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História Completa da Segunda Guerra – De Olho na Polônia

 Inicialmente, o primeiro grande evento militar da Segunda Guerra Mundial aconteceu em 01 de setembro de 1939. E partir desse marco, vamos iniciar uma série que, há algum tempo, já estava em nossos planos. Um estudo histórico completo sobre a Segunda Guerra Mundial partindo de uma forma mais cronológica, ou seja, a partir de 1939 até 1945. Vamos procurar enfatizar mais de uma visão, isso incluir a visão da Alemanha, seu povo e seus líderes. Esse projeto, tem por objetivo trazer várias perspectivas de um evento grandioso, e que merecem ser analisados de várias vertentes de interpretações históricas, portanto não vamos poupar ninguém!

 Se você discordar das análises publicadas, não tem problema, poste seu comentário e vamos debater. De forma que todos possam conceber um interpretação diferente para o mesmo evento, mas aviso de antemão, nossa visão deve ser despida da ideologia ou apologia, pois o estudo histórico deve ser assim, apenas análise dos fatos!

De olho na Polônia

Em 28 de outubro de 1938, Hitler faz a primeira exigência territorial a Polônia: Danzing deveria ser devolvida a Alemanha e permitam a construção de ligações rodoviárias e ferroviárias com a Prússia Oriental através do Corredor Polonês. A Polônia recusa, mas com que fim? Em 15 de maço de 1939 os alemães desmembram a Tchecoslováquia em seus estados constituintes. A Eslováquia torna-se um protetorado alemão, a Rutênia é entregue à Hungria, e a Boêmia e a Moravia são incorporados à Alemanha. A atitude em relação à Alemanha, tanto por parte da Grã-Bretanha quanto da França, começa a mudar, especialmente entre os britânicos. Chamberlain é pressionado para declarar que a Grã-Bretanha apoiaria a Polônia contra a agressão alemã. Hitler reitera suas exigências aos poloneses que, em 21 de março, as rechaçam novamente. Dois dias depois, soldados alemães ocuparam a cidade de Memel na fronteira entre a Prússia Oriental e Lituânia, levando à conclusão de que o exército alemão poderia fazer o mesmo em Danzing. A Polônia alerta que qualquer tentativa de tomar Danzig significaria a guerra e, em 31 de março de 1939, Grã-Bretanha e França declaram que apoiariam os poloneses se isso acontecesse.

Em 15 de abril, ainda sob impacto da anexação da Albânia por Mussoline apenas uma semana antes, o presidente Roosevelt pede garantias a alemães e italianos de que não atacariam outros países europeus. Hitler e Mussoline ignoram o pedido, sabedores de que as Leis de Neutralidade de 1935-37 impedem que os Estados Unidos intervenham em uma guerra na Europa. Três anos mais tarde, Stalin proporia uma aliança de 10 anos com a Grã-Bretanha e França. Se a proposta tivesse sido aceita, é possível que os eventos subsequentes fossem diferentes.

Entretanto, as negociações se mostraram difíceis, como resultado de um antagonismo soviético-polonês que datava do conflito de 1920. A Polônia não tinha nenhuma intenção de se aliar a suas potências que, por sua vez, eram aliadas de um vizinho não confiável, e a União Soviética pensava o mesmo.

Hitler renunciou ao pacto de não-agressão de 1934 com os poloneses em 28 de abril de 1939 e repetiu suas exigências por Danzing. A isso se seguiu, em 22 de maio, o “Pacto de Aço”, no qual Itália e Alemanha prometiam apoio mútuo em caso de uma guerra futura. Para piorar as coisas, soviéticos e alemães chocam os observadores internacionais com a assinatura de uma pacto de não-agressão em 23 de agosto. O pacto incluía cláusulas sobre a divisão da Polônia entre a Alemanha e a URSS, além de garantir liberdade aos soviéticos para lidarem com os países do Báltico. Talvez mais importante ainda, o pacto significou que a Alemanha não mais enfrentava a possibilidade de uma guerra em suas frentes, um golpe duro para os aliados ocidentais, que agora percebiam que Hitler estava livre para atacar a Polônia. Em 26 de agosto os britânicos assinam um tratado de aliança com a Polônia. Hitler já dera ordens para uma invasão, mas a ação britânica o obriga a adiar.

Deduzindo, entretanto, que não havia nada que Grã-Bretanha ou França pudesse fazer para evitar uma vitória alemã na Polônia, Hitler dá nova ordem para invadir o país em 01 de setembro.

Fonte: David Jordam

A História em Quadrinhos na Segunda Guerra – Comics

A Segunda Guerra foi um terrível evento na história da humanidade, contudo não podemos desconsiderar os parâmetros que surgiram para consolidar ideias, pensamento e tecnologias que seriam utilizando através nos anos posteriores da guerra.

A História em Quadrinhos passou a ser utilizada como instrumento de propaganda dos países envolvidos, não por acaso, personagens nacionalistas ou estereotipados passaram a fazer parte dos Comics americanos, ingleses, alemães e da maioria dos países envolvidos no conflito. Grandes Heróis como Capitão América e Super-Homem nascem para a Segunda Guerra ou ganham novas características para enfrentar a nova ordem mundial. Sem qualquer cerimônia esses novos instrumentos são utilizados de forma indiscriminada para o esforço de guerra. Isso traz esperança para os povos envolvidos, permitindo que o moral do povo no front doméstico possa estar sempre elevado. Eis alguns exemplos, americanizados é verdade, mas importantes para a História da Guerra:

Análise Histórica Fotográfica da Segunda Guerra – Parte 01

Vamos realizar pequenas e rápidas análises fotográficas da Segunda Guerra para compor um cenário total. Não vamos obedecer uma ordem cronológica dos eventos, vamos apenas detalhar as fotos sem uma ordem de apreciação. O objetivo e entender cada situação que é mostrada da fotografia.

A foto arremata para uma reflexão sobre os esforços das baterias antiaéreas que foram exigidas exatamente de acordo com a direção da guerra. Inicialmente usada ao extremo na defesa dos céus de Londres em uma defesa desesperada, e posteriormente utilizada na defesa da Alemanha em uma tentativa de diminuir os estragos causados pelos bombardeios intermináveis.

O transporte de tropas americanas para compor o primeiro escalão dos desembarques na África. Os Estados Unidos realizava o primeiro contato com tropas do Exército fora do pacífico, e muito se esperava dos americanos, principalmente os ingleses, já que tinham como prioridade o fim das atividades de Rommel nesse front, seria o primeiro êxito real de tropas aliadas contra a Alemanha.

Um soldado ferido em combate da África e recolhido a hospitais de campanha não tinha seu sofrimento encerrado, depois de tratado. Havia ainda a precariedade das condições materiais e as dificuldades climáticas.

Durante todas aquelas campanhas, os alemães e italianos tiveram 620.000 mortos, enquanto os ingleses perderam 220.000 homens, e as mortes norte-americanas na Tunísia foram de mais de 18.500 homens. A vitória dos Aliados na África do Norte destruiu, ou neutralizou, cerca de 900.000 soldados alemães e italianos, abrindo uma segunda frente contra o Eixo, além de permitir a invasão da Sicília e da parte continental da Itália em meados de 1943, além de aniquilar a ameaça do Eixo aos campos de petróleo do Oriente Médio e às linhas de abastecimento para a Ásia e a África. Isso foi extremamente importante para o desenrolar da Segunda Guerra Mundial.

Depois das tentativas de paz com os o Japão, os Estados Unidos foram surpreendidos pelos ataques a Pearl Harbor e consequentemente iniciar sua campanha no Teatro de Operações do Pacífico, contudo as operações militares começavam a se equivaler entre duas nações cujo poderio naval eram semelhantes nesse período.

Depois que Batalha sobre a Inglaterra perdeu o ímpeto, a saída mais lógica para Hitler era realizar um bloquei naval contra a Inglaterra com o objetivo de minar economicamente o inimigo, para tanto era necessário que as operações de UBoots fossem intensificadas, principalmente no Atlântico Norte que era a rota natural dos suprimentos oriundo dos Estados Unidos.

Um soldado que lutou nas pequenas ilhas do pacífico foi participante de uma dos conflitos mais duros da história das guerras. Os combates eram desgastantes e intensos e o isolacionismo das tropas tinham um efeito devastador no moral da tropa. Muitos permaneceram meses estacionados em ilhas que nada tinham a oferecer exceto privações.

O ímpeto combativo do soldado japonês era muito diferente do pensamento que se fazia deles antes da guerra. Considerado pelo comando militar americano como um soldado desnutrido, sem preparo e intelectualmente inferior, quando iniciou os primeiros combates toda a mística cai por terra. O soldado japonês estava disposto a lutar até a morte pelo seu imperador, um exemplo era o índice de rendição era quase zero entre as tropas de infantaria, e infligiam baixas explodindo granadas quando todos esperavam a rendição.

As tropas alemãs deixaram o mundo perplexo com as conquistas rápidas e devastadoras sobre os Países Baixos e França. Esse novo exército utilizavam técnicas concebidas no período entre-guerras mas que só existiam nas teorias de von Seeckt e no disposição de Guderian de utilizar blindados para moaobras estratégicas de tropas. O mundo prendia a respiração para ver os próximos passos de uma Alemanha de força militar muito superior a visão expansionistas da Grande Guerra.

Hitler em sua casa, conhecida com Berghof, local de encontro da cúpula nazista e onde ele recebeu chefe de Estados, inclusive o Primeiro Ministro Chamberlain. Hitler comprou essa casa com o dinheiro da venda de seu livro, Mein Kampf.

Fotografia: Contando a Segunda Guerra Mundial – Parte IV

No início de 1940 ambos os lados planejavam suas operações. Os Aliados concluíram que uma ataque da Alemanha deveria ser respondido com um avanço em direção à Bélgica. Os belgas, contudo, estavam ansiosos por manter sua neutralidade e não pretendiam provocar Hitler, o que o impediu que os Aliados assumissem posições estratégicas adequadas.

 Enquanto isso, Hitler dava continuidade a seus planos de um ataque a oeste. Em 10 de janeiro de 1940, informou seus generais de que o ataque iniciaria em 17 de janeiro de 40. Nesse ponto, o destino interveio: uma pequena aeronave alemã transportando dois oficias com os planos detalhados para a invasão dos Países Baixos perdeu o rumo e fez um pouso de emergência na Bélgica. Os planos não foram destruídos e Hitler, tendo presumido que estes haviam sidos comprometidos, adiou o ataque, sem saber que, para os Aliados, os planos eram meramente uma distração.

 No início de março, os detalhes da invasão foram mudados novamente, os generais Gerhardt von Rundestedt e Erich von Manstein sugeriram um ataque através das Ardenas, um território de florestas densas e considerado amplamente inadequado para os blindados. De fato, os Aliados consideravam bem implausível que a força principal do ataque inimigo viesse daquela direção.

Como era esperado que em 1940 continuasse sem nenhuma ação significativa em terra, alguns observadores sugeriram que Hitler blefara por tempo demais, permitindo que os britânicos e franceses reforçassem suas posições ao longo da provável linha de ataque alemão. Em 05 de abril, Neville Chamberlain proclamara que Hitler “perdera o ônibus”. Três dias depois, os alemães invadem a Noruega.

 Noruega

 Apesar de declarar neutralidade, e Noruega tinha clara importância estratégica. Os suprimentos alemães de minério de ferro sueco passavam pelo porto norueguês de Narvik, enquanto no país permitiriam que a Alemanha lançasse ataques aéreos contra o norte da Grã-Bretanha, além de propiciar ancoradouros para operações marítimas.

 Em 27 de janeiro, Hitler já havia esboçado os primeiros planos para a invasão da Noruega, ao mesmo tempo em que os Aliados procuravam uma maneira de interromper o fornecimento de minério de ferro aos alemães. Em 16 de fevereiro, o destróier HMS Cossack, após persegui-lo até um fiorde norueguês, abordou o navio de transporte alemão Altmark, libertando prisioneiros de guerra que este transportava (capturados de embarcações afundadas pelo Graf Spee). Os noruegueses protestaram contra a violação de suas águas territoriais, porém suas reclamações foram refutadas. O governo britânico ressaltou que a embarcação alemã entrou em águas norueguesas primeiro, deixando claro que a marinha britânica agiria quando as autoridade norueguesas não estivessem preparadas para fazê-lo. Hitler, então, convenceu-se de que não poderia confiar nos noruegueses para fazer frente aos britânicos.

 Em 28 de março de 1940, os britânicos e franceses concordaram em minar as águas da Noruega para impedir o tráfego de embarcações alemães. A decisão foi anunciada em 05 de abril, no mesmo dia em que Chamberlain sugeria que Hitler perdera a chance. Na verdade, as ordens alemãs para a invasão da Noruega foram dadas em 02 de abril, sendo que a força invasora alemã foi avistada no dia 07. Dois dias depois, soldados alemães desembarcavam na Dinamarca e na Noruega. Copenhague cai em 12 horas e os dinamarqueses não têm opção senão se renderem em 10 de abril.

 Os alemães encontram mais dificuldade na Noruega: combates acirrados entre embarcações britânicas e alemães em águas norueguesas entre 10 e 12 de abril resultaram em diversas perdas para os alemães. Tropas britânicas desembarcaram em Harstad nas olhas Lofoten, em frente a Narvik, em 15 de abril. No dia seguinte, unidades francesas e britânicas desembarcaram em Namsos. Em 18 de abril, tropas britânicas chegam a Aandalesnes. O plano era que as forças em Namsos e Aandalesnes se reunissem e tomassem Trondheim. Todavia, o comandante em Aandalesnes é convencido a ajudar os noruegueses em Lillehammer, que estavam sendo repelidos por pesado fogo alemão. Isso faz com que o contingente em Namsos, menos forte que o esperado, não possa rumar para Trondheim. No decorrer da semana seguinte, os alemães contra-atacam na Noruega central e empurram os Aliados de volta para Aandalesnes. Em 26 de abril, o Supremo Conselho de Guerra Interaliado concluiu que todas as forças devem ser evacuadas da Noruega. A evacuação é completada em 03 de maio e os Aliados avançam para Narvick. Ao final da terceira semana de maio, a estrada para Narvick está aberta. No fim do mês, as tropas alemães baseadas ali estão com poucos suprimentos e à beira de um colapso. Em 28 de maio, os Aliados lançam um ataque final e tomam Narvick. Contudo, durante o avanço sobre a cidade, a situação estratégica muda: os alemães haviam invadido a Bélgica e a Holanda em 10 de maio, fazendo com que a Noruega parecesse ser bem menos importante. Os Aliados decidem, então, por uma evacuação, que é lavada a cabo entre 03 e 08 de junho. A tragédia final da campanha aconteceu no último dia, quando o porta-aviões HMS Glorious foi afundado com quase toda a tripulação.

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