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Posts Tagged ‘Wehrmacht’

Ataque de Infantaria na Primeira Pessoa – Segunda Guerra

 Um vídeo muito interessante produzindo com o objetivo de tornar a pessoa que assiste um participante da ação de um pequena grupo de combate contra uma guarnição da Wehrmacht. Muito legal!

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XXI

Parte 21

“Quando nós invadimos a União Soviética nós éramos vistos inicialmente como libertadores e éramos recebidos com pão e sal. Fazendeiros repartiam conosco o pouco que tinham” declarou Hans Hewarth von Bittenfeld, um sub-oficial de infantaria. Tudo isso mudou com o ciclo auto-perpetuado e vicioso composto de atrocidades e ataques de vingança. E os povoados ficavam indefesos no meio. “O desastre aconteceu quando os nazistas conseguiram jogar de volta para os braços de Stalin aqueles que desejavam cooperar conosco” continua von Bittenfeld. A sua opinião é de que “nós perdemos devido ao fato de lidarmos mal com a população soviética.” Os ‘Hiwis’ russos que trabalhavam para a Wehrmacht não eram necessariamente forçados a fazê-lo. Ele explica que “a ideia originou a partir dos soldados e não do oficialato.”

As atrocidades eram uma realidade da vida da qual não havia escapatória. O tenente F. Wilhem Christians também contou que foi ”recebido com grande entusiasmo” na Ucrânia. “Mas logo atrás dos panzers vinham as tropas de segurança da SD” o que era “uma experiência muito cruel e triste.” Christian lembra que em Tarnopol “os judeus foram reunidos com a ajuda, eu devo dizer, dos ucranianos os quais sabiam onde as vitimas viviam. Quando eu reportei isto para o meu general, sua reação foi de tornar terminantemente proibida a participação de qualquer membro de sua divisão em tais atos.”

Havia uma miríade de fatores que fazia com que o soldado alemão participasse ou ignorasse esses excessos. Eles estavam isolados em uma terra estranha, assolados por inúmeros fatores e tinham que, é claro, representar a violência disciplinada que se esperava de um soldado durante uma guerra. Muitos deles nunca antes tinham saído da Alemanha ou mesmo dos distritos onde nasceram. Eles estavam então sujeitos a formarem uma insanidade em grupo. Uma guerra corrompe, independente de qual seja a crença política e um alto nível de cultura não necessariamente é uma garantia da perpetuação dos valores civilizados. O oficial da SS, Peter Neumann da 5ª Divisão ‘Wiking’ lembra como um amigo, de forma fria, executou um grupo de civis russos da ITU (essa era a Administração Central para Treinamento Corretivo – Isspraviteino Turdovnoie Upalvelnnie – responsável pelo envio de pessoas as campos de concentração russos). Ele atirou neles com o seu fuzil Mauser. Neumann observou que:

“Esses tipos não eram de forma alguma santos e provavelmente não hesitariam em enviar um pobre diabo, culpado de um crime menor, para as minas na Sibéria. Mas mesmo assim por um momento eu fiquei paralisado devido ao incrível sangue frio do Karl. A sua mão nem mesmo tremia. Será que era possível que esse era o mesmo rapaz que uma vez eu vi, de calção, jogando bola na areia dos quebra-mares de Aussen-Alster em Hamburgo?”

A maioria dos soldados diria que apenas aqueles que estiveram lá realmente entenderiam tal dilema. Estes mesmos homens poderiam ser também rotulados de “pessoas legais” por seus contemporâneos. O Batalhão Policial 101, responsável por excessos cruéis, era composto por “homens comuns” e sem muito brilho. Depois que um soldado matava pela primeira vez, a próxima vez se tornava proporcionalmente mais fácil. Em cada setor da sociedade existem os tipos criminosos que formam parte do inexplicável lado sombrio que compõe o ser humano. E os soldados não são uma exceção. Na realidade, a violência aceita no campo de batalha apresenta as oportunidades para aqueles emocionalmente suscetíveis a atos destrutivos e malignos. O Obergefreiter da artilharia Heinz Flohr viu mães serem obrigadas a testemunhar a execução dos próprios filhos em Belaja-Zerkow no verão de 1941. Ele contou, visivelmente emocionado: “Eu tive de me perguntar se eram mesmo seres humanos que estavam cometendo tais atos?” Estupros nem sempre eram ideologicamente repulsivos. O Gefreiter Herbert Bütnner impediu que um Feldwebel do corpo médico molestasse uma menina russa, mas mais tarde o mesmo Feldwebel humilhou um grupo de judeus ao cortar metade de suas barbas e cabelos durante um despejo feito à força.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Wehrmacht : Da Glória da Vitória a Humilhação da Derrota

Em 1939, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, o mundo estava prestes a testemunhar uma força militar jamais vista até aquele momento. As Forças Armadas da Alemanha estavam preparadas para confirmar uma teoria de combate que permitira vitórias esmagadoras sobre nações, que ainda tinham o pensamento combativo fincado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

A Wehrmacht foi uma máquina de guerra incomparável até 1943, quando Stalingrado provou que não existe Exército invencível. Depois desta batalha, a Alemanha jamais tomou a ofensiva.

Em 1945 o Exército do III Reich não era nem sobre do que fora anos antes. Milhões de vidas foram perdidas, excelentes soldados tinham perecidos nas campanhas e a Wehrmacht contava com garotos de 12 e 13 anos de idade em suas fileiras.

Quando derrotado, o soldado alemã mantinha a disciplina, marchava em forma sem qualquer tipo de rebeldia. Eles estavam cansados, eles só queriam voltar pra casa.

Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XV

PARTE 15

Uma ordem do OKW datada em 8 de julho de 1941 com relação ao tratamento de prisioneiros de guerra preconizava que “as equipes médicas russas, bem como seus doutores e suprimentos médicos devem ser utilizados primeiramente” antes que o material alemão fosse requisitado. Os transportes da Wehrmacht não deveriam estar disponíveis. Duas semanas mais tarde, o OKH sancionou mais limitações de modo a “prevenir que a pátria sofra uma enxurrada de feridos russos.”. Apenas os prisioneiros levemente feridos e que ainda fossem capazes de andar depois de uma espera de quatro semanas é que teriam permissão para serem evacuados. Os remanescentes deveriam ser condicionados em “hospitais improvisados para os prisioneiros” administrados “essencialmente” por equipes russas usando “apenas” suprimentos médicos soviéticos. Tais diretivas eram obedecidas sem nenhum questionamento. A 18ª Divisão que fazia parte do 2º Panzergruppe do Generaloberst Guderian, ordenou que “sob nenhuma circunstância os prisioneiros russos deverão ser tratados, acomodados ou transportados juntamente com prisioneiros alemães. Eles deverão ser acondicionados em carroças ‘Panje’ (movidas a cavalo).”.

Os prisioneiros soviéticos capturados após as batalhas nos bolsões de resistência, estavam não apenas em estado de choque; muitos estavam feridos e machucados. Neste estágio inicial e sendo gratos por ainda estarem vivos, eles na maioria das vezes estavam tão exaustos e intimidados que não cogitavam a possibilidade de fugir. Estando em um nível tão baixo tanto em termos psicológicos quanto físicos, eles dependiam do sustento a partir de quem os tinha capturado. Era este fenômeno que fazia com que as enormes colunas de prisioneiros se mantivessem coesas. O tenente Hubert Becker, um apaixonado cinegrafista amador, filmou tais concentrações de prisioneiros e descreveu as imagens após a guerra:

“Eles foram reunidos em um vale e receberam tratamento para as feridas. As enfermeiras se moviam de um lado para outro. A maioria estava gravemente ferida e em um estado lamentável, moribundos devido à sede e resignados com o seu destino. A falta de água em um calor reluzente, seco e abrasador da estepe era terrível. Prisioneiros lutavam até mesmo por uma gota de água. Alguns deles, mantendo um sentimento forte de disciplina, evitavam que os mais saudáveis (aqueles que tinham as melhores condições para caminhar) não bebessem toda a água. Desse modo, aqueles que mais precisavam poderiam ainda pegar algumas das gotas que sobrassem. Estas pessoas estavam tão inertes e felizes por terem escapado do inferno que eles mal percebiam a minha câmera. Eles nem mesmo tinham me visto!”

Becker, ponderando ironicamente sobre o destino daquela multidão de humanos que enchia as suas lentes, admitiu que “o que afinal aconteceu com tantos e tantos soldados eu realmente não sei e é melhor que ninguém saiba.”. Alguns faziam o que podiam. Um médico trabalhando junto ao Ponto de Coleta do 9º Exército (9AG SSt) falou sobre “ilhas de humanidade dentro de um mar intransponível de miséria dos prisioneiros de guerra.”. Ninguém estava disposto a cooperar. Requisições de suprimentos, comida e remédios eram completamente ignorados. Em um campo perto de Uman em agosto de 1941, entre 15.000 e 20.000 prisioneiros soviéticos encontravam-se a céu aberto. O Schütze Benno Zeiser, vigiando este campo, deu uma ideia sobre o que tal negligência podia acarretar:

“Praticamente todos os dias homens morriam por fadiga. Outros levavam os seus mortos para o campo para enterrá-los lá. Eles carregavam os corpos em turnos e nunca pareciam estar ao mínimo emocionados pela situação. O cemitério do campo era muito grande; o número de homens sob o solo deveria ser bem maior do que o número dos que ainda estavam vivos.”.

C O N T I N U A

Traduzido Por A.Reguenet

Motos e SideCars da Alemanha – Mobilidade da Guerra

Hoje é bem comum tropas de policiais militares utilizam motocicletas para chegar a ocorrências ou ter uma maior mobilidade na captura de bandidos. A Alemanha já tinha observado o potencial da utilização de motocicletas nas campanhas da Segunda Guerra. A França utilizou largamente bicicletas em muitas tropas, enquanto a Alemanha passou a dota unidades inteiras com motocicletas. Não por ocaso, esse tipo de combatente, foi largamente utilizada nas campanhas da França e União Soviética, proporcionado um locomoção rápida no apoio a blindados.

A motocicleta alemã mais famosa da guerra foi a A Zündapp KS750 da Wehrmacht, com sidecar que podemos levar um combatente com uma MG acoplada. A utilização dessas motocicletas era das mais variadas situações e em vários teatros de operações.

Vejamos alguns exemplos dessas fantásticas máquinas:

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O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I

Hitler, diferentemente do que os críticos possam imaginar, ele foi sim um estrategista astuto, quem afirma é ninguém menos do Linddell Hart, Oficial do Exército inglês e um dos historiadores mais respeitados do seu tempo. Considerando essa observação de Liddell, então quais os motivos que levaram Hitler a suspender a ofensiva contra as tropas britânicas e francesas em Dunquerque quando tudo convergia para o fim da Força Expedicionária Britânica juntamente com o restante do cambaleante Exército francês. Vamos debater essa situação em alguns posts. Inicialmente vou publicar a visão do historiador Liddell Hart que logo depois que acabou a guerra realizou entrevistas com os principais generais de Hitler e publicou um livro O outro lado da colina, uma fantástica e importante obra. Mas vamos para a primeira parte:

A “Ordem de Alto” diante de Dunquerque

Um dos grandes enigmas da guerra é a origem da ordem que deteve as forças blindadas alemãs às portas de Dunquerque – o último porto de fuga que restara para o Exército Britânico.

A primeira versão que tive a esse respeito, logo após a guerra, foi do ajudante de Brauchitsch (Walther von Brauchitsch – Comandante-em-Chefe da Wehrmacht), o general Siewert. Ele mostrou-se convicto de que os blindados tinham sido detidos por ordem pessoal de Hitler; contou-me também como Brauchitsch e Halder (Comandante do Alto Comando Alemão – O.K.H) se opuseram à ordem e tentaram cancelá-la – uma declaração que é confirmada pelos registros oficiais. Depois, o marechal-de-campo von Rundstedt e o general Blumentritt contaram-me suas respectivas versões de como a ordem chegou ao Grupo de Exércitos “A” – transmitidas pelo telefone pelo coronel von Greiffenberg do O.K.H., que deu a entender se contrário ao ponto de vista de Halder. Blumentritt disse que ele próprio atendeu o telefone.

Mas Churchill, em sua recente história da guerra, diz que a imobilização dos blindados “deve-se à iniciativa não de Hitler mas de Rundstedt”. Ele baseia sua conclusão no que o diário de guerra do Grupo de Exército “A” registra a respeito da discussão que teve lugar quando Hitler visitou o QG de Rundstedt em Charleville, na manhã do dia 24 de maio.

O peso que Churchill confere a esse solitário indício pode parecer um tanto excessivo ao historiador que sabe como são compilados os diários de guerra e que teve experiência com seus erros frequentes. Em geral, são conservados em dia pelos oficiais mais modernos, que não estiveram presentes às discussões cruciais, e nos períodos de grande atividade e cansaço, tanto o registro quanto sua conferência tendem a inadequados. Qualquer prova ou afirmativa precisa ser considerada cuidadosamente, se não tem o apoio de outras evidências, e mais ainda em um caso como este, em que o registro de modo algum é tão claro quanto a conclusão que Churchill extraiu dele. O sumário que fez do registro contém os seguintes pontos:

“À meia-noite do dia 23 chegaram ordens de Brauchitsch no O.K.H.,… para o último ato” da ‘batalha envolvida’

“Na manhã seguinte Hitler visitou Rundstedt, que ponderou como ele que seus blindados, que tinham ido tão longe e tão depressa, estava com o efetivo muito reduzido e precisavam de uma pausa para se reorganizar e recuperar o equilíbrio para o golpe final…Além disso, Rundstedt previu a possibilidade de ataques partindo do norte e do sul contra suas forças tão dispersas…Hitler ‘concordou inteiramente’ que o ataque a lestede Arras devia ser levado a efeito pela infantaria e que as formações móveis continuassem a manter a linha Lens-Bethune-Aire-St.Omer-Gravalines a fim de interceptar as forças inimigas sob pressão do Grupo de Exércitos ‘B’ no nordeste. Ele insistiu também na enorme importância de conservas as forças blindadas para operações futuras”.

Continua 08/11/2012

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História Completa da Segunda Guerra – O aniquilamento do Exército polonês

 

O aniquilamento do Exército polonês

 

Na noite de 9 de setembro, o General Dab-Biernacki, chefe do Exército Prússia, chega a Brest-Litovsk. Sem demora, procura o Marechal Smigly-Rydz que dois antes, instalara ali o seu QG. Os dois chefes apertam-se as mãos e, durante alguns segundos, permanecem em silêncio. Finalmente, Dab-Biernack comunica ao seu superior a tremenda notícia: – Marechal. Está tudo perdido. Os alemães destruíram esta noite o meu exército, na margem direita do Vístula.

Smigly-Rydz, abatido, deixa-se cair em uma cadeira. O aniquilamento do Exército Prússia põe fim às últimas esperanças de constituir uma nova frente defensiva. Nada mais pode deter o avanço alemão para Varsóvia. Dois dias antes, o marechal dera a Dab-Biernacki a ordem de deslocar rapidamente as suas forças para leste do Vístula, mas, em um vertiginoso avanço, as divisões motorizadas de Rundstedt envolveram pelo norte e pelo sul as divisões polonesas e as cercaram. A 8 de setembro a batalha terminava. As últimas três divisões do Exército Prússia foram aniquiladas.

A Wehrmacht, dando estrito cumprimento ao seu plano de campanha, empreendeu em seguida a destruição dos exércitos dos generais Bortnowski e Kurtrzeba, cujas unidades, que tinham mais da metade dos efetivos totais do exército polonês, ficaram isolados a oeste do Vístula.

Na manhã de 10 de setembro, o general Kurtrzeba, inicia um violento ataque para o sul, para golpear o flanco esquerdo da gigantesca cunha lançada pelos alemães e conter o avanço dos blindados para Varsóvia.

A 12 de setembro, o general Kurtrzeba e o general Bortnowski realizam uma conferência às margens do Bzura. Ao sul deste rio, os seus soldados sustentam desesperados combates com as tropas de von Blaskowitz, sob o bombardeio incessante e demolidor da artilharia e dos Stukas. Em poucos minutos, os dois chefes tomam uma resolução extrema. Fracassou o ataque para o sul e, de todas as direções convergem forças alemães. Decidem sustar imediatamente a ofensiva e empreender no dia seguinte a retirada para Varsóvia. Entretanto, já é tarde.

O cerco estendido por von Rundstedt fecha-se inexoravelmente. As  1ª e 4ª DP que se encontravam frente à Varsóvia, dão meia volta e dirigem-se a toda velocidade para o Bzura, para cortar pelo leste, a retirada dos poloneses. Do norte, o 4° Exército de Von Kluge avança em marcha forçada e completa a barreira que, pelo oeste e sul, foi levantada pelo 8° Exército de Blaskowistz. Na manhã de 16 de setembro, os alemães iniciam o ataque. Os Panzers atravessam o Bzura e, aniquilando todas as forças que se colocam pelo caminho alcançam a localidade de à Kiernoczie, situada no centro da gigantesca bolsa. A sorte dos exércitos poloneses está selada. No outro dia, os alemães recrudescem a violência da ofensiva.

Cai a noite. Pelos caminhos que vão ao leste, marcham, e meio a um caos indescritível, milhares de soldados poloneses. Sobre as margens do Bzura, chocam-se com os alemães e se desenrola uma luta furiosa e sangrenta. Duas brigadas de cavalaria conseguem romper o cerco e evadir-se para Varsóvia, através de espessos bosques. O General Kurtrzeba, acompanhado por um grupo de oficiais, consegue também chegar à Capital. O general Bortnowski cai prisioneiro. Ao despontar do dia 18 de setembro, a Luftwaffe lança todos os seus efetivos ao ataque. Com um rugido ensurdecedor, os Stukas abatem-se sobre as indefesas colunas de soldados, metralhando-os sem piedade. Poucas horas depois a batalha termina. Está destruído o grosso do Exército polonês.

O final

 

Enquanto se travam os últimos e sangrentos combates da batalha do Bzura, o 19° Corpo Blindado do general Guderian, avança da Prússia Oriental para o sul e, depois de atravessar o rio Narew e aniquilar as forças polonesas que encontra pelo caminho, flanqueia Varsóvia pela retaguarda. Sem deter a sua marcha, os tanques alemães ocupam a cidade de Brest-Litovsk e, a 16 de setembro, fazem contato com as unidades de von Rundstedt, nas margens do rio Bug. Assim, tal como foi planejado, as forças vindas do norte e do sul fecham finalmente a gigantesca armadilha sobre a totalidade do exército polonês. No dia seguinte, os russos, dando cumprimento às cláusulas secretas do tratado germano-russo, cruzam as fronteiras orientais da Polônia e, avançando rapidamente para oeste, chegam à Brest-Litovsk.

No mesmo dia em que os russos entram na Polônia, o marechal Smigly-Rydz foge para a Romênia. Varsóvia, entretanto continua resistindo. Lá se concentra os restos do Exército polonês que, sob o comando do General Rommel, prepara-se para enfrentar a investida final da Wehrmacht.

Hitler ordena e, a 25 de setembro, começa o bombardeio aéreo maciço de Varsóvia. Por todo o dia, os Stukas metralham e bombardeiam implacavelmente a indefesa cidade. Ao cair da noite e à luz dos incêndios que se propagam por todos os bairros, os alemães iniciam o ataque decisivo. Combatendo furiosamente, os soldados e civis poloneses recuam lentamente para o centro. As munições e víveres se esgotam. Não há medicamentos para atender aos milhares de feridos e falta água.

A 27 de setembro, o general Rommel se rende. Ao meio dia, cessa o fogo e os soldados queimam as bandeiras dos seus regimentos, para que não caíam nas mãos dos alemães. Dois dias depois, as tropas do 8° Exército de von Blaskowitz entram em Varsóvia.

Artigo: Adolfo Luna Neto

As fotos abaixo não necessariamente são da invasão da Polônia, mas refletem o poderio bélico da Alemanha

 

 

 

 

Fallschirmjäger-Os Páraquedistas do 3º Reich

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Exército Alemão abriu caminho para muitos avanços tecnológicos em guerra, inclusive aeronaves a jato, mísseis teleguiados, e foguetes de longo alcance. Porém, entre os avanços mais efetivos prematuramente na guerra estava no uso tático da Luftwaffe alemã com forças Aerotransportadas. A ideia de jogar um soldado em batalha atrás das linhas inimigas não era nova. Era, entretanto, a Wehrmacht que levaria esta ideia a um novo nível. No dia 11 de maio de 1936, o Major Bruno Oswald Brauer fez o primeiro salto de paraquedas da asa de uma aeronave esportiva Klemm KL25 e se tornou o primeiro Fallschirmjäger alemão (traduzido livremente, paraquedista-caçador) a ser dado um Fallschirmschutzenschein (Licença de Paraquedismo). No dia 5 de novembro de 1936, o Fallschirmjäger seria premiado com o Fallschirmschutzenabzeichen (insígnia de paraquedista que caracteriza uma águia de ouro que agarra as letras FJ).
Foram utilizados Fallschirmjägers no ataque e conquista de Dinamarca, Noruega, Bélgica, e Holanda. A primeira real operação de paraquedas da guerra foi levada a cabo por tropas alemãs do 1º Batalhão, Fallschirmjäger Regiment 1, que capturou aeródromos e pontes durante as invasões da Noruega e Dinamarca. Durante a ofensiva no oeste em 1940, pousou um contingente pequeno de engenheiros paraquedistas em planadores e capturou o forte belga de Eben Emael, que se pensava ser indestrutível e inconquistável. Um Grande forte que contém mais de 1.200 soldados, protegido por armas pesadas, artilharia, e artilharia antiaérea foi tomado por 68 paraquedistas alemãs.
A Operação Mercúrio seria a primeira operação da 2ª Guerra administrada completamente por via aérea. O objetivo era a ilha de Creta. Em Maio de 1941, Fallschirmjäger alemães atacaram a ilha ambos por paraquedas e planadores. Depois, reforços foram enviados, incluindo tropas de montanha alemãs, eram pousados nos aeródromos capturados pelos paraquedistas. Depois de 10 dias de luta feroz e grande perda, foi assegurada a ilha. Como a guerra progrediu e a superioridade aérea estava perdida, o Fallschirmjäger alemão nunca seria novamente usado em amplas operações no ar. Eles acharam que eles por tempos e tempos eram usados nas posições como um soldado raso comum novamente, apesar de que eles eram altamente treinados, altamente incentivados, e verdadeiramente eram uma força de elite em paridade com os Commandos britânicos e os Rangers americanos. Eles participaram em dúzias de operações no ar em pequena escala em Norte da África em 1942, na Sicília e Itália durante o ano de 1943, e na Rússia de 1942 a 1945. As ações pós-Creta deles culminaram em uma batalha que ganhou um lugar proeminente nos anais da história militar, como também um apelido. Aquela batalha estava dentro e ao redor de uma cidade no topo de uma colina italiana chamada Cassino. Monte Cassino, uma montanha a oeste da cidade, foi frequentemente apontada por uma das sentinelas na estrada para Roma. E durante 2ª Guerra ninguém entendeu aquilo melhor então do que os alemães. O Marechal-de-Campo Albert Kesselring, comandante supremo das unidades alemãs na Itália em 1944, utilizou Monte Maio e Monte Cassino como pontos fortes na defesa dele contra as forças Aliadas que avançam para cima, rumo ao norte da Itália. Se os Aliados fossem penetrar o Vale Liri, um desses bastiões teria que ser eliminado. Cassino foi o escolhido. Monte Cassino, com uma abadia de 400 anos no seu topo, não era mais um estranho para a guerra. Tinha sido saqueado em duas outras ocasiões, e seus habitantes, monges Beneditinos, agora estavam prontos para um terceiro assalto. E é bem que eles fizeram, para a Batalha de Cassino que começou em 17 de Janeiro de 1944 numa violenta batalha que duraria quase quatro meses e resultaria em 175.000 vítimas (115.000 Aliados, 60.000 alemães). Os Fallschirmjäger alemães em Cassino escreveram uma página especial para eles nos anais da história militar, embaixo da categoria da tenacidade. A 1ª Divisão de Fallschirmjäger, em particular, impressionava seus adversários cavando dentro da terra, e suportando pancadas inexoráveis através de artilharia e bombardeio, e emergindo então da cobertura para atrasar o Assalto Aliado um após o outro. Ao término da batalha, a 1ª Companhia do 1º Batalhão do 3º Regimento de Fallschirmjäger havia perdido um Oficial, um Oficial-Comandante, e um soldado do exército. Por causa do desempenho deles durante a campanha de Cassino, os Aliados os intitularam “Os Diabos Verdes.” eles também estiveram em ação durante a Campanha da Normandia, em Junho de 1944 e durante a ofensiva das Ardenas em dezembro de 1944.

 

 

 

Diário da Invasão da Ucrânia pela Wehrmacht

Uma publicação especial sobre os SS-Gebirgsjägers, a infantaria de montanha da Wehrmacht. Durante a Operação Barbarossa a Divisão Gebirgsjägers ficou responsável pelo setor ucraniano e avançou sobre o território russo. O relato abaixo foi retirado de um diário de campanha de um integrante da Divisão. Obviamente deve-se ler o relato com todos os critérios de quem enxerga a guerra segundo seu ponto de vista, a do soldado que registrou. Observem que em todo o momento há indicações de que eles são tratados como “salvadores” pela população local, e que as imposições da guerra são necessárias para derrubar um sistema de governo vil e assassino.  Inclusive indicações de que houve assassinatos seletivos de ucranianos de origem alemã. Também há outra citação do tratamento a prisioneiros de guerra que recebem cuidados dos médicos alemães.

Vamos realizar algumas publicações com o mesmo tom e origem.

Logo após as ordens de marcha foram emitidas, a divisão estava em movimento. Soldados não acreditavam em um conflito militar com a Rússia Soviética, mas eles não são diplomatas, e obedientemente tinham que seguir as ordens do Führer. Nas primeiras horas da noite de 22 de Junho, a ordem foi emitida sob o véu de segredo: “Guerra com a Rússia Soviética".

 

A marcha começou. Atravessamos o rio San, e continuar incansavelmente, através Jaworow e Mizana a Lemberg.

 

A resistência bolchevique é extremamente difícil. Reunimo-nos com os tanques inimigos capturados. Mas eles são esmagados pelo espírito de luta do corajoso Gebirgsjäger.

 

Em muitos casos, os Vermelhos estavam tentando rebocar seus tanques sob o manto da escuridão. Nossos soldados haviam frustrado a maioria destas tentativas, e agora este grande ninhada de monstros poderosos estava nas ruas onde foram abatidos em combate.

 

Lemberg, a antiga cidade universitária, causa uma boa impressão, as suas raízes alemãs estão fortemente sentidas. Os ucranianos já lutaram pela sua independência sob o governo polonês e sofreu enormemente. Depois de terror polonês, nos últimos dias, o terrível impacto do terror bolchevique veio. Aqui, vimos o rosto desvendado verdadeiro do novo inimigo. Milhares de alemães e ucranianos étnicos foram arrastados de uma maneira mais bestial para os porões escuros da prisão e assassinados. Pátio da prisão foi local dos crimes mais horríveis que a humanidade nunca tinha presenciado antes. Longas fileiras das vítimas da crueldade bolchevique estavam um após o outro no quintal da prisão.

 

Não demoramos mais tempo nesta cidade, que tinha cheiro de morte, e fomos perseguir o inimigo com o coração irado na direção sudeste. Ucranianos sentiram-se aliviados de uma enorme pressão e construiu um arco de triunfo, em que as suásticas e inscrições como "Saudamos os libertadores", tudo em nossa homenagem.

 

Isso reforça o nosso objetivo e nossa guerra dá um significado mais profundo.

 

O sistema bolchevista está quebrado e cai do pedestal a atitude materialista, como esta estátua de Lênin, cujo gesso glória é um símbolo desta ameaça política.

 

Colunas vermelhas foram brutalmente esmagadas pela artilharia e bombardeiros de mergulho Stuka. Cadáveres, solo arruinado, animais de tração e todos os tipos de equipamentos de guerra estão espalhados no campo de batalha.

 

Após a batalha, prisioneiros de guerra recebem cuidados dos nossos paramédicos, como nós de outra forma não se podem descartar a nossa visão do soldado que honra e respeito à vida, ao contrário do comportamento, infame sádico dos nossos adversários.

 

O funcionamento da bomba de água.

 

No choque maçante do destino inevitável, muitos bolcheviques tentaram encontrar lugar seguro na igreja.

 

Na floresta.

 

Nada é melhor do que uma boa cerveja

 

Nossos Stukas fizeram todo o trabalho. Eles impediram a destruição das estradas de ferro.

 

Este trem de munição bem camuflado estava entregando suprimentos para os soviéticos

 

O que não explodiu mediatamente ficou em torno de montes espalhados.

 

Ponte destruída em Trembovlya.

 

No calor da batalha perto de Brzezany, os bolcheviques tentaram nos atacar com a cavalaria, mas seu ataque noturno traiçoeiro foi totalmente esmagado pelo nosso fogo.

 

Após o incêndio gigantesco poder de nossa artilharia pesada e mais pesado, os incontáveis bunkers de defesa do inimigo protegidos por obstáculos de arame farpado foram destruídos.

 

Quem não votou ainda?

Promoção dos 500 mil acessos – ABRIL ESPECIAL

 

Galeria:

 

A Wehrmacht em Cores

 A força de um dos Exércitos mais temidos de todos os tempos. Independente da utilização do Exército Alemão, não podemos desqualificar a força combativa desse Exército, que ficou muito tempo limitado a quadros reduzidos por imposição das nações vencedoras da Grande Guerra e que, posteriormente, foi reestruturado e adotou uma doutrina de combate própria e sem precedentes.

1939 – O Ano Que Mudou o Século XX – Invasão da Polônia

Em agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram um tratado de não-agressão – uma semana depois, a Alemanha invadiu a Polônia e a Segunda Guerra Mundial começou. O primeiro ataque da guerra ocorreu em 01 de setembro de 1939, com aviões alemães atacando a cidade polonesa de Wielun, matando cerca de 1.200 pessoas. Cinco minutos depois, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein abriu fogo em um depósito em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Em poucos dias, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha e começou a mobilizar os seus exércitos e a preparar seus civis. Em 17 de setembro, a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste. Forças polonesas se rendem no início de outubro, depois de perder cerca de 65.000 tropas e muitos milhares de civis.

Visão da Polônia

Uma cidade polonesa intacta a partir do cockpit de um avião bombardeiro médio alemão, provavelmente um Heinkel He 111 P, em 1939. (Biblioteca do Congresso Americano).

O Mito da Cavalaria Polonesa.

Em 1939, o exército polonês ainda mantinha muitos esquadrões de cavalaria, que serviram muito bem na Guerra Polaco-Soviética em 1921. Um mito surgiu sobre a cavalaria polonesa levando cargas desesperadas contra os tanques dos nazistas que avançavam, colocando cavaleiros contra veículos blindados. Na verdade as unidades de cavalaria encontravam divisões blindadas ocasionalmente, mas seus alvos eram a infantaria, e seus ataques foram muitas vezes eficazes. A Propaganda Nazista e soviética ajudaram a alimentar o mito da cavalaria nobre. Esta foto é de um esquadrão de cavalaria polonesa em manobras em algum lugar na Polônia, em 29 de abril de 1939.(AP Photo).

Correspondente

Associated Press correspondente Alvin Steinkopf da Cidade Livre de Danzig – na época, um semiautônoma cidade-estado ligada à Polônia. Steinkopf estava relatando a situação tensa na Danzig à América, em 11 de julho de 1939. Alemanha vinha exigindo a incorporação de Danzing para o Terceiro Reich durante meses, e parecia estar preparando uma ação militar.(AP Photo).

Não-Agressão

Premier soviético Josef Stalin (segundo à direita), sorrisos, enquanto o ministro do Exterior soviético Vyacheslav Molotov (sentado), assina o pacto de não agressão com o ministro das Relações Exteriores Reich Joachim von Ribbentrop (terceiro da direita), em Moscou, em 23 de agosto de 1939. O homem à esquerda é ministro da Defesa soviético Adjunto e Chefe do Estado Maior, Marechal Boris Shaposhnikov. O pacto de não-agressão incluía um protocolo secreto dividindo a Europa Oriental em esferas de influência no caso de um conflito. O pacto agora garantia que as tropas de Hitler não teriam de enfrentar resistência dos soviéticos se eles invadiram a Polônia.(AP Photo / Arquivo).

Primeiro Ataque

Dois dias depois que a Alemanha assinou o pacto de não agressão com a URSS, Grã-Bretanha entrou em uma aliança militar com a Polônia, em 25 de agosto de 1939. Esta foto mostra a cena uma semana depois, no dia 01 de setembro de 1939, uma das primeiras operações militares de invasão alemã da Polônia, é o início da Segunda Guerra Mundial. Aqui, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein bombardeia um depósito militar polonês em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Simultaneamente, a Força Aérea Alemã (Luftwaffe), e tropas terrestres (Wehrmacht) estavam atacando diversos outros alvos poloneses.(AP Photo).

Desembarques

Soldados alemães depois do desembarque de unidades alemãs do encouraçado Schleswig-Holstein, em 07 de setembro de 1939. Menos de 200 soldados poloneses defenderam a pequena península, mas seguraram os alemães durante sete dias. (AP Photo).

Ataque Aéreo

Vista aérea de bombas explodindo durante um bombardeio alemão na Polônia, em setembro de 1939(LOC).

Por Terra

Dois tanques da Divisão SS-Leibstandarte Adolf Hitler atravessam o rio Bzura durante a invasão alemã da Polônia em setembro de 1939. A Batalha de Bzura, a maior de toda a campanha, durou mais de uma semana, terminando com as forças alemãs capturando a maior parte ocidental da Polônia.(LOC / Klaus Weill).

Parada

Soldados da SS-Leibstandarte Adolf Hitler Divisão, descansando em uma vala ao lado de uma estrada a caminho de Pabianice, durante a invasão da Polônia em 1939.(LOC / Klaus Weill).

Avanço

Guardas alemães avançando são mostrados em uma cidade polonesa que está debaixo de fogo durante a invasão, setembro de 1939.(AP Photo)

Infantaria em Varsóvia

Infantaria alemã avança cautelosamente nos arredores de Varsóvia, na Polônia em 16 de setembro de 1939.(AP Photo).

Prisioneiros Civis

Vários prisioneiros de guerra civil, com os braços levantados, caminham ao longo de uma estrada durante a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939.(LOC).

O Rei

Rei George VI da Inglaterra realiza transmissões para a nação britânica na primeira noite da guerra, em 3 de setembro de 1939, em Londres.(AP Photo).

O Início

Um conflito que terminaria com o lançamento de duas bombas nucleares começou com uma proclamação lida em voz alta por um pregoeiro. Agindo Crier Town e Saltbearer da Cidade de Londres, lê a proclamação de guerra, em Londres, em 04 de setembro de 1939.(AP Photo / Putnam).

Os Diplomatas

Uma multidão lê as manchetes dos jornais, “Chuvas de Bombas em Varsóvia”, fora do edifício do Departamento de Estado dos EUA, onde os diplomatas realizam uma conferência sobre as condições de guerra na Europa, em 1 de setembro de 1939.(AP Photo).

Primeiro Afundamento

Em 17 de setembro de 1939, o HMS Courageous da Marinha Britânica foi atingido por torpedos do submarino alemão U-29, e afundou em 20 minutos. O Courageous, foi atacado enquanto realizava uma patrulha anti-submarino ao largo da costa da Irlanda, foi perseguido durante horas por U-29, que lançou três torpedos quando viu uma abertura. Dois dos torpedos atingiram o navio a bombordo, afundando-o com a perda de 518 de seus 1.259 tripulantes.(AP Photo).

Devastação

A cena de devastação vista na rua Ordynacka, em Varsóvia, Polônia em 06 de março de 1940. A carcaça de um cavalo morto está na rua entre enormes pilhas de escombros. Enquanto Varsóvia estava sob bombardeios quase constante durante a invasão, em apenas um dia, 25 de setembro de 1939, cerca de 1.150 missões de bombardeio foram efetuadas por aeronaves alemãs contra Varsóvia, caindo mais de 550 toneladas de bombas de alto impacto explosivo e incendiária sobre a cidade.

Desolação

Um garato polonês retorna ao local de sua casa

O Trem

Um trem blindado polonês danificado com cisternas capturadas durante a invasão da Polônia em setembro de 1939.(LOC / Klaus Weill).

Soldados alemães, feito prisioneiros pelo exército polonês durante a invasão nazista, são mostrados enquanto estavam sendo mantidos em cativeiro em Varsóvia, em 02 de outubro de 1939.(AP Photo).

A Wehrmacht na Fase Ofensiva – Parte I

Não podemos negar o poder combativo da Wehrmacht enquanto teve condições de manter a ofensiva, independente de se apoiar as atitudes de Hitler ou crucifica-lo como “o maligno”, temos que admitir o potencial bélico que o exército alemão se revestiu em poucos anos de reestruturação. E não me refiro apenas a logística, armamentos e veículos, coloco um ponto especial para as estratégias que foram desenvolvidas pela Wehrmacht, antes nunca usadas, táticas novas e devastadores, muito embora que fracassada em manter os territórios ocupados, mas enquanto esteve na ofensiva estabeleceu vitórias que deixaram o mundo, à época, abismados. Então o caráter organizacional e pioneiro dos alemães é indiscutível.

 PS. Observem na primeira e segunda fotos onde estava a Legião Estrangeira Francesa.

Wehrmacht – Uma Força Formidável

Podemos criticar os motivos que levaram a Alemanha sob a liderança nazista deflagrar a Segunda Guerra Mundial, podemos discutir se esses mesmos líderes foram criminosos ou não, podemos até admitir todos os crimes de guerra cometidos por ambos os lados, mas não podemos deixar de citar a força do Exército da Alemanha em suas ofensivas durante a Segunda Guerra Mundial. Claro, quando falamos da Wehmacht me refiro ao Exército regular e não a tropas como SS que possuíam uma natureza mais entrelaçada com o regime ditatorial de Hitler. O Exército da Alemanha implementou uma nova teoria militar, uma nova forma de combate, evidente que para os pacifistas, isso não é motivo de exaltação, contudo a grande maioria dos soldados alemães eram bravos guerreiros, e lutavam por suas vidas e pela vida de seus companheiros, e os nazistas eram minoria dentro do Exército, e foram postos a prova durante as duras campanhas e os vários fronts que foram abertos, e que, podemos afirmar, a derrota da Alemanha foi concretizada pelos disparates estratégicos de Hitler e a falta de uma logística de material para suprir o Exército, mas nunca pela força de seus homens. Esses homens lutaram até o último cartucho, enfrentando o Exército Vermelho dentro de sua capital, até cair por terra a última defesa. Mesmo quando todos não acreditavam mais na vitória, eles lutaram e morreram como soldados.

 

 

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