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Posts Tagged ‘Alemanha nazista’

O Que A Invasão da Polônia Pode Nos Ensinar?

O quadro se redesenha para a História. Impressiona como ainda não sabemos olhar para trás e verificar o que a História nos ensina. Apesar de contextos diferentes, a retórica de acontecimentos explode em nossas caras, e mesmo assim não conseguimos perceber a semelhança dos fatos e acontecimentos e as decisões erradas tomadas no passado, não servem de referência para as tomadas de decisões hoje.

Em uma época não muito distante, uma nação com poucos recursos, tanto econômicos, quanto militares, valia-se do apoio de grandes potências para existir como nação. Possuía uma região autônoma e estava na fronteira de influências de nações opositoras! Qualquer semelhança é mera consciência, será?

Em 01 de setembro de 1939, a Alemanha invade à Polônia! As potências ocidentais enviam ultimato a Hitler para desocupar o território polaco. A Alemanha argumenta que o motivo da invasão é a proteção da população de origem alemã (outra consciência?). As potências que, inicialmente, protestam, ameaçam enviar tropas e aplicar sanções econômicas a Alemanha, nada fazem. Assistem de camarote a Polônia capitular em 06 de outubro daquele mesmo ano.  O país inteiro é anexado a Nova Alemanha e a região Livre da Danzig deixa de existir. Este evento marca o início de seis longos anos de morte e destruição para toda a Europa.

Certamente estamos em contextos diferentes. Não estamos comparando a Rússia com a Alemanha nazista. Estamos relacionando fatos históricos ocorridos e que levaram o mundo a beira do apocalipse. Os atores são diferentes, mas os resultados podem ser os mesmos. Temos que pensar que as consequências de um conflito mundial terá o cenário descrito por Albert Einstein:

“Eu não sei com que armas a Terceira Guerra Mundial acontecerá, mas a Quarta Guerra será lutada com paus e pedras.”

 

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XXIII

 É pessoal, chegamos ao fim desta série traduzida pelo linguista ARaquenet, publicado inicialmente na WebKits e gentilmente cedido para o BLOG Chico Miranda. Portanto apreciem a última publicação da fidelidade dos fatos no Front Russo.

Parte 23

Uma forte desintegração ética era o resultado das atrocidades as quais causavam um impacto negativo sobre o componente moral do poder de luta no front leste. Ideais, mesmo aqueles voltados para os fins ideológicos do Nacional Socialismo estavam comprometidos. O exército cristão que invadiu a Rússia estava se comportando da mesma maneira que os Cavaleiros Teutônicos do século XIII, retratados no filme Alexander Nevsky do diretor Einsenstein. Este causou uma forte impressão nas platéias dos cinemas de uma nação soviética ameaçada e oprimida. Paradoxalmente, tal comportamento diluía o poder de luta uma vez que a brutalidade apoiada oficialmente pelo Estado promovia o questionamento sobre a natureza fundamental e solidária do ser humano que, por sua vez, levava ao questionamento sobre os motivos. E isto tudo afetava a força de vontade. Ao mesmo tempo, o componente moral do inimigo ficava fortalecido. Tais indignações aumentavam massivamente a resolução em resistir. E o soldado alemão começou a perceber que, com a falta de um sucesso garantido, pela primeira vez nesta guerra sua própria sobrevivência estava em jogo. Ao mesmo tempo, o soldado russo sabia que ele não tinha outro recurso a não ser lutar até o fim. Era um beco sem saída.

O Unteroffizier Harald Dommerotsky, servindo em uma unidade da Luftwaffe perto de Toropez, era uma testemunha das “execuções quase que diárias de partisans por enforcamento pelos serviços de segurança da SS.” Enormes multidões – predominante russas – se juntavam. Ele comentou: “Pode ser uma característica humana esta predileção de sempre estar presente quando um de nós é apagado.” Ele continua ao afirmar que não fazia diferença “se fosse inimigo ou algum deles.” Enforcamentos públicos em Zhitmonir na maioria das vezes acabavam em aplausos quando os caminhões aceleravam e deixavam as vítimas pateticamente penduradas no meio da praça central. Uma testemunha descreveu como mulheres ucranianas, com roupas típicas, seguravam suas crianças acima das cabeças para que pudessem ver enquanto que espectadores da Wehrmacht berravam ‘devagar, devagar!” de modo que pudessem tirar as melhores fotos.

Em Toropez uma enorme forca foi construída. Caminhões se aproximavam, cada um com quatro partisans em pé na parte de trás. Os laços eram colocados em volta dos seus pescoços e os caminhões arrancavam. Dommerotsky se lembra de uma ocasião em que apenas três dos quatro corpos ficaram balançando na ponta das cordas. Uma vítima estava esparramado no chão devido à corda arrebentada. “Isso não faz diferença” comentou um sargento da Luftwaffe enquanto que a vítima foi recolocada no caminhão e empurrada de novo. A mesma coisa aconteceu. Insistentes, seus carrascos repetiram o processo macabro e mesmo assim a vítima caiu no chão, ainda viva.

“Meu amigo, ao meu lado, comentou: ‘É julgamento de Deus’. Eu também não conseguia entender e apenas respondi: ‘Agora eles provavelmente vão deixá-lo ir’.”

Eles não deixaram. Na quarta vez o caminhão acelerou e a corda se manteve esticada em volta do pescoço da vítima. Ele mexia as pernas enquanto que a fumaça do escapamento se dispersava. “Não houve nenhuma lamentação nem lamúria” lembrou-se Dommerotsky. “Estava um silêncio sinistro.”

Essa que era a Kein Blumenkrieg – uma guerra sem louros (O que o autor expressa aqui é o fato de que nos primeiros conflitos da Segunda Guerra Mundial, as vitórias alemãs – Polônia e França – eram comemoradas com o desfile da tropa vitoriosa com o consequente arremessar de flores e louros pela multidão simbolizando as conquistas – N. do T.).

F I M

Segunda Guerra Mundial: Perguntas Complicadas & Suas Respostas – Parte II

Continuação das respostas para a pergunta do Paulo Roberto de Oliveira:

Nada se fala dos soldados soviéticos que também em sua grande maioria eram simples aldeões, e fizeram o mesmo percurso na contra ofensiva e ou soldados norte americanos que se embrenhavam nas florestas da Ásia na luta contra o exercito japonês?

Chico Miranda: Na verdade são contextos e situações diferentes.

Os Soviéticos:

O soldado soviético viu seu território ser invadido e respondeu ao chamado desesperado para defender sua pátria, em contrapartida o soldado alemão, em dado momento, já não acreditava na motivação da guerra.

Uma das características do Exército soviético foram seus abundantes recursos humanos, e isso é facilmente comprovado pelo número de baixas sofridas no conflito, 17 milhões. Diferentemente do Exército alemão, o soviético possuía uma massa de homens para recomposição de suas unidades.

Mesmo com pouco material e treinamento quase inexistente, o Exército soviético supria com jovens enviados de trens de todo o território das repúblicas comunistas, enquanto que a Wermarcht já não conseguia realizar a reposição de seus efetivos com a mesma eficiência do início da guerra.

Os americanos:

O contingente americano utilizado no Teatro de Operações da Europa, a partir da Operação Overlord, por exemplo, era quase totalmente formado por novas Unidades, exceto a 116 Rangers e a 82 Airborne, com renovado efetivo, que participaram das operações na África do Norte, todas as demais unidades entravam em combate a primeira vez. Enquanto que os fuzileiros, com pequeno apoio do US Army, foram predominantes no Teatro do Pacífico.

Portanto não podemos comparar o esforço de um ou outro exército, pois foram circunstâncias diferentes para contextos e cenários diferentes.

Se houve problemas de logístico devido a “Lama” nos pós invernos de 41/42, para a Wehrmacht também não aconteceu o mesmo com o exercito vermelho, mesmo com a enorme quantidade de material bélico fornecido pelos americanos?

Chico Miranda: Sim, mas o Exército Vermelho lutava nestas condições já há alguns anos, para não dizer séculos, se levarmos em consideração a campanha de Napoleão contra a Rússia. O problema nesse caso é que a Alemanha esperava uma vitória aos moldes da Campanha da França, rápida e conclusiva. O que não aconteceu. Eles não se preocupavam com o general inverno, pois acreditavam em uma vitória muito antes disso.

Um outro fator a ser observado é que as linhas de transportes do Exército Vermelho foram mantidas, que era basicamente linhas férreas. Em nenhum momento da guerra a Alemanha conseguiu interromper o fluxo de transporte dentro da URSS, portanto a manutenção de deslocamentos e de linhas de abastecimento sempre estiveram ativas.

Me dá impressão que só temos fatos do ponto de vista dos aliados, será que a superioridade tecnológica e a melhor qualidade de treinamento militar Alemão (nos primeiros anos do conflito) não deveria ser mais divulgada atualmente?

Chico Miranda: Claro! Estudos indicam que em 1939 o Exército Alemão estava tecnologicamente cerca de 5 anos à frente de seus opositores. E esse desenvolvimento prosseguiu em várias áreas da pesquisa bélica desde mísseis balísticos continentais até o enriquecimento de urânio. Basta lembrar a disputa pelos cientistas nazistas quando a Alemanha caiu e a transferência e utilização dessas tecnologias no pós-guerra.

Acredito sinceramente que estamos na fase do revisionismo histórico responsável, entendendo que a história não deve e não pode ser contada pelos Vencedores, mas pela análise dos FATOS, independente dos seus agentes.

Obrigado Paulo!

Galeria de Fotos que mostram Tropas Americanas no Dia D – Demonstra tropas novas, treinadas para o primeiro combate na Operação Overlord

O Pioneiro da Fotomontagem era Alemão, mas…

John Heartfield  (nome de batismo Helmut Herzfeld), um alemão nascido em 1891 e pioneiro na fotomontagem. Heartfield utilizou técnicas de montagem fotográfica para ridicularizar a propaganda nazista na década de 1930. Foi perseguido pelo regime de Hitler, quando se refugiou na Tchecoslováquia até o país ser anexado pelo Alemanha. Foge para a Inglaterra e posteriormente para os Estado Unidos.  John Heartfield é considerado um artista pelo seu trabalho com fotografias. Vejam parte desse acervo:

Facebook: https://www.facebook.com/BlogChicoMiranda

A Poderosa Alemanha Nazista!

Não é possível negar, a Alemanha nazista se preparou para a guerra. Essa afirmativa, até certo ponto simplista, não resume o avanço extraordinário que o regime conseguiu alcançar nos anos que esteve em processo de reafirmação bélica. Em 1933, Hitler assume uma Alemanha humilha e cheia de restrições, ninguém pode negar esse fato, e aos poucos vai transformando sua indústria bélica em uma poderosa máquina de guerra. Mérito? Falando militarmente, esquecendo as argumentações de causas e consequências da Segunda Guerra Mundial, é possível ceder o mérito ao senhor Adolf, muito embora o que importa de fato é o que ele fez com esse poder. Mas é possível imaginar um país destruído economicamente e em menos de uma década ser a maior potência militar do mundo? E mais impressionante ainda, em pouco mais de cinco anos se encontrar completamente devastado novamente?  Observando esses acontecimentos friamente, esse tipo de cenário parece tão improvável atualmente como o era antes de 1939, mas aconteceu.

O poder da Alemanha foi muito além do armamento e da tecnologia, a Alemanha desenvolveu técnicas de combate, doutrinas militares que são empregadas até os dias atuais. Isso assustou o mundo, e assusta até hoje! Devemos ter em mente que é necessário entender a História em sua plenitude para que outros regimes com a eficiência militar da Alemanha nazista e sua ideologia possam ficar apenas na história, servindo de exemplo para essa e as próximas gerações.

Lebensborn – A Fábrica de Crianças Arianas do III Reich

Lebensborn foi introduzido na Alemanha nazista, em dezembro de 1935. Lebensborn fazia parte da crença nazista em uma “Raça Superior” – a criação de uma raça superior que dominaria a Europa como parte dos planos de Hitler para o “Reich de Mil Anos”. O sucesso inicial experimentado pelos alemães no início da Segunda Guerra Mundial deu ao regime a oportunidade de expandir a Lebensborn por toda Europa ocupada pelos nazistas.

A idéia de criar uma “Raça Superior” foi apoiado por Heinrich Himmler, chefe das SS e um dos mais próximos confidentes de Hitler. Lebensborn foi idéia de Himmler. Lebensborn – significa a “Fonte da Vida ‘- foi concebido para fornecer a Alemanha nazista por gerações durante décadas e séculos vindouros. Entre 1935 e 1939, Lebensborn ficou restrito apenas a Alemanha nazista.

Se uma mulher queria participar tinha que provar sua origem ariana e, apenas 40% daqueles que solicitaram a adesão Lebensborn, passavam no teste de pureza racial. Lebensborn permitiu que as mulheres engravidassem mesmo que não fossem casadas ​​e as clínicas Lebensborns também atuavam como centros de adoção buscando lares para crianças nascidas como resultado do projeto. Em 1940, cerca de 70% das mulheres envolvidas no Lebensborn não eram casadas.

No total, dez casas Lebensborn chegaram a operar na Alemanha nazista, sendo a primeira construída nos arredores de Munique.

No entanto, foi na Segunda Guerra Mundial que Himmler viu a oportunidade real para expandir o projeto Lebensborn. A SS invariavelmente seguia as forças armadas alemãs em uma zona de guerra, pois tinha uma variedade de papéis a cumprir, após uma área ter sido invadida. No entanto, outra missão que lhe é dado por Himmler era o de buscar crianças pequenas estrangeiras que se adequavam a ideia da supremacia ariana.

A Noruega foi ocupada em 1940. Este país especialmente interessava ​​Himmler por causa de seu passado Viking. Himmler tinha um grande interesse que os guerreiros Vikings produzissem combatentes de sucesso. Mulheres norueguesas foram encorajadas ou forçadas a relações sexuais com oficiais da SS, independentemente de terem sido casados ​​ou não e nove casas Lebensborn foram estabelecidas no país. Crianças nascidas como resultado de tais ligações foram criados na Alemanha pelos pais nazista. Eles foram batizados em uma cerimônia SS, onde seus pais adotivos juravam que a criança teria uma fidelidade ao longo da vida às crenças do nazismo. Outras clínicas Lebensborn foram estabelecidas na Europa Ocidental – França, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Luxemburgo todos tinham uma casa de apoio.

É quase impossível saber o quanto as crianças foram retiradas dos países ocupados. Em 1946, foi estimado que mais de 250.000 foram enviadas à força para a Alemanha. Apenas 25 mil foram recuperados após a guerra e enviados de volta para suas famílias. Sabe-se que várias famílias alemãs se recusaram a devolver as crianças que tinham recebido dos centros Lebensborn. Em alguns casos, as próprias crianças se recusavam a voltar para sua família de origem. Também é sabido que milhares de crianças não “suficientemente bons” para ser o projeto foram simplesmente descartados.

Fonte: Der Spiegel

Hitler Tinha A Bomba Atômica!

De acordo com relatos da mídia, Hitler na Segunda Guerra Mundial estava muito confiante na vitória da Alemanha nazista em 1944-45, mesmo período de tempo quando os aliados estavam fechando o cerco sobre ele de todos os lados.

 A Alemanha nazista estava a centímetros de distância de entregar mísseis balísticos intercontinentais com ogivas nucleares. A confiança de Hitler (felizmente para o mundo) nunca se concretizou porque, embora com os protótipos testados, eles não poderiam ser entregues no campo de batalha devido a falta de recursos e limitações de tempo

 De acordo com um correspondente de guerra de 88 anos, Hitler estava se preparando para lançar uma bomba nuclear sobre os aliados nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. Em seu livro”Hitler e sua Arma Secreta”, Luigi Romersa afirma ser a última testemunha viva de uma detonação experimental.

 Romersa afirma que em setembro de 1944, Benito Mussolini confiou-lhe uma missão secreta, quis saber mais, pois Hitler se gabou-lhe que possuía armas capazes de reverter o curso da guerra. Romersa, então correspondente de guerra de 27 anos de idade, do Corriere della Sera, foi enviado para a Alemanha e se encontrou com Hitler em um bunker em Rastenburg, norte da Polônia. Ele também foi autorizado a ir para uma fábrica de armas nazistas secreta em Peenemunde, na costa do Báltico.

Romersa disse em Roma, como ele viu armas “muito à frente de qualquer arma convencional que os aliados tinham na época”. Ele disse: “Eles estavam desenvolvendo um míssil que eles disseram que pretendia lançar na Europa através do Atlântico para bombardear a América”.

 Evidências recentes de arquivos russos, no entanto, mostraram uma das cientistas alemães apresentou uma reivindicação de patente de uma bomba de plutônio, já em 1941. Romersa disse: “Hitler e a Alemanha nazista tinha há muito, muito tempo desenvolvido um programa de armas e eram certamente capazes de criar uma bomba atômica.”

Rainer Karlsch

Recentemente, o historiador Rainer Karlsch publicou um estudo sugerindo que os nazistas realizaram três testes de armas nucleares em 1944 e 1945, matando 700 pessoas. De acordo com a publicação, o que realmente aconteceu é que a Alemanha nazista tinha definitivamente inventado as armas nucleares e mísseis. Os cientistas nazistas testaram com sucesso uma arma nuclear tática nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial.

 Rainer Karlsch disse que novas pesquisas em arquivos soviéticos e também ocidentais, junto com medições realizadas em um dos locais de teste, desde evidências da existência da arma.

 “O importante no meu livro é a constatação de que os alemães tinham um reator atômico perto de Berlim, que foi colocado em funcionamento por um tempo curto, talvez alguns dias ou semanas”, disse ele à BBC.

 “A segunda descoberta importante foi a testes atômicos realizados em Turíngia e no Mar Báltico.”

Sr. Karlsch descreve o que os alemães tinham como uma “arma tática nuclear híbrida” muito menor do que as lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

Ele disse que o último teste, realizado na Turíngia em 3 de Março de 1945, destruiu uma área de cerca de 500 metros quadrados, matando várias centenas de prisioneiros de guerra e presos de campos de concentração.

As armas nunca foram usadas ​​porque não estavam ainda prontos para produção em massa. Houve também problemas com a entrega e no sistemas de detonação.

“Nós não ouvimos sobre isso antes porque apenas pequenos grupos de cientistas foram envolvidos, e um monte de documentos foram classificados depois de terem sido capturados pelos Aliados”, disse Karlsch.

“Eu encontrei os documentos em russo e arquivos ocidentais.”

Um deles é um memorando de um espião russo, chamou a atenção de Stalin poucos dias depois do último teste. Ele cita “fontes confiáveis” como o relatório “duas enormes explosões” na noite de 03 de março.

Karlsch também cita testemunhas oculares alemão como relatórios de luz tão brilhante que por um segundo foi possível ler um jornal, acompanhada de uma explosão repentina de vento.

As testemunhas oculares, que foram entrevistados sobre o assunto pelas autoridades da Alemanha Oriental na década de 1960, também disse que eles sofreram com o sangramento no nariz, dores de cabeça e náuseas durante vários dias.

Karlsch também apontou para medições realizadas recentemente no local de teste que encontrou isótopos radioativos.

Seu livro tem provocado grande interesse na Alemanha, mas também ceticismo.

Tem sido de conhecimento comum há décadas que os nazistas fizeram experiências atômicas, mas também tem-se acreditado amplamente que eles estavam longe de desenvolver uma bomba atômica.

“As testemunhas que ele apresenta são ou não confiáveis ​​ou não estão relatando informações de primeira mão; documentos alegadamente essenciais podem ser interpretados de várias maneiras”, contestou a influente revista semanal Der Spiegel.

“Karlsch demonstra uma falta catastrófica de compreensão da física”, escreveu o físico Michael Schaaf, autor de um livro anterior sobre nazistas e experimentos atômicos, no jornal Berliner Zeitung.

“Karlsch fez-nos um serviço em mostrar que a pesquisa alemã para o urânio foi mais longe do que pensávamos até agora, mas não havia uma bomba atômica alemã”, acrescentou.

Também foi apontado que os Estados Unidos empregaram milhares de cientistas e investiu bilhões de dólares no Projeto Manhattan, enquanto a “bomba suja” da Alemanha teria sido o trabalho de algumas dezenas de cientistas que queria mudar o curso da guerra.

Karlsch próprio reconheceu que lhe faltava a prova absoluta de suas alegações, e disse esperar que seu livro fosse provocar novas pesquisas.

Mas em um comunicado de imprensa para o lançamento do livro, ele é desafiador.

“É claro que não havia plano mestre para o desenvolvimento de bombas atômicas. Mas é também claro que os alemães foram os primeiros a fazer a energia atômica utilizáveis, e que no final desse desenvolvimento aconteceu um teste bem sucedido de uma arma nuclear tática.”

Fonte: BBC

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