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Archive for the ‘Veiculos Militares’ Category

Os Tanques Mais Bizarros da História

Segue a relação dos tanques militares mais bizarros da história das guerras. Chega a ser hilário ver a imaginação humana para fins bélicos.

Clique em cada imagem para ver os detalhes de cada projeto:

Fonte: http://www.oobject.com/category/12-strange-tanks-and-armored-vehicles/

Tanques Alemães na Frente Oriental – Visão Completa

 A primeira aparição do Tiger na frente oriental foi um fracasso. Os primeiros Tigers foram enviados ao 1º pelotão do 502º batalhão de tanques pesados (Schwere Panzer Abteilung 502). No dia 29 agosto 1942, os quatro Tigers chegaram à estação de trem de Mga próxima a Leningrado. Durante as primeiras horas da manhã os Tigers foram descarregados e preparados para o combate. Por volta das 11:00 da manhã, os Tigers entraram em suas posições de batalha. O Major Richard Merker comandou o pelotão, que incluía quatro Tigers, seis PzKpfw III Ausf. L e J, duas companhias da infantaria além de diversos caminhões da unidade de sustentação técnica. Um representante da firma de Henshel – Hans Franke acompanhou esta unidade num VW Kubelwagen que vinha atrás do primeiro Tiger. O Ataque foi um imenso fracasso, o terreno era lamacento, inadequado para o emprego de carros pesados como o Tiger, que atolavam com facilidade.

A infantaria russa recuou e sua artilharia abriu fogo pesado para cobrir as tropas. A unidade principal de Merker se dividiu em dois grupos atacando por duas estradas paralelas. O primeiro Tiger foi rapidamente imobilizado graças a uma falha da transmissão. O segundo foi abandonado poucos minutos depois devido a uma falha no motor. Apesar do fogo russo, o representante de Henshel começou inspecionar os tanques, rapidamente Merker se aproximou com seu Tiger e disse que o terceiro tanque estava fora de combate graças a uma falha no controle de direção. Durante a noite, todos os três Tigers danificados foram evacuados usando nove tratores Sd kfz (três por tanque!). Felizmente para os alemães, os russos não puderam organizar nenhuma ação para capturar os tanques abatidos.

Após a inspeção, as peças de reposição para os Tigers foram entregues pela fabrica da Henshel de Kassel em 15 de setembro todos os quatro Tigers estavam recuperados e preparados para a ação. A segunda ação dos Tigers não foi melhor do que a primeira. No dia 22 setembro, quatro Tigers, reforçados pelos tanques PzKpfw III, foram designados para acompanhar a 170ª divisão de infantaria no ataque ao exército soviético. O terreno arenoso tornou-se um verdadeiro lamaçal após as chuvas, o Major Merker se opôs ao uso dos Tigers nesta operação. Depois de uma ordem direta de Hitler, os Tigers entraram em combate. Logo após o ataque começar, o primeiro Tiger recebeu um impacto nas placas de blindagem frontais. O obus não penetrou, mas o motor parou e não havia tempo para reiniciá-lo, a tripulação abandonou o Tiger jogando granadas de mão no compartimento de combate, outros três Tigers alcançaram as trincheiras russas, mas foram danificados rapidamente pelo fogo cruzado da artilharia da russa enquanto atolavam no terreno lamacento. Mais tarde, os três Tigers foram evacuados, e os coordenadores alemães destruíram o quarto para evitar sua captura.

Os Tigers foram bem sucedidos em sua terceira batalha. Em 12 janeiro 1943, o 502º deu suporte à 96ª divisão de infantaria num ataque de tanques russo. O saldo foi que quatro Tigers destruíram 12 tanques T-34/76, obrigando os soviéticos a recuar. Em 16 janeiro, os russos capturaram seu primeiro Tiger durante um ataque alemão perto do Shlisselburg no front de Leningrado. O tanque capturado foi entregue imediatamente ao campo de provas de Kubinka onde foi inspecionado por engenheiros russos.

von Legat: “Camaradas, nós temos a arma perfeita, isso não será só um ataque, será uma caçada de ‘Ivans’.”

Em 1943, o exército do vermelho não tinha nenhuma arma comparável em poder de fogo ao canhão do Tiger, o 88 mm KwK 36 L/56 ou a sua blindagem pesada. Para o combate aproximado, a infantaria vermelha tinha os rifles antitanque PTRD-41 e PTRS-41 que disparavam granadas incendiárias de 14,5 mm com núcleos de tungstênio. Esta arma não podia bater um Tiger, mas, nas mãos certas, podia destruir os dispositivos óticos dos tanques ou danificar sua suspensão. Mas nos encontros entre a infantaria vermelha e tanques pesados alemães, os soviéticos fizeram largo uso de panzerfausts capturados.

Rundstedt: “Os tanques pesados russos representaram uma surpresa em qualidade e confiabilidade, desde o principio.” “

A artilharia era a arma principal do exército vermelho. Nem todos os tipos de canhões russos podiam penetrar a blindagem espessa do Tiger, mas concentrar o fogo de todos os canhões disponíveis nos tanques poderia danificá-los, podendo causar quebras no motor ou mesmo a detonação da munição. O canhão ZIS-3 de 76.2mm, usando munição antitanque poderia penetrar a blindagem lateral do Tiger (em distancias de 300-400 metros) ou destruir uma das esteiras. Por sua baixa mobilidade, o Tiger se tornava um alvo fácil para os canhões antitanque russos. Somente o canhão antiaéreo de 85 mm ou a versão A-19 de 122 mm podiam destruir o Tiger em distâncias maiores. Os soviéticos produziram muitos canhões antitanque, com diâmetro superior a 100 mm até o final da guerra.

Otto Carius: “Os americanos, – Que eu conheceria mais tarde na frente ocidental, não podem ser comparados com os russos. Os “Ivans” ateiam fogo em nossas posições com todos os tipos da artilharia, morteiros leves e pesados. Nós não podíamos sair de nossos abrigos a fim de checar nossos Tigers. Não é de estranhar que os russos quebrem facilmente nossa linha de frente após tal bombardeamento.”

Otto Carius: “A destruição de um canhão antitanque pode custar um par de tanques, eles são pequenos bem camuflados, esperando os tanques para uma emboscada. Geralmente enquadra-se o tanque no primeiro tiro. Se os artilheiros forem hábeis, podem bater os Tigers. Se não destruírem seu tanque com o primeiro disparo, não há tempo para fugir do segundo.”

Michael Wittmann : “É bem mais difícil achar um canhão antitanque do que um tanque propriamente dito, eles podem nos acertar várias vezes até os localizarmos.”

A artilharia de campanha do exército vermelho fornecia a sustentação antitanque para a infantaria. Quando o Tiger surgiu na frente oriental, o exército vermelho estava armado com o T-34/76 e diversas variantes do KV-1. Até o outono 1943, o exército vermelho tinha somente dois tipos de canhões de assalto: O canhão de assalto médio SU-122 e o canhão de assalto SU-76. Nenhum destes era eficaz nos encontros com o Tiger em distâncias maiores que 500 metros. O TigerTinha uma imensa vantagem em combates de longas distâncias. Durante a famosa batalha de tanques nos arredores de Prokhorovka, os comandantes russos fizeram uso da mobilidade superior do T-34 manobrando e atingindo os Tigers pelos flancos e retaguarda. O resultado da batalha foi um empate entre os novos tanques alemães contra os velhos tanques soviéticos, que se beneficiaram do terreno favorável. Esta foi a grande manobra dos generais Rotmistrov e do tenente-general Zhadov. A batalha terminou com perdas quase iguais, mas os sovietes mantiveram mais tanques na reserva para um contra-ataque, quando os alemães eram incapazes de continuar com sua ofensiva. Em fevereiro de 1944, realizava-se o rearmamento do T-34 com o canhão S-53 de 85 mm e então na metade de 1944 com 85 mm ZIS-S-53. Este novo canhão podia penetrar a blindagem lateral do Tiger I a uma distância de 800 metros e do lado da torreta a distância de 600 metros. Não era suficiente já que o Tiger podia destruí-los a distâncias de 1500 a 2000 metros.

O canhão de 85 mm AA era o canhão antiaéreo sem grandes aperfeiçoamentos. O S-53 era uma versão modificada projetada pelo departamento de projetos de F. F. Petrov’s a ser montado na torre do T-34/85. O Zis-S-53 era um S-53 modificado projetado pelo departamento de Grabin’s a fim de simplificar o canhão e reduzir seu preço, quanto à capacidade balística os dois canhões eram iguais. Do final de 1943 a metade de 1944, os principais oponentes do Tiger na frente oriental eram os canhões de assalto baseados no chassi do T-34 e do KV-1. Quando se descobriu que os tipos SU-76 e SU-122 existentes não poderiam penetrar a blindagem do Tiger em distancias superiores a 1000 metros, os soviéticos decidiram criar um novo canhão de assalto, o SU-85, armado com uma adaptação da peça antiaérea de 85 mm. A produção do SU-122 foi interrompida e o SU-85 foi adotado em seu lugar, seguido mais tarde pelo canhão de assalto médio SU-100.

Em 1943 outros canhões de assalto entraram em serviço como o super pesado SU-152. Foi baseado no tanque KV-1 e era armado com um obuseiro de 152 mm. Recebendo o apelido de Zveroboi (matador de feras) pela capacidade de destruir tanques alemães. No fim de 1943, um novo canhão de assalto, o ISU-152, baseado no tanque pesado IS-2. Foi armado com um obuseiro muito poderoso de 152 mm. O obus deste canhão podia penetrar qualquer parte da blindagem do Tiger ou até mesmo arrancar-lhe a Torre. Este canhão de assalto recebeu o apelido de “caçador de animais”. O peso do seu obus AP era de 48 kg (!!!), e de seu obus HE era de 41kg.

Otto Carius: “o impacto destruiu todo o lado direito da cópula do comandante. Mão fui atingido, porque tinha me curvado para acender o cigarro. De repente o canhão de assalto russo apareceu e eu dei uma ordem ao atirador para abrir fogo. E um segundo tiro, de um outro canhão de assalto, acertou a torre. Eu não posso recordar que maneira que deixei meu tiger . A única coisa que consegui salvar de meu Tiger foram os fones de ouvido.”

Apesar de usar os canhões de assalto com imensa habilidade, os exércitos soviéticos tinham a necessidade de produzir um tanque à altura do Tiger. No fim de 1943, um novo tanque pesado foi desenvolvido os IS-1, o exército vermelho recebeu os primeiros tanques em fevereiro de 1944. Ele recebeu uma atualização os IS-2. (Iosif Stalin, para Joseph Stalin. porque o alfabeto cirílico não tem o “J” ocidental) os tanques tinham uma silhueta mais baixa que as do Tiger e do Sherman. A Torre e as placas de blindagem frontais tinham 100 mm de espessura. As placas de blindagem laterais tinham 75 mm. Este tanque foi armado com o incrível canhão de 122 mm D25T que tinha 5 metros de comprimento. Estes tanques tinham uma vantagem marcante sobre os Tigers: a Blindagem era bem inclinada. Com estes tanques, o exército vermelho conseguiu finalmente um blindado que era superior ao Tiger I e equivalente ao König Tiger (Tigre Rei ou Tiger II) em muitos aspectos. Em março de 1944, os primeiros IS-2s foram testados em ação e provaram seu poder. Três mil tanques IS-2 foram construídos até o fim da guerra. Na opinião de Hasso von Manteuffel, ele foi o melhor tanque da II Guerra.

Manteuffel: “O ‘Stalin’ é o carro mais pesado do mundo; tem lagartas resistentes e boa blindagem. Outra vantagem esta na sua baixa altura – 51 cm inferior ao nosso mark V o ‘Pantera’. É sem dúvida um carro bom para a ruptura, mas excessivamente lento”. “

Durante a guerra, a união soviética construiu mais de 125.000 carros de combate blindados. A Alemanha construiu cerca de 89.000 e somente 2.000 deles eram Tigers e König Tigers . Não havia nenhuma possibilidade para que a Alemanha vencesse a Guerra no Front oriental.

Guderian: “Assim sendo, ansioso por aprender com a Historia, eu os advirto, para não subestimar os russos. No mínimo eles são capazes de copiar as ideias dos outros em muito pouco tempo”. “

Fonte: Hart, Liddel,  “O Outro lado da Colina, Biblex. (“The Other Side of the Hill”)

Segue Galeria com os principais Tanques Alemães e de seus adversários aliados:

Veículos Operacionais Militares – Parte II

 Uma guerra total e completa não se faz apenas com blindados e carros de combate. Toda a logística de guerra depende de caminhões e veículos de transportes suficientes para transporte de tropas e suprimentos para a guerra. Ou seja, boa parte da guerra se ganhar mantendo a linha abastecida de homens e condições para que estes combatam, para tanto, o sucesso só é possível com um transporte eficaz, com veículos diferenciados.

 Abaixo uma galeria da prova cabal do desenvolvimento dos veículos militares na Segunda Guerra Mundial

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