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Juventude Hitlerista – O Começo de Tudo – Parte 01

 

 Hitler sabia que qualquer aspiração a longo prazo do Reich deveria ser estruturada a partir da visão da juventude alemã. Não poderia conceber o “Reich de Mil Anos”, sem pensar na nazificação dos jovens em todas as parte do país. E, para tanto, foi necessário implantar uma rede de doutrinamento que pudesse abranger escolas, lares e qualquer lugar que pudesse ser concebido como um centro de jovens. Na época mais de 90% dos jovens pertenciam a alguma organização direta ou indiretamente ligadas ao partido nazista. Filhos que acusavam os pais de conspiradores do Estado foram denunciados, além de vizinhos e amigos que foram entregues as forças policias. A crianças, jovens e adolescentes tiveram um papel importante durante toda a guerra, até na defesa de Berlim. O Nazismo marcou profundamente a vida desses jovens, e deu exemplo a humanidade da importância na formação dos jovens.

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Curiosidades do Pré-Guerra – Parte II

Continua a serie dos principais eventos do Pré-Guerra:

Alemães na Guerra Civil Espanhola

Os alemães realizaram ataque com bombardeiros de mergulho Stuka, que faz parte da Legião Condor, sobre a Espanha em 30 de maio de 1939, durante a Guerra Civil Espanhola. O “X” preto-e-branco na cauda e asas é a Cruz de Santo André, as insígnias da Força Aérea Franco Nacionalista. A Legião Condor foi composta de voluntários do Exército e da Força Aérea alemã.(AP Photo).

Escondidos

Dezenas de famílias refugiadas em uma plataforma subterrânea do metrô de Madri, em 9 de dezembro de 1936, as bombas são lançadas por aviões rebeldes de Franco.(AP Photo).

As primeiras bombas do terror

Bombardeio aéreo em Barcelona em 1938 pela Força Aérea Nacionalista de Franco. A Guerra Civil Espanhola viu alguns pela primeira vez o uso extensivo de bombardeamento aéreo sobre alvos civis, e o desenvolvimento de novas técnicas de bombardeamento para causar terror.(Força Aérea Italiana).

Em terra

Na sequência de um ataque aéreo de 16 aviões rebeldes de Tetuan em Madrid, Marrocos espanhol, parentes dos presos em casas arruinadas apelam por notícias de seus entes queridos, 8 de janeiro de 1937. Os rostos dessas mulheres refletem o horror dos civis que não participaram dos combates.(AP Photo).

O Julgamento

O Julgamento

Um rebelde espanhol que se rendeu é levado a um Tribunal Marcial, com voluntários da frente popular e guardas civil, 27 de julho de 1936, em Madrid, Espanha.(AP Photo).

A Guerra

Um esquadrão fascista, apoiada por atiradores especialistas, mantem uma posição ao longo da frente robusta em Huesca no norte da Espanha, 30 de dezembro de 1936. (AP Photo).

O Presidente da Nação Neutra

Solenemente a nação expressa seu máximo esforço para manter o país neutro, o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt se dirigiu à nação pelo rádio a partir da Casa Branca, em Washington, 03 de setembro de 1939. Nos anos que antecederam a guerra, o Congresso dos EUA aprovou vários Atos de Neutralidade, comprometendo-se (oficialmente) a ficar fora do conflito.(AP Photo).

A Depressão

Riette Kahn ao volante de uma ambulância doada pela indústria do cinema americana para o governo espanhol em Los Angeles, Califórnia, em 18 de setembro de 1937. A Caravana Hollywood para a Espanha seria a primeira turnê dos EUA para arrecadar fundos para “ajudar os defensores da democracia espanhola” na Guerra Civil Espanhola.(AP Photo).

Antes do Desastre

O zepelim Hindenburg sobre a cidade de New York, o Empire State Building em Manhattan em 8 de agosto de 1936. O dirigível alemão estava a caminho de Lakehurst, New Jersey, da Alemanha. O Hindenburg viria a explodir em uma bola de fogo espetacular acima Lakehurst em 06 de maio de 1937.(AP Photo).

Nazistas Americanos

Dois nazistas americanos em seus uniformes na porta de seu escritório em Nova York, em 01 de abril de 1932, quando a sede é aberta. “NSDAP” está para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou, em Inglês, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, normalmente abreviado para “Partido Nazista” apenas.(AP Photo).

Guerra do Gás

Maior demonstração da Inglaterra para proteção de um ataque com gás foi encenado, 16 de março de 1938, quando 2.000 voluntários em Birmingham vestiram máscaras de gás e passaram por um túnel. Estes três bombeiros foram totalmente equipados, de botas de borracha e máscaras, para a simulação da “invasão” do gás. (AP Photo).

Os Dois do Eixo

Adolf Hitler da Alemanha e da Itália Benito Mussolini cumprimentam-se no aeroporto em Veneza, Itália, em 14 de junho de 1934. Mussolini e seus fascistas conversam longamente com Hitler, mas os detalhes de suas conversas pouco foram noticiados.(AP Photo).

Começa a guerra contra os judeus

Quatro adeptos dos nazistas cantam na frente da filial de Berlim da loja Woolworth Co. durante o movimento para boicotar a presença judaica na Alemanha, em março de 1933. Os hitlerianos acreditam que o fundador da Woolworth Co. fosse judeu.(AP Photo).

A Loja de Disco

O estande nazista em uma exposição de rádio realizada em Berlim em 19 de agosto de 1932. O estande foi concebido como propaganda da indústria nazista de gramofone, os discos que produzem somente os registros dos movimentos da nacional-socialista.(AP Photo).

Começa a Juventude Hitlerista

Milhares de jovens reuniram-se para ouvir as palavras de seu líder, Reichsführer Adolf Hitler, enquanto se dirigia a convenção do Partido Nacional-Socialista em Nuremberg, Alemanha em 11 de setembro de 1935.(AP Photo).

Hitler em Munique

Adolf Hitler sendo aplaudido pelas ruas de Munique, Alemanha, 09 de novembro de 1933, durante a celebração do 10º aniversário do movimento nacional-socialista.(AP Photo).

Em Forma

A Juventude Hitlerista honra o “soldado desconhecido”, formando um símbolo da suástica em 27 de agosto de 1933 na Alemanha.(AP Photo).

Tanques antes da Guerra

O exército alemão demonstrou sua força diante de mais de um milhão de habitantes durante o festival da colheita em todo o país, perto de Hanover, Alemanha, em 4 de outubro de 1935. Aqui estão dezenas de tanques alinhados pouco antes do festival começar. Desafiando disposições do Tratado de Versalhes, a Alemanha começou o rearmamento em si em uma taxa rápida logo após Hitler chegar ao poder em 1933.(AP Photo).

Saudações Nazistas

Milhares de alemães participam no Grande Encontro da Nacional Socialista em Berlim, Alemanha, em 9 de julho de 1932.(AP Photo).

Prontas

Um grupo de meninas alemãs fazem fila para aprender a cultura musical sob os auspícios do Movimento da Juventude Nazista, em Berlim, Alemanha em 24 de fevereiro de 1936.(AP Photo).

Convenção

Convenção do partido nazista, em andamento em Nuremberg, Alemanha, em 10 de setembro de 1935. (AP Photo).

O Campeão Negro Americano na Alemanha Ariana

Jesse Owens América, em continência durante o recebimento de sua medalha de ouro,  11 de agosto de 1936, depois de derrotar a Alemanha nazista de Lutz Long, durante os Jogos Olímpicos de Verão em Berlim em 1936. Naoto Tajima do Japão, ficou em terceiro. Owens triunfou na competição de atletismo, ganhando quatro medalhas de ouro nos 100 metros e 200 metros, salto em distância e 400 metros no revezamento. Ele foi o primeiro atleta a ganhar quatro medalhas de ouro em uma única edição dos Jogos Olímpicos.(AP Photo).

O Homem do Guarda-Chuvas

Premier britânico Sir Neville Chamberlain, em seu retorno de conversações com Hitler na Alemanha, no aeródromo em Heston, Londres, Inglaterra, em 24 de setembro de 1938. Chamberlain trouxe com ele um termo, mais tarde a ser chamado de Acordo de Munique, que, em um ato de tratado, permitiu que a Alemanha anexasse os Sudetos da Tchecoslováquia.(AP Photo / Pringle).

 

Memórias de um Soldado de Hitler – Parte Final

Em vez de ficar decepcionado com a guerra, Metelmann se tornou ainda mais selvagem. Hitler dera ordens para que os combatentes destruíssem tudo que encontrassem pelo caminho, e ele estava pronto para cumprir seu papel. “No início, eu era apenas um robô obedecendo a ordens. Mas me transformei em um soldado diferente. Coberto até o pescoço de terra, neve e sangue, lutava como um demônio. Estava tomado por uma fúria imensa. Como podíamos estava sendo vencidos por aqueles Untermensch. Era hora de mostrar de mostrar a eles do que erámos capazes”. O número de baixas em ambos os lados era assustador. Metelmann atingira o fundo do poço.

Poucos meses depois, ele foi ferido, mas teve a sorte de conseguir embarcar em uma trem de volta à Alemanha pra receber cuidados médicos. Metelmann se recuperou, mas parecia tarde demais. Estávamos em 1945 e a Alemanha estava sendo derrotada. Ele foi capturado pelos norte-americanos e forçado a marchar através da França, juntamente com outras centenas de alemães que seriam enviados aos Estados Unidos.

Henry Metelmann virou prisioneiro de guerra no Arizona. “Pouco antes de chegarmos aos campos, os nazistas que já estavam lá há mais tempo tinham acabado de enforcar um alemão que ousara renegar a Hitler. Me mostraram a execução, o que me fez tomar cuidado com as palavras”. Daquele momento em diante, porém, a confusão política que se instalara em sua mente já se transformou em desencanto, que era reforçado ainda pelas aulas de reeducação semanais oferecidas pelos americanos. O selvagem nascido há pouco, começava a morrer.

Em 1946, Metelmann foi enviado à Inglaterra e libertado dois anos depois. Após uma breve temporada na Alemanha – que, segundo ele, foi uma época de “desilusão e raiva” – voltou à Inglaterra, onde reconstruiu a vida. Depois de meio século longe de casa, ele contou que poucas vezes foi hostilizado. “a maior cobrança veio sempre de minha própria consciência”, afirma. Depois de anos de questionamentos, Henry Metelmann acha que sobreviveu à guerra “graças a uma mistura de sorte e covardia”, confessa que “acreditou apenas naquilo que queria acreditar” e que, principalmente, “acostumou-se fácil demais com o sofrimento humano”. E, para ele, nada pode ser mais pavoroso do que isso.

Precisávamos conquistar primeiro a Europa para, depois, conquistar o mundo. Eu apoiava inteiramente essa idéia! Pensava que ela era certa. Nossa missão, portanto, era impor nossa vontade às outras nações. Se as outras nações não acreditassem nessa idéia, teríamos de forçá-las. Era este o motivo de nossa brutalidade na guerra

Conheci bem um prisioneiro, porque fui encerregado de vigiar,à noite, a área em que ele estava. Chamava-se Bóris. Eu sabia que todos seriam executados. Estava de guarda naquela que seria a última madrugada da vida de Bóris. Eram cerca de quatro da manhã. Pouco depois, às seis, ele seria fuzilado. Enquanto eu me afastava, ele apontou para o meu rifle: “Você pode fazer qualquer coisa! Pode matar muitos de nós, russos. Pode destruir! Pode causar mal! Mas não pode matar idéias!” .  Ainda respondi: “Não consigo entender!”. Eu estava impregnado de minhas idéias nazistas. Fui embora. Mas ele repetiu: “Você pode fazer mal com este rifle! Mas não pode atingir as idéias. E essas idéias vencerão, não importa quanto demore!”. Participei da execução de Bóris e de outros prisioneiros – que foram fuzilados. Ouvi os tiros. De fato, fiquei triste por ele. Porque achei que ali estava um ser humano decente.  Eu estava sentindo pena de Bóris. Mas devo dizer que também não achava que as execuções fossem exatamente erradas. Eu pensava na superioridade dos alemães.  Nossa obrigação era limpar o lixo do mundo. Era este o motivo de estarmos fazendo aquelas coisas

”Vi uma mulher que, para mim, parecia velha: devia ter uns sessenta anos. As mãos da mulher tinham sido amarradas a uma árvore. Perguntei a um soldado que estava por perto: “O que foi que aconteceu?”. E ele: “Nós a capturamos na noite passada, quando ela se preparava para enterrar minas”. Ou seja: quando um tanque de nossa Divisão Panzer, um caminhão ou um carro alemão passassem, explodiriam. Eu disse a ela algo como: “Ah,bom, pegamos você! Como é que você se chama ?”. Ela respondeu: “Celina”. E eu: “Celina de quê ? “. E ela: “Não vou dizer nada!”. Nossos soldados, então, pegaram uma corda para que ela pudesse ser executada. Disse: “Porcos alemães! Vocês vieram aqui ocupar nosso país. Longa vida à revolução! Longa vida a Lênin! Vocês são porcos! Espero que percam a guerra!”.

Celina morreu. Nosso comandante disse: “Livrem-se do corpo. Enterrem-no”.

Fiquei pensando: “Celina era uma mulher muito corajosa. Sozinha, diante de nós, soldados fortes, disse: “Vocês são uns porcos nazistas!”. Pensei comigo: “Isso foi um gesto de coragem, Celina. Não importa de que lado as idéias estejam. Não importa. Você teve coragem”.

 

 

Participei do combate contra os russos. A única maneira de sair daquele inferno era manter a coesão do nosso exército. Ou seja: nós, alemães, nos unirmos para tentar sair. Creio que essa foi uma das razões por que lutamos como demônios na Rússia: não queríamos ser capturados. Tínhamos ocupado um país! Além de tudo, matamos gente, matamos soldados. Éramos duros, difíceis. Pensávamos que tínhamos esse direito. Hoje, lamento

 

Fonte: http://g1.globo.com/platb/geneton/tag/soldado/

 

 

Soldados Brasileiros de Hitler

Hitler teve centenas de soldados brasileiros em suas tropas Professor da Universidade Federal do Paraná lança livro sobre os brasileiros com dupla cidadania que lutaram pela Alemanha na Segunda Guerra Marina Lemle

É bem possível que brasileiros tenham lutado contra brasileiros na Segunda Guerra. No recém-lançado livro “Os  soldados brasileiros de Hitler” (Editora Juruá), o historiador Dennison de Oliveira sugere, com base no número de repatriados da Alemanha para o Brasil entre 1946 e 1949, que algumas centenas de brasileiros lutaram sob a bandeira da Alemanha nazista. É provável, portanto, que alguns tenham enfrentado tropas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, embora não se conheçam registros oficiais.

 

Apesar do tabu acerca do tema, o professor da Universidade Federal do Paraná decidiu investigar a história desses indivíduos que prestaram serviço militar para o inimigo. A idéia surgiu a partir de um trabalho de Oliveira e seus alunos no Museu dos Expedicionários em Curitiba. Ao conhecerem a história de alemães que lutaram na guerra pela FEB, se questionaram se o contrário também teria ocorrido.

 

A resposta foi sim. Através do autor de um polêmico livro revisionista, Oliveira teve acesso a seis brasileiros que foram “soldados de Hitler”. Entrevistou quatro integrantes do exército alemão e dois membros da Juventude Hitlerista, incumbida do resgate de feridos, desabrigados e corpos durante a guerra.

“Por razões óbvias, a experiência de vida desses indivíduos, suas memórias e vivências, ficaram até recentemente silenciadas. O tabu contra os indivíduos que prestaram serviço militar sob a bandeira do inimigo, bem como a revelação, ao fim da guerra, do real significado do projeto nazista (genocídio, escravismo, racismo, totalitarismo etc), trabalharam para que a aparição desse tipo de relato permanecesse praticamente impossível”, explica o autor no início do livro.

 

Para atribuir à casa das centenas o número de soldados brasileiros que lutaram pela Alemanha, Oliveira baseou-se nos relatos do coronel do Exército Brasileiro Aurélio de Lyra Tavares, comandante do escritório da Missão Militar Brasileira aberto em Berlim em março de 1946.

De acordo com o coronel, antes mesmo de iniciados os trabalhos, a repartição já havia recebido um volume substancial de pedidos de brasileiros que pleiteavam repatriação para o Brasil. Quando o escritório abriu suas portas, havia filas permanentes em torno do prédio. Ao fim das atividades da Missão em dezembro de 1949, o coronel Tavares havia contabilizado o envio para o Brasil de 2.445 brasileiros e 2.752 estrangeiros, uma vez que o plano de repatriação incluía também os membros alemães das famílias.

Segundo o coronel Tavares, 83% dos pedidos referiam-se a brasileiros que haviam entrado na Alemanha entre 1938 e 1939 – período entre a anexação da Áustria e o início da guerra.

Oliveira explica que talvez jamais se saiba com exatidão quantos destes indivíduos eram do sexo masculino e se encontravam no grupo etário recrutável para o serviço militar pelo regime de Hitler. Mas, levando-se em conta que o ingresso na Juventude Hitlerista – organização que colaborava com o exército – era obrigatório a meninos e meninas a partir dos 14 anos, pode-se estimar em centenas o número de brasileiros que atuaram no regime nazista.

Para as crianças entre 10 e 14 anos, a filiação na organização JungVolk, controlada pelo regime, também era obrigatória.

Segundo Oliveira, os brasileiros recrutados eram em maioria filhos de famílias alemãs nascidos no Brasil, que retornaram à Alemanha para estudar ou trabalhar na década de 30, geralmente com suas famílias. Com a guerra, não puderam mais retornar ao Brasil e foram convocados pela sua também pátria.

De acordo com Oliveira, os brasileiros engajados pelas forças alemãs sempre agiram e lutaram como os outros alemães. O livro registra um caso único de um soldado que se recusou a lutar contra seus compatriotas brasileiros na Itália. O soldado apelidado pelos colegas de Der Amerikaner (o americano) tinha consciência de que podia se tornar responsável pela morte de antigos amigos recrutados pelo exército brasileiro e também sofrer represálias por ser um “traidor” do Brasil, caso fosse capturado.

Uma curiosidade é que a maior dificuldade dos combatentes ao voltar para o Brasil foi a falta do certificado de cumprimento das suas obrigações militares para com as Forças Armadas brasileiras, pré-requisito para o exercício da maior parte dos direitos civis. Segundo Oliveira, eles contornavam o problema cumprindo penalidades leves, como o pagamento de uma multa, ou recorrendo a soluções informais.

 

Com a publicação, que resultou de uma pesquisa sobre cidadania e nacionalidade entre teuto-brasileiros no período 1919-2004, o professor espera incrementar a historiografia da segunda guerra do ponto de vista de quem a perdeu, contribuindo para o conhecimento sobre diferentes dimensões sociais e humanas do conflito.

“A validade do exame e preservação desse tipo de memória sempre foi amplamente reconhecida: os testemunhos daqueles que viveram, trabalharam e – neste caso – lutaram pelo III Reich pode nos fornecer pistas importantes para o entendimento de uma série de eventos que tornaram o nazismo e a Segunda Guerra Mundial possibilidades históricas”, acrescenta.

Apesar de discordar da visão política dos entrevistados – a maioria é revisionista e até negacionista, isto é, nega que a Alemanha tenha começado a guerra e promovido o extermínio de milhões de pessoas em campos de concentração – Oliveira reconhece que desenvolveu uma relação de amizade com eles, tanto que dedicou-lhes o livro.

Questionado se seus entrevistados realmente acreditam no que dizem, Oliveira afirma que a negação dos fatos “é uma atitude política consciente”. “Eles têm um orgulho patriótico da Alemanha”, diz Oliveira, doutor em Ciências Sociais pela Unicamp.

Os entrevistados do livro insistem em apontar a responsabilidade da Grã-Bretanha pela eclosão da Segunda Guerra Mundial, que, alegando defender a integridade das fronteiras polonesas, declarou guerra à Alemanha, mas não à URSS, que também havia invadido aquele país, como resultado do acordo Molotov-Ribentrop de agosto de 1939. “Fica evidente o esforço de se sublinhar o oportunismo britânico, ao mesmo tempo em que se invalidam as alegações de caráter ético ou de solidariedade que usualmente são associadas à atitude da Grã-Bretanha”, relata o pesquisador.

Os ex-combatentes também destacam os bombardeios aéreos de anglo-americanos contra as cidades alemãs, que teriam resultado na morte de pelo menos seiscentos mil alemães, além de feridos e mutilados. “Os alemães também sofreram com a guerra e é importante que se avance no conhecimento deste sofrimento – bem como o de todos os envolvidos”, explica Oliveira.

O próximo livro de Oliveira falará sobre os soldados alemães de Getúlio Vargas.

 

Fonte: Revista História Biblioteca Nacional

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