Arquivo

Posts Tagged ‘americanas’

O Soldado Alemão – O Melhor do Mundo?

O povo alemão foi considerado por muito tempo um povo cruel e militarizado, graças a campanha disseminada no pós-guerra. A principal característica oriunda dessa mística é disciplina notória dos alemães. Por isso o soldado alemão foi muito tempo considerado o melhor soldado do mundo, disciplinado e combativo. E as batalhas iniciais da Segunda Guerra elevariam essa observação para o seu mais alto nível.

Com o passar da guerra e com a rendição das forças do General Paulus em Stalingrado, o que o mundo viu e os soviéticos não cansavam de repetir, era de que o soldado alemão era tão humano como qualquer outro soldado de qualquer outro exército. Sujeito aos traumas e medos da guerra. Embora ainda senhora de milhões de quilometros quadrados de território, a máscara do soldado invencível caíra com o  6º Exército.

Quando as forças anglo-americanas abriram uma nova frente na França, o que se via era um Exército já bastante debilitado. Soldados com idade avançada ou muito jovens e unidades inteiras de estrangeiros. Claro, ainda contavam com forças extremamente combativas, mas muito longe da mística de invencibilidade do soldado alemão.

No final da guerra pouca coisa sobrou daquele soldado que era considerado quase uma força de outro planeta invadindo a França. O que sobrou eram os maltrapilhos e os doentes integrantes de uma exército derrotado.

Por fim não existem exércitos invencíveis, nem soldados invencíveis, o que realmente existe são homens muito bem treinados e equipados, mas que no final das conta são apenas homens, nada mais. Outros conflitos no pós-guerra iriam provar que exércitos poderosos poderiam ser vencidos, o Vietnã seria o maior exemplo.

Com vocês a galeria com a face do soldado que já fora considerado invencível.

Operações Militares na Normandia!

Quando se fala em operações militares no Normandia pensa-se logo no Dia D. É certo que depois do Dia D, outros duros combates ainda estavam por vir. O dia 12 de junho e a partir do dia 20 com violentos combates que aconteceram para consolidar posições, principalmente em Caretan, Caen e as regiões circunvizinhas, formada por planícies com boa vegetação e bastantes obstáculos colocados ainda na preparação das defesas.

Muitos que tiveram a sorte de sobreviver a difícil tomada de Omaha encontraram a morte nas operações subsequentes. Enquanto as unidades paraquedistas americanas e inglesas ficaram largadas por dias em pequenas unidades de combate espalhadas por toda a Normandia.

Do lado alemão os reforços não chegaram antes do dia 12 de junho, quase uma semana depois do Dia D. Se concentraram em uma determinada região evitando o avanço aliado por algumas semanas.

Bandeira Inimiga – A simbologia da Derrota

Quando em guerra, os espólios sempre foram o sonho de consumo dos exércitos vencedores. Não por acaso, quando as unidades americanas já como tropa de ocupação, passavam os dias bebendo comemorando a paz em terras conquistadas, eles enviavam através de um serviço do US Army esses espólios para os Estados Unidos, por isso, vários pequenos objetos chegaram nas casas de famílias americanas.

Ao final das hostilidades na Itália, nossos pracinhas também trouxeram toda a sorte de suvenir, dentre uma das mais curiosas, o soldado Giovanne trouxe uma Estátua de uma Santa que ele encontrou em uma igrejinha destruída no interior italiano. Entretanto o espólio mais comum eram as armas, nossos soldados trouxeram para o Brasil vários tipos de armas brancas, pistolas e até metralhadoras alemães.

Mas o espólio de guerra mais simbólico para um Exército era, sem sombra de dúvidas, a bandeira da nação inimiga ou do Exército enfrentado. Essa simbologia milenar não foi diferente na Segunda Guerra Mundial. Podemos encontrar centenas de fotos de soldados ostentando as bandeiras inimigas derrotadas. Inclusive, no desfile da vitória em Moscou as bandeiras nazistas foram devidamente humilhadas e destruídas para representar a vitória total sobre o regime.

A Invasão dos Estados Unidos Durante a Segunda Guerra

Os Estados Unidos não sofreram invasão do seu território durante a Segunda Guerra Mundial, certo? Errado! Os japoneses invadiram os territórios americanos do arquipélago das ilhas de Near, situadas no Alaska. Duas ilhas foram ocupadas a partir de 06 de junho de 1942, Kiska e Attu, por uma força de 1100 soldados japoneses. Na ilha havia 46 pessoas, sendo que um foi morto durante a invasão, os 45 restantes foram enviados para um campo de prisioneiros japonês perto de Otaku, Hokkaido, onde 16 morreram.

Depois da retomada da ilha Attu em maio de 1943 pelas tropas americanas, num mês de intensos combates, os soldados, acompanhados de tropas do Canadá, desembarcaram em Kiska em julho. Mas tirando proveito da confusão, os japoneses deixaram a ilha uma semana antes, sem que os americanos tivessem notado. Mesmo assim, o desembarque fez mais de 300 mortos por causa do frio, “fogo amigo” e minas deixadas pelos japoneses

Ia Drag – A Primeira Batalha da Guerra do Vietnã

De 14 a 22 de novembro de 1965 o mundo assistiu perplexo a primeira grande batalha envolvendo forças americanas contra tropas de outra nação desde o cessar fogo na guerra das Coreias. Em uma operação de captura e emboscada, dois batalhões da 7ª Cavalaria e da 5ª Cavalaria, comandadas pelo então Coronel Hal Moore, empregando uma nova forma de combate, onde unidades de infantaria aerotransportadas iriam desembarcar em um determinado setor para consolidar uma posição. A mobilidade da tropa era a nova doutrina empregada nessas operações. A Batalha aconteceu a noroeste de Plei Me, nas serras do Vietnã do Sul.

Desde 1956 os Estados Unidos, percebendo o avanço do Comunismo na região, os Estados Unidos vinham apoiando e dado suporte a ações militares do Vietnã do Sul, mas sem qualquer envolvimento de tropas nos campos de batalha. Só a partir do início dos anos 60 as condições políticas e diplomáticas são agravadas, principalmente quando os vietcongues, guerrilheiros sul-vietnamitas pró-Vietnã do Norte, e que lutaram contra as tropas americanas durante todo o conflito, juntamente com tropas norte vietnamitas começaram a atacar bases americanas no Vietnã do Sul.

A Batalha de Ian Drag, apesar da suposta vitória americana, foi um desastre estratégico com sérias perdas para as Unidades Militares envolvidas, sendo um saldo total de 304 mortos e 524 feridos, enquanto a estimativa do lado das forças vietnamitas gira em torno de 554 mortos e 669 feridos – o Exército americano estima em 1519 mortos vietnamitas. Controvérsias a parte, é certo de que o suposta vitória deu uma falsa impressão que os Estados Unidos podiam perfeitamente lidar contra um inimigo diferente de todos os outros exércitos que o país já tinha enfrentado. Mas o transcorrer da batalha foi bem diferente. As tropas americanas tiveram que solicitar várias vezes a utilização de artilharia e apoio aéreo, inclusive um código pouco usado pelo Exército foi conclamado durante a Batalha: “Flecha Quebrada”, seria o código que informa a todas as unidades aéreas que uma Unidade americana estava prestes a ser massacrada, e o resultado disso é que todos os aviões disponíveis seriam lançados no socorro dessa Unidade.

Outro fato curioso é que a CIA recomendou, no calor da Batalha, que o comandante Hal Moore, fosse enviado de volta para o QG, pois era inconcebível que um Coronel fosse morto na primeira operação militar americana no Vietnã. Moore negou-se e deixar seus homens a própria sorte.

No final das contas o exército americano não estava preparado para a quantidade de baixas sofridas pelas forças, mas a suposta vitória alavancou uma guerra que se arrastou até 30 de abril de 1975, quando as tropas americanas se retiraram da Indochina.

O Tenente General Hal Moore juntamente com o jornalista Joseph L. Galloway que participou na batalha, escreveram o livro “We Were Soldiers Once…And Young”  que descreve a batalha. Em 2002, Mel Gibson estrelou o filmes: “Fomos Heróis” que é baseado no livro e uma narrativa da primeira parte da Batalha de Ia Drag.

Nova Doutrina de Combate

Local do Desembarque

Baixas Americanas

Muitos Feridos

Oficial morto em combate

Primeiro Prisioneiro de Guerra - "Há 4 batalhões aqui loucos para matar americanos"

%d blogueiros gostam disto: