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Não Era Qualquer Navio, Era O BISMARCK!

  Não estamos falando de qualquer encouraçado da Segunda Guerra, estamos falando do Bismarck, o mais famoso dos navios de guerra. A História do Bismarck já é bem conhecida e já publicamos vários artigos aqui no BLOG sobre a caça que terminou com o afundamento do navio na sua primeira missão. Agora vamos apresentar o Bismarck de forma diferente, em toda a sua pompa, antes de se aventurar pelos mares contra os ingleses. Na segunda publicação vamos mostrar a “Caçada” ao navio de Hitler em Quadrinhos lançado logo depois dos ataques nos Estados Unidos. E por último uma análise da expedição que descobriu o navio com fotografias da situação dele hoje.

 

Causos e Contos da Força Expedicionária Brasileira – III

Alguns Causos enviados pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.

O 2º Escalão da FEB embarcou no dia 22 de Setembro de 1944, às 12:15 hs, rumo à saída da barra, de onde podia-se vislumbrar sem binóculo o relógio da Central de Brasil.  As lembranças dos entes queridos que ficavam para trás daqueles montes, nos vinham nítidas à memória. Quando voltaríamos a rever essas praias saudosas? Quando voltaríamos a transpor essa barra, de regresso à nossa Pátria querida?

Vários causos podem ser lembrados nesta travessia do Atlântico rumo ao Teatro de Operações da Europa, que relatamos agora:

            “Lá vem peixe – Lá vem tu-tu-tu”

O que chama a atenção no início do trajeto a bordo do General Mann, eram as ordens transmitidas a todo o navio, pelos inúmeros alto falantes, em inglês, para os americanos e, em português para os brasileiros. Estas ordens sempre eram precedidas por um agudo silvo, e os soldados logo aprenderam que depois do apito viria uma novidade, e gritavam: “Lá vem peixe, lá vem peixe!”

Uma das ordens mais comuns era para este ou aquele oficial ou marinheiro telefonar para o telefone 222, terminando as ordens pelo infalível “two, two, two”. Nossa rapaziada achava graça naquela história e gritava: “Lá vem o tu, tu, tu! Olha o tu, tu, tu!”

            “Lixo, lixo!”

Muitos soldados se divertiam na popa do navio, formando duas alas, entre as quais passavam os marinheiros, encarregados de levar o lixo para o depósito. Os pracinhas gritavam: Lixo, lixo! Dizendo outras palavras inventadas, fingindo que falavam inglês.

Os americanos achavam graça e, pensavam que lixo queria dizer; “Abram passagem”, ou coisa parecida. Na volta os próprios americanos vinham gritando também: “lixo, lixo!”

            “Confusões”

Muitas confusões interessantes ocorreram entre brasileiros que não sabiam falar  bem o inglês e americanos que não sabiam falar bem o português.

O dentista do Q.G., o Ten Paulino de Melo, estava comendo um bombom perto de uma americano e, querendo ser educado perguntou-lhe assim: “Want you a good-good?” Ao que o americano lhe respondeu em ótimo português: “Não, obrigado, não gosto de bombom”.

Uma outra foi com o Sgt Enfermeiro Menésio dos Santos, que desejava visitar a enfermaria de bordo. Dirigiu-se à sentinela, com a frase já engatilhada: “Permit I visit the enfermar?” Respondeu-lhe a sentinela, que havia passado vários meses no Rio de Janeiro: “Não pode ser, cai fora!”

Extraído do Livro “A Epopéia dos Apeninos” de José de Oliveira Ramos

Os Navios Brasileiros Torpedeados – Quinta Parte

            O Navio “Gonçalves Dias”, navegava ao sul do Haiti em direção ao Porto de New Orleans, transportando uma carga de café, e por volta das 21h15min do dia 24 de Maio de 1942, quando sentiu-se um forte impacto, do primeiro torpedo e, logo a seguir um segundo torpedo o atingiu. Era um ataque do submarino alemão U-502, sob comando do Capitão Jorger Von Rodsentiel.

            Com o impacto o geradores de energia se desligaram, impossibilitando qualquer pedido de socorro feito via rádio. Apenas duas baleeiras estavam em condições de entrar na água e, nelas embarcaram os 44 sobreviventes e quando  procuravam afastar-se o mais rapidamente da embarcação que afundava rapidamente, viram surgir primeiro a torre e depois todo o submarino a cerca de 30 metros de distância. Posteriormente, quatro homens de aparência alemã surgiram no passadiço, e um deles falando em inglês com forte sotaque alemão, procurou saber qual a nacionalidade do navio, sua procedência e porto de destino, e depois de confabularem entre si, indicaram a direção da terra e se foram. Faziam parte da tripulação 52 homens, dos quais 6 vieram a falecer.

            O Navio “Alegrete” já alcançara Santa lúcia, nas Antilhas e acabara de transpor o farol de Moule Chique, quando o seu Comandante Gomes de Souza pensou ter avistado o periscópio de um submarino, e chamou rapidamente o rádio telegrafista para comprovar mas este, entretanto ele nada pôde constatar. Eram 13h30min de 1º de Junho e, por volta das 17 horas o comandante se encontrava na cabine, recebendo a comunicação que a pouco tempo atrás, um outro navio brasileiro havia sido atingido por um torpedo, quando foi sentido um violento impacto e, imediatamente ele enviou o sinal de SOS e ao mesmo tempo, destruiu todos os códigos de cifras do Estado Maior da Armada, bem como as instruções que recebera em Belém do Navy Control.

            Mandou descer as quatro baleeiras e nelas se acomodaram os 64 tripulantes e, o navio foi deixado com todas as luzes acesas. Duas horas depois do ataque, quando já anoitecera, os náufragos viram a embarcação receber 18 tiros de canhão, além do impacto de mais dois torpedos.

            O comandante do submarino U-156, o Capitão Hartersteis não se contentou apenas em torpedeá-lo, mandou destruí-lo a tiros.

Segundo os arquivos da Marinha alemã, e a relação do almirante britânico, mais dois navios brasileiros foram postos a pique pelo submarino alemão U-159, que estava sob o comando do Capitão Witte. Um destes foi o Navio “Paracuri”, que transportava 64 tripulantes, que felizmente, escaparam ilesos. A outra embarcação não foi identificada, mas ambos foram afundados no Atlântico Norte.

            O Navio “Pedrinhas” pertencia à Companhia de Comércio de Pernambuco,  pesava 3.666 toneladas e, quando navegava do Porto do Recife, com destino à cidade de Nova Iorque, sob comando de Ernesto Mamede Vidal. No dia 26 de Junho, quando se localizava a 23º07N e 62º06W, frente a Porto Rico, recebeu o impacto do torpedo que partiu do submarino U-203, comandado pelo capitão Rudolf Mutzelburg.

            A tripulação era composta por 48 homens, e a guarnição da peça de artilharia da Marinha de Guerra, que salvaram-se ao chegar na costa de Porto Rico.

            O Comandante José martins, do Navio “Tamandaré”, recebeu a informação de que a zona que teria de navegar estava infestada de submarinos e decidiu, portanto, alterar sua rota. Ele navegava tranquilamente, quando foi informado da presença de um submarino nazista avariado, que  havia submergido.

            Ao verificar a rota do inimigo, achou que poderia enfrentá-lo com a artilharia de bordo e, fez os cálculos e preparou-se  para o ataque. Atirou várias vezes, mas o inimigo, com manobras rápidas se defendeu, e durante a noite preparou o contra ataque para iniciá-lo no dia 26 de Junho, às 02h10min o U-66, sob comando do Capitão Frederich Markworth, lançou um torpedo que atingiu em cheio a embarcação brasileira. Vale ressaltar que este submarino era bem menor do que o que foi atacado pelo Navio “Tamandaré”, que tinha uma tripulação de 52 homens, dos quais 4 morreram.

Tripulação

 

Os Navios Brasileiros Torpedeados – Segunda Parte

            Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior:

          Os alemães atuando no atlântico sul iniciaram os ataques a nossa Marinha Mercante, deixando vítimas e causando a revolta do povo brasileiro. Nos ataques perdemos no mar 469 tripulantes, sendo 121 oficiais, 08 comandantes: Pedro Veloso da  Silveira(Cabedelo), José Moreira Pequeno(Cairu), Renato Ferreira da Silva(Piave), Augusto Teixeira dos Santos(Araraquara), Almiro Galdino de Carvalho(Osório), Américo de Moura Neves(Antonico), Acácio de Araújo Faria(Tutóia) e Arthur Monteiro Guimarães(Bagé), juntamente com eles faleceram também 502 passageiros, dos quais mulheres e crianças.

            Os alemães atacaram embarcações que estavam despreparadas para enfrentar qualquer ataque, sendo a primeira embarcação o Navio “Taubaté”, em 22 de Março de 1941, quando navegava do Chipre para Alexandria, totalmente identificado, com a bandeira brasileira pintada dos dois lados e sobre o convés, quando foi atacado por um avião da Luftwaffe, que lançou bombas ao redor do navio.

            Ao iniciar o ataque, o Comandante Mário Tinoco mandou içar imediatamente a bandeira nos mastros de proa, e no mastro central um pano branco. Estas indicações de nada adiantaram, pois o navio foi duramente atingido abaixo e acima da linha de flutuação e, o mais triste foi que o seu conferente Fraga foi metralhado e morto em pleno convés, e vários outros tripulantes ficaram feridos, sendo 13 em estado grave.

              Outro incidente ocorrido em 18 de Março de 1941, foi o desaparecimento do Navio “Santa Clara”, que viajava com carga para o Governo Federal, e supõe-se que tenha naufragado nas costa dos Estados Unidos, com perda total de sua tripulação. Os jornais anunciaram o seu desaparecimento, então o governo entrou em contato com o Embaixador Carlos Martins, solicitando que ele verificasse junto ao governo norte americano, as condições meteorológicas no dia e local do   acontecimento. A resposta foi que no dia houve um forte temporal, e que era impossível determinar as causas do desaparecimento.

            O governo não aceitou esta resposta, e com o prosseguimento das investigações, as suspeitas de que as condições do tempo estavam perfeitas, o que reacenderam as suspeitas que ele havia sido mais uma vítima da campanha submarina do Eixo. A perda foi total e o Navio “Santa Clara” foi o primeiro navio da nossa Marinha Mercante a ser atacado.

             O Navio “Buarque” foi torpedeado pelo submarino alemão U – 432, comandado pelo Capitão Heinz O.  Schultz em 16 de Fevereiro de 1942. Esta embarcação foi construída nos Estados Unidos e pertencia ao Lóide Brasileiro e tinha 5.152 toneladas, e havia partido de Curaçao nas Antilhas, com destino a Nova Iorque, quando às 0h45min do dia 16 e estava a 60 minutos do Cabo Hatteras, posição 36º 13N e 74º 5N recebeu o impacto do torpedo. Na ocasião ele transportava 74 tripulantes e 11 passageiros, sendo que um destes veio a falecer.

 

Friedrich Guggenberger, Comandante do U513 - Atuou na Costa Brasileira

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