Arquivo

Posts Tagged ‘Japão segunda guerra’

Ação: Teatro do Pacífico

 Resolvemos selecionar algumas fotos para mostrar a dureza das ações no Pacífico. Estamos realizando algumas seleções especiais para compor os vários Teatros de Operações, incluindo alguns menos conhecidos e operações e guerras isoladas, como a Guerra Civil Espanhola, Guerra de Inverno e a Guerra das Coreias. Aguardem.

 

Teatro do Pacífico – O Mais Terrível da Segunda Guerra Mundial

O velho Teatro de Operações da Europa com certeza foi o mais devastador em termo de destruição e perdas de vidas humanas. Mas para o soldado, o guerreiro incorporado ao Exército americano ou japonês, nada se comparou ao Teatro de Operações do Pacífico. A guerra que se desenvolveu das Ilhas Salomão até o avanço sobre Okinawa transformou a vida dos homens que combateram nestas batalhas um inferno comparável as mais sangrentas batalhas de trincheiras da Primeira Guerra.

Não por acaso, foi nestas batalhas que o número de atrocidades contra o inimigo foram banalizadas, tanto que Alto Comando da Marinha americana emitiu ordens proibindo que se colecionassem partes dos corpos dos inimigos. Médicos do Corpo de Fuzileiros tentavam explicar as tropas as doenças cadavéricas que as pessoas que manipulavam corpos em decomposição estavam sujeitas a contrair.

Do lado japonês, os mortos se acumulavam em cada campanha para defender ilha a ilha. O espírito combativo e o código de conduta do exército nipônico não permitiam que o soldado japonês se rendesse, não permitia que seu ardor combativo diminuísse, por isso a quantidade de mortos em ataques suicidas eram impressionantes. Um grupamento atacava uma metralhadora inimiga até que o último homem caísse, e não eram poucos que caiam.

Para acrescentar a violência dos combates, o clima foi outro inimigo terrível. Meses de chuvas incessantes fizeram um atoleiro insuportável, alguns suicídios foram registrados, e muitos militares foram retirados da linha para hospitais psiquiátricos, um verdadeiros pandemônio.

Se a guerra é uma experiência terrível e devastadora para os jovens, pelo menos no Teatro das Europa, as folgas com os passes livres amenizavam e revigoravam os homens, já no Teatro do Pacífico apenas as ilhas e o mar contemplavam os desejos de retornar para casa de milhares de jovens japoneses e americanos.

Bombardeio Sobre Tóquio: Triste e Esquecido

 Publicaremos mais uma série do excelente tradutor A. Raguenet (webkits) que também traduz a série de publicações: Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros. Desta vez ele trabalha o livro Flyboys do autor James Bradley, que trata um assunto de extrema importância histórica, os bombardeios sobre a cidade de Tóquio que utilizavam B29 e arrasaram com a cidade. Vale a pena acompanhar:

———–

Amigos, traduzo aqui também um dos capítulos do livro Flyboys do autor James Bradley, mesmo autor do livro Flags of our Fathers.

O capítulo trata sobre o bombardeio incendiário da cidade de Tóquio entre a noite do dia 9 e a madrugada do dia 10 de março de 1945. Uma história de arrepiar.

PARTE 1

Na noite de 9 de março de 1945, foi possível ouvir sobre a ilha de Chichi Jima, pertencente ao mesmo arquipélago que Iwo Jima no Pacífico Sul, um som completamente diferente vindo da escuridão. Durante horas, um longo feixe de bombardeiros americanos B-29, 334 no total, voava em direção norte a uma baixa altitude. Geralmente os aviões voavam em pequenos grupos, mas dessa vez era diferente. O som concentrado dos motores cortava a noite avisando que havia algo fora do normal.

O médico japonês Mitsuyoshi Sasaki, lotado na ilha, disse: “Enquanto os aviões passavam por sobre nós para bombardear o Japão, os homens em Chichi Jima começaram a lembrar dos seus irmãos, irmãs e mães e sentiam como se aquele som fosse o de suas mortes.” O oficial Fumio Tamamura contou que “Nós enviamos mensagens por rádio para Tóquio de que os B-29 estavam a caminho. Nós sabíamos o que estava por vir.”

Mas na realidade, ninguém sabia. Ninguém podia imaginar o que aconteceria durante as horas daquela noite de 9 de março e nas primeiras horas da manhã do dia 10 de março. A maior carnificina de seres humanos na história do mundo estava para acontecer. A aeronave, a qual algumas décadas antes era apenas uma frágil junção de pedaços de madeira e que a maioria dos especialistas militares acreditava que nunca seria um fator decisivo na guerra, iria provar a todos como sendo uma das mais eficientes máquinas de matar da história.

C O N T I N U A

Fontes:

http://www.saladeguerra.com.br/2012/03/horror-esquecido-o-grande-bombardeio-de.html

Shoichi Yokoi, o Soldado Japonês fiel!

 Uma história tão peculiar como a deste soldado japonês que foi fiel como ninguém à causa. Em 24 de janeiro de 1972, dois habitantes da ilha de Guam descobriram Shoichi Yokoi, um soldado japonês que estava escondido na selva há 28 anos -desde o fim da Segunda Guerra. Yokoi estava com 56 anos, muito magro mas com um aspecto saudável e vestia um uniforme feito por ele mesmo a partir de fibras de hibisco.

Segundo divisou os dois visitantes, atacou-os com uma rede de pesca, mas conseguiram se livrar delas e capturaram Yokoi para levá-lo à delegacia de polícia.

Sua história ficou famosa em todo mundo e se converteu em um dos personagens mais famosos do Japão. Quando foi recrutado no Exército Imperial Japonês em 1941, Shoichi Yokoi foi preparado para ser alfaiate das Forças Armadas. Fazia parte da 29º Divisão de Infantaria da Manchúria até que em 1943 chegou a Guam, já com a patente de Sargento.

Em 21 de julho de 1944, na batalha que seguiu ao desembarque das tropas estadunidenses em Guam, a unidade de Shoichi Yokoi foi aniquilada. Ele foi um dos poucos sobreviventes e, disposto a não se render, refugiou-se na selva. Quando regressou para casa, explicou:

– “Os soldados japoneses aprendem que é melhor a morte à desonra de ser capturado com vida”. Assim foi dado como oficialmente morto em setembro de 1944.

Yokoi teve os conhecimentos necessários e uma força mental incrível para sobreviver na selva durante 28 anos, esperando o regresso do exército japonês. A princípio, vivia junto com outros dois soldados em um buraco que cavou na terra consolidado com paredes de bambu. Após vários meses, e dado que a comida estava acabando, os outros dois soldados decidiram ir para outro lugar, ainda que não perderam o contato entre eles. No entanto, 8 anos depois, descobriu-os mortos, provavelmente de fome.

Em 1952, Shoichi Yokoi encontrou casualmente alguns folhetos e jornais nos quais era possível ler que a guerra já tinha terminado, mas pensou que era só propaganda de guerra estadunidense e permaneceu oculto na selva.

Yokoi não foi o único a viver tantos anos na selva. Em 1960, outros dois soldados japoneses, Minagawa e Si Ito, foram encontrados e repatriados ao Japão.

Após ser repatriado, Shoichi Yokoi converteu-se em um herói nacional em seu país, e quando foi visitar seu povoado natal, sua chegada foi televisionada e milhares de japoneses aguardavam alinhados ao longo da estrada hasteando bandeiras na sua passagem.

Nosso personagem casou-se alguns meses após seu regresso, escreveu um livro sobre suas experiências em Guam, apareceu regularmente na televisão e em 1974 inclusive se candidatou ao Parlamento.

Em 1981, seu sonho tornou-se realidade e foi recebido em uma audiência com o imperador Hirohito. A reunião foi a maior honra de sua vida e declarou ao imperador:

– “Sua Majestade, regressei a casa. Lamento profundamente que não tenha podido lhe servir bem. O mundo mudou, mas minha determinação de servir ao Senhor e minha Pátria nunca mudará”.

Viveu uma vida simples o bastante para brindar-nos com uma frase como esta:

– “Não posso entender por que as cidades queimam a comida que resta. Minha família não produz lixo. Comemos cada último bocado de comida e os alimentos que já não são comestíveis são utilizadas como adubo em meu jardim”.

Shoichi Yokoi faleceu de um ataque do coração em 1997, com 82 anos, deixando uma história incrivelmente dramática a respeito da sobrevivência. Mas ainda mais impressionante que a história em si foi a sua forma de patriótica de enfrentar as adversidades:

– “Segui vivendo pelo bem do imperador e do espírito Japonês”.

O Sargento Shoichi Yokoi

Calçado

Fonte: http://www.mdig.com.br/

%d blogueiros gostam disto: