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Cavalaria Montada e Mecanizada durante a Segunda Guerra

Se alguém perguntar qual o instrumento bélico mais usado na história dos conflitos humanos? O que lhe vem a cabeça? Sem hesitar, a resposta correta para essa pergunta recai sobre um animal que o homem aprendeu a amar e a usá-lo em suas disputas, o cavalo. Esses animais são co-participantes em todos os conflitos humanos. Chamado de cavalaria, a quantidade de cavalos de uma nação determinava a seu poder e influência sobre seus vizinhos. O cavalo foi o instrumento de guerra da civilização por milênios, perdendo espaço apenas durante a Segunda Guerra Mundial.

Quando a guerra se desenhava, a França solicitou aos países amigos que lhe cedessem cavalos para compor seu Exército. Em 1939, chegaram a França mais de 200 mil cavalos oriundos de todas as partes do mundo. Os franceses esperavam um conflito aos moldes de 1914. Mesmo ciente da mística história da cavalaria montada polonesa atacando os panzers alemães.

Os cavalos perderam o poder bélico para os mecanizados criados pelo homem, mas ainda foram muitos utilizados na Segunda Guerra Mundial, principalmente quando os recursos eram escassos na segunda fase da guerra. Divisões alemães inteiras passaram a ser dotadas de cavalos para percorrer os difíceis trechos de vastos territórios.

Eles ainda permanecem com uma estreita ligação afetiva com o homem, mesmo sendo co-participante de seus conflitos nunca tiveram o devido valor pelos seus bravos serviços prestados à humanidade.

Abaixo nossa galeria mista da cavalaria da Segunda Guerra:

Segunda Guerra: Todos Perderam!

Muitos perguntam os motivos de se falar sobre a Segunda Guerra e se vivenciar um momento tão triste e cheio de dor e tragédia. Confesso que o nosso entusiasmo neste evento é acreditar que o mundo em que vivemos hoje é resultado direto desse conflito. Pensar que qualquer resultado diferente poderia mudar completamente a estrutura da sociedade tal qual a conhecemos é algo instigante .

Mas é necessário também fazer referência ao sacrifício humano e o sangue derramado das milhões de vítimas dessa guerra que significa exatamente o fracasso humano como civilização. Não culpo Hitler e seus partidários apenas, isso é um erro recorrente, mas culpo a civilização por tornar a Segunda Guerra Mundial possível. Uma geração inteira pagou um alto preço por isso. E não me refiro apenas as populações que sofreram com a guerra, também me refiro ao soldado que morreu em combate, pois cada soldado morto nos campos de batalha deixou uma família que o esperava em luto. Cada um que caiu, jogou uma mãe, esposa e filhos na penumbra da morte.

Quando pensamos em Segunda Guerra devemos pensar no que ela deixou de legado, mesmo que outros conflitos tenha a sucedido e outros mais ainda estão em andamento ou por vir, não nos esqueçamos que quando um Terceira Guerra Mundial eclodir nenhuma vida desperdiçada na Segunda terá valido a pena.

 Em nome desse sacrifício segue abaixo uma lembrança dos bravos soldados:

Recife: 475 de História – Permita-me Apresentar Minha Cidade.

Permita-me apresentar a minha cidade, Recife. Cidade que vive o presente, mas permanece com os pés no passado. Andar em suas ruas é contemplar o ar provinciano do final do século XIX e início do XX. Nesta cidade, onde o pioneirismo faz parte da cultura popular e do sangue nordestino que corre na veia dos bravos recifenses. Somos a cidade das revoluções, somos berço dos revoltosos de 1817, somos herdeiros do sangue derramado da República de 1824 e de todas as revoltas e revoluções do século passado. Somos bravos e guerreiros, que com olhos orgulhosos, lembram monumentos que permearam a paisagem de nossa cidade e que já não existem mais, a Igreja do Corpo Santo, Portal de Santo Antônio e tantos outros, derrubados por filhos ingratos que não entenderam que a beleza de nossa cidade é a preservação de sua história.

Assim como participamos com grandes efetivos reunidos na atual Praça do Arsenal, na década de 70 do século XIX, para lutamos bravamente na Guerra do Paraguai, também exercermos um papel importante durante a Segunda Guerra, pois éramos o centro das operações do Atlântico Norte. Aqui chegavam os náufragos dos afundamentos dos navios atacados pelos submarinos nazistas. Provemos quebra-quebra, indignados com os teutônicos e italianos, abrigamos aliados e eles construíram Hospitais, Centro de Comunicações, Aeroportos e influenciaram a nossa cultura profundamente. Como não poderia deixar de ser, mais uma vez, seus filhos não fugiram à luta. Fizemos parte da Força Expedicionária que lutou nos campos da Itália e choramos por 12 bravos pernambucanos que perderam sua vida no conflito.

Hoje Recife completa 475 anos e ainda somos referência em muitos aspectos, mesmo com problemas crônicos, típico dos grandes centros urbanos, despontamos na área de Tecnologia, área Médica e de serviços. Continuamos fortes e determinados.

Vamos caminhar de forma lenta e organizada para o futuro, mas sem deixar de honrar e preservar nosso passado que é rico e construído com suor e sangue de um povo guerreiro.

* Fotos Gentilmente cedidas por email pelo Dr. Mário Messias.

Atual Conde da Boa Vista

Local onde foi construída a atual Av. Dantas Barreto, ruas, casas e igreja foram destruídas

Teatro Santa Isabel. Com um trem se aproximando do lado direito

Avenida Guararapes na Década de 40.

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