Início > Mais Assuntos > Gol de placa de Amorim: em 4 dias, decisão destrambelhada e ilegal de punir militares da reserva gera 500 novas adesões.

Gol de placa de Amorim: em 4 dias, decisão destrambelhada e ilegal de punir militares da reserva gera 500 novas adesões.


Pois é… Na manhã de ontem, eram 455 os militares da reserva que haviam assinado o texto de protesto contra a censura praticada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, a um manifesto dos clubes militares. Achando que não bastava a censura já ilegal ao texto — a lei garante aos clubes o direito de se pronunciar —-, a dupla do barulho também decidiu punir os signatários do segundo documento, o que é igualmente ilegal. Eram, então, 98.

Pois é. Ontem de manhã, a lista já trazia 455 militares — 61 generais. No último balanço, feito às 23h, os números haviam mudado bastante: 66 generais,  338  coronéis, 67 tenentes-coronéis, 13  majores, 29 capitães, 36 tenentes, 23 subtenentes, 21 sargentos e 5 cabos e soldados. Ao todo, são 598 militares, um desembargador do TJ-RJ e 272 civis.

Relembro: 1 – A lei garante aos militares da reserva o direito de se manifestar; 2 – o segundo texto, que motivou a decisão de punir os militares, não contesta a autoridade de Amorim coisa nenhuma; diz que ele não tem autoridade específica, isto é, para tirar um manifesto do ar, como fez.

Foi mesmo um gol de placa do Megalonanico, que é quem está botando fogo na governanta. Em quatro dias, ele conseguiu aumentar em 500 as adesões ao protesto. Exibe, assim, a mesma eficiência já demonstrada no Itamaraty. Quem não se lembra daquela brilhante operação para reconduzir Manuel Zelaya, o maluco do Chapelão, no poder em Honduras? Ou a estupefaciente negociação sobre o programa nuclear iraniano?

O Colosso de Rhodes da diplomacia dá agora suas luzes na Defesa!

PS: Qualquer um que debata este assunto sem discutir o conteúdo da Lei 7.524 é vigarista. De novo: O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art 1º Respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público.

Por Reinaldo Azevedo

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  1. Francisco Bendl
    05/03/2012 às 11:42 AM

    Outro registro meu sobre esse assunto deveras interessante:

    • Francisco Bendl
    fevereiro 28th, 2012 at 10:12
    Tenho lido alguns comentários que falam dos militares como os únicos torturadores. Evidentemente, esse pessoal também sabe que houve o mesmo da “outra parte”, desde sequestros, mortes, assaltos e roubos.
    Razão pela qual se deu a Anistia, Ampla, Geral e Irrestrita.
    Pois o assunto volta à baila, e de uma forma meramente revanchista, como se percebe.
    Não sei até que ponto isso será útil para o país, ao desenterrar lembranças que deveriam se manter sepultadas.
    Entendo a indignação de quem foi torturado, prejudicado no trabalho, sofreu sequelas até hoje sentidas.
    No entanto – e espero que entendam a minha franqueza – foi uma opção pessoal de quem quis lutar ou colaborar à implantação de outro regime para o país, o comunismo.
    A população brasileira se manteve serena, calma, trabalhando, estudando, passeando, viajando e saindo do país em férias ou a negócios.
    A grande maioria do povo brasileiro não se envolveu com os manifestantes contrários aos militares.
    Fosse assim e teríamos uma guerra civil, o que não aconteceu e, mais, não havia campanhas para o desarmamento, uma campanha sórdida para nos deixar mais inseguros e à mercê de violências de onde vierem, menos para diminuir a violência como foi divulgado.
    A indenização atualmente recebida pelos que comprovaram efetivamente danos morais e materiais está compensando essa indignação, claro, em parte, admito, mas também é o reconhecimento dos excessos cometidos.
    Jamais encontraremos fórmulas que efetivamente nivelem o sofrimento, a injustiça, a ofensa.Esse lamentável episódio da história brasileira deveria constar apenas nela, na história, como exemplo a não ser mais repetido.
    Porém, não do jeito que os rumos do país estão sendo conduzidos, a começar com esse revanchismo e exumação de um corpo já decomposto, que não permitirá maiores análises à sua própria identificação, se é que me entendem.
    A vida nos proporciona momentos de vitórias e derrotas. Nessa questão, o Brasil perdeu, e alguns de seus filhos penaram mais que os outros porque assim decidiram. Não era hora para romantismos; não era adequado tentar a implantação de um regime comunista à base da luta armada se a população já havia se manifestado contra!
    Resgatar esse passado agora e punir culpados – não acredito em isenção desta Comissão da Verdade -, iremos reviver situações nada agradáveis e confortadoras, ao contrário, vejo o renascer de ódios e diferenças que nos tornaram inimigos dentro do nosso próprio país!

  2. paulo paiva
    05/03/2012 às 2:37 PM

    Amigos
    Assinei e assino novamente o manifesto. Sou militar da reserva e tenho todo o direito de me pronunciar. Em 1817 o grito veio de Pernambuco; em 1888, do Ceará (primeiro Estado a libertar os escravos); em 1930, dos Tenentes; em 1964, de Minas. Agora, de onde virá? Não sei, mas aos 66 anos responderei: AD SUMUS (Aqui estamos).

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