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Posts Tagged ‘francisco miranda’

Lançamento do Livro: Polícia do Exército: Sua História e Seus Valores

No último sábado (07/03) ocorreu o lançamento do livro Polícia do Exército: Sua História e Seus Valores. A Solenidade de Lançamento teve início com a formação da Mesa de Honra formada pelo Autor Francisco Miranda, presidente do Conselho Nacional dos Veteranos da Polícia do Exército (CONAVEPE), do excelentíssimo senhor General de Exército Pafiadache, Comandante Militar do Nordeste, excelentíssimo senhor General de Divisão Márcio, Comandante da 7ª Região Militar, senhor Tenente Coronel Jorge, comandante do 4ºBPE, Capitão Souza, veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB), representante da ANVFEB/PE, do senhor Moizes Oliveira, Vice-Presidente do CONAVEPE e Presidente do Grupo de Veteranos do BPEB no Paraná (GVBP) e do senhor Elivaldo Belarmino, integrante do CONAVEPE e Presidente da Associação SEMPRE PE, além de várias autoridades militares e civis que prestigiaram o livro.

Francisco Miranda realizou uma breve abordagem do livro, exaltando os valores da Polícia do Exército que são expressados no livro e que são tão caros a sociedade nos dias atuais. Citou proeminentes nomes que fizeram parte da História da PE, tais como o paulista Soldado Clóvis, morto por um soldado aliado nos campos de Batalha da Itália, o Capitão R/2 Sabino, primeiro Comandante de uma Companhia de Polícia do Exército do Brasil. Encerrou sua apresentação com uma das histórias narradas no livro pelos veteranos da Polícia do Exército, a do Soldado Jacaré, que tirou boas risadas dos participantes do evento.

Após a solenidade de abertura, teve início o receptivo com mesa de autografo do livro. Também houve exposição de material da utilizado para missões de Polícia do Exército, tudo isso tendo como cenário o Forte do Brum no Recife Antigo.

O livro está a venda pelo email: policiaexercitohistoria@gmail.com / francismiranda28@gmail.com

Valor: R$ 50,00

Envio: 12,50  para qualquer Estado do Brasil.

PRÓXIMO LANÇAMENTO 25 DE ABRIL – 8º EVEPE – BLUMENAU / SANTA CATARINA

 

As 200 melhores Fotos da Segunda Guerra Mundial – Parte 01

 Retomando as atividades do BLOG, resolvemos iniciar uma nova fase do nosso espaço, depois de um período de férias. Muitas novidades estão sendo preparadas para que possamos voltar com mais força na pesquisa histórica das Guerra Mundiais.

 Para começar iremos publicar o que mais tem marcado a vida desse espaço, a qualidade dos registros fotográficos. Dividido em duas publicações, confiram as 200 mais impressionantes fotografias da Segunda Guerra Mundial. Vamos lá…

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte V

PARTE 5

As condições físicas iam ao encontro dos rigores da campanha. Soldados acostumados aos alojamentos bem equipados na Alemanha ficavam cada vez mais deprimidos com a continuação das operações que superavam a duração e os desconfortos de todas as campanhas anteriores juntas. Um soldado escreveu: “Essas planícies imensas, enormes florestas com alguns barracos aqui e ali, tudo causa uma impressão desoladora.” Era tudo “desinteressante ao olho” com “cabanas de madeira com um aspecto melancólico, florestas e pântanos.” Ele continua: “Tudo parecia estar perdido nessas extensões infindáveis.”

Da mesma maneira que os avanços continuavam, também continuavam os receios. “Se orientar na Rússia é tão difícil quanto no deserto” lembra um soldado. “Se você não olhar para o horizonte – você está perdido.” Outro comentou:

“O imenso espaço era tão vasto que muitos soldados ficaram melancólicos. Vales planos, pequenas colinas – vales planos, pequenas colinas, intermináveis, intermináveis. Não havia limite. Nós não conseguíamos ver um fim e era tudo tão desolador.”

“Onde será que essa guerra sem fim irá nos levar?” perguntou Günther Von Soheven de 33 anos, lutando no fronte Sul.

“Não há nenhum objetivo identificável em termos de espaço através desses campos que se estendem cada vez mais longe. Mais deprimente é o inimigo que se torna cada vez mais numeroso mesmo depois de termos feito enormes sacrifícios.”

Os soldados começavam a sentir saudades de casa. “As distâncias crescem incomensuravelmente,” concluiu van Soheven “mas nossos corações se mantém próximos.”

Porém, a determinação em terminar logo a guerra era igualada pela insistência russa em continuar lutando. Não era difícil desumanizar um inimigo em uma terra estranha e que, longe de qualquer razão lógica, preferia resistir fanaticamente apesar de sua derrota certa. A propaganda nacional socialista disseminou a falsa semente que encontrou guarida nas mentes receptivas dos soldados já expostos às doutrinas racistas. O Unteroffizier Wilhelm Prüller, um soldado de infantaria da 9º Divisão, escreveu em 4 de julho: “nós ouvimos as coisas mais terríveis sobre o que os russos estão fazendo com os prisioneiros (alemães).” A 8ª Companhia do seu 11º Regimento Schütze foi seriamente castigada em uma emboscada russa e perdeu 80 homens. “Os Kameraden feridos receberam um tratamento pelos canos das armas russas até que estivessem todos mortos.” Os comentários anti-semitas de Prüller despersonalizaram o inimigo. Tal qual vários soldados alemães, ele ficou surpreso em encontrar mulheres russas de uniforme. Dentro de um bolsão de resistência russa ele se deparou com “mulheres, completamente nuas e carbonizadas” que “estavam deitadas sobre ou ao lado de um tanque (soviético destruído). Horrível.” Ele conclui indignado: “Aqui nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra animais.” Da mesma maneira, os soldados americanos desumanizaram os seus adversários japoneses no Teatro do Pacífico e, mais tarde, os vietcongs no Vietnã nas décadas de 1960 e 1970; ou seja, essa é uma reação não necessariamente vinculada às sociedades puramente totalitárias. Prüller mais adiante observa: “entre os mortos russos há vários rostos asiáticos os quais tem uma aparência nojenta com aqueles olhos puxados.” Ele tinha ficado impressionado com toda aquela situação estranha. Em um parque na cidade de Kirovograd, alguns soldados se banhavam em um pequeno lago. “É curioso ver, bem à nossa frente, mulheres russas tirando a roupa sem vergonha alguma e caminhando peladas.” Ele continua: “Algumas delas até que valem a pena, especialmente com relação aos seios (…) A maioria de nós teria vontade de… mas então você repara nas mais sujas e te dá vontade de vomitar. Não há moral nenhuma por aqui! Revoltante!”

C O N T I N U A

Tradução: AReguenet

O Último Policial do Exército Morto em Ação Depois da Segunda Guerra Mundial

 Sinto-me no dever de informar e tentar reparar mais uma das muitas injustiças desse país. Em 1997, em uma das mais sérias crises institucionais já vividas por esse país, quando Policiais Militares de vários Estados entraram em estado de greve e, mais uma vez, para defender o Brasil do colapso governamental que se instalava naquele cenário, o Exército Brasileiro foi chamado para cumprir seu dever, defender o seu povo!

  Nesse contexto o 4º Batalhão de Polícia do Exército enviou soldados para patrulhar o centro do Recife em julho 1997. Durante um assalto a Banco, um Policial do Exército, Walber Mendes de Andrade, morreu durante confronto com bandidos. Caia um jovem de 23 anos de idade, defendendo seu povo, sua gente; Caia um Soldado Brasileiro.

 No dia 28 de novembro de 2012, o senhor Coronel Ricardo Pereira de Araujo Bezerra, realizou uma homenagem ao PE Andrade. O Auditório do Batalhão é reinaugurado como Auditório Soldado Walber Mendes de Andrade.

 Como presidente da Associação SEMPRE Polícia do Exército, fico feliz de saber que pelo menos o seu sacrifício não foi esquecido, e mais orgulhoso ainda por ter tido a oportunidade de ter servido com o PE Andrade.

 Passados mais de quinze anos do ocorrido, ninguém fala nada sobre o sacrifício desse jovem soldado,

 Segue abaixo um Alusivo escrito para homenagear o PE Andrade:

 

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

Palestra e Exposição sobre a Força Expedicionária Brasileira

 A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco está desenvolvendo o Projeto: CONHECENDO A FEB. Esse projeto consiste em um Museu Itinerante em conjunto com a realização de Palestras sobre a Formação e as Operações da Força Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália.

 O acervo do Museu itinerante possui uniformes, medalhas, peças utilizadas pelos pracinhas desta regional, e utensílios de época do acervo pessoal do pesquisador Rigoberto Souza.

 A Palestra será realizada pelo historiador Francisco Miranda no próximo dia 20 de agosto, às 13h00 no Auditório do 7º Depósito de Suprimento – 7ºDSup, na cidade do Recife. Entrada franca.

O principal objetivo não é outro se não a divulgação histórica dos feitos da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial e a valorização da memória do Exército Brasileiro.

 

Último Dia da Promoção dos 500 Mil acessos!!

Hoje a partir das 22h00 estaremos divulgando o nomes dos sorteados na Promoção dos 500 mil acessos, na verdade estamos nos aproximando dos 550 mil acessos. Podem votar até as 21h00, segundo a votação do enquete abaixo:

Promoção dos 500 mil acessos – ABRIL ESPECIAL

 Para comemorar o BLOG irá presentear CINCO dos seus internautas que participarem da enquete abaixo, com os seguintes prêmios:

 1. Coleção da Segunda Guerra Battefield – Editora Abril

 2. Enciclopédia Sobre a Segunda Guerra – Edição RARA da Década de 60 – Editora Primor.

 3. Camisa Estilizada da Segunda Guerra

 4. Caneca Personalizada

 5. DVD – The Longest Day (O Dia Mais Longo) – Filme de 1962 sobre o Dia D .

 Como participar? Vote no enquente abaixo e faça um comentário explicando os motivos de sua escolheu ou mande um email para blogchicomiranda@gmail.com dando sua resposta.

 No dia 20 de abril, vamos encerrar as votações e o 05 posts mais votados serão republicados, e quem votou neles e deixou o comentário vamos realizar um sorteio entre os participantes, informando por email o resultado e enviaremos para o endereço dos ganhadores a premiação.

 Podem votar quantas vezes quiserem, contudo só concorrerá aqueles que deixarem seus comentários ou enviarem emails.

 No Enquete há a opção de colcoar o POST que não está na opção de resposta. Então é só procurar no BLOG o post que você mais gostou e colocar o título dele na resposta.

 Divulguem e votem!

MEIO MILHÃO DE ACESSOS – ABRIL ESPECIAL

 

No dia 18 de setembro do ano publicamos um POST especial quando o BLOG atingiu 100 mil acessos. Seis meses depois vamos alcançar uma nova MARCA:

MEIO MILHÃO DE ACESSOS

O cultivo da História. Essa ciência desvalorizada é, muitas vezes, usada de forma leviana e cheia de tendências e recheada de interpretações ideológicas que deturpam o fato histórico, tornando-o um instrumento para cultivar ódio e velhos pensamentos na cabeça de jovens. Esse espaço sempre esteve aberto para o que há de mais importante, o livre pensamento, desde que haja argumentos fundamentados nas boas práticas da interpretação histórica. Sem racismo ideológico, sem perseguição a perdedores ou exaltação a vencedores. A História é isso! É estudo puro e simples, e uma interpretação baseada em fatos e não em suposições ideológicas.

Acredito que a missão está sendo cumprida. Em meio a um público exigente e de qualidade impressionante. Qualquer publicação que suscite dúvida, um email imediatamente chega e minha caixa postal, questionando a publicação. Não meus amigos, não é fácil manter esse BLOG; não é fácil, nas limitações que o cotidiano exige, buscar, pesquisar e pesquisar para sempre vislumbrar os acontecimentos da Segunda Guerra e a participação da Força Expedicionária Brasileira de forma que todos compreendam a importância desde acontecimentos para História da Humanidade e a do Brasil, respectivamente.

Evidentemente não poderia deixar de mencionar os colaboradores do BLOG: Rigoberto Souza Júnior e Alessandro Santos, amigos e consultores para vários assuntos relacionados à FEB,  com certeza sem o apoio desses guerreiros a missão seria muito mais árdua. A Chico Bendl que já se transformou em colaborador, inclusive enviando artigo para publicação.  Aos nossos amigos que fazem referência do BLOG em outros sites ou permitem que seja publicado os posts: ao pessoal da WebKits, principalmente Márcio Pinho (caricaturista); Portal da FEB na pessoa de Derek, outro guerreiro; pessoal das Comunidades do Orkut e Facebook! A Todos Obrigado.

A TODOS os mais de 500 comentários que geraram boas discussões, troca de ideias e abriu novos laços de amizade.

 

Chico Miranda: Só Agradece!!

Quando concebi esse BLOG tinha como objetivo a consolidação de um sonho: expressar minha visão desse evento que contribuiu para formar a sociedade como conhecemos hoje. E uma dos agentes motivadores era exatamente a quantidade de aberrações e deturpações que existem desse evento na internet, bem como as influências ideológicas que cercam as interpretações tendenciosas da Segunda Guerra.

Mas uma grata surpresa surgiu com a evolução desse trabalho. AMIGOS! Que compartilham da mesma visão de disseminação do conhecimento. Consegui angariar, através do blog, amigos que, mesmo não conhecendo pessoalmente, possuem atributos que são raros em um país que nem sempre tem uma olhar satisfatório para a sua própria História. E não foram poucos!

Hoje, recebi uma grata homenagem do meu amigo do Pará, Márcio Pinho, que além outras qualificações é um exímio pesquisador e, para minha surpresa ARTISTA. Que faço questão de publicar.

Meus agradecimentos ao pessoal da WebKits que é uma fonte inesgotável de conhecimento sobre plastimodelismo e Segunda Guerra.

Abraços a TODOS!

Márcio Pinho: ....E nosso historiador virtual-mor, meu bom amigo Chico Miranda, uma das gratas surpresas que tive na net...

Os Melhores Posts de 2011 – FIM de ANO!

 Caros Amigos,

  Lançamos esse BLOG “oficialmente” há um ano. E com muita satisfação estamos fechando o ano com mais 250 mil acessos e com expectativa de continuar o trabalho e atingir 1 milhão de acessos em 2012.  Como vocês perceberam esse espaço foi construído exclusivamente para despertar o interesse pela História da Segunda Guerra e outros assuntos históricos, segundo uma visão neutra, como tem que ser a análise histórica, sem se deixar levar por tendências ideológicas e políticas, buscando esclarecer os fatos simplesmente como eles devem ser vistos, com a análise histórica e nunca tendenciosa. Nosso público tem entendido essa missão. Recebo algumas dezenas de email diários de pessoas de várias correntes, e isso é o que mantem esse BLOG vivo. Não temos a pretensão de ser ou ter o melhor conteúdo da web para esse segmento, mas trabalhamos para divulgar a história e também atuamos como colaborador em outros blogs e sites com esse mesmo objetivo.

 Não poderia deixar de citar os nossos colaboradores que tem sido um dos pilares de sustentação desse blog e, particularmente tem me agraciado com novos amigos que sempre colaboram com fornecendo informações e conteúdo e até mesmo melhorando a qualidade das publicações. São alguns:

 Rigoberto Souza Júnior: Amigo e pesquisador tem nos nos ajudado, e a qualidade do nosso blog cresceu consideravelmente com seu direcionamento bibliográfico e sua colaboração.

Alessandro Santos: Amigo e Mestre proporcionou uma pesquisa histórica profunda que enriqueceu nosso conteúdo.

Pessoal da WebKits: Os comentários não aparecem aqui no blog apenas no portal do WK, mas a qualidade com que eles abordam as postagens tem me ajudado a abrir mais ainda a perspectiva histórica do que é publicado.

Comunidades do Orkut: algumas comunidades que getilmente me cederam espaço para colocar os links do blog ajudaram enormemente na divulgação do espaço.

Comunidade da Segunda Guerra no Facebook:  está crescendo, mas já é um espaço excelente, já que lá tem muita gente boa e que entende do assunto.

Vários outros BLOGS: vários blogs que colocaram o BLOG CHICO MIRANDA com links diretos.

A TODOS OS COMENTARISTAS DO BLOG: infelizmente não tenho condições de citar todos, pois foram 1.783 comentários e quase 400 pessoas que comentaram, mas vou citar os três mais atuantes: Francisco Bendl (um irmão de Braçal e amigo que encontrei no sul do país e com conhecimento de causa no assunto), Mauro Moriarty(com seus comentários sempre lúcidos e coerentes) e Washington Jadum de Campos (O mais antigo e atuante comentarista). A TODOS Vocês Obrigado.

 E não poderia deixar de citar dois Ex-Combatentes e amigos: Rigoberto Souza e Major Archias, dois guerreiros que estão em minhas orações para que em 2012 continuem à frente da ANVFEB-PE, com o mesmo vigor e saúde com que combateram os exércitos da Alemanha na Itália.

 E para finalizar gostaria de encerra agradecendo mais uma vez pela confiança depositada de TODOS vocês, e que o nosso Único e Soberano Senhor Deus, esteja entre nós, segundo o seu amor e benegnidade que é eterna e sua misericórdia que dura para sempre.

CHICO MIRANDA

Segue os Melhores POSTS de 2011:

Os Motivos da Segunda Guerra Mundial

Segunda Guerra EM CORES – Aviões Bombardeiros
Quem foi o maior Articular Militar da Segunda Guerra Mundial? (MESMO SENDO UMA ENQUETE TEVE COMENTÁRIOS DIGNOS DE POST)
Desastre em DIEPPE – O Dia D que fracassou!
Hitler era mesmo o vilão?
Melhores Fotos da Segunda Guerra Mundial
Soldados Brasileiros de Hitler
Piloto Russo abatido em 1942
Revisando Hitler
O Brasileiro é Acima de Tudo Um Forte – O Legado da FEB
Os Alemães Também Tinham Humor na Guerra!
Wehrmacht – Uma Força Formidável
A Propaganda Vermelha – Cartazes Russos 1941
Cartunismo de Guerra – A Propaganda Engraçada
Kamikazes – A História dos Ataques Suicidas
Marechal de Campo Erwin Rommel – A Raposa do Deserto – O Suicídio.
Três Heróis Brasileiros
Revisionismo – É preciso ter cuidado!
Um Verdadeiro Soldado Brasileiro – Rigoberto de Souza
Memórias de um Soldado de Hitler
Uma “Via Sacra” Diferente! – Memórias de um Soldado Brasileiro
Zinaida e Seu Passado de Interrogatórios na URSS
Crônica de um Pernambucano

FELIZ 2012!

Medalha Aspirante Mega – Agradecimentos

Com muito orgulho, recebemos comenda da Associação de Ex-Combatentes da Força Expedicionária Brasileira, Regional Pernambuco, com a Medalha Aspirante Mega. Nesse momento, claro eu sinto-me honrado, mas também com maior responsabilidade para continuar a propagar o valor histórico da presença brasileira nos campos da Itália, em memória aos que lá ficaram e em reconhecimento pelos que voltaram.

A vida de um historiador é movida pela paixão, e se torna mais peculiar quando seu objeto de estudo é acessível e tem vontade de se expressar. É o caso dos nossos pracinhas que ainda estão aqui. Pois qual o historiador medievalista não gostaria de entrevistar um cavaleiro medieval? Ou qual o historiador da Guerra de Paraguai não gostaria de ouvir a história oral de um soldado dos Batalhões Voluntários da Pátria? Esse é uma dos muitos fatos que me orgulham e me fazem exercer a Estudo Histórico não por profissão, mas por paixão, aliás, por Paixão.

Não poderia deixar de citar o valor Histórico que essa Medalha Aspirante Mega representa, tendo o seu dignitário Francisco Mega –  o qual tive a honra de conhecer membros de sua família nesse mesmo blog – que faz cessão do seu nome a Medalha ter sido um homem resoluto e exemplo de liderança, dando sua própria vida, de forma consciente, e exercendo suas funções de inspirador de liderados, vindo a tombar pelo que acreditava.

Agradeço aos veteranos que fazem parte da Mesa Diretoria da Associação por me indicarem e outorgarem essa enorme honraria, também agradeço a Rigoberto Júnior pelo apreço e indicações e empréstimos bibliográficos; ao Tenente R1 Messias pelas considerações sempre oportunas nas conversas sobre a FEB e a vida na caserna; ao Valdner sempre agradável e de bom trato.

Para encerrar, ficamos na esperança pela recuperação do Major Archias, presidente da Associação, que se encontra internado, mas graças a Deus em situação estável. Estaremos orando pela sua recuperação e na tomada das atividades da Associação. Finalizo agradecendo a todos que acompanha esse humilde BLOG, que é despretensioso, mas tem um objetivo claro: ser um inspirador da História em um período tão critico para a humanidade, e trazer à luz os fatos heroicos de jovens brasileiros; de 25.334 jovens brasileiros, dos quais quase 500 permaneceram em Pistóia após a guerra, mas muitos outros perderam as vidas posteriormente, abandonados à própria sorte.

 

A TODOS MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS

CHICO MIRANDA

Diploma de Outorga

História do Aspirante Mega

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Mais do que boas FOTOS; o registro de uma época!

Certo dia, minha filha de seis anos me fez a seguinte pergunta: “papai por que o senhor gosta tanto de guerra?”, na hora fiquei sem reação, já que a primeira coisa que me passou pela cabeça foi repreendê-la, mas rapidamente percebi que o mais importante era explicar a ela o PORQUÊ do estudo desse período. Então revolvi ter uma bela conversa com a minha futura historiadora…

Por outro lado, gostaria de falar para o público que acompanha o BLOG, pois naquele momento entendi que provavelmente há outras pessoas que podem pensar o mesmo: “Poxa como esse Chico Miranda gosta da Segunda Guerra!”, na verdade acho que o “gostar” não é tão simplista assim.

Primeiramente a Segunda Guerra foi destrutiva demais para pormenoriza-la no contexto História da Humanidade, principalmente porque o que conhecemos como mundo hoje, está diretamente relacionado com os impactos dos resultados, e os desdobramentos políticos e econômicos do pós-guerra, além de toda a composição geográfica do mundo. Por isso mesmo é necessário que compreendamos os motivos, circunstancias, razões e tudo que for possível sobre o conflito, para que haja o perfeito entendimento nosso mundo AGORA. E mais, subsidiar ideias para aprender quais os descaminhos que a humanidade tomou há 72 anos, e não repetirmos o flagelo generalizado a qual uma geração inteira foi sacrificada.

Sabe o que me deixa mais estarrecido, o fato de nossos jovens serem cobrados mais pelo conhecimento da organização social e política romana do século I, do que sobre os impactos do mundo com a Segunda Guerra. Não entendo como somos bombardeados com notícias sobre a Palestina e seu conflito territorial com o Estado de Israel, quando muitos nem mesmo sabem a origem do processo de criação do Estado Judeu. Analisar a História sob uma parcialidade contemporânea é um erro recorrente em nosso país.

Quando nos referimos a Segunda Guerra Mundial não vislumbramos outra coisa se não o terrível Hitler matando milhões de Judeus ou a bomba atômica destruindo as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O sofrimento foi muito mais localizado e abrangente e a Segunda Guerra Mundial foi mais que isso. A Segunda Guerra Mundial moldou o mundo de tal maneira que boa parte dos processos e tecnologias que utilizamos hoje, foram criadas durante ou após o conflito, mas sempre pela imposição do resultado e que são utilizadas no nosso cotidiano. Isso foi bom? Claro, mas a um custo muito alto, e por ter sido alto, devemos sempre lembrar que gozamos de determinados privilégios que foram construídos sob as custas do medo, da morte, do sofrimento de uma geração inteira.

Por esses e outros motivos devemos entender exatamente o que foi esse conflito, para que nossos filhos não precisem sacrificar-se como nossos avós o fizeram, para que as futuras gerações não precisem de BLOGS para lembra-los sobre um passado tão importante, mas esquecido por muitos.

Quero encerrar com umas fotos que não retratem combates, mas pessoas.

 Os créditos das fotos são Alfred Palmer/OWI/LOC

Revisionismo – É preciso ter cuidado!

O britânico Edward Hallett Carr foi um dos maiores historiadores do século XX, em sua obra que é história? (What is History?) de 1961, estabelece princípios historiográficos radicais que rejeitavam as práticas e os métodos históricos tradicionais. “O fato histórico deve ser analisado segundo a ótica dos documentos, relatos e outros elementos que confirmem a historiografia dos acontecimentos”, dizia Carr. Ele rejeitava as interpretações históricas baseadas no empirismo da velha escola clássica, tão comum na primeira metade do século XX.

Infelizmente passamos por uma nova fase de interpretações históricas. Dado a velocidade com que a informação percorre o mundo virtual, encontramos uma quantidade enorme de pessoas que fazem o papel de um historiador moderno, dominando assuntos que, em outros tempos, só estariam disponíveis em centros acadêmicos e bibliotecas de grande porte, mas isso também abriu margem para um fenômeno de interpretação parcial da História.

 Falando especificamente sobre a Segunda Guerra Mundial, a partir da década de 70 houve um movimento de alguns estudiosos para redesenhar a historiografia dos acontecimentos relativos a todo o período compreendido da Segunda Grande Guerra, isso incluía uma nova visão sobre os motivos de sua deflagração, os anos do conflito e suas consequências sobre a humanidade em diversos aspectos. É importante salientar que esse movimento abrange todo o contexto do conflito, muito embora, há trabalhos de pesquisadores especificamente sobre o Revisionismo do Holocausto, que tem lançado uma série de questionamentos em relação a abrangência, métodos e logística em relação ao extermínio sistemático de judeus. Mas também existe um movimento que luta pela “desmistificação da Alemanha nazista”, que tem como objetivo mudar a visão histórica do nazismo que fora construído no pós-guerra.

Os Movimentos Revisionistas são ruins para História? Evidente que não! Pelo contrário são salutares, mas devemos ter em mente que a historiografia moderna, defendida por figuras como Carr, são por si só REVISIONISTAS, e a História como ciência tem seus conceitos perpetrados na Revisão dos Fatos Históricos e, como qualquer outra ciência não há conceitos eternizados. Infelizmente, o que está acontecimento é uma visão parcial da interpretação histórica baseada nas tendências ideológicas de quem a interpreta.

Uma pessoa que realiza uma pesquisa sobre um autor que defende um Revisionismo radical do Holocausto. Essa pessoa poderá defender a tese desse autor como uma verdade absoluta, mesmo que o autor do estudo não tenha apresentado documentos ou qualquer tipo de prova substancial que sustente sua teoria. A mera argumentação deve ser colocada em check, pois sempre caberá uma contra-argumentação, e para formar uma perspectiva histórica sólida é necessário ter a visão do todo e não apenas lidar com argumentos parciais. Evidente que isso também vale para uma visão simplista da Segunda Guerra, quando na afirmação de que “A Segunda Guerra foi uma Luta do Bem contra o Mal…”. Claro que não há mais espaço para essa visão na História.

De alguma forma os fóruns, comunidades sociais e outras formas de comunicação pela internet têm seus membros divididos em grupos que são declaradamente Revisionistas e Não-Revisionistas. Mas isso é necessário? A polarização histórica é um erro recorrente da humanidade, e nesse mundo de visões mil, devemos agir com parcimônia em qualquer radicalização de opinião. O que temos que fazer é entender a interpretação histórica de forma a ter a visão do geral e não do parcial.

Teorias conspiratórias e teses sionistas de domínio do mundo podem até chamar a atenção e serem interessantes, mas de forma alguma possuem embasamento histórico, assim como aqueles que acreditam que a Alemanha é um povo vil, como caricaturado pela mídia ocidental, não possui nenhum juízo de valor sobre a Ciência chamada História.

Nossa tendência não é defender uma ou outra corrente, mas defender o Fato Histórico, entender seus desdobramentos e suas consequencias.

* Francisco Miranda – Reprodução proíbida sem autorização.
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