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Apresentando a Luftwaffe em sua melhor forma!


 Em 1932 a Alemanha estava proibida graças a Tratado de Versalhes a manter uma Força Aérea. A Luftwaffe praticamente renasceu depois de 1935 e se desenvolveu muito rapidamente. E o teste de campanha dos novos aviões de mergulho, aviões de transporte e bombardeios e caça foi exatamente o Guerra Civil Espanhola.

Quando  a Segunda Guerra estourou, e uma nova doutrina militar avançava pelas terras europeias, a aviação passou a atuar diretamente com elementos em terra, proporcionando segurança para a infantaria e a cavalaria que se seguia.

Mas quando o ultimato para Inglaterra foi esboçado, a estratégia colocada em prática por Hermann Göring encerrou o brilhantismo da Força Aérea Alemã. Ela jamais recuperaria neste conflito o ímpeto ofensivo.

Com vocês a aviação alemã:

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  1. Mauro Marques
    15/10/2013 às 5:43 AM

    Ha que se dizer que sem dúvida foram incríveis os erros e acertos cometidos pelos líderes da Luftwaffen na II Guerra mundial, como exemplo de acerto, a concepção inicial de uma força aérea concebida inicialmente como apoio ao exercito, enquanto a guerra ficou restrita a um cenário continental limitado tudo correu bem, Como erros, quando extrapolou o continente (Inglaterra,Africa,as rotas do Atlântico) e o avanço se tornou muito distante (URSS). Foi que se verificaram as limitações de uma força aérea que não tinha autonomia para atingir grandes distancias.

    Após o tratado de Versalhes a Alemanha foi proibida de desenvolver e possuir uma aviação militar podia desenvolver apenas uma aviação comercial, o Reichswer (O exercito limitado permitido pelo tratado de Versalhes), Tinha planos para desenvolver uma força aérea respeitável visando restabelecer a antiga posição de potencia da Alemanha, seu trabalho incluiu a criação das associações esportivas que incentivavam a pratica em planadores entre os jovens com o fim escuso de formar uma geração de pilotos a disposição de uma futura força aérea militar, os próprios aviões comerciais, recebiam tratamento para ficarem aptos a conversão para modelos militares (Foi esse o caso do J52, concebido para serviços postais, serviu inicialmente na guerra como bombardeiro e logo após um bem sucedido avião de transporte de tropas).

    Na fase de concepção da escolha da filosofia aérea militar da Luftwaffen era preciso escolher entre uma força aérea de emprego Tático ou Estratégico, a Blitzkrieg a nova tática desenvolvida pelos Alemães para resolver os problemas dos impasses na guerra de atrito representada pela I Guerra mundial, impusera uma exigência natural, à escolha pela força aérea tática em detrimento da estratégica na futura II Guerra mundial, isto significava a escolha de aviões velozes, mas com pouca autonomia e capacidade de bombas no caso dos bombardeiros.

    No inicio tudo correu muito bem, a Blitzkrieg, o emprego simultâneo de todos os recursos militares, em violentos e determinados avanço contra os pontos estratégicos mais importantes do inimigo, apoiados principalmente pela força aérea (Luftwaffen) e tanques (Panzers), rechaçou os contra ataques inimigos com grandes perdas e destruiu os dispositivos defensivos erguidos, ocasionando inevitáveis rendições dos exércitos que se opunham ao Alemão, a Polônia foi o primeiro exemplo do que se seguiria, a queda da França veio logo em seguida trazendo o maior triunfo nazista e a consolidação de uma reputação de invencibilidade da Wermarcht Alemã, entretanto a visão de Blitzkrieg que cultivamos é relativamente injusta quando aceitamos atribuir o papel principal pelas vitórias militares exclusivamente as divisões Panzers, hoje sabe-se que elas não poderiam se realizar sem a contribuição decisiva da Luftwaffen, praticamente neutralizando a capacidade de retaliação do inimigo desde o inicio do ataque, sobretudo com o emprego daquele que seria considerado por muitos o símbolo da Blitzkrieg o JU 87 mais conhecido como STUKA, concebido como forma de apoio de artilharia aérea contra os inimigos, ficou famoso por sua precisão e fama como arma de terror aos inimigos, talvez pela sirene que levava consigo quando se lançava no seu ataque fatal as posições inimigas.

    Mas após o triunfo na França os planos nazista começaram a dar errado, eles agora consistiam numa paz com a Inglaterra afim de que pudessem se lançar numa guerra de conquista contra a URSS, a recusa da Inglaterra em aceitar uma paz que parecia a todos inevitável colocou os nazistas diante de verdades desagradáveis, a primeira era de que de todas as armas a marinha (Kriegsmarine) era a mais fraca do arsenal nazista e que portanto não poderia nem garantir um desembarque nas ilhas Britânicas ou tão pouco conduzir uma guerra total em alto-mar. A segunda delas foi o preço cobrado pela Luftwaffen pela falta de um bombardeiro estratégico de grande autonomia bem protegido e com grande capacidade de bombas (A exemplo dos Lancaster Inglês e B29 dos EUA), a Luftwaffen sofreu uma derrota decisiva nos céus da Inglaterra, os efeitos dessa derrota seriam ampliados pela decisão de Hitler de considerar a Inglaterra doravante inofensiva e contra o pior pesadelo da Wermarcht, ou seja a guerra de duas, frentes lançar-se num ataque a URSS (Operação Barbarossa).Mesmo exigindo o cumprimento cronológico da Barbarossa, Hitler insistiu em continuar os ataques aéreos contra a Inglaterra, dividindo assim os recursos da Luftwaffen entre batalhas aéreas nos céus da Inglaterra e da URSS, os recursos dispendidos e perdidos nas batalhas da Inglaterra certamente pesaram contra o apoio da Luftwaffen afim de se conseguir uma vitória rápida contra a URSS ou evitar que a situação se voltasse contra a Wermarcht.

    A URSS representaria para os nazistas e a Luftwaffen em particular o grande teste da Segunda guerra mundial, vencer significaria colocar nas mãos dos nazistas recursos que os possibilitariam vencer a guerra contra quaisquer outros adversários, mas por enquanto esses recursos estavam dispostos contra a Alemanha e seus planos de hegemonia continental, depois dos incríveis sucessos iniciais, as hesitações de Hitler em aproveitar a desorganização do exercito vermelho para avançar e tomar a capital Soviética, baseando-se na ideia de que a URSS já estava derrotada, desperdiço tempo precioso antes das estações das chuvas e da neve. Nesse ponto a Luftwaffen já enfrentava graves problemas de logística, peças de reposição e combustível precisavam vir de uma retaguarda muito estendida, as perdas não estavam sendo repostas, o frio criava muitos problemas para a manutenção dos aparelhos na frente de batalha, e do ponto de vista estratégico a Luftwaffen desprovida de um bombardeiro de longo alcance foi incapaz de atingir objetivos militares inimigos muito recuados, como as fabricas bélicas, que possibilitariam a reação Soviética baseada na grande superioridade numérica dos seus recursos militares.

    Então veio o ano de 1943 e com ele a maior e pior provação da Luftwaffen, a tarefa desesperada de enfrentar as ondas de bombardeiros Anglo-Americanos que insistiam em arrasar objetivos estratégicos e civis dentro da própria Alemanha, os Americanos bombardeavam de dia os Ingleses à noite sem trégua, contudo no inicio as perdas Alemãs permaneciam aceitáveis a devastação ainda era controlável, as perdas da Luftwaffen reduzidas isso porque os bombardeiros por melhor que fossem tinham de enfrentar uma combinação de caças e flak (Baterias antiaéreas) Alemãs muito eficientes, pois os caças aliados não possuíam a autonomia necessária para acompanhar os bombardeiros ate seus respectivos alvos.

    A desgraça nazista chegaria ao auge a partir de 1944 com a invasão da Normandia, a Luftwaffen estava tão absorvida no front Soviético e na defesa do espaço aéreo Alemão com seus recursos exauridos que praticamente não possuía aviões na França, o apoio aéreo inexistente da Luftwaffen as forças terrestres nazistas, possibilitou aos aliados o domínio do espaço aéreo e o apoio às próprias tropas a vitória na Normandia e logo na maior parte da França, e a vitória aliada na França traria a desgraça final da Luftwaffen, possibilitaria pistas de pouso que permitiriam aos bombardeiros incursionarem com o apoio da escolta de caças ao coração da Alemanha esses caças aliados eram na maioria P51, superiores aos antigos ME-109 e FW-190, ainda operando como os principais caças da Luftwaffen, digno de menção nessa fase final da guerra foi o apoio preparatório da Luftwaffen a batalha das Ardenas, quando desfechou a operação Bondeplate com aproximadamente mil caças, os caças Alemães lograram pegar os aviões aliados de surpresa e destruir aproximadamente mil deles a maioria no solo, contudo sofreram grandes perdas ocasionadas pela suas próprias baterias antiaéreas.
    Contudo mesmo agonizando a Alemanha nazista faria ainda verdadeiros milagres tecnológicos produzindo aviões como o bombardeiro pesado J390, equipado com radar de localização e armas de proteção pesadas, voou ate 19km próximo a Nova York, o caça ME-262, o caça a jato que se tornou operacional e se revelou um potencial vencedor, mas sofrendo com escassez de pessoal qualificado e falta de combustível, além do bombardeiro a jato Arado Ar 234B, e também protótipos a foguete como o ME-163, e o promissor caça a jato He-162, os nazistas conseguiram grandes avanços nos caças mais convencionais produzindo os excelentes caças Donier Do 335, considerado o caça a pistão mais veloz já construído e o Ta-152 da Focker-Wulf um caça tecnicamente superior aos P-51. Não era a toa que os aliados colocavam a derrota Alemã como prioridade militar absoluta.

    Apesar dos erros na prioridade de sua concepção, em exclusivamente tática, na demora em reconhecer a necessidade de substituir os caças operacionais já obsoletos e no erro da decisão estratégica de sobrecarrega-la empenhando seus recursos limitados em várias frentes de batalha ao mesmo tempo a Luftwaffen conseguiu brilhar sempre que o inimigo aceitava lutar em igualdade de condições com seus recursos, era uma força aérea que não podia ser desafiada em igualdade de condições apenas o podia ser conseguindo sobre ela grande superioridade numérica ou técnica, pois o que faltava em quantidade e qualidade abundava na qualidade de seus pilotos hábeis e muito determinados no cumprimento do dever eles lutaram primeiro para trazer o triunfo para sua pátria, depois para retardar o mais que poderiam a inevitável derrota que se aproximava, nomes com Hans Urich Rudel ou Adolf Galland, permanecem para sempre associado a exemplo de ases que comandaram habilmente seus aviões pela Luftwaffen durante a Segunda guerra mundial.

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