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Arquivo para a categoria ‘Guerras’

Análise Histórica Fotográfica da Segunda Guerra – Parte 02

Quando na preparação da Operação Barbarossa, uma das maiores operações militares já desencadeadas até aquele momento, o moral do soldado alemão estava alto, devido as expressivas vitórias ocorridas desde 1939. Meses antes do início da operação, o sistema político alemão concentrou uma forte propaganda entre os militares que formariam as primeiras ondas de ataque para criar a imagem de um inimigo miserável, cruel e que deveria ser destruído em sua totalidade; essa propaganda direcionada tentava imputar no soldado a ideia de que sua causa era justa e ele deveria colocar em prática todos os seus esforços para livrar o mundo do comunismo.

 Durante invasão e as primeiras conquistas de cidades soviéticas, o que se viu foi um povo aclamando os invasores como heróis libertadores, tudo que propaganda nacional-socialista queria. Soldado recebiam rosas e gritavam alegremente por sua “liberdade”. Reforçando ainda o estigma, os Vermelhos executam civis que etnia germânica, servido de subsídio para a confirmação da propaganda alemã.

 Na mesma propaganda desferida antes da operação, falava-se em uma vitória rápida, assim como fora as anteriores. Os comandantes de Unidades repassavam que toda a conquista seria finalizada em três ou quatro semanas, pois o inimigo era inferior e pouco combativo. E tudo levava a crer nas primeiras semanas que os objetivos seriam alcançados.

 Como sabemos as linhas de suprimentos, as ordens absurdas, o clima russo e o infinito material humano russa contribuíram para a destruição das forças que participaram da Operação Barbarossa e revertendo a invasão até a derrocada final de Berlim em 1945.

24 de Maio – Dia da Infantaria – A Rainha de Todas as Armas

Ontem, dia 24, o Exército Brasileiro comemorou o Dia da Infantaria, que é considerada a Rainha das  Armas. A infantaria é muito mais do que uma concepção militar da guerra; ela é a consolidação das virtudes que devem forjar um guerreiro, já que para a infantaria não há meio termo, pois cabe ao infante a coragem, a determinação, a superioridade sobre a adversidade e o cumprimento da missão sob quaisquer circunstâncias, mesmo que para tanto, seja necessário perder a vida, e essa última instância faz parte da atividade da infantaria.

 

Um grande exemplo de soldado da infantaria brasileira

A TODOS OS ABNEGADOS SOLDADOS DE INFANTARIA QUE, INDEPENDENTEMENTE DE POSTO OU GRADUAÇÃO, SÃO OS EXEMPLOS DE VIRTUDE E CORAGEM NO GRAU MAIS ELEVADO! PARABÉNS!

Infantaria Brasileira no 14º Batalhão de Infantaria

 

Patrulha de Infantaria – A Morte no Caminho

Depois das frustradas operações brasileiras sobre Monte Castelo, toda as ofensivas Aliadas nos Apeninos foram suspensas com a chegada do inverno italiano, essa fase da guerra se estendeu até fevereiro de 1945, quando se deu início a ofensiva do V Exército no Teatro de Operações da Itália.

No período compreendido entre dezembro de1944 afevereiro de 1945, as operações contra os alemães se resumiram as constantes patrulhas que objetivavam capturar inimigos e monitorar a movimentação e manutenção da linha de frente. Esse árduo trabalho foi desempenhado de forma brilhante pelas tropas brasileiras, tanto que o pracinha brasileiro ficou conhecido por ser um bom patrulheiro. Nomes como o sargento Max Wolf e tenente Iporan eram reconhecidamente exímios nesse tipo de operação.

Essa atividade, bem característica da infantaria, consiste em um ou mais grupo de combate (CG) ou até mesmo um pelotão, sempre atuando próximos ou nas linhas inimigas. A patrulha é uma atividade de enorme risco e não raramente vidas são perdidas no cumprimento dessa missão.

Diário de Guerra – a FEB em Quadrinhos

Com a indicação de André Monteiro:

Fonte:

http://www.bigorna.net/index.php?secao=gibizoide&id=1300553461

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Já dentre os artistas brasileiros dos quadrinhos que durante os anos 60 do século passado tiveram a oportunidade de escrever e desenhar sobre histórias de guerra, seguiram a linha de Kanigher, e como o Brasil também teve sua participação, sua importância no desfecho do conflito da II Guerra Mundial, não faltaram histórias, não faltou inspiração! Os soldados e oficiais da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que entre erros e acertos cumpriram valorosamente sua missão nos campos de batalha da Europa, já haviam se tornado conhecidos personagens de gibis (em títulos como Conquista e Combate), quando na metade final dos anos 1960 a Gráfica & Editora Penteado (GEP), de Miguel Falcone Penteado, lançou nas bancas o gibi Diário de Guerra, propondo aos leitores logo na capa do primeiro número a chamativa advertência de que se tratava de “uma revista de guerra diferente”. E talvez tivesse mesmo razão: publicando HQs produzidas exclusivamente por artistas brasileiros (ou estrangeiros aqui radicados), muitas das histórias lançadas nesta revista mostravam personagens profundamente humanizados, revelando aos leitores situações reais vividas pelos pracinhas brasileiros – não foi a toa que, dentre os roteiristas da GEP estava Alberto André Paroche, um legítimo ex-pracinha que havia visto de perto os horrores, e, paradoxalmente, a solidariedade nos conflitos bélicos na II Guerra. Garth Ennis, badalado roteirista da moçada de hoje em dia, que se destacou pela excessiva violência explícita com que narra suas histórias, na GEP seria no máximo contínuo, ou office boy. Coube a mim a sorte de encontrar quatro números desta coleção, num sebo na cidade paulista de Bauru: os números 1, 7, 8 e 10, lançados nas bancas brasileiras provavelmente entre os anos de 1968 e 1969.

A seguir vamos comentar mais detalhadamente cada um destes gibis:

Diário de Guerra # 1 estréia com a HQ chamada “Mêdo” (na época ainda se grafava o acento circunflexo), escrita por Paroche e ilustrada pelo grande Rodolfo Zalla, argentino de alma brasileira. Retratando a situação de alguns pracinhas da FEB, fala exatamente daquele sentimento, ou daqueles sentimentos que mais afligem os soldados de qualquer nação: quando a covardia e a coragem se confundem, as conseqüências podem ser trágicas. É também da dupla Paroche-Zalla a segunda história deste primeiro número, “Cláudia”, uma fascinante love story nos campos de batalha italianos. Um pracinha se apaixona por uma jovem italiana que tivera o rosto deformado por soldados alemães (e que ainda haviam matado seu pai). A feiúra na face da moça não impede o amor devotado pelo soldado brasileiro. De volta ao combate, ele tem chance de se vingar dos algozes de Cláudia, mas ao retornar para a cidade onde a encontrara, receberá uma péssima notícia. Completa esta primeira edição de Diário de Guerra “Uma Nova Esperança”, que não fala sobre a FEB, mas um relato banal sobre confrontos entre americanos e chineses, mas não seriam coreanos, não? Huum… Escrita e desenhada por Osvaldo Talo (que, assim como Zalla, é um argentino apaixonado pelo Brasil), se o roteiro parece pouco inspirado, seus desenhos dinâmicos muito valorizam a HQ.

Diário de Guerra # 7 traz belíssima capa de Rubens Cordeiro, e começa com “O Grande Covarde”, escrita por Milton Mattos e desenhada pelos irmãos Edno e Edmundo Rodrigues (o notável autor de Jerônimo Herói do Sertão, entre tantos outros personagens em Quadrinhos). No confronto com os alemães, um soldado da FEB angariava forte antipatia dos oficiais e dos colegas, pois se mostrava como um fervoroso cristão e por isso se recusava a tirar a vida de outrem. Ganhou o apelido de “Bíblia”, pois vivia citando os versículos sagrados aos companheiros, mesmo diante de fogo cerrado. Mas, quando a “cobra vai fumar” (o lema dos combatentes em ação), “Bíblia” surpreende pela impetuosa coragem – e sempre agindo como deve agir um bom cristão. Os irmãos Rodrigues se destacam por mostrar nas HQs um estilo que se assemelha ao do mestre Joe Kubert. Segue o número 7 com memorável HQ escrita e desenhada por Rodolfo Zalla, chamada “O Equilibrista”, que aborda um tema comum à FEB: a diversidade dos pracinhas, não só regionais mas também nos ofícios & profissões dos soldados que formavam as tropas. Aqui, um telefonista e um equilibrista de circo é quem vão tentar resolver a parada, cortando fios que eram essenciais para as comunicações entre os inimigos. Esta HQ foi republicada anos depois, já na década de 1980, num gibizão da Editora Ninja de Fernando Mendes, Pelotão Suicida (que é, a propósito, o nome de outro gibi de guerra contemporâneo do Diário de Guerra, mas lançado por outra editora, a Jotaesse).

A sétima edição se encerra com chave-de-ouro, com outra notável HQ da dupla Paroche-Zalla: “Santa Maria Villiana”, onde o próprio Paroche é o narrador, lembrando um episódio ocorrido realmente, uma batalha em destroçada cidade italiana onde o roteirista e ex-pracinha perdeu muitos de seus colegas, e muitos alemães perderam a vida também – mas nem o bombardeio conseguiu destruir a imagem da Santa Maria. Pode-se “acusar” esta HQ de ser amargurada e pessimista, mas não foram estes os sentimentos predominantes durante os conflitos? É perfeitamente compreensível que um participante, em espectador vivo e presente daqueles tristes acontecimentos, traga em seu coração algumas mágoas, alguns traumas, sentimentos e lembranças muito difíceis de se lidar.

Diário de Guerra # 8 traz linda capa do grande Sérgio Lima (profícuo ilustrador que na GEP ficou conhecido por seu traço em Lobisomem e também na revista da Múmia, ilustrando roteiros de Gedeone Malagola), e abre com “Fim-De-Semana No Front”, outra escrita por Milton Mattos e ilustrada por Edno & Edmundo Rodrigues. Dois pracinhas, Tião Pretinho e Mangueira, querem aproveitar uma pequena folga entre uma batalha e outra e tentar descolar algumas gatinhas na cidade de Nápoles (famosa por suas belas e jovens mulheres), mas a guerra não dá trégua e os dois combatentes, ambos tidos como “alterados” (indisciplinados) por oficiais & colegas, mostram muita coragem na hora do “vamos-ver”. Uma chance para o roteirista Mattos abordar outros assuntos como racismo, malandragem, religiosidade e amizade. Paroche-Zalla retornam com tudo em “À Sangue Frio”, história violentíssima que acaba comovendo até mesmo o lado inimigo – uma boa chance para mostrar aos leitores um fato histórico comprovado por autores como Hélio Silva e César Maximiano, e desconhecido da maioria das pessoas: a dignidade dos soldados alemães em combate. Maxiamiano comprova, em seu livro sobre os pracinhas da FEB, Onde Estão Nossos Heróis, que nos diversos campos de batalha por toda a Itália eram encontradas lápides improvisadas, grafadas em alemão, homenageando o guerreiro inimigo morto em combate – os soldados brasileiros, por seu lado, faziam o mesmo sempre que tinham oportunidade de enterrar algum “bosche” (o respeito mútuo que existia entre os combatentes brasileiros e alemães é algo que merece mesmo maior estudo dos historiadores). Encerra esta outra notável edição de Diário de Guerra mais uma do trio Mattos-Edno & Edmundo Rodrigues: “Homens Contra Tanques”, muito mais do que mostrar atos de heroísmo dos pracinhas, toca num outro assunto que foi muito marcante durante a participação brasileira, especialmente nos primeiros meses de recrutamento: as rusgas entre eles próprios, tão diferentes eram entre si os soldados convocados para a guerra. Nesta história, Maritaca e Bahia, dois pracinhas do Regimento Sampaio, trocam tantas ofensas que o sargento não agüenta e manda os dois resolveram a coisa no muque. Exaustos de tanto trocar porrada, ambos finalmente vêem-se obrigados a ajudar-se mutuamente quando são atacados por tanques alemães. Resolvida a parada com os blindados, ainda restavam as velhas rusgas a se acertar.

A História em Quadrinhos na Segunda Guerra – Comics

A Segunda Guerra foi um terrível evento na história da humanidade, contudo não podemos desconsiderar os parâmetros que surgiram para consolidar ideias, pensamento e tecnologias que seriam utilizando através nos anos posteriores da guerra.

A História em Quadrinhos passou a ser utilizada como instrumento de propaganda dos países envolvidos, não por acaso, personagens nacionalistas ou estereotipados passaram a fazer parte dos Comics americanos, ingleses, alemães e da maioria dos países envolvidos no conflito. Grandes Heróis como Capitão América e Super-Homem nascem para a Segunda Guerra ou ganham novas características para enfrentar a nova ordem mundial. Sem qualquer cerimônia esses novos instrumentos são utilizados de forma indiscriminada para o esforço de guerra. Isso traz esperança para os povos envolvidos, permitindo que o moral do povo no front doméstico possa estar sempre elevado. Eis alguns exemplos, americanizados é verdade, mas importantes para a História da Guerra:

Análise Histórica Fotográfica da Segunda Guerra – Parte 01

Vamos realizar pequenas e rápidas análises fotográficas da Segunda Guerra para compor um cenário total. Não vamos obedecer uma ordem cronológica dos eventos, vamos apenas detalhar as fotos sem uma ordem de apreciação. O objetivo e entender cada situação que é mostrada da fotografia.

A foto arremata para uma reflexão sobre os esforços das baterias antiaéreas que foram exigidas exatamente de acordo com a direção da guerra. Inicialmente usada ao extremo na defesa dos céus de Londres em uma defesa desesperada, e posteriormente utilizada na defesa da Alemanha em uma tentativa de diminuir os estragos causados pelos bombardeios intermináveis.

O transporte de tropas americanas para compor o primeiro escalão dos desembarques na África. Os Estados Unidos realizava o primeiro contato com tropas do Exército fora do pacífico, e muito se esperava dos americanos, principalmente os ingleses, já que tinham como prioridade o fim das atividades de Rommel nesse front, seria o primeiro êxito real de tropas aliadas contra a Alemanha.

Um soldado ferido em combate da África e recolhido a hospitais de campanha não tinha seu sofrimento encerrado, depois de tratado. Havia ainda a precariedade das condições materiais e as dificuldades climáticas.

Durante todas aquelas campanhas, os alemães e italianos tiveram 620.000 mortos, enquanto os ingleses perderam 220.000 homens, e as mortes norte-americanas na Tunísia foram de mais de 18.500 homens. A vitória dos Aliados na África do Norte destruiu, ou neutralizou, cerca de 900.000 soldados alemães e italianos, abrindo uma segunda frente contra o Eixo, além de permitir a invasão da Sicília e da parte continental da Itália em meados de 1943, além de aniquilar a ameaça do Eixo aos campos de petróleo do Oriente Médio e às linhas de abastecimento para a Ásia e a África. Isso foi extremamente importante para o desenrolar da Segunda Guerra Mundial.

Depois das tentativas de paz com os o Japão, os Estados Unidos foram surpreendidos pelos ataques a Pearl Harbor e consequentemente iniciar sua campanha no Teatro de Operações do Pacífico, contudo as operações militares começavam a se equivaler entre duas nações cujo poderio naval eram semelhantes nesse período.

Depois que Batalha sobre a Inglaterra perdeu o ímpeto, a saída mais lógica para Hitler era realizar um bloquei naval contra a Inglaterra com o objetivo de minar economicamente o inimigo, para tanto era necessário que as operações de UBoots fossem intensificadas, principalmente no Atlântico Norte que era a rota natural dos suprimentos oriundo dos Estados Unidos.

Um soldado que lutou nas pequenas ilhas do pacífico foi participante de uma dos conflitos mais duros da história das guerras. Os combates eram desgastantes e intensos e o isolacionismo das tropas tinham um efeito devastador no moral da tropa. Muitos permaneceram meses estacionados em ilhas que nada tinham a oferecer exceto privações.

O ímpeto combativo do soldado japonês era muito diferente do pensamento que se fazia deles antes da guerra. Considerado pelo comando militar americano como um soldado desnutrido, sem preparo e intelectualmente inferior, quando iniciou os primeiros combates toda a mística cai por terra. O soldado japonês estava disposto a lutar até a morte pelo seu imperador, um exemplo era o índice de rendição era quase zero entre as tropas de infantaria, e infligiam baixas explodindo granadas quando todos esperavam a rendição.

As tropas alemãs deixaram o mundo perplexo com as conquistas rápidas e devastadoras sobre os Países Baixos e França. Esse novo exército utilizavam técnicas concebidas no período entre-guerras mas que só existiam nas teorias de von Seeckt e no disposição de Guderian de utilizar blindados para moaobras estratégicas de tropas. O mundo prendia a respiração para ver os próximos passos de uma Alemanha de força militar muito superior a visão expansionistas da Grande Guerra.

Hitler em sua casa, conhecida com Berghof, local de encontro da cúpula nazista e onde ele recebeu chefe de Estados, inclusive o Primeiro Ministro Chamberlain. Hitler comprou essa casa com o dinheiro da venda de seu livro, Mein Kampf.

O Fusca Nasceu no Reich Nazista

Adolf Hitler, o futuro líder da Alemanha, esboçou um desenho do que viria a ser um dos carros mais populares da história. No verão de 1932, enquanto almoçava em um restaurante em Munique, inspirando pela admiração e amizade a Henry Ford, formulou um engenhoso plano: para reduzir o desemprego, iria implantar um programa massivo de obras públicas, incluindo super-rodovias, para tanto era necessário desenvolver um carro totalmente idealizado ao estilo alemão de luxo e baixo custo de produção. Hitler entregou o desenho para o chefe da Daimler-Benz, Jakob Werlin e disse para ele levar para pessoas que entendem mais disso do que ele, mas que ele gostaria de saber se era possível fazer um veículo com aquelas linhas.

Havia apenas um automóvel para cada 50 alemães, com comparação com um para cada cinco nos Estados Unidos, já que a maioria dos trabalhadores usavam a bicicleta ou transporte público como meio de transporte.

Hitler não foi o primeiro a conceituar super-rodovias e carros a preços acessíveis, mas quando ele assumiu a liderança da Alemanha em 1933, procurou Ferdinand Porsche, mas esse estava enfrentando sérios problemas. Erwin Komenda, o designer-chefe da Auto Union, estava trabalhando no desenvolvimento de um veículo com a ajuda de um túnel de vento. Ele se voltou para o projeto e construiu o protótipo do carro mais fabricado do século XX. Uma pequena equipe de engenheiros iria iniciar o desenvolvimento a partir de 1934.

 Existem outras considerações do texto acima e fontes de consultas que devem ser levadas em consideração quando na afirmativa de Hitler teria “criado o fusca”. Uma das fontes repassadas foi http://www.volkswest.co.uk/beetle_history.html

esboço creditado a Hitler, contudo há sérias controvérsias sobre a origem desse desenho, contudo nenhuma delas comprovada.

O carro popular do alemães

Apresentação do Protótipo

Charges e Cartoons Políticos da Segunda Guerra – Parte 02

Uma visão, em sua maioria americana, de Hitler que circulou na imprensa antes e durante o envolvimento dos Estado Unidos na Segunda Guerra.

 

Interessante Cartoon que exemplifca o momento vivido na America do Sul nos anos anteriores a Declaração de Guerra com os EUA. O Brasil e os demais países tinham uma forte influência nazista.

 

O início do desmoronamento nazi.

 

A Boa e Velha Coca-Cola Alemã

 

Notícias do Posto de Comando – 17 maio 2012

 Pessoal vamos inaugurar uma espaço para as notícias de interesse geral para historiadores, escritores, aficionados, estudiosos, pesquisadores,  Forças Armadas, professores, modelistas, associações, confrarias e etc.

Se você quer divulgar, pode enviar email para blogchicomiranda@gmail.com. Teremos o maior prazer em postar aqui. E o que melhor, “de graça”, desde que seja de interesse geral.

NOTÍCIA

LANÇAMENTO DO LIVRO

Título: Torpedo, o terror no Atlântico

Autor: Marcus Vinicius

Tema – O tema central é o torpedeamento dos navios mercantes brasileiros por submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. Há também uma abordagem do patrulhamento do Atlântico Sul feito pela Marinha do Brasil e pela recém-criada Força Aérea Brasileira.

Formato projetado – 16 x 23 cm

Nº de páginas – 286

Ilustrações – 79 fotografias

Capa – ilustração a cores

Preço – R$ 50,00 com frete postal incluso

O Autor enviou convite para o BLOG para o lançamento do livro. Agradecemos e oporturnidade e divulgação esse importante trabalho para a historiografia brasileira.

Contato com o autor:

mv.arantes@hotmail.com

NOTÍCIA

Comunidade do Orkut

 Para aqueles que acham que o Orkut está acabado, pois ainda é o melhor para debates e exposição de ideias. E uma das comunidades que queremos promover através de um debate responsável sem tendenciosismo, mas principalmente centrado em um argumento histórico é a de Adolf Hitler – Biografia ®. Se você tem ou pretende ter uma visão histórica sobre Hitler, sua obra e sua vida, sem qualquer tendência filosófica ou ideológica, mas puramente Histórica, pode entrar nessa comunidade que você não vai se arrepender.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=122206981

NOTÍCIA

Dia 24 de maio

Para aqueles que não sabem, no dia 24 de maio é dia da Infantaria e o BLOG tá trazendo uma homenagem aqueles que são exemplo de coragem.

NOTÍCIA

Indicação de Livro e Artigo

Coronel Lima Gil indicou e eu estou lendo e adorando, o livro é O OUTRO LADO DA COLINA, escrito por ninguém menos que o historiador estrategista Liddell Hart, expondo de forma brilhante a visão dos generais germânicos sobre a Segunda Guerra.

Um excelente artigo sobre o livro é do BLOG do Júlio César, Sala de Guerra, confiram:

http://saladeguerra.blogspot.com.br/2009/09/livro-o-outro-lado-da-colina.html

 

CategoriasGuerras, História

O Pai da Blitzkrieg? Uma Visão dos Blindados

Hans von Seeckt foi nomeado para o cargo de chefe do Reichwehr da República do Weimar, que era o Exército de Defesa da Alemanha, segundo o Tratado de Paz de Versalhes. Esse Exército estava reduzido a um efetivo de 100 mil homens, sendo 4000 oficiais e 96 mil praças e constituía a única força autorizada a manter a defesa do território alemão após 1919.

Seeckt realizou uma prodigiosa mudança no comportamento e na qualificação da tropa, realizando um treinamento profissional desse efetivo, mesmo sob as severas imposições do Tratado. Ele foi um dos primeiros generais a lançar as bases para a Blitzkrieg, defendendo a especialização de unidades relativamente pequenas, mas empregada com grande mobilidade nos campos de batalhas contra grandes efetivos de tropas inexperientes e mal formadas. Esse pensamento revolucionário deixava de lado o conceito de guerra estática e tornava evidente a criação de uma nova metodologia de combate. Para ele, os grandes efetivos de conscritos eram um enfardo desastroso para as futuras batalhas, pois os jovens seriam mais bem utilizados para os fins da guerra, trabalhando na indústria e fornecendo material bélico de primeira linha para os soldados profissionais. Outro efetivo, menos experiente, poderia ser utilizado como tropa de ocupação e reservas, buscando um aprimoramento e adquirindo a experiência necessária para entrar na linha de frente.

Contudo dois elementos importantes ficaram de fora da análise de emprego de tropas, segundo os conceitos que seriam empregados pelos alemães durante a Segunda Guerra, a utilização da aviação contra tropas inimigas, o que, para Seeckt, a Força Aérea deveria ser empregada especificamente para neutralizar a aviação inimiga e não na ofensiva contra tropas em solo. Um segundo conceito era a utilização de blindados para alcançar a mobilidade necessária nos campos de batalha. Nesse último caso, coube ao general Heinz Guderian a consolidação e aperfeiçoamento das técnicas de emprego de blindados na composição de uma guerra ofensiva de alta mobilidade que ficou consagrada como “Guerra Relâmpago”.

Portanto vamos verificar nas fotos abaixo alguns blindados que foram criados para alcançar a mobilidade ignorada por Seeckt e aperfeiçoada por Guderian, cujo o resultado já é notório para a História.

Fonte: O outro lado da Colina – Liddell Hart

A Série – Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Guerra – O Retorno

 Mais uma série das mais loucas da Segunda Guerra.

AMAN e ANVFEB-PE entregam Medalha Aspirante Mega – Reconhecimento Histórico

            A Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Seção Regional Pernambuco fez a entrega da Medalha Aspirante Mega no dia 10 de maio, na Academia Militar das Agulhas Negras, ao cadete primeiro colocado do terceiro ano do Curso de Infantaria, sendo agraciado com a honraria após participar do exercício da liderança, cuja execução visa desenvolver atributos das áreas afetiva, cognitiva e psicomotora, inerentes ao futuro comandante dos pelotões da Arma de Infantaria.

            Esta prova é realizada em uma única oportunidade durante o ano de instrução, sendo desencadeada ao longo de três jornadas ininterruptas. Ao longo deste período, os cadetes são submetidos a intensos esforços físicos, sendo avaliados quanto à sua capacidade de comando sob condições adversas, as quais buscam a imitação das extenuantes situações de combate.

            O nome dado à prova foi inspirado na heroica ação de combate desencadeada pelo Aspirante Francisco Mega, único Aspirante a oficial a tombar em combate no Teatro de Operações da Itália. No dia 15 de Abril de 1945, ele lançou-se à frente do seu pelotão contra as tropas inimigas instaladas na Cota 778 à leste da cidade de Montese e, mesmo sendo ferido mortalmente  no momento do assalto, buscou  a motivação dos seus homens na manutenção do ataque, proferindo as seguintes palavras: “Porque estão parados em torno de mim? A guerra é lá na frente. Quem está no fogo é para se queimar! Estou aqui por que quis! Se vocês estão sentidos com o que aconteceu, vinguem-se acertando o comandante deles! De nada valerá o meu sacrifício se não conquistarem o objetivo. A minha vida nada vale, a minha morte nada significa diante do que vocês ainda tem para fazer . Prossigam na luta…”

            Através deste legado deixado pelo Aspirante Mega, o Curso de Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras, por meio da referida prova, procura forjar o caráter militar de cada um dos seus Cadetes.

            Na solenidade, o General Arruda – Comandante da AMAN, fez a entrega da Medalha Aspirante Mega ao Cadete João Paulo Milanello TESSARI (1º colocado de 2011) e ao Cadete STYVERSON Mendes Fernandes (1º colocado de 2012).

            A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira sente-se honrada em poder agraciar estes Cadetes que souberam enfrentar com bravura e dignidade as dificuldades impostas, honrando a memória dos nossos verdadeiros Heróis.

“Conspira contra sua própria grandeza,  o povo que não cultiva os seus feitos heroicos”

Aspirante Francisco Mega

 

Os agraciados em continência a Bandeira

 

Cadete Styverson Mendes Fernandes

 

Cadete João Paulo Milanello Tessari (destaque 2011)

 

Foto da Turma do Aspirante Francisco Mega da Escola Militar de Realengo – 1942

Charges e Cartoons Políticos da Segunda Guerra – Parte 01

Vamos iniciar hoje uma nova série que considero uma das melhores já publicadas sobre o tema. A primeira é sobre os Cartuns e Charges Políticos da Segunda Guerra, essa arma de propaganda foi utilizada até o limite nos países envolvidos, desde a depreciação do inimigo até a venda de título de guerra. A segunda série é sobre os Quadrinhos de Heróis que surgiram durante o conflito e se perpetuou depois da guerra como agente de propaganda, principalmente americana.

O Turismo Militar Durante a Segunda Guerra: Integração Cultural

Antes mesmo de falar em globalização a Segunda Guerra proporcionou uma integração cultural inimaginável. Houve um deslocamento forçado de milhões de soldados de diversos países que enfrentam o flagelo da guerra ou que participaram diretamente do conflito, tais como o Brasil e Estados Unidos. Nesse aspecto, cidades italianas, francesas, belgas, polonesas, tchecas, holandesas e tantas outras que foram ocupadas pelos alemães e, posteriormente, libertadas pelos Aliados, tiveram a chance de respirar economicamente oferecendo serviços e depois faturando com o turismo de guerra. Exemplo desse tipo de atividade econômica eram os “Passes Livres”, que eram oferecidos aos soldados para um breve descanso em cidades como Paris e Veneza. Outro aspecto importante foi o envolvimento entre os militares e as mulheres dos países locais, fenômeno também verificado por ocasião da ocupação alemã. Não foram poucos os casos de italianas que deixaram seu país para se casarem no Brasil. Na França há casos de americanos que não retornaram mais para a América. Já a relação entre as forças de ocupação e os homens locais nem sempre eram amistosas, na verdade, entre as diversas tropas de países diferentes sempre houve brigas e quebra-quebra. Essa integração, inimaginável antes da guerra, tornou a Segunda Guerra um dos primeiros eventos da História a permitir a integração de culturas.

Os Uniformes e Soldados Mais Estranhos da Grande Guerra – Parte IV

Essa Primeira Guerra foi bastante estranha, pois projetou a tecnologia que seria desenvolvida ao longo do século XX, mas também deixou evidente equipamentos, uniformes e armas que foram utilizadas nos séculos anteriores. No final das contas é um grande divisor de águas em tecnologia militar. Vamos apreciar esses estranhos e, porque não dizer, hilários exemplos:

Eu Juro, tem um soldado ai dentro!

Fico pensando o cara combater com esse negócio, deveria ter uns50 kilos. Acho que houve cavaleiro medieval bem mais flexível para o combate

O que é isso? Super-homem da Primeira Guerra? Homem de Ferro?

Frente e Verso!! KKKKKKKKK

Série: As Maiores Snipes da Segunda Guerra – Parte Final

Em poucos momentos na História a mulher demonstrou tão bravura em combate e tanta coragem quanta as Snipes soviéticas. Observando o número de baixas causadas por elas e os atos de bravura individuais chega a ser assustador. Segue alguns exemplos:

Como um franco-atirador, Olga Vasilyeva atacou pela primeira vez em 1943 e matou 185 alemães no total. Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, ela voltou para Voronezh, condecorada com a Ordem da Guerra Patriótica e a Ordem da Estrela Vermelha.

Natalia Kovshova nasceu em Ufa em 1920 e juntou-se à frente, em outubro de 1941.

No dia 14 de agosto de 1942, o regimento de Natália estava combatendo perto da aldeia de Sutoki-Byakovo na região de Novgorod. Dois Franco-atiradores resistiram à ofensiva alemã nas trincheiras. Os soldados russos foram mortos um após o outro. Natalya era um dos poucos que permaneceu viva, ela foi ferida. Então decidiu puxar o pino da granada, e esperar para explodir os soldados alemães quando chegaram à trincheira.

Quando os alemães finalmente chegaram à trincheira, Natalya detonou as granadas, matando-se juntamente com muitos soldados alemães. Ela recebeu postumamente o Herói da União Soviética, em reconhecimento do seu sacrifício.

Maria Polivanova nasceu em uma aldeia na região de Tula, em 1922. Ela estava juntamente com Natália Kovshova quando detonaram as granadas na luta perto da aldeia de Sutoki-Byakovo na Região Novgorod em 14 de agosto de 1942. As duas morreram levando vários soldados alemães.

Inna Mudretsova matou 138 alemães, sendo seu primeiro alvo morto em 1943. Ela teve seu braço esquerdo amputado após um grave ferimento. Ela morreu pouco antes do 55º aniversário da Grande Vitória.

Nina Petrova nasceu em 1893, e no período da Segunda Guerra Mundial ela tinha 48 anos e não precisava lutar. No entanto, se juntou ao exército e matou 122 alemães. Ela morreu em um acidente de carro em 01 de maio de 1945.

Snipers Catherine Golovakha (à esquerda) e Nina Kovalenko (à direita).

Elizabeth Mironova matou 100 inimigos. Ela morreu em 1943 na defesa de Novorossiysk

Nina Lobkovskaya matou 89 inimigos

Maria Koshkina (Tkalich) matou 85 ocupantes fascistas começando como instrutora médica e, em seguida, se tornou sniper. Quando ela foi ferida na perna, continuou atuando como instrutora de médicos e socorrista. Ela nunca usava qualquer uma de suas medalhas e ordens de condecoração quando ela estava em casa na região de Leningrado, porque “recebeu por matar pessoas”.

Lyubov Makarova matou 84 alemães. Após o fim da guerra, voltou para Perm, sua cidade natal.

Alexandra Vinogradova matou 83 alemães

Julia Belousova matou 80 inimigos

Roza Shanina matou 75 inimigos. Ela insistiu em entrar para o exército, embora tivesse apenas 16 anos. Ela teve aulas e começou nas funções em 1944. Ela morreu em uma batalha em 28 de janeiro de 1945.

Yevgenia Makeeva matou 68 inimigos

Especial: 08 de Maio de 1945 – Os Acontecimentos!

O fim já estava estabelecido. A Alemanha não mais representava perigo, mesmo que ainda houvesse alguns focos de resistência à guerra já tinha sido definida. O interessante é que algumas tropas nazistas ainda enfrentavam os soviéticos para atravessar as linhas para se entregar aos americanos e ingleses. A Alemanha entrava em uma das fases mais duras de sua história. Sua capital estava em ruinas e seu povo vagava pelas ruas em busca de alimento, milhões perderam a vida. Indícios de estupros de mulheres berlinenses já eram ouvidos nas linhas Aliadas, mas o calor da vitória não cedia margem para os “pequenos desvios de condutas” das tropas de ocupação soviéticas. O objetivo agora era caçar de forma sistemática os principais líderes nazistas e conseguir angariar as melhores mentes para seu próprio país, era outra guerra.  Suja ao ponto de relevar as atitudes de qualquer nazista para deliberadamente absorver as pesquisas, métodos e informações contra um ex-aliado em potencial. Alguns generais, como George Patton falavam abertamente sobre um ataque preventivo contra a União Soviética, a política de Stálin era cruel e sua vontade de implantar um mundo nos moldes socialistas só não era tão grande o ego do declaro Grande Vencedor da Guerra. Heinrich Himmler, Göring, Speer e outros líderes nazistas são presos para um futuro acerto de contas. Himmler se mata ao ser descoberto e preso. Nada mais resta para a Alemanha a não esperar pela misericórdia dos seus inimigos, mas uma vez! Em contrapartida o soldado alemão se matem disciplinado, não há debandadas, não há fugas ou levantes contra os comandantes, o  soldado da Wehrmacht marcha de forma honrada e disciplinada.

Especial: 08 de Maio de 1945 – A Rendição!

Amanhã, estamos comemorando 67 anos do fim da guerra na Europa. Realmente a data deve ser lembrada e refletida para que possamos, como civilização, entender o contexto de toda a guerra, suas causas e consequências para o mundo hoje. E isso é História, é o principal instrumento para que os homens possam utiliza e entender os erros do passado e caminhar para o futuro com a ponderação necessária a paz, o respeito a sobrevivência dos povos e seu direito de existir, tudo que a Segunda Guerra ensinou para uma geração que sofreu como nenhuma outra, e as futuras pudessem entender tudo isso! Aprendemos?

 Para lembrar a DATA vamos publicar um Especial hoje e amanhã tentando realizar uma análise histórica do conflito, com fotos inéditas e artigos dos mais variados.

Artigo: A Rendição e suas consequências

No dia 08 de maio de 1945 deu-se oficialmente a rendição alemã, pondo um fim ao conflito que se arrastava desde setembro de 1939. Apesar da continuação da Segunda Guerra Mundial no Teatro de Operações do Pacífico, o principal inimigo das nações Aliadas na Europa assinava sua rendição incondicional após uma última e desesperada batalha por sua capital, Berlim. Hitler não representava mais perigo desde 30 de abril, quando se suicídio em seu bunker, muito embora ainda haja aqueles que sustentem a teoria de que o Fürher não morrera sob essas circunstâncias. Esse dia marca o início de um novo processo que lançaria o mundo em um novo paradigma entre dois blocos de influência, os vencedores se dividiriam em socialistas e capitalistas e a Alemanha seria o centro nervoso da chamada Guerra Fria.

Em 1945 a Grande Guerra Patriótica da União Soviética teria oficialmente assegurado à vitória em 09 de maio, data que muitos países consideram a fim da guerra da Europa, já que as condições de rendição foram vazadas para impressa ocidental antes de sua divulgação, fazendo com que países como Inglaterra e França festejassem o fim da beligerância antes da divulgação oficial. Contudo, no dia 07 houve a primeira capitulação geral em Reims, mas Stálin deu ordens expressas sobre a cerimônia de rendição, e deveria ser em Berlim.

É importante pontuar que a partir desse momento o mundo, e os próprios Aliados, já olhavam com desconfiança para a União Soviética, principalmente porque as ações em Berlim que deixaram a capital alemã totalmente nas mãos dos Vermelhos, e ainda havia a influência nos Estados fronteiriços libertados como a Polônia, Tchecoslováquia, Hungria e Bulgária. Eram muitos países potencialmente influenciados pelo Comunismo e isso incomodava os aliados acidentais. Na Conferência de Potsdam se considerou as áreas de influência e a divisão da Alemanha em zonas de ocupação: Francesa no sudoeste, Britânica a sudoeste, e americana no sul e soviética no leste, essa formação durou até 1949 quando os setores se franceses, britânicos e americanos se tornaram a Alemanha Ocidental (RFA), com capital em Bonn, enquanto o setor soviético se transformou na República Democrática Alemã (RDA) ou simplesmente Alemanha Oriental. O caso mais grave era exatamente Berlim, sendo uma ilha no lado soviético, ficou dividida entre Berlim Oriental e Berlim Ocidental. Essa era as consequências geopolíticas do pós-guerra que permeou o mundo por 45 anos.

Visão e consequências da liderança mundial antes de 1945 e pós 1945

 

Em outras oportunidades sempre frisei o nível dos frequentadores desse espaço virtual. Entre muitas publicações, sempre tive o prazer de ler comentários de exímios pesquisadores que aumentaram a abrangência e os detalhes dos posts do blog. Alguns desses comentaristas tive o prazer de começar uma amizade, dentre os quais o Chico Bendl e o Mauro Moryarty. O primeiro já escreveu um artigo para o blog, mostrando sua capacidade intelectual e de pesquisa. E hoje, tenho o prazer de publicar um artigo do amigo Mauro. Um dos comentaristas mais capacidade da internet sobre a Segunda Guerra, e um ávido pesquisador. O Artigo mostra, com excelência, uma análise metódica, mas com uma linguagem simples e direta, abordando a visão e os atos de líderes mundiais no pré-guerra e as consequências no mundo pós-guerra.

Sinto-me lisonjeado de ter nesse humilde espaço o apoio sapiente de pessoas tão capacitadas.

Visão e consequências da liderança mundial antes de 1945 e pós 1945

Mauro Moriarty

  Nas comemorações dos 50 anos de Hitler, é de se supor que a Alemanha estivesse tomada mesmo por júbilo e comemorações do natalício de Hitler, apenas seis anos passados da sua ascensão ao poder, parecia que a Alemanha havia recuperado o seu orgulho nacional, e a posição que lhe cabia no cenário geopolítico continental e internacional, Hitler recuperara politicamente quase tudo o que a Alemanha havia perdido na Europa, após a derrota na primeira Guerra Mundial e a desastrosa paz imposta por Versalhes, mas apenas seis meses depois deflagraria uma segunda guerra mundial, por erro de calculo político, finalmente os aliados reagiram a suas iniciativas de anexar o que fora perdido antes, o mundo lhes cobrava, e a Polônia foi seu limite moral estabelecido.

Como podemos considerar Hitler? Certamente não pela imagem forjada pelos seus inimigos vencedores, é preciso cuidado ao se tentar construir uma ideia mais imparcial e o caminho mais seguro e encarar os fatos de sua vida e afastando as interpretações tendenciosas desses fatos oferecermos nos mesmos nossas próprias interpretações algo perfeitamente licito mesmo que não sejamos nenhuma autoridade com obra publicada, eles geralmente abordam um dos muitos motivos prováveis e apenas tão bons quanto os outros para as suas explicações. Portanto nossas opiniões desde que responsáveis (E por isso entendo o conseguir estabelecer uma relação de causa e efeito que se sustente por si mesmo) podem ser apreciadas como licitas.

Portanto podemos dizer da pessoa do ditador alemão ser ele dotado de uma inteligência invulgar e inquieta, laboriosa e em muitos aspectos original, mas não infalível, aos estudiosos de sua biografia saltam a vista os erros de sua personalidade. Na politica um mestre no oportunismo que sabia como ninguém aproveitar-se de uma ocasião para explorar uma demonstração de fraqueza de um possível adversário e submete-lo a sua vontade, foi assim no começo, na sua campanha politica quanto ao povo Alemão que lhe elegeu, no trato com os comandantes da Wermacht e depois com as lideranças Inglesa e Francesa. Como comandante militar foi em muitos aspectos um visionário foi ele que ao tomar contato pela primeira vez com os conceitos da Blitzkrieg, lhes reconheceu as potencialidades e incentivou as mentes mais originais que o advogavam, permitiu a Guderian que implantasse e disseminasse a nova tática no exercito Alemão tornando-o eficaz e eficiente como o conhecemos. No planejamento militar reconheceu a necessidade de afastar-se do antigo plano Schlieffen de invasão da França, determinado pelos militares conservadores como único viável num conflito com aquele país, e assumir a necessidade de originalidade no trato com a questão, dessa forma prestigiando a iniciativa heterodoxa de Manstein de atacar com panzers pelas Ardenas, podemos também lhe atribuir o feito de ter salvado o exercito Alemão na primeira ofensiva de inverno do exercito vermelho contra a Wermacht, enquanto a Wermacht insistia na retirada (Que poderia ter se transformado em debandada com perda importante de equipamento e possivelmente incapacidade de estabelecer nova linha que contivesse os soviéticos), ele apegou-se a necessidade de resistir a todo custo, o que se revelou a decisão mais acertada.

Contudo é preciso que se diga que embora reconhecendo quaisquer qualidades pessoais e mérito no líder Germânico, ele não inventou a Alemanha nem as qualidades inequívocas e inerentes ao povo Alemão, à Alemanha já existia antes de Hitler e continuou existindo, ela foi grande antes dele, foi à Alemanha dos Kaisers, primeiro unificada e conduzida a grandeza pela antiga Prússia, dirigida por sem dúvida um estadista muito melhor do que ele o Chanceler Otto Von Bismarck, em cujos méritos estão: Bater os principais inimigos da Alemanha na Europa conseguindo a unificação, fazer da Alemanha a maior potencia do mundo na sua época, estabelecer uma ordem Europeia sob a liderança Germânica, e evitar habilmente qualquer tentativa de hostilidade a Alemanha através da influência política que soube exercer como ninguém. E quanto à era pós Hitler, o seu legado? A Alemanha teve que lidar com todas as dificuldades da ocupação, depois o desmembramento, recuperação econômica e prudência politica no trato com a guerra fria, tudo o Alemão suportou e suporta até hoje, mas nunca deixou de acreditar e empreender, conseguindo a sua recuperação econômica e finalmente a tão esperada unificação em 1989, abrindo expectativas de mais grandeza futura.

Mesmo se pretendermos atribuir a Hitler a grandeza da Alemanha em 1939, isso soaria duvidoso, o mais provável e que a Alemanha encontraria um caminho próprio, mas se não podemos atribuir a Hitler a grandeza sem desmerecer em parte as virtudes do povo Alemão, com certeza podemos atribuir ao ditador Alemão grande parte da culpa por tudo o que a Alemanha enfrentaria a partir de 1945, ou seja, tudo que de mal foi descrito acima, e que ela teve de enfrentar no caminho da recuperação, com um terrível agravante, a contribuição pessoal do ditador, o estigma de pais agressor e genocida, que os vencedores trataram de explorar amplamente, prejudicando em muito a imagem da Alemanha e seu povo ao resto do mundo, a propaganda que tomou ares de educação histórica associou tudo o que é Alemão com o nazismo e Hitler.

As raízes da primeira guerra e da segunda a meu ver devem sua origem a um pensamento que Hitler compartilhou em comum acordo com a maioria da liderança mundial do seu tempo, o pensamento imperialista colonialista, que já estava em decadência após a primeira guerra mundial, mas que permaneceu forte e influente até o inicio da segunda guerra, essa maneira de pensar afetava mais alguns do que outros, por exemplo, Winston Churchill era obsessivo na defesa da manutenção da sua decadente Inglaterra, sempre foi inimigo da Alemanha não pelas falsas razões que ele e os outros que escreveram sobre ele evocaram, nunca foi o herói que lutou para libertar o mundo da tirania nazista como disse e disseram dele, mas um imperialista egoísta e ganancioso determinado a envolver o mundo inteiro numa guerra apenas para destruir um competidor de mesma orientação imperialista (A Alemanha) que ameaçava ultrapassar seu império condenado, foi às pressões que fez em Chamberlain que o fizeram enviar o ultimato à Alemanha afirmando que declararia guerra a fim de defender o estado criado por Versalhes e garantido pela Inglaterra, Chamberlain ao aceitar o conselho perdeu sua cadeira de primeiro ministro, pois seu ultimato provocou a guerra com a Alemanha, e o povo inglês não estava disposto a pegar em armas para defender uma irrelevante Polônia. Mas a consequência da tramoia logo veio à tona Churchill assumiu o seu lugar na câmara aproveitando-se das consequências do erro que ele induziu em Chamberlain e quando a URSS invadiu a Polônia junto com a Alemanha ele foi desmascarado, pois se havia aconselhado a entrar em guerra para defender a integridade e soberania da Polônia conforme foi prometido a ela em tratado caso fosse atacada, porque não declarou guerra a URSS quando esta invadiu a mesma Polônia, Stalin após o fim das operações contra a Polônia não criou um estado Polonês soberano, mas anexou a parte invadida a URSS, o que derruba a teoria de uma invasão para manter pelo menos a integridade de parte de uma Polônia soberana, dessa maneira Churchill deixou bem claro sua animosidade pessoal e intenções contra a Alemanha de Hitler, e repeliu todas as ofertas de paz da Alemanha, estava decidido a destruir o rival imperialista Europeu e garantir a manutenção dos privilégios ao seu império moribundo.

Quanto a Hitler estava impregnado desta visão de economia colonialista, ele desenvolveu sua visão dentro de uma mistura de teoria evolucionista com economia colonialista (Lenbesraum ou Espaço vital), seu Mein Kampf  estava impregnado da necessidade de que o forte prevalecesse sobre o fraco, e de que a Alemanha precisava de terras afim de comportar a sua crescente população com a necessidade cada vez maior de recursos naturais, na visão dele os mais fortes eram claro os Alemães e os mais fracos os povos e os territórios Orientais Europeus que tornaram-se foco de sua visão distorcida de sistema econômico e desculpa para corrida armamentista, na sua opinião se a Alemanha não lança-se mão o mais cedo possível dessas terras, o excedente populacional Alemão teria de imigrar, a indústria para continuar a se expandir seria cada vez mais dependente da compra de matérias-primas do mercado exterior, e segundo ele uma grande Alemanha só seria possível reunindo todos os povos de língua Alemã sob a proteção da pátria Alemã. O problema enfrentado pela Alemanha e outros principalmente o Japão quanto à dependência de matérias-primas, era a falta de organismos internacionais que normalizassem o comercio entre as nações, essa lacuna permitia a prática de todas as formas de especulação em relação às nações dependentes, incluindo a ameaça de pressão de embargo no fornecimento como forma de coação, e a escolha pela agressão armada para tentar minimiza-los tornou-se constante, caso da Itália com a Abissínia, Alemanha na Tchecoslováquia e Japão na Manchúria, quanto aos produtos exportados por essas nações, sofriam todo tipo de protecionismo e eram sobretaxados trazendo grandes prejuízos para suas economias, às preocupações de Hitler tinham um fundo lógico pelo menos, mas uma abordagem sua duvidosa quanto à solução.

 A sua solução de arriscar-se a uma guerra mundial a fim de prevenir a Alemanha de uma situação desvantajosa que ele supunha duraria por todo o futuro Alemão revelou-se desvantajosa e desnecessária, o sistema político e econômico ao qual tentou se ajustar e que não teria futuro em longo prazo já ruía, um país com a posse de muitas colônias e recursos, mas inferiorizado tecnologicamente como cada vez mais a Inglaterra se mostrava, via a desvalorização da matéria-prima em proveito dos produtos manufaturados com qualidade tecnológica superior e a custos inferiores, portanto era na tecnologia e pesquisa cientifica que estava o futuro do sucesso econômico-comercial de uma nação e não na facilidade de obtenção de recursos naturais, no futuro, cada vez mais esses recursos naturais seriam vendidos a preços desvalorizados, só para serem comprados de volta na forma de manufaturados supervalorizados, uma colônia geradora de recursos naturais para a metrópole se tornaria mais um ônus administrativo que uma vantagem, também a ideia de explosão demográfica favorável perdeu-se, a tecnologia permitiu o cultivo de cada vez mais terras com cada vez menos trabalho humano, a Alemanha com uma população confinada e sob controle espontâneo de natalidade pode se entregar a politicas benéficas de educação e melhoria de qualidade de vida, facilitada em muito por está isenta dos gastos militares dos quais foi proibida, e com que outros países oneram seus povos sem retorno social benéfico para seu desenvolvimento e qualidade social.

Portanto a conclusão logica de tudo isso é que se lutaram duas guerras mundiais na defesa de conceitos econômicos, políticos e sociais ultrapassados, Churchill desesperadamente tentando defender os que a Inglaterra havia herdado do seu imperialismo criminoso e decadente, e Hitler atacando na tentativa de conseguir remediar os males de uma revolução industrial tardia, que fizera a Alemanha chegar atrasada na conquista imperialista por colônias que supostamente forneceriam os recursos para sua florescente indústria.

O mundo novo que se forjou a partir de 1945 é fruto direto da prova de todos esses erros, porque inclina-se a ser totalmente o oposto, a guerra só acelerou a transição definitiva da mudança de um mundo Colonialista  para o que chamamos hoje globalizado, com a criação da ONU principal organização internacional que coordena um grande numero de outras cuja finalidade e a de arbitrar e administrar os negócios internacionais, tentando resolver o máximo através da diplomacia, tem conseguido evitar ou ao menos confinar conflitos armados, evitando o perigo de uma quarta guerra mundial, mas resquícios do mundo antigo não faltam, como quando a Inglaterra envia uma frota para atacar a Argentina em defesa de uma colônia sua do outro lado do mundo para ela, e que fica na sala de estar da Argentina, mas essas iniciativas ficam cada vez mais suspeitas aos olhos do mundo e ultrapassadas para aqueles que entendem os caminhos da paz e prosperidade mundial.

 

 

Série: As Maiores Snipes da Segunda Guerra

Notabilizando o trabalho daquelas mulheres que deixaram de lado a suposta fragilidade do sexo feminino para atuar como exemplo de resistência, frieza e, principalmente, como lideres dentro do Exército Vemelho. Não obstante aos preconceito em uma guerra que notabilizava e exaltava a fibra do Bravo Homem, as mulheres tiveram a oportunidade, pelo menos na União Soviética, de mostrar seu valor nos campos de batalha. Nada mais justo do que o reconhecimento histórico.

Lyudmila Mykhailivna Pavlichenko nasceu na cidade ucraniana de Belaya Tserkov em 12 de julho de 1916. Ela mudou-se para Kiev com sua família com apenas 14 anos. Lá, ela entrou para um clube de tiro e sendo graduada como atirador, enquanto trabalhava em um moinho na fábrica Arsenal Kiev. Em junho de 1941, com 24 anos Pavlichenko estava cursando o quarto ano de História na Universidade de Kiev, quando a Alemanha nazista começou a invasão da União Soviética. Pavlichenko estava entre as primeiras voluntárias no escritório de recrutamento, onde ela pediu para se juntar à infantaria e, posteriormente, foi atribuída a 25º Divisão do Exército Vermelho.

Em uma das batalhas, Pavlichenko substituiu o comandante do batalhão morto durante a luta e mais tarde foi ferida, mas se recusou a deixar o campo de batalha.

Tenente Pavlichenko participou de batalhas na Moldávia e Odessa. Quando os alemães tomaram controle de Odessa, sua unidade foi retirada para ser enviado para Sevastopol na Península da Criméia, onde ela lutou por mais de 08 meses. O total de mortes confirmadas durante a Segunda Guerra Mundial foi de 309, incluindo 36 snipers inimigos. Além disso, ela se tornou instrutora de snipers soviéticos até o final da guerra.

Pavlichenko iria “caçar” sozinho ou com Leonid Kutsenko – que se juntou à divisão junto com ela – todos os dias ao amanhecer deitada por horas ou dias à espera de um inimigo. Ela muitas vezes entrou em duelo com franco-atiradores alemães

Uma vez que os dois atiradores foram vistos por oficiais alemães que abriram fogo de morteiro. Leonid foi gravemente ferido e Pavlichenko conseguiu evacuá-lo do campo de batalha, mas ele não sobreviveu.

Desde então, ela lutaria ainda mais corajosamente, tomada por vingança contra o inimigo de seu falecido amigo.

Em junho de 1942, Pavlichenko foi ferida por tiros de morteiro. Por causa de seu crescente status, ela foi retirada de combate menos de um mês após se recuperar de suas feridas.

Pavlichenko foi enviado para o Canadá e os Estados Unidos para uma visita de publicidade e se tornou o primeiro cidadão soviético a ser recebido pelo presidente dos EUA Franklin Roosevelt. Mais tarde, Pavlichenko foi convidada por Eleanor Roosevelt em turnê pela América relatando suas experiências

Após a guerra, ela terminou a sua educação na Universidade de Kiev e começou uma carreira como historiadora. De 1945 a 1953, ela era assistente de pesquisa da Quartel General da Marinha Soviética. Mais tarde, ela era ativa no Comitê soviético dos Veteranos de Guerra. Pavlichenko morreu em 10 de outubro de 1974 aos 58 anos.

L. Pavlichenko encabeça a lista dos melhores 45 soviéticos Snipers Feminina da II Guerra Mundial.

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