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Treinando para o Dia D – Fotos Coloridas.

  A máxima da infantaria sempre será: “Treinamento difícil, combate fácil”. Para realizar uma operação nunca antes imaginada, esse jargão fora o principal motivador para o início da Operação Overlord, mas conhecida como o Dia D. Desde o final de 1943 milhões de soldados, aviados e marinheiros treinaram a exaustão aquela que seria a maior operação anfíbia da guerra até aquele momento. Os Aliados queriam desembarcar na Europa ocupada nas primeiras horas da invasão 200 mil homens e uma quantidade de equipamento descomunal. Para tanto, seria necessário empreender na doutrina e na disciplina da tropa para que todos os níveis de comando pudessem entender e executar todas as missões previstas para alcançar os objetivos. Não havia margem para erros, pois as falhas iriam ser cobradas com vidas. Por isso, meses após meses, todos os militares envolvidos treinavam a exaustão suas missões. De operações de desembarque a escaladas em montanhas, como foi o caso da Ranges na Pointe du Hoc. Além dos treinamentos das divisões aerotransportadas e de ataques de pequenas unidades de infantaria, missões específicas dos paraquedistas britânicos e americanos.

  Evidentemente que nenhum treinamento se compararia ao cenário de horror que esses jovens seriam submetidos, como foi o caso em Omaha Beach, pois, como diria o próprio comandante Supremo da Força Expedicionária Aliada, General Eisenhower : “Todos os Planos de Guerra se encerram quando a Batalha começa[…]”

 Segue uma excelente galaria desses treinamento de todas as Forças envolvidas no Dia D com fotografias coloridas:

Os Feridos e Mortos em Omaha – Dia D

Na praia de Omaha, as primeiras ondas tiveram baixas de quase 90% do efetivo. Muitos dos soldados se afogaram, foram pegos pelas metralhadoras ou artilharia inimiga. O grosso do efetivo nunca tinha entrado em combate, ali, naquela praia era a primeira vez que encontravam a guerra e a morte. A partir de momento que iniciou a invasão, nada mais importava, exceto sair vivo daquele inferno que foi a praia de Omaha. Se invasão falhasse, seria por ali, e o mais provável era que isso acontecesse, pois duas horas depois do início da Operação, corpos se amontoavam levados pelas ondas que sacudia-os de lado para outro, pela palavras de Stephen E. Ambrose: “[…] como uma gato brincando com seu brinquedo predileto, para lá e para cá[…]”.

Para os inimigos históricos dos Estados Unidos não é possível tirar o mérito desses jovens americanos que deram suas vidas por esse pedaço de terra. Assim como outros jovens alemães deram suas vidas para defendê-las. Isso é guerra! Infelizmente algo atroz que se repete vigorosamente ano após ano, não com as dimensões alcançadas da Segunda Guerra, mas em outras proporções ao redor do mundo.

Dia D – Análise, Fatos e Fotos

A Operação Overlord sem dúvida entrou para história das guerras não apenas pelos seus números de homens e equipamentos, mas por alguns outros motivos que gostaria de analisar nesta publicação. Muita gente gosta de entender o Dia D segundo uma concepção americana, como uma operação americana, mas outras nações lutaram e perderam seus filhos no Dia D, e merecem o crédito pelo sucesso e pelos fracassos dessa batalha que devolveu a Europa Continental para seus povos.

É importante entender que os franceses se sentiam humilhados desde sua rendição em 1940, sendo tratados como colônia alemã, com boa parte de seus recursos sendo enviados para o esforço de guerra alemão, observando uma queda no potencial econômico, tendo que pagar um altíssimo espólio de guerra. Evidentemente todos queriam a liberdade.

Na preparação para o Dia D, já se verificava a estimava as baixas civis e a destruição de cidades francesas, principalmente as mais próximas do litoral. Esse era o preço a se pagar pela liberdade da França. Um exemplo que podemos tomar como base, foi à situação da cidade de Caen, previsto por Montgomery para ser tomada ainda no Dia D. Passados semanas, ainda continuava em poder dos alemães. Foi nesse momento que ficou decidido que a cidade inteira seria destruída por um maciço bombardeio aéreo. Sobrou muito pouco da secular Caen para contar a História. Infelizmente esse tipo de procedimento não foi uma exceção no Dia D e nas semanas subsequentes cidades inteiras foram destruídas, seja pelo ardor do combate local da infantaria, seja pelo fogo da artilharia ou pelo poder aéreo.

Temos que pensar que a libertação da França era crucial para todo o esforço de guerra, certo? Claro, mas toda uma guerra política estava se desenhando. Os Aliados sabiam que Stálin tinha intenções expansionistas tão agressivas quanto à própria Alemanha de Hitler, se contar o fato de que em 1940, quando a França caiu nas mãos da Wermarcht, os soviéticos e alemães eram parceiros. Então o Dia D foi uma jogada política? Isso também é verdade, mas o Dia D foi muito mais que isso. Marca a retomada do brio Inglês, expulso e quase destruído quando na queda da França, o velho Churchill reaviva a coragem e determinação do seu povo, com a retomada a ofensiva no continente.

Num composição ainda mais prática das dificuldades do Dia D, a falta de entendimento e até mesmo o desdém entre as tropas americanas e inglesas, que não se entendiam ou se suportavam. Era como se juntássemos em um mesmo Exército brasileiros e argentinos, com certeza lutariam juntos, mas com muita briga e birra. E essas desavenças aconteciam em toda a cadeia de comando, do alto escalão ao soldado mais recruta. Quem não sabe da eterna disputa entre Patton e Montgomery? O próprio Eisenhower trocava suas farpas com o Monty e outros comandantes. Contudo foi o próprio General Ike que conseguiu alinhar os objetivos e juntar soldados tão diferentes.

Um último aspecto foi o tipo de tropa utilizada no Dia D. Do lado dos Aliados, a maioria esmagadora eram de soldados com muito treinamento, mas nenhuma experiência em combate, estando pela primeira vez na linha de frente. Isso é determinante quando levamos em conta que o soldado experimentado tem receios latentes, pois já viu ou conviveu com a morte de perto, enquanto o soldado bem treinado, mas sem ter participado da guerra, tem ainda a mente livre para combater sem complexos ou fobias. Do lado alemão boa parte de suas tropas formadas dos Batalhões Ost, estrangeiros que lutavam para defender suas vidas, geralmente com um alemão experiente apontando sua arma para eles lutarem até à morte. Evidentemente havia tropas preparadas na região, como é o caso da Divisão Paraquedista Alemã, que estava presente nas defesas do Dia D.

No final foi uma operação dura para qualquer tropa e suas consequências, sejam elas políticas ou locais, serviram para moldar o mundo como o conhecemos hoje.

O Dia D, depois do Dia D!

O dia 06 de junho de 1944 entrou para história como sendo a maior operação anfíbia que o mundo jamais vira. Apesar do comando da operação está nas mãos dos americanos, a invasão a Muralha do Atlântico teria a participação de vários países. Mas não vamos nos prender ao Dia D, tendo em vista que um assunto bastante estudado, e sim nas operações posteriores ao Dia D que foram tão duras quanto o desembarque nas praias da Normandia, e causaram perda de pessoal e material tão importante quando as verificadas nessas praias. Monty, sustentava a ideia de que, ainda no Dia D, as tropas britânicas tomariam Caen, mas a forte resistência alemã só permitiu a tomada quase três meses depois do dia 06 de junho, e essa não foi uma exceção, cidades como  Cherbourg e Argentan, só foram retomadas depois que os Aliados utilizaram artilharia e expulsaram os focos de resistência alemã dentro das cidades. Nos campos próximos as batalhas foram ainda mais sangrentas, elevando assim o número de baixas e perda de material. Para acelerar o capitulação alemã na França, foi chamado de volta a General Patton, que fora afastado das operações de campo, sendo dado o comando da Operação Cobra que tinha por objetivo o avanço rápido no território francês.

Para concluir podemos afirmar que o Dia D não foi o apenas no dia 06 junho 1944, mas o conjunto dos dias que culminaram com a liberação da Europa Ocidental. Se que o Dia D realmente aconteceu na Europa Ocidental.

Operação Market Garden – Um Fracasso? Parte I

Depois que os pára-quedistas atingiram os seus objetivos na Normandia na costa francesa, altos comandantes aliados planejavam utilizar tropas aerotransportadas novamente. No entanto, cada vez que o plano era formulado, as tropas terrestres avançavam rapidamente antes das operações aéreas ocorrerem. As tropas americanas do I Exército comandadas pelo General Courtney Hodges e do III Exército do General Patton, estavam avançando muito mais rápido do que o esperado nos primeiros meses na França.

As tropas aerotransportadas foram finalmente escolhidas para serem utilizadas por Dwight Eisenhower, tal como recomendado pelo Bernard Montgomery. A Operação Market Garden era o plano de Montgomery para obter um avanço com o Segundo Exército Britânico e a Divisão Blindada britânica na região inferior do rio Reno, na Holanda. Uma vez que esta região estivesse sob controle, as planícies do norte da Alemanha estariam vulneráveis ​​para as unidades aliadas móveis se dirigirem ao coração da Alemanha. Para lançar as bases no avanço britânico a Primeira Divisão Britânica Airborne, Primeira Brigada Pára-quedistas polaca, 82ª Divisão Aerotransportada, e a 101ª Divisão Aerotransportada americanas seriam deixados em áreas designadas ao longo de uma linha marcada de Eindhoven no sul ao Arnhem no norte, ambas as cidades na Holanda. As tropas aerotransportadas seriam encarregadas de fazer um salto a luz do dia, surpreender o inimigo e tomar o controle de pontes-chave para os tanques britânicos cruzarem. Para tornar possível esta operação, Eisenhower interrompeu o avanço de Patton, de modo que o combustível poderia ser disponibilizado para a ofensiva terrestre compostas por forças britânicas. Tropas e suprimentos também foram realocados para um potencial assalto na importante cidade portuária de Antuérpia para a Operação Market Garden. Antuérpia era um porto-chave belga que os Aliados poderiam fazer uso  (a despeito do controle alemão continuou do Estuário do rio Escalda), possivelmente trazendo maior quantidade de suprimentos mais próximas da linha de frente. Assim, o custo da Operação Market foi bastante elevado. A pressão política dos Estados Unidos para usar os pára-quedistas de elite e a insistência de Montgomery para mudar a estratégia para uma ampla frente avançada, ambos foram grandes razões externas para Eisenhower seguir com a operação.

Uma parcela da Operação Market Garden era composta pelos ataques aéreos. Os Aliados foram capazes de alcançar um alto grau de surpresa. Foram estabelecidas poucas defesas antiaéreas por parte dos alemães que ficaram alarmados como com a extensão da operação na Holanda; algum fogo antiaéreo sacudiu os aviões, mas não eram eficazes. A história oficial da 101ª Divisão Aerotransportada registrada que esse foi o salto de maior sucesso em sua história, mesmo missões de treinamento foram consideradas. Após as tropas aerotransportadas saltarem, equipamentos adicionais também foram enviados por pára-quedas. Os americanos da 101ª Divisão Aerotransportada capturaram a ponte em Veghel com pouca resistência, apesar de um ataque de artilharia ter sido desferida pelos alemães e atrasou o avanço Aliado tempo suficiente para que a ponte em Son fosse explodida. No norte, a 82ª Divisão Aerotransportada tomou a ponte em Grave rapidamente, mas encontrou forte resistência perto de Nijmegen, e a ponte acabaria sendo abandonada. Primeira Divisão Airborne britânica, encarregado de capturar a ponte em Arnhem, encontrou forte resistência das unidades de formação de um batalhão alemão. Em Nijmegen e Arnhem eram importantes devido à largura e a evasão de água, por isso as pontes deveriam ser capturadas para os tanques britânicos atravessarem.

Parte da Operação Market Garden consistia no avanço de uma coluna de tanques britânicos vindos do norte ao longo da estrada 69 (apelidado de “estrada do inferno” por pára-quedistas americanos), sob o comando do General Brian Horrocks. A estrada, como muitas estradas na região, foi construída um metro acima do solo. Isso significa que qualquer coisa que se mova pela estava é um alvo em potencial de franco-atiradores e tropas de contra-ataque.

Do lado alemão, enquanto as tropas foram pegos de surpresa no início da operação, divisões blindadas rapidamente reuniram-se para contra-atacar. Os pára-quedistas aliados eram conhecidos por não serem equipados com armas anti-tanque. Os alemães também tiveram alguma sorte – o comando da região, ordenou que 9.000 tropas de elite pesadas do II Corpo SS Divisão Panzer para descansar e reagrupar em Arnhem, que desempenharia um papel importante mais tarde, como os desdobramentos da Operação Market Garden.

 

fontes Consultadas: History Learning, 101 Division Center, Historiador Peter Chein

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