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Archive for outubro \29\America/Recife 2012

Dia D – A Operação que Mais Consumiu Recursos Materias e Humanos!

 Sem menosprezar, claro, qualquer outra Operação durante a Segunda Guerra Mundial, obviamente nossa análise para o Dia D não se resume apenas ao evento em si, mas as consequências posteriores dessa operação no contexto não só militar, mas logístico. Não há precedentes no fluxo de material que essa operação forneceu para os avanço Aliados sobre a Europa. Portanto segue uma explicação textual de Stephen E. Ambrose em seu clássico – O Dia D, com uma coleção de imagens que retrata essa logística do Dia D.

[…]

Ao todo havia 2.727 navios, variando de belonaves e navios-transporte e embarcações de desembarque que fariam o cruzamento por si mesmos. Eram oriundos de doze nações – Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, França, Bélgica, Noruega, Polônia, Grécia e Holanda. Dividiam-se na Força-Tarefa Naval do Ocidente(931 navios, com destino a Omaha e Utah) e a Força Tarefa Naval do Oriente (1796 navios, com destino a Gold, Juno e Sword). Nos conveses dos LST estavam os barcos Higgins e outras embarcações de todos os tipos, mas naves – como salientou o almirante Morrison – “do que havia em todo o mundo quando Elizabeth I era Rainha da Inglaterra” .

 

Nos dias 03 de junho, os navios de apoio de artilharia e de bombardeio da Força-Tarefa naval do Ocidente zarparam de Belfast com destino ao sul através do mar da Irlanda. Entre eles achavam-se os encouraçados Nevada, veterano de Pearl Harbor, Texas, o mais velho da frota americana, e o Arkansas, juntamente com sete cruzadores e vinte e uma destroieres. Eles seguiram na frente. Depois circundado Lands End e passado pela ilha de Wight, seguiram os LST, os LCT, os LCM e os navios-transporte, os quais deveriam iniciar a jornada horas antes do amanhecer do dia 04, reunindo-se e alinhando-se em comboios.

Antes e Depois – Especial Itália!

Publicar as fotos da medieval Itália que, a partir de 1943, foi um teatros de operações mais intensos da Segunda Guerra Mundial, e que sofreu uma profunda destruição, principalmente em pequenas cidades e vilas, sendo que muitos habitantes se encondiam em cavernas para não perderem suas vidas.

Também lembramos que foi esse cenário que nossos pracinhas combateram valorosamente.

Bombardeios Imprecisos, prenúncio do massacre – Omaha/Dia D

Nas últimas palavras antes do início da Operação Overlord os comandantes de pelotão falavam abertamente para os soldados não se preocuparem, pois os bombardeios previstos para as praias desencadeados pela Marinha e Força Aérea aliada iria destruir qualquer coisa que se movesse no litoral onde aconteceriam os desembarques. Observem as torres das igrejas, não restará uma só em pé – diziam os oficiais. Também não deveriam se preocupar com os abrigos e fortificações nas praias, isso seria um monte de escombros assim que o primeiro soldado colocasse o pé na praia.

É certo que o bombardeio foi poderoso, contudo impreciso! Principalmente onde os americanos mais precisavam, no funil chamado Vierville Sur Mer, a praia de codinome Omaha. Mesmo com todo o impacto naval e aéreo as fortificações estavam lá, firmes e fortes, com canhões 88 e ninhos de metralhadoras apontadas destruidoramente para as embarcações da primeira leva. Era o início de um massacre.

Os Feridos e Mortos em Omaha – Dia D

Na praia de Omaha, as primeiras ondas tiveram baixas de quase 90% do efetivo. Muitos dos soldados se afogaram, foram pegos pelas metralhadoras ou artilharia inimiga. O grosso do efetivo nunca tinha entrado em combate, ali, naquela praia era a primeira vez que encontravam a guerra e a morte. A partir de momento que iniciou a invasão, nada mais importava, exceto sair vivo daquele inferno que foi a praia de Omaha. Se invasão falhasse, seria por ali, e o mais provável era que isso acontecesse, pois duas horas depois do início da Operação, corpos se amontoavam levados pelas ondas que sacudia-os de lado para outro, pela palavras de Stephen E. Ambrose: “[…] como uma gato brincando com seu brinquedo predileto, para lá e para cá[…]”.

Para os inimigos históricos dos Estados Unidos não é possível tirar o mérito desses jovens americanos que deram suas vidas por esse pedaço de terra. Assim como outros jovens alemães deram suas vidas para defendê-las. Isso é guerra! Infelizmente algo atroz que se repete vigorosamente ano após ano, não com as dimensões alcançadas da Segunda Guerra, mas em outras proporções ao redor do mundo.

Os Loucos Condenados do Dia D

O Exército Alemão realizou uma pequena campanha de difamação das tropas americanas quando a invasão da Europa era dada como certa. Era comum circular entre os soldados que protegiam a França, que o governo americano iria enviar criminosos condenados para lutarem contra eles. A ideia era não intimidar os soldados, mas fazer com que eles entendessem que estariam lutando contra não contra soldados ou uma força regular, mas com homens que não tinham nada a perder, por isso os alemães deveriam lutar pelas suas vidas e não se renderem.

Quando souberam dos rumores, os soldados aliados passaram a raspar suas cabeças com penteados moicanos, principalmente os paraquedistas. O objetivo era demonstrar que eles, pela menos na aparência, estavam bem próximos de condenados, e estavam dispostos a acabar com qualquer resistência inimiga.

Rommel e o Dia D – Preparação

Não há como negar. Uma dos principais motivos de preocupação para o Comando Supremo Aliado para o Dia D atendia pelo nome de Erwin Rommel. A designação de Rommel para  cuidar da defesas estáticas alemãs na França foi determinante para as dificuldades que os Aliados encontrariam a partir de 06 de junho de 1944. Diga-se de passagem, que as coisas não ficaram pior pelo simples fato de Rommel não ter o pleno domínio das unidades diretamente empregadas no litoral normando. Evidentemente acrescenta-se a divergência dele e Rundstedt discordarem de tipo de estratégia que seria utilizada assim que a invasão iniciasse. Sendo que ele apostava tudo na defesa das praias, com as unidades panzers contra-atacando imediatamente antes que a cabeça-de-praia inimiga fosse formada, enquanto que Rundstedt acreditava que o melhor era preservar as unidades blindadas no litoral, longe da artilharia marítima aliada.

Em fevereiro de 1944 Rommel começou a inspecionar a Fortaleza Europa. Como resultado de sua inspeção, o aumento significativo das fortificações, minas, obstáculos e do poderio bélico nas regiões mais desguarnecidas, teoricamente menos provável para um desembarque, mas no local onde ele aconteceria quatro meses depois. Empregou além de tropas a população civil da França. Estava decidido a cumprir sua missão, mesmo que ele mesmo não mais acreditasse nela.

As Fotografias Mais Engraçadas da História! – Parte III

 Segue mais uma sequência esquisita das fotos mais engraçadas da História. Antes de rir, pense naquela foto que você tirou meio ridícula daqui a 100 anos!

O Soldado do Exército Alemão Estava Preparado Para a Campanha na Rússia?

Sempre que analisamos um Teatro de Operações da Segunda Guerra Mundial uma das primeiras perspectivas são reveladas a partir da visão do comando. Interpretar as conformidades estratégicas de cada lado é uma imposição para qualquer discussão sobre a condução de uma determinada campanha. Contudo, essa perspectiva não deve ser a única para aqueles que anseiam compreender todo o contexto da guerra. E, como não poderia deixar de ser, a campanha da Alemanha contra a União Soviética desencadeada pela Operação Barbarossa em 22 de junho de 1941 tinha por objetivo o colapso total do governo soviético antes do inverno. Ao contrário do que se imagina, Hitler estava entrando em uma longa e tenebrosa guerra que se encerrou em 1945 com a queda de Berlim.

Quando pensamos nos erros estratégicos na Campanha da Rússia sempre encontramos todos os tipos de discussão que vai da decisão de Hitler de não tomar a capital soviética até as linhas de suprimentos alemães durante toda a campanha.

Mas existe um fator que creio, deve ser considerado. Esse fator é expresso na seguinte pergunta:

O Soldado do Exército Alemão estava preparado para a campanha na Rússia?

Quero levantar algumas questões para que possamos entender uma pouco mais dessa perspectiva, mas antes vou reproduzir uma um trecho do livro: “Ação das pequenas Unidades Alemãs na Campanha da Russia”, uma publicação da BIBLIEX. Evidentemente vamos salvaguardar qualquer tipo de partidarismo.

“1. Adaptação Alemãs ao Teatro de Guerra Russo

 Ao contrário dos russos, as tropas alemãs estavam mal preparadas para uma prolongada campanha na Rússia. Tornou-se necessário um imediato reajustamento e uma radical modificação das normas estabelecidas para os teatros de operações central e ocidental. O primeiro reajustamento do Exército alemão às condições locais consistiu na revisão dos padrões de seleção dos comandantes dos escalões inferiores; sua idade média foi diminuída e os requisitos físicos foram aumentados. Sempre que uma unidade alemã tinha de entrar em ação contra as forças russas, era necessário deixar para trás qualquer excesso de bagagem, os cavalos de montaria e as viaturas unicamente de transporte de pessoal. Durante semanas, às vezes, os oficiais e soldados não tinha a oportunidade de trocas as roupas de baixo; esta circunstância exigia um outro reajustamento às condições de vida russas tendo em vista, tão somente, a resistência a imundície e aos parasitas. Muitos oficiais e praças de mais idade entraram em colapso ou ficaram doentes tendo de ser substituídos por homens mais jovens.

O soldado alemão, em comparação ao russo, era inferior devido às comodidades a que estava acostumado. Já antes da 1ª Guerra Mundial era comum pilheriar-se que os cavalos do Exército Alemão não resistiriam a uma única noite passada ao ar livre. O soldado da 2ª Guerra Mundial estava acostumado às barracas com aquecimento central e água corrente, às camas com colchões e a dormitórios com assoalhos de parquete e sua adaptação às condições de vida extremamente primitivas da Rússia não foi nada fácil.” – Ação das pequenas Unidades Alemãs na Campanha da Rússia – pg. 03

O que vocês acham?

A Vida do Artilheiro na Campanha da FEB

 Post em homenagem aos integrantes do 7º Grupo de Artilharia de Campanha – Regimento Olinda. Uma Unidade Militar que possui estreitos laços com o ímpeto que levou o Brasil a lutar nos campos de batalha da Itália.

——

Janeiro, 1945.

 

Encontramos no meio do caminho o General Cordeiro de Farias (comandante da Artilharia Divisionária), que está deixando crescer um bigode, e vamos a um Centro de Tiro. O Coronel Comandante de um Grupo de Obuses Auto-Rebocados nos acompanha até uma bateria.

 

Vamos visitar uma peça. O que vemos, no campo absolutamente branco, é um pequeno buraco negro: a entrada da barraca sob a qual está o canhão 105. A barraca, além de lona, ainda tem a rede de camuflagem do outono, e entre a lona e a rede já feno e galhos de pinheiros. Os ramos, sempre verdes do teto, dando um ar festivo ao interior. Mas por fora o inverno se encarrega de fazer a camuflagem: a neve cobre tudo. E quando ela se derrete costuma se infiltrar através de tudo e pingar lamentosamente sobre os homens que estão lá dentro.

 

O canhão está no meio da barraca, sempre muito limpo e bem tratado como um deus. Esse deus é servido por 10 homens. A um canto, a munição, com seu belo metal dourado. Ao lado, uma porta estreita, com um abrigo cujas paredes e tetos são de touras de pinheiro. Ali já dois telefones, uma cadeira, uma pequena mesa e cama para os 10 homens. Mas tudo isso num espaço muito reduzido; as camas são jiraus em estilo beliche; cinco jiraus duplos. A peça vital desse pequeno antro é o fogão aquecedor, cuja chaminé – agora verifico – sai discretamente um palmo fora da neve, lá fora. E há esta coisa importante: luz elétrica. Em resumo, o alojamento não é luxuoso, mas quente, e bem abrigado – e os soldados me dizem que ali, faça lá fora frio que quiser, dormem bem. Para comer, eles vão até o PC (Posto de Comando) da bateria – e me dizem todos que a comida é boa.

 

“Quase todos estão engordando aqui” – me diz o sargento Antão. Antão Vieira é de Tupaceretã, Rio Grande do Sul, e no seu grupo de homens há outro gaúcho, o soldado Marne Pereira Soares. Há um mineiro de Viçosa – Lauro Martins Correia – e um capixaba de São Mateus, Jorge Costa Machado. O cabo Benedito Martins é, como aquele homem do samba, de Niterói, e Newton Costa é de Petrópolis. Há dois baianos: Cícero Ferreira dos Santos, de Pilão Arcado, e um João que não estava presente no momento e todo mundo chama de João Baiano – e ninguém na hora lembrava o nome dele. Completam a dezena um carioca, Alberto Amar, e um fluminense, Grimaldo José do Patrocínio. Para dar um tiro não são necessários esses 10 homens. Bastam 4: um telefonista, um apontador, um atirador e um carregador.

 

Um canhão dá em média uns 40 tiros por dia – e no dia em que trabalhou mais deu 108 tiros. O Tenente Adélio Conti, que é o observador avançado e está ali no momento, me explica que a bateria (04 canhões) é comandada por um capitão – no caso o capitão Salomão Naslausuy; tem um tenente Aristides Simão, oficial de manutenção, ele, tenente Conti, observador avançado e um excendente, que é o segundo-tenente José da Mata Teixeira, que no momento está como observador avançado. Quem comanda os tiros é o comandante da linha de fogo, primeiro-tenente Aristides Simão. Ele diz pelo telefone ao sargento Antão:

                – “Só a primeira peça, explosivo meia dúzia instantânea. Vigilância esquerda um dois zero. Sítio 427. Por um. Alça 380.”

                Isso quer dizer mais ou menos o seguinte: que o projétil a ser usado deve ser explosivo – e não fumígeno. O “meia dúzia” quer dizer que deve ser usada a carga de projeção 6. Um projétil pode ser lançado com diferentes cargas, conforme a distância a que se destina. “Instantânea” quer dizer que a granada pe di tipo da que explode imediatamente quando toca o objetivo, e não antes, como as de “de tempo” (que explodem no ar e fazem uma chuva de estilhaços para matar pessoas), nem algum tempo depois, como a de “retardo”, que primeira penetra para depois explodir. “Vigilância” é a posição em que está o canhão, ou melhor, a direção em que ele está apontando. “Vigilância esquerda um dois zero”, indica que ele deve ser desviado para esquerda 120 milímetros. “Sítio 427” indica o objetivo; “por um” quer dizer simplesmente que deve ser dado apenas um tiro, e 380 é a alça a ser usada. O leitor entendido nessas coisa que desculpe a maneira pela qual as explico, pois estou me dirigindo no momento a leitores que suponho tão ignorantes no assunto como eu próprio.

 

Recendo essa ordem do Tenente Aristides, o sargento Antão as anota e as transmite imediatamente aos seus homens. Em alguns segundos eles regulam tudo, e então o sargento diz ao telefone:

– Antão, Pronto! Depois ouve a voz do tenente:      

– Atenção…(que transmite aos soldados):

– Atenção!

– Fogo!

E assim o “Terror” – é este o nome que deram ao canhão – manda saudações às linhas alemãs.

O canhão deve estar preparado para fazer um tiro a qualquer momento que for ordenado, e fazê-lo em poucos segundos. Isso quer dizer que deve haver sempre 04 daqueles 10 homens acordados. Os soldados me disseram que preferem o sistema de cada turma trabalhar 24 horas e descansar 24 horas.

A vida dos 10 homens e 01 canhão não é na verdade, muito divertida. A barraca, a peça, e lá fora neve e nada mais. Esses homens são do segundo escalão: estão na linha de fogo desde 24 de novembro. Duas vezes por semana podem ir tomar banho de banheira quente na localidade mais próxima, é este passeio com que podem contar. Mas é rápido – e além disso durante algum tempo os banhos foram limitados a 01 por semana, porque o tal lugarejo estava sendo demasiadamente bombardeado pelos alemães […].

Deixo o pessoal entregue ao orgulho de sua instalação e vou-me embora. Nosso jipe enfrenta um pequeno turbilhão de flocos de neve, e durante toda a viagem as rajadas oblíquas o atravessam. No alto da serra encontramos o mesmo vento furioso de sempre e depois de um atraso de meia hora, na estrada atravancada pelos carros limpadores de neve. Mas poder rodar pela estrada a qualquer momento é um alto privilégio. Ficar meses em um canhão e dois telefones – esta é a rude disciplina do artilheiro.

Fonte:  Crônicas de Guerra – Rubem Braga

As Invenções Mais Hilárias do Século XX

 Quem não lembra dos produtos das Organizações Tabajara do programa humorístico Casseta e Planeta? Bem nesse estilo, vamos apresentar algumas invenções que poderiam se classificadas nesse quadro. Muito embora há também uns bem interessantes e que poderiam ter uma aplicação comercial mesmo. Observem.

Os créditos são do Felipe Vaamonde.

 

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Homenagem aos Pernambucanos Mortos no Teatro de Operações da Itália

Uma importante homenagem a Força Expedicionária Brasileira foi realizada hoje em Pernambuco. Em uma bonita cerimônia, foi inaugurado no 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – Esquadrão Forte das Cinco Pontas, o Monumento aos Pernambucanos Mortos nos campos da Itália.

O evento contou com a presença do Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco, senhor Alberides de Lima Passos e do Tenente R/2 Gildo – Diretor Cultural da Associação dos Oficiais da Reserva-AORE que, acompanhados do Major André Augusto, comandante do 10º Esquadrão, realizaram o descerramento da placa alusiva que homenageia os 12 pernambucanos que perderam suas vidas no Teatro de Operações da Itália.

O evento também contou com a Guarda do Monumento, formada por uma representação do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega, que tornou a solenidade ainda mais emocionante.

São iniciativas como estas que fazem jus a memória daqueles que entregaram suas vidas pelo seu país.

Os Veteranos pernambucanos da FEB agradecem os Lanceiros do 10º Esquadrão pela oportunidade de presenciar, em vida, o reconhecimento dos sacrifícios dos jovens pernambucanos em favor de um mundo melhor.

Informações Adicionais:

Os Pernambucanos da FEB mortos na Itália

A Memória dos Heróis Mortos Largado ao Esquecimento!

Os lanceiros do Recife honram, nesta data, a memória daqueles que fizeram o mais alto sacrifício em defesa da Nação Brasileira e da Democracia durante a 2ª Guerra Mundial

O Belo Monumento em Homenagem aos Pernambucanos Mortos! Com a Guarda do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega

A Revolta dos Vencedores! Os Partigianis Italianos!

Sargento Rigoberto relatou certa vez que os maiores horrores que ele viu na guerra foram testemunhadas após o cessar fogo na Itália. Evidentemente parece soar estranho para quem passou quase um ano na linha de frente e viu sua Unidade atuar nas principais batalhas da Força Expedicionária Brasileira. Mas não é tão surpreendente quando se observa o furor do povo italiano para por fim aquele período de dor e tristeza. Mussoline conseguiu, entre outras coisas, envolver a Itália na Guerra Civil Espanhola, levar o Exército a uma fatídica campanha no Norte da África e enviar Exércitos para apoiar a Alemanha na campanha de inverno na União Soviética. Tudo isso deixou os italianos com os nervos a flor da pele! Quando o regime cai e a Alemanha ocupa de fato os territórios italianos, revelasse a opressão do dominador. A Itália é um dos países que sentiu a guerra de perto. Pobreza, morte e destruição faziam parte do cotidiano dos italianos.

Quando a FEB chega à Itália, todos os pracinhas relatam unanimemente que se impressionavam com a destruição das cidades onde passavam, exatamente assim é a guerra, não permite que ninguém escape de suas consequências. Pessoas vivendo em cavernas, mulheres se prostituindo por qualquer alimento, crianças e velhos morrendo de inanição, esse era o quadro da população civil da outrora alegre Itália.

Quando a Alemanha se rende, chega a hora do acerto de contas, e os Partigiani queriam se vigar. Não por acaso, tropas alemães capturadas sofriam espancamento e morte, mas o pior estava reservado para os “traidores da pátria”, ou seja, os homens e mulheres que colaboravam com o regime de ocupação. Para estes, não bastava apenas a violência dos espancamentos ou a morte, mas a humilhação! Para as mulheres a violência era seguida da execração pública! Todos viravam as costas enquanto os cabelos eram raspados e suas roupas rasgadas! Se tivessem filhos de soldados alemães, eram banidas da cidade com a criança, tendo que perambular pelas estradas sem qualquer tipo de ajuda, pois quem ajudasse estava sujeita ao rigor da justiça dos vencedores.

As Fotografias Mais Engraçadas da História! – Parte II

O tempo é muito engraçado, isso mesmo, basta olhar para uma foto sua na década de 80 ou 90 e você logo perceberá que o tempo passou e o que era “moda” naquela época, parece ridículo hoje. Então imagine a moda a 50, 60, 70 anos atrás ou mais? Por mais engraçado que possa parecer, alguém se orgulhou dessas fotos algum dia. Então observem os modistas do século passado e do anterior.

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Determinando as Causas do Fim de Hitler –

Impressionante como nos deparamos com argumentos da Segunda Guerra que impossibilitam qualquer tipo de análise mais profunda do evento. Outro dia estava observando alguns comentários na internet sobre o confronto entre a URSS e Alemanha e, perplexo, observei que algumas pessoas defendem avidamente que a Segunda Guerra Mundial foi basicamente um conflito envolvendo esses dois países. Os principais argumentos foram as grande campanhas, os material bélico e humano envolvido e a derrocada do regime de Hitler iniciando às margens do Voga. É compreensível que um entusiasta soviético sustente o heroísmo do Exército Vermelho na campanha de expulsão da Wermartch até a queda de Berlim. Mas não é possível desconsiderar todas as campanhas militares entre 1939 a 1942, período em que vigorou de forma muito atuante a amizade entre os regimes do senhor Stálin e do ditador germânico. Não podemos conceber que o envolvimento de quase toda a totalidade de nações europeias e muitas outras nações de outros continentes, possam ser desprezadas no contexto das campanhas militares. Inconcebível também pensar que os mais de 02 milhões de soldados alemães estacionados na França em uma possível ofensiva aliada a partir do segundo semestre de 1943 possam ser desprezadas. Citamos apenas alguns exemplos, mas há muitos outros.

Portanto é necessário entender que uma das principais características do conflito é a percepção de que o envolvimento foi global, isso é passível, e que até 1942 a Inglaterra lutou praticamente sozinha nos céus e nos mares para segurar o ímpeto expansionista de Hitler. E os recursos empregados nas diversas campanhas foram diminuindo a capacidade bélica no decorrer dos anos e influenciou sim, o resultado final da guerra.

Essa visão é tão importante que o senhor Stálin, na Convenção Aliada em Casa Blanca, reforça a necessidade de abertura de uma nova frente, pressionando politicamente os Estados Unidos e a Inglaterra para que houvesse a invasão da Europa, por isso, podemos entender que um dos principais personagens para a Operação Overlord, o Dia D, foi o chefe comunista. Ele sabia a necessidade de fazer com que recursos importantes do, ainda combativo Reich, pudessem ser deslocados para a defesa de outra frente, aliviado seus Exércitos em franca ofensiva, portanto há argumentos suficientes para dar o peso e importância para cada ação política e de guerra.

Para finalizar é importante saber que, apesar de uma frente ter concebido um peso maior ou menor para o resultado final da guerra, o que levou a queda do Reich foi o conjunto de fatores, ações e decisões dos diversos líderes envolvidos que determinou e resultado final da guerra. Qualquer outra interpretação está baseada em exacerbada ideologia e não podem se configurar uma análise critica e isenta da Segunda Guerra.

Contudo nada disso tira o grande heroísmo e bravura com que lutou o povo soviético.

Segue abaixo alguns exemplos dos combates da União Soviética.

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A Festa Longe do Front! Era uma FESTA!

Uma coisa muito interessante na Segunda Guerra Mundial era o tratamento que era dispensado aos soldados que tiravam licenças para sair do front. Os Exércitos Aliados criaram uma doutrina até então completamente diferente de tudo que se poderia imagina. Com a ideia de que eram necessários pelo menos 20 anos para formar um bom soldado, os serviços de assistências se desdobravam para dispensar aos militares, toda a sorte de serviços para que o mesmo pudesse esquecer, pelo menos por algumas horas ou dias, os horrores dos combates. Para tanto ofereciam Bailes, Festas recheadas de bebidas e mulheres, estadias em hotéis e outros entretenimentos. Não por acaso, vários pracinhas da Força Expedicionária Brasileira relatam os dias felizes que tiveram em suas folgas pelas cidades da Itália. Evidentemente tudo controlado dentro dos padrões americanos de observância da lei e da ordem, mas que, depois de algumas garrafas de uma boa bebida, sempre havia confusão. Por isso a Miliry Police (MP) era uma figura sempre presente nos animados locais de diversão. Não por acaso, a MP brasileira também desempenhou a função da Itália. De tanto necessária, o general Zenóbio da Costa resolve implantar, em tempo de paz, uma tropa que se especializasse em trazer disciplina, onde os ânimos se exaltavam, era a Polícia do Exército dando seus primeiros passos no Rio de Janeiro no pós-guerra.

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Epa!!

Ferrou, tudo!

Olha a PE americana!

Fotos: David Scherman

As Fotografias Mais Engraçadas da História!

 Em mais uma hilária série que mostrar como o passado pode ser engraçado e sem noção, pelo menos para nós!

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