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Archive for the ‘Olinda’ Category

Pernambuco: Sua História Em Fotos

O povo atinge um alto grau de civilidade quando ele embasa suas ações nas experiências de sua história. Diferentemente, ainda há povos que não respeitam sua própria história, não se dignificam com o sacrifício de seus antepassados, e não vislumbram honrar a memória daqueles que forjaram a nação.

O Brasil ainda não atingiu esse grau de civilidade, ainda não deu provas cabais de que realmente se importa com seu passado, ainda não aprendeu com seus erros.

Pernambuco nasceu a partir da experiência das Capitanias Hereditárias e permeou a História do Brasil em todas as suas fases. Foi invadida no século XVII e sua insurreição deu origem ao Exército Brasileiro, na pragmática Batalha dos Guararapes, em 17 de abril de 19 de abril de 1648, e foi partícipe de todas as demais sublevações do Brasil colônia a república.

Contudo, muitos dos seus habitantes não reconhecem o peso histórico do seu Estado, não reconhecem o importante papel de suas cidades, da “Veneza Brasileira”, se é que alguém sabe o que é a “Veneza Brasileira”.

Mas isso não é apenas culpa dessa geração, isso já vem sendo enraizado na cultura política e cultural dos pernambucanos há década e décadas. Monumentos históricos foram destruídos, casas centenárias são derrubadas, cenários históricos são invadidas ou saqueadas. Portal de Santo Antônio, Arco da Conceição e tantos outros monumentos foram, simplesmente, derrubados, para a construção de uma cidade moderna, se é que para ser moderna é preciso esquecer seu passado.

Crédito: Gustavo Arruda

Então vamos imagina um pouco de Pernambuco à antiga:

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Passagem de Comando da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada

 Ontem tive o prazer de participar a Passagem de Comando da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada. O General de Brigada Lima Neto foi substituído pelo General de Brigada De Souza.

O General Lima Neto enquanto esteve no Comando da 10ª Brigada, apoiou e incentivou as atividades da ANVFEB-PE, por isso os Veteranos da FEB agradecem imensamente toda a consideração desse Oficial General.

O General De Souza, ainda como Coronel comandante do CPOR/Recife, também já tem serviços prestados à memória da FEB, tanto que foi agraciado com a Medalha Aspirante Mega, por coincidência, juntamente com o esse humilde blogueiro.

 Todos os integrantes da Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Regional Pernambuco desejam todo o sucesso do mundo para os generais sucessor e sucedido nas respectivas caminhadas.

Cabo Honório: A Morte de um Bravo Pernambucano

Segue abaixo texto de uma publicação muito interessante: As Fornalhas de Março – História das Eleições do Recife – Volume 1 – Ronildo Maia Leite. Ed. Bagaço.

Fazendo referência a um pernambucano morto na Itália, durante operações da Força Expedicionária Brasileira. O artigo é bem interessante, e permite fazer a analise de como as famílias pernambucanas estavam sob a pressão da guerra que lançava seus filhos nas batalhas da Itália.

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No dia em que a Folha é obrigada a anunciar o manifesto do lançamento da candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes, ela própria excita o patriotismo do recifense, informando que, entre 15 mil, 404 morreram e 96 estavam desaparecidos.

Tomba como um herói Itália, quando procurava defender a vida dos companheiros, um pernambucano. Essa notícia ocupa todo o alto da quarta página do Jornal do Commercio e novamente levou o povo às ruas. O cabo Honório é do Pelotão de Minas e, naquela tarde, 5 de janeiro, saíra em missão de reconhecimento da área. Pressente o perigo e avança sozinho. O petardo explode sob seus pés, estraçalhando-lhe  as carnes.

Proprietário de uma fábrica de calçados e cordões, Honorário Correia de Oliveira é uma homem baixo e corpulento, ombros largos e rijos. Engole em seco  e enxuga as lágrimas na ponta da camisa quando recebe a carta do padre Urbano Rach. Dizia:

Cheguei a tempo de lhe ministrar a absolvição, os santos óleos e a indulgência plenária. O nosso bravo cabo Honório descansa em paz e o Nosso Senhor lhe dê a Glória Eterna

A notícia do Jornal do Commercio, sacode a cidade. Dezenas de pessoas organizam-se em passeata à casa 1578 da Avenida Caxangá para, mais uma vez, inteirar-se do ocorrido. Em novembro, uma semana depois do Cabo Honório ter chegado à Itália, correu o boato de sua morte. Na segunda-feira, estudantes do Colégio Americano Batista dirigiram-se à casa do comerciante. São os colegas de Honório, punhos cerrados marchando na avenida.

O barulho dos sapatos no calçamento da avenida parece com os das botas nas paradas militares: a guerra de lá, a guerra de cá, a guerra de lá, a guerra de cá…Honório (pai) recebe o repórter do Jornal do Commercio e exibe o amargo triunfo nos olhos úmidos, a última carta do filho morto. Dizia: Meu querido velhinho: em breve, a paz será restabelecida na terra e poderemos voltar ao seio das nossas famílias, portadores da vitória e da liberdade…

Naquele dia, caravanas populares caminham em direção à casa do sapateiro Honório Correia de Oliveira, pai do cabo Honório.

LEITE, Ronildo Maia. AS FORNALHAS DE MARÇO, Edições Bagaço, Recife, 2002, p. 169-170)

PS. Indicação do Sr. Francisco Bonato Pereira

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Histórico do Cabo Honorário

Id. 1G – 298025 – Classe 1923 – 11º Regimento de Infantaria.

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo     Agostinho. Filho de Honório Corrêa de Oliveira e Antônia Aguiar de Oliveira, tendo como   pessoa responsável o seu pai, residente à Avenida Caxangá nº 1578 – Recife. Faleceu em  ação no dia 5 de Janeiro de 1945, em Bombiana – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar   Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 8, sepultura nº 86. Foi agraciado com as  Medalhas de Campanha e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta   última condecoração lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.

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Infelizmente há apenas um monumento em Pernambuco que lembra os patrícios caídos em combate na Itália. Encontra-se no Parque 13 de Maio e está em total abandono. Não há qualquer referência do que se trata e seu significado, ou seja, não informa a essa geração, ou as futuras, que jovens pernambucanos morreram defendendo seu país, ou pelos menos, os interesses dele.

Festa na Inauguração do Momumento que Homenageava os Mortos Pernambucanos na Segunda Guerra

O Monumento hoje se encontra abandonado, sem qualquer identificação que lembre seu propósito

Chico Miranda: Só Agradece!!

Quando concebi esse BLOG tinha como objetivo a consolidação de um sonho: expressar minha visão desse evento que contribuiu para formar a sociedade como conhecemos hoje. E uma dos agentes motivadores era exatamente a quantidade de aberrações e deturpações que existem desse evento na internet, bem como as influências ideológicas que cercam as interpretações tendenciosas da Segunda Guerra.

Mas uma grata surpresa surgiu com a evolução desse trabalho. AMIGOS! Que compartilham da mesma visão de disseminação do conhecimento. Consegui angariar, através do blog, amigos que, mesmo não conhecendo pessoalmente, possuem atributos que são raros em um país que nem sempre tem uma olhar satisfatório para a sua própria História. E não foram poucos!

Hoje, recebi uma grata homenagem do meu amigo do Pará, Márcio Pinho, que além outras qualificações é um exímio pesquisador e, para minha surpresa ARTISTA. Que faço questão de publicar.

Meus agradecimentos ao pessoal da WebKits que é uma fonte inesgotável de conhecimento sobre plastimodelismo e Segunda Guerra.

Abraços a TODOS!

Márcio Pinho: ....E nosso historiador virtual-mor, meu bom amigo Chico Miranda, uma das gratas surpresas que tive na net...

Os Navios Brasileiros Torpedeados – Segunda Parte

            Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior:

          Os alemães atuando no atlântico sul iniciaram os ataques a nossa Marinha Mercante, deixando vítimas e causando a revolta do povo brasileiro. Nos ataques perdemos no mar 469 tripulantes, sendo 121 oficiais, 08 comandantes: Pedro Veloso da  Silveira(Cabedelo), José Moreira Pequeno(Cairu), Renato Ferreira da Silva(Piave), Augusto Teixeira dos Santos(Araraquara), Almiro Galdino de Carvalho(Osório), Américo de Moura Neves(Antonico), Acácio de Araújo Faria(Tutóia) e Arthur Monteiro Guimarães(Bagé), juntamente com eles faleceram também 502 passageiros, dos quais mulheres e crianças.

            Os alemães atacaram embarcações que estavam despreparadas para enfrentar qualquer ataque, sendo a primeira embarcação o Navio “Taubaté”, em 22 de Março de 1941, quando navegava do Chipre para Alexandria, totalmente identificado, com a bandeira brasileira pintada dos dois lados e sobre o convés, quando foi atacado por um avião da Luftwaffe, que lançou bombas ao redor do navio.

            Ao iniciar o ataque, o Comandante Mário Tinoco mandou içar imediatamente a bandeira nos mastros de proa, e no mastro central um pano branco. Estas indicações de nada adiantaram, pois o navio foi duramente atingido abaixo e acima da linha de flutuação e, o mais triste foi que o seu conferente Fraga foi metralhado e morto em pleno convés, e vários outros tripulantes ficaram feridos, sendo 13 em estado grave.

              Outro incidente ocorrido em 18 de Março de 1941, foi o desaparecimento do Navio “Santa Clara”, que viajava com carga para o Governo Federal, e supõe-se que tenha naufragado nas costa dos Estados Unidos, com perda total de sua tripulação. Os jornais anunciaram o seu desaparecimento, então o governo entrou em contato com o Embaixador Carlos Martins, solicitando que ele verificasse junto ao governo norte americano, as condições meteorológicas no dia e local do   acontecimento. A resposta foi que no dia houve um forte temporal, e que era impossível determinar as causas do desaparecimento.

            O governo não aceitou esta resposta, e com o prosseguimento das investigações, as suspeitas de que as condições do tempo estavam perfeitas, o que reacenderam as suspeitas que ele havia sido mais uma vítima da campanha submarina do Eixo. A perda foi total e o Navio “Santa Clara” foi o primeiro navio da nossa Marinha Mercante a ser atacado.

             O Navio “Buarque” foi torpedeado pelo submarino alemão U – 432, comandado pelo Capitão Heinz O.  Schultz em 16 de Fevereiro de 1942. Esta embarcação foi construída nos Estados Unidos e pertencia ao Lóide Brasileiro e tinha 5.152 toneladas, e havia partido de Curaçao nas Antilhas, com destino a Nova Iorque, quando às 0h45min do dia 16 e estava a 60 minutos do Cabo Hatteras, posição 36º 13N e 74º 5N recebeu o impacto do torpedo. Na ocasião ele transportava 74 tripulantes e 11 passageiros, sendo que um destes veio a falecer.

 

Friedrich Guggenberger, Comandante do U513 - Atuou na Costa Brasileira

Citações de Combate da Força Expedicionária Brasileira – Parte II

Soldado João Martins da Silva, do I Regimento de Infantaria – IG – 224.132. Estado do Rio de Janeiro.

Em 23-2-1945:

Eis outro episódio que, na sua simplicidade, reflete as belas virtudes do soldado brasileiro.

Durante o bombardeio do seu posto em BELAVISTA, foi atingido por três estilhaços de granada o soldado MARTINS. Assim ferido, deixou-se ficar no mesmo lugar sem uma queixa sequer. E ali permaneceu cerca de oito horas. Sabedor do fato pelos companheiros do soldado ferido, o Comandante do Pelotão determinou sua evacuação. No posto de socorro, interrogado pelo médico, porque resolvera calar sobre seu estado de saúde, respondeu-lhe simplesmente que, ciente de que os alemães iram lançar contra-ataques, decidira não se afastar do posto para ajudar a repeli-los uma vez que o Pelotão se encontrava desfalcado e ainda se sentia forte. Possuía, realmente, o soldado MARTINS, a tempera do verdadeiro combatente. O seu exemplo, pela sua grandeza e pelo estoicismo envaidece a tropa brasileira.

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Soldado ROMEU SIQUEIRA MACEDO, do I Regimento de Infantaria – 1G – 266.733. Estado do Rio de Janeiro.

Em 23-2-45

                 O seu Pelotão atacara e se apossara de LA SERRA, e agora se esforçava para manter o terreno conquistado, eliminando as resistências alemãs que ainda perduravam o cumprimento integral da missão. No curso da ação já se havia distinguido o Soldado Romeu. Agora, como esclarecedor de uma patrulha, devia reconhecer uma posição inimiga que se revelara poucos momentos antes. Avizinhando-se dessa posição, ele ouve rumores partidos do interior do abrigo. À porta do citado abrigo, surge-lhe inesperadamente, um adversário: o soldado Romeu logo tomara a iniciativa e o faz prisioneiro, e a resistência foi reduzida.

                O desassombro, a decisão inflexível e rápida, a vontade forte do Soldado Romeu, são belos exemplos que tenho o prazer de apontar à tropa brasileira.

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Soldado ISINO NEUMAN, do I Regimento de Infantaria – 2G – I26.883. Estado de Santa Catarina.

Em 23-2-45

                 Pertencia ao Grupo de Comando da 6ª CIA. Esta subunidade se empenhava com raro vigor, na conquista da linha LA SERRA COTA 958.

                Partira ela, ao ataque, na noite de 23 e, para cumprir a missão, necessitava  que funcionassem sem interrupção seus variados meios de transmissão. O sargento e o soldado de transmissão haviam baixado ao hospital. Entretanto a presença do soldado ISINO era uma garantia para que as transmissões não falhassem: tomou sob a sua responsabilidade exclusiva a integridade das ligações de rádio S.C.R 300 com o batalhão, S.C.R. 536 com os pelotões, e telefônicas com 6 pelotões de fuzileiros e petrechos. Toda vez que os bombardeios lançavam a procura de ponto de ruptura dessas linhas e imediatamente fazia as reparações indispensáveis. O desejo ardente de servir à causa de seu país superava toda a dificuldade e guiava as ações no ataque.

                A iniciativa, o ânimo forte brasileiro, o destemor, a noção perfeita do cumprimento do dever, a capacidade profissional, do soldado ISINO são exemplos de realce, que deve apontar a todos os quantos combatem neste setor da FEB.

Citações de Combate da Força Expedicionária Brasileira – Parte I

Citações de Combate são relatórios sobre o desempenho individual de algum militar envolvido em ações de combate. Para comemorar o aniversário da Tomada de Monte Castelo, vamos publicar algumas citações elogiosas que foram registrados na Revista Cruzeiro do Sul para louvar o desempenho de militares envolvidos nas operações vitoriosas sobre Monte Castelo e nas operações de contenção dos contra-ataques alemães.

Fonte: Cruzeiro do Sul, gentilmente cedidas pelo pesquisa Rigoberto Souza Júnior.

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Soldado AFONSO DE MELO, do I Regimento de Infantaria – IG – 267.486 – Estado Rio de Janeiro.

Em 23-2-1945

                A citação do Soldado AFONSO DE MELO tem dupla significação uma vez que exalta não só o valor combativo da gente brasileira como o profundo amor as tradições de sua terra.

                A subunidade atacara e se apossara do ponto cotado 958. Manter o terreno conquistado em condições básica para o prosseguimento das operações do Regimento, mesmo que lhe custasse os maiores sacrifícios. Dessa verdade bem sabia o Soldado Melo, tanto que lutou muito, lutou denodadamente para que todos os contra-ataques lançados pelo inimigo com o intuito de reapossar-se das posições perdidas, fossem rechaçadas. Foram quatro dias de tenaz esforço coroados de completo sucesso, assim, sem mácula, a pureza das ações dos homens de sua tempera. E tanto isso é verdade, que uma feita, quando o seu Comandante de Pelotão se deslocara com um Grupo de Combate para uma ação nas profundidades, o Soldado Melo, como observador avançado de seu Grupo, pressentira que cerca de 60 alemães se avizinhavam da posição. Sem perda de tempo, comandou o fogo do pelotão, solicitou ao Comandante de Companhia apoio de fogo de artilharia enquanto simultaneamente fiscalizava o consumo de munição, só permitindo tiros à curta distância. Numa legítima explosão de sentimento de responsabilidade, na fase mais critica do combate gritou, com toda a força de seus pulmões: “quem recuar eu fuzilo”. Ele mesmo abateu, a tiros de fuzil, um inimigo armado de metralhadora.

                Era um brasileiro que ali estava, defendendo o nome da tropa brasileira e honrando as belas tradições de sua gente.

                Mais tarde foi ferido com estilhaço de granada e evacuado para o Hospital.

                A ação excepcional do Soldado AFONSO MELO traduz, na sua grandiosidade, as mais perfeitas virtudes do Soldado do Brasil.

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3º Sargento OTTON ARRUDA, do 11º Regimento de Infantaria – IG – 199.186. Estado de Minas Gerais.

Em 17-2-45

                Fazia parte de uma patrulha que nesse dia saiu em missão de reconhecimento da reigão do VALE. Quando examinava uma das casas de ABETAIA é ferido por explosão de mina. Grandes sofrimentos físicos lhe produziram os ferimentos recebidos. O Tenente comandante da Patrulha, entretanto, faz-lhe um apelo para que suporte as dores em silêncio, de modo a não atrair o fogo do inimigo sobre os demais companheiros. Daí por diante o Sargento OTTON estoicamente cala o seu sofrimento, até o regresso da patrulha às linhas amigas.

                A fortaleza de ânimo, o espírito de sacrifício, a abnegação do Sargento OTTON merecem destaque especial, para reconhecimento da FEB na Itália.

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Cabo MANUEL CHAGAS, do I Regimento de Infantaria – IG – 305272 – Estado do Rio de Janeiro.

Em 23-2-45:

Já no curso do ataque do seu Pelotão à posição de LA SERRA, se distinguira, pelo ardor combativo, o Cabo Chagas. Todo o esforço empregara, a seu ânimo inflexível de brasileiro pureza em jogo para que a posição fosse conquistada e mantida. Suportara contra-ataques e trabalhara para rechaçá-los. E não parou aí a sua atividade.

                Certa vez alcançada uma posição inimiga passou a observar os arredores atentamente. Notou que dois alemães se aproximavam, deixou que ambos chegassem à porta do abrigo. Neste instante, apontou-lhes a arma, fê-los prisioneiros. Um terceiro adversário, incontinenti atirou-lhe uma granada de mão, que infelizmente não o atingiu. E neste ritmo prosseguiu a sua ação, em benefício do cumprimento integral da missão do Pelotão.

                A ação serena, inteligente, a capacidade profissional, o desassombro, a noção perfeita do cumprimento do dever, tornaram-no um exemplo bem digno da tropa brasileira.

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