 9 de março e nas primeiras horas da manhã do dia 10 de março. A maior carnificina de seres humanos na história do mundo estava para acontecer. A aeronave, a qual algumas décadas antes era apenas uma frágil junção de pedaços de madeira e que a maioria dos especialistas militares acreditava que nunca seria um fator decisivo na guerra, iria provar a todos como sendo uma das mais eficientes máquinas de matar da história.

C O N T I N U A

Fontes:

http://www.saladeguerra.com.br/2012/03/horror-esquecido-o-grande-bombardeio-de.html

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XVI

Parte 16

Milhares de prisioneiros pereceram durante as marchas forçadas vindos do front, sendo os feridos os primeiros a sucumbirem. Mais para o final da campanha (Barbarossa), perto da cidade de Vyazma, tantos foram fuzilados que o comandante desta área na retaguarda ficou preocupado com o impacto junto à propaganda do inimigo. O 16º Exército (Alemão) instruiu às suas unidades em 31 de julho para que não transportassem os prisioneiros de guerras nos trens que vinham vazios do front devido ao receio de que poderia “contaminar e sujar” os vagões. A 18ª Divisão Panzer avisou às suas unidades em 17 de agosto de 1941 que não permitissem que prisioneiros de guerra contaminassem os veículos com piolhos. O Schütze Zeiser contou:

“Nós dávamos a eles tudo aquilo que sobrava. Havia ordens rigorosas para nunca dar a um prisioneiro qualquer comida, mas que se dane. Nós mal tínhamos para nós mesmos. O que nós dávamos era como uma gota d’água em um forno quente.”

As condições no início de novembro de 1941 poderiam ser descritas como catastróficas. A unidade de segurança de retaguarda, Korück 582, que apoiava o 9º Exército (Alemão), assumiu o Centro de Processamento de Prisioneiros 7 em Rzhev ao final do mês. Cada bloco de alojamento era composto por uma construção medindo 12 por 24 metros e que abrigava 450 prisioneiros. As doenças eram endêmicas porque havia apenas duas latrinas para 11.000 prisioneiros. Estes rapidamente acabaram por consumir toda a vegetação no perímetro marcado pelo arame farpado. Os prisioneiros subsistiam comendo cascas de árvores, folhas, grama e urtiga até que, ao final, foram relatados caso de canibalismo. Os cães de guarda recebiam 50 vezes mais comida do que um prisioneiros russo. A conseqüência inevitável foi o surto de tifo durante o outono de 1941. O Departamento de Saúde do Comissariado Geral da Rússia Branca (Weissruthenien), recomendou que todos os prisioneiros infectados fossem fuzilados. Esta foi rejeitada pelas autoridades responsáveis da Wehrmacht “baseado na quantidade de trabalho que isso acarreta.”.

Tais tratamentos não ocorriam sem implicações morais para os seus captores. Eles acentuavam a “desumanização” do inimigo o que tornava as execuções de tais excessos mais toleráveis. O soldado Roland Klemig explicou após a guerra:

“Nos disseram que os russos eram bolcheviques sub-humanos e que deviam ser eliminados. Mas quando vimos os primeiros prisioneiros de guerra percebemos que eles não eram sub-humanos. Quando os despachamos e, mais tarde, quando os utilizamos como Hiwis (ajudantes) vimos que eles eram como qualquer pessoa normal.”

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet
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