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Desvendando Adolf Hitler III: Viena, o início de Hitler!

                    Augusto Kubizek, conhecido como Gustl, um jovem que sonhava ser músico famoso, foi um dos poucos que conviveram com Hitler nos últimos anos em Linz, depois da morte do seu pai. Já nesse período, Hitler estava convencido que os estudos convencionais não mais eram importantes, falando abertamente para sua mãe. Passou a viver uma vida entre o teatro lírico as horas de conversas com o seu amigo, Gustl. Era um fervoroso apaixonado por Wagner. Esse período Ian Kershaw considera que Hitler vivia no “mundo de fantasia”:

“[…] episódio, que se passou por volta de 1906, ilustra bem o mundo de fantasia que Adolf vivia. Depois de comprar com o amigo um bilhete de loteria, ele teve tanta certeza de que ganhariam o primeiro prêmio, que desenhou com visão detalhada como seria a futura residência deles. Os dois moços levariam uma existência artísticas, cuidados por uma senhora de meia-idade que cumprisse as exigências artísticas de ambos[..]” (Kershaw, 2001)

                   As custas da mãe, em 1906, realizou a primeira viagem para Viena, acreditava que ele iria estudar a galeria de quadros do Museu das Cortes. Durante duas semanas ou mais, permaneceu na capital do império, fascinado com quantidade de atrações culturais. O interesse de Hitler em ingressar para a Academia Vienense de Belas Artes nasceu nesta viagem.

                 Um ano depois, aos 18 anos, Adolf sofria pressão da família para trabalhar. Todos eram unânimes que ele deveria mudar de vida e achar algum objetivo. Hitler convenceu Klara que seu futura estava na pintura. A mãe, já diagnosticada com câncer, já direcionava quase todos os recursos da família para seu tratamento. Para não decepcionar o sonho de Adolf, sua tia Johanna , fez um empréstimo de 924 coras para financiar o sobrinho. Era tudo que Hitler precisava.

                 A saúde de Klara já estava bastante comprometida. Com câncer de mama, tinha sido operada em janeiro, por um médico judeu, Dr. Bloch, mas os custos do tratamento da matriarca eram cada vez mais pesados e os resultados cada vez menores, ela estava morrendo. Mesmo com doença da mãe os planos de Hitler não foram alterados, em setembro de 1907, estava em Viena realizando as provas de admissão para Academia de Belas Artes.

               Os testes iniciais da Escola de Belas Artes de Viena eram realizados com a apresentação de obras pessoais, essa era a primeira fase. De todos os candidatos, Hitler fora um dos 133 candidatos aceitos, sendo que 33 candidatos foram excluídos imediatamente. Em outubro, novamente outra e decisiva etapa na admissão. Cada um iria realizar desenhos sobre temas específicos e apresenta-los a banca julgadora. Apenas 28 candidatos foram aceitos, Hitler não estava entre os aprovados. No parecer da Escola, constava: “Exame de desenho insatisfatório. Poucas aptidões”. Em sua obra, Hitler confirma a decepção:

“Convencido que seria brincadeira de criança passa no exame[…] Eu estava tão certo que teria êxito que, quando recebi minha rejeição, foi como se caísse um raio do céu sobre mim. ” [Hitler, 1926]

               Em outubro retorna para perceber que sua mãe não resistiria mais tempo. Em 21 de dezembro de 1097, morreria Klara Pölzl Hitler. A realidade dura se abate sobre Hitler. Sem mais o que fazer em Linz, Hitler retorna para Viena, desta vez para permanecer lá por alguns anos . “Eu queria me tornar arquiteto” – disse Hitler anos depois – “obstáculos não existem para que nos rendamos a ele”.

                Hitler chega para morar em Viena com 25 coroas mensais, pensão para órfãos, e cerca de mil coras como herança deixada pela mãe. Já a herança deixada pelo pai só teria acesso quando completasse 24 anos. De qualquer forma, Hitler poderia viver aproximadamente um ano em Viena sem se preocupar com trabalho.

                Diferentemente do que tenha dito anteriormente, nada Hitler fez em Viena para ser arquiteto. Ele retomou a ociosidade desinteressada que estava acostumado, mas, não se tratava de uma pequena província do Império Austríaco como Linz, a cosmopolita Viena fervilhava em vários aspectos, conforme explicou Kershaw:

“[…] o deslocamento do provincianismo aconchegante em Linz para o caldeirão político e social de Viena marcou uma transição crucial. As experiências na capital austríaca deixariam uma marca indelével no jovem Hitler e moldariam de modo decisivo a formação de seus preceitos e fobias” (Kershaw, 2001)

 

Hitler começava a tomar forma.

 

Série Desvendando Adolf Hitler – Apresentação

              Quem não conhece Hitler? Qualquer jovem que passa pelo Ensino Médio deve, indiscutivelmente, conhecer o principal personagem da Segunda Guerra Mundial. Adolf Hitler é a figura mais presente nos estudos históricos do século XX e continuará a ser, sem sombra de dúvida, por centenas de anos. Mas quem é de fato Adolf Hitler? Quem era Hitler, antes de Hitler? Ele tinha o sangue judeu? Como ele chegou a ser o Fürher da Alemanha? Como ele chegou ao apogeu do sucesso político e militar e, pouco tempo depois, cravou um tiro na cabeça encerrando sua existência? Teria ele morrido realmente naquele bunker em abril de 1945? Hitler fez alguma coisa boa para a humanidade? O messias alemão de sua época ou a besta encarnada? São perguntas que balizam a pesquisa e não as respostas.

                Toda a composição histórica desse personagem possui centenas e centenas de variáveis e interpretações, que foram exaustivamente estudadas por dezenas e dezenas de pesquisadores, mas muita ideologia do pós-guerra tornou a imagem histórica do austríaco de bigode engraçado turva e sem a transparência exigida pela ciência. Contudo, passado 70 anos do fim do conflito, uma nova geração de pesquisadores tem provido substanciais pesquisas sobre a figura de Hitler, desprovida do ideologismo faceiro dos vencedores da Segunda Guerra Mundial. O mito da besta bíblica encarnado passa a dar lugar à figura histórica que foi produto do seu tempo.

                Levando em consideração todos os elementos que compõem a recente visão histórica de Hitler, vamos criar um Especial Semanal sobre Adolf Hitler, desde sua infância como filho de um funcionário alfandegário, passando pela sua tentativa de ganhar a vida em Viena; seu alistamento no Exército até o início de sua carreira política, ascensão e queda. Nosso objetivo, bastante audacioso, diga-se de passagem, é considerar Hitler enquanto figura histórica, desprovida de qualquer tipo de motivação ideológica ou política para defender ou condená-lo. Deixaremos para você julgá-lo de forma definitiva.

                Todo sábado, uma publicação sobre Desvendando Adolf Hitler:

  1. Desvendando Adolf Hitler: O garoto da mamãe!

30 De Abril de 1945 – A Humanidade Celebrou Uma Morte. Hitler!

 A História julga cruelmente a construção de um personagem. Hitler ficou personificado como a imagem do mal para a História Oficial, apesar de ser celebrado como um revolucionário por meia-dúzia de seguidores modernos. Sem levar isso em consideração, se o ditador alemão tivesse morrido antes de setembro de 1939, teria entrado para História como sendo um dos maiores símbolos da Alemanha, por devolver o orgulho e fortalecer a Alemanha economicamente. Porém, para o curso da História não há “SE”, há fato. Ele deflagrou o maior conflito armado da História da Humanidade e tornou o mundo moderno o que conhecemos hoje.

   Impressiona como as desventuras das notícias podem criar mitos e desvirtuar a verdade histórica. Isso quer dizer que um fato histórico pode ser diretamente influenciado por boatos e inverdades que circulam ao longo dos anos. É como se alguém lançasse um boato sobre alguma coisa e, depois de cem anos, aquele boato fosse testificado por pessoas como sendo um fato histórico, e isso, por mais incrível que possa parecer, acontece de forma muito contundente nos meios de comunicação, principalmente na internet.

   Um acontecimento histórico que tem sido vitima latente dos boatos e lendas urbanas recai sobre a Morte de Hitler. Desde o dia 01 de maio de 1945 (um dia após a sua morte) até os dias atuais, são constantes os boatos sobre a sorte do destino que envolve a morte, sepultamento e o corpo do homem que mudou o século XX e a história da humanidade.

   Berlim começou a sofrer os primeiros ataques da Primeira Frente Bielo-russa, em 21 de abril de 1945, e a cada dia os avanços eram maiores, enquanto a Wehrmacht lutava desesperadamente para manter a capital. Hitler se transferiu para o Bunker, que ficava próximo a Chancelaria, no dia 22 de abril e de lá não saiu mais. Todos os colaboradores do líder nazista também foram transferidos para lá. Outro fator importante era a saúde de Adolf Hitler, que desde o atentado, ocorrido em julho de 1944, deixou-o com sequelas no ouvido e, desde então, ele andava cada vem mais curvado. Todos os dias seu médico particular aplicava doses cada vez maiores de adrenalina para lhe dar ânimo.

   Esse era o cenário que se encontrava Berlim. Um Líder que nem mesmo de longe lembrava aquele homem que os guiou em 1939 para vitórias militares avassaladoras, enquanto o avanço dos “Ivans” sobre sua capital, o coração do “Reich de Mil Anos” , ocorria violentamente.

Um Relato inicial:

Uma das principais testemunhas dos acontecimentos ocorridos no bunker em 30 de abril de 1945 é Otto Günsche membro da SS-Sturmbannführer, juntamente com Heinz Linge forma um importante testemunho oral:

                Em 21 de abril, Hitler foi acordado cerca de 09h30m e informado de que Berlim estava na linha de fogo da artilharia russa. Burgdorf, bem como outros ajudantes, esperaram por ele na antecâmara. Como de costume fez sua própria barba. Nem mesmo seu barbeiro pessoal, August Wollenhaupt, tinha permissão de barbeá-lo; ele dizia que não suportava ter alguém com uma navalha encostada à sua garganta.

                Na antecâmara, esperavam por Hitler Burgdorf, Schaub, Below e Günsche.

                – O que está acontecendo? De onde vem o tiroteio? – perguntou. Burgdorf informou que o centro de Berlim estava sob pesado fogo de artilharias russas, aparentemente postadas a noroeste de Zossen. Hitler empalideceu. – os russos estão assim tão perto?

                Às primeiras horas da manhã de 22 de abril o fogo da artilharia russa aumentou…

                As bombas russas frequentemente explodiam em Tiergarten e por vezes mesmo nos jardins que circundavam os ministérios da Wilhelmstrasse (Chancelaria). O seu estrondo arrancou Hitler do sono às nove da manhã.

                Tão logo se vestiu chamou Linge e perguntou nervosamente: “Qual o calibre?” Para acalmar Hitler, Linge respondeu que o fogo vinha de baterias antiaéreas no Tiergarten e de canhões russo isolados, de longo alcance. Após o café em seu gabinete, Hitler voltou ao quarto, onde Morell lhe aplicou como de costume uma injeção estimulante.

                A conferência militar foi convocada para o meio-dia. Por volta de meio-dia reuniram-se no bunker de Hitler e as seguintes pessoas: Doenitz, Keitel, Jodl, Krebs, Burgdorf, Winter, Christian, Voss Fegelein, Bormann, Hewel, Lorenz, Below, Günsche, Johannmeyer, John von Freyend e Von Freytag-Loringhover.

                Foi a conferência militar mais rápida de toda a guerra. Muitos rostos estavam transfigurados. Em vozes abafadas a mesma pergunta era repetida várias vezes: “Por que não pode o Führer se decidir por abandonar Berlim?”

                Hitler chegou dos seus aposentos particulares e parecia mais curvado do que nunca. Laconicamente saudou os membros da conferência e deixou-se cair na cadeira. Krebs começou a relatar os fatos. Comunicou um considerável agravamento da situação das tropas alemães que defendiam Berlim. Os tanques russos tinham conseguido avançar para o sul, via Zossen, e alcançado os arredores de Berlim. Nos subúrbios leste e norte havia violenta luta. As tropas alemãs postadas no Óder ao sul de Stettin estavam inapelavelmente cercadas. Os tanques russos tinham-se infiltrado através de uma brecha e penetrado profundamente nas posições defensivas alemãs.

                Hitler se levantou e curvou-se sobre a mesa. Pôs-se a apontar algo no mapa, suas mãos tremendo. Subitamente empertigou-se e jogou seu lápis de cor sobre a mesa. Inspirou profundamente, sua face ficou rubra, seus olhos esbugalhados. Recuou um passo da mesa e numa voz brusca gritou: “É o fim! Em tais circunstâncias não posso comandar! A guerra está perdida! Mas vocês estão enganados, cavalheiros, se pensam que vou deixar Berlim! Daria antes um tiro na cabeça! ”

                Todos fixaram os olhares horrorizados sobre ele. Mal levantou a mão. “Obrigado senhores”. Então, abandonou a sala.

 Texto Extraído do Livro: A Morte de Adolf Hitler – Lev Bezymenski – 1968

O Que a História Ensina Sobre Julgamentos Com Parcialidade

Um determinado Grupo populista se levantou com propostas radicais e nacionalistas em país em crise. Sua propaganda enfatizava uma Nova Ordem, por sinal, segundo eles, a única que poderia obter sucesso na solução dos problemas e anseios do povo.  Esse Grupo investia na imagem de um homem. Apesar de pouca cultura, era a referência política e ideológica em que se baseavam os demais integrantes. Certa vez, dotado de um espírito revolucionário, este Grupo tentou tomar o poder a força. Não conseguiram. Durante a ação, fizeram prisioneiros, destruíram jornais locais e roubaram uma quantia expressiva em moeda. A ação foi controlada por tropas legalistas e foi encerrada com um saldo total de 18 mortos e vários feridos. Todos os principais líderes do Grupo foram presos, inclusive o “chefe”.

 

Depois de alguns meses de prisão, iniciou o julgamento do “chefe”. Ele ameaçou abrir a boca para e dizer quem foram às personalidades que apoiaram a tentativa de Golpe. Começam os acertos políticos para um julgamento ameno. Primeiro o “chefe” seria transferido para um Foro “privilegiado”, pois o julgamento seria realizado na sua própria cidade, ao invés do julgamento ocorrer na capital, como previa a forma jurídica. Evitava-se um tribunal sem controle.

 

Iniciado o julgamento e com ampla cobertura jornalística, deu-se amplo direito de defesa para o “chefe”, ele discursa por quatro horas sobre sua motivação política e ideológica. Alguém ouve o juiz declarar em baixo tom: “fantástico esse senhor!”.  Depois do início do julgamento, um próprio juiz é pressionado para condená-lo, pressão popular e de vários setores da sociedade. Sem embasamento jurídico que o absorva, o parcial magistrado resolve condená-lo a cinco anos de prisão. Pena essa que seria revertida facilmente em liberdade assistida. Ignorando completamente as argumentações jurídicas da gravidade do fato para uma condenação certa, o magistrado nem mesmo se esforçou para embasar sua decisão, que segue abaixo:

“Hitler é um austro-alemão. Ele se considera alemão. Na opinião do tribunal, o sentido e a intenção dos termos da seção 9, parágrafo II da Lei de Proteção da República não se aplicam a um homem como Hitler, que pensa e sente como alemão, que serviu como voluntário durante quatro anos e meio no Exército alemão em guerra, que alcançou altas honras militares graças à notável bravura diante do inimigo, foi ferido, sofreu danos a saúde e foi dispensado das Forças Armadas em controle do Comando do Distrito de Munique ”

(Kershaw, 2010)

Isso mesmo, o “Chefe” em questão é Adolf Hitler e a tentativa de Golpe ocorreu em Monique em 08 de novembro 1923 e ficou conhecido como Putsch da Cervejaria, as primeira tentativa

Berlim, A Última Fronteira – Parte II

Sempre que penso na Batalha de Berlim, em abril de 1945, não consigo deixar de analisar duas perspectivas.

Primeiro, a da população civil. O que fazer? O que se ouvia da Besta Vermelha que destruía e matava tudo e todos no leste, causava um medo terrível, um desespero. Por isso, muitos migraram para sul com o objetivo de se entregar a forças ocidentais. E levavam o que podiam, o que tinham condições de carregar em carroças e animais de tração, afinal, combustível era um luxo impensado. Essa mesma população de Berlim estava exaurida pelo bombardeios sistemáticos, pelo desabastecimento, pela falta de estruturas públicas básicas. Claro, em comparação com outras cidades destruídas e ocupadas, nada de extraordinário. Há muito ninguém mais acreditava naquela guerra, quase todos os berlinenses perderam parentes nos diversos fronts que a nação alemã lutou. A Lebensraum (Espaço Vital), tanto difundida nas doutrinas nazistas, para uma população alemã pura, se tornou um paradoxo a partir do 21 de abril, quando as forças soviéticas chegam a cidade e nenhum alemão sairia da cidade até tudo ter acabado.

 A segunda foram os soldados restantes que defenderam Berlim e lutaram até o fim. Sem nominar unidades militares ou comandantes, mas pontuando apenas soldados inexperientes recrutados entre crianças que nunca tiveram formação militar ou veteranos mutilados com velhos soldados da Primeira Guerra. Muitos, obrigados a lutar ou a morrerem enforcados. E não foram os poucos que foram dependurados em postes para intimidar aqueles que ousassem não defender o último bastião nazista.

E assim. milhares de homens, mulheres e crianças tiveram que conviver por anos, não apenas com a derrota, mas com as consequências do resultado de uma guerra que, na sua maioria, eles não entendiam e não participaram.

Geli Raubal: Sobrinha e Amante de Hitler!

Sempre esteve presente nos estudos históricos a relação entre  Hitler e Eva Braun, principalmente pelo fato deles se casarem pouco antes de cometeram suicídio em 30 abril de 1945. Contudo Eva Braun não foi a grande obsessão amorosa de Hitler. Muitos pesquisadores, entre eles Marc Vermeeren e a britânica Angela Lambert, sustentam que a sobrinha Angela Geli Raubal tenha sido a mulher que conseguiu canalizar a atenção do líder alemão e foi preponderante para sua conduta política.

Geli era filha da meia-irmã de Hitler, Angela Franziska. Hitler trouxe sua irmã para Berchtesgaden como sua governanta no final da década de 20.  Geli, então com 17 anos, passou a conviver com seu tio. Essa aproximação se tornou um relacionamento em pouco tempo, muito embora o próprio Hitler negasse insistentemente os rumores que já eram públicos.

Historiadores sustentam que Hitler possuía uma obsessão doentia pela sobrinha, inclusive mantendo relações sexuais sadomasoquistas, fato que foi confidenciado pela própria Geli a Otto Strasser. O que é certo é que Hitler mantinha a sobrinha sob rígido controle. Ela morava em uma luxuoso apartamento de Munique, onde fazia aulas de canto e teatro.

Apesar da opressão, Geli se envolveu com Emil Maurice, o motorista particular de Hitler. Geli declarou que seu desejo era casar-se com Emil. Deixando seu tio furioso.

Na manhã do dia 19 de setembro de 1931, a jovem de 23 anos foi encontrada morta no chão de seu quarto. Em cima do divã, a pistola do tio. Nunca se soube exatamente o que aconteceu. Rumores davam conta de que a jovem havia sido assassinada por um namorado ciumento, pela SS (a organização paramilitar do Partido Nazista) ou por Hitler em pessoa, enraivecido por uma possível gravidez ou relacionamentos com outros homens, incluindo seu motorista Emil Maurice, com quem Geli almejava se casar. A polícia, sob pressão do Partido Nazista, encerrou o caso com uma declaração de suicídio feita por um legista.

O tempo passado ao lado de Geli marcou a vida de Hitler. Inclusivamente, depois, ele comparava cada nova mulher que conhecia com a perdida Geli. Sua dor foi tão profunda que encerrou a sua habitação em Prinzregentenstrasse. Durante vários dias, Hitler falou de suas próprias intenções de suicidar-se, e descobriu que já não podia comer carne: “É como comer um cadáver”, afirmava, segundo testemunhas. Algumas fontes afirmam que Hitler se fez vegetariano a partir deste facto, mas a verdade é que, já desde 1924 poucas vezes Hitler comia carne. Este episódio destroçou emocionalmente Hitler, que optou por seguir o mesmo caminho. Hitler tentou suicidar-se por sua morte, mas seu fiel amigo e secretário Rudolf Hess conseguiu tirar-lhe a pistola das mãos no último minuto. Mais tarde, Hitler diria: “É a única mulher que tenho querido”. Segundo os mais experientes historiadores de Hitler, Geli e sua mãe Klara Hitler foram as duas únicas pessoas que tiveram um factor emocional determinante na vida de Hitler.

Hitler fez uma estátua a Geli e, todos os anos, no aniversário de sua morte, fechava-se durante horas no quarto da falecida Geli, onde passava horas, olhando suas roupas, fotos e demais lembranças. Até o princípio da guerra, Hitler também passou as vésperas de Natal sozinho nesse quarto. Sempre na cama de Geli, Hitler depositava flores de forma afectiva . Só Anny Kramer-Winter, a dona-de-casa de Hitler a partir de 1929 até 1945, e ele, entravam naquele quarto. Qualquer outra pessoa tinha o acesso proibido. A cada aniversário de seu nascimento e de sua morte, Hitler depositava um ramo de flores aos pés de um quadro de sua sobrinha. Durante toda a guerra, retratos de Geli se conservaram no Berghof e na Chancelaria do Reich, até o final da guerra. Aquele golpe foi terrível para o futuro líder da Alemanha nazista e, após este facto, virou-se determinadamente para a política, sustentando unicamente relações com Eva Braun, a assistente do estudo fotográfico de Heinrich Hoffmann.

Fontes:

 Marc Vermeeren. “De jeugd van Adolf Hitler 1889-1907 en zijn familie en voorouders”. Soesterberg, 2007, 420 blz. Uitgeverij Aspekt

“A História Perdida de Eva Braun”, Angela Lambert. Ed. Globo. 2007

http//pt.wikipedia.org/wiki/Geli_Raubal

“Hitler’s Women, Guido Knopp. Routledge. 2003

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte VI

PARTE 6

O artilheiro de tanques Karl Fuchs da 7ª Divisão Panzer, proporcionou para sua esposa uma visão também difamatória dos prisioneiros de guerra russos:

“Dificilmente você poderá ver um pessoa com um rosto que pareça racional e inteligente. Todos eles parecem definhados e o olhar meio louco e selvagem faz com que pareçam uns imbecis. E esses canalhas, guiados por judeus e criminosos, querem carimbar a sua marca na Europa bem como no mundo. Graças a Deus que nosso Führer, Adolf Hitler, está evitando que isto aconteça.”

O cinejornal alemão Wochenchau, exibido em julho, abordou as imagens feitas dos prisioneiros de guerras mongóis e outros asiáticos. O comentário ridicularizava sobre “a pequena amostragem destes tipos particularmente horríveis de bolcheviques sub-humanos.” Tais sentimentos estavam refletidos nas cartas enviadas do front para as suas casas. Um operador de rádio comentou:

“Nós estamos bem no interior da Rússia, no “paraíso” para o qual irão os soldados (alemães) que decidirem desertar. Uma miséria terrível impera aqui. Pessoas tem sido oprimidas de forma inimaginável por dois séculos. Nós todos preferimos morrer do que aceitar o tormento e a miséria que o povo daqui é obrigado a conviver.”.

Ao encontrar um inimigo alegadamente “inferior” durante os primeiros estágios da campanha, a soberba baseada em um conceito puramente racista deu lugar a um desprezo. Mas este logo seria punido.

Ao final de junho de 1940, o III/IR9 participava de uma operação para liberar um bosque em torno da estrada a nordeste da cidade de Bialystok, perto do vilarejo de Krynki. Um jovem tenente de Panzerjäger, apesar de ser aconselhado a não fazê-lo, arrogantemente insistiu em avançar à frente para além do trecho liberado e através de uma parte do bosque provavelmente infestada de soldados russos. O pelotão de Panzerjäger prosseguiu e assim que ficou longe da vista da infantaria alemã que o apoiava, ouviu-se que os veículos haviam parado. Gritos desumanos de dor logo rasgaram os céus intercalados com berros de ordem em russo. O Major Haeften, comandante da companhia de infantaria, ordenou que um ataque se formasse rapidamente para resgatar o pelotão anti-tanque que sofrera a emboscada. O pelotão líder, comandado pelo Feldwebel Gottfried Becker se deparou com um cenário de carnificina o qual eles “só poderiam aceitar de forma gradual e muito lentamente”. Eles ficaram enojados com o que viram. “Aqui e ali um corpo se contorcia convulsivamente ou se remexia sobre o seu próprio sangue.” Quanto mais a tropa de resgate se aproximava da cena macabra, maior era a magnitude das atrocidades cometidas contra os infelizes Pazerjägers.

“A maioria dos soldados alemães teve os seus olhos arrancados, outros tiveram as suas gargantas dilaceradas. Alguns tiveram a sua baioneta enfiada no próprio peito. Dois soldados tiveram a jaqueta e a camiseta do uniforme rasgadas, seus estômagos nus foram abertos, as vísceras brilhantes dependuradas sobre uma massa ensangüentada. Dois outros tiveram os seus órgãos genitais cortados e colocados sobre o peito.”

Os soldados alemães (do resgate) “tropeçavam como se estivessem em transe” pela estrada enquanto contemplavam aquela cena de completa desolação. “Esse porcos” murmurou um soldado enquanto que outro vomitava na estrada; um terceiro homem de pé olhava fixamente, seu corpo tremendo enquanto ele silenciosamente chorava. As notícias rapidamente se espalharam pela Divisão. O comandante do regimento contestava a Ordem dos Comissários (A Ordem dos Comissários, conhecida na língua alemã como Komissarbehelf, foi uma determinação direta de Hitler instituída alguns dias antes da invasão da União Soviética. Ela estabelecia que qualquer comissário político soviético que fosse preso deveria ser imediatamente executado – N. do T.) mas assim que um comissário político foi capturado, ele foi entregue sem nenhum escrúpulo para a polícia militar e prontamente executado.

C O N T I N U A

Por A Raguenet

Hitler – Quem foi esse Homem?

A análise da Segunda Guerra é algo que sempre gostei de fazer. Se pensarmos em ciência História, teremos como principal característica a dinâmica de interpretações dos fatos históricos. O Fato ele nunca está fechado e lacrado, sempre será debatido e revisto, e isso é importante para o entendimento do passado. Contudo devemos ter muito critério nos diversos tipos de opiniões a respeito do Fato Histórico ou das personalidades da História.

Essa semana uma determinada internauta deixou um comentário aqui no BLOG que era uma declaração de amor a Hitler, do tipo daquelas jovens que gritam por seus ídolos durante um show qualquer. Enfim, isso me fez refletir sobre a importância de uma interpretação correta dos acontecimentos do passado; isso me fez refletir sobre a pessoa do próprio Hitler. Já escrevi vários artigos sobre Hitler e creio que ele sempre será um objeto de estudo interessante, mas será que ele pode ser supervalorizado ou desprezado? Será que devemos amá-lo ou odiá-lo? De certo a História Oficial o condenou eternamente. Mas creio que ainda devemos explorar ainda mais para que as pessoas entendam quem foi esse homem. Portanto resolvi  publicar uma análise mais completa sobre esse enigmático líder, com o máximo de informações possíveis, a partir de uma análise crítica e sem protecionismo e sem condenações preconcebidas desde a sua formação de Hitler, realizações enquanto esteve no poder, seus erros e acertos na sua trajetória; gostaria de estabelecer um perfil de Hitler sem me preocupar com o resultado da guerra, sem questioná-lo ou imputá-lo culpa, apenas entender seus pensamentos, suas ações, suas virtudes e suas faltas, pessoais e públicas.

Vamos postar uma série de artigos semanais, sempre no sábado, para levantar o máximo de informações possível sobre esse ícone histórico que mudou o mundo; mudou nossa realidade. Isso mesmo, pois o mundo como o conhecemos hoje, só se tornou possível pelo simples fato de Adolf Hitler ter nascido e se tornado quem ele foi. Isso não é um mérito!

Gostaria que outras pessoas pudessem contribuir com essa jornada História. Falarmos sobre Adolf Hitler sem a energia ideológica da defesa preconcebida, apontar os seus méritos sem diminuir; apontar seus erros e crimes sem o ódio dos vitoriosos ou a anistia dos simpáticos.

Ajudem a mostrar a verdadeira face do homem por trás do Mito!

Sempre com a maior quantidade de fotos possíveis.

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Berlim, 1945 – A Vida dos Alemães Antes da Derrota!

A Estação Gesundbrunnen do U-Bahn, o sistema de metrô de Berlim, tinha sido projeto para comportar 1.500 pessoas, mas tinha três vezes esse número nos primeiros meses de 1945. Velas espalhavam-se por todo o lugar e, além de fornecer uma iluminação escassa, serviam para medir o nível de oxigênio. Ao se apagar uma vela no chão, as crianças eral alçadas sobre os ombros dos mais velhos. Se alguma outra, sobre uma cadeira, se apagasse, era hora de começar a evacuar a estação. Ou, então, se a chama de uma última vela, colocada na altura do queixo, se extinguisse, todos deveriam correr para a superfície, mesmo que fosse em meio a um bombardeio aéreo.

A vida nos bunkers e estações de metrô era uma constante para os 2,7 milhões de habitantes que restava na capital do Terceiro Reich, em 1945. Cerca de 300 bombardeios aéreos, que assolavam a cidade desde 1940, e o avanço de 2,5 milhões de soldados e amais 6 mil tanques do Exército Vermelho devastaram ruas, avenidas, pontes, sistemas de água, luz e transporte, além de quase a metade das casas e um terço dos prédios residenciais, entre os soldados soviéticos, era comum a prática de estupros coletivos de civis alemãs e os saques a estabelecimentos comerciais e casas. Até a capitulação, que seria assinada no dia 08 de maio de 1945, 50 mil civis pereceriam em meio aos 80 milhões de metros cúbicos de entulho em Berlim.

Em 19 de março de 1945, com a iminência do cerco soviético sobre a capital, Adolf Hitler deu a ordem que ficou conhecida como “terra arrasada”. Nela, o Führer determinava que instalações militares, de transportes, comunicações e suprimentos e toda a estrutura física da capital, que pudesse servir aos soviéticos fossem destruídos. “Caso a guerra seja perdida, o povo também estará perdido e não é necessário se preocupar com as usas necessidades de sobrevivência elementar”, disse Hitler em um memorando. “Os que restarem após a batalha serão, de qualquer maneira, apenas os inadequados, porque os bons estarão mortos.” Em 30 de abril, o próprio Hitler uniu-se aos “bons”, cometendo suicídio.

Números que retratam a destruição:

A precária infraestrutura da cidade refletia a baixa qualidade de vida em maio de 1945.

  1. 37 dos 38 reservatórios e 99,9% dos dutos de gás de Berlim estavam destruídos
  2. Nenhum dos 100 mil postes de iluminação das ruas funcionavam
  3. As 19 estações de água da cidade estavam danificadas
  4. 122 das 188 agências dos Correios estavam fora de operação
  5. As 46 centrais telefônicas estava fora de funcionamento
  6. Dos 4300 km de ruas, 1350 km estavam destruídos
  7. De 153 mil veículos motorizados da cidade, apenas 115 continuavam funcionando
  8. Dos 33 mil leitos em hospitais antes disponíveis, 24 mil não podiam ser usados e nenhuma das 400 ambulâncias funcionava
  9. Das 649 escolas, 149 estavam destruídas, 439 danificadas e 81 foram disponibilizadas para outros usos

Fonte: Grande Guerras – Julho 2006

Zeppelin Hindenburg – O Pior Acidente Antes da Guerra

Mês passado, exatamente no dia 06 de maio 1937, há 75 anos o dirigível Hindenburg pegou fogo quando realizava manobras para pouso em Lakehurst, New Jersey. Dos 97 passageiros tripulantes a bordo, 62 foram resgatados, mas 35 morreram no acidente juntamente com um membro da tripulação do solo. Foi uma dos primeiros desastres registrados totalmente por fotos, vídeos e com ampla cobertura das rádios americanas. As causas do acidente permanecem um mistério até os dias atuais. Depois de um sucesso na inauguração das viagens transatlânticas o acidente foi determinante para o fim da utilização desse meio de transporte para viagens aéreas.

A fotos são creditadas a AP (Associed Press e a Deutsches Bundesarchiv)

O alemão zeppelin Hindenburg sobrevoa Manhattan em 06 de maio de 1937. Poucas horas depois, o zeppelin explodiu em chamas na tentativa de aterrar em Lakehurst, New Jersey

 

Últimos toques são aplicadas ao A / S Hindenburg no hangar enorme em Friedrichshafen. Operários, anões em comparação com a superfície da enorme cauda do zeppelin.

 

O esqueleto de aço do “LZ 129”, o novo dirigível alemão, em construção em Friedrichshafen. A aeronave mais tarde seria nomeado marechal Paul von Hindenburg, ex-Presidente da Alemanha.

 

A água Hindenburg para garantir uma suave aterrissagem em Lakehurst, Nova Jersey, em 09 de maio de 1936. A aeronave fez 17 viagens por todo o Oceano Atlântico em 1936, transportando 2.600 passageiros com conforto a uma velocidade de até 135 km / h (85 mph). A Companhia Zeppelin começou a construir o Hindenburg, em 1931, vários anos antes da nomeação de Adolf Hitler como chanceler alemão. Após 14 meses de operação, a aeronave voou sob a recém-mudada bandeira nacional alemã, a bandeira da suástica do partido nazista.

Espectadores e tripulação de terra cercam a gôndola do Hindenburg quando a aeronave preparava-se para deixar os EUA da Estação Naval, em Lakehurst, Nova Jersey, em 11 de maio de 1936, em uma viagem de regresso à Alemanha.

 

Aproximadamente 7:25, hora local, o zeppelin alemão Hindenburg explodiu em chamas a partir do nariz em direção ao posto de amarração na Estação Aérea Naval em Lakehurst, em 6 de maio de 1937. A aeronave ainda estava cerca de 200 metros acima do solo.

 

O Hindenburg rapidamente pegou fogo – menos de um minuto se passou entre os primeiros sinais de problemas e o completo desastre. Esta imagem capta um momento entre as segunda e terceira explosões antes de a aeronave bater no chão.

 

Análise Histórica Fotográfica da Segunda Guerra – Parte 01

Vamos realizar pequenas e rápidas análises fotográficas da Segunda Guerra para compor um cenário total. Não vamos obedecer uma ordem cronológica dos eventos, vamos apenas detalhar as fotos sem uma ordem de apreciação. O objetivo e entender cada situação que é mostrada da fotografia.

A foto arremata para uma reflexão sobre os esforços das baterias antiaéreas que foram exigidas exatamente de acordo com a direção da guerra. Inicialmente usada ao extremo na defesa dos céus de Londres em uma defesa desesperada, e posteriormente utilizada na defesa da Alemanha em uma tentativa de diminuir os estragos causados pelos bombardeios intermináveis.

O transporte de tropas americanas para compor o primeiro escalão dos desembarques na África. Os Estados Unidos realizava o primeiro contato com tropas do Exército fora do pacífico, e muito se esperava dos americanos, principalmente os ingleses, já que tinham como prioridade o fim das atividades de Rommel nesse front, seria o primeiro êxito real de tropas aliadas contra a Alemanha.

Um soldado ferido em combate da África e recolhido a hospitais de campanha não tinha seu sofrimento encerrado, depois de tratado. Havia ainda a precariedade das condições materiais e as dificuldades climáticas.

Durante todas aquelas campanhas, os alemães e italianos tiveram 620.000 mortos, enquanto os ingleses perderam 220.000 homens, e as mortes norte-americanas na Tunísia foram de mais de 18.500 homens. A vitória dos Aliados na África do Norte destruiu, ou neutralizou, cerca de 900.000 soldados alemães e italianos, abrindo uma segunda frente contra o Eixo, além de permitir a invasão da Sicília e da parte continental da Itália em meados de 1943, além de aniquilar a ameaça do Eixo aos campos de petróleo do Oriente Médio e às linhas de abastecimento para a Ásia e a África. Isso foi extremamente importante para o desenrolar da Segunda Guerra Mundial.

Depois das tentativas de paz com os o Japão, os Estados Unidos foram surpreendidos pelos ataques a Pearl Harbor e consequentemente iniciar sua campanha no Teatro de Operações do Pacífico, contudo as operações militares começavam a se equivaler entre duas nações cujo poderio naval eram semelhantes nesse período.

Depois que Batalha sobre a Inglaterra perdeu o ímpeto, a saída mais lógica para Hitler era realizar um bloquei naval contra a Inglaterra com o objetivo de minar economicamente o inimigo, para tanto era necessário que as operações de UBoots fossem intensificadas, principalmente no Atlântico Norte que era a rota natural dos suprimentos oriundo dos Estados Unidos.

Um soldado que lutou nas pequenas ilhas do pacífico foi participante de uma dos conflitos mais duros da história das guerras. Os combates eram desgastantes e intensos e o isolacionismo das tropas tinham um efeito devastador no moral da tropa. Muitos permaneceram meses estacionados em ilhas que nada tinham a oferecer exceto privações.

O ímpeto combativo do soldado japonês era muito diferente do pensamento que se fazia deles antes da guerra. Considerado pelo comando militar americano como um soldado desnutrido, sem preparo e intelectualmente inferior, quando iniciou os primeiros combates toda a mística cai por terra. O soldado japonês estava disposto a lutar até a morte pelo seu imperador, um exemplo era o índice de rendição era quase zero entre as tropas de infantaria, e infligiam baixas explodindo granadas quando todos esperavam a rendição.

As tropas alemãs deixaram o mundo perplexo com as conquistas rápidas e devastadoras sobre os Países Baixos e França. Esse novo exército utilizavam técnicas concebidas no período entre-guerras mas que só existiam nas teorias de von Seeckt e no disposição de Guderian de utilizar blindados para moaobras estratégicas de tropas. O mundo prendia a respiração para ver os próximos passos de uma Alemanha de força militar muito superior a visão expansionistas da Grande Guerra.

Hitler em sua casa, conhecida com Berghof, local de encontro da cúpula nazista e onde ele recebeu chefe de Estados, inclusive o Primeiro Ministro Chamberlain. Hitler comprou essa casa com o dinheiro da venda de seu livro, Mein Kampf.

Hitler – 1939: 50 anos o Auge de Sua Vida

Em 20 de abril de 1939, Adolf Hitler comemorou 50 anos, ou melhor, a Alemanha comemorou os 50 anos de seu Fürher. E tinha o que comemorar. Observando do ponto de vista do passado recente, exatamente as décadas de 20 e 30, o povo alemão recuperou toda a autoestima destruída desde o fim da Grande Guerra e a assinatura do Tratado que humilhou a Alemanha.

 Mesmo não ganhando nenhuma eleição e assumindo a Chancelaria do Reich através de acordo políticos, tornou-se o líder que unificou os ideais de recuperação nacional depois da morte do Presidente Hindenburg. Desde então, Hitler abandonou qualquer tipo de política de aproximação com as nações ocidentais, implementando, mesmo que de forma velada, uma economia de guerra. A Alemanha estava ressurgindo como potência econômica e militar.

Em 1939 o mundo já se preparava para o pior. O ensaio da Guerra Civil Espanhola tinha contado com o apoio de tropas e da Força Aérea germânica; as Conferências de Paz não mais estavam dando resultado, Neville Chamberlain e outros líderes mundiais, não nutriam mais esperanças nas promessas vazias de Hitler, contudo não realizam qualquer ação concreta quanto às pretensões territoriais de anexação das nações vizinhas pelo governo nazista e sua política expansionista, o chamado “espaço vital”. O Mundo caminhava a passos largos para uma inconsequente, duradoura e custosa guerra. A máxima usada pela impressa ocidental quando no término da Primeira Guerra, parecia soar como uma Utopia desvairada: “Uma Guerra para acabar com todas as Guerras”, isso nunca se tornou realidade, nem mesmo depois da Segunda Guerra.

Curiosidades Reveladoras Sobre Hitler II

Hitler Julga a mãe

“A inteligência em uma mulher não é essencial. Minha mãe, por exemplo, não teria se saído muito bem entre as cultas senhoras do Reich. Mas ela deu um filho à Alemanha.”(Conversas secretas com Hitler, Richter, 1954)

Queria ser padre

Aos 7 anos Adolf Hitler quer tornar-se padre: não certamente um simples pároco, mas o “senhor abade”. Como conta em Mein Kampf. Muito frequentemente, em Lamback, tinha-se exaltada “diante da ostentação solene de todas aquelas esplêndidas, exteriores festas religiosas”. Mas esta convocação pela carreira eclesiástica não é senão uma “enfatuação temporária”, que logo deixará o lugar a “aspirações mais em conformidade” com seu temperamento.

Os problemas de saúde

O professor Johann Rechtenwald ex-diretor sanitário da Westfália, formulou, em bases médicas, uma hipótese bastante atraente: Adolf Hitler teria sofrido na mocidade uma encefalite epidêmica, que mais tarde lhe teria provocado uma grave forma de parkinsonismo, infecção no cérebro provocada por vírus (não a doença de Parkinson). Todos os sintomas apresentados em seguida pelo Führer provariam a hipótese: os tremores, a insônia, a fraqueza da vista, a palidez anormal da pele, os excessos de ira, a impotência sexual. O repentino insucesso de Hitler os estudos, a mudança tão radical de seu caráter teriam coincidido com o surgimento da doença. Em fevereiro de 1900, de fato, Edmund , o irmãozinho de Hitler, havia morrido em consequência de sarampo: Rechtenwald considera, no entanto, que Edmund tenha morrido de encefalite (que frequentemente acompanha o sarampo), depois de ter contagiado com sua doença o irmão mais velho.

Segundo Jean Amsler, as doenças sofridas por Hitler na adolescência teriam sido diferente. Primeiramente alguns distúrbios glandulares culminando com a síndrome de Basedow, isto é o engrossamento da tireoide; estas moléstias teriam sido depois agravadas pela tuberculose. Aos 16 anos Adolf já estava completamente desenvolvido: um esboço de um colega de escola de Linz mostrou-o de estatura alta, mas delgada, com um início bastante evidente de cifose, isto é, um desvio para frente da espinha dorsal. (Informações extraídas de Hitler de J. Amsler. Ed. Du Seuil, 1960).

Adolf Hitler – A História – Parte I

 Como publicado no dia de ontem, hoje lembramos o nascimento do líder nazista Adolf Hitler, vamos realizar uma série de publicações sobre a vida do homem mais odiado do século XX. Queremos compor uma análise histórica do homem que reestruturou a Alemanha na década de 30, mas que também participou da sua destruição em 1945. Qual os antecedentes históricos da vida de Hitler? Quais os motivos de sua aspirações políticas e sociais? Essa é uma pequena tentativa de lança uma pequena luz sobre a escuridão dos seus atos a partir de 1939, e julgados no pós-guerra.

PRIMEIRA PARTE – A FAMÍLIA

Adolf Hitler nasceu em uma hospedaria de Braunau, na Áustria, às seis e meia da tarde de 20 de abril de 1889. Em Braunau, que se encontra exatamente na fronteira com a Bavária, seu pau Alois é aduaneiro: já passou dos cinquenta e o seu aspecto severo, com os longos cabelos longos e bigode grisalhos e os olhos indagadores, mais de trinta anos de serviços nos ombros. Todo ao contrário, a mãe, Klara Pölzl: 28 anos, esbelta, cabelos loiros e olhos claros, foi camponesa com os pais e, depois, empregada em Viena antes de se casar; agora é dona de casa com a mesma humildade e doçura. Klara e Alois não são de Braunau; ambos são originários do Waldviertel, um distrito compreendido entre o curso do rio Danúbio e a fronteira da Boêmia e Morávia, terra de origem dos Hitler. O Waldviertel é uma região pobre, predominantemente agrícola; os habitantes têm constumes atrasados, frequentemente portadores de problemas alcoólicos e pelos repetidos casamentos com os consanguíneos. Também Alois e Klara são primos em segundo grau, e para se casarem, no início de 1885, tiveram que obter a licença do bispo. Este, para Alois, é o terceiro casamento, depois de uma vida inquieta e também um pouco aventureiro. Na infância conheceu apenas a mãe, Maria Anna Schicklgruber, empregada doméstica, que o pos no mundo já com mais de quarenta anos; o pai é desconhecido. O homem que mais tarde se casou com sua mãe, Johan George Hiedler, abandono-os logo, para continuar com a vida de moleiro ambulante e bebedor incansável. Assim, Alois cresceu com seu tio, Johann Napomuk Hiedler, após ter perdido a mãe com 10 anos. Depois, com 39 anos completos, foi legalmente reconhecido como filho de Johann Georg Hiedler, o marido de sua mãe. Desde momento em diante Alois abandona o sobrenome da mãe e adota o de Hitler (de Hiedler), e se encontra também herdeiro do pequeno patrimônio do tio Johann Nepomuk. Alguns anos mais tarde, em 1883, apenas um mês depois da morte da esposa Anna Glasl-Hörer (com quem se casará em 1864), Alois volta a casar-se com a jovem e vistosa cozinheira Franziska Matzelberger, que já lhe dera um filho, Alois Jr., e logo dá à luz um segundo. Ângela. Mas também Franziska morre cedo, de tuberculose. O novo casamento, com Klara Pölzl, aconteceu seis meses depois. Ao contrário dos irmãozinhos Gustav e Ida, nascidos antes dele, mas faleceu em tenra idade, Adolf Hitler te uma infância bastante normal e tranquila, exceto talvez a agitação das várias mudanças que a família deve de fazer, seja por exigências do serviço do pai aduaneiro, seja depois por sua irrequietude de aposentado. De Braunau os Hitler, em Fischlham, em Lambach e em Leonding, pequenas cidades perto de Linz. Nesse interim, nasceu em 1894, um irmão, Edmund, e, dois anos mais tarde, Paula, a última irmã. Adolf inicia a escola em Fischlham, em 1895, depois frequenta por dois anos o convento beneditino de Lambach, onde se exibe entre os pequenos coristas; terminado o primário em Leonding, entra (1900) na escola secundária de Linz, a Realschule. É o primeiro passa da carreira que o pai quer lhe preparar, a de Oberoffizial, oficial de alfandega imperial austríaca.

Fonte:

LUCIANO, Alleotti, Hitler,  Modatori Editre,  Verona e Milão 1975

123 Anos do Nascimento de Hitler: Uma Análise Histórica

No próximo dia 20 de abril, lembra-se o nascimento do homem que se consagrou como sendo a mais vil de todas as almas. Há 123 anos o mundo presenciou a chega daquele que, por alguns anos, foi ovacionado como o salvador germânico, um líder supremo que carregava consigo a esperança do ressurgimento de uma das maiores nações desse planeta. E que, pouco mais de uma década depois, estaria condenado como a personificação da maldade e representava tudo que há de pior na humanidade.

Gostaríamos de publicar uma visão mais histórica sobre Adolf Hitler, sem julgar seus atos que, diga-se de passagem, já estão condenados por milhões e milhões de julgadores. Mas queremos publicar, de forma rápida e concisa, a História desse austríaco que chegou ao poder e moldou o mundo como o conhecemos hoje. Isso mesmo, se Hitler não tivesse nascido, o que seria do mundo hoje, tal como o conhecemos? Com certeza milhões de vidas teriam sido poupadas, mas é isso? Sem a Segunda Guerra o que seria do mundo atual? Evidentemente o sofrimento do mundo já seria o bastante para evitar uma miserável guerra de 06 longos anos e que destruiu cidades, famílias e vidas preciosas.  Historicamente não podemos de forma alguma analisar o “SE”, mas podemos especular sobre suas consequências.

Hitler tem sua vida envolto sobre o manto da especulação, desde a sua descendência até a sua morte, há disseções entre os estudiosos e historiadores em todos os aspectos dos 56 anos de vida de Hitler. Por fim, queremos realizar uma análise crítica da vida desse cidadão que será lembrado para todo o sempre na história da humanidade.

Curiosidades do Pré-Guerra – Parte II

Continua a serie dos principais eventos do Pré-Guerra:

Alemães na Guerra Civil Espanhola

Os alemães realizaram ataque com bombardeiros de mergulho Stuka, que faz parte da Legião Condor, sobre a Espanha em 30 de maio de 1939, durante a Guerra Civil Espanhola. O “X” preto-e-branco na cauda e asas é a Cruz de Santo André, as insígnias da Força Aérea Franco Nacionalista. A Legião Condor foi composta de voluntários do Exército e da Força Aérea alemã.(AP Photo).

Escondidos

Dezenas de famílias refugiadas em uma plataforma subterrânea do metrô de Madri, em 9 de dezembro de 1936, as bombas são lançadas por aviões rebeldes de Franco.(AP Photo).

As primeiras bombas do terror

Bombardeio aéreo em Barcelona em 1938 pela Força Aérea Nacionalista de Franco. A Guerra Civil Espanhola viu alguns pela primeira vez o uso extensivo de bombardeamento aéreo sobre alvos civis, e o desenvolvimento de novas técnicas de bombardeamento para causar terror.(Força Aérea Italiana).

Em terra

Na sequência de um ataque aéreo de 16 aviões rebeldes de Tetuan em Madrid, Marrocos espanhol, parentes dos presos em casas arruinadas apelam por notícias de seus entes queridos, 8 de janeiro de 1937. Os rostos dessas mulheres refletem o horror dos civis que não participaram dos combates.(AP Photo).

O Julgamento

O Julgamento

Um rebelde espanhol que se rendeu é levado a um Tribunal Marcial, com voluntários da frente popular e guardas civil, 27 de julho de 1936, em Madrid, Espanha.(AP Photo).

A Guerra

Um esquadrão fascista, apoiada por atiradores especialistas, mantem uma posição ao longo da frente robusta em Huesca no norte da Espanha, 30 de dezembro de 1936. (AP Photo).

O Presidente da Nação Neutra

Solenemente a nação expressa seu máximo esforço para manter o país neutro, o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt se dirigiu à nação pelo rádio a partir da Casa Branca, em Washington, 03 de setembro de 1939. Nos anos que antecederam a guerra, o Congresso dos EUA aprovou vários Atos de Neutralidade, comprometendo-se (oficialmente) a ficar fora do conflito.(AP Photo).

A Depressão

Riette Kahn ao volante de uma ambulância doada pela indústria do cinema americana para o governo espanhol em Los Angeles, Califórnia, em 18 de setembro de 1937. A Caravana Hollywood para a Espanha seria a primeira turnê dos EUA para arrecadar fundos para “ajudar os defensores da democracia espanhola” na Guerra Civil Espanhola.(AP Photo).

Antes do Desastre

O zepelim Hindenburg sobre a cidade de New York, o Empire State Building em Manhattan em 8 de agosto de 1936. O dirigível alemão estava a caminho de Lakehurst, New Jersey, da Alemanha. O Hindenburg viria a explodir em uma bola de fogo espetacular acima Lakehurst em 06 de maio de 1937.(AP Photo).

Nazistas Americanos

Dois nazistas americanos em seus uniformes na porta de seu escritório em Nova York, em 01 de abril de 1932, quando a sede é aberta. “NSDAP” está para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou, em Inglês, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, normalmente abreviado para “Partido Nazista” apenas.(AP Photo).

Guerra do Gás

Maior demonstração da Inglaterra para proteção de um ataque com gás foi encenado, 16 de março de 1938, quando 2.000 voluntários em Birmingham vestiram máscaras de gás e passaram por um túnel. Estes três bombeiros foram totalmente equipados, de botas de borracha e máscaras, para a simulação da “invasão” do gás. (AP Photo).

Os Dois do Eixo

Adolf Hitler da Alemanha e da Itália Benito Mussolini cumprimentam-se no aeroporto em Veneza, Itália, em 14 de junho de 1934. Mussolini e seus fascistas conversam longamente com Hitler, mas os detalhes de suas conversas pouco foram noticiados.(AP Photo).

Começa a guerra contra os judeus

Quatro adeptos dos nazistas cantam na frente da filial de Berlim da loja Woolworth Co. durante o movimento para boicotar a presença judaica na Alemanha, em março de 1933. Os hitlerianos acreditam que o fundador da Woolworth Co. fosse judeu.(AP Photo).

A Loja de Disco

O estande nazista em uma exposição de rádio realizada em Berlim em 19 de agosto de 1932. O estande foi concebido como propaganda da indústria nazista de gramofone, os discos que produzem somente os registros dos movimentos da nacional-socialista.(AP Photo).

Começa a Juventude Hitlerista

Milhares de jovens reuniram-se para ouvir as palavras de seu líder, Reichsführer Adolf Hitler, enquanto se dirigia a convenção do Partido Nacional-Socialista em Nuremberg, Alemanha em 11 de setembro de 1935.(AP Photo).

Hitler em Munique

Adolf Hitler sendo aplaudido pelas ruas de Munique, Alemanha, 09 de novembro de 1933, durante a celebração do 10º aniversário do movimento nacional-socialista.(AP Photo).

Em Forma

A Juventude Hitlerista honra o “soldado desconhecido”, formando um símbolo da suástica em 27 de agosto de 1933 na Alemanha.(AP Photo).

Tanques antes da Guerra

O exército alemão demonstrou sua força diante de mais de um milhão de habitantes durante o festival da colheita em todo o país, perto de Hanover, Alemanha, em 4 de outubro de 1935. Aqui estão dezenas de tanques alinhados pouco antes do festival começar. Desafiando disposições do Tratado de Versalhes, a Alemanha começou o rearmamento em si em uma taxa rápida logo após Hitler chegar ao poder em 1933.(AP Photo).

Saudações Nazistas

Milhares de alemães participam no Grande Encontro da Nacional Socialista em Berlim, Alemanha, em 9 de julho de 1932.(AP Photo).

Prontas

Um grupo de meninas alemãs fazem fila para aprender a cultura musical sob os auspícios do Movimento da Juventude Nazista, em Berlim, Alemanha em 24 de fevereiro de 1936.(AP Photo).

Convenção

Convenção do partido nazista, em andamento em Nuremberg, Alemanha, em 10 de setembro de 1935. (AP Photo).

O Campeão Negro Americano na Alemanha Ariana

Jesse Owens América, em continência durante o recebimento de sua medalha de ouro,  11 de agosto de 1936, depois de derrotar a Alemanha nazista de Lutz Long, durante os Jogos Olímpicos de Verão em Berlim em 1936. Naoto Tajima do Japão, ficou em terceiro. Owens triunfou na competição de atletismo, ganhando quatro medalhas de ouro nos 100 metros e 200 metros, salto em distância e 400 metros no revezamento. Ele foi o primeiro atleta a ganhar quatro medalhas de ouro em uma única edição dos Jogos Olímpicos.(AP Photo).

O Homem do Guarda-Chuvas

Premier britânico Sir Neville Chamberlain, em seu retorno de conversações com Hitler na Alemanha, no aeródromo em Heston, Londres, Inglaterra, em 24 de setembro de 1938. Chamberlain trouxe com ele um termo, mais tarde a ser chamado de Acordo de Munique, que, em um ato de tratado, permitiu que a Alemanha anexasse os Sudetos da Tchecoslováquia.(AP Photo / Pringle).

 

É possível comprar Relíquias da Alemanha Nazista

Primeiramente essa publicação não tem a intenção de vangloriar qualquer tipo de artefato ou relíquia nazista ou qualquer tipo de objetivo relacionado a Adolf Hitler.

Temos por objetivo informar que nesse caso, o valor histórico de cada peça exposta possui uma concorrência direta com pessoas que cultuam a imagem do nazismo e do seu principal expoente.

Na internet é possível comprar de tudo! E nesse caso a fonte não será revelada.

 

Bolsa de Eva Braun

 

Bolsa que pertenceu a Eva Braun , e cuja a origem vem da coleção de Frau Anni Winter.

Avaliada em 18 mil dólares

Talheres da Chancelaria do Reich

Foi vendido com valor não informado

Livro de Henry Ford que pertenceu a Adolf Hitler

Vendido por preço não divulgado

Estátua de Adolf Hitler construída pelo famoso artista Kurt Schmid-Ehmen. Um dos principais expoentes do Terceiro Reich

Vendido por valor não informado.

Facas que eram utilizadas em jantares oferecidos para as autoridades de outros países em visita oficial a Alemanha

Preço não informado

Livro A Face do Führer, é uma coleção de 16 de 7 x 9 polegadas fotos de Adolf Hitler. Cada um é datado entre 1919-1939. O livro era o orgulho do fotógrafo pessoal do Führer  Heinrich Hoffmann.  Este é um muito procurado por se uma edição de luxo.

Eva Braun – Uma Ilustre Desconhecida que entrou para História

Eva Braun nasceu 06 de fevereiro de 1912, em Munique, se formou no colegial onde foi considerada uma aluna mediana e uma atleta talentosa.   Atlética, Eva fez parte por mais de um ano da União dos Desportos da Suábia.   Com 17 anos, conseguiu um emprego em uma loja de propriedade do fotógrafo Heinrich Hoffmann, o fotógrafo oficial do partido nazista na Alemanha.   Através deste trabalho, ela conheceu Hitler, que era mais velho do que ela 23 anos.   Este encontro teve lugar no estúdio de Munique, em outubro de 1929.   Hitler apresentou-se a Eva como “Herr Wolff” (o apelido de Hitler usou na conspiração de 1920).   Em 1931, Eva Braun e Hitler já tinha uma relação muito forte, apesar da família dela se opor  fortemente.

 Várias das fotos abaixo foram tiradas em 1942 em Berghof,  residência oficial de Hitler. Eva Braun e Hitler ficavam com frequência em Berghof, e eles foram fotografados várias vezes. A residência era guardada pelo comando da SS, e em 1944 o destacamento de segurança tinha quase 2000 pessoas. Esta magnífica construção foi completamente destruída durante o bombardeio de 25 de abril de 1945, pouco antes do suicídio de Hitler e Eva. As ruínas do Berghof duraram até 1952, quando o governo da Baviera demoliu o que sobrou em 30 de abril de 1952.

Revisando Hitler

Hitler foi, sem sombra de dúvidas, a figura mais controversa e citada do século passado, e suas atitudes deixaram marcas profundas na humanidade, por isso, depois de mais de 80 anos que ele assumiu o poder na Alemanha, ainda é uma celebridade histórica aclamada por alguns e odiado por muitos, e sempre fará parte de estudos, debates e toda sorte de pesquisa sobre os caminhos traçados pelo mundo a partir da sua ascensão ao poder em uma nação que, inebriada pela sua retórica nacionalista consagra-o como salvador de uma nação escolhida para dominarem outras nações. Esse é o contexto hitleriano que confundiu uma geração inteira para lutarem por uma causa maior, a causa ariana.

Realizando pesquisas sobre a Segunda Guerra Mundial é fácil visualizar as enormes discussões sobre as atitudes que Hitler tomou antes e durante o conflito, atitudes estas, que geraram vitórias esmagadoras e consolidou sua política expansionista até 1942, mas seus equívocos também passaram a deliberar as derrotas que culminaram com a queda do Reich em 1945. Claro, não há unanimidade entre os pesquisadores e aficionados pelo assunto sobre os acertos e erros do líder nazista, contudo os acontecimentos da segunda grande guerra foram produto das decisões que o líder supremo da Alemanha tomou.

Hitler leva a culpa

É evidente que, após a derrota da Alemanha, Adolf Hitler juntamente com seus colaboradores diretos são responsabilizados pelas agressões, perdas de vidas e genocídio, mas utopicamente os Aliados também cometeram horríveis excessos durante as campanhas de batalha nos diversos teatros de operações da Segunda Guerra Mundial, contudo, a responsabilidade recai sobre os derrotados, e portanto os Julgamentos de Nuremberg foram a deliberação máxima de culpabilidade dos Alemães, ali, não eram julgados apenas a cúpula nazista, mas também toda a Alemanha. O suicídio de Hitler em 30 de abril, nada significou para a propaganda Aliada no processo de demonização de sua figura. Claro, evidentemente a culpa que lhe é inferida para as gerações futuras são pertinentes, mas o processo de revisão histórica deve aplicar-lhe a justa medida de suas ações, sem negar-lhe, entretanto, os feitos de sua liderança, inclusive de suas realizações pré-guerra, tirando a Alemanha de uma recessão profunda, ainda sob os reflexos do famigerado espólio da Grande Guerra descrito no Tratado de Versalhes. Contudo isso não minimiza sua visão expansionista e seus crimes de guerra, o que se propõe é uma justa conta de seus atos, apenas isso.

 

Todavia Hitler não pode ser reverenciado

Muitas pessoas, deram um status a Hitler incompatível com seus atributos, acreditam que o mesmo foi um herói de um povo, um exemplo de líder e, absurdamente, chegam a declarar que foi um maiores líderes que a humanidade conheceu. Baboseira! Hitler se revela quando estudamos Main Kupf (Minha Luta), em sua obra ele define sua visão de sociedade, de povo e mundo, e eles não são bons! Pelo contrário, evoca a estupidez do racismo, a intervenção do Estado em todos os âmbitos da sociedade e um padrão impressionante de bordões radicalistas que originam dos pensamentos filosóficos ainda inconclusivos do início do século vinte. Enfim, ele foi um político astuto, aliou-se e formou uma imagem, que infelizmente para muitos ainda é de um messias lutando contra o império impiedoso, o que na verdade, não reflete a verdadeira face de Adolf Hitler.