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Posts Tagged ‘Nacional Socialista’

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XVII

Parte 17

Pode ter havido dúvidas sobre a “justeza” da causa alemã, embora elas não fossem disseminadas. “Nós sabíamos que essa não era uma guerra de defesa forçada contra nós.” admitiu Klemig. “Era uma guerra de agressão estúpida e uma olhada no mapa mostrava que ela não poderia ser ganha.”. As pressões também se manifestavam de outras maneiras preocupantes. O Schütze Benno Zeiser teve de impedir que seu amigo Franzl espancasse prisioneiros soviéticos. Ele dizia:

“Me deixa! Eu não agüento mais! Parem de olhar para mim dessa maneira! Eu estou louco! Eu sou um lunático! Nada além dessa miséria infernal todo o tempo. Nada além dessas criaturas, esses vermes miseráveis! Olhe para eles se arrastando pelo chão! Não consegue ouvi-los gemendo? Eles tem que ser pisoteados de uma vez por todas, bestas imundas! Remover da face da terra!”

Claro que Franzl estava sofrendo um colapso nervoso. Ele dizia: “Você tem que entender, eu não agüento mais!”.

A propaganda Nacional Socialista havia “desumanizado” o inimigo mesmo antes do início da campanha. Quando da sua captura, os Comissários russos eram separados dos soldados e executados. Os maus-tratos e a execução indiscriminada dos prisioneiros de guerra russos não eram apenas resultado das ordens específicas vindas de cima e nem eram necessariamente conduzidas de uma maneira disciplinar. Os relatórios das Divisões e de outras unidades indicam que as execuções indiscriminadas e violentas dos prisioneiros soviéticos começaram mesmo desde os primeiros dias da campanha. Os oficiais mais graduados tinham objeção ao fato, mais por questões disciplinares do que por questões morais. O medo era de que os excessos pudessem levar a uma situação anárquica dentro das fileiras e, ao mesmo tempo, intensificar a já feroz resistência russa. O General Lemelsen, comandante do XXXXVIIIº Corpo Panzer, após três dias de campanha, repreendeu a sua tropa ao reclamar que:

“Eu observei que tem ocorrido a execução indiscriminada tanto de prisioneiros de guerra quanto de civis. O soldado russo quando feito prisioneiros ainda utilizando o uniforme e após ter lutado bravamente, tem o direito a um tratamento decente.”

Ele, porém, não questionou a “ação impiedosa” que o Führer havia ordenado “contra partisans e comissários bolcheviques”. Os soldados interpretaram esta ordem de forma tão liberal que uma nova diretiva foi instaurada após 5 dias de modo a coibir os excessos.

“Apesar das minhas instruções de 26/04/1941, (…) ainda se observa o fuzilamento de prisioneiros de guerra e de desertores conduzidas de uma maneira criminosa e sem sentido. Isso é assassinato! A Wehrmacht Alemã está conduzindo uma guerra contra o Bolchevismo, não contra o povo russo.”

Lemelsen foi perceptivo o suficiente para compreender que “as cenas de incontáveis corpos de soldados deitados nas estradas, claramente mortos por causa de um tiro na cabeça à queima-roupa, sem suas armas e com as mãos para cima, rapidamente serão propagadas pelo exército inimigo.”.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte V

PARTE 5

As condições físicas iam ao encontro dos rigores da campanha. Soldados acostumados aos alojamentos bem equipados na Alemanha ficavam cada vez mais deprimidos com a continuação das operações que superavam a duração e os desconfortos de todas as campanhas anteriores juntas. Um soldado escreveu: “Essas planícies imensas, enormes florestas com alguns barracos aqui e ali, tudo causa uma impressão desoladora.” Era tudo “desinteressante ao olho” com “cabanas de madeira com um aspecto melancólico, florestas e pântanos.” Ele continua: “Tudo parecia estar perdido nessas extensões infindáveis.”

Da mesma maneira que os avanços continuavam, também continuavam os receios. “Se orientar na Rússia é tão difícil quanto no deserto” lembra um soldado. “Se você não olhar para o horizonte – você está perdido.” Outro comentou:

“O imenso espaço era tão vasto que muitos soldados ficaram melancólicos. Vales planos, pequenas colinas – vales planos, pequenas colinas, intermináveis, intermináveis. Não havia limite. Nós não conseguíamos ver um fim e era tudo tão desolador.”

“Onde será que essa guerra sem fim irá nos levar?” perguntou Günther Von Soheven de 33 anos, lutando no fronte Sul.

“Não há nenhum objetivo identificável em termos de espaço através desses campos que se estendem cada vez mais longe. Mais deprimente é o inimigo que se torna cada vez mais numeroso mesmo depois de termos feito enormes sacrifícios.”

Os soldados começavam a sentir saudades de casa. “As distâncias crescem incomensuravelmente,” concluiu van Soheven “mas nossos corações se mantém próximos.”

Porém, a determinação em terminar logo a guerra era igualada pela insistência russa em continuar lutando. Não era difícil desumanizar um inimigo em uma terra estranha e que, longe de qualquer razão lógica, preferia resistir fanaticamente apesar de sua derrota certa. A propaganda nacional socialista disseminou a falsa semente que encontrou guarida nas mentes receptivas dos soldados já expostos às doutrinas racistas. O Unteroffizier Wilhelm Prüller, um soldado de infantaria da 9º Divisão, escreveu em 4 de julho: “nós ouvimos as coisas mais terríveis sobre o que os russos estão fazendo com os prisioneiros (alemães).” A 8ª Companhia do seu 11º Regimento Schütze foi seriamente castigada em uma emboscada russa e perdeu 80 homens. “Os Kameraden feridos receberam um tratamento pelos canos das armas russas até que estivessem todos mortos.” Os comentários anti-semitas de Prüller despersonalizaram o inimigo. Tal qual vários soldados alemães, ele ficou surpreso em encontrar mulheres russas de uniforme. Dentro de um bolsão de resistência russa ele se deparou com “mulheres, completamente nuas e carbonizadas” que “estavam deitadas sobre ou ao lado de um tanque (soviético destruído). Horrível.” Ele conclui indignado: “Aqui nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra animais.” Da mesma maneira, os soldados americanos desumanizaram os seus adversários japoneses no Teatro do Pacífico e, mais tarde, os vietcongs no Vietnã nas décadas de 1960 e 1970; ou seja, essa é uma reação não necessariamente vinculada às sociedades puramente totalitárias. Prüller mais adiante observa: “entre os mortos russos há vários rostos asiáticos os quais tem uma aparência nojenta com aqueles olhos puxados.” Ele tinha ficado impressionado com toda aquela situação estranha. Em um parque na cidade de Kirovograd, alguns soldados se banhavam em um pequeno lago. “É curioso ver, bem à nossa frente, mulheres russas tirando a roupa sem vergonha alguma e caminhando peladas.” Ele continua: “Algumas delas até que valem a pena, especialmente com relação aos seios (…) A maioria de nós teria vontade de… mas então você repara nas mais sujas e te dá vontade de vomitar. Não há moral nenhuma por aqui! Revoltante!”

C O N T I N U A

Tradução: AReguenet

Análise Histórica Fotográfica da Segunda Guerra – Parte 02

Quando na preparação da Operação Barbarossa, uma das maiores operações militares já desencadeadas até aquele momento, o moral do soldado alemão estava alto, devido as expressivas vitórias ocorridas desde 1939. Meses antes do início da operação, o sistema político alemão concentrou uma forte propaganda entre os militares que formariam as primeiras ondas de ataque para criar a imagem de um inimigo miserável, cruel e que deveria ser destruído em sua totalidade; essa propaganda direcionada tentava imputar no soldado a ideia de que sua causa era justa e ele deveria colocar em prática todos os seus esforços para livrar o mundo do comunismo.

 Durante invasão e as primeiras conquistas de cidades soviéticas, o que se viu foi um povo aclamando os invasores como heróis libertadores, tudo que propaganda nacional-socialista queria. Soldado recebiam rosas e gritavam alegremente por sua “liberdade”. Reforçando ainda o estigma, os Vermelhos executam civis que etnia germânica, servido de subsídio para a confirmação da propaganda alemã.

 Na mesma propaganda desferida antes da operação, falava-se em uma vitória rápida, assim como fora as anteriores. Os comandantes de Unidades repassavam que toda a conquista seria finalizada em três ou quatro semanas, pois o inimigo era inferior e pouco combativo. E tudo levava a crer nas primeiras semanas que os objetivos seriam alcançados.

 Como sabemos as linhas de suprimentos, as ordens absurdas, o clima russo e o infinito material humano russa contribuíram para a destruição das forças que participaram da Operação Barbarossa e revertendo a invasão até a derrocada final de Berlim em 1945.

Curiosidades do Pré-Guerra – Parte II

Continua a serie dos principais eventos do Pré-Guerra:

Alemães na Guerra Civil Espanhola

Os alemães realizaram ataque com bombardeiros de mergulho Stuka, que faz parte da Legião Condor, sobre a Espanha em 30 de maio de 1939, durante a Guerra Civil Espanhola. O “X” preto-e-branco na cauda e asas é a Cruz de Santo André, as insígnias da Força Aérea Franco Nacionalista. A Legião Condor foi composta de voluntários do Exército e da Força Aérea alemã.(AP Photo).

Escondidos

Dezenas de famílias refugiadas em uma plataforma subterrânea do metrô de Madri, em 9 de dezembro de 1936, as bombas são lançadas por aviões rebeldes de Franco.(AP Photo).

As primeiras bombas do terror

Bombardeio aéreo em Barcelona em 1938 pela Força Aérea Nacionalista de Franco. A Guerra Civil Espanhola viu alguns pela primeira vez o uso extensivo de bombardeamento aéreo sobre alvos civis, e o desenvolvimento de novas técnicas de bombardeamento para causar terror.(Força Aérea Italiana).

Em terra

Na sequência de um ataque aéreo de 16 aviões rebeldes de Tetuan em Madrid, Marrocos espanhol, parentes dos presos em casas arruinadas apelam por notícias de seus entes queridos, 8 de janeiro de 1937. Os rostos dessas mulheres refletem o horror dos civis que não participaram dos combates.(AP Photo).

O Julgamento

O Julgamento

Um rebelde espanhol que se rendeu é levado a um Tribunal Marcial, com voluntários da frente popular e guardas civil, 27 de julho de 1936, em Madrid, Espanha.(AP Photo).

A Guerra

Um esquadrão fascista, apoiada por atiradores especialistas, mantem uma posição ao longo da frente robusta em Huesca no norte da Espanha, 30 de dezembro de 1936. (AP Photo).

O Presidente da Nação Neutra

Solenemente a nação expressa seu máximo esforço para manter o país neutro, o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt se dirigiu à nação pelo rádio a partir da Casa Branca, em Washington, 03 de setembro de 1939. Nos anos que antecederam a guerra, o Congresso dos EUA aprovou vários Atos de Neutralidade, comprometendo-se (oficialmente) a ficar fora do conflito.(AP Photo).

A Depressão

Riette Kahn ao volante de uma ambulância doada pela indústria do cinema americana para o governo espanhol em Los Angeles, Califórnia, em 18 de setembro de 1937. A Caravana Hollywood para a Espanha seria a primeira turnê dos EUA para arrecadar fundos para “ajudar os defensores da democracia espanhola” na Guerra Civil Espanhola.(AP Photo).

Antes do Desastre

O zepelim Hindenburg sobre a cidade de New York, o Empire State Building em Manhattan em 8 de agosto de 1936. O dirigível alemão estava a caminho de Lakehurst, New Jersey, da Alemanha. O Hindenburg viria a explodir em uma bola de fogo espetacular acima Lakehurst em 06 de maio de 1937.(AP Photo).

Nazistas Americanos

Dois nazistas americanos em seus uniformes na porta de seu escritório em Nova York, em 01 de abril de 1932, quando a sede é aberta. “NSDAP” está para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou, em Inglês, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, normalmente abreviado para “Partido Nazista” apenas.(AP Photo).

Guerra do Gás

Maior demonstração da Inglaterra para proteção de um ataque com gás foi encenado, 16 de março de 1938, quando 2.000 voluntários em Birmingham vestiram máscaras de gás e passaram por um túnel. Estes três bombeiros foram totalmente equipados, de botas de borracha e máscaras, para a simulação da “invasão” do gás. (AP Photo).

Os Dois do Eixo

Adolf Hitler da Alemanha e da Itália Benito Mussolini cumprimentam-se no aeroporto em Veneza, Itália, em 14 de junho de 1934. Mussolini e seus fascistas conversam longamente com Hitler, mas os detalhes de suas conversas pouco foram noticiados.(AP Photo).

Começa a guerra contra os judeus

Quatro adeptos dos nazistas cantam na frente da filial de Berlim da loja Woolworth Co. durante o movimento para boicotar a presença judaica na Alemanha, em março de 1933. Os hitlerianos acreditam que o fundador da Woolworth Co. fosse judeu.(AP Photo).

A Loja de Disco

O estande nazista em uma exposição de rádio realizada em Berlim em 19 de agosto de 1932. O estande foi concebido como propaganda da indústria nazista de gramofone, os discos que produzem somente os registros dos movimentos da nacional-socialista.(AP Photo).

Começa a Juventude Hitlerista

Milhares de jovens reuniram-se para ouvir as palavras de seu líder, Reichsführer Adolf Hitler, enquanto se dirigia a convenção do Partido Nacional-Socialista em Nuremberg, Alemanha em 11 de setembro de 1935.(AP Photo).

Hitler em Munique

Adolf Hitler sendo aplaudido pelas ruas de Munique, Alemanha, 09 de novembro de 1933, durante a celebração do 10º aniversário do movimento nacional-socialista.(AP Photo).

Em Forma

A Juventude Hitlerista honra o “soldado desconhecido”, formando um símbolo da suástica em 27 de agosto de 1933 na Alemanha.(AP Photo).

Tanques antes da Guerra

O exército alemão demonstrou sua força diante de mais de um milhão de habitantes durante o festival da colheita em todo o país, perto de Hanover, Alemanha, em 4 de outubro de 1935. Aqui estão dezenas de tanques alinhados pouco antes do festival começar. Desafiando disposições do Tratado de Versalhes, a Alemanha começou o rearmamento em si em uma taxa rápida logo após Hitler chegar ao poder em 1933.(AP Photo).

Saudações Nazistas

Milhares de alemães participam no Grande Encontro da Nacional Socialista em Berlim, Alemanha, em 9 de julho de 1932.(AP Photo).

Prontas

Um grupo de meninas alemãs fazem fila para aprender a cultura musical sob os auspícios do Movimento da Juventude Nazista, em Berlim, Alemanha em 24 de fevereiro de 1936.(AP Photo).

Convenção

Convenção do partido nazista, em andamento em Nuremberg, Alemanha, em 10 de setembro de 1935. (AP Photo).

O Campeão Negro Americano na Alemanha Ariana

Jesse Owens América, em continência durante o recebimento de sua medalha de ouro,  11 de agosto de 1936, depois de derrotar a Alemanha nazista de Lutz Long, durante os Jogos Olímpicos de Verão em Berlim em 1936. Naoto Tajima do Japão, ficou em terceiro. Owens triunfou na competição de atletismo, ganhando quatro medalhas de ouro nos 100 metros e 200 metros, salto em distância e 400 metros no revezamento. Ele foi o primeiro atleta a ganhar quatro medalhas de ouro em uma única edição dos Jogos Olímpicos.(AP Photo).

O Homem do Guarda-Chuvas

Premier britânico Sir Neville Chamberlain, em seu retorno de conversações com Hitler na Alemanha, no aeródromo em Heston, Londres, Inglaterra, em 24 de setembro de 1938. Chamberlain trouxe com ele um termo, mais tarde a ser chamado de Acordo de Munique, que, em um ato de tratado, permitiu que a Alemanha anexasse os Sudetos da Tchecoslováquia.(AP Photo / Pringle).

 

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