História Cega do Brasil: Desculpe José Pessoa

A História do Brasil falando:

Não vos apegamos a personalidades do Estado.

Escolhamos as referências do passado e o que será ensinado.

Quando nos convir, sejamos insipientes nas citações.

Não importa o que fizeram; não importam os sacrifícios; não importa o pioneirismo ou heroísmo;

Vamos enaltecer Che e suas ideias reacionárias.

Estudar Marx e suas contribuições, camarada!

Vamos esquecer os sacrifícios dos brasileiros, filhos da Pátria Mãe Gentil.

Como sabemos que a História do Brasil é assim?

Citemos um exemplo: Quem construiu Brasília? Todos sabem? Evidente…

Mas quem planejou e escolheu Vera Cruz, vocês sabem? Onde fica Vera Cruz? Perdido no passado esquecido da história de Brasília; omitida pela História do Brasil.

Omissos livros de História… Omissa História do Brasil!

Se quiser saber o que Brasília tem a ver com Vera Cruz, ou com a Escola Militar das Agulhas Negras (AMAN) com a História dos Blindados do Brasil, pergunte ao seu criador…

José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque

Aproveita e pede desculpa pela cega História do Brasil.

Crimes de Guerra durante a Segunda Guerra Mundial: Vencidos e Vencedores!

Importante que se estabeleça um princípio importante sobre a Segunda Guerra Mundial: não havia “mocinhos” na Segunda Guerra Mundial! Não era uma guerra do “bem” contra o “mal”, foi a degradação da humanidade. Embora devamos enaltecer os esforços e os sacrifícios de toda uma geração que lutou instintivamente para sobreviver, sejam combatentes ou civis, mas não podemos enaltecer a guerra em si. Guerra é exatamente isso: Guerra! Isso quer dizer que TODOS os seus partícipes irão se desgeneralizar de uma forma ou de outra até perder a noção do bem e do mal; perder a sua própria humanidade.

Nesta linha, publico aqui a opinião de um pensador gaúcho que sempre tem contribuído com opiniões centradas, Chico Bendl. Sua opinião reflete alguns pontos que também consideramos essenciais para que a História, enquanto ciência, cumpra seu papel, quando no estudo da Segunda Guerra Mundial, o qual listamos abaixo:

  1. A Ciência História deve estar acima dos Vencedores;
  2. Ela evolui e deve contemplar uma revisão dos Fatos em ato contínuo (Revisionismo);
  3. O Revisionismo Histórico deve acrescentar perspectivas sobre os Fatos Históricos, mas com equilíbrio e sem ser objeto de manipulação dos historiadores;
  4. A Ideologia do historiador deve sucumbir a Fatos Históricos. A visão do historiador não pode influenciar na análise destes mesmos fatos;
  5. Como condiz a todo cientista, não existe verdade absoluta, existem evidências científicas que nos levam a um veredicto, portanto, cabe ao historiador trazer a luz as evidências que nos levam a verdade, mesmo que esta seja temporal.

Comentário de Francisco Bendl

A minha grande indagação diz respeito às razões pelas quais um povo se lança em guerra contra outros porque assim determinou o seu presidente ou líder político!

Milhões morrem por capricho de déspotas ou títeres, que não têm qualquer consideração pela espécie humana, a aniquilam através de crueldades indescritíveis.

Não consigo entender por mais que eu leia sobre a Segunda Guerra Mundial, que o povo alemão, culto, inteligente, de tradições e costumes refinados, tenha obedecido cegamente a Hitler, e ocasionou o maior conflito da história da Humanidade!

Da mesma forma repudio os ataques atômicos a Hiroshima e Nagasáki, igualmente a carnificina absolutamente desnecessária com o bombardeio aéreo em Dresden, matando milhares de civis criminosamente.

Lamento profundamente ter havido apenas o Julgamento de Nuremberg, condenando os nazistas, pois paralelamente a este tribunal deveria haver aqueles que julgassem os crimes de guerra cometidos pelos aliados, que não foram poucos, incluindo os japoneses pelo que fizeram na China e com os americanos nas batalhas pelo Oceano Pacífico.

E se quisessem de fato punir o genocídio da última guerra mundial, então que os italianos se sentassem também na cadeira dos réus quando invadiram a Abissínia, em gesto tresloucado pelo fascista Mussolini.

Desgraçadamente, a história é escrita pelos vencedores, que os isentam de culpa pelas atrocidades praticadas, e deixando desta maneira um espaço enorme à punição daqueles que liberaram seus monstros dentro de si, que soltaram as bestas escondidas em suas mentes, e macularam o ser humano a tal ponto que animal algum na face deste planeta é tão brutal e cruel quanto ao bicho homem, na verdade o lobo da própria espécie, conforme sentenciado por Plauto (254-184) em sua obra Asinaria.
No texto se diz exatamente: “Lupus est homo homini non homo”. Foi bem mais tarde popularizada por Thomas Hobbes, filósofo inglês do século XVII.

O mais angustiante é que os exemplos da Segunda Guerra não foram suficientes para aplacar a ira incontida no ser humano, pois de 1.945 até 2016, 71 anos se passaram, e jamais tivemos na história tantas guerras, revoltas, revoluções, como as registradas nessas sete décadas, gerando fome, miséria, injustiças, calamidades, torturas, sofrimentos à humanidade, e sem que se discuta um fim para tanta morte ou qualquer atitude para minimizar as vidas ceifadas.

Dresdem foi um dos tantos exemplos de bestialidade, que de nada serviu para a consciência do animalesco homem!

Dresden – Crime de Guerra

Nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, a Real Força Aérea Britânica e a Força Aérea Americana realizaram o maior ataque aéreo sobre a cidade alemã de Dresden. O ataque iniciou na noite do dia 13 de fevereiro de 1945, quando aviões lançaram 1.200 bombas sobre a cidade, correspondendo mais de 4 mil toneladas de explosivos e bombas incendiárias, durante os quatros sucessivos ataques. Estima-se que 25 mil pessoas foram mortas nos bombardeios e nos incêndios que se seguiram. Mais de 75 mil residências foram destruídas, além de monumentos únicos da Arquitetura Barroca no Centro da Cidade. A escala de mortes e destruição vieram à tona depois do fim da guerra, quando houve vários questionamentos sobre a legitimidade dos alvos destruídos. O debate se arrastou por décadas, sendo que este vergonhoso evento é considerado por muitos historiadores como sendo um dos crimes de guerra dos Aliados.

A Último de 2015 – Magda Goebbels Morreu em Foz de Iguaçu!

Berlim, abril de 1945. Enquanto as últimas forças da Wehrmacht lutavam desesperadamente para manter o último reduto da Alemanha Nazista, um pequeno avião deixava Berlim para trás. Era o início da fuga da esposa do Ministro da Propaganda do III Reich, Magda Goebbels, rumo a América Latina, mais precisamente para o Paraguai. Magda, deixando de lado os cinco filhos e marido, decide se salvar da morte certa, apenas com uma das filhas, Holdine Kathrim, por ser sido o fruto de um caso com o próprio Adolf Hitler. As duas sobreviventes chegam ao Paraguai e Magda Goebbels toma o lugar de uma fazendeira do Paraguai e passa a ser conhecida como condessa Nora Berthé Auguste Maria Friz e Nora Daisy Auguste Emilie Carlotte Friz Kirschner Von Kirschberg, mãe e filha respectivamente.

Logo surge alguns problemas com a identidade das alemãs. Um austríaco, contratado pelo DOPS para verificar a nazificação da população de Foz de Iguaçu, percebe existe influência na região na região da tríplice fronteira. Nesse período Marta era apoiada pelo cônsul do Uruguai, que era ligado ao Partido Nazista. Mas, por influência política, inclusive do então deputado Plínio Salgado, o agente austríaco, tem seu relatório recusado e ele é expulso do Brasil. O austríaco, assume a identidade de Gerald Byne a passa a perseguir Berthé e Dayse, por achar que se tratava de Eva Braun e sua filha, fruto do casamento secreto de Hitler.

Só no início deste no milênio, a Condessa Nora Dayse, uma pobre senhora, residente em Foz do Iguaçu, depois de várias consultas com a médica da família Christiane Lopes Pereira para tratar de problemas da saúde, resolve contar sua história. Doutora Christiane, acompanhada de outro médico, Luiz Monteiro Franco, resolvem trazer a luz a incrível história que muda o curso dos acontecimentos na Berlim de 1945.

Acreditem essa história virou livro, pior ainda, segundo os autores, trata-se de fatos históricos. Eu não culpo os médicos “historiadores”, mas o mercado editorial por dar crédito a uma historieta que beira o ridículo e é facilmente refutada por qualquer pesquisador medíocre. Quais os motivos que levam uma editora a publicar volumes de uma obra baseada em uma história oral não confirmada, como se fosse uma descoberta histórica? Qual o motivo de uma editora investir em uma obra que nitidamente não refuta versão oficial com provas e/ou evidências inquestionáveis, pelo contrário, utilizam apenas jargões e contradições para produzir mais de mil páginas de baboseiras que saíram de uma mente desequilibrada? Os motivos? Simplesmente esse tipo de título vende! E vende muito mais do que qualquer obra séria. É mais lucrativo investir em aventureiros com título mirabolante do que financiar publicações históricas que contribuam com o esclarecimento do passado. Mas, vamos ao que interessa.

Quero analisar alguns trechos da entrevista com o Dr. Luiz Monteiro Franco e já determinar contradições em sua vertigem mirabolante:

  1. O doutor começa com a seguinte história:

Paciente a partir de 2005, Nora Dayse! Chegou dizendo que era condessa alemã. Ela contava uma história longa que os pais dela vieram da Alemanha para o Paraguai. A mãe dela teve um caso com Hitler em 1936, nas Olimpíadas de Berlim. Em 1938, ela teve que voltar com a mãe para a Alemanha para abertura do testamento da avó e não puderam regressar para o Paraguai, pois segundo o médico, a Alemanha estava “sitiada” por causa da guerra. Retornam para o Paraguai em 1946.

                Apenas uma pessoa que não conhece nada da Segunda Guerra Mundial poderia declarar algo assim. Primeiro que não há “sitio” sobre Berlim, pior ainda, não há nem guerra, que viria a ser declarada apenas em 1 de setembro 1939. Mesmo assim, todas as rotas comerciais aéreas e navais estavam abertas. Qualquer pessoa com visto, poderia deixar Berlim em qualquer momento, inclusive os serviços de transportes alemães funcionaram normalmente até abril de 1945, pouco antes da capitulação.

                Com relação ao caso com Hitler. Tudo bem! Não apresentam nenhuma prova histórica ou evidências do fato. Por isso a História Oral baseado em mero testemunho não pode ser o único instrumento do pesquisador para determinar um fato histórico. O testemunho oral deve ser ratificado por outras fontes indubitáveis para confirmar tais testemunhos.

                Se essa senhora diz ser filha de Magda Goebbels, essa história não pode ser verdadeira! Magda estava cercada pela mídia o tempo inteiro nesse período, trata-se da família perfeita do regime, Magda e Joseph Goebbels.

  1. Misturou com Eva Braun e o “Começamos a perceber…”:

Pesquisaram e descobriram que as duas chegaram a Foz do Iguaçu em 1972, vindas de uma viagem pelo América do Sul durante 17 anos, diziam que era uma viagem cultural.

Junto com eles chegou um americano chamado Gerald Pyne. Este americano, que na verdade era austríaco, diz que essas senhoras eram na verdade Eva Braun com a filha.

Então o Doutor fala o seguinte:

“Nós começamos a perceber que as características da mulher que ela falava, e as virtudes, a cultura, tudo aquilo, pertencia a outra nazista, Magda Goebbels”

Como assim? Perceberam! A mulher diz que é uma pessoa, o agente austríaco/americano diz que eram outra, e eles, após “perceber as características, virtudes e cultura” passaram a identificar a mãe dela como sendo Marta? Seria possível considerar essa análise como uma descoberta histórica irrefutável?

Plano Mirabolante: Marta Goebbels toma o lugar de uma pacata fazendeira do Paraguai!

Quando retornaram para o Paraguai, Magda Goebbels assume a identidade dessa senhora que tinha uma fazenda e tinha ido para a Alemanha em 1938, por causa do testamento da mãe e não puderam regressar naquele ano. Era a oportunidade perfeita para que Marta e sua filha tomassem o lugar da paraguaia e vivesse como ela.

Ele afirma: “[…] as características e virtudes totalmente diferente da original. A original era uma fazendeira, voltada para a família, bem simples e religiosa, e a que voltou [da Alemanha] era arrogante, muito culta, muito politizada, pegou o marido da outra enfiou numa casa e nunca mais ninguém viu o sujeito […] e se juntou com o Chefe do Partido Nazista e o Cônsul que era nazista[…]”

Ele disse que o americano apostava que elas eram Eva Braun, mas que depois que eles verificam as “fotos”, as “características” da mulher, nós “fechamos” em Magda Goebbels.

Então, ele passa a mostrar algumas fotos…

Impressionante! Tem que ter muita imaginação para tratar isso com seriedade.

Mas vamos as considerações:

O doutor, inicialmente considera o perfil de uma pessoa rica e com influência, quando ele afirmar que Marta retorna como fazendeira, protegida por diplomatas e outras figuras importantes. O doutor se confunde com datas, ora levando-nos para 1946 e 47, com o Partido Nazista atuando no Paraguai (não entendi que Cônsul ele se refere); ora trazendo um cenário do final da década de 1960, ainda classificando o Plínio Salgado como Integralista, fato que nesse período Plínio, já no final da carreira política, esse movimento não existia há décadas. Não uma versão racional ou sistemática na história.

E no final diz que a filha de Marta viveu até o fim da vida na miséria e podridão. Jô pergunta se há alguém vivo que comprove essa história, a resposta é: “Só pessoas que conheceram a história, hoje na casa dos 70 anos”

Jô Soares fala:

“[…] Essa mulher era uma desequilibrada, seja ela quem for[…] Porque é tão documentada [a morte de Magda Goebbels e sua família] e vasculhada…”

O doutor explica ainda que Hitler realizou um plano de fugir com Magda e que Eva descobriu e, por isso, foi morta no Bunker! E Hitler fugiu no avião para o Paraguai!

Daí por diante a baboseira se torna insustentável! Me recuso a continuar…

Mas Jô, um dos grandes escritores desses país, reconhecendo a o tema, desfere um golpe mortal:

“[…] realmente para mim, seria um livro que eu leria como ficção, realmente é um trabalho extensivo[…]”

Isso, apenas extensivo…

Doutores, voltem a clinicar! Em nome da Ciência História!

Desvendando Adolf Hitler IV: Viena, Uma Outra Fase!

Em 1908 Adolf Hitler chega em definitivo para morar em Viena. A ideia era recomeçar a vida depois da morte da sua mãe. Não tinha dúvidas sobre sua admissão na Academia de Belas Artes ou sobre seu futuro artístico brilhante. Hospedou-se em um pequeno quarto no segundo andar de uma casa em Stumpergasse, 31, perto da Westbahnhof de propriedade da senhora Frau Zakreys, uma senhora de origem tcheca, localizada em um Distrito escuro e sujo.

Não demorou muito para que seu amigo Gustl se juntasse a ele. Há muito Hitler insistia para que o jovem mudasse para Viena afim de tentar a sorte como músico, fato que ocorreu poucos meses depois. Os dois, agora dividindo o quarto da residência da senhora Zakreys, estavam maravilhados com as possibilidades da capital, mas também não abriam mão de desfrutar do lazer que Viena poderia proporcionar. Quase que diariamente frequentavam o Teatro, acompanhando as principais Óperas dos consagrados músicos alemães, dos quais seu favorito, Wagner, era de longe o mais visto. Passavam horas na fila para assistir apresentação ao preço de duas Coras, nos locais mais baratos do Teatro.

O tempo passou, a pressão começou. Hitler estaria cursando a Academia de Belas Artes e Gustl acabara de ser admitido no Conservatório de Música de Viena. Seria perfeito para os dois aspirantes artísticos, se não fosse pelo detalhe que Hitler novamente teria sua admissão rejeitada pela Academia. Desta vez, ele não comentou com ninguém, e passou a gastar seu tempo perambulando pela cidade. Certo dia, durante uma discussão com o amigo, Hitler confessou que não estudava na Academia e que não sabia o que fazer. O jovem Hitler, naquele momento estava completamente sem rumo.

Hitler mencionaria os anos vividos em Viena como miseráveis, de fome e pobreza. Levando em consideração que ele recebeu parte da herança da mãe, a quantia referente ao empréstimo feito por sua tia e mais a pensão de órfão que teria direito, pelo menos naquele ano de 1908, essa declaração não procede. Muito embora, tal quantia não permitisse uma vida de luxo, era suficiente para manter uma vida digna. Os custos com alimentação eram poucos, sua dieta diária era basicamente de pão, manteiga, pudins de farinha doce e algumas vezes um pedaço de bolo de nozes ou papoula, acompanhado de leite ou suco de frutas. Já nesse período, ele não consumia álcool. Sua única extravagância, realmente eram as noites nas óperas.

Não demorou muito para a parceria com Gustl se encerrar. Em julho de 1908, quando Gustl voltou a Linz para as férias de verão, Hitler deixou a moradia em Stumpergasse. Em novembro, quando o amigo retornou para início do ano letivo, não encontrou ninguém. Hitler deixara a residência da senhora Zakreys, sem informar seu novo endereço. Os dois só voltariam a se encontrar novamente em 1938.

Em 18 de outubro daquele ano, Hitler registrou-se na força pública como um “estudante” morando próximo a Westnahnhof. Ele escolhera uma nova fase para sua vida. Tempos difíceis ainda estariam por vir.

Desvendando Adolf Hitler III: Viena, o início de Hitler!

                    Augusto Kubizek, conhecido como Gustl, um jovem que sonhava ser músico famoso, foi um dos poucos que conviveram com Hitler nos últimos anos em Linz, depois da morte do seu pai. Já nesse período, Hitler estava convencido que os estudos convencionais não mais eram importantes, falando abertamente para sua mãe. Passou a viver uma vida entre o teatro lírico as horas de conversas com o seu amigo, Gustl. Era um fervoroso apaixonado por Wagner. Esse período Ian Kershaw considera que Hitler vivia no “mundo de fantasia”:

“[…] episódio, que se passou por volta de 1906, ilustra bem o mundo de fantasia que Adolf vivia. Depois de comprar com o amigo um bilhete de loteria, ele teve tanta certeza de que ganhariam o primeiro prêmio, que desenhou com visão detalhada como seria a futura residência deles. Os dois moços levariam uma existência artísticas, cuidados por uma senhora de meia-idade que cumprisse as exigências artísticas de ambos[..]” (Kershaw, 2001)

                   As custas da mãe, em 1906, realizou a primeira viagem para Viena, acreditava que ele iria estudar a galeria de quadros do Museu das Cortes. Durante duas semanas ou mais, permaneceu na capital do império, fascinado com quantidade de atrações culturais. O interesse de Hitler em ingressar para a Academia Vienense de Belas Artes nasceu nesta viagem.

                 Um ano depois, aos 18 anos, Adolf sofria pressão da família para trabalhar. Todos eram unânimes que ele deveria mudar de vida e achar algum objetivo. Hitler convenceu Klara que seu futura estava na pintura. A mãe, já diagnosticada com câncer, já direcionava quase todos os recursos da família para seu tratamento. Para não decepcionar o sonho de Adolf, sua tia Johanna , fez um empréstimo de 924 coras para financiar o sobrinho. Era tudo que Hitler precisava.

                 A saúde de Klara já estava bastante comprometida. Com câncer de mama, tinha sido operada em janeiro, por um médico judeu, Dr. Bloch, mas os custos do tratamento da matriarca eram cada vez mais pesados e os resultados cada vez menores, ela estava morrendo. Mesmo com doença da mãe os planos de Hitler não foram alterados, em setembro de 1907, estava em Viena realizando as provas de admissão para Academia de Belas Artes.

               Os testes iniciais da Escola de Belas Artes de Viena eram realizados com a apresentação de obras pessoais, essa era a primeira fase. De todos os candidatos, Hitler fora um dos 133 candidatos aceitos, sendo que 33 candidatos foram excluídos imediatamente. Em outubro, novamente outra e decisiva etapa na admissão. Cada um iria realizar desenhos sobre temas específicos e apresenta-los a banca julgadora. Apenas 28 candidatos foram aceitos, Hitler não estava entre os aprovados. No parecer da Escola, constava: “Exame de desenho insatisfatório. Poucas aptidões”. Em sua obra, Hitler confirma a decepção:

“Convencido que seria brincadeira de criança passa no exame[…] Eu estava tão certo que teria êxito que, quando recebi minha rejeição, foi como se caísse um raio do céu sobre mim. ” [Hitler, 1926]

               Em outubro retorna para perceber que sua mãe não resistiria mais tempo. Em 21 de dezembro de 1097, morreria Klara Pölzl Hitler. A realidade dura se abate sobre Hitler. Sem mais o que fazer em Linz, Hitler retorna para Viena, desta vez para permanecer lá por alguns anos . “Eu queria me tornar arquiteto” – disse Hitler anos depois – “obstáculos não existem para que nos rendamos a ele”.

                Hitler chega para morar em Viena com 25 coroas mensais, pensão para órfãos, e cerca de mil coras como herança deixada pela mãe. Já a herança deixada pelo pai só teria acesso quando completasse 24 anos. De qualquer forma, Hitler poderia viver aproximadamente um ano em Viena sem se preocupar com trabalho.

                Diferentemente do que tenha dito anteriormente, nada Hitler fez em Viena para ser arquiteto. Ele retomou a ociosidade desinteressada que estava acostumado, mas, não se tratava de uma pequena província do Império Austríaco como Linz, a cosmopolita Viena fervilhava em vários aspectos, conforme explicou Kershaw:

“[…] o deslocamento do provincianismo aconchegante em Linz para o caldeirão político e social de Viena marcou uma transição crucial. As experiências na capital austríaca deixariam uma marca indelével no jovem Hitler e moldariam de modo decisivo a formação de seus preceitos e fobias” (Kershaw, 2001)

 

Hitler começava a tomar forma.

 

Antes e Depois – Discurso no Ginásio de Esporte em Berlim

 Quando Hitler tornou-se o grande líder alemão em 1934, seus partidários do movimento nacional socialista organizaram um grande discurso público no novíssimo Ginásio de Esporte de Berlim. Cerca de 15 mil pessoas se espremem para ouvir um dos mais famosos discursos do Führer. A abertura foi realizada pelo chefe da propaganda nazista, Dr. Goebbels, e ele já inicia ameaçando os judeus: “Eles que se cuidem…Um dia nossa paciência irá terminar.” Declara o nazista para delírio do público presente.

 A estrela da noite chega, Adolf Hitler vem vestido com seu uniforme característico da SA e com sua cara de poucos amigos de sempre. Em silêncio, sem esboçar qualquer reação, espera, de forma impaciente, que todos façam silêncio no ginásio para ouvi-lo. E começa o discurso. A ênfase é no sentimento de derrota após 1919, e sem citar nomes, deixa subentendido que o desfecho da capitulação alemã ocorreu por conveniência interna dos líderes alemães. Continua dizendo que está preparado para liderar a Nova Alemanha que se apresenta. Várias vezes é interrompido pela multidão. Era o início da construção da Segunda Guerra Mundial dentro da Alemanha Nazista.

 Só que não…

  No final do vídeo temos uma continuação do mesmo Ginásio de Esportes de Berlim, dessa vez filmado pelos americanos em junho de 1945. Destruição e isolamento fecham a cena com o cenário caótico de Berlim totalmente destruída.

 Moral da História: os discursos populistas acrescentados de ações radicais, quase nunca fazem bem a uma nação. A História ensina, cabe a cada geração o aprendizado.

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