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O Modelo Alemão de Formar Soldado Combatente

Um dos pontos mais claros do Tratado de Versalhes era a referência ao tamanho do Exército Alemão, que deixava de ser um Exército e passava a ser uma força de defesa, chamado de Reichswehr. O Tratado previa uma força de 100 mil homens, sendo que 96 mil praças e 4 mil oficiais. Nesse contexto, o então comandante da Força Nacional, General von Seeckt passou a conceber uma doutrina de uma força profissional que fosse a base de um novo Exército. Esses militares seriam instrutores e formadores de combatentes em um futuro próximo.

Quando Hitler assume, já nos primeiros anos de governo, ele desconsiderou todas as imposições do Tratado e partiu para requalificar e transformar a Alemanha em potência militar, e inicia o processo de alistamento obrigatório e começa a criar as unidades militares que seriam a ponto de lança da visão expansionista do nazismo.

O treinamento desse recém formado Exército é digno de nota. Estabeleceu parâmetros e metas para a formação do soldado combatente. Cidades inteiras foram evacuadas para se transformarem em campo de instrução. A mobilização militar da Alemanha transformou um Exército de 100 mil homens para 2 milhões em pouco mais de 5 anos.

Esses centros de instruções funcionaram quase até o final da guerra, formando todo tipo de combatente. Já quando a demanda por homens treinados era evidente para a Alemanha, os centros receberam crianças, velhos e soldados não-combatentes das forças aérea e naval. Quando não havia mais o que fazer, e o fim era previsível, restava praticamente os civis lutando uniformizados, pelo menos, aqueles que ainda acreditavam em alguma coisa.

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