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AMAN e ANVFEB-PE entregam Medalha Aspirante Mega – Reconhecimento Histórico

            A Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Seção Regional Pernambuco fez a entrega da Medalha Aspirante Mega no dia 10 de maio, na Academia Militar das Agulhas Negras, ao cadete primeiro colocado do terceiro ano do Curso de Infantaria, sendo agraciado com a honraria após participar do exercício da liderança, cuja execução visa desenvolver atributos das áreas afetiva, cognitiva e psicomotora, inerentes ao futuro comandante dos pelotões da Arma de Infantaria.

            Esta prova é realizada em uma única oportunidade durante o ano de instrução, sendo desencadeada ao longo de três jornadas ininterruptas. Ao longo deste período, os cadetes são submetidos a intensos esforços físicos, sendo avaliados quanto à sua capacidade de comando sob condições adversas, as quais buscam a imitação das extenuantes situações de combate.

            O nome dado à prova foi inspirado na heroica ação de combate desencadeada pelo Aspirante Francisco Mega, único Aspirante a oficial a tombar em combate no Teatro de Operações da Itália. No dia 15 de Abril de 1945, ele lançou-se à frente do seu pelotão contra as tropas inimigas instaladas na Cota 778 à leste da cidade de Montese e, mesmo sendo ferido mortalmente  no momento do assalto, buscou  a motivação dos seus homens na manutenção do ataque, proferindo as seguintes palavras: “Porque estão parados em torno de mim? A guerra é lá na frente. Quem está no fogo é para se queimar! Estou aqui por que quis! Se vocês estão sentidos com o que aconteceu, vinguem-se acertando o comandante deles! De nada valerá o meu sacrifício se não conquistarem o objetivo. A minha vida nada vale, a minha morte nada significa diante do que vocês ainda tem para fazer . Prossigam na luta…”

            Através deste legado deixado pelo Aspirante Mega, o Curso de Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras, por meio da referida prova, procura forjar o caráter militar de cada um dos seus Cadetes.

           A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira sente-se honrada em poder agraciar estes Cadetes que souberam enfrentar com bravura e dignidade as dificuldades impostas, honrando a memória dos nossos verdadeiros Heróis.

“Conspira contra sua própria grandeza,  o povo que não cultiva os seus feitos heroicos”

Aspirante Francisco Mega

 

 

Foto da Turma do Aspirante Francisco Mega da Escola Militar de Realengo – 1942

A Memória dos Heróis Mortos Largado ao Esquecimento!

No ano passado, realizamos uma pesquisa para descobrir se Pernambuco teria algum monumento que fizesse referência a Força Expedicionária Brasileira, já que, tradicionalmente, Pernambuco é um Estado repleto de monumentos, esculturas, placas, marcos e edificações que referenciam seus inúmeros mártires.

Iniciamos a pesquisa com o direcionamento e a ajuda de Rigoberto Souza que identificou duas homenagens que estão bem registradas na ANVFEB-PE. A primeira, uma placa inaugurada no Monte Guararapes pelo próprio Marechal Mascarenhas de Moraes na década de 50, e que teve um grande significado, já que nesse local, na cidade de Jaboatão de Guararapes, ocorreu a Batalha dos Guararapes, considerado pelo Exército Brasileiro como um marco de criação da Força Terrestre. Infelizmente essa placa foi retirada do local e atualmente está no Rol da Associação. A Segunda é um Monumento em estilo moderno, lembrando o estilo de construção que Oscar Niemayer utilizou em Brasília, e cujo a grandiosidade destoa de outras construções no principal parque da cidade de Recife, o Parque 13 de Maio, que, por acaso, também foi o local onde se anunciou ao povo pernambucano o início da Segunda Guerra.

Para pesquisar o monumento à FEB, resolvemos seguir para o Arquivo Público de Pernambuco, onde há vários registros e jornais de época que podem explicar como ocorreu a concepção desse projeto. Encontramos registros  no principais jornais da cidade que circularam no dia 13 de março de 1971, onde se destaca a Inauguração de um Viaduto no bairro do Espinheiro, na Rua João de Barros, e um Monumento em Homenagem aos pernambucanos mortos na Itália, essa honraria foi realizada pela Prefeitura da Cidade do Recife sob a gestão do então Prefeito Geraldo Magalhães.

O Monumento inaugurado contou com a presença da Associação dos Ex-Combatentes da FEB e a presença de militares do IV Exército, além de autoridade civis e eclesiásticas. Por ocasião houve uma missão em homenagem aos mortos e o descerramento das placas alusiva seguido do desfile de tropas e dos ex-combatentes .  As placas estavam registrados o seguinte:

1 – Homenagem do Prefeito Geraldo de Magalhães Melo e do povo do Recife aos integrantes da FEB, 13/III/1971.

2 – “Aquele que morre por seu país, serve-o mais em um só dia do que os outros em toda vida” (Péricles).

3 – Homenagem aos pernambucanos que deram a vida em holocausto à pátria na Segunda Guerra Mundial:

2º Tenente Manuel Barbosa da Silva,

2º Sargento Severino Taborda de Freitas,

3º Sargento José de Souza,

Cabo Hermínio da Silva,

Cabo Otávio Araújo,

Cabo Waldemir Holder,

Soldado Joaquim Lira,

Soldado José Barro.

Atualmente esse monumento encontra-se abandonado, quando visitamos a local, as pessoas responsáveis pela manutenção não souberam dizer do que se tratava essa grandiosa obra, se limitando a dizer que: “era alguma coisa do Exército”. Procuramos a administração do Parque 13 de Maio, que também nada acrescentou. Perguntamos a algumas pessoas que estavam no local que frequentam o Parque, mas não sabiam de nada. Um das razões disso é que as placas foram retiradas do local, e ninguém sabe informar se foram retiradas pela prefeitura ou simplesmente roubadas.

Para finalizar observamos que esse acontecimento é uma prova material do descaso com que a História do nosso povo a jogado na obscuridade da ignorância. Pior que tudo, jogamos ao relento a memória e o sacrifício de 12 pernambucanos que morreram lutando pelo seu país seu país, sem qualquer cerimônia esquecemos que esses brasileiros deram sua vida, assim como Frei Caneca e outros mártires pernambucanos entregaram suas vidas por uma causa.

 Outras Fontes: Carlos Bezerra Cavalcanti, O Recife – Um Presente do Passado.

Fotos RARAS do Acervo da ANVFEB-PE.

Formatura com a presença em peso dos Ex-Combatentes

Convite para Inauguração

Informações sobre a Inauguração

Não há qualquer indicação da origem, apenas depredação!

Os Heróis MORTOS PELO SEU PAÍS E ESQUECIDO POR ELE!

O que o Futebol da Paraíba tem haver com a Segunda Guerra?

 Uma Crônica muito bem elaborada pelo Mestre Roberto Vieira, um dos maiores talentos literários do Estado de Pernambuco, em homenagem a data natalícia de Rigoberto Souza. Esse senhor que o Estado de Pernambuco se orgulha em abrigar; Médico Dentista, Auditor e principalmente Sargento do Exército Brasileiro do 11º Regimento de Infantaria. Serviu nas principais campanhas brasileiras como Monte Castelo, Montese e Fornovo, regressando a Paraíba e, posteriormente, constituindo família em Pernambuco, onde hoje completa seus 89 anos de vida com saúde e vigor.

 O Craque de Pombal – Por Roberto Vieira

Rigoberto Souza - O nosso Parabéns

Joaquim Fernandes e a FEB – Uma Esperança e um Exemplo

Sempre que pensamos em consciência histórica do povo brasileiro somos unanimes em rotular-nos de “povo sem memória”, evidentemente que há razões consideráveis para a colocação, e quando falamos da História da Força Expedicionária Brasileira, o quadro fica mais complicado, tendo em vista a quase imposição governamental para o esquecimento dos sacrifícios dos ex-combatentes ao longo das décadas de pós-guerra. Sobre o assunto, o blog já publicou alguns artigos, e, claro, sempre embasado no descaso histórico peculiar de nossa nação. Contudo, tivemos o prazer de conhecer uma ESPERANÇA de nome Joaquim Laranjeira, filho de um honroso companheiro, o jovem garoto revigorou os ânimos de vários combatentes da memória da FEB.

Aficionado pela participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, Joaquim foi convidado para participar da reunião mensal da Associação dos Ex-Combatentes da Força Expedicionária Brasileira – Seccional Pernambuco, e deixou todos impressionados pela galhardia de conhecer e conversar com vários pracinhas da associação. Isso nos revigora, pois entendemos que a nossa esperança repousa no reconhecimento dos jovens para que a Memória da FEB permaneça viva, mesmo quando todos os nossos pracinhas nos deixar pela imposição da idade, teremos condições de repassar para as próximas gerações os exemplos dos heróis brasileiros nos campos da Itália.

Joaquim Laranjeira representa a juventude olhando para o passado de nosso país, portanto é fruto da nova realidade brasileira, da geração da informação fácil e acessível ao clique de um mouse, nessa geração é que depositamos todos os nossos esforços para que outros como o Joaquim, possam entender o passado do seu próprio povo e dignificar os sacrifícios de gerações passadas para que, hoje, desfrutássemos do mundo tal como o conhecemos.

O mais importante é que o jovem Joaquim tem sempre o apoio do pai Fernandes, aquele que incentiva e é fiel depositário do seu conhecimento, pois quantos exemplos temos negativos de pais que pouco estão interessados pelo o que o filho estuda? Fernandes é um exemplo de pai participativo na busca pela necessidade de conhecimento do jovem filho. E é assim que tem que ser; um homem que se preocupa com a consciência histórica dos seus filhos.

Então, ao Joaquim, o agradecimento pela esperança de que a FEB terá uma continuidade nas próximas gerações. E a Fernandes, nossos parabéns pela direção e incentivo dado ao filho.

E como diria nosso nobre amigo e pesquisador Rigoberto Júnior: A COBRA SEGUE FUMANDO…

“Conspira contra a sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus
feitos heróicos”

 Hoje ficamos mais longe dessa Conspiração.

Saudações Febianas

Joaquim com a Bandeira da FEB

Na ANVFEB-Seccional Pernambuco

Joaquim na Rol Principal de Cerimônia da ANVFEB-PE

Joaquim com os pracinhas Alberiades e Rigoberto

Categorias:História, Pernambuco Tags:

Os Combatentes pela FEB de HOJE – Tenente R1 Messias

Quanto soldados são necessários para fazer um grupo de combate? Dependendo do tipo de soldado, diria UM, depende do nível de instrução, dedicação, capacidade e, principalmente o nível operacional do soldado, e se o soldado é de elite pode dar a missão que ele vai e cumpre! Se for um Tenente será um exímio comandante de pelotão ou de companhia. O Tenente R1 Sílvio Mário Messias, a primeira vista, pode-se ter uma visão diferente dele, mas basta apenas ouvi-lo discursar por míseros 30 segundos para a visão mudar 360 graus. Perceber o valor cultural desse oficial! Homem de eloquência reconhecida, para tanto foi escolhido pelo General Benzi Comandante Militar do Nordeste para ser o Mestre de Cerimônia de todas as atividades do CMNE. Felizmente esse grande soldado, é um multitarefa! Pois desempenha as funções de consultor jurídico da associação, além de ser um relações públicas entre a ANVFEB-PE e as Unidades Militares, e por achar pouco é membro Confraria das Comunicações do 4º Batalhão de Comunicações. Ufa!

 Um detalhe, o Tenente R1 Sílvio Mário Messias de Oliveira é cadeirante. Mas isso tem alguma importância?

O Oficial Capacitado!

 

 

 

 

7º GAC – Reverencia a Memória das Vítimas do Baependi e Itagiba

Na última quarta-feira (31/08) tivemos a honra de estar presente a cerimônia alusiva ao afundamento dos navios Baependi e Itagiba. Essa solenidade que é realizado pelo 7º Grupo de Artilharia de Campanha (7º GAC) – Regimento Olinda, com objetivo da preservação da memória histórica do trágico incidente que tirou a vida de 153 militares em deslocamento que iriam compor o 7º Grupo de Artilharia de Dorso (7º GADo), e viria a ser denominado posteriormente 7º GAC.

 O Coronel Lima Gil atual comandante da unidade, conduziu os detalhes cerimoniais com o primor tal, que deu a todos os participantes a ideia exata do verdadeiro espírito histórico que marcou de forma tão trágica essa importante unidade. As tropas do Exército e da Marinha que estavam em forma reverenciaram a memória do Major Landerico de Albuquerque Lima vítima do ataque do U-507 e que iria ser o primeiro comandante do 7º GADo.

 O ápice da formatura foi o momento em que o Gen Div Marcelo Flávio Oliveira Aguiar comandante da 7ª Região Militar e o Gen Bda Manoel Lopes de Lima Neto comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, juntamente com o Coronel Lima Gil comandante do Regimento Olinda e o Major Adler Moura comandante da 14ª Bateria de Artilharia Antiaérea, além do Major Archias Alves Presidente da Associação Nacional de Veteranos da FEB, depositaram uma coroa de flores no Busto do Major Landerico.


Com a presença das autoridades civis e militares, a cerimônia teve o desfile da tropa e um coquetel servido posteriormente.

 A Ligação com a FEB

 Durante o coquetel foi presenteando a ANVFEB-PE um quadro belíssimo de autoria da Sra. Adriana Sueli Munck Gil, esposa do comandante Lima Gil. A obra de arte exibe a fachada do Regimento e possui a inscrição com os nomes dos navios torpedeados, simbolizando o elo entre a Força Expedicionária Brasileira e o Regimento Olinda. O Major Archias Alves, atual presidente da ANVFEB-PE, recebeu o quadro em nome da associação.

 

Podemos nos orgulhar de ter no seio de nossa sociedade, autoridades civis e militares que se preocupam com a consciência histórica, deixando esse legado de exaltação para as próximas gerações os exemplos de sacrifício de pessoas como o Major Landerico que simbolizam a mudança de postura brasileira frente à imposição firme da beligerância e que culminou com nossos pracinhas a defenderem os ideais de liberdade, fazendo jus aos nossos antepassados.

 

A todos os militares que fazem parte do 7º Grupo de Artilharia de Campanha e da 14ª Bateria de Artilharia Antiarea os nossos sinceros agradecimentos.

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ALUSIVO DA CERIMÔNIA DE AFUNDAMENTO DOS NAVIOS BAEPENDI E ITAGIBA

De 1939 a 1945, o mundo viveu uma das mais sangrentas páginas de sua história: a 2ª Guerra Mundial. Este conflito bélico que inicialmente atingiu as nações européias aos poucos foi se alastrando para outras partes do planeta atingindo nosso país no ano de 1942.

O Ministério da Guerra acompanhando os acontecimentos que se desenrolavam em continente europeu, decidiu instalar na década de 40 a 7ª região Militar e dentre as Unidades mandadas construir para compor aquele Grande Comando estava o 7º Grupo de Artilharia de Dorso (7º GADo), precursor do 7º Grupo de Artilharia de Campanha – Regimento Olinda. A construção da Unidade foi iniciada em 7 de junho de 1941 neste aquartelamento onde se encontra atualmente localizada, e sua ocupação iniciou-se em 1º de junho do ano seguinte.

O Brasil havia inicialmente declarado sua neutralidade em relação ao conflito, no entanto após o ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor é realizada no Rio de Janeiro a 3a  Reunião de Chanceleres das Repúblicas Americanas, presidida pelo Ministro de Relações Exteriores do Brasil Osvaldo Aranha, quando foi aprovada a resolução nº 15 onde constava a intenção de apoiar qualquer país do continente que fosse atacado e se envolvesse no conflito e que levou o Brasil a romper relações diplomáticas com os países do Eixo em 28 de janeiro de 1942. Desta forma, nosso país intensificou as relações comerciais com Estados Unidos enviando matérias primas para a nação estadunidense através de sua frota de navios mercantes.

O Brasil se envolve definitivamente no conflito quando esta frota de navios que realizava o comércio de mercadorias para os Estados Unidos começa a ser atacada por submarinos alemães na região do Mar do Caribe. Sentindo a necessidade de diminuir ainda mais a capacidade logística dos Aliados, a Alemanha de Hitler amplia estes ataques para a costa brasileira no mês de maio de 1942.

Iniciada a ocupação do 7º GADo em junho de 1942, a maior parte de sua guarnição é transferida do Rio de janeiro para Olinda em agosto do mesmo ano embarcada nos navios mercantes Baependi e Itagiba. Nas noites de 15 e 17 de agosto os dois navios são afundados pelo submarino alemão U-507, acarretando a morte de 326 (trezentas e vinte e seis) pessoas, dentre elas 153 (cento e cinqüenta e três) militares que comporiam o efetivo do 7º Grupo de Artilharia de Dorso, inclusive o seu Comandante o Maj Art LANDERICO DE ALBUQUERQUE LIMA.

O afundamento destes navios ocasionou uma comoção nacional que desencadeou uma série de protestos de norte a sul do país contra o ataque covarde que sofrera a frota mercante brasileira em litoral nordestino. Atendendo ao clamor popular e à necessidade de responder à altura a agressão sofrida pelo país, o Governo Brasileiro declara guerra ao Eixo em 31 de agosto de 1942.

Em janeiro de 1943, o presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Roosevelt e o primeiro ministro inglês, Winston Churchill se reúnem em Casablanca para discutir, entre outros assuntos, a estratégia para combater os ataques dos submarinos alemães. Ao final desta Conferencia, o presidente americano desloca-se para Natal-RN onde se encontra com o presidente brasileiro Getúlio Vargas e acertam o envio de tropas brasileiras para o front europeu.

Fruto da estratégia traçada em Casablanca são afundados diversos submarinos alemães, dentre eles o U-507, do Capitão de Corveta Harro Schacht, responsável pelo torpedeamento do Baependi e do Itagiba. Em 13 de janeiro de 1943, partindo da Base Aérea de Parnamirim, um avião Catalina da Marinha dos Estados Unidos bombardeou o U-507 que afundou levando para o fundo do litoral cearense seus 54 (cinqüenta e quatro) tripulantes.

A entrada do Brasil na II Guerra Mundial proporcionou ao país o envio de 25.334 (vinte e cinco mil trezentos e trinta e quatro) homens e mulheres da Força Expedicionária Brasileira que lutaram ao lado das Forças Aliadas para libertação do mundo do jugo nazifascista e que muito contribuíram para o desenvolvimento da democracia no nosso Brasil.

No dia em que se completam 69 (sessenta e nove) anos da entrada do Brasil na II Guerra Mundial, homenageamos os mártires do Baependi e do Itagiba, 153 (cento e cinqüenta e três) militares que se deslocavam do Rio de Janeiro para Olinda para cumprir seu dever de defender a Pátria e que terminaram vítimas de uma estratégia equivocada da qual não lhes foi dada sequer a oportunidade de se defender, uma vez que se deslocavam em navios mercantes, sem qualquer meio de defesa e na escuridão da noite daquele mês de agosto.

Homenageamos também os nossos pracinhas, que se deslocaram do Brasil para a Itália, para defender a honra, a soberania e os valores de liberdade e democracia de nossa Pátria. Esses homens e mulheres que deixaram suas famílias para que tivéssemos um Brasil melhor, livre da opressão nazifascista e que contribuíram decisivamente para a manutenção da paz em nosso território, criando as melhores condições para que, nos dias de hoje, o Brasil esteja entre as maiores potências do mundo.

Aos militares falecidos nos afundamentos do Baependi e do Itagiba fica para sempre o nosso reconhecimento e gratidão na certeza de que o sacrifício daqueles soldados e de todos os integrantes da Força Expedicionária Brasileira servirá para sempre como exemplo da capacidade de todos nós brasileiros de lutarmos pela defesa de nossos valores, de nossa soberania, de nossa liberdade e de nossa Pátria Brasil.

Olinda, 31 de agosto de 2011

 ERNESTO DE LIMA GIL – Cel

Comandante do 7º GAC

Quadro de autoria da Sra. Adriana Gil presenteado a ANVFEB-PE

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Fonte: http://www.7gac.eb.mil.br/

Um Verdadeiro Soldado Brasileiro – Rigoberto de Souza

Esse post é mais do que uma mera descrição da história! Por várias vezes publicamos material baseado na pesquisa, na indicação ou em algum material que é enviado para este blog. Mas este POST é diferente! Recai sobre meus ombros a descrição da experiência de um verdadeiro Soldado Brasileiro. Materializar através dessas linhas um paraibano bravo que combateu na Itália e que, apesar dos seus 88 anos, possui na firmeza de seus pensamentos e na eloquência de sua voz, um relato de um integrante atuante da Força Expedicionária Brasileira.

Rigoberto de Souza Vice-Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Seção Pernambuco, não possui nem de longe o perfil do soldado brasileiro que os historiadores gostam de exemplificar: “o pracinha incauto com pouca educação”, muito pelo contrário, Doutor Rigorberto é um erudito, com uma biblioteca farta ele manuseia seus livros com a firmeza de conhecer e dominar cada publicação, indicando livros e fazendo menções de relatos e autores. Tivemos o prazer de passar uma tarde na presença desse homem que, entre outras coisas, possui um acervo que surpreende pela qualidade. Tudo isso tornou a visita uma verdadeira aula de história prática, que deixaria qualquer professor universitário completamente renovado da profissão. Foi uma especialização em FEB!

O Sargento Rigoberto serviu no 11º Regimento de Infantaria, Companhia de Canhões Anticarros (C.C.A.C), depois convertida para Subunidade de Fuzileiros, onde comandou um grupo de combate. Participou dos ataques a Monte Castello e a Montese, sendo condecorado com as seguintes medalhas: Cruz de Combate de 2ª Classe; Medalha de Campanha; e Medalha de Guerra. Ao retornar ao Brasil ingressou na Universidade Federal de Pernambuco, se formando posteriormente em Odontologia. Foi um dos fundadores da ANVFEB-PE, tendo atuado fortemente em 1988 pelo reconhecimento pela Constituição da situação dos Ex-Combatentes da FEB.

Mas seria injusto se não fizesse menção ao braço operacional da ANVFEB-PE, Rigoberto de Souza Júnior nosso contato, e uma  pessoa apaixonada pelo legado do pai e que, gentilmente proporcionou, não apenas esse encontro, mas também as fotos do seu acervo pessoal, e se demonstrou um grande soldado que batalha pela herança histórica da FEB no Brasil. Graças a seu exemplo, podemos ratificar nossas esperanças de continuar o trabalho em busca do reconhecimento de todos que fizeram a Força Expedicionária Brasileira um exemplo de dedicação ao Brasil.

 Uma Citação:

“A Cobra segue Fumando!”

Patrulha Brasileira - Ao Fundo a Cidade de Montese

Cidade de Montese

Sabre - Baioneta do Fuzil M1Garand

Pistola Semi-automática wz.35 Vis

 O Sargento Rigoberto em uma patrulha com o seu grupo de combate encontraram um alemão morto e sob seu corpo estava essa pistola wz.35 Vis – Arma de fabricação polonesa e que foi adotada pelo Exército polonês a partir de 1935 como armamento padrão. Posteriormente foi utilizado pela Wehrmacht com a anexação da Polônia pela Alemanha.

Informações sobre a Pistola: http://it.wikipedia.org/wiki/Radom_Pistolet_wz.35_Vis

Dog Tag - Original

Insígnia de Assalto de Tropa AlemãNegociado com um Prisioneiro de Guerra Alemão

Símbolo da FEB

Medalhas Recebidas

Desfile Sete de Setembro

Satisfação em Fechar esse Post na Presenção do Ilustre Ex-Combatente

Informações Adicionais:

http://www.anvfeb.com.br/Rigoberto_Souza.htm

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