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Batalha das Ardenas – Uma Tentativa de Negociar a Paz?

Quando dezembro inicia de 1944 ainda pairava as apostas que o aquela guerra se encerraria até o natal. Ninguém, pelo menos os anglo-americanos, nem imaginavam o que estava por vir. Já no início daquele mês de inverno, estava sendo elaborada a operação Unternehmen Wacht am Rhein (“Operação vigília sobre o Reno”), nome dada a contra-ofensiva alemã que visava a separação dos exército americanos e britânicos, capturando a região da Antuérpia e Bélgica.

Sempre se questiona qual era a intenção de Hitler já que empregou suas melhores tropas nessa contra-ofensiva, abrindo mão da proteção de suas fronteira no oriente. Evidentemente o sacrifício das unidades de Walter Model tinha um caráter mais estratégico do que militar. Segundo Lev Bezymenski, historiador russo, Goebbels, com a autorização do Führer, já tinha aberto um canal de comunicação com industriais e empresários suíços para tentar conduzir a Alemanha a uma paz negociada, tendo como premissa a manutenção da cúpula nazista no poder, o que foi prontamente rechaçada pelos americanos e ingleses, seu objetivo era uma paz em paralelo para conter o inimigo soviético que devorava a frente oriental. Segundo o mesmo Bezymenski, Hitler, sabendo da posição dos Ocidentais, declara: “Vou provar para os ingleses e americanos que não há paz que não seja comigo”.

No final das contas a batalha se concentrou sobre a cidade de Bagstone e isolou algumas das melhores unidades americanas por algumas semanas. Com a melhoria das condições climáticas e completa e absoluta superioridade aérea aliada, as unidades alemães ficaram sem qualquer apoio e não resistiram muito a chegada do 3º Exército de Patton.

O custo da tentativa de mostrar que a Alemanha ainda possuía condições de guerra custou entre 60 a 100 mil alemães mortos e feridos e 19 mil americanos mortos e 47 mil feridos, do lado inglês 1040 mortos e feridos.

Dia D – Análise, Fatos e Fotos

A Operação Overlord sem dúvida entrou para história das guerras não apenas pelos seus números de homens e equipamentos, mas por alguns outros motivos que gostaria de analisar nesta publicação. Muita gente gosta de entender o Dia D segundo uma concepção americana, como uma operação americana, mas outras nações lutaram e perderam seus filhos no Dia D, e merecem o crédito pelo sucesso e pelos fracassos dessa batalha que devolveu a Europa Continental para seus povos.

É importante entender que os franceses se sentiam humilhados desde sua rendição em 1940, sendo tratados como colônia alemã, com boa parte de seus recursos sendo enviados para o esforço de guerra alemão, observando uma queda no potencial econômico, tendo que pagar um altíssimo espólio de guerra. Evidentemente todos queriam a liberdade.

Na preparação para o Dia D, já se verificava a estimava as baixas civis e a destruição de cidades francesas, principalmente as mais próximas do litoral. Esse era o preço a se pagar pela liberdade da França. Um exemplo que podemos tomar como base, foi à situação da cidade de Caen, previsto por Montgomery para ser tomada ainda no Dia D. Passados semanas, ainda continuava em poder dos alemães. Foi nesse momento que ficou decidido que a cidade inteira seria destruída por um maciço bombardeio aéreo. Sobrou muito pouco da secular Caen para contar a História. Infelizmente esse tipo de procedimento não foi uma exceção no Dia D e nas semanas subsequentes cidades inteiras foram destruídas, seja pelo ardor do combate local da infantaria, seja pelo fogo da artilharia ou pelo poder aéreo.

Temos que pensar que a libertação da França era crucial para todo o esforço de guerra, certo? Claro, mas toda uma guerra política estava se desenhando. Os Aliados sabiam que Stálin tinha intenções expansionistas tão agressivas quanto à própria Alemanha de Hitler, se contar o fato de que em 1940, quando a França caiu nas mãos da Wermarcht, os soviéticos e alemães eram parceiros. Então o Dia D foi uma jogada política? Isso também é verdade, mas o Dia D foi muito mais que isso. Marca a retomada do brio Inglês, expulso e quase destruído quando na queda da França, o velho Churchill reaviva a coragem e determinação do seu povo, com a retomada a ofensiva no continente.

Num composição ainda mais prática das dificuldades do Dia D, a falta de entendimento e até mesmo o desdém entre as tropas americanas e inglesas, que não se entendiam ou se suportavam. Era como se juntássemos em um mesmo Exército brasileiros e argentinos, com certeza lutariam juntos, mas com muita briga e birra. E essas desavenças aconteciam em toda a cadeia de comando, do alto escalão ao soldado mais recruta. Quem não sabe da eterna disputa entre Patton e Montgomery? O próprio Eisenhower trocava suas farpas com o Monty e outros comandantes. Contudo foi o próprio General Ike que conseguiu alinhar os objetivos e juntar soldados tão diferentes.

Um último aspecto foi o tipo de tropa utilizada no Dia D. Do lado dos Aliados, a maioria esmagadora eram de soldados com muito treinamento, mas nenhuma experiência em combate, estando pela primeira vez na linha de frente. Isso é determinante quando levamos em conta que o soldado experimentado tem receios latentes, pois já viu ou conviveu com a morte de perto, enquanto o soldado bem treinado, mas sem ter participado da guerra, tem ainda a mente livre para combater sem complexos ou fobias. Do lado alemão boa parte de suas tropas formadas dos Batalhões Ost, estrangeiros que lutavam para defender suas vidas, geralmente com um alemão experiente apontando sua arma para eles lutarem até à morte. Evidentemente havia tropas preparadas na região, como é o caso da Divisão Paraquedista Alemã, que estava presente nas defesas do Dia D.

No final foi uma operação dura para qualquer tropa e suas consequências, sejam elas políticas ou locais, serviram para moldar o mundo como o conhecemos hoje.

Dossiê Generais da Segunda Guerra – George Smith Patton Jr. – Parte I

George Smith Patton Jr. nasceu em San Gabriel, Califórnia, Estados Unidos, para os ricos George Smith Patton e Ruth Wilson, embora ele era o terceiro George Smith Patton, ele recebeu o sufixo de juniores como se ele fosse o segundo. De sua linhagem paterna, seu avô era brigadeiro-general George Smith Patton dos Estados Confederados da América, seu pai era um advogado e político que se formou a partir do Virginia Military Institute, na Virgínia, Estados Unidos, em 1877, e três de seus tios também foram policiais militares; do lado de sua mãe, ele descende de vários empresários com diferentes graus de sucesso. Patton, que se preocupava muito com negócios, escolheu seguir os passos dos comandantes militares. Parte da influência também veio de John Singleton Mosby, um ex-oficial da cavalaria confederada, que era um amigo da família. Embora ele comumente acreditasse sofrer de dislexia não diagnosticada, ele amava a leitura, particularmente história militar. Seu amor pela leitura foi algo cultivado por seus pais. Ele participou Instituto Militar da Virgínia por um ano, e depois através de conexões de seu pai conseguiu uma transferência para o United States Military Academy em West Point, New York. Ele era um atleta talentoso e praticava esportes e se saia bem em esgrima e hipismo. Academicamente, ele teve um bom desempenho em todas as disciplinas, exceto para a matemática. Na verdade, ele teve que repetir o primeiro ano em West Point, pois seu grau de matemática foi insatisfatório; um homem orgulhoso, completou a na sua segunda tentativa do seu primeiro ano com honras. Ele se formou em West Point em 1909. Inicialmente, ele debateu se ele se uniria a infantaria ou a cavalaria na promoção ao oficialato, o primeiro era o núcleo do Exército dos Estados Unidos, enquanto o segundo tendia a ser considerado um ramo de elite. Ele escolheu a segunda opção.

 Patton se casou Beatrice Ayer Banning em 26 de maio de 1910, ela era filha de um comerciante muito rico da do ramo têxtil; o casal viria a ter três filhos, Beatrice, Ruth Ellen, e George III.

 Patton competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1912 em Estocolmo, Suécia, competindo no pentatlo moderno, terminando em quinto lugar geral (7º de 37 nos 300 metros nado livre, 4º de 29 em esgrima, hipismo, em 6º de cross-country, 3º de 15 em 4 km correndo cross crountry, e 20º dos 32 no tiro de pistola), ele acreditava que deveria ter recebido uma posição melhor no evento de disparo de pistola, havia afirmado que pelo menos um dos seus tiros passaram pelo mesmo buraco de um concorrente anterior, mas não apresentou qualquer queixa com as decisões dos juízes. Também fez da equipe americana de Pentatlo Moderno dos Jogos Olímpicos de 1916, mas os jogos foram cancelados devido a 1ª Guerra Mundial.

 Para o restante de 1912, Patton estudou esgrima com especialistas em Dresden, Berlim e Nuremberg, na Alemanha, e então ele estudou com Adjunto M. Clery, que foi considerado o melhor espadachim na Europa, em Saumur, na França, na Escola de Cavalaria do Exército francês. Seu relatório dessa experiência foi publicado em 1913 na edição do Jornal de Cavalaria, uma publicação militar americana. No verão de 1913, ele retornou à Saumur para uma segunda sessão com Clery, e ao retornar foi nomeado como o mais jovem mestre do Exército dos EUA da Espada, sendo o instrutor de esgrima em Fort Riley, Kansas, Estados Unidos. No mesmo ano, o Departamento de Material Bélico do Exército dos EUA começou a produzir o modelo Sabre Cavalaria 1913 projetado por Patton, que foi apelidado de Sabre Patton, o projeto foi feito para empurrar, diferente do sabre padrão anterior que foi utilizado para cortar. Em 1914, ele publicou o manual de Exercício com Sabre.

Durante a Expedição do México de 1916 a 1917, as forças americanas cruzaram a fronteira com o México depois que as forças paramilitares do México do insurgente Francisco “Pancho” Villa invadiram cidades nos Estados Unidos. Temendo que sua unidade não seria enviada ao México, portanto, e temendo a possibilidade de não participar da campanha que se aproximava, Patton procurou John Pershing, que fez dele seu assessor. Durante a expedição, enquanto servia como ajudante de ordens atacou um pequeno grupo de rebeldes mexicanos, matando vários líderes, incluindo Julio Cardenas. Depois de amarrar alguns dos mortos no capô dos carros como se fossem troféus, ele comandou uma pequena coluna de veículos e combateu os insurgentes mesmo com um número reduzido de blindados. Esta ação foi considerada como o primeiro ataque de veículos blindados americanos. O público soube da Patton pela primeira vez depois desse ataque, sendo destaque em vários jornais de grande circulação do país.

 Durante este tempo, a irmã Anne Patton se envolveu com Pershing, o que agradou Patton. Em uma carta de Patton para sua esposa, ele observou que Anne pode em breve superá-lo. Para sua decepção, no entanto, nunca se materializou um casamento. A relação de trabalho e amizade entre Pershing e Patton, no entanto, manteve-se próximo.

 No início da entrada americana na 1ª Guerra Mundial, Patton promovido ao posto de capitão. Quando Patton pediu um comando liderando as tropas na frente, Pershing o designou para o recém-formado corpo de tanques. Neste papel, ele inicialmente observado ações das unidades de tanques franceses para aprender sobre estas novas armas. Em 23 de março de 1918, ele recebeu seus primeiros dez tanques na Escola Central de Tanques Langres, França. Em agosto 1918, ele se tornou o comandante da 1ª Brigada Provisória de Tanques dos EUA (re-designado a Brigada de Tanques 304 em 06 de novembro). Com essa unidade, participou na batalha de Saint-Mihiel e na Ofensiva Meuse-Argonne. Em 26 de setembro de 1918, ele foi ferido na perna esquerda, enquanto levando seis soldados em um tanque contra posições inimigas, perto Cheppy, França, a guerra terminaria enquanto ele se recuperava dessa lesão. Ele foi condecorado com a Cruz de Serviços Distintos, a Medalha de Serviços Distintos, e a medalha Purple Heart por seu serviço WW1.

Autor do Artigo: C. Peter Chen

Calendário Histórico – 23/03

Com o objetivo de olhar para trás e saber os principais acontecimentos que marcaram a história do homem, vamos postar algumas datas importantes que coletamos.

Vocês podem enviar datas que por acaso passem em “branco”, ficando à vontade para sugerir os assuntos que achem interessante acrescentar.

Email: blogchicomiranda@gmail.com

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL  – 23/03/1939

Tropas Alemães ocupam o Memel na fronteira entre a Prússia Oriental e a Lituânia. A Polônia avisa a Alemanha que uma tentativa similar de tomar Danzig levará à guerra.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL  – 23/03/1942

Os japoneses ocupam as ilhas Andaman e atacam Port Moresby


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL  – 23/03/1945

Patton cruza o Reno em Oppenheim

Primeira conferência mundial sobre comércio

No dia 23 de março de 1964, 119 países participam em Genebra da primeira conferência mundial sobre comércio, organizada pelas Nações Unidas

Um dos principais objetivos dos representantes de 75 países em desenvolvimento que participaram da conferência era garantir bons preços às suas matérias-primas no mercado mundial. Essa meta, assim como a tentativa de vender aos países ricos sua produção industrial e garantir empregos, não foi aceita pelo Hemisfério Norte.

Os países desenvolvidos, por sua vez, resolveram “fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para criar melhores condições para uma nova ordem mundial”.

O único resultado concreto desta Conferência da ONU de Comércio, Energia e Desenvolvimento, que, aliás, custou 25 milhões de francos suíços, foi a intenção de organizá-la regularmente e a iniciativa de formar a Organização das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Esta acabou sendo criada em dezembro do mesmo ano.

Instituição internacional para questões de desenvolvimento

A Unctad foi criada como entidade intergovernamental permanente para tratar das questões do desenvolvimento e outros assuntos sobre comércio, finanças, tecnologia e desenvolvimento sustentável.

Seu objetivo oficial: “Aumentar ao máximo as oportunidades de comércio, investimentos e progresso dos países em desenvolvimento, ajudando-os a fazer frente às consequências da globalização e da integração da economia mundial em condições equitativas. Atuar na expansão e diversificação das exportações, na abertura de mercados e ajuste de estruturas produtivas dos países em desenvolvimento.”

Atualmente, a entidade funciona mais como um fórum para debater temas de interesse de seus membros. As negociações mundiais sobre acessos a mercados acontecem na Organização Mundial do Comércio (OMC), criada em 1995 para substituir o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), que vigorava desde 1948.


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