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Veículos Militares da Alemanha na Segunda Guerra

Quando se fala em blindados alemães a primeira coisa que lembramos são os panzes blindados consagrados pela Blitzkrieg, com isso deixamos de lado o excelente legado de veículos militares produzidos pela Alemanha no período da guerra, inclusive norteando a tecnologia para o pós-guerra. Portanto, vamos apresentar alguns dos veículos militares, blindados ou não, que foram utilizados largamente nas campanhas da Segunda Guerra pela Alemanha.

10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada – O Esquadrão Forte das Cinco Pontas

Estamos a partir dessa data, realizando publicações especiais sobre as Unidades Militares do Exército Brasileiro e suas designações históricas, nosso objetivo é exaltar e divulgar uma prática bem comum do nosso Exército e que não é do conhecimento público, que é a designação histórica das Unidades Militares. Assim fornecer subsídios para que as pessoas possam conhecer um pouco mais de sua própria história; a história de seu país.

Iniciamos nossa homenagem ao 10º Esquadrão de Cavalaria Motorizada, comandado pelo Major André Augusto de Menezes, um oficial zeloso pela História do Brasil, inclusive com proposta para realizar um Monumento em Homenagem a Força Expedicionária Brasileira. Também não poderia deixar de citar o Capitão Landgraf que está realizando uma pesquisa sobre a atuação do 1º Esquadrão de Reconhecimento da FEB, comandado pelo então Capitão Plínio Pitaluga.

Uma Unidade que carrega o peso histórico “Fonte das Cinco Pontas” não poderia está melhor servida.

HISTÓRICO DO 10º ESQUADRÃO DE CAVALARIA MECANIZADA 

O ESQUADRÃO FORTE DAS CINCO PONTAS

Foi criado em 24 de Dezembro de 1947, por Portaria do Exmo Sr. Ministro da Guerra sob a denominação de 7º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado, nasceu a unidade pioneira da ARMA DE CAVALARIA do Norte e Nordeste da Brasil.

 A 10 de março de 1948 passou a ter autonomia administrativa e a 1º de Abril de 1948 começaram os trabalhos de mudança para o tradicional FORTE DAS CINCO PONTAS no Bairro São José na nossa cidade.

Em 21 de Novembro de 1973, denomina-se 7º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado e a 7 de julho de 1976 foi mais uma vez transferido , desta feita, para a nova sede localizada na BR-232, Km 10, Bairro do Curado, Recife-PE. A 1º de Janeiro de 1979, de acordo com a Portaria Ministerial nº 37 Reservada, de 28 de julho de 1978, passou a denominar-se 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado.

Em reconhecimento ao suor e sangue derramados por nossos patrícios no limiar da nossa nacionalidade e a ligação entre esta Organização Militar e local desse evento, o 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado recebeu a denominação de ESQUADRÃO FORTE DAS CINCO PONTAS , de acordo com a Port Min nº 686, de 14 de dezembro de 1994.

HISTÓRIA DO FORTE DAS CINCO PONTAS

O Forte de São Tiago das Cinco Pontas situa-se no atual bairro de São José, próximo à antiga Estação Rodoviária de Santa Rita. É a última construção holandesa no Recife e um dos monumentos mais representativos da arquitetura colonial. Foi edificado pelos flamengos, no ano de 1630, por determinação do Príncipe de Orange – Frederik Hedrik -, tendo como seu idealizador o comandante Teodoro Weerdemburgh. Chamou-se, primeiramente, de Forte Frederico Henrique.

Construída em taipa sobre um solo alto, e dominando, por completo, o porto do Recife, a fortaleza possuía como padroeira Nossa Senhora da Assunção. Ficava em uma área próxima às cacimbas de água potável de Ambrósio Machado, um abastado senhor de engenho na ilha de Antônio Vaz. Em decorrência de sua proximidade com tais cacimbas, também foi denominada de Forte das Cacimbas de Ambrósio Machado e de Forte das Cacimbas das Cinco Pontas.

Os objetivos mais relevantes daquela fortaleza eram os de garantir à população o suprimento de água potável, mediante a proteção das cacimbas (ponto vital para o abastecimento d’água do Recife), e impedir que os navios inimigos circulassem pelas águas do rio Capibaribe, e chegassem até a Barreta dos Afogados (através de uma passagem existente nos arrecifes), podendo se evadir, a partir daí, com os barcos carregados de açucar.

Com a vinda do Conde João Maurício de Nassau-Siegen para o Recife, os holandeses iniciaram a construção de um canal de trinta metros de largura, partindo do Forte Frederico Henrique e se estendendo até o local onde se encontra, hoje, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Em 1637, por sua vez, as muralhas e a profundidade do fosso da fortaleza foram reformados.

No século XVII, ela é destruída por João Fernandes Vieira e ocupada por tropas luso-brasileiras, sob o comando de André Vidal de Negreiros e do general Francisco Barreto de Menezes. A capitulação dos holandeses ocorre na campina do Taborda, perto do atual Cabanga Iate Clube. Quando o Forte foi rendido, em 1654, havia os seguintes elementos em seu inventário oficial: 17 canhões de calibre 2 a 24, dois alfanges de cortar cabeça e vários outros apetrechos bélicos.

A esse respeito, existe hoje, na entrada do Forte, uma placa que registra a rendição holandesa:

Próximo a este forte das Cinco Pontas, um dos últimos baluartes flamengos, na chamada campina do Taborda, existiu a porta sul de Mauricéia, onde o mestre de campo general Francisco Barreto, chefe militar da campanha de libertação e restauração de Pernambuco, recebeu a 28.1.1654, na qualidade de vencedor, as chaves da cidade, que lhe foram entregues pelo general Segismundo von Schkoppe, comandante das forças holandesas que, na ante-véspera se haviam rendido. Esta memória foi mandada colocar pelo Exército, no ensejo das comemorações do tricentenário da Restauração. 1654 – 1954.

Compreendendo a importância da fortaleza para a segurança e o controle da cidade, do ponto de vista estratégico, Fernandes Vieira ordena que a construção comece a ser restaurada em 1677. Dessa vez, os portugueses empregam um material mais resistente do que a taipa (que os flamengos utilizaram na construção primitiva), e as obras são concluídas em 1684.

Durante essa restauração, porém, um dos baluartes (ou pontas) do forte é suspenso, e o local fica reduzido a quatro pontas apenas (adquire a forma quadrangular), ao invés da pentagonal do início. De 1746, encontra-se preservada a seguinte descrição do Forte das Cinco Pontas: “um quadrado com quatro baluartes, com fossos e estrada coberta, e montava 8 peças de bronze de calibre 6 a 14, 8 de ferro de calibre 6 a 30, e 6 pedreiras de bronze de calibre 1 e 2; era comandado por um Capitão que recebia 16$000 de soldo por mês e mais 3 quartas de farinha, tinha um destacamento de fuzileiros e artilheiros, com um sargento e um condestável.”

Mas, continua a ser chamado, por todos, de Forte das Cinco Pontas (ouVijfhoek, em holandês), por ter a forma de uma estrela. A despeito da perda de um baluarte, o local termina ficando, mediante a nova configuração, com uma área total bem maior que a anterior. Cabe dizer ainda que, durante muitos anos, a fortaleza funcionou como uma prisão.

O último nome adquirido pelo forte, finalmente, é o de São Tiago das Cinco Pontas, pelo fato de haver, em seu interior, uma pequena capela dedicada a São Tiago Maior, um dos seus santos padroeiros.

Por volta do ano 1817, o local abriga, também, a sede do Quartel General Militar. Antigamente, o forte possuía uns subterrâneos que serviam de prisão, mas eles foram demolidos no ano de 1822, por ordem de Gervásio Pires Ferreira, que dirigia a Junta do Governo Provisório de Pernambuco. Tais subterrâneos, vale salientar, eram verdadeiros túmulos dos vivos. Um dos presos mais ilustres, em 1935, tratou-se do romancista Graciliano Ramos. Em Memórias do cárcere, seu famoso livro, Graciliano se refere à Estação de Cinco Pontas como sendo um quartel.

O Forte de São Tiago das Cinco Pontas possui um pátio interno, várias celas com grades pesadas, feitas em ferro, e um túnel oculto, planejado para os holandeses fugirem, caso sofressem uma invasão. As muralhas da construção, por outro lado, se apresentam recortadas nos pontos em que aparecem os antigos canhões de bronze. Pode-se apreciar um belo portão na entrada da fortaleza, todo feito em madeira de lei. As demais portas e janelas do forte foram confeccionadas com material idêntico.

Ao lado da fortaleza há um histórico paredão onde, no dia 13 de janeiro de 1825, foi morto o frade carmelita Joaquim do Amor Divino Caneca – o conhecido Frei Caneca. Tal paredão ficava junto à forca, onde deveria morrer o célebre mártir pernambucano.

No início do século XX, o Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco mandou colocar uma lápide em mármore, na parede onde Frei Caneca foi morto, contendo os seguintes dizeres:

ESTE LARGO FOI ESPINGARDEADO

JUNTO À FORCA, A 13 DE JANEIRO DE 1825

POR NÃO HAVER RÉO QUE SE PRESTASSE

A GARROTEÁ-LO O PATRIOTA

Homenagem do Instituto

Archeologico e Geogrraphico

2-7-1917 Pernambuco

FONTE: FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO

O Forte das Cinco Pontas atual

 

10º ESQUADRÃO DE CAVALARIA MECANIZADA

Major André Augusto com representantes da ANVFEB-PE

 

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O Pai da Blitzkrieg? Uma Visão dos Blindados

Hans von Seeckt foi nomeado para o cargo de chefe do Reichwehr da República do Weimar, que era o Exército de Defesa da Alemanha, segundo o Tratado de Paz de Versalhes. Esse Exército estava reduzido a um efetivo de 100 mil homens, sendo 4000 oficiais e 96 mil praças e constituía a única força autorizada a manter a defesa do território alemão após 1919.

Seeckt realizou uma prodigiosa mudança no comportamento e na qualificação da tropa, realizando um treinamento profissional desse efetivo, mesmo sob as severas imposições do Tratado. Ele foi um dos primeiros generais a lançar as bases para a Blitzkrieg, defendendo a especialização de unidades relativamente pequenas, mas empregada com grande mobilidade nos campos de batalhas contra grandes efetivos de tropas inexperientes e mal formadas. Esse pensamento revolucionário deixava de lado o conceito de guerra estática e tornava evidente a criação de uma nova metodologia de combate. Para ele, os grandes efetivos de conscritos eram um enfardo desastroso para as futuras batalhas, pois os jovens seriam mais bem utilizados para os fins da guerra, trabalhando na indústria e fornecendo material bélico de primeira linha para os soldados profissionais. Outro efetivo, menos experiente, poderia ser utilizado como tropa de ocupação e reservas, buscando um aprimoramento e adquirindo a experiência necessária para entrar na linha de frente.

Contudo dois elementos importantes ficaram de fora da análise de emprego de tropas, segundo os conceitos que seriam empregados pelos alemães durante a Segunda Guerra, a utilização da aviação contra tropas inimigas, o que, para Seeckt, a Força Aérea deveria ser empregada especificamente para neutralizar a aviação inimiga e não na ofensiva contra tropas em solo. Um segundo conceito era a utilização de blindados para alcançar a mobilidade necessária nos campos de batalha. Nesse último caso, coube ao general Heinz Guderian a consolidação e aperfeiçoamento das técnicas de emprego de blindados na composição de uma guerra ofensiva de alta mobilidade que ficou consagrada como “Guerra Relâmpago”.

Portanto vamos verificar nas fotos abaixo alguns blindados que foram criados para alcançar a mobilidade ignorada por Seeckt e aperfeiçoada por Guderian, cujo o resultado já é notório para a História.

Fonte: O outro lado da Colina – Liddell Hart

Os Veículos de Combate Mais Estranhos da Guerra!

Shermans? Esqueçam! Panzer Tiger?  T-34? Nem pensar! Esses veículos em sua maioria foram fabricados em uma escala muito pequena ou foram simplesmente protótipos nunca usados. O designer esquisito de muitos e a pouca mobilidade foram fatores preponderantes para que a indústria da guerra não adotasse essas aberrações.

 No final das contas eles ficaram esquecidos no passado e não perfazem mais na história da guerra. Vamos ver alguns desses monstros mecânicos aqui!

Esse poderia ser usado até hoje para proteção nas cidades violentas!

Versão dos carros populares "blindados"

Tá é um Sherman, mas ganhou pela camuflagem!

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