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Archive for 17/12/2011

Walt Disney foi à Guerra!

Durante a Segunda Guerra Mundial todos os esforços de guerra eram válidos e aceitáveis. Não por acaso, a grande popularidade da propaganda infantil não poderiam ficar de fora. Todos sabiam que uma guerra de propaganda estava sendo travada em todos os fronts, portanto nenhuma oportunidade poderia ser dispensada para consolidar o moral para o esforço de guerra. Para tanto, os Estados Unidos contaram com a participação de um dos maiores criadores de estórias infantis de todos os tempos, Walt Disney. E os esforços estavam direcionados para o país e para o exterior. Não por acaso, Walt Disney criou o personagem Zé Carioca para popularizar as ideias defendidas pelos Aliados.  Segue abaixo algumas Histórias interessantes:

Nesta ilustração para a edição de setembro 1942 da revista Coronet, personagens da Disney participam de atividades linha de frente. Pato Donald, como marinheiro, simboliza que a caneta é agora igual à espada, enquanto outros personagens representam uma variedade de papéis em tempo de guerra: o porquinho simboliza o poder da indústria, Minnie é uma voluntária da Cruz Vermelha, o anão Dunga compras bônus de guerra , Flor do skunk é um membro do serviço de guerra química e o coelho é sinalizador do exército. Os caracteres e insígnias para o Tigre Voador e o Esquadrão de Mosquito no céu representam duas das mais de 1.200 projetos criados no estúdio Disney.

Criação da Disney para propaganda no país do Departamento do Tesouro. O estúdio produziu dois filmes sobre imposto de renda e uma infinidade de publicidade de títulos e de poupança-relacionadas, tornando um dos maiores sucessos do estúdio em tempo de guerra. A vitória de Março de um livro publicado em 1942 para ser doado a jovens para incentivá-los a adquirir selos de poupança. Ele descreve o Lobo Mau e dois lobos como fascistas alemães, japoneses e italianos. Os lobos roubam tesouro do Pato Donald, que continha um selo de poupança. O personagem da Disney persegue os lobos por Washington, DC.

Artistas da Disney criaram uma riqueza de material relacionado com a guerra para muitos outros órgãos federais, estaduais e departamentos do governo locais e de agências. Esta ilustração foi projetado para a Comissão de Guerra em 1943, para tentar convencer os funcionários a permanecer no emprego que foram treinados e ajudar a aliviar a escassez de mão de obra crítica provocada por homens que estão sendo convocados para o serviço militar.

Disney forneceu arte para dezenas de organizações que promoveram atividades de front, de campanhas de salvamento e unidades de doador de sangue. Este folheto promocional, publicado pela Chest Los Angeles em 1943 e distribuído para crianças em idade escolar, conta a história de Chesty, seus dois ajudantes Polly e Paulo, e seu amigo Coptie.

A Quinta Unidade de Crédito de Guerra incluiu em 1944 a pequena denominação E Bond. Disney permitiu certificados para ser impressa com as imagens de seus personagens mais populares para promover a campanha de Bônus para Bebês. Um certificado foi dado a todos que compraram bônus em nome de um bebê ou criança pequena.

Durante a guerra os americanos tiveram que lidar a inconveniência do racionamento de comida. Açúcar e café foram os primeiros itens a serem racionados, seguido por alimentos processados ​​e produtos de carne e laticínios. Este 1943 um livreto produzido com cupons de racionamento. Mickey, Minnie, Donald e Pluto são retratados na capa, com expressões aparentemente de satisfação, depois de deixar o Mercado Super Duper com suas compras.

Entre as mais bem sucedidas campanhas de participação civil foi a Victory Gardens, o que encorajou os americanos a cultivar e preservar suas próprias frutas e legumes. Concursos foram realizados em nível local, estadual e nacional, com o vencedor nacional levando para casa bônus de guerra de US $ 1.000.

Durante o curso da guerra, artistas da Disney desenharam mais de 1.200 insígnias de combate para todos os ramos das Forças Armadas dos EUA e seus aliados. Além do famoso Flying Tigers, um dos desenhos mais famosos feitos para a Força Aérea Real da Inglaterra. Antes de Pearl Harbor, muitos pilotos norte-americanos juntaram-se a Força Aérea Real da Inglaterra como membros de esquadrões Águia 71, 121 e 133.

Em uma outra publicação veremos as histórias de outros personagens, mas já adiantaremos as figuras:

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Osvaldo Aranha – O cara que decidiu

Osvaldo Aranha é uma prova cabal do pouco conhecimento que o nosso país tem com a sua história e que, infelizmente, diminui as nossas esperanças para com o futuro desse grandioso país.

Osvaldo Aranha foi uma das figuras mais importantes de seu tempo. Osvaldo é natural de Alegrete, Rio Grande do Sul, participou ativamente da vida política brasileira, sendo um dos principais articuladores da revolução de 1930, e da campanha da Aliança Liberal, para a deposição do Presidente Washington Luís. Em 1934 aceitou o cargo de embaixador do Brasil em Washington, onde sempre cultivou bastante amizade e consideração com os principais políticos daquele país, e que viria a ser fundamental durante a eclosão da Segunda Guerra.

Com a instituição do Estado Novo, em 1937, o Embaixador Osvaldo Aranha pede exoneração do cargo, por não concordar com os tramites políticos enveredados por Getúlio Vargas. Contudo, em março de 1938, depois de um longo conversa com o Presidente, aceita o cargo de Ministro das Relações Exteriores. Esse é o ponto mais importante para o país em relação a postura do Brasil frente a massificação das doutrinas pró-nações do Eixo, que alinhavam-se com a política do Estado Novo.

Com a eclosão da guerra, em setembro de 1939, o Brasil declara imediatamente sua posição frente ao conflito, alinhando-se com as determinações definidas no Encontro das Nações Americanas em outubro de 1939 na República do Panamá, onde os países dos continentes americanos determinaram uma zona de segurança de 300 milhas marítimas, devendo os países beligerantes respeitarem o Estado de Neutralidade dos países americanos. Muito embora a Argentina que votasse contra resolução, defendendo a não-beligerância dos países ao contrário na neutralidade, na prática isso faria com que os países das américas poderiam apoia e tomar partido no conflito sem se envolver belicamente. Osvaldo Aranha tem um papel de destaque nas conferências na busca pela unanimidade.

Entre os anos de 1939 e 1941 o Brasil flertou em vários momentos com as ditaduras do Eixo, e manteve relações comerciais ativas com a Alemanha até 1941. Vargas tinham como Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra e o General Góis Monteiro Chefe do Estado Maior do Exército, como seus principais conselheiros, todos declaradamente germanófilos, o que é compreensível devido as vitórias militares consecutivas que a Alemanha alcançara na primeira fase da guerra. O próprio Vargas exaltava a política nacionalista dos fascistas italianos. Em discurso proferido no Encouraçado São Paulo, Vargas exalta as políticas fascistas adotadas por Mussoline, que responde com uma carta direta ao Presidente felicitando-o pela declaração e fortalecendo os laços de amizade entre os dois países. Os norte-americanos não vêm com bons olhos a aproximação. Entre novamente em cena a figura do Ministro Aranha para dar explicações sobreas posição brasileiras.

Em 11 de outubro ocorre o primeiro incidente diplomático entre o Brasil e a Inglaterra, quando o navio Siqueira Campos é detido no estreito de Gibraltar pela Marinha de Guerra Inglesa com o pretexto de ter a bordo, não coberto por certificado de navegação, mercadorias de procedência alemã. Na verdade havia como carga do navio, armamentos alemães vendidos ao Brasil em contratos firmando antes da eclosão da guerra, portanto legais. Essa conduta dos ingleses enfurece o Governo Brasil, e os generais Dutra e Góis Monteiro exigem que o país corte as relações diplomáticas com o a Inglaterra. Nesse momento, o Ministro das Relações Exteriores, Osvaldo Aranha, intervém nas negociações, acionando os Estados Unidos para intermediar os entendimentos. O Siqueira Campos é liberado alguns dias depois. Esse foi o primeiro de outras apreensões realizadas pelos britânicos, sempre causando transtornos diplomáticos e precisando da intervenção direta de Osvaldo Aranha.

No final de 1941, logo depois dos ataques a Pearl Harbor, o Brasil convoca, junto com os Estados Unidos, o III Encontro de Chanceleres em janeiro de 1942, onde a maioria dos países optam por romper as relações diplomáticas com as nações do Eixo em solidariedade aos americanos. Mais uma vez, a Argentina vai de encontro a opinião dos demais países, agora acompanhado pelo Chile. No âmbito da política interna, Aranha tem sua própria guerra, o Ministro da Guerra e o Chefe do Estado Maior do Exército são contra o rompimento das relações, pois acreditam que o Brasil não teria condições de responder a possíveis retaliações das potencias do Eixo, alegando que o Ministro das Relações Exteriores não teve nenhuma consultoria dos militares para lhe fornecer as consequências de tais medidas para o país. Nesse período Getúlio escreve em seu diário: “O Osvaldo quer me convencer sobre o rompimento das relações diplomáticas…”. O que acontece de fato! O país comunica oficialmente a Alemanha, Itália e Japão, chamando de volta suas representações, sendo que a volta dos brasileiros nesses países ocorre sem qualquer incidente, exceto no Japão, onde os diplomatas e suas famílias têm problemas para deixar o país.

Desde o primeiro momento que o Osvaldo Aranha defendeu publicamente que o país deveria lutar lado a lado com os Aliados, várias correntes importantes e influentes da sociedade brasileira protestaram, inclusive havia campanhas idealizadas, pela chamada Quinta-Coluna, para conduzir o país a abraçar à causa alemã. Mas nada impediu esse bravo brasileiro a conduzir o país para o lado dos Aliados, mesmo que de forma política, dai então o interesse do governo para que os EUA fomentasse uma indústria de transformação no país em troca cessão de bases no nordeste.

Tudo ficou claro quando os alemães passaram a atingir navios mercantes na costa brasileira. Nesse momento o clamor vindo do povo, que assistia estarrecido o número de vítimas aumentarem assustadoramente mês a mês. Osvaldo também acredita que o Brasil deva declarar guerra a Alemanha, só que desta vez não encontra resistências por parte do Presidente ou de seus conselheiros.

Após a guerra Osvaldo Aranha se retira do governo, mas continua na vida diplomática, e em 1947, como chefe da Delegação Brasileira na recém criada Organização das Nações Unidas, na votação para o Plano da ONU para a Participação da Palestina que culminou com a criação do Estado de Israel, e onde o embaixador Aranha, teve uma participação de destaque. Sendo homenageado pelo Estado de Israel dado nomes a ruas em Tel Aviv e no Campus da Universidade Ben-Gurion do Negev em Bersebá.

Em 27 de janeiro de 1960, faleceu em decorrência de um ataque cardíaco o ilustre brasileiro que foi fundamental para o Brasil na primeira metade do século passado. Que sua memória e seus feitos possam ser exaltados por está e futuras gerações.

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