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Nosso Amigo Partiu.

Homenagem da poetiza Beanide Souza ao Historiador e Sargento do Exército Brasileiro Alessandro dos Santos Rosa falecido em 01/05/2011 na cidade de Recife e sepultado no Estado Paraná em 04/05.

O nosso amigo Santos partiu inesperadamente.
Sim, ele partiu de repente.
Deixando-nos a todos perplexo sem compreender, sem acreditar naquela amarga realidade.
Por que uma bactéria invasora penetrou furiosa em tua circulação levando-te à morte?
Foste arrebatado sem piedade para a eternidade
Quanta saudade dolorida machuca hoje os nossos corações
Saudade carregada de lembranças deste amigo querido, sempre sincero, simples e atencioso.
O teu sorriso sempre presente transmitindo-nos paz, deixará em nossos corações um sentimento de saudade e de tua imagem querida.
Repetindo o poeta dizendo querido amigo Santos:
 
          “Não morre quem nos outros vivem, não morre quem nos outros fica”
 
 
 

 

Alessandro dos Santos Rosa – Professor e Pesquisador da Força Expedicionária Brasileira

Esse País Ficou Mais Pobre Hoje! LUTO

 Caros Amigos,

 Com profunda tristeza em meu coração e com a dor de ter perdido um grande amigo, venho informar o falecimento do Mestre Historiador Alessandro Santos Rosa um dos homens mais cultos e inteligentes que tive a oportunidade de conhecer.  Sargento Santos era militar do Exército Brasileiro e servia atualmente no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva em Recife (CPOR/Recife) e estava prestes a incorporar a Missão de Paz do Haiti. A causa-mortis ainda não foi divulgada. O Sargento Santos estava internado no Hospital Militar de Área em Recife, quando seu quadro piorou em ele foi transferido para a UTI, vindo a falecer nesta madrugada.

Alessandro dos Santos Rosa é natural do Rio Grande do Sul, sendo formando em História pela Universidade Católica de Cuiabá, realizando sua tese de mestrado pela Universidade Federal  do Paraná. Serviu com dedicação, zelo e amor à pátria, abrindo mão do convívio de sua família pela vocação profissional, configurando um exemplo para um país recheado de canalhas e dilapidadores do bem público.  Felicidade de estar relacionado para servir no contingente da Missão de Paz no Haiti, e não escondia seu orgulho de participar de tão grandiosa missão. Em paralelo estava trabalhando arduamente para escrever um livro com a História dos Pracinhas da Associação de Veteranos da FEB – Seccional Pernambuco, insistindo em concluir esse projeto antes de partir para o exterior.

Santos escreveu e colaborou com esse BLOG desde os primeiros meses, e sentia-se orgulhoso em produzir e ver seu trabalho publicado. Seu último artigo publicado A Revolução de 1964: Ponderações Historiográficas! Mostra a visão de historiador e não a de um militar sobre os eventos de 1964, dando um exemplo de análise histórica. Além de outros tantos artigos também publicamos parte de sua tese de mestrado e um especial sobre os alemães e o Brasil que serve como parâmetro para um assunto tão pouco abordado, principalmente no meio acadêmico.

Quando você escreve e tem um espaço que é acompanhado por tantas pessoas, nunca imagina que irá ter que escrever sobre um acontecimento tão triste, mas em respeito a memória desse Herói, pela sua sapiência, pelo seu exemplo de dedicação e pela seu amor incondicional ao estudo da História, deixamos registrado aqui para a posteridade tudo que Meu Amigo Santos defendeu, o respeito e o amor aos Soldados Brasileiros que lutaram na Segunda Guerra e que, assim como ele, defenderam ideais e lutaram pelo seu país, abdicando de qualquer outra coisa em prol de suas convicções.

Pedimos que o Nosso Senhor Jesus Cristo possa confortar sua esposa Rosangela e seus filhos Matheus e Eduarda.

Para encerrar segue abaixo os Agradecimentos da Tese de Mestrado do Professor Alessandro dos Santos Rosa:

“Agradeço a Deus, meu amigo fiel de todas às horas que, através de minhas orações, fortaleceu meu espírito, possibilitando que eu tivesse a coragem e superasse as dificuldades que às vezes pareciam infinitas dentro desse período. Elevo os meus pensamentos aos céus e agradeço por tudo que recebo, por tudo que sou e faço, onde sempre encontro fé e esperança, permitindo renova sempre minhas forças.”

 

Alessandro dos Santos Rosa

Alessandro dos Santos Rosa

Sargento Santos e Francisco Miranda

Grupo da ANVFEB-PE em Reunião comemorativa a Tomada de Montese em 14 de abril de 2012

Palestra sobre a Tomada de Montese

A FEB – Lendas e a Verdade Histórica – Parte I

Ouvi de certoProfessor de História” que a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial foi medíocre, e que o país era pau mandado dos Estados Unidos, sendo que jamais poderia dizer que lutou na Europa… Segundo ele: “É ridículo estudar isso”.

Percebi que há milhares de jovens entusiastas da Segunda Guerra, que sabem tudo sobre esse evento, menos os detalhes da FEB, sigla que muitos até desconhecem!

Ouvi de um jovem estudante do ensino médio, que o Brasil fez foi vergonha quando na Itália…

Em um comentário do Orkut alguém citou: “O Ataque a Monte Castelo foi uma festa de ‘fogo amigo’…

Outro falava que a quantidade de baixas da FEB foi absurda…mais de 1000 mortos!

O Brasil tinha os uniformes parecidos com os dos alemães…E muitos morreram por causa disso!

Um jovem catarinense me enviou um email fazendo uma série de perguntas sobre a vida de alguns generais germânicos que lutaram na Guerra e seus destinos. Aproveitei e perguntei se ele conhecia o General Olympio Falconière, recebi como resposta: Ele era italiano? …Não respondi mais seus e-mails.

Um estudante do 5º Período de História me parou para dar os parabéns por ter lido um artigo meu publicando em um jornal do Recife… “Gostei muito do seu artigo sobre a FEB, não sabia que o Brasil tinha lutado na Segunda Guerra.” 5º Período? De História? Meu Deus!!

Com relação a William Waack… Não comento, pois como historiador ele é um excelente jornalista…

Outro comentário:  faltou soldado para a FEB e ficaram convocando o povo que passava na rua na frente dos quartéis…

Então vamos lá! Chega de MITOS SOBRE A FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA…SÓ HISTÓRIA…FATOS!

É importante colocar uma coisa: devemos separar a atuação do governo brasileiro à época da Segunda Guerra da atuação da Força Expedicionária Brasileira desde a sua formação até a sua desmobilização, portanto a análise deve ser realizada sob duas ópticas distintas. A primeira delas é o ambiente em que a FEB foi criada e as ações governamentais que foram estruturadas para que o Exército Brasileiro formasse uma Divisão para lutar, sabe lá Deus aonde, e se iria lutar. A segunda visão, a militar, nos proporciona a seguinte reflexão: qual foi e como foi o papel da FEB como força empregada no Teatro de Operação e sua importância total no cenário da guerra.

Primeira resposta: sábado 18/01

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