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Visita ao Navio-Patrulha Graúna – Ligação Histórica

 Uma coisa que o nosso povo não sabe? Enquanto dormimos na tranquilidade de nossos lares, não fazemos ideia de que existem homens velando pela nossa segurança. Isso ficou evidente quando o Brasil declarou guerra a Alemanha e a Itália em 22 de agosto de 1942. Quando a Marinha  de Tamandaré teve que, apesar de seus opacos recursos à época, realizar patrulhas e comboios para garantir a segurança no Atlântico Sul.

E cumpriu com sua missão, impondo-se ao inimigo e garantindo a paz na navegação brasileira.

Neste mesmo espírito e com o mesmo vigor daqueles anos de guerra, o Navio-Patrulha Graúna realiza missões de patrulhamento por toda a costa do nordeste brasileiro, velando o sono dos brasileiros. O Graúna é parte integrante da nossa Marinha de Guerra, que defende um litoral com 7.367 Km de extensão.

Comandado por um jovem Oficial, o Capitão-Tenente Sérgio dos Santos Silva, a embarcação é baseada em Natal, e chega ao Recife para mais uma missão.

O Capitão-Tenente Santos Silva demonstrou não apenas o zelo pela sua Marinha, mas também algo que deve fazer parte da cultura do povo que ele defende. O reconhecimento pela História do seu país. Com esse espírito, o Comandante recebeu a visita dos integrantes da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco. Estiveram presentes o Presidente da ANVFEB-PE Veterano Alberides de Lima Passos, Veterano Josias Bezerra Melo e o Veterano Rigoberto Souza, acompanhados de suas respectivas famílias. Além do vice-presidente da associação o senhor Rigoberto de Souza Júnior. Em uma tarde especial, o comandante foi presenteado com um Quadro demonstrando o Roteiro da Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália. Essa visita ocorreu exatamente no dia 11 de junho, data comemorativa aos 148 anos da Batalha Naval do Riachuelo. Portanto nada mais significativo do que ter a História da Força Expedicionária Brasileira sendo lembrada pelos herdeiros do Almirante Barroso, em uma data de especial.

Quando brasileiros se identificam através dos esforços comuns de amor e dedicação a nação, isso deve ser motivo de orgulho para seu povo, mesmo que a grande maioria não saiba a existência daqueles que velam pelo sono dos nossos filhos, nas fronteiras e nos mares. Eles não esperam reconhecimento ou honras, pois fazem isso por amor ao seu país. Eles são nossas SENTINELAS.

Informações Adicionais:

Nome : Navio Patrulha Graúna
Classe: navio patrulha classe Grajaú
Deslocamento : 230 ton
Calado médio : 2,4m
Boca : 7,5m
Comprimento :46,5m
Velocidade de cruzeiro : 10 nos
Máxima velocidade 22 nos
Tripulação : 30 militares
Propulsão : 2 motores de combustão interna  de 2540 Hp cada um
Armamento : 1 (um) canhão de 40 mm e duas metralhadoras de 20mm
O
navio foi incorporado a marinha do Brasil em 15 de novembro de 1994.
O navio possui a missão de realizar patrulhas em águas juridicionais brasileiras a fim de contribuir para o controle da área marítima. E adição o navio também pode ser empregado em ações de superfície e operações de salvamento
E
m paralelo o navio também realiza reabastecimento no mar, inspeções navais e operações aéreas, sendo assim um navio bastante versátil e flexível.

A Marinha Alemã Muda de Rumo

A Alemanha no início de sua reestruturação militar passou a investir em couraçados de grande tonelagem para fazer frente ao conflito que se desenhava. Admiral Graf Spee (1934)e o  Bismarck (1940) são navios com essa finalidade. A Marinha inglesa, sempre referenciada como a mais experiente, também buscava melhorar sua frota que era já estava obsoleta.

Nesse momento a Alemanha começa a investir pesado também em submarinos. Os UBoots chamam a atenção do Fürher e uma linha de produção de altíssima qualidade que começa a ser estruturada a partir de 1935. A capacitação profissional para esse tipo de navio também é referência na Alemanha nazista.

Após a Batalha do Rio Prata e a perda do Couraçado Graf Spee e o afundamento do Bismarck, praticamente na primeira missão, fazem com que Hitler  perca o ímpeto de investimento em uma Marinha convencional. A Alemanha não lança outro couraçado de bolso em todo o curso da guerra.

Em contrapartida os UBoots passam a ser a principal linha ofensiva da Kriskmarine.

Dia D e a Normandia: O Preço Pela Liberdade!

Se o sucesso da Operação Overlord sofreu criticas, principalmente em relação aos objetivos do primeiro dia, em especial no setor de Omaha Beach, em se tratado das consequências da população civil da Normandia as criticas foram mais que fundamentadas. Mesmo aclamando as forças Aliadas como libertadoras, a destruição indiscriminada das cidades costeiras e portos normandos, causaram milhares de baixas civis. Já no dia 05, no desembarque aerotransportado, as baterias antiaéreas e os combates das tropas, causaram vários incêndios nas cidades. Mas, nada se compararia a artilharia da marinha Aliada devastando milhares de casas no raiar do dia 06 de junho de 1944, o Dia D.

Para se ter uma ideia da estratégia utilizada pelas forças invasoras, Caen era uma dos objetivos do Dia D, considerada por Montgomery como crucial para o sucesso da invasão. A cidade não caiu no Dia D e as forças alemãs resistiram por semanas naquela localidade. Como não foi possível a conquista, simplesmente a cidade foi totalmente destruída. Um bombardeio incessante destruiu todas as construções da cidade.

Em termos militares sempre estamos nos impressionando com o Dia D, mas não devemos esquecer que a guerra consiste em perdas humanas, e muitas delas, inocentes vidas humanas. Portanto, não devemos apenas entender o contexto militar ou a bravura individual do soldado, mas também horar a memória de quem testemunhou a guerra em sua cidade, sua rua e sua casa.

Segue uma sequência de fotos selecionadas da Normandia no Dia D, e nas semanas posteriores, para que possamos entender o pouco o sofrimento de uma geração que passou anos sob o julgo de uma nação estrangeira, e teve que pagar com seu próprio sangue pela sua liberdade. Reflitamos!

Espalhados aos Quatro Ventos – O Desperdício de Paraquedistas Aliados – Parte II e III

Tanto os comandantes dos paraquedistas ingleses quanto dos americanos consideravam que essa operação tinha um fator adicional de risco por parte do fogo amigo. Suas rotas de vôo para a Sicília passavam diretamente sobre a frota invasora bem como ao longo das praias a serem invadidas. Só era preciso que um artilheiro naval perdesse a calma para que os C-47 de transporte e os planadores, passando lentamente por cima, fossem destruídos nos céus pela artilharia da marinha. O General Matthew Ridgway, comandante das tropas aerotransportadas americanas, tentou obter a certeza por parte da marinha de que isso não aconteceria.

O Almirante inglês Cunningham se recusou a garantir qualquer coisa. Como ele salientou, nenhuma embarcação de guerra iria permitir que um avião chegasse perto o bastante para que fosse identificado. No momento que um avião inimigo fosse identificado, já seria tarde demais. Tendo lutado nas violentas batalhas navais no Mediterrâneo, o Almirante inglês não ia dar chance ao azar nesta altura da campanha. Se aviões voassem perto demais da frota, a marinha os abateria – e pediria desculpas depois. Desapontado com esta recusa, Ridgway pressionou para que se repensasse em uma outra rota de vôo para as tropas de paraquedistas. Havia uma grande chance de que, se as coisas fossem deixadas como estavam, um desastre poderia acontecer. Ridgway alertou que, a não ser que obtivesse uma garantia sólida, ele aconselharia em abandonar completamente os ataques das tropas aerotransportadas. Sua ameaça aparentemente surtiu efeito. O General George Patton, comandante do 7º Exército, disse a Ridgway que a Marinha estaria preparada para cooperar, mas isso se os transportadores de tropas e os planadores alterassem a sua rota de vôo e voassem a uma distância dos navios de não menos do que 7 milhas (11,2 km). Ridgway ficou aliviado, embora seja difícil entender o porque. Não havia maneira do Almirante Cunningham garantir que todos os seus artilheiros mantivessem a calma. Mais ainda, seria mais seguro se os próprios artilheiros tivessem sido avisados sobre o que esperar. Possivelmente devido a uma confusão administrativa ou – mais provavelmente – por causa da obsessão de algum oficial subalterno com o segredo da operação, a maioria dos artilheiros navais americanos bem como aqueles que manuseavam os canhões nos navios mercantes da frota invasora não foi avisada que haveria um invasão por parte dos paraquedistas de modo que ninguém estava preparado quando do avistar de aviões aliados voando por cima da frota. Para ilustrar a confusão, mesmo o Almirante Hewitt, comandante americano das forças navais, só veio a saber sobre o ataque dos paraquedistas no dia que este estava para acontecer. Não fica difícil entender porque os artilheiros foram os últimos a saberem.

Assim que o sol se pôs na Tunísia em 9 de julho de 1943, a 1ª Brigada Aerotransportada levantou vôo a partir de seis bases aéreas em torno de Kairouan. Ela estava sendo transportada em planadores pilotados pelos homens do 1º Batalhão do Regimento de Pilotos de Planadores. Os planadores estavam sendo rebocados por C-47 americanos pelos homens do 51º Esquadrão de Transporte de Tropas do Coronel Ray Dunn que, apesar de suas perícias e fanfarronices, eram na sua maioria pilotos da aviação civil. Poucos, para não falar ninguém, tinha participado de qualquer tipo de ação ou voado em meio à flak. Era uma aposta – alguém até pode dizer que era um erro grosseiro – confiar tal tropa de elite inglesa para tais pilotos despreparados e instáveis. Seguindo o roteiro, assim que os planadores se aproximaram da Sicília, tudo começou a dar errado. A flak inimiga, um característica comum do combate aéreo, pareceu ter pego os pilotos americanos de surpresa. Eles não gostaram nada do que estava acontecendo e logo se percebeu claramente que não estavam preparados para enfrentá-la. Os pilotos começaram a fazer manobras evasivas violentas e o resultado era de que os planadores eram arrastados e jogados em meio aos fortes ventos. Para piorar a situação a frota aliada, que se encaminhava em direção à Sicília bem abaixo, também abriu fogo contra os C-47. O resultado de tudo isso era de completo pavor por parte dos pilotos americanos dos rebocadores. Muitos tomaram a decisão que se transformaria na morte de centenas de soldados ingleses: eles soltaram os planadores a uma distância de no mínimo 5 milhas (8km) da costa. A razão para esta mudança de planos era óbvia. Os pilotos americanos não iriam enfrentar a flak incessante e assim poderiam dar meia volta e retornar à África. O resultado foi de que muitos homens da 1ª Brigada Aerotransportada morreram afogados ao longo da costa da Sicília naquela noite. Outros pilotos rebocadores simplesmente botaram o rabo entre as pernas e voaram de volta para a Tunísia sem mesmo soltarem os planadores. Logo toda a Brigada estava espalhada aos quatro ventos.

Consequentemente, planadores estavam caindo no mar a quilômetros de distância da costa. O planador que levava o General Hopkinson, comandante da 1ª Divisão Aerotransportada, foi um dos que caiu no mar. Porém, como resultado de uma coincidência curiosa, o General estava com sorte. Ele conseguiu se afastar dos restos do planador e encontrou um pedaço dos destroços para se segurar. Mesmo assim, ele provavelmente estava nos seus últimos suspiros quando foi avistado por um destroier inglês comandado por um velho amigo dos tempos do colégio o qual ele não via há vinte anos desde que competiram juntos em uma prova de remo em Cambridge. A bordo, um prato de ovos com bacon e uma troca de roupas logo revitalizou o General embora a tarefa a qual ele teria de enfrentar, achar o resto dos seus homens, se mostraria impossível.

Crédito: A. Raguenet

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