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Archive for the ‘Guerras’ Category

Aconteceu em 13 de Março de 1946

 Sabe o que acho interessante? É que a Força Expedicionária Brasileira nunca deixou a luta! Até os dias atuais existem algumas dezenas de descendentes dos Veteranos da FEB que ainda lutam para que o Brasil reconheça o feitos de seus pais. O nosso Brasil foi implacável com os jovens que lutaram na campanha da Itália. E com o mesmo vigor com que os pracinhas enfrentaram a morte contra os alemães, eles também tiveram que lutar pela sua sobrevivência aqui em sua própria terra natal, só que o inimigo estava mais velado do que os alemães em Monte Castello.

Fonte: Webkits – Fórum

Isso em 1946

A Arte de um Profissional e Artista Retratando a Guerra

 É necessário entender que a Segunda Guerra Mundial marcou a humanidade profundamente, mais ou menos como um fato marcante ou traumatizante na vida de uma pessoa e que, de tempos em tempos, é necessário rememorá-la para reafirmar as lições aprendidas e tirar o melhor (se é que existiu isso) desse triste evento.

 O russo Sergey Larenkov é um profissional de designer que executa isso de forma artística, pois retrata uma situação de caos total reorganizada ao ponto de nos lembrar que a humanidade sempre poderá se recomeçar, sempre poderá se reestruturar, mas sem esquecer  o que passou.

Sempre postamos fotos chamadas ANTES E DEPOIS (THEN AND NOW), mas essas fotos observasse um diferencial do artista pela qualidade e pela mensagem dramática que ele passa.

Curtam!

Uma pintura clássica transformada em outra arte

História Completa da Segunda Guerra – O aniquilamento do Exército polonês

 

O aniquilamento do Exército polonês

 

Na noite de 9 de setembro, o General Dab-Biernacki, chefe do Exército Prússia, chega a Brest-Litovsk. Sem demora, procura o Marechal Smigly-Rydz que dois antes, instalara ali o seu QG. Os dois chefes apertam-se as mãos e, durante alguns segundos, permanecem em silêncio. Finalmente, Dab-Biernack comunica ao seu superior a tremenda notícia: – Marechal. Está tudo perdido. Os alemães destruíram esta noite o meu exército, na margem direita do Vístula.

Smigly-Rydz, abatido, deixa-se cair em uma cadeira. O aniquilamento do Exército Prússia põe fim às últimas esperanças de constituir uma nova frente defensiva. Nada mais pode deter o avanço alemão para Varsóvia. Dois dias antes, o marechal dera a Dab-Biernacki a ordem de deslocar rapidamente as suas forças para leste do Vístula, mas, em um vertiginoso avanço, as divisões motorizadas de Rundstedt envolveram pelo norte e pelo sul as divisões polonesas e as cercaram. A 8 de setembro a batalha terminava. As últimas três divisões do Exército Prússia foram aniquiladas.

A Wehrmacht, dando estrito cumprimento ao seu plano de campanha, empreendeu em seguida a destruição dos exércitos dos generais Bortnowski e Kurtrzeba, cujas unidades, que tinham mais da metade dos efetivos totais do exército polonês, ficaram isolados a oeste do Vístula.

Na manhã de 10 de setembro, o general Kurtrzeba, inicia um violento ataque para o sul, para golpear o flanco esquerdo da gigantesca cunha lançada pelos alemães e conter o avanço dos blindados para Varsóvia.

A 12 de setembro, o general Kurtrzeba e o general Bortnowski realizam uma conferência às margens do Bzura. Ao sul deste rio, os seus soldados sustentam desesperados combates com as tropas de von Blaskowitz, sob o bombardeio incessante e demolidor da artilharia e dos Stukas. Em poucos minutos, os dois chefes tomam uma resolução extrema. Fracassou o ataque para o sul e, de todas as direções convergem forças alemães. Decidem sustar imediatamente a ofensiva e empreender no dia seguinte a retirada para Varsóvia. Entretanto, já é tarde.

O cerco estendido por von Rundstedt fecha-se inexoravelmente. As  1ª e 4ª DP que se encontravam frente à Varsóvia, dão meia volta e dirigem-se a toda velocidade para o Bzura, para cortar pelo leste, a retirada dos poloneses. Do norte, o 4° Exército de Von Kluge avança em marcha forçada e completa a barreira que, pelo oeste e sul, foi levantada pelo 8° Exército de Blaskowistz. Na manhã de 16 de setembro, os alemães iniciam o ataque. Os Panzers atravessam o Bzura e, aniquilando todas as forças que se colocam pelo caminho alcançam a localidade de à Kiernoczie, situada no centro da gigantesca bolsa. A sorte dos exércitos poloneses está selada. No outro dia, os alemães recrudescem a violência da ofensiva.

Cai a noite. Pelos caminhos que vão ao leste, marcham, e meio a um caos indescritível, milhares de soldados poloneses. Sobre as margens do Bzura, chocam-se com os alemães e se desenrola uma luta furiosa e sangrenta. Duas brigadas de cavalaria conseguem romper o cerco e evadir-se para Varsóvia, através de espessos bosques. O General Kurtrzeba, acompanhado por um grupo de oficiais, consegue também chegar à Capital. O general Bortnowski cai prisioneiro. Ao despontar do dia 18 de setembro, a Luftwaffe lança todos os seus efetivos ao ataque. Com um rugido ensurdecedor, os Stukas abatem-se sobre as indefesas colunas de soldados, metralhando-os sem piedade. Poucas horas depois a batalha termina. Está destruído o grosso do Exército polonês.

O final

 

Enquanto se travam os últimos e sangrentos combates da batalha do Bzura, o 19° Corpo Blindado do general Guderian, avança da Prússia Oriental para o sul e, depois de atravessar o rio Narew e aniquilar as forças polonesas que encontra pelo caminho, flanqueia Varsóvia pela retaguarda. Sem deter a sua marcha, os tanques alemães ocupam a cidade de Brest-Litovsk e, a 16 de setembro, fazem contato com as unidades de von Rundstedt, nas margens do rio Bug. Assim, tal como foi planejado, as forças vindas do norte e do sul fecham finalmente a gigantesca armadilha sobre a totalidade do exército polonês. No dia seguinte, os russos, dando cumprimento às cláusulas secretas do tratado germano-russo, cruzam as fronteiras orientais da Polônia e, avançando rapidamente para oeste, chegam à Brest-Litovsk.

No mesmo dia em que os russos entram na Polônia, o marechal Smigly-Rydz foge para a Romênia. Varsóvia, entretanto continua resistindo. Lá se concentra os restos do Exército polonês que, sob o comando do General Rommel, prepara-se para enfrentar a investida final da Wehrmacht.

Hitler ordena e, a 25 de setembro, começa o bombardeio aéreo maciço de Varsóvia. Por todo o dia, os Stukas metralham e bombardeiam implacavelmente a indefesa cidade. Ao cair da noite e à luz dos incêndios que se propagam por todos os bairros, os alemães iniciam o ataque decisivo. Combatendo furiosamente, os soldados e civis poloneses recuam lentamente para o centro. As munições e víveres se esgotam. Não há medicamentos para atender aos milhares de feridos e falta água.

A 27 de setembro, o general Rommel se rende. Ao meio dia, cessa o fogo e os soldados queimam as bandeiras dos seus regimentos, para que não caíam nas mãos dos alemães. Dois dias depois, as tropas do 8° Exército de von Blaskowitz entram em Varsóvia.

Artigo: Adolfo Luna Neto

As fotos abaixo não necessariamente são da invasão da Polônia, mas refletem o poderio bélico da Alemanha

 

 

 

 

A luta da FEB na Itália

 

 Artigo enviado pelo pesquisador Rigoberto Souza – Vice-Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco.

A Força Expedicionária Brasileira lutou exatos sete meses e dezenove dias no Teatro de Operações da Itália: de 16 de Setembro de 1944, quando um batalhão do 6º RI iniciou a marcha na frente do Rio Serchio – entre Pietrasanta e Luca(que findou com a conquista de Camaiore), até o dia 2 de Maio de 1945, dia em que a ordem de cessar fogo, vinda do comando do 4º Corpo de Exército, deteve o 3º Batalhão do 11º RI na localidade de Vercelli – no Vale do Pó nas proximidades de Novara.

            Nestes quase 8 meses, a 1ª D.I.E.(Divisão de Infantaria Divisionária) lutou em duas frentes, a primeira, a do Rio Serchio durante o outono de 1944; e a segunda(que foi muito mais ingrata), a do Rio Reno(não confundir com o Rio Reno na Alemanha), situada ao norte de Pistóia, na Região da Toscana em plena Cordilheira dos Apeninos.

            Nesta fase a FEB atravessou a época mais cruel do inverno, com temperaturas às vezes inferiores a 20ºC negativos e, sob constante hostilidade do fogo inimigo. Daí, a FEB marcharia, tendo como ponto de partida o Quartel General avançado de Porreta Terme, para a vitória dos seus maiores feitos: a vitória em Monte Castelo(21 de Fevereiro de 1945), a tomada  de Montese(14 de Abril de 1945), até culminar com o aprisionamento da 148ª Divisão Alemã, conjuntamente com a Divisão Bersaglieri Italiana, além de forças blindadas do Afrika Korps, que se deu no dia 28 de Abril de 1945, não por coincidência o mesmo dia em que o Duce Benito Mussolini foi preso pelos “partigiani” na cidade de Como.

            Nesta guerra de quase oito meses a FEB perdeu 443 homens, entre soldados e oficiais e, mandou para hospitais de retaguarda cerca de 3.000 feridos, não deixando de cumprir uma só missão que lhe foi atribuída pelo General Willys Dale Crittemberg, comandante do 4º Corpo de Exército, o qual a FEB estava incorporada.

            Durante a maior parte do inverno dos Apeninos, os alemães dominaram o cume de Monte Castelo, do Monte Della Toracia e do Soprasso, o que obrigou à tropa brasileira, que estacionava no Vale do Reno a disfarçar os seus movimentos sob a proteção de um nevoeiro artificial produzido pela queima de óleo diesel.

            Entre 2 de Julho de 1944(partida do 1º Escalão) e 8 de Fevereiro de 1945, quando seguiu o 5º Escalão nos navios transporte General W.A. Mann e General Meigs, desembarcaram em Nápoles um total de 25.445 expedicionários. Dos Oficiais superiores da FEB, 98% deste total pertenciam à ativa do Exército Brasileiro, como também eram da ativa 97% dos seus Capitães, mas em compensação 49% dos subalternos pertenciam à reserva, ou seja, civis convocados nas mais diferentes partes do Brasil para completaremos quadros da FEB.

            A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária foi composta pelo 1º Regimento de Infantaria(Regimento Sampaio), da cidade do Rio de Janeiro; pelo 6º Regimento de Infantaria da cidade de Caçapava – no estado de São Paulo; também pelo 11º Regimento de Infantaria da cidade de São João Del Rey, no estado de Minas Gerais. Além destes regimentos também faziam parte 4 grupos de Artilharia, do 9º Batalhão de Engenharia de Combate da cidade de Aquidauana(Mato Grosso), de um Esquadrão de Reconhecimento(Cavalaria), do 1º Batalhão de Saúde, sediado na cidade de Valença(estado do Rio de Janeiro) e, das chamadas tropas especiais e de corpos auxiliares, incluindo-se  67 Enfermeiras.

            Na relação de tombados no Teatro de Operações, o 1º RI vem em primeiro lugar com 152 homens mortos, seguido pelo 11º RI com 134 e 109 do 6º RI. Sendo que todos Estados brasileiros tiveram a honra de enviar seus representantes.

            No conjunto militar da frente Italiana, onde operava o 5º Exército Norte americano e 0 8º Britânico, a FEB que estava incorporada ao 4º Corpo de Exército Norte Americano que, por sua vez além da DIE brasileira faziam parte uma divisão blindada(norte americana), uma divisão Sul-africana e outra Inglesa, que lutaram lado a lado dos brasileiros na Tomada do Monte Castelo.

            A ação do 4º Corpo cobria uma frente de 80 quilômetros e, nesta frente a FEB ficou responsável a partir de Novembro de 1944, quando se deslocou para o front dos Apeninos, por uma extensão de 10 km e,  quando da Ofensiva da Primavera em Abril de 1945 esta frente chegou a medir o dobro do tamanho, instalando o seu QG em Porreta Terme, cerca de 30 km ao norte da cidade de Pistóia.

 

 

 

 

Brasiliano, brava gente!

Os ceguinhos de Podenzano

Já a paz havia sido declarada quando, uma tarde, chega-nos o capitão Verejão e convida-nos para irmos visitar o colégio para crianças cegas.

Como sempre, munimo-nos dos clássicos mantimentos de que a população tanto necessitava, e fomos.

O colégio ficava à margem da estrada que liga S. Carlos a Podenzana, e se achava instalada num amplo casarão, no fundo de aprazível chácara.

Fomos recebidos pelas madres orientadoras do colégio que nos conduziram por um salão onde nos foram apresentados os alunos.

À Diretoria demos mantimentos, às crianças demos chocolates e balas.

É bem verdade que os que se afastavam de sua Pátria e de sua família, como que o coração se lhes enche de ternura e de bondade; entretanto o quadro era realmente de comover.

Os ceguinhos se aconchegavam uns aos outros, saboreando as balas com desmedido prazer, vestidos humildemente, uns sem pai, outros sem mãe.

A Diretora ao agradecer-nos as dádivas, confessou-nos que havia muito que lhes faltava tudo, inclusive sabão.

Passamos a cuidar mais de perto dos ceguinhos. Mandávamos-lhes o “show” da companhia de Petrechos do Batalhão e o capitão Arnóbio. Os ceguinhos, assim ouviram diversas canções brasileiras e mesmo algumas italianas. Pediram que cantassem a “Aurora” cujo o ritmo eles acompanhavam com as palmas. Cantamos-lhes o nosso Hino Nacional, cujas palavras lhes traduzimos.

Em certo momento colhemos a mão de uma das meninas e trouxemo-la para perto de nós. Carla tinha apenas 10 anos. Cega de nascença, viva e inteligente, conversou muito conosco, espontaneamente agradeceu-nos os chocolates e pediu-nos notícias do Brasil.

Depois, volvendo seus tristes olhos para uma direção infinita, chegou-se mais perto de nós e desse-nos, como num segredo: os “tedescos” levaram meu paizinho, será que ele volta?

Respondemos a Carla que sim e apressamos nossa retirada.

Dias após recebemos a carta que se segue:

Senhor Major

 

A vossa gratíssima visita, e a excepcional delicadeza que tiveste em trazer-nos, além de uma farto e boníssimo presente, a alegria de ouvir a harmonia e a doce poesia do vosso belo país, nos comoveu assim, tão profundamente, que sentimos a necessidade de oferecer a Vós o nosso agradecimento muito sincero. Quanta gratidão, quanta admiração sentimos por Vós, pelo vossos soldados, que não se desdenharam de dar a nós, pobres e humildes crianças, o nosso tempo preciso que nos fez conhecer a bondade e a Cristã irmandade da alma brasileira.

 

Que o bom Deus faça descer sobre Vossos caros a abundância dos seus favores celestes. Proteja, prospere a Vossa casa, a Vossa terra que nenhuma Pátria, e faça que nenhuma sombra de dor que tem dilacerado a nossa infeliz Pátria, toque de leve o benéfico Brasil que vejo de tão longe para enxugar-nos as lágrimas e trazer-nos a Paz.

 

Pedimo-vos para transmitirdes as nossas saudações aos Vossos, os quais, estamos certos, serão como seu grande pai, que recordaremos sempre com reconhecimento. Com o agradecimento dos Cegos.

 

Instituto dos Cegos – Madonna dela Bomba

                               Piacenza, 11-6-44

Crônicas de Guerra – Coronel Olívio Gondim de Uzêda

Registro Fotográfico da Guerra Civil Americana – Uma Exposição

 As fotografias abaixo revalam pouco sobre os combates, mas muito sobre as pessoas que participaram ou sofreram as consequências da Guerra Civil Americana. Não por acaso, suponho que as fotografias apresentadas transmitam para cada pessoa mais do que um ponto perdido no passado, revalam a vida daqueles deixados no espaço temporal que muitos só conhecem através de livros. Contudo essa exposição de fotografias mostra o que uma guerra pode fazer com as pessoas, suas privações, dores, angustias e perdas…Muitas perdas!. Temos que entender que a guerra no final resumir-se a máxima: “Ninguém perde com a Paz, mas na Guerra tudo se perde! “.

História Completa da Segunda Guerra – O Início do Conflito!

Nessa segunda parte da série História Completa da Segunda Guerra Mundial, vamos analisar em algumas publicações o início do conflito europeu. A eclosão da guerra de fato, só acontece dia 03 de setembro de 1939, quando em uma declaração conjunta entre a França e Grã-Bretanha a declaração de guerra contra a Alemanha é proferida. Hitler iniciara o conflito e agora ele não mais poderia voltar atrás. Enquanto os soviéticos, inicialmente não participam da ofensiva alemã, muito embora tenham um acordo secreto assinado no Pacto Ribbetrop-Molotov que previa a divisão do território polonês, contudo as forças soviéticas só entram na Polônia em 17 de setembro, quando a declaração de guerra já estava consumada entre as potências ocidentais. Nesse momento nasce a Blitzkrieg, e o mundo observa estarrecido com a performance de nova forma de fazer guerra.

É necessário lembrar que nesse momento do conflito ALEMANHA e UNIÃO SOVIÉTICA eram parceiros nessa empreitada, inclusive com Hitler submetendo os planos de invasão para a chancela de Stalin. É necessário entender que, mesmo sendo regimes antagônicos, os dois países tinham políticas parecidas no que se refere a áreas de influência pela Europa Central. Não há como negar a esdruxula relação fez parte de uma estratégia, inclusive interna, do Fürher para o planejamento da guerra total que estava por vir.

O início da Blitzkrieg

Nas primeiras horas da manhã de 01 de setembro de 1939, bases áreas polonesas são atacadas por bombardeiros alemães. O plano da Luftwaffe era infligir o maio dano possível à força aérea polonesa para assegurar que não interferisse na invasão por terra que viária a seguir. Às 04h45m, elementos da vanguarda da força de invasão cruzaram a fronteira da Polônia.

Os poloneses foram pegos de surpresa. A mobilização de suas forças, ordenada apenas dois dias antes, nem sequer estava perto de ser concluída. Algumas unidades de reserva contavam com todo ou quase todo o seu efetivo e aguardavam para se deslocar para as posições designadas em caso de invasão, mas muitas outras ainda esperavam a chegada da maioria de seu pessoal e, assim sendo, não estavam em condições de se dirigirem à frente de combate. Para os alemães, isso representou enfrentar oposição inicial enfraquecida até o final da tarde daquele 01 de setembro.

As formações de vanguarda do Grupo de Exércitos do Norte alemão se beneficiaram do fato de seu avanço ser acobertado por um nevoeiro de outono. Houve um ou dois incidentes em que, por causa da baixa visibilidade, unidades alemãs confundiram unidades amigas com tropas polonesas, chegando a trocar tiros entre si, mas nada grave. Os alemães tomaram Danzing rapidamente, com o Terceiro e Quarto Exército deslocando-se para cortar o Corredor Polonês antes que o Terceiro Exército se desviasse em direção a Varsóvia. A oposição foi ligeira, com somente algumas posições polonesas ao longo da costa do Báltico apresentando resistência digna de nota.

Aquele foi o dia em que nasceu o muito do galante ataque da cavalaria polonesa contra tanques. O 18º Regimento de Lanceiros realmente recebeu ordens de realizar uma carga de cavalaria contra a infantaria alemã e parecia que teria sucesso. Contudo, alguns veículos blindados alemães flanquearam os cavaleiros poloneses e abriram fogo sobres os lanceiros, que sofreram baixas pesadas e foram forçados a se retirar.

A situação era delicada para os defensores poloneses, que lutavam por seus planos defensivos em ação. A garantia de apoio de França e Inglaterra se mostrara especialmente inócua, já que não impedira a invasão e parecia haver pouco que qualquer uma das potências pudesse fazer para ajudar seu aliado polonês com suficiente rapidez.

Na segunda manhã da invasão, os alemães esperavam uma oposição mais tenaz conforme se aproximavam do rio Brade. Ali, acreditavam eles, seria a base da principal linha de defesa polonesa. Entretanto, os poloneses não estavam suficientemente preparados. Além disso, ataques aéreos e alvos de transporte foram eficazes e, assim, o rio foi cruzado com facilidade, apesar do esforço de unidades defensoras.

As principais dificuldades alemãs aconteceram quando alguns dos tanques do XIX Corpo Panzer ficaram sem combustível por terem estendido demais suas linhas de suprimento. Isso foi uma amostra do que aconteceria ao longo da guerra, já que o exército alemão dependia muito do transporte animal. Como resultado, em sempre haveria suprimentos disponíveis em momentos críticos.

Naquele instante, a força aérea polonesa já sofrera baixas pesadas. A surpresa do ataque inicial deixou poucas aeronaves em condições de resistir e, embora alguns pilotos tivessem conseguido decolar, estes há não podiam influenciar o que estava por vir. Os pilotos poloneses eram bem treinados e capazes, mas suas aeronaves eram amplamente obsoletas. Isso era particularmente verdadeiro em relação aos caças poloneses, que estavam uma geração atrás dos Messerschmitt Bf-109s da Luftwaffe, mais comumente (embora incorretamente) conhecidos como Me-109. Apesar disso, a força aérea polonesa continuou a operar. Patrulhas de caças defendendo Varsóvia opuseram severas resistências enquanto puderam, porém, em 03 de setembro, a Luftwaffe já estabelecera superioridade aérea em todo o país, permitindo que o poderio aéreo desempenhasse o papel fundamental de apoiar as forças alemãs no solo.

Isso, entretanto, não significou que a Luftwaffe tenha passado todo o tempo sobre os campos de batalha. Um dos principais objetivos de usar ataques aéreos para apoiar movimentações rápidas em combate, na tática que ficou conhecida como Blitzkrieg, era desmoralizar o inimigo, atacando centros de comunicações, administrativos e industriais. Varsóvia foi bombardeada no primeiro dia, enquanto as tropas polonesas que tentava chegar à linha de frente eram impedidas por uma série de ataques aéreos contra estradas, pontes e ferrovias. Além disso, bolsões de resistência polonesas foram bombardeados pelo ar, principalmente por uma aeronave que logo se tornaria infame, o bombardeiro de mergulho Junkers Ju-87, mais conhecido como Stuka.

Parte I – História Completa da Segunda Guerra – De Olho na Polônia

Fonte: David Jordan – The complete history of World War Two

 

 

 

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