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Posts Tagged ‘Luftwaffe’

Apresentando a Luftwaffe em sua melhor forma!

 Em 1932 a Alemanha estava proibida graças a Tratado de Versalhes a manter uma Força Aérea. A Luftwaffe praticamente renasceu depois de 1935 e se desenvolveu muito rapidamente. E o teste de campanha dos novos aviões de mergulho, aviões de transporte e bombardeios e caça foi exatamente o Guerra Civil Espanhola.

Quando  a Segunda Guerra estourou, e uma nova doutrina militar avançava pelas terras europeias, a aviação passou a atuar diretamente com elementos em terra, proporcionando segurança para a infantaria e a cavalaria que se seguia.

Mas quando o ultimato para Inglaterra foi esboçado, a estratégia colocada em prática por Hermann Göring encerrou o brilhantismo da Força Aérea Alemã. Ela jamais recuperaria neste conflito o ímpeto ofensivo.

Com vocês a aviação alemã:

Aviões: Inferno no Céu

 

 Em um romantismo quase inocente, quando muitos jovens pensam em aviões da Segunda Guerra, a primeira imagem que vem em suas mentes, são lindos bombardeios cruzando os céus, aviões de combates americanos, ingleses, japoneses ou alemães, todos altivos e combativos. Mas a realidade também contempla a destruição e a morte nos céus. Muitos aviões foram massacrados em pleno voo, e suas equipes e pilotos, tiveram mortes horríveis, pois nada podiam fazer quando seus bombardeiros caíam de grandes altitudes e ninguém conseguia sair do avião. Os pilotos de aviões de combate, estavam sujeitos a uma morte instantânea ou dolorosa quando atingido. Portanto, não se enganem aqueles que enxergam apenas a beleza do material bélico. Sempre que a humanidade coloco-os em ação, seu emprego real, é seguido por morte e destruição.

Bombardeio Sobre Tóquio: Triste e Esquecido – Parte II

PARTE 2

Em 1937, quando o Japão bombardeou “homens, mulheres e crianças indefesas” nas cidades chinesas, Franklin Roosevelt, presidente dos EUA, chamou tal ação como “cruel” e disse que “era repugnante aos corações de cada homem e mulher civilizados.” Em 1939, a Alemanha chocou o mundo ao bombardear Varsóvia. Então, em 1940, a Luftwaffe bombardeou Roterdã, Londres e Coventry. Roosevelt “de novo apelou que todos os lados evitassem o bombardeamento de civis e continuou ‘lembrando com orgulho que os Estados Unidos continuamente tem assumido a liderança no desejo de que tal prática inumana seja proibida’.” O Ministério de Relações Exteriores britânico condenou tais “métodos inumanos usados pela Alemanha em outros países” e declarou que “O Governo de Sua Majestade deixa bem claro que não faz parte de sua política bombardear alvos não-militares, independente de qual seja a política do Governo Alemão.”

Mesmo assim, quando os americanos e os ingleses entraram na guerra aérea de forma integral, eles provaram ter poucos escrúpulos sobre a matança de civis alemães e japoneses.

Em 8 de julho de 1940, o primeiro-ministro Winston Churchill escreveu: “Quando eu olho em volta e vejo como podemos ganhar essa guerra, eu percebo que há apenas um caminho seguro e esse é o ataque completamente devastador e exterminador feito por bombardeiros pesados desse país contra a pátria nazista.” Apesar disso, a habilidade de uma aeronave viajar centenas de milhas por hora e localizar com precisão algo pequeno como uma fábrica ou depósitos de munição se provou impossível. “Um relatório arrepiante de agosto de 1941 mostrou que apenas uma bomba em cinco caiu a uma distância de um raio de cinco milhas (8 km) do alvo em questão.” Então, se a Real Força Aérea (Royal Air Force – RAF) não podia bombardear os alvos que queria, eles iriam bombardear aqueles que podia.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XII

PARTE 12

Klein Kindergarten Krieg. Prisioneiros e partisans.

Dezenas de milhares de prisioneiros soviéticos eram mostrados nos cinejornais para as platéias dos cinemas na Alemanha enquanto que os textos se regozijavam diante das vitórias. Mas de cada 100 prisioneiros mostrados, apenas 3 sobreviveriam.

O primeiro problema ao ser feito prisioneiro era, antes de tudo, sobreviver ao combate. A intensidade da luta por muitas vezes excluía esta possibilidade. Por exemplo: na maioria das vezes, as consequências do fracasso no enfrentamento entre infantaria e tanques eram fatais. Um sub-oficial alemão de uma força anti-tanques descreveu o que normalmente acontecia:

“Todos os membros da tripulação eram mortos assim que pulavam para fora (do tanque) e nenhum prisioneiro era feito. Isso era a guerra. Havia ocasiões quando tais coisas aconteciam. Se nós percebêssemos que não poderíamos recolher ou cuidar dos prisioneiros, eles eram mortos durante a ação. Mas eu não estou dizendo que eles eram mortos depois de serem feitos prisioneiros – isso nunca!”

Durante as primeiras semanas do avanço, as duas maiores batalhas envolvendo os cercos de Bialystok e Minsk envolveram a captura de 328.000 prisioneiros com mais 310.000 feitos em Smolensk. O General Von Waldau, chefe do Luftwaffen-Führungsstabes (Equipe de Operações da Luftwaffe) calculou que praticamente 800.000 prisioneiros foram feitos até o final de julho. Tal número iria chegar a 3,3 milhões em dezembro. As estimativas são de que 2 milhões de prisioneiros soviéticos pereceram apenas nos primeiros meses da campanha. O tenente da artilharia Siegfried Knappe ficou impressionado com o inacreditável número de rendições:

“Nós começamos a capturar prisioneiros desde o primeiro dia da invasão. A infantaria os trazia aos milhares, às dezenas de milhares e até às centenas de milhares.”.

CONTINUA

Traduzido Por A.Reguenet

História Completa da Segunda Guerra – O Início do Conflito!

Nessa segunda parte da série História Completa da Segunda Guerra Mundial, vamos analisar em algumas publicações o início do conflito europeu. A eclosão da guerra de fato, só acontece dia 03 de setembro de 1939, quando em uma declaração conjunta entre a França e Grã-Bretanha a declaração de guerra contra a Alemanha é proferida. Hitler iniciara o conflito e agora ele não mais poderia voltar atrás. Enquanto os soviéticos, inicialmente não participam da ofensiva alemã, muito embora tenham um acordo secreto assinado no Pacto Ribbetrop-Molotov que previa a divisão do território polonês, contudo as forças soviéticas só entram na Polônia em 17 de setembro, quando a declaração de guerra já estava consumada entre as potências ocidentais. Nesse momento nasce a Blitzkrieg, e o mundo observa estarrecido com a performance de nova forma de fazer guerra.

É necessário lembrar que nesse momento do conflito ALEMANHA e UNIÃO SOVIÉTICA eram parceiros nessa empreitada, inclusive com Hitler submetendo os planos de invasão para a chancela de Stalin. É necessário entender que, mesmo sendo regimes antagônicos, os dois países tinham políticas parecidas no que se refere a áreas de influência pela Europa Central. Não há como negar a esdruxula relação fez parte de uma estratégia, inclusive interna, do Fürher para o planejamento da guerra total que estava por vir.

O início da Blitzkrieg

Nas primeiras horas da manhã de 01 de setembro de 1939, bases áreas polonesas são atacadas por bombardeiros alemães. O plano da Luftwaffe era infligir o maio dano possível à força aérea polonesa para assegurar que não interferisse na invasão por terra que viária a seguir. Às 04h45m, elementos da vanguarda da força de invasão cruzaram a fronteira da Polônia.

Os poloneses foram pegos de surpresa. A mobilização de suas forças, ordenada apenas dois dias antes, nem sequer estava perto de ser concluída. Algumas unidades de reserva contavam com todo ou quase todo o seu efetivo e aguardavam para se deslocar para as posições designadas em caso de invasão, mas muitas outras ainda esperavam a chegada da maioria de seu pessoal e, assim sendo, não estavam em condições de se dirigirem à frente de combate. Para os alemães, isso representou enfrentar oposição inicial enfraquecida até o final da tarde daquele 01 de setembro.

As formações de vanguarda do Grupo de Exércitos do Norte alemão se beneficiaram do fato de seu avanço ser acobertado por um nevoeiro de outono. Houve um ou dois incidentes em que, por causa da baixa visibilidade, unidades alemãs confundiram unidades amigas com tropas polonesas, chegando a trocar tiros entre si, mas nada grave. Os alemães tomaram Danzing rapidamente, com o Terceiro e Quarto Exército deslocando-se para cortar o Corredor Polonês antes que o Terceiro Exército se desviasse em direção a Varsóvia. A oposição foi ligeira, com somente algumas posições polonesas ao longo da costa do Báltico apresentando resistência digna de nota.

Aquele foi o dia em que nasceu o muito do galante ataque da cavalaria polonesa contra tanques. O 18º Regimento de Lanceiros realmente recebeu ordens de realizar uma carga de cavalaria contra a infantaria alemã e parecia que teria sucesso. Contudo, alguns veículos blindados alemães flanquearam os cavaleiros poloneses e abriram fogo sobres os lanceiros, que sofreram baixas pesadas e foram forçados a se retirar.

A situação era delicada para os defensores poloneses, que lutavam por seus planos defensivos em ação. A garantia de apoio de França e Inglaterra se mostrara especialmente inócua, já que não impedira a invasão e parecia haver pouco que qualquer uma das potências pudesse fazer para ajudar seu aliado polonês com suficiente rapidez.

Na segunda manhã da invasão, os alemães esperavam uma oposição mais tenaz conforme se aproximavam do rio Brade. Ali, acreditavam eles, seria a base da principal linha de defesa polonesa. Entretanto, os poloneses não estavam suficientemente preparados. Além disso, ataques aéreos e alvos de transporte foram eficazes e, assim, o rio foi cruzado com facilidade, apesar do esforço de unidades defensoras.

As principais dificuldades alemãs aconteceram quando alguns dos tanques do XIX Corpo Panzer ficaram sem combustível por terem estendido demais suas linhas de suprimento. Isso foi uma amostra do que aconteceria ao longo da guerra, já que o exército alemão dependia muito do transporte animal. Como resultado, em sempre haveria suprimentos disponíveis em momentos críticos.

Naquele instante, a força aérea polonesa já sofrera baixas pesadas. A surpresa do ataque inicial deixou poucas aeronaves em condições de resistir e, embora alguns pilotos tivessem conseguido decolar, estes há não podiam influenciar o que estava por vir. Os pilotos poloneses eram bem treinados e capazes, mas suas aeronaves eram amplamente obsoletas. Isso era particularmente verdadeiro em relação aos caças poloneses, que estavam uma geração atrás dos Messerschmitt Bf-109s da Luftwaffe, mais comumente (embora incorretamente) conhecidos como Me-109. Apesar disso, a força aérea polonesa continuou a operar. Patrulhas de caças defendendo Varsóvia opuseram severas resistências enquanto puderam, porém, em 03 de setembro, a Luftwaffe já estabelecera superioridade aérea em todo o país, permitindo que o poderio aéreo desempenhasse o papel fundamental de apoiar as forças alemãs no solo.

Isso, entretanto, não significou que a Luftwaffe tenha passado todo o tempo sobre os campos de batalha. Um dos principais objetivos de usar ataques aéreos para apoiar movimentações rápidas em combate, na tática que ficou conhecida como Blitzkrieg, era desmoralizar o inimigo, atacando centros de comunicações, administrativos e industriais. Varsóvia foi bombardeada no primeiro dia, enquanto as tropas polonesas que tentava chegar à linha de frente eram impedidas por uma série de ataques aéreos contra estradas, pontes e ferrovias. Além disso, bolsões de resistência polonesas foram bombardeados pelo ar, principalmente por uma aeronave que logo se tornaria infame, o bombardeiro de mergulho Junkers Ju-87, mais conhecido como Stuka.

Parte I – História Completa da Segunda Guerra – De Olho na Polônia

Fonte: David Jordan – The complete history of World War Two

 

 

 

De Campeão Mundial de Boxe a Paraquedista da Luftwaffe na Segunda Guerra!

 O pessoal da Webkits citou esse fenômeno da Segunda Guerra, o pugilista Max Schmeling, que lutou nas Divisões Aerotransportadas da Alemanha, fazendo parte da Operação Mercúrio, que tomou de assalto a ilha de Creta. Segue a impressionante trajetória desse soldado:

«…Morreu o ex-campeão mundial Max Schmeling.

O antigo campeão mundial de boxe na categoria de pesos pesados, MAX SCHMELING, morreu na quarta-feira e foi enterrado ontem. Tinha 99 anos. O ex-pugilista entrou em coma três dias antes da sua morte, em consequência do frio polar que atingira o país durante o Natal. “MAX SCHMELING pertence aos imortais e terá sempre um lugar no coração dos alemães”, declarou o presidente do Comité Olímpico da Alemanha, Walter Troeger.»

Foi assim que em 5FEV05, o jornal diário PÚBLICO noticiou a morte «do maior desportista alemão de sempre», conforme foi considerado em 1987 por toda a imprensa desportiva alemã.

Recordado como o único pugilista germânico que se sagrou campeão mundial em todas as categorias, depois de bater o norte-americano JACK SHARKEY, no dia 12 de Junho de 1930, e o também norte-americano JOE LOUIS, por KO ao 12º assalto, em 19 de Junho de 1936 em Nova Iorque, MAX SCHMELING destacou-se também pela sua capacidade e entrega na ajuda ao próximo, pela sua incomensurável generosidade, coragem e elevado civismo.

Quando deflagrou o maior conflito mundial entre a Alemanha e os países aliados, MAX SCHMELING, apesar do seu estatuto de “cidadão estrela”, não se furtou aos seus deveres cívicos, tendo sido o único desportista de alta competição a cumprir o serviço militar, como voluntário, nas míticas unidades paraquedistas  ( FALLSCHIRMJÄGER ) da Luftwaffe.

Para recordar os principais traços biográficos deste grande desportista mundial e, apenas numa perspectiva histórica, a ação de combate em que participou como militar paraquedista durante a 2ª Guerra Mundial, aqui deixo este breve apontamento.

MAX SCHMELING: ALGUNS TRAÇOS BIOGRÁFICOS

MAXIMILIAN SIEGFRIED ADOLF OTTO SCHMELING nasceu a 28 de Setembro de 1905 em Brandemburgo (Klein-Luckow), no leste da Alemanha.

Filho de um piloto da marinha mercante e de uma mãe de origem humilde, viu despertar a sua vocação para a prática do pugilismo, depois de ter assistido a um filme de boxe no princípio dos anos 20.

Em 1922 muda-se para a região da Renânia, no oeste da Alemanha, lugar onde na época se aglomeravam as principais academias de boxe. Aqui se fixou, ao mesmo tempo que garantia a sua subsistência, alternando o seu trabalho com alguns combates de índole amador.

A sua primeira vitória no pugilismo é conquistada em 1924, e do dia para a noite tornou-se na maior sensação do desporto alemão.

Opta pela carreira profissional, vindo a conquistar o título alemão de meio-pesado em 1926. A par do seu percurso desportivo, ainda consegue alguma disponibilidade para participar nos filmes intitulados EIN FILMSTAR WIRD GESUCHT (PROCURA-SE UM ASTRO DE CINEMA) e LIEBE IM RING (AMOR NO RINGUE).Em 1927 e devido a problemas de excesso de peso, o temido pugilista, apesar da sua média envergadura (1,85m e 85Kg) é obrigado a mudar de categoria, passando a pesos-pesados, É já nesta categoria que em 1928 conquista o título alemão, iniciando ainda algumas lutas nos EUA.

A 12 de Junho de 1930, sagrou-se campeão mundial na categoria de pesos-pesados , depois do seu adversário, o norte-americano JACK SHARKEY, ter sido desclassificado ao 4º assalto por um golpe desferido abaixo da cintura, tornando-se no primeiro europeu a conquistar um título mundial nesta difícil categoria.

No ano seguinte defendeu o título contra outro norte-americano, YOUNG STRIBLING, mas em 1932 perde para Jack Sharkey, depois de controversa decisão do árbitro (um velho amigo do seu adversário).

Casado com a atriz checa de origem judia, ANNY ONDRA, e com a ascensão dos nazis ao poder, nega-se a separar-se da sua mulher e do seu treinador (Joe Jacobs), também de origem judia. Com o incumprimento desta determinação cultiva algumas antipatias e incompreensões, porém consegue fazer uma transição para o novo regime sem grandes sobressaltos.

Em 1936 participa nos Jogos Olímpicos (Berlim), tendo convencido os norte-americanos a participarem.

A 19 de Junho de 1936 vence o norte-americano JOE LOUIS (um jovem negro de Detroit), por KO no 12º assalto, facto que provoca uma inquestionável popularidade mundial, desde logo usada pela máquina de propaganda do 3º Reich (Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda nazi chegou mesmo a enviar um telegrama de felicitações). Dois anos mais tarde perde o título conquistado contra o mesmo JOE LOUIS, depois de ter combatido cerca de 124 segundos!!!.

Chamado para combater durante a 2ª Guerra Mundial, MAX SCHMELING alista-se, em 1940, nas tropas paraquedistas da Luftwaffe.

Depois de ultrapassar com galhardia os rigores da instrução que este tipo de tropas impunha, e de frequentar com aproveitamento o Curso de Paraquedismo Militar, vê a sua unidade ser empenhada na operação com o nome de código « MERCÚRIO » que tinha como objetivo o ataque à ilha grega de Creta.

Dado como morto em combate, reaparece algum tempo depois numa cama de hospital. As causas do seu internamento, ainda hoje, são contraditórias, muito embora os seus delatores a atribuam a «disfunções estomacais».

Terminado o conflito mundial foi ilibado de quaisquer crimes de guerra por um tribunal britânico, iniciando a reconstrução da sua vida com alguns combates de demonstração e exibição.

Mais tarde dedica-se à plantação de tabaco e consegue uma licença para distribuir os refrigerantes Coca-Cola na Alemanha, onde consegue reequilibrar as suas finanças com algum sucesso.

Em 1954 viajou de novo, aos EUA para visitar o seu antigo adversário e grande amigo JOE LOUIS que ajudou financeiramente, tendo inclusive pago parte das despesas do funeral e carregado a sua urna em 1981.

Viveu sempre com a mesma mulher (falecida em 1987), não teve nenhum filho e, apesar da sua avançada idade, nunca dispensou a sua manutenção física diária.

Faleceu no dia 2 de Fevereiro de 2005, depois de ter estado em coma durante três dias, com 99 anos de idade.

Eis a vida de um CAMPEÃO MUNDIAL (56 vitórias em 70 combates como profissional), PÁRA-QUEDISTA MILITAR e CIDADÃO EXEMPLAR!

OPERAÇÃO MERCÚRIO: OBJECTIVO «CRETA»

Maio de 1941: o ataque à ilha grega de Creta foi a maior operação aerotransportada desenvolvida e levada a efeito pelas TROPAS PÁRA-QUEDISTAS da Luftwaffe durante a 2ª Guerra Mundial.

Estrategicamente localizada, esta pequena parcela de terra tinha-se tornado num problema acrescido para os exércitos alemães no Norte de África, pois servia como base para os bombardeiros aliados que atacavam os comboios de provisões no Mediterrâneo.
Iniciada em 20 de Maio, com o nome de código « MERCÚRIO » foram usadas, para o assalto, todas as unidades aptas a fazerem uso da terceira dimensão com exceção da 22ª DIVISÃO AEROTRANSPORTADA que teria a missão de proteger as refinarias de Ploetsi (Roménia).

Nesse dia são lançados 13.000 paraquedistas e cerca de 9.000 militares das unidades de montanha (5º Gebirgs Division). Para o efeito são utilizados 502 JUNKERS JU-52 e 85 planadores DFS 230.

Ao iniciar a operação, os alemães desconheciam que os serviços secretos britânicos tinham descodificado todos os seus códigos secretos, sendo este facto agravado com uma “desvalorização da capacidade de combate do inimigo” elaborada pelos serviços secretos alemães: a temida ABWEHR.

Dividida em três grandes grupos denominados Oeste, Centro e Este, a força de ataque é lançada em duas vagas: a primeira salta sobre o aeroporto de Maleme e a segunda incluía um ataque ao aeródromo de Rethymnon.

Porém, os bombardeamentos executados pela Força Aérea alemã alertam os cerca de 27.500 soldados britânicos e 14.000 gregos e os combates tornam-se encarniçados.

Centenas de paraquedistas germânicos são mortos sem nunca terem tocado o solo e muitos outros nunca conseguiram alcançar os objetivos (aterram no mar) devidos a erros nos lançamentos.

Com um início desastroso e surpreendidos por um adversário implacável, os FALLSCHIRMJÄGER fazem emergir a sua reputação de soldados de elite e conseguem obter uma preciosa e decisiva vitória, apesar do elevado número de baixas: 3.250 mortos e desaparecidos e 3.400 feridos, contra 2.500 mortos e 10.000 prisioneiros britânicos e gregos.

Impressionado com o elevado número de baixas, Adolfo Hitler nunca mais autorizou o uso em grande escala de tropas paraquedistas.

Fonte: http://www.operacional.pt/max-schmeling-pugilista-e-para-quedista-militar/

 

 

 

Fallschirmjäger-Os Páraquedistas do 3º Reich

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Exército Alemão abriu caminho para muitos avanços tecnológicos em guerra, inclusive aeronaves a jato, mísseis teleguiados, e foguetes de longo alcance. Porém, entre os avanços mais efetivos prematuramente na guerra estava no uso tático da Luftwaffe alemã com forças Aerotransportadas. A ideia de jogar um soldado em batalha atrás das linhas inimigas não era nova. Era, entretanto, a Wehrmacht que levaria esta ideia a um novo nível. No dia 11 de maio de 1936, o Major Bruno Oswald Brauer fez o primeiro salto de paraquedas da asa de uma aeronave esportiva Klemm KL25 e se tornou o primeiro Fallschirmjäger alemão (traduzido livremente, paraquedista-caçador) a ser dado um Fallschirmschutzenschein (Licença de Paraquedismo). No dia 5 de novembro de 1936, o Fallschirmjäger seria premiado com o Fallschirmschutzenabzeichen (insígnia de paraquedista que caracteriza uma águia de ouro que agarra as letras FJ).
Foram utilizados Fallschirmjägers no ataque e conquista de Dinamarca, Noruega, Bélgica, e Holanda. A primeira real operação de paraquedas da guerra foi levada a cabo por tropas alemãs do 1º Batalhão, Fallschirmjäger Regiment 1, que capturou aeródromos e pontes durante as invasões da Noruega e Dinamarca. Durante a ofensiva no oeste em 1940, pousou um contingente pequeno de engenheiros paraquedistas em planadores e capturou o forte belga de Eben Emael, que se pensava ser indestrutível e inconquistável. Um Grande forte que contém mais de 1.200 soldados, protegido por armas pesadas, artilharia, e artilharia antiaérea foi tomado por 68 paraquedistas alemãs.
A Operação Mercúrio seria a primeira operação da 2ª Guerra administrada completamente por via aérea. O objetivo era a ilha de Creta. Em Maio de 1941, Fallschirmjäger alemães atacaram a ilha ambos por paraquedas e planadores. Depois, reforços foram enviados, incluindo tropas de montanha alemãs, eram pousados nos aeródromos capturados pelos paraquedistas. Depois de 10 dias de luta feroz e grande perda, foi assegurada a ilha. Como a guerra progrediu e a superioridade aérea estava perdida, o Fallschirmjäger alemão nunca seria novamente usado em amplas operações no ar. Eles acharam que eles por tempos e tempos eram usados nas posições como um soldado raso comum novamente, apesar de que eles eram altamente treinados, altamente incentivados, e verdadeiramente eram uma força de elite em paridade com os Commandos britânicos e os Rangers americanos. Eles participaram em dúzias de operações no ar em pequena escala em Norte da África em 1942, na Sicília e Itália durante o ano de 1943, e na Rússia de 1942 a 1945. As ações pós-Creta deles culminaram em uma batalha que ganhou um lugar proeminente nos anais da história militar, como também um apelido. Aquela batalha estava dentro e ao redor de uma cidade no topo de uma colina italiana chamada Cassino. Monte Cassino, uma montanha a oeste da cidade, foi frequentemente apontada por uma das sentinelas na estrada para Roma. E durante 2ª Guerra ninguém entendeu aquilo melhor então do que os alemães. O Marechal-de-Campo Albert Kesselring, comandante supremo das unidades alemãs na Itália em 1944, utilizou Monte Maio e Monte Cassino como pontos fortes na defesa dele contra as forças Aliadas que avançam para cima, rumo ao norte da Itália. Se os Aliados fossem penetrar o Vale Liri, um desses bastiões teria que ser eliminado. Cassino foi o escolhido. Monte Cassino, com uma abadia de 400 anos no seu topo, não era mais um estranho para a guerra. Tinha sido saqueado em duas outras ocasiões, e seus habitantes, monges Beneditinos, agora estavam prontos para um terceiro assalto. E é bem que eles fizeram, para a Batalha de Cassino que começou em 17 de Janeiro de 1944 numa violenta batalha que duraria quase quatro meses e resultaria em 175.000 vítimas (115.000 Aliados, 60.000 alemães). Os Fallschirmjäger alemães em Cassino escreveram uma página especial para eles nos anais da história militar, embaixo da categoria da tenacidade. A 1ª Divisão de Fallschirmjäger, em particular, impressionava seus adversários cavando dentro da terra, e suportando pancadas inexoráveis através de artilharia e bombardeio, e emergindo então da cobertura para atrasar o Assalto Aliado um após o outro. Ao término da batalha, a 1ª Companhia do 1º Batalhão do 3º Regimento de Fallschirmjäger havia perdido um Oficial, um Oficial-Comandante, e um soldado do exército. Por causa do desempenho deles durante a campanha de Cassino, os Aliados os intitularam “Os Diabos Verdes.” eles também estiveram em ação durante a Campanha da Normandia, em Junho de 1944 e durante a ofensiva das Ardenas em dezembro de 1944.

 

 

 

A Luftwaffe e o Fanfarrão do Göring

 A Luftwaffe foi a mais impressionante Força que se desenvolveu com a ascensão do regime nazista. Durante o período entre guerras, a Alemanha foi totalmente destituída de uma Força Aérea, não podia produzir aviões de combate ou formar pilotos. Mesmo sob essas severas proibições, o sistema nazista conseguiu driblar as restrições e formar pilotos a partir de aeroplanos e cursos no exterior. Mas foi na Luftwaffe que ocorreu, talvez, um dos piores erros de Hitler, e ele atendia pelo nome Herman Göring.

 Göring foi um dos maiores ases da aviação alemã da Primeira Guerra, um piloto talentoso, mas um oportunista sagaz. Fez parte do Regime desde o seu início, se elegendo nas eleições que antecederam a tomada de poder pelo regime de Hitler e quando ele se torna ditador, Göring recebe o comando da Força Aérea em plena formação. Mas não demora muito para que o fanfarrão comece a aparecer de fato. Promete a Hitler que Berlim nunca seria bombardeada, e essa era uma característica do Comandante da Luftwaffe, promessas sem noção.

 Quando no avanço sobre o Canal da Mancha, em plena marcha para destruição total da Força Expedicionária Britânica, Hitler dar ordens para pararem o avanço sobre Duquerque. Atônitos os comandantes de Exércitos e de Divisões protestam, querem avançar! Entre eles Guderian e Rundstedt. A desculpa do Fürher é uma parada visando à conquista do sul, em preparação a um possível contra-ataque dos franceses remanescentes, outro argumento é que Göring prometera a Hitler que os britânicos da praia, não escapariam da Luftwaffe. 500 mil soldados britânicos e franceses são evacuados pelo Canal pelas semanas seguintes.

A guerra continua! Depois da conquista da França, todos os campos de aviação franceses caem nas mãos dos alemães. Começa os preparativos para a Operação Leão-Marinho, invasão da Ilha principal da Grã-Bretanha! Göring promete uma derrota esmagadora e a superioridade aérea total. Além de não conseguir, mais uma vez, a Alemanha não consegue repor os aviões e treinar os pilotos na proporção que são abatidos! Primeira grande derrota Alemã!

 Para finalizar, quando ele percebe que tudo está perdido, diferentemente dos Goebbels que escolhe morrer com seu líder. Ele se entrega para os americanos, na esperança de se manter no poder em um futuro governo aliado. Fica surpreso ao saber que vai a julgamento. Os soviéticos exigem uma pena pesada sobre a maior autoridade nazista presa em Nuremberg. Mesmo se defendendo inteligentemente das acusações, se mata quando não havia mais esperança de liberdade. Esse era Göring!

 

 

 

Os Jovens Pilotos da RAF e o Destino da Inglaterra

No auge da Batalha da Inglaterra o primeiro ministro inglês Winston Churchill proferiu a seguinte frase, que entraria para a História: “Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos”. Ele se referia aos jovens pilotos da Royal Air Force (RAF), que tinha como missão principal naquela fase da guerra, a interceptação de bombardeiros alemães que aterrorizavam Londres dia e noite. O número de baixas entre os pilotos da RAF chegou a 90%, mas muitos jovens ingressaram em escolas de pilotos improvisadas em campos de aviação espalhados pelo interior da ilha, com o objetivo de defender sua terra que em 1940-41 se encontrava isolada no continente europeu.

O Marechal Herman Goring prometeu a Hitler uma vitória rápida e esmagadora em pouco tempo, por isso, Hitler iniciou a fase de preparação para a Operação Leão-Marinho, aguardando a superioridade aérea total sobre os céus ingleses. Göring subestimou completamente o poder de reação inglês que, com o mesmo entusiasmo que ouvia os discursos do seu primeiro ministro, lutavam para expulsar a Luftwaffe de seu território. A Invasão nunca fora executada, nunca saiu do planejamento, e o fanfarrão Göring começou a se distanciar do Fürher com suas promessas mirabolantes e irreais.

O mérito desses jovens marcou toda aquela geração. Esse feito seria utilizado pela RAF para atribuir o devido valor heroico que impediu que suas terras entrassem para a lista de conquistas nazistas. E o ímpeto combativo desses aviadores, que culminou com esse primeiro revés alemão, fez com que Hitler voltasse suas atenções para a Grande Mãe-Rússia, que era seu obscuro objetivo desde que assumiu o poder.

Fonte: http://webkits.infopop.cc/eve/forums/a/cfrm/f/379600941

Análise Histórica e Fotográfica da Segunda Guerra – Parte VII

A superioridade aérea é algo completamente necessário para uma ofensiva em larga dimensão. Não por acaso, Hitler só tentaria uma invasão a Inglaterra quando a superioridade aérea fosse da Luftwaffe, o que jamais se concretizou. Depois de perder o poderio sobre os céus da Inglaterra e, posteriormente perder presença nos céus da França, a Luftwaffe estava longe de ser a mesma que participou ativamente da Blitzkrieg nas primeiras fases da Segunda Guerra. Em 1944 e 1945 se resumiu a defesa de seu próprio país. Seus bombardeiros e caças não mais eram temidos e jaziam abatidos nos rincões dos chãos dos países outrora conquistados.

Muito se fala nos paraquedistas americanos da 89ª e 101ª Divisão Aerotransportadas, mas a Divisão mais castigada na tomada da Europa foi sem dúvida a 1ª Divisão Britânica Aerotransportada. Essa Divisão de Elite foi praticamente massacrada durante a execução da Operação Market Garden, perdendo 7500 paraquedistas.

Os Red Devils tiveram pouca sorte desde o princípio da operação, pois a região de Arnhem era defendida ferozmente por baterias antiaéreas alemães, fazendo com que as tropas saltassem muito longe de seus objetivos. A Divisão foi quase totalmente massacrada durante a contraofensiva para defender a Ponte do Rio Reno.

A utilização de planadores entrou para a História das Guerras no Dia D, já que fora usado largamente para o desembarque das tropas aerotransportadas. Esse tipo de transporte, extremamente silencioso, mas mortal quando pousava em terreno acidentado ou em árvores de grande parte, causou enormes baixas. Inclusive o General Pratt, único oficial General que morreu durante a Operação Overlord, por está “protegida” demais, ou seja, chapas de aço colocados abaixo do seu jeep impediram que o Planador da classe CG-4A , caiu violentamente contra o solo, mesmo com todos os esforços do seu piloto, o Tenente-Coronel C. Michael “Mike” Murphy  que não pôde evitar que o General Pratt quebrasse o pescoço na descida.

O Planador

 

Na há registros da noite do dia 05 de junho de 1944, quando iniciou o plano de invasão da Europa com as chega nos céus da Normandia das Divisões Aerotransportadas. Uma coisa é certa, todas as lembranças que são registradas falam sobre a grande quantidade de fogo antiaéreo que foi despejado contras os C-47 com as tropas paraquedistas, não por acaso, muitas semanas depois do Dia D eram possível ainda ver as chamas dos aviões que foram abatidos no inferno da noite do dia 05.

Uma informação importante para qualquer pessoa que estuda a Operação Overlord é saber o que pensavam os defensores sobre como e onde seria a inevitável Invasão da Europa. Rundstedt e Rommel eram os chefes diretos encarregados da Defesa, mas mesmo eles não concordavam como proceder no caso da invasão. Rommel acreditava piamente que os ataques deveriam ser repelidos ainda nos primeiras horas da invasão, evitando que qualquer cabeço-de-praia fosse estabelecida de forma definitiva, para tanto era necessário trazer as Divisões Panzers disponíveis para mais próximo do litoral. Rundstedt, por sua vez, achava que o ataque deveria ser repelido a partir de um forte contra-ataque vindo do interior, para tanto os carros de combate estariam pronto para o emprego, mas bem mais afastados no interior, longe dos bombardeios da Marinha Aliada. No final das contas nenhum das opções foram efetivamente executadas.

O Avião ME-262 e os Mísseis V de Hitler.

Em maio de 1943, o professor Willy Masserschmitt projetara o caça a jato bimotor ME-262 para ser produzido em série. Sua velocidade de cruzeiro era de 520 milhas por hora, cerca de 120 milhas por hora mais rápido do que qualquer avião que os Aliados podiam mandar para seu encalço, e comportava quatro canhões de 30mm. O Reichmarschall Herman Goering queria o avião, mas tinha de obter a aprovação de Hitler. Hitler havia sido importunado inúmeras vezes pelas promessas de Goering, e só em dezembro de 1943 ele pôde ver uma demonstração das possibilidades do 262. Hitler ficou impressionado, mas queria um bombardeiro para atingir Londres, não um caça para defender a Alemanha. Goering assegurou-lhe que o 262 podia ser modificado para transportar bombas, pelo que Hitler mostrou grande entusiasmo pensando no que o bombardeiro a jato poderia fazer a Londres e aos desembarques antecipados das forças aliadas na França.

Goering, como de costume, não tinha conhecimento do que estava falando. Messerschmitt não podia converter um caça em bombardeiro, e um avião a jato maior estava exigindo demais da tecnologia. Por isso ele ignorou a ordem de Hitler e a fábrica Messerschmitt começou a produzir o 262, num total de cerca de 120 em abril de 1944. Ao receber esta notícia Hitler estimulou Goering e deu-lhe severas ordens de que não só o 262 não devia ser construído como caça, mas que ninguém se referisse e ele como tal – ele devia ser conhecido como bombardeiro relâmpago.

 Durante os seis meses seguintes, Messerschmitt tentou bravamente fazer de uma caça um bombardeiro. Não chegou a lugar nenhum. Finalmente, em novembro de 1944, Hitler autorizou a formação do primeiro esquadrão de caças a jato. Mas naquela ocasião o sistema de transporte era uma mixórdia, a força de pilotos de caça fora reduzida, e as fontes de combustível se exauriram. A Luftwaffe nunca conseguiu mais que uma força inexpressiva no ar antes que as coisas se fizessem em pedaços.

 Os alemães construíram mais de 1000 ME-262, mas só nas últimas 06 semanas da guerra chegaram a ter 100 voando.

 Isso refletia exatamente o desejo de Hitler de bombardear Londres. Essa quase inconsequente vocação determinou a criação dos mísseis balísticos. As Vergeltungswaffen (armas vingativas) eram projetadas para serem não-tripuladas, mas causaram pouco estrago de fato, muito embora causasse terror entre os ingleses e esse foi o principal motivo de coloca-la em produção. Os V-1 e V-2 eram armas para causar pânico.

Fallschirmjägers – Os Paraquedistas Alemães!

Antes da eclosão da guerra, os soviéticos realizaram uma demonstração de manobras aerotransportadas para uma delegação de oficiais alemães, incluindo Herman Göering. Göering ficou tão impressionado com o potencial das tropas aerotransportadas que imediatamente ordenou a formação de uma força com essa especialização na Alemanha. Na primavera de 1935 (março-abril), Göring transformou a Landespolizei Göring em um regimento aerotransportado, dando-lhe a designação de Regimento Göring (RGG). Em 01 de abril de 1935 a unidade foi incorporada à recém-formada Luftwaffe. Göring também ordenou que um grupo de voluntários realizassem testes e treinamento de paraquedas. Estes voluntários formariam um núcleo Fallschirmschützen Bataillon (“batalhão de soldados paraquedistas”), que seria uma futura Fallschirmtruppe. Em janeiro de 1936, 600 homens e oficiais formaram o primeiro RG Jager Batalhão /, e a Unidade de Engenheiros RG 15. Oficialmente inaugurado em 29 de janeiro de 1936 com uma ordem de chamada de recrutas para o treinamento com paraquedas na Escola de Treinamento localizado 96 km a oeste de Berlim. A escola foi aberta com curso de salto para formação de uma tropa de paraquedista e recebiam militares da ativa e da reserva da Luftwaffe. Sargentos, oficiais e praças da Luftwaffe tinham que concluir com êxito seis saltos a fim de receber o emblema Parachutist Luftwaffe.

Durante a guerra, a Luftwaffe formou uma série de unidades Fallschirmjäger. A Luftwaffe construiu uma divisão com três regimentos Fallschirmjäger mais unidades de apoio e meios aéreos, conhecida como 7ª Divisão Flieger.

Unidades Fallschirmjäger participaram da primeira invasão aérea sobre a Dinamarca em 09 de abril de 1940. Na madrugada da Operação Weserübung, eles atacaram e tomaram o controle de Base Aérea de Aalborg, que desempenhou um papel fundamental atuando como uma estação de reabastecimento para a Luftwaffe na subsequente invasão da Noruega. Atacaram e tomaram as pontes ao redor de Aalborg. Outros ataques aéreos durante a Batalha da Dinamarca também foram realizadas, incluindo uma fortaleza na ilha Masnedø.

A próxima operação da Fallschirmjäger foram os ataques aéreos durante a Campanha da Noruega, pela primeira vez durante os estágios iniciais da invasão, quando os regimentos Fallschirmjäger capturaram a importante base aérea de Sola, Os Fallschirmjägers também encontraram sua primeira derrota na Noruega, quando uma companhia foi lançada sobre a vila e o entroncamento ferroviário de Dombås em 14 de abril de 1940 e foi quase totalmente destruída pelo Exército norueguês durante uma batalha de cinco dias.

Mais tarde na guerra, os ativos da 7ª Divisão Fallschirmjäger foram reorganizadas e usadas como o núcleo de uma nova série de divisões de infantaria de elite da Luftwaffe, numerados em uma série que começa com a 1ª Divisão Fallschirmjäger. Estas formações foram organizadas e equipadas como divisões de infantaria motorizadas, e muitas vezes, desempenhando um papel de “bombeiros” na frente ocidental, atuando em pontos críticos da frente. Seus militares eram frequentemente encontrados no campo de batalha como Kampfgruppen, ou unidade de pronto-emprego, destacada de uma divisão ou organizados a partir de diversos ativos disponíveis. De acordo com a prática padrão alemão, essas unidades eram conhecidas pelos nomes dos seus comandantes.

Depois de meados de 1944, os Fallschirmjägers não eram mais treinados como paraquedistas, devido às realidades da situação estratégica, mas manteve o Fallschirmjäger honorífico. Perto do fim da guerra, as unidades Fallschirmjägers não eram mais que uma dúzia.

Assalto a Eben Emael, a invasão de Creta
Em 00.43 horas no dia 10 de maio de 1940, sob o codinome de Granite Group, 42 planadores deixaram suas bases em Colônia para começar o primeiro grande ataque aéreo sobre os países baixos como parte da operação Gelb alemão. Os planadores carregando 493 tropas Fallschirmjäger foram designados para tomar e manter as pontes em Veldwezelt, Vroenhoven e Canne na Bélgica e na fortaleza de Eben-Emael.
Esta fortaleza era supostamente inexpugnável, porém com o elemento surpresa da operação, o planador, deu o desembarque e precisão, chegando diretamente no topo do forte pegando os defensores completamente de surpresa. Nove planadores realizaram um desembarque de tropas rápido alcançando seus objetivos e conquistando e destruindo bunkers de artilharia belga usando uma mistura de carga explosiva carregados em mochilas e cargas de demolição.
Os defensores da Bélgica foram dominados e os Fallschirmjägers rapidamente alcançaram todos seus objetivos contabilizando apenas 06 mortos e 19 feridos. Os belgas sofreram 60 mortos e 40 feridos com mais de 1000 prisioneiros.

O exército alemão decidiu invadir Creta para consolidar a estratégica no Mediterrâneo. Assaltos anfíbios foram descartados, já que os alemães não tinham superioridade nos mares na época, então um plano foi elaborado por um ataque direto utilizando tropas aerotransportadas na ilha. Infelizmente para os alemães, os Aliados tinham quebrado seus códigos e foram avisados da invasão planejada até os menores detalhes.

A invasão começou às 08h00min no dia 20 maio de 1941 com pequenos saltos de tropas aerotransportadas ao redor do campo de aviação em Maleme. A espera batalhões da Nova Zelândia atingiam as tropas antes deles caíram em seus paraquedas e interceptando os planadores. Na primeira onda de Fallschirmjägers perderam 400 dos 600 homens que saltaram. Os sobreviventes tomando posições no “vale da prisão”. Os civis de Creta começaram a roubarem dos alemães mortos suas armas e as caixas de armas e suprimento de apoio, dando assistência aos Aliados.

Mais tarde outros desembarques em Rethimnon às 04h15min e outro em Heraklion às 05h30min. Como antes, os defensores Aliados estavam esperando por eles e infligiu pesadas baixas.

Os alemães conseguiram romper o cordão de defesa ao redor de Heraklion, no primeiro dia, apreendendo as barracas gregas na borda oeste da cidade e capturaram as docas, os gregos contra-atacaram ambos os pontos e recapturaram. No dia seguinte, Heraklion foi fortemente bombardeada. As unidades foram gregas foram atacadas e assumiram uma posição defensiva na estrada de Knossos. Quando a noite caiu, nenhum dos objetivos alemão tinha sido garantido.

Na noite de 20 de Maio, os alemães lentamente avançavam contra os neozelandeses do Morro conhecido por 107, que dava para o aeródromo. Os comandantes alemães na ilha de Creta decidiram jogar tudo para o setor Maleme no dia seguinte. Depois de várias tentativas das tropas Fallschirmjäger, conseguiram tomar o morro e isso foi a tábua de salvação, permitindo que aviões de transporte começassem a operar no aeródromo em Maleme, embora este estivesse sob pesada fogo de artilharia.

1939 – O Ano Que Mudou o Século XX – Invasão da Polônia

Em agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram um tratado de não-agressão – uma semana depois, a Alemanha invadiu a Polônia e a Segunda Guerra Mundial começou. O primeiro ataque da guerra ocorreu em 01 de setembro de 1939, com aviões alemães atacando a cidade polonesa de Wielun, matando cerca de 1.200 pessoas. Cinco minutos depois, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein abriu fogo em um depósito em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Em poucos dias, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha e começou a mobilizar os seus exércitos e a preparar seus civis. Em 17 de setembro, a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste. Forças polonesas se rendem no início de outubro, depois de perder cerca de 65.000 tropas e muitos milhares de civis.

Visão da Polônia

Uma cidade polonesa intacta a partir do cockpit de um avião bombardeiro médio alemão, provavelmente um Heinkel He 111 P, em 1939. (Biblioteca do Congresso Americano).

O Mito da Cavalaria Polonesa.

Em 1939, o exército polonês ainda mantinha muitos esquadrões de cavalaria, que serviram muito bem na Guerra Polaco-Soviética em 1921. Um mito surgiu sobre a cavalaria polonesa levando cargas desesperadas contra os tanques dos nazistas que avançavam, colocando cavaleiros contra veículos blindados. Na verdade as unidades de cavalaria encontravam divisões blindadas ocasionalmente, mas seus alvos eram a infantaria, e seus ataques foram muitas vezes eficazes. A Propaganda Nazista e soviética ajudaram a alimentar o mito da cavalaria nobre. Esta foto é de um esquadrão de cavalaria polonesa em manobras em algum lugar na Polônia, em 29 de abril de 1939.(AP Photo).

Correspondente

Associated Press correspondente Alvin Steinkopf da Cidade Livre de Danzig – na época, um semiautônoma cidade-estado ligada à Polônia. Steinkopf estava relatando a situação tensa na Danzig à América, em 11 de julho de 1939. Alemanha vinha exigindo a incorporação de Danzing para o Terceiro Reich durante meses, e parecia estar preparando uma ação militar.(AP Photo).

Não-Agressão

Premier soviético Josef Stalin (segundo à direita), sorrisos, enquanto o ministro do Exterior soviético Vyacheslav Molotov (sentado), assina o pacto de não agressão com o ministro das Relações Exteriores Reich Joachim von Ribbentrop (terceiro da direita), em Moscou, em 23 de agosto de 1939. O homem à esquerda é ministro da Defesa soviético Adjunto e Chefe do Estado Maior, Marechal Boris Shaposhnikov. O pacto de não-agressão incluía um protocolo secreto dividindo a Europa Oriental em esferas de influência no caso de um conflito. O pacto agora garantia que as tropas de Hitler não teriam de enfrentar resistência dos soviéticos se eles invadiram a Polônia.(AP Photo / Arquivo).

Primeiro Ataque

Dois dias depois que a Alemanha assinou o pacto de não agressão com a URSS, Grã-Bretanha entrou em uma aliança militar com a Polônia, em 25 de agosto de 1939. Esta foto mostra a cena uma semana depois, no dia 01 de setembro de 1939, uma das primeiras operações militares de invasão alemã da Polônia, é o início da Segunda Guerra Mundial. Aqui, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein bombardeia um depósito militar polonês em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Simultaneamente, a Força Aérea Alemã (Luftwaffe), e tropas terrestres (Wehrmacht) estavam atacando diversos outros alvos poloneses.(AP Photo).

Desembarques

Soldados alemães depois do desembarque de unidades alemãs do encouraçado Schleswig-Holstein, em 07 de setembro de 1939. Menos de 200 soldados poloneses defenderam a pequena península, mas seguraram os alemães durante sete dias. (AP Photo).

Ataque Aéreo

Vista aérea de bombas explodindo durante um bombardeio alemão na Polônia, em setembro de 1939(LOC).

Por Terra

Dois tanques da Divisão SS-Leibstandarte Adolf Hitler atravessam o rio Bzura durante a invasão alemã da Polônia em setembro de 1939. A Batalha de Bzura, a maior de toda a campanha, durou mais de uma semana, terminando com as forças alemãs capturando a maior parte ocidental da Polônia.(LOC / Klaus Weill).

Parada

Soldados da SS-Leibstandarte Adolf Hitler Divisão, descansando em uma vala ao lado de uma estrada a caminho de Pabianice, durante a invasão da Polônia em 1939.(LOC / Klaus Weill).

Avanço

Guardas alemães avançando são mostrados em uma cidade polonesa que está debaixo de fogo durante a invasão, setembro de 1939.(AP Photo)

Infantaria em Varsóvia

Infantaria alemã avança cautelosamente nos arredores de Varsóvia, na Polônia em 16 de setembro de 1939.(AP Photo).

Prisioneiros Civis

Vários prisioneiros de guerra civil, com os braços levantados, caminham ao longo de uma estrada durante a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939.(LOC).

O Rei

Rei George VI da Inglaterra realiza transmissões para a nação britânica na primeira noite da guerra, em 3 de setembro de 1939, em Londres.(AP Photo).

O Início

Um conflito que terminaria com o lançamento de duas bombas nucleares começou com uma proclamação lida em voz alta por um pregoeiro. Agindo Crier Town e Saltbearer da Cidade de Londres, lê a proclamação de guerra, em Londres, em 04 de setembro de 1939.(AP Photo / Putnam).

Os Diplomatas

Uma multidão lê as manchetes dos jornais, “Chuvas de Bombas em Varsóvia”, fora do edifício do Departamento de Estado dos EUA, onde os diplomatas realizam uma conferência sobre as condições de guerra na Europa, em 1 de setembro de 1939.(AP Photo).

Primeiro Afundamento

Em 17 de setembro de 1939, o HMS Courageous da Marinha Britânica foi atingido por torpedos do submarino alemão U-29, e afundou em 20 minutos. O Courageous, foi atacado enquanto realizava uma patrulha anti-submarino ao largo da costa da Irlanda, foi perseguido durante horas por U-29, que lançou três torpedos quando viu uma abertura. Dois dos torpedos atingiram o navio a bombordo, afundando-o com a perda de 518 de seus 1.259 tripulantes.(AP Photo).

Devastação

A cena de devastação vista na rua Ordynacka, em Varsóvia, Polônia em 06 de março de 1940. A carcaça de um cavalo morto está na rua entre enormes pilhas de escombros. Enquanto Varsóvia estava sob bombardeios quase constante durante a invasão, em apenas um dia, 25 de setembro de 1939, cerca de 1.150 missões de bombardeio foram efetuadas por aeronaves alemãs contra Varsóvia, caindo mais de 550 toneladas de bombas de alto impacto explosivo e incendiária sobre a cidade.

Desolação

Um garato polonês retorna ao local de sua casa

O Trem

Um trem blindado polonês danificado com cisternas capturadas durante a invasão da Polônia em setembro de 1939.(LOC / Klaus Weill).

Soldados alemães, feito prisioneiros pelo exército polonês durante a invasão nazista, são mostrados enquanto estavam sendo mantidos em cativeiro em Varsóvia, em 02 de outubro de 1939.(AP Photo).

Força Aérea da Segunda Guerra – Parte III

Continuação da Série: