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Posts Tagged ‘Dia D’

71 ANOS DA MAIOR OPERAÇÃO ANFÍBIA DO SÉCULO 20 – O Dia D!

 Mais um data para que possamos lembrar. A Operação Overlord teve início no distante 06 de junho de 1944.

 Separamos alguns dos principais artigos que o BLOG já publicou sobre a Dia D, em um vasto acervo de fotografias e análise da operação.

A operação, perdoe-nos os adeptos da República Soviética, é a que mais aguça o interesse de alguns aficionados pela Segunda Guerra Mundial. Deixando de lado a ideologia, escrevemos tanto sobre esse tema, mas mesmo assim parece que o tema não se esgota. Disponibilizamos alguns links de todos os artigos sobre o Dia D, e não são poucos! São 47 Artigos tratando diretamente os eventos do dia 05 e 06 de junho de 1944, data que marca o início das operações aerotransportadas e, posteriormente, os desembarques nas praias normandas. Acompanhada com os artigos, estão disponíveis algumas centenas de fotografias que, diga-se de passagem, estão entre as preferidas. As fotografias que consideramos imperdíveis para quem gosta da operação.

Rommel e o Dia D – Preparação

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Os Loucos Condenados do Dia D

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Os Feridos e Mortos em Omaha – Dia D

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Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D

http://wp.me/pSMXF-4pi

Dia D – A Operação que Mais Consumiu Recursos Materias e Humanos!

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Dia D e a Normandia: O Preço Pela Liberdade!

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O Dia D – IN LOCO

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A Hora H do Dia D – Parte II

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Os Alemães e o Dia D.

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Os Melhores Registros Fotográficos do Dia D – Homenagem a Robert Capa

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Dia D – Especial 69 Anos – Destruição e Morte Vinda dos Céus

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Eis O Dia D, Ainda Chama Atenção

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O GOOGLE MAPS do Dia D!!

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Bunker – As Fortificações do Dia D e Outras

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O Dia D – Defensores e Atacantes

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Dia D – Análise, Fatos e Fotos

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E o Brasil, Como Viu o Dia D?

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Omaha – Dia D – General Cota – O Comandante no Setor DOG WHITE

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O Dia D no LEGO – Muito Legal!

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O Fracasso da Defesa no Dia D

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Dossiê – A Morte do General Pratt no Dia D – Parte I

http://wp.me/pSMXF-Eu

O Dia D – Visto por um ângulo Diferente

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Dia D – Visto por Outro Ângulo

http://wp.me/pSMXF-ZO

DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte I

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DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte II

http://wp.me/pSMXF-11v

DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a dos Alemães – Parte Final

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O Dia D, depois do Dia D!

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Os Civis No Dia D e depois do Dia D!

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O Que Sobrou do Dia D? Cidades Destruídas

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A Marinha de Guerra dos Aliados no Dia D.

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As Consequências do Dia D para a População da Normandia

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06 de Junho de 1944 – 67 Anos do Dia D

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Muito bem. Vamos! – A Ordem do Dia D – Especial – Parte II

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05 de Junho 1944 – DIA D 67 Anos – Especial – Parte I

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Os Páraquedistas no Dia D – Parte I

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Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Os Erros em Omaha

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No Dia D – Hitler Dorme do Ponto

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Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Quem fez a diferença

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Dia D – Relatos de Omaha – Parte II

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Dia D – Relatos de Omaha – Parte I

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Depois do Dia D

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Prisioneiros de Guerra do Dia D!

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Fortificações Destruídas no Dia D

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Erros do Dia D?

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Desastre em DIEPPE – O Dia D que fracassou!

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Fotos & Versões do Dia D

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Operações Militares na Normandia!

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Antes e Depois – Especial Normandia

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Morte…Seja Em Combate ou Não, É Triste!

Cain matou Abel…

                Primeira narrativa bíblica de um homicídio traz em sua concepção a descrição do assassinato. Uma retórica humana que estaria presente no decurso do tempo, a morte não natural, o homicídio perpetrado por outro semelhante. Cain, o irmão invejoso e traiçoeiro, leva a cabo todo seu ódio contra sua parentela, tirando-lhe a vida. O assassino e o assassinado; o homicida em sua primeira versão.

                Na história da humanidade as guerras travadas forjaram o que conhecemos hoje de mundo moderno. Não obstante aos preceitos amorais que levaram Cain a matar seu irmão, sangue de incontáveis homens foram jorrados pela terra que Deus criou desde aquele episódio. Impérios foram criados, tiveram seu apogeu e desfaleceram com a mesma violência com que foram criados. Chegamos até o segundo milênio da era cristã, ainda contabilizando os homicídios como parte do nosso cotidiano da era evoluída.

                Uma coisa não mudou. Matar não é algo natural, muito embora seja corriqueiro. Não é natural nem mesmo para as guerras e conflitos (estranho?). Pelo menos esse é o senso comum que permeia a mente humana. Evidentemente isso não se aplica a alguém que não tem qualquer apreço pela vida, mata sem remoço, pois trata-se de um psicopata, sociopata ou portador de qualquer outra patologia mental. Mas ainda assim, matar por matar não é natural. Em uma guerra matar no front, na linha de combate, faz parte do que os militares chamam de “contingência de guerra”. Não há como não acontecer. Inevitável para qualquer soldado integrante de um combate. Mas, todos atenuam o fato dessa contingência, com o preceito do “matar para não morrer” e é a condição mental que se estabelece para tornar a morte algo, aceitável.

                Lembrei de alguns relatos de nossos soldados integrantes da Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial nos campos de batalha da Itália. Os relatos são de veteranos que mataram alemães. Mesmo no ardor do combate, muitos se lamentaram por terem ceifado a vida de outros homens. Estes relatos estão registrados na excelente obra do professor Cesar Campiani Maximiano, Barbados, sujos e fadigados. Soldados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial:

                “(…) Juntos, examinaram os cadáveres. Os estilhaços da granada haviam mutilado horrivelmente o rosto de um dos inimigos. O sangue que escorria da fronte do alemão misturou-se com a lama pegajosa que, lentamente, ia aderindo ao seu uniforme. Os olhos esgazeados do soldado abatido, num misto de espanto e ira, traduziam a surpresa e a impotência daquele que fora abatido pelo gaúcho. Poços de uma água avermelhada e barrenta formaram-se em torno dos corpos. O cenário, antes que trágico, era repulsivo e deprimente.

– E agora sargento? – indagou Moura – Nós não temos que enterrar os alemães não?

Djalma não respondeu. Continuava a olhar fixamente os cadáveres. Uma tremenda ânsia de vômito o dominava, ao mesmo tempo que seus olhos se enchiam de lágrimas ao pensar que jovens vidas havia sido ceifadas através de sua mão armada” . (CAMPIANI, 2010, Pag. 201)

                “Dos nossos, Gil era o único abalado. Caminhava pensativo, casmurro, sem dizer nada. Estava triste por ter morto um sargento alemão. (…) Lamentou para mim, dizendo com ar desolado:  – Matei um homem. – Eu respondi: – Não adianta pensar nisso: era ele ou tu, thê. Guerra é guerra! Não estamos aqui pra bonito. Tu serás promovido. Na certa! Quem sabe, thê, ganharás uma medalha! – Ele retrucou sério, arregalando os olhos: – É um mundo cruel, incoerente e desumano. Quem mata na paz vai pra cadeia. É uma assassino. Quem mata na guerra ganha medalha. É um herói. Deus me perdoe, pois matei um semelhante a quem não conhecia”.  (CAMPIANI, 2010, Pag. 203)

 “(…) ao verificar seus documentos, encontramos uma fotografia que chamou a nossa atenção, porque era de três meninas loirinhas, parecidas com as meninas de Santa Catarina. Como tinha algo escrito, demos a um soldado que era filho de alemão para ler. Ele traduziu para nós – ‘Papai, estamos rezando para que essa guerra acabe, pois não suportamos mais as saudades que sentimos do senhor. Beijos de SUAS FILHAS’

 – Coitadinhas – pensei -, mais verão o pai!…”   (CAMPIANI, 2010, Pag. 204)

Mesmo a coragem, a honra, a lealdade e o amor pátrio podem mitigar o flagelo humano da perda violenta da vida.

Treinando para o Dia D – Fotos Coloridas.

  A máxima da infantaria sempre será: “Treinamento difícil, combate fácil”. Para realizar uma operação nunca antes imaginada, esse jargão fora o principal motivador para o início da Operação Overlord, mas conhecida como o Dia D. Desde o final de 1943 milhões de soldados, aviados e marinheiros treinaram a exaustão aquela que seria a maior operação anfíbia da guerra até aquele momento. Os Aliados queriam desembarcar na Europa ocupada nas primeiras horas da invasão 200 mil homens e uma quantidade de equipamento descomunal. Para tanto, seria necessário empreender na doutrina e na disciplina da tropa para que todos os níveis de comando pudessem entender e executar todas as missões previstas para alcançar os objetivos. Não havia margem para erros, pois as falhas iriam ser cobradas com vidas. Por isso, meses após meses, todos os militares envolvidos treinavam a exaustão suas missões. De operações de desembarque a escaladas em montanhas, como foi o caso da Ranges na Pointe du Hoc. Além dos treinamentos das divisões aerotransportadas e de ataques de pequenas unidades de infantaria, missões específicas dos paraquedistas britânicos e americanos.

  Evidentemente que nenhum treinamento se compararia ao cenário de horror que esses jovens seriam submetidos, como foi o caso em Omaha Beach, pois, como diria o próprio comandante Supremo da Força Expedicionária Aliada, General Eisenhower : “Todos os Planos de Guerra se encerram quando a Batalha começa[…]”

 Segue uma excelente galaria desses treinamento de todas as Forças envolvidas no Dia D com fotografias coloridas:

MAIOR Acervo do Dia D na Internet?

 Chegando o aniversário número 70 da Operação Overlord. Evidentemente pensei em escrever um artigo sobre o tema, claro. Essa operação, me perdoe os adeptos da República Soviética, é a que mais aguça o interesse de alguns aficionados pela Segunda Guerra Mundial, graças a propaganda americana. Deixando de lado a ideologia, percebi que já escrevi tanto sobre esse tema, que talvez o que iria escrever soasse repetitivo. Então não vou escrever. Irei disponibilizar os links de todos os artigos que já escrevi sobre o Dia D, nem eu mesmo lembrava que foram tantos! São 47 Artigos tratando diretamente os eventos do dia 05 e 06 de junho de 1944, data de marca o início das operações aerotransportadas e, posteriormente, o desembarques nas praias normandas. Acompanhada com os artigos, estão disponíveis uma centena de fotografias que, diga-se de passagem, estão entre as minhas preferidas. Por sinal, estou indicando uma galeria com as fotografias que considero imperdíveis para quem gosta da operação.

 

Com relação ao “MAIOR Acervo”, pode ser que tenha outros, claro! Mas é só para chamar a atenção.

 ESPERO QUE GOSTEM!

 

Rommel e o Dia D – Preparação

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Os Loucos Condenados do Dia D

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Os Feridos e Mortos em Omaha – Dia D

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Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D

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Dia D – A Operação que Mais Consumiu Recursos Materias e Humanos!

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Dia D e a Normandia: O Preço Pela Liberdade!

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A Hora H do Dia D – Parte II

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Os Alemães e o Dia D.

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Os Melhores Registros Fotográficos do Dia D – Homenagem a Robert Capa

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Dia D – Especial 69 Anos – Destruição e Morte Vinda dos Céus

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Eis O Dia D, Ainda Chama Atenção

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O GOOGLE MAPS do Dia D!!

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Bunker – As Fortificações do Dia D e Outras

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O Dia D – Defensores e Atacantes

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Dia D – Análise, Fatos e Fotos

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E o Brasil, Como Viu o Dia D?

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Omaha – Dia D – General Cota – O Comandante no Setor DOG WHITE

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O Fracasso da Defesa no Dia D

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Dossiê – A Morte do General Pratt no Dia D – Parte I

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O Dia D – Visto por um ângulo Diferente

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Dia D – Visto por Outro Ângulo

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DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte I

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DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a do Soldado – A Mais Difícil – Parte II

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DIA D – Mais Um Ângulo Diferente, a dos Alemães – Parte Final

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O Dia D, depois do Dia D!

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Os Civis No Dia D e depois do Dia D!

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O Que Sobrou do Dia D? Cidades Destruídas

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A Marinha de Guerra dos Aliados no Dia D.

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As Consequências do Dia D para a População da Normandia

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06 de Junho de 1944 – 67 Anos do Dia D

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Muito bem. Vamos! – A Ordem do Dia D – Especial – Parte II

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05 de Junho 1944 – DIA D 67 Anos – Especial – Parte I

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Os Páraquedistas no Dia D – Parte I

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Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Os Erros em Omaha

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No Dia D – Hitler Dorme do Ponto

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Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Quem fez a diferença

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Dia D – Relatos de Omaha – Parte II

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Dia D – Relatos de Omaha – Parte I

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Depois do Dia D

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Prisioneiros de Guerra do Dia D!

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Fortificações Destruídas no Dia D

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Erros do Dia D?

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Desastre em DIEPPE – O Dia D que fracassou!

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Fotos & Versões do Dia D

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Operações Militares na Normandia!

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Antes e Depois – Especial Normandia

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Baterias de Costa e a Guerra Estática da Alemanha

Quando a França caiu em 23 de junho de 1940, a Alemanha subjugava grande parte da Europa Continental. Os domínios do Reich chegavam ao auge e um Exército de ocupação seria crucial para a manutenção do domínio alemão. Esse Exército, deveria, além de manter o controle interno dos inimigos do Reich, também deveria estar preparados para um possível ataque das nações inimigas. Quando a frente oriental foi aberta e uma nova fase da guerra se voltava para uma possível invasão da França, ergueu-se a mais conhecida fortificação estática da Segunda Guerra Mundial, a Muralha do Atlântico. Um conjunto de fortificações que se estendiam dos Países Baixos até as costas normandas. A propaganda de Goebbels classificava a Muralha com instransponível e inexorável. Mas não resistiu a primeira inspeção de Rommel. Que a chamou de enganação, e só servia de propaganda.

A Wehrmacht, no final de 1943, estava agora atrás da Muralha fazendo uma guerra estática, parecido com as trincheiras da Grande Guerra, aguardando um movimento do inimigo. Ou melhor, o próprio sistema de defesa estático da Alemanha era tão complicado quanto a diversidade de unidades militares estacionadas pela França. As Baterias Costeiras estavam subordinadas a Kriegsmarine , mas até iniciar os desembarques de tropas inimigas, a partir deste momento, a subordinação passaria a Wehrmacht, que deveria impedir exatamente a consolidação de pressionar o inimigo de volta para o mar.

Essa complicação de subordinação também se dava para as unidades Panzers que só podiam ser acionadas por ordem direta de Hitler, ou seja, Rommel deveria contra-atacar, mas sem contar com as Unidades de Blindados, exceto se solicitasse em tempo para que eles fossem deslocados.

Um dos grandes fatores de preocupação para Rundstedt  e Rommel era o poderio naval dos aliados, por isso as fortificações costeiras foram construídas com uma proteção de concreto reforçado e dispostos de tal forma que resistissem a projéteis diretamente. Essas Baterias de Costas estavam prontas para atacar embarcações e tropas que chegasse às praias por elas protegidas. A proteção funcionou no Dia D. A maioria dos que lutaram nos Bunkers e Fortificações nas praias que desembarcaram inimigos, estavam vivos depois dos bombardeios navais e aéreos. Estavam surdos, mas vivos!

Vamos verificar como estas baterias funcionavam e o que restou delas no Dia D.

Eis O Dia D, Ainda Chama Atenção

O Dia D ou, no contexto militar, Operação Overlord, sempre esteve na mística das grandes batalhas da Segunda Guerra Mundial. Sempre habitou a mente daqueles que pesquisaram o assunto e sempre foi objeto de estudo de operações anfíbias nos centros de estudos militares do mundo. Os atacantes, representados pelo Supremo Comando Aliado, tinha à frente ninguém menos do que General Dwight David Eisenhower , veterano da Grande Guerra, foi escolhido por conseguir conciliar e transitar entre as arestas da alta cúpula militar americana e inglesa. Ele planejou, supriu e tentou executar da melhor forma possível a invasão à Muralha Europa, empregando todos os meios tecnológicos e humanos disponíveis do ocidente.

Do outro lado, estava dois experiente Marechais, o primeiro Gerd von Rundstedt, Comandante em Chefe da Frente Ocidental, estava cansado na idade e mais ainda daquela guerra, mas era um soldado profissional, comandando meio milhão de homens atrás da Muralha que a propaganda do Dr. Goebbels insistia em adjetivá-la de “intransponível”. Mas coube ao Marechal-de-Campo Erwin Rommel, nomeado  Comandante do Grupo de Exército B, as defesas costeiras do Passo do Calais até o extremo sul da França. “A Raposa do Deserto” era respeitado pelos inimigos e graças a sua intervenção o Dia D, principalmente em alguns aspectos, o Dia D se tornou muito mais duro do que se podia imaginar.

Em abril de 1944, Rommel inicia uma série de melhorias nas defesas, que visavam aumentar as chances de fracasso de uma investida direta dos aliados. Isso incluía aumento do número de fortificações, expansão de áreas alagadas contra um desembarque aeroterrestre e criação de novas áreas de obstáculos marítimos em várias áreas que poderiam ser utilizadas como locais de desembarque. Segundo a doutrina empregada por Rommel, os Aliados deveriam ser repelidos sem que conquistassem um Cabeça-de-Praia, isso quer dizer que as defesas deveriam evitar a chegada e a fixação de tropas inimigas nas praias. Os blindados deveriam ser acionados assim que os desembarques iniciassem, acabando com qualquer chance de reforços através do Canal.

Mas os blindados não poderiam ser acionados sem uma ordem direta do próprio Hitler. Quando a ordem chegou, o Dia 06 de junho de 1944, já estava se encerrando e as tropas Aliadas, mesmo sofrendo terríveis baixas, já se posicionavam em direção ao interior; em direção a Caen, maior objetivo após os desembarques.

O Dia D, apesar de estudado e comentado a exaustão, ainda é motivo de reflexão, pois todos aqueles recursos de homens e material empregados em um espaço geográfico limitado e em um curto período não mais deva se repetir, já que a grandiosidade se reflete, infelizmente, na quantidade de civis e militares que perderam suas vidas nessa operação.

Detalhes da Guerra Na Normandia

 Artigo publicado por Ernie Pyle que acompanhou tropas no Dia D e nas operações posteriores. O relato foi um dos últimos do Ernie, pois um pouco mais de um ano depois ele seria morto em Okinawa por um atirador japonês. Vale a pena conferir o trabalho de um dos jornalistas que era considerado o melhor correspondente de guerra do mundo.

—–

Cabeça de praia da Normandia, 15 de junho de 1944 – O navio no qual eu rumo para a invasão do continente traz também alguns componentes da segunda leva de tropas de assalto. Chegamos nas águas congestionadas um pouco depois do escurecer do dia D mais um.

Abordo do navio, temíamos secretamente esta viagem, pois esperávamos ataques de U-boats, lanchas torpedeiras e ataques aéreos, contudo, nada aconteceu.

Ficamos no mar por muito mais tempo do que normalmente ficaríamos para fazer a jornada da Inglaterra para a França. O comboio no qual viajávamos era um dos vários que compunham o que é conhecido como “força”.

Enquanto descíamos, o Canal estava apinhado de forças rumando nos dois sentidos, e, enquanto escrevo, elas ainda rumam para norte e sul. Caça-minas alargaram as passagens para nosso comboio durante todo o percurso da Inglaterra para a França. Estas passagens eram marcadas com bóias. Cada caminho tinha milhas de largura.

Lá nós víramos, diante de nossos olhos, mais navios do que qualquer humano jamais vira em um só relance. Rumando para o norte, navegavam outros gigantescos comboios, alguns compostos de destróieres e outros navios velozes, que rumavam para a Inglaterra a fim de trazer novas cargas de tropas e equipamentos.

Tão longe quanto sua vista pudesse enxergar em qualquer direção, o oceano estava infestado de navios. Devia existir todo o tipo de embarcação oceânica do mundo ali. Eu até mesmo creio ter visto um vapor de roda de pá à distância, mas acho que era provavelmente uma ilusão.

Havia encouraçados e todos os tipos de vasos de guerra em escolta e patrulha. Havia grandes frotas de “Liberty Ships” Havia frotas de luxuosos transatlânticos transformados em transportes de tropas e frotas de grandes cargueiros e petroleiros. E, de quando em vez, em meio a essa barafunda, avistávamos navios que não conseguíamos descrever: iates convertidos, barcas, rebocadores, chatas. A melhor maneira que encontro para descrever esta vasta armada e a urgência frenética do tráfego é pedir que o leitor visualize o porto de Nova York, no dia mais ocupado do ano e multiplique a cena até que ela tome todo o espectro de visão que o olho humano pode atingir, até a linha do horizonte. E, além do horizonte, ainda haveria dúzias de vezes este número.

Não pudemos desembarcar assim que chegamos à costa de invasão em meio ao grande volume de navios, naquilo que é conhecido como “área de transporte”.

Tudo é altamente organizado em uma invasão, e, cada navio, até mesmo o menor deles, está sempre sob as ordens exatas, mensuradas por minutos. Mas, como nosso comboio foi tão castigado pelos ventos e pelas correntes, acabamos nos adiantando cinco horas no cronograma, apesar do fato de nossas máquinas terem permanecido paradas durante metade do tempo. Gastamos esse tempo circulando.

Embora tenhamos chegado a tempo, eles não estavam prontos para nos receber nas praias e passamos ainda várias horas navegando para lá e para cá entre a multidão de navios próximos à cabeça de praia. Finalmente, depois de muito tempo, recebemos ordens de entrar em fila e aguardar nossa vez.

Nesse momento deu-se a parte mais incongruente da invasão para nós. Aqui estávamos, na primeira fileira de um grande épico militar. Granadas dos encouraçados zuniam sobre nossas cabeças e, ocasionalmente, um cadáver passava pelo nosso navio boiando. Centenas e centenas de navios carregados moviam-se confusamente em torno de nós. Podíamos nos sentar na amurada e ver tanto as nossas granadas, quanto as alemãs, explodindo na praia, onde homens esforçados saltavam para a costa, vadeando desesperadamente e largando armas e equipamentos pelo caminho.

Estávamos no próprio vórtex da guerra e ainda assim, sentávamos lá para esperar. O Tenente Chuck Conick e eu jogávamos buraco nos beliches, enquanto Bing Crosby cantava “Sweet Leilani” pelo sistema de som do navio.

Projéteis acertavam as águas próximas a nós e levantavam colunas de água, que se chocavam contra o casco de nosso navio. Mas em nosso alojamento, homens com máscara contra gases e vestindo salva-vidas sentavam-se, lendo a “Life” e ouvindo a BBC, que nos transmitia notícias de como a guerra, que estava bem debaixo de nossos narizes, progredia.

Mas não era exatamente assim que acontecia em terra. Não, realmente não era nada parecido com um boletim da BBC.

Algum lugar da França, 26 de junho de 1944 – O atirador de escol – até onde eu saiba – é reconhecido como um meio legítimo de se fazer guerra; ainda assim, há algo de furtivo nele que implica com o senso americano de justiça. Eu nunca sentira isso antes de chegar à França e começar a acompanhar nossos soldados. Já tivéramos contato com franco-atiradores antes – em Bizerta, Cassino e vários outros lugares, mas sempre em pequena escala.

Aqui, na Normandia, os alemães se dedicaram de maneira total ao tiro de precisão. Há atiradores de escol em toda a parte. Há atiradores em árvores, em prédios, em pilhas de destroços, no mato, mas eles se localizam, principalmente, nas altas e cerradas cercas vivas que cobrem todos os campos normandos e costeiam cada estrada ou trilha.

Este é um país perfeito para o atirador de escol. Um homem pode se esconder nas boscosas sebes com vários dias de ração e encontrá-los é como procurar agulha em um palheiro. Para cada milha que avançamos, dúzias de franco-atiradores ficam para trás. Eles acertam nossos soldados um por um enquanto se deslocam pelas estradas ou campos.

Não é seguro se mover em uma área de bivaque até que os franco-atiradores tenham sido encontrados. No primeiro acampamento que cheguei, ouvi tiros zunindo por um dia inteiro antes que todos os atiradores escondidos fossem eliminados. Isso lhe dá a mesma sensação assustadora de andar em meio a um lugar que você acredite estar minado.

Nas campanhas anteriores, nossos soldados falariam sobre atiradores esporádicos com desprezo e nojo, mas aqui, a atividade se tornou mais importante e tomar precauções contra ela é algo que temos que aprender bem rápido.

Um amigo oficial disse: “Cada soldado aprendera a se prevenir contra franco-atiradores individualmente, agora temos que nos conscientizar deles como unidade”.

Os franco-atiradores matam tantos americanos quanto podem e então, quando sua comida ou munição terminam, se rendem. Para um americano, isso não é considerado muito ético. O soldado americano médio não tem grande ódio do soldado alemão comum, que luta em terreno aberto, mas seu sentimento contra os sorrateiros atiradores de escol são tão cáusticos que não podem ser publicados. Eles estão aprendendo como matar os atiradores antes que chegue o momento de se renderem.

De modo geral, esta parte da França é muito complicada para qualquer coisa a não ser o combate em pequenas unidades. Essa é uma região de pequenos terrenos, cada qual cercado por uma grossa sebe ou cercas altas de árvores. Dificilmente há um lugar onde você possa enxergar o campo além daquele onde você se desloca. Na maioria do tempo, o soldado não vê mais do que algumas dezenas de metros em qualquer direção.

Em outros lugares, o solo é inundado e pantanoso, com mato muito crescido e denso. Neste tipo de situação a guerra se torna quase homem a homem. Um oficial que servira muito tempo no Pacífico disse que este tipo de luta é a coisa mais próxima de Guadalcanal que ele já tinha presenciado.

Na frente oeste, 11 de agosto de 1944 – Eu sei que todos nós, correspondentes, tentamos por várias vezes descrever para vocês como é esta esquisita luta em cercas vivas no nordeste da França, apesar disso eu insistirei no assunto mais uma vez, pois estamos aqui por dois meses e alguns de nós sentem que este tempo foi suficiente para quebrar o exército alemão no oeste.

Este tipo de luta é realizado sempre em pequenos grupos, vamos tomar então, como exemplo, uma companhia. Digamos que eles avançam por uma viela entre dois campos e que esta companhia é responsável pela limpeza destas duas áreas em cada lado da estrada enquanto avança. Isso significa que você tem aproximadamente um pelotão por campo e, como normalmente as companhias ficam desfalcadas por baixas, você deve ter não mais do que 25 ou 30 homens em cada campo.

Por aqui os campos normalmente não são maiores do que 45 metros de largura por algumas centenas de metros de comprimento. Eles podem ter plantações de cereais, ou pomares, mas normalmente são somente pastos de grama bem verde, cheios de belíssimas vacas.

Os campos são cercados por todos os lados por gigantescas cercas vivas que consistem de bancos de terra antiqüíssimos, cobertos de raízes, sob as quais crescem ervas daninhas, arbustos e árvores de até seis metros de altura. Os alemães usam estas barreiras muito bem. Eles colocam franco-atiradores nas árvores, cavam trincheiras profundas atrás das sebes e as cobrem com vigas e troncos, tornando-as quase à prova de nossa artilharia.

Algumas vezes eles armam metralhadoras com cordões presos, podendo atirar pela sebe sem sair de seus buracos. Eles até mesmo seccionam parte da sebe e escondem ali um canhão ou um tanque, cobrindo-os com vegetação. Eles também cavam túneis sob as cercas vivas, abrindo no lado oposto um buraco suficientemente grande para posicionar uma metralhadora; mas, normalmente, o padrão neste terreno é: uma metralhadora pesada escondida em cada ângulo do campo e soldados ocultos ao longo de toda a sebe, com fuzis e submetralhadoras.

Nossa tarefa agora é arrancá-los de lá. Esse é um negócio lento e cauteloso, e não há nada muito fascinante a respeito. Nossos homens não avançam pelo campo em dramáticas cargas como aquelas que você vê no cinema. Inicialmente eles procediam assim, mas as baixas lhes ensinaram que esta não era a melhor maneira.

Eles avançam em pequenos grupos, um esquadrão ou menos, separados por alguns metros e colados às sebes de cada lado do campo. Eles rastejam por alguns metros, param, perscrutam, esperam e então rastejam novamente. Se você pudesse estar exatamente entre os alemães e os americanos você não conseguiria enxergar muitos homens de cada vez – só uns poucos ali e aqui, sempre tentando manter-se escondidos, mas certamente você ouviria um grande número de barulhos horríveis.

Nossos homens aprenderam, no treinamento, a não atirar até que vissem alguma coisa em que disparar. Mas essa doutrina não funcionou neste país, pois você “vê” muito pouco, portanto a alternativa é continuar atirando constantemente contra as cercas vivas. Isso mantém os alemães nos seus buracos enquanto nossos soldados rastejam em direção a eles.

Os esquadrões de ataque esgueiram-se ao lado das sebes enquanto o resto do pelotão permanece nas suas próprias cercas e mantém a cerca adiante saturada de fogo. Eles também usam lançadores de granadas, e um esquadrão de morteiro um pouco mais atrás, disparando cargas sobre as sebes alemãs.

Os pequenos grupos de vanguarda chegam às sebes inimigas pelos ângulos do campo, tentando, primeiramente, eliminar as metralhadoras ali posicionadas com granadas de mão, lançadores de granadas e submetralhadoras.

Geralmente, quando a pressão aumenta muito, os defensores alemães da sebe começam a recuar. Eles levam suas armas mais pesadas e a maioria dos homens por alguns campos e começam a cavar uma nova linha de defesa. Eles deixam uma ou duas metralhadoras, e uns poucos fuzileiros espalhados pela linha antiga; estes homens tentam manter um volume de fogo a fim de atrasar os americanos o máximo possível.

Nossos homens agora se esgueiram para o meio da sebe, atirando granadas para o outro lado e disparando contra a vegetação. A luta é realizada de muito perto, somente uns poucos metros de distância, mas raramente desenvolve para combate homem a homem.

Algumas vezes os defensores alemães se levantam de suas trincheiras com as mãos para cima, noutras eles fogem e são atingidos, em outras ainda, eles simplesmente não saem de seus abrigos de forma alguma e uma granada de mão, jogada nas suas trincheiras, os elimina. Desta forma, finalmente, conquistamos outra sebe e estamos prontos para avançar à próxima.

Esta batalha nas cercas vivas configura-se por uma série de pequenas escaramuças como as descritas acima, milhares de pequenas escaramuças, sendo que nenhuma delas envolve mais do que poucas dezenas de homens, mas, somando-as todas, por dias, semanas e meses, nós temos uma guerra gigantesca, com milhares de homens sendo mortos de cada lado.

Ernie Pyle logo depois de ter sido atingido.

Ernie Pyle logo depois de ter sido atingido.

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