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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XII

PARTE 12

Klein Kindergarten Krieg. Prisioneiros e partisans.

Dezenas de milhares de prisioneiros soviéticos eram mostrados nos cinejornais para as platéias dos cinemas na Alemanha enquanto que os textos se regozijavam diante das vitórias. Mas de cada 100 prisioneiros mostrados, apenas 3 sobreviveriam.

O primeiro problema ao ser feito prisioneiro era, antes de tudo, sobreviver ao combate. A intensidade da luta por muitas vezes excluía esta possibilidade. Por exemplo: na maioria das vezes, as consequências do fracasso no enfrentamento entre infantaria e tanques eram fatais. Um sub-oficial alemão de uma força anti-tanques descreveu o que normalmente acontecia:

“Todos os membros da tripulação eram mortos assim que pulavam para fora (do tanque) e nenhum prisioneiro era feito. Isso era a guerra. Havia ocasiões quando tais coisas aconteciam. Se nós percebêssemos que não poderíamos recolher ou cuidar dos prisioneiros, eles eram mortos durante a ação. Mas eu não estou dizendo que eles eram mortos depois de serem feitos prisioneiros – isso nunca!”

Durante as primeiras semanas do avanço, as duas maiores batalhas envolvendo os cercos de Bialystok e Minsk envolveram a captura de 328.000 prisioneiros com mais 310.000 feitos em Smolensk. O General Von Waldau, chefe do Luftwaffen-Führungsstabes (Equipe de Operações da Luftwaffe) calculou que praticamente 800.000 prisioneiros foram feitos até o final de julho. Tal número iria chegar a 3,3 milhões em dezembro. As estimativas são de que 2 milhões de prisioneiros soviéticos pereceram apenas nos primeiros meses da campanha. O tenente da artilharia Siegfried Knappe ficou impressionado com o inacreditável número de rendições:

“Nós começamos a capturar prisioneiros desde o primeiro dia da invasão. A infantaria os trazia aos milhares, às dezenas de milhares e até às centenas de milhares.”.

CONTINUA

Traduzido Por A.Reguenet

Trens Blindados da Segunda Guerra: Muito usado Pouco Falado

Transporte muito utilizado durante toda a guerra, sempre visto nos filmes e jogos da Segunda Guerra Mundial, mas que é pouquíssimo falado são os trens blindados de transporte.

O início da utilização dessas fortalezas sobre trilhos iniciou na campanha da Rússia, quando a necessidade das linhas de abastecimento das tropas eram cada vez mais dependentes da malha ferroviária, enquanto que a superioridade aérea ainda não permitia a liberdade de trânsito nos territórios ocupados, nem para os alemães, nem tão pouco para os soviéticos.

Cada vez mais trens eram necessários para transportes de tropas, artilharia, tanques, munição e todo tipo de suprimentos necessário à linha de frente. Esses colossos eram armados com baterias antiaéreas e artilharia, além de unidades inteiras, que tinham como missão proteger a carga. Algo inovador, mas vulnerável aos ataques de pequenos grupos que destruíam a malha ferroviária com o objetivo de dificultar o trânsito desses monstros da guerra.

Outros países incrementaram a utilização desses trens, principalmente a URSS que transportavam milhões de tropas, sendo decisivo para o a campanha na frente oriental.

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Os Loucos Condenados do Dia D

O Exército Alemão realizou uma pequena campanha de difamação das tropas americanas quando a invasão da Europa era dada como certa. Era comum circular entre os soldados que protegiam a França, que o governo americano iria enviar criminosos condenados para lutarem contra eles. A ideia era não intimidar os soldados, mas fazer com que eles entendessem que estariam lutando contra não contra soldados ou uma força regular, mas com homens que não tinham nada a perder, por isso os alemães deveriam lutar pelas suas vidas e não se renderem.

Quando souberam dos rumores, os soldados aliados passaram a raspar suas cabeças com penteados moicanos, principalmente os paraquedistas. O objetivo era demonstrar que eles, pela menos na aparência, estavam bem próximos de condenados, e estavam dispostos a acabar com qualquer resistência inimiga.

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