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Posts Tagged ‘Stalingrado’

O Soldado Alemão – O Melhor do Mundo?

O povo alemão foi considerado por muito tempo um povo cruel e militarizado, graças a campanha disseminada no pós-guerra. A principal característica oriunda dessa mística é disciplina notória dos alemães. Por isso o soldado alemão foi muito tempo considerado o melhor soldado do mundo, disciplinado e combativo. E as batalhas iniciais da Segunda Guerra elevariam essa observação para o seu mais alto nível.

Com o passar da guerra e com a rendição das forças do General Paulus em Stalingrado, o que o mundo viu e os soviéticos não cansavam de repetir, era de que o soldado alemão era tão humano como qualquer outro soldado de qualquer outro exército. Sujeito aos traumas e medos da guerra. Embora ainda senhora de milhões de quilometros quadrados de território, a máscara do soldado invencível caíra com o  6º Exército.

Quando as forças anglo-americanas abriram uma nova frente na França, o que se via era um Exército já bastante debilitado. Soldados com idade avançada ou muito jovens e unidades inteiras de estrangeiros. Claro, ainda contavam com forças extremamente combativas, mas muito longe da mística de invencibilidade do soldado alemão.

No final da guerra pouca coisa sobrou daquele soldado que era considerado quase uma força de outro planeta invadindo a França. O que sobrou eram os maltrapilhos e os doentes integrantes de uma exército derrotado.

Por fim não existem exércitos invencíveis, nem soldados invencíveis, o que realmente existe são homens muito bem treinados e equipados, mas que no final das conta são apenas homens, nada mais. Outros conflitos no pós-guerra iriam provar que exércitos poderosos poderiam ser vencidos, o Vietnã seria o maior exemplo.

Com vocês a galeria com a face do soldado que já fora considerado invencível.

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte VIII

PARTE 8

“De repente os russos começaram a atirar contra nós” conta o soldado Michael Beer. Rajadas de armas automáticas e de metralhadoras varriam através dos grupos separados de prisioneiros alemães amarrados e seminus. Karl Jäger, conduzido pela estrada no sentido norte, de início ficou surpreso com o tiroteio que acontecia entre os grupos que vinham atrás. Segundo ele, “O pânico se instaurou logo após os primeiros tiros e então eu consegui fugir.”. Granadas de mão foram lançadas entre os grupos compostos de sub-oficiais e oficiais que tinham sido separados para um tratamento especial. Eles sofreram ferimentos graves.

Na manhã seguinte, soldados e tanques da 25ª Divisão (alemã) fizeram um pente fino pelo campo: 153 corpos seminus foram encontrados, suas peles brancas e pálidas fazendo um contraste patético contra um fundo de verde exuberante. Um grupo de 14 soldados teve os órgãos genitais arrancados. Entre os corpos estava o de Hermann Heiss, gravemente ferido. Ele foi reconfortado pelos soldados alemães. Olhando em volta em uma cena de completa devastação, ele viu “que a cabeça do meu camarada” que tinha urrado de dor “estava completamente aberta (…) A maioria dos soldados estava morta” ou acabaram morrendo devido aos ferimentos. Apenas 12 sobreviveram.

Caminhões abertos foram trazidos e os corpos seminus empilhados até em cima. Eles formavam uma mistura de membros emaranhados e grotescamente enrijecidos devido ao rigor mortis. A luz do sol reluzia nas tachas das botas espalhadas por sobre os lados dos caminhões que tiveram as suas abas abaixadas de modo a poder acomodá-los. Um cemitério militar foi criado na parte externa da igreja em Broniki. Pode-se imaginar o efeito causado aos soldados da 25ª Divisão, obrigados a limpar a cena do massacre. Em silêncio eles prometeram vingar a morte de seus companheiros.

Durante os estágios iniciais da campanha, as mutilações nos olhos e nos órgãos genitais dos prisioneiros alemães eram infligidos com tal freqüência que acabaram por aumentar ainda mais o desconforto diante da perspectiva de uma possível captura pelo inimigo. A rapidez da Blitzkrieg por muitas vezes cobrava seu preço em razão dos avanços imprudentes de modo que prisioneiros de guerra não eram apenas um fenômeno russo. Mais de 9.000 alemães foram dados como desaparecidos em julho, 7.830 em agosto, e perto de 4.900 em setembro de 1941. Embora mais tarde a taxa de mortalidade dos alemães capturados pelos russos viesse a cair, mesmo assim ainda nesse estágio entre 90 e 95% morreriam nas mãos dos seus captores. Esses números são insignificantes se comparados com o destino dos milhões de prisioneiros soviéticos, porém eram suficientes para criar um receio considerável entre os soldados alemães. Um relatório da 26ª Divisão (russa) datada em 13 de julho de 1941 mencionou que 400 inimigos foram deixados mortos no campo de batalha a oeste de Slastjena e “uns 80 alemães se renderam e foram executados.”. Um outro relatório – também capturado – de uma companhia apresentado pelo capitão Gediejew em 30 de agosto fazia referência aos inimigos mortos, aos canhões e morteiros capturados e a “15 feridos que foram fuzilados.”.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte VII

 PARTE 7

O soldado russo, o qual previamente não tinha quase que nenhum respeito por parte dos alemães, virou em um objeto a ser temido. Ele respondia, nos mesmos termos, aos excessos praticados contra ele e contra o seu povo. “Eu sempre tive medo dos russos” admitiu o soldado alemão Erhard Schaumann, pertencente ao Grupo de Exército Centro, “não apenas pelo grande número, mas também pelo fato deles estarem tão ligados à natureza.”. Os soldados russos eram mestres na relação com o meio ambiente, com as florestas, com os pântanos e eram particularmente adeptos ao combate noturno. Schaumann relata: “Por outro lado nós, por força da nossa cultura, éramos incapazes e dificilmente conseguíamos reagir como um animal acuado, tão identificado com a natureza.” A ignorância para com o inimigo fomentava o medo que, por sua vez, estimulava o comportamento desumano: de acordo com o relato do soldado das divisões Panzer Hans Becker, “bestialidade produz mais bestialidade.” Para ele, “não há nada que justifique as enormes atrocidades as quais nós cometemos contra a sua raça.” Roland Kiemig, outro soldado alemão, fez a seguinte reflexão após a guerra:

“Se eu fosse atacado, como foram os russos atacados pela “hordas germânicas” (e para eles nós éramos apenas “hordas fascistas” – comportamento justificado em parte por nós mesmos), então eu teria lutado até o fim.”

Em 1º de julho de 1941, nove dias após o início da campanha, 180 soldados alemães entre artilheiros e infantes pertencentes ao 35º Regimento e ao 119º Regimento foram capturados durante um contra-ataque repentino na estrada entre Klewan e Broniki na Ucrânia. Eles pertenciam a duas formações de infantaria motorizada as quais inadvertidamente se depararam contra uma força soviética superior composta de 1 divisão mais a metade de outra e foram prontamente dominados. Os prisioneiros, a maioria composta de feridos, foram conduzidos para um campo ao longo de uma estrada e ordenados para que se despissem. O Gefreiter Karl Jäger começou a apressadamente a tirar a sua túnica além de “ser obrigado a entregar todos objetos valiosos incluindo tudo que tínhamos em nossos bolsos.”. Nesta fase inicial após a captura, os prisioneiros geralmente obedeciam pois estavam ainda em estado de choque e preocupados com as suas vidas. Os soldados feridos tiveram dificuldades para se despirem. Jäger se lembra de um sub-oficial conhecido, Gefreiter Kurz, lutando para tirar o cinto devido à sua mão ferida. Para o seu horror, Jäger viu “ele ser apunhalado por trás, na nuca, de modo que a baioneta saiu pelo pescoço.”. Impressionados, os outros soldados desesperadamente removeram as suas túnicas. Outro soldado, ferido gravemente, foi chutado e espancado na cabeça com as coronhas dos rifles. Completamente intimidados, os prisioneiros alemães foram sendo encaminhados para o norte da estrada em grupos de 12 a 15 homens. Muitos estavam seminus e “outros completamente nus” lembra Jäger. O Oberschütze Wilhelm Metzger disse: “os russos (…) levavam tudo o que tínhamos: anéis, relógios, sacos de dinheiro, insígnias dos uniformes, e então eles começaram a pegar nossas jaquetas, camisas, sapatos e meias.”. O soldado Hermann Heiss teve as suas mãos amarradas para trás de maneira bem tosca como a maioria dos soldados. Eles então foram forçados pelos soldados russos a deitarem sobre um campo verdejante de trevos. Heiss descreveu quando:

“Um soldado russo me apunhalou no peito com sua baioneta. Neste momento eu me virei. Eu então fui apunhalado por sete vezes nas costas. Eu não me mexia. Evidentemente que os russos acharam que eu estava morto (…) Eu podia ouvir os gritos de dor dos meus companheiros e então eu desmaiei.”

C O N T I N U A
Traduzido Por A.Reguenet

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte VI

PARTE 6

O artilheiro de tanques Karl Fuchs da 7ª Divisão Panzer, proporcionou para sua esposa uma visão também difamatória dos prisioneiros de guerra russos:

“Dificilmente você poderá ver um pessoa com um rosto que pareça racional e inteligente. Todos eles parecem definhados e o olhar meio louco e selvagem faz com que pareçam uns imbecis. E esses canalhas, guiados por judeus e criminosos, querem carimbar a sua marca na Europa bem como no mundo. Graças a Deus que nosso Führer, Adolf Hitler, está evitando que isto aconteça.”

O cinejornal alemão Wochenchau, exibido em julho, abordou as imagens feitas dos prisioneiros de guerras mongóis e outros asiáticos. O comentário ridicularizava sobre “a pequena amostragem destes tipos particularmente horríveis de bolcheviques sub-humanos.” Tais sentimentos estavam refletidos nas cartas enviadas do front para as suas casas. Um operador de rádio comentou:

“Nós estamos bem no interior da Rússia, no “paraíso” para o qual irão os soldados (alemães) que decidirem desertar. Uma miséria terrível impera aqui. Pessoas tem sido oprimidas de forma inimaginável por dois séculos. Nós todos preferimos morrer do que aceitar o tormento e a miséria que o povo daqui é obrigado a conviver.”.

Ao encontrar um inimigo alegadamente “inferior” durante os primeiros estágios da campanha, a soberba baseada em um conceito puramente racista deu lugar a um desprezo. Mas este logo seria punido.

Ao final de junho de 1940, o III/IR9 participava de uma operação para liberar um bosque em torno da estrada a nordeste da cidade de Bialystok, perto do vilarejo de Krynki. Um jovem tenente de Panzerjäger, apesar de ser aconselhado a não fazê-lo, arrogantemente insistiu em avançar à frente para além do trecho liberado e através de uma parte do bosque provavelmente infestada de soldados russos. O pelotão de Panzerjäger prosseguiu e assim que ficou longe da vista da infantaria alemã que o apoiava, ouviu-se que os veículos haviam parado. Gritos desumanos de dor logo rasgaram os céus intercalados com berros de ordem em russo. O Major Haeften, comandante da companhia de infantaria, ordenou que um ataque se formasse rapidamente para resgatar o pelotão anti-tanque que sofrera a emboscada. O pelotão líder, comandado pelo Feldwebel Gottfried Becker se deparou com um cenário de carnificina o qual eles “só poderiam aceitar de forma gradual e muito lentamente”. Eles ficaram enojados com o que viram. “Aqui e ali um corpo se contorcia convulsivamente ou se remexia sobre o seu próprio sangue.” Quanto mais a tropa de resgate se aproximava da cena macabra, maior era a magnitude das atrocidades cometidas contra os infelizes Pazerjägers.

“A maioria dos soldados alemães teve os seus olhos arrancados, outros tiveram as suas gargantas dilaceradas. Alguns tiveram a sua baioneta enfiada no próprio peito. Dois soldados tiveram a jaqueta e a camiseta do uniforme rasgadas, seus estômagos nus foram abertos, as vísceras brilhantes dependuradas sobre uma massa ensangüentada. Dois outros tiveram os seus órgãos genitais cortados e colocados sobre o peito.”

Os soldados alemães (do resgate) “tropeçavam como se estivessem em transe” pela estrada enquanto contemplavam aquela cena de completa desolação. “Esse porcos” murmurou um soldado enquanto que outro vomitava na estrada; um terceiro homem de pé olhava fixamente, seu corpo tremendo enquanto ele silenciosamente chorava. As notícias rapidamente se espalharam pela Divisão. O comandante do regimento contestava a Ordem dos Comissários (A Ordem dos Comissários, conhecida na língua alemã como Komissarbehelf, foi uma determinação direta de Hitler instituída alguns dias antes da invasão da União Soviética. Ela estabelecia que qualquer comissário político soviético que fosse preso deveria ser imediatamente executado – N. do T.) mas assim que um comissário político foi capturado, ele foi entregue sem nenhum escrúpulo para a polícia militar e prontamente executado.

C O N T I N U A

Por A Raguenet

O Que Esperava o Soldado Alemão na Campanha da Rússia?

O que soldado alemão esperava com invasão da URSS? Uma operação rápida e um retorno ainda mais rápido. Sempre que analisamos a Segunda Guerra, em especial as grandes operações, deixamos de lado muitas vezes a visão do soldado, daquele que realmente fez a guerra. Mas essa talvez seja a mais importante e detalhada de todas as visões.

O perfil do soldado alemão que enfrentou as primeiras campanhas era diferente daquele que iniciou a Operação Barbarossa, e isso faz toda a diferença. Muitas unidades foram formadas para atingir o contingente necessário mínimo para eclodir a invasão. Soldados ainda sem experiência de combate se misturavam com os veteranos das campanhas da Polônia, Bélgica e Holanda e França. Outro fator importante era a visão que os soldados tinham do inimigo russo. Boatos surgiam que os russos eram brutais, já que havia relatos de assassinatos em massa praticados pelo regime comunista. E que a vastidão do território iria engolir qualquer tropa inimiga. Isso influenciava no moral da tropa. Foi necessário que os comandantes das pequenas frações e companhias se desdobrassem para explicar todo o material envolvido na campanha e realizar promessas de que eles retornariam ao solo pátrio em algumas semanas.

Quando é eclodida e invasão e as unidades avançam rapidamente dentro do território soviético, o moral aumenta com a velocidade do avanço. Mas as semanas passam e o ímpeto diminui, enquanto se encontra cada vez mais resistência soviética em todos os fronts. A logística começa a ser o grande pesadelo dos soldados que, com o cair do primeiro inverno de 1941, começa a entender os riscos da imensidão branca e assassina do território soviético. Mas ainda assim o avanço persiste durante todo o ano de 1942, até o isolamento no inverno gelado de Stalingrado, a partir dali o único pensamento dos militares envolvidos na campanha da Rússia era sobreviver! Mesmo com os esboços de reação alemã, depois da rendição do 6º Exército Alemão, o soldado da Wermatch nunca mais seria o mesmo.

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Os Verdadeiros Heróis Soviéticos

A URSS através de seu Líder maior Joseph Stálin consolidou uma política colaboracionista com o regime nazista desde o princípio da Segunda Guerra Mundial. Não há como negar esse fato. Infelizmente ou felizmente, Hitler tinha como objetivo de vida a destruição do bolchevismo soviético desde o princípio de sua vida política. Começou a vigorar seus planos a partir de 1941 com a Unternehmen Barbarossa, ou Operação Barbarossa, que consistia na invasão e destruição da União das Repúblicas Soviéticas através de uma fronteira comum dividida entre os antigos aliados depois da capitulação polaca.

 Stálin surpreso com a traição “do cara de bigode engraçado”, já que ignorou totalmente os relatórios de sua Inteligência que, insistia fortemente para as movimentações das tropas do lado alemão da fronteira polaca.

 As primeiras semanas arrasadoras da investida alemã pareciam apontar para o mesmo destino da França. Então entra em cena a tenacidade do povo soviético que, de forma sofrível mais dedicada luta para manter cidades impenetráveis, algumas são cercadas e não se rendem, como é o caso de Leningrado.

O tempo passa e o mesmo povo que resiste permite que seus filhos lutem em uma guerra sangrenta contra um inimigo experimentado. Stalingrado chega! Soldados são formados praticamente na Linha de Frente, sob o fogo inimigo. A Alemanha passa a viver algo impensado, recuar e ceder os territórios ocupados.

 Os soldados do Exército Vermelho lutam bravamente e consolidam as posições e avançam frente a um inimigo já em franca defensiva. Berlim é o objetivo final!

 Depois da guerra o que sobrou para os veteranos? Nada! Voltaram à realidade de um país stalinista e a guerra deixou marcas profundas nas vidas desses jovens. Tornaram-se velhos e lembrados apenas no Dia da Vitória.

Uma das Fotos Mais Famosas da Segunda Guerra!

Um das fotos mais famosas feita por fotógrafos russos durante a 2ª Guerra Mundial. Foi feito nas ruínas da cidade de Stalingrado – o local onde as mais pesadas batalhas ocorreram. Alguns historiadores dizem que, após as batalhas no centro de Stalingrado a invasão nazista da Rússia perdeu força.  O próprio monumento retrata crianças russas que dançam em torno de um crocodilo, uma visão irreal dos vestígios de balas sobre as esculturas e as ruínas em chamas no fundo.
Mais tarde, depois da guerra o monumento foi reconstruído, antes mesmo dos próprios edifícios circundantes.

A Dança das Crianças

 

Uma Cidade Destruida

 

Festa de Recuperação do Monumento

 

O Monumento foi Reinaugurado em 1945

 

Antes das Edificações

 

A Alemanha Contra A URSS – Aliados e Inimigos…

Quando Hitler lançou a Operação Barbarossa não imaginou o quanto esse ato iria ser preponderante para sua queda. O Fürher tinha a convicção que o bolchevismo era uma praga maligna que deveria ser extirpado da humanidade, esse sentimento de ódio e repúdio fica claro quando são lidos em sua obra Mein Kapfe. O pacto de não agressão foi uma estratégia política para consolidar falsas esperanças soviéticas à paz que não foi o objetivo do líder alemão. Em contrapartida é de se esperar que um regime liderado por Stálin se alinhasse com os anseios totalitários da Alemanha nazista e sua política de expansão na divisão geográfica da influência dos dois países. Para o velho Stálin seria uma conquista sem precedente e, melhor, sem qualquer sangue derramado, pois as áreas de influência foram negociadas antes mesmo da invasão à Polônia.

A União Soviética mantinha relações diplomáticas com a Alemanha de forma bastante cautelosa antes de 1939, tanto que o Ministro das Relações Exteriores do Reich Ribbentrop praticamente iniciou as conversas sobre o tratado de não agressão quase de forma velada, e posteriormente, depois que o acordo fora firmado, Ribbentrop retorna com pompas de Chefe de Estado na Russia, mas até mesmo o próprio Ministro alemão era contra a invasão da URSS.

Com a invasão levada a cabo pela Alemanha contra os territórios soviéticos, foi uma surpresa geral para o mundo, tanto quanto fora o tratado entre as duas nações. Hitler esperava uma vitória nos mesmos moldes do avanço contra a França, mas nesse caso, milhares de quilômetros teriam que ser percorridos e com linhas suprimentos cada vez mais distantes e perigosamente vulneráveis. As primeiras semanas foram arrasadoras e tornava Hitler mais confiante.

Leningrado é cercado, a capital soviética aguarda uma invasão em larga escala, Hitler resolve mudar de objetivo à revelia dos seus generais, Stalingrado é o alvo certo…Ou derrota certo!

Memórias de um Soldado de Hitler – Parte II

Para que não acompanhou a primeira Parte: Memórias de um Soldado de Hitler – Parte I

Aguardem a última parte.

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Algo de novo no front

  O moral da tropa era elevado. Metelmann logo se envolveu em operações antiguerrilha e, na primavera, viveu seu primeiro grande combate. Em pouco tempo, ele já era um soldado experiente, que apreciava a sabor da vitória.  Joanna Bourke, em sua obra prima Intimate History of killing [A História intima do ato de matar, não publicado no Brasil], afirma que “a atitude de característica dos homens durante a guerra não é morrer, é matar”. Que a matança pode ser agradável é uma coisa de Metelmann está preparado para admitir. “Nós, homens, nos sentimos muito bem quando derrotamos um adversário, conquistamos uma vila, expulsamos o inimigo”, confessa.

 

Em pouco tempo, ele entrou para o Sexto Exército de Hitler, que contava com mais de 200 mil soldados, e logo estava avançando 80 quilômetros por dia. Rapidamente, aprendeu o idioma russo e começou  conversar com a população local. Assim, surgiram as primeiras dúvidas sobre a guerra – que foram imediatamente reprimidas, diga-se de passagem.

 

Ferido, passou a trabalhar como guarda em um campo de prisioneiros enquanto se recuperava. Lá, para escapar do tédio, ficou amigo de um comunista detido, com quem conversava à noite, através do arame farpado. Ficaram íntimos e começaram a discutir política. Metalmann se lembra de se sentir desconfortável e confuso com a conversa. Por fim, o jovem comunista foi levado a interrogatório e fuzilado. “Isso me deixou muito triste, mas fiquei feliz em poder volta à linha de frente. Lá, não havia complicações. ‘Matar ou morrer’ era fácil de entender”, diz.

 

No front, Henry Metelmann viu russos sendo fuzilados, homens feridos legados à morte, civis friamente executados. Foi um cruel processo de brutalização. A ideologia de superioridade racial alemã parecia justificar tudo, e a pressão de seus camaradas encorajava o conformismo. Tanto que não demorou muito para que ele mesmo começasse a agir como se tudo fosse natural.

 

Quando foram encontrados corpos de soldados alemães mortos à queima-roupa com as mãos amarradas, ele se enfureceu. Pouco depois, quarenta militares russos se aproximaram com as mãos levantadas e bandeira branca – e foram metralhados. “Se um soldado levanta as mãos, você não luta mais com ele, você não o mata, mas nós matávamos. A partir de então, e por um bom tempo, não fizemos mais prisioneiros pela frente”, lembra Metelmann.

 

Nasce um Selvagem

 Em setembro, o Sexto Exército chegou a Stalingrado. A divisão de Metelmann foi posta ao lado do exército romeno, protegendo as vulneráveis linhas de suprimentos que chegavam à cidade, onde milhares de homens estavam engajados em uma batalha titânica. Em 19 de novembro, ele se viu em meio a um contra-ataque russo, que libertou Stalingrado e destruiu por completo o Sexto Exército. “Stalingrado foi um divisor de águas da companha russo, um divisor de águas da Segunda Guerra Mundial e também um divisor de águas para o insignificante soldado Henry Metelmann”. Ele foi o único sobrevivente de sua unidade. Durante dias, vagou pela neve até encontrar outros soldados e formar um grupo de combate temporário.

Metelmenn concedeu entrevista a Jonathan Hacker – BBC History

Humor, Charges e as Fotos Mais Estranhas da Segunda Guerra

 A guerra foi terrível e ceifou milhões de vida, mas mesmo na guerra foi possível encontrar momentos de alegria, já que os horrores eram sempre frequentes. Por mais que os alemães fossem vistos como pessoas naturalmente militarizadas e disciplinadas, encontramos momentos de pura descontração, momentos que eles próprios brincavam com sua condição. Também encontramos máquinas engraçadas que foram construidas e abandonadas nos campos de batalha da segunda guerra. Cliquem na foto e aproveitem:

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